Entre O Céu E O Inferno
1 Capítulo 1 Anjo sem asas
Notas iniciais
Bem... Essa é minha primeira fic... Espero que vocês se apaixonem por ela assim como eu, todo comentario será bem vindo...Anjo sem asas
Anjo sem asas
Para quem não me conhece... Sou Edward Antony Cullen, fuzileiro do exército dos Estados Unidos e vivo em missão desde que me lembro. Já voltei para casa algumas vezes, mas não gosto muito que saibam onde estou quando não estou em missão, faço questão de manter sigilo cuidando de minha família que são as pessoas que mais amo, isso se chama... Carinho...Sempre que volto de alguma missão, carrego nas minhas costas algumas ameaças, muitas vezes feita por terroristas dizendo que minha família deixou de existir no momento em que resolvi dedicar minha vida ao meu país.Mas tenho certeza que nunca nenhum deles poderia imaginar o grande tesouro que tenho escondido...Meu pai: Carlisle Cullen, médico renomado, responsável pelo hospital de Seattle, antes atendia como médico do maior batalhão de guerra, mas depois da guerra do Golfo e do nascimento de minha irmã, ele decidiu que era hora de se aposentar.Minha mãe: Esme Anne Platt Cullen, decoradora de interiores, conhecida por seu trabalho primoroso, principalmente por estrelas de Hollywood e pelo serviço prestado na Casa Branca toda vez que se muda a Presidência, mas antes de ser uma famosa decoradora, foi essa linda mulher de 1,60m que educou e amou com grande afinco seus filhos.Minha irmã: Mary Alice Cullen, bailarina do principal corpo de dança da escola Bolshoi, sempre foi dedicadíssima a dança e quando passou pela audição, achou que havia morrido, ela sempre foi muito exagerada. Mas sempre foi o meu grande amor.Foi por eles que decidi seguir carreira militar, foi para proteger esse inestimável tesouro, o tesouro que nenhuma riqueza seria capaz de comprar... Os amores de minha vida.Há alguns anos atrás, para ser mais exato há cinco anos, quando voltei de uma missão por ter sido ferido em batalha encontrei um parzinho de pés a mais naquela sala de dança que não eram de Alice.Ela era de estatura baixa, longos cabelos castanhos avermelhados, pele extremamente branca, dançava com uma leveza de dar inveja a qualquer bailarina de qualquer corpo de dança do mundo, tinha lindos olhos verdes e se dedicava tão incansavelmente que se desligava do mundo, ela vivia em um mundo só dela, nesse momento a invejei, pois também queria encontrar algo para me desligar da dor lancinante que sentia devido aos tiros de fuzil.Era a visão de um anjo... Que podia ser tocado, que estava a alguns passos de mim, mas que meu corpo não conseguiu mover nem mesmo um milésimo de centímetro. Nem mesmo a imagem dos corpos de meus companheiros de batalha me causaram tal imobilidade, tal mudes, quem poderia ser aquele ser tão delicado?Senti mãozinhas pequenas e delicadas nas minhas costas, não precisei virar-me para saber quem era, seu perfume adocicado sempre a entregava, Alice.- Me diz, o que tanto olha?- Quem é ela, Alice?- Swan, Isabella Swan, mas preferi ser chamada de Bella, ela faz ballet comigo há mais de doze anos, você deve se lembrar dela de meus aniversários, ela sempre esteve presente, sempre muito tímida.Sabia que o nome não me era estranho, mas será que aquela menininha que sempre se escondia atrás das cortinas quando eu entrava havia se transformado nessa linda mulher?Eu recordava-me dela com Marias-Chiquinhas nos cabelos cacheados, usando sempre vestidos de babados e olhar tão envergonhado que parecia querer se esconder do mundo.Realmente era ela...- Vem, eu os apresento.- Deixa Alice, não quero atrapalhar.- Tenho certeza que Bella também quer alguns minutos de descanso, pode deixar, não nos atrapalhará em nada, Edward.Consegui sair do meu torpor e caminhei arrastado por uma Alice toda saltitante para dentro da sala, quando nos aproximamos, Bella me olhou pelo imenso espelho e sorriu, nesse momento meus pés não tocavam mais o chão, se antes eu a comparei a um anjo, o que senti ao olhar aquele sorriso, não tinha a que comparar.- Desculpe pelo incomodo Edward, deveria ter policiado melhor a altura da musica, quando danço me desligo do mundo e esqueço que posso incomodar, como vai? Alice havia me dito que estava em casa e mais uma vez peço perdão pelo meu deslize.Bella disse estendendo a mão para me cumprimentar, quando toquei sua mão uma corrente elétrica atravessou meu corpo, tão intensa que senti minhas pernas fraquejarem, será que ela também sentiu?- Não incomodou em nada, Bella... Digo, Isabella. - Só acreditarei que realmente não lhe incomodei se me chamar somente de Bella, como fez antes de usar todo meu nome.- Então estamos combinados, bem preciso repousar e vou deixá-las a sós para continuarem seus ensaios, quando será a audição?- Em alguns meses, será no Teatro Municipal, sei que ainda tenho muito que aprimorar, mas tenho certeza que Alice está com a vaga garantida.- Deixe de besteira Bella, se eu estou com a vaga garantida, você já é a principal bailarina.- Não vi Alice dançando, mas realmente Bella, você dança magnificamente bem, tenho certeza que nem os anjos são tão leves.
O que acabara de sair da minha boca, o que eu tinha acabado de dizer? Alice me olhava com um ponto de interrogação no meio da testa, como se perguntando quem eu era e o que tinha feito com seu irmão, e lá estava, as bochechas rosa que me lembrava tão bem à garotinha dos cachos castanhos. - Obrigada Edward. Bella respondeu num sussurro tão baixo que mais pareceu um leve suspiro.Retirei-me para meu quarto, deitei-me e fiquei desejando poder nadar naquele mar verde sem fim, até adormecer. Ao adormecer, sonhei que mãos frias tocavam meu rosto, lábios quentes e macios tocavam os meus e uma delicada voz dizia aos sussurros: - Seja bem vindo ao lar meu anjo.Não consegui ver o rosto daquela pessoa estava em duvida se estava consciente ou não, mas aquele aroma de morangos lembrava-me... Cachos castanhos...Despertei muitas horas depois, já era noite, minha irmã estava sentada aos pés de minha cama com uma cara extremamente interrogativa, me olhava com os mesmos olhos de quando era criança e aprontava e corria para meu quarto querendo proteção. Por eu ser dez anos mais velho que Alice, sempre a encobria para meus pais.- Deita aqui comigo, vem?Disse batendo do meu lado na cama, Alice não pensou duas vezes e se jogou ao meu lado abraçando-me com muito cuidado devido meu ferimento no ombro.- Eu vou acabar morrendo dias desses por sua causa Edward, eu me pergunto como viverei sem você.- Porque está dizendo isso, Ali?- Toda vez que vejo pela televisão ou ouço sobre a guerra, pergunto-me se o próximo a receber estúpidas honrarias vai ser você, pergunto-me toda vez se vai vir com o coração batendo ou frio dentro de um caixão lacrado.Alice disse-me com lágrimas já escorrendo por seus lindo olhos azuis, feria-me mais aquela dor que qualquer tiro de fuzil...- Eu sempre voltarei pra você pequena, e pense enquanto eu estiver lá, estarei te protegendo dos homens maus.- E quem protegerá você dos homens maus? Quem estava lá por você Edward, enquanto você estava sendo ferido por uma guerra que você não tem culpa, essa guerra não é sua Ed.Ed, nem me lembrava há quanto tempo não ouvia esse apelido da qual Alice me chamava quando éramos mais novos, eu sempre fui seu Ed, sorri com aquela lembrança tão boa.- Essa guerra não é de ninguém Ali, mas precisamos proteger os que amamos, e eu amo você, amo papai e mamãe, eu não me importaria de levar um tiro no peito se soubesse que vocês nunca seriam feridos, é por isso que luto Alice, para poder ver vocês bem.- Talvez esse seja seu erro Edward, já parou pra pensar em como papai e mamãe se sentem quando vêem o filho deles embarcando para mais uma missão? Mamãe chora por dias e papai sempre tenta ser forte, mas já o vi chorando em seu escritório abraçado a sua fotografia rezando para que volte “vivo” milhares de vezes.Alice enfatizou bem a palavra vivo, mas nem mesmo eu sabia se depois da primeira vez eu retornei vivo.- Quando recebemos a noticia que você havia sido ferido em combate, papai quis organizar uma equipe para resgatá-lo, mas seu general não permitiu, disse que mesmo papai sendo um ex fuzileiro, não admitiria nenhum tipo de intromissão ao seu batalhão, que ele tinha homens e não filhinhos da mamãe. Passamos 15 dias em agonia, mamãe não queria falar com ninguém, papai tentava a todo custo conseguir que lhe mandassem de volta para casa, eu me sentia uma inútil, não sabia o que fazer, às vezes eu conseguia fazer mamãe comer alguma coisa dizendo que quando você voltasse para casa iria precisar da força dela, era nessas horas que via um pouco de vida em seus olhos, papai envelheceu uns dez anos nesses dias e sempre que eu via a porta do quarto deles entreaberta ele estava com ela no colo como se estivesse embalando uma criança indefesa.- Continue fazendo isso Alice, seja a garotinha forte deles por mim, enquanto você estiver batalhando eu vou lutar por vocês pequena.- É exatamente isso que estou falando Edward, eu não quero mais ser forte, quero poder abrir a porta do seu quarto e em vez de olhar uma fotografia de um lindo homem fardado, quero ver meu irmão de cuecas dormindo tranqüilo em sua cama, quero poder ter para onde correr quando tenho medo da chuva, quando conheço um novo gatinho ter para quem contar, e se der errado um ombro pra chorar, eu quero você de volta Edward.- Que história é essa de gatinho? Quem é o safado que anda dando em cima do meu bebê?Alice sorrio com o modo que eu disse, por mais que crescêssemos, Alice seria para o resto de minha vida o meu bebê, pois logo quando nasceu e meu pai estava no Golfo, lembro dele ter me dito que Alice era minha, que era responsabilidade minha ajudá-lo a cuidar de minha mãe e minha irmã, que mamãe era seu bebê e Alice o meu.- Quero te ver dançar bebê, amanhã você dança pra mim, deixa ver a sua aula?- Que pergunta é essa? Você sempre me viu dançando, porque agora precisaria de permissão?- Talvez você se sinta envergonhada por eu estar lá depois de tanto tempo, só tive um pouco de receio.- Você sempre será o meu espectador favorito, mesmo que eu fosse dançar de colant roxo de bolinhas laranja, eu sempre vou querer que você me veja.- A que horas?- As 14h00min.- No mesmo Studio?- Sim, Bella também estará lá. A simples menção de seu nome me fez tremer, senti meu peito aquecer, um tipo de reação que nunca tive antes em minha vida.Ficamos em um silencio confortável por vários minutos, era muito bom ter Alice ali comigo, já fazia tantos anos desde a ultima vez que nem me lembrava.- Edward?- O que Ali?- O que você acha da Bella?Que tipo de pergunta era essa? - Porque está me perguntando isso Ali? Iria mudar alguma coisa sua amizade com ela se eu a aprovar ou não? E há quantos anos vocês se conhecem? Não acha que você mesma já tem resposta para sua pergunta?- Está sendo evasivo, Edward. Bella é minha melhor amiga desde que me lembro, acho que desde a vida toda, a conheço como a palma da minha mão e conheço cada reação daqueles olhos.- Então não entendi Alice.- Você ficou a observando mais de 20 minutos essa tarde Edward, não se faça de tonto comigo.Então ela tinha visto, me pergunto o que Alice não vê.- Eu só estava olhando ela dançar, foi como eu disse, ela é magnífica.- Você a olhava com uma cara de bobo que na hora me deu vontade de rir, e que conversa mais melosa foi aquela?- Que conversa melosa?- Oh Edward, me poupe. - Alice, você está sendo absurda, Bella deve ter a sua idade, o que eu faria com uma garotinha que ainda nem saiu das fraldas direito, Alice? - Edward, não é a mim que você está enganando é a você.- Alice o jantar está pronto?- Oh meu Deus, foi por isso que eu vim te chamar, o jantar!!! Mas porque mudou o rumo da conversa?- Porque você deve estar delirando, como não está com febre porque estou sentindo sua temperatura só pode ser fome. Alice levantou de minha cama, colocou as mãos na cintura e disse com toda a sua autoridade:- Se eu estou delirando, então porque dizia o nome de Bella enquanto dormia essa tarde?Arregalei meus olhos, isso não podia ser verdade, e como ela ouviu, será que Bella também teria ouvido?- Alice por favor vamos jantar, depois continuamos, e quero saber que gatinho é esse que vou ter que te proteger.E encerramos o assunto, pelo menos até depois do jantar.Quando descemos as escadas, a mesa de jantar estava posta, fiquei me recordando das muitas noites que meus companheiros e eu fomos dormir sonhando com pão amanhecido e água fresca, para nós naquele momento seria o banquete dos deuses, sonhávamos em poder dormir no silencio de nossos quartos e aquecidos pelos corpos de nossas mulheres ou no meu caso, encontrar um corpo pra me aquecer. Sempre fui muito arredio a sentimentos, preferia me manter com mente na guerra, vi muitos companheiros deixarem esposas e filhos aos prantos, tendo que virar as costa para suas famílias e irem pelejar, sempre me perguntei se um dia teria pra quem voltar. Mas a verdade é que eu temia ter que deixar mais peças de meu tesouro pessoal para trás.- Filho — meu pai me tirou de meus devaneios. — Aconteceu alguma coisa, você parece estar tão longe.- Somente lembranças pai, coisas que tenho certeza que ficaram eternizadas na minha mente, coisas que passamos em zona de guerra, é impossível desligar-se por estar em casa, ainda tenho muitos de meus homens naquelas trincheiras, aguardando meu retorno, não consigo ignorar isso.- Enquanto não estiver em condições, não permitirei que volte para aquele lugar.
Ouvindo aquelas palavras que mais pareciam uma ordem não consegui me conter.- Senhor, peço que entenda meus argumentos e entenda que sobre a minha responsabilidade existem outros homens, que sou seu Capitão, sou responsável por cada vida que deixei em campo de batalha para me recuperar junto de minha família, e que assim que estiver sem os curativos me apresentarei novamente como o bom soldado que sou.Nessa hora os olhos de Carlisle ganharam um frio com minhas palavras que percebi que o grande General Cullen estava de volta. — Ninguém se apresentará nessa casa sem meu aval, me responsabilizo por você como médico e também ex fuzileiro, sabendo assim que nenhuma ordem minha será questiona junto à junta médica do exército, eu ainda sou Carlisle Cullen, e ainda tenho meu respeito soldado.- O conheço muito bem senhor, seus feitos por nossos soldados tornaram-se lendas, seus salvamentos, sua garra para perder o mínimo de vidas possíveis, mas quero ser mais que vossa sombra, quero também um dia levantar minha cabeça e dizer para meu filho “eu sou Edward Cullen”, não a sombra de alguém.Carlisle me olhou com os olhos marejados, mas mesmo assim não baixou a cabeça e disse-me:- Quero pegar meus netos no colo e dizer que aquele grande homem descendo as escadas é o maior homem que já existiu em nosso exército, não quero ter que apontar para um retrato na parede, quero meu filho vivo enquanto eu puder ter, pelo o amor de Deus, Edward, eu quero você vivo.- Isso não muda minha opinião que voltarei para meu batalhão quando estiver melhor.- Chega com essa discussão — minha mãe sempre chegava para por fim em tudo, o que lhe faltava em tamanho ela tinha em voz de comando. – Já não basta todo o tormento de viver com uma espada sobre nossas cabeças toda vez que Edward tem que voltar para aquela maldita guerra, na hora do jantar também teremos que passar por isso? Calados os dois, o jantar será servido e eu não quero mais ouvir falar sobre guerras, soldados, feridos, honrarias, nada disso, quero minha família junta como há muitos anos não tenho, jantando em paz, que o inferno dessa guerra fique para fora da porta da minha casa, entendido?- Sim senhora.Dissemos Carlisle e eu juntos.Assim que minha mãe se retirou da sala Carlisle se aproximou e disse-me como um menino fazendo arte:- Ainda bem que não a tivemos com um de nossos Generais. Não pude conter o riso, ele me olhava com um olhar cúmplice, não resiste aquele olhar e abracei aquele homem que a vida também tanto mal tratou, meu herói.- Eu não quero te pedir para escolher entre a nós e o seu batalhão. Eu já estive em seu lugar e quando decidi me afastar foi por minha família, sei que você vê seus homens como outra família, que deseja protegê-los, mas agora é hora de se recuperar, por favor, não tente se fazer de forte para depois se prejudicar... Você deve estar ansioso, mas por favor... Se você não se cuidar, como vai fazer para cuidar de um corpo de mais de duzentos homens? O jantar foi serviço e como pedido por Esme passou na mais perfeita paz, éramos novamente uma família completa como minha mãe havia dito.Alice falava empolgada de sua audição que seria dali alguns meses e minha mãe estava orgulhosa de sua pequena guerreira que também travava sua batalha pessoal.Ficamos conversando até tarde, minha mãe como sempre falando das frescuras de todas suas clientes, meu pai dos ocorridos dentro do hospital e Alice sobre escola e ballet, Alice cursava o ultimo ano do ensino médio, dizia que se não desse certo com a dança, cursaria arquitetura e paisagismo, quando eu retornasse, tentaria entrar em algum curso de medicina e realizar mais um de meus sonhos, estar ao lado de meu pai e em casa.Eu sempre estudei em colégios militares por causa de Carlisle então meu caminho já estava certo e antes mesmo de entrar em alguma universidade já estava enterrado até os joelhos em campos de batalha. Por eu ser um jovem muito bem articulado e estrategista aos dezoito anos já armava emboscadas para meus inimigos, mesmo ainda não estando em campos de batalha e quando completei vinte anos fui enviado para minha primeira missão em Bagdá, para desespero de meus pais.- Edward, irá me ver dançar amanhã.- Jura filho, que ótimo, vai ser bom sair de dentro de casa e respirar outros ares, tenho certeza que Tânia ficará radiante por poder te ver.- Mamãe, não quero saber de Tânia, quero estar lá por Alice.- E Bella. — Alice disse sem nem ao mesmo levantar a cabeça, eu a fuzilava com os olhos, aquela nanica iria me pagar.- Bella? Como foi que Bella veio parar nessa conversa? -Perguntava meu pai cheio de intenções.- Edward viu Bella dançando essa tarde no nosso Studio e ficou babando nela, ele diz que não, mas está mais que na cara, teve uma conversinha besta com ela papai, precisava ver.- Alice, é melhor se calar. -Ameacei, mas não surtiu efeito.Esme me olhava com os olhos brilhantes e com a boca aberta, parecia que estava ouvindo que havia ganhado um premio milionário.- Edward, é verdade? A meu Deus nossa pequena Bella, ganhando o coração do meu soldado, eu não poderia me sentir mais feliz. E ela Alice, o que acha da idéia?- Bella ficou toda sem jeito depois que Edward saiu do Studio, errou passos simples e percebi que corava com algo que lembrava, a senhora sabe que ela é extremamente calada e para tirar qualquer coisa dela, tenho que ameaçá-la de morte.- Alice, essa brincadeira está indo longe demais, qual é o propósito de deixar sua melhor amiga e eu constrangidos com comentários infundados?- Filho, qual o problema de se apaixonar por Bella, ela é uma moça linda, centrada, e nós a adoramos, não vejo mal algum. — Meu pai também apoiava a idéia o que me deixou mais estarrecido ainda.- Chega, essa conversa já foi longe demais, não vejo Bella com outros olhos que a via quando ela tinha cinco anos com seus cabelos cacheados e seus olhos que me olhavam com medo — disse isso saindo da sala rumando para meu quarto. — Boa noite a todos.- Edward, não se esqueça que irá me ver dançar amanhã.- Vou pensar no seu caso Alice, não sei mais se quero ter ver dançando.- Você prometeu.- Que eu saiba apenas lhe disse que iria, estou mudando de idéia.- Tudo bem, você não vai ao Studio eu trago Bella até aqui, dizendo que você quer vê-la dançar.- Você não faria isso meio metro.- Então tente não aparecer na minha aula.- Bella não viria ela é uma criatura tímida.- Eu tenho meios de conseguir o que quero com Bella.Com aquela precisei me calar, Alice sempre seria Alice, mesmo depois de tantos anos, ela sempre conseguiria.Subi para meu quarto, entrei em meu banheiro e tomei um longo banho morno, o que ajudou e muito a relaxar a conversa sem nexo de momentos atrás. Observava meu ferimento no espelho e a impressão que tinha era que estava em piores condições do que a ultima vez que meu pai avaliou, será que poderia ser algum tipo de infecção? Passei minha mão pelo ferimento, fiz seus curativos e sabia exatamente o que iria fazer no dia seguinte antes de ir à aula de ballet de Alice...Rumei para meu closet, peguei apenas uma calça de moletom, deitei-me e logo a inconsciência me tomou como nos meus melhores sonhos, no silencio de meu quarto, e aquecido.“Fazia muito frio, estava tudo muito quieto, o cheiro de pólvora estava insuportável, eu não conseguia enxergar nada, por causa das nuvens de poeira, estava totalmente perdido, não conseguia distinguir em que tropeçava se eram escombros ou buracos, se eu estava por cima de algo ou embaixo, muito no fundo eu podia ouvir gritos de socorro, mas nada que não estivesse pelo menos a uns 400m longe de mim, não conseguia ver se era dia ou noite, sentia que estava molhado e quanto mais tentava limpar, não conseguia, tentei mexer meus braços, mas algo os prendia, tentei me contorcer, mas estava completamente preso, ouvi uma voz muito longe gritando meu nome e não conseguia achar nada, senti uma mão me tocando e quando consegui ver eram grandes olhos azuis em uma face muito jovem reconheci sendo Taylor Crow, um dos soldados de meu batalhão.- Crow, o que está havendo.- Ele continuou me olhando sem dizer nada. — Crow, de que lado surgiu o ataque, quais áreas mais foram bombardeadas? Soldado, qual nossa posição?Nesse momento Crow explodiu, tornando-se uma nuvem rosa...- CROW!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!- Edward, filho, abra os olhos, Edward. — Meu pai me chacoalhava com força. — Filho abra os olhos, você esta em casa, acabou filho, acabou, calma... — Meu pai tentava me reconfortar, me trazer a razão enquanto eu repetia:- Crow, Crow pai, ele explodiu, deveria ter alguma mina por perto, era pra eu ter morrido, mas foi Crow quem pisou, pai...- Tudo bem Edward, você está conosco, calma meu filho, por favor foi só um pesadelo...- Pai, quando isso vai acabar? — Perguntei em desespero, com dor no peito.- Filho, você está ardendo em febre, deixe-me olhar seu ferimento. — Meu pai retirou as bandagens que eu havia colocado, disse que estava infeccionado, mas seu rosto de horror ao olhar minhas costas dizia-me que era muito pior do que pensava. — Deite-se filho eu já volto, não durma.- O que está acontecendo pai? Estou com náuseas, preciso... — Não consegui chegar até o banheiro e vomitei todo o jantar no chão de meu quarto.- Meu Deus Edward, será que não viu que seu ferimento estava piorando? — Carlisle levantou-se de minha cama saindo do quarto, minutos depois entrou acompanhado de Esme e um estojo de instrumento, deu-me algo para beber, logo depois ele tirava meus pontos, limpando com uma case embebida em uma solução que ardia meu nariz de tão forte, logo senti a mesma ardência em minha pele, tão forte e achei que fosse desmaiar.- Sei que deve estar doendo, mas seja forte filho, seja forte soldado, olhe pra mim Edward, preste atenção no som de minha voz, filho... — Carlisle tentava me manter acordado a todo custo, sabia que aquele torpor não era um sono comum, meu corpo queria apagar, queria a inconsciência, exigia na verdade.- Filho, me escuta — minha mãe tentava também manter meus olhos abertos. — Filho, precisamos que você se mantenha acordado, olhe para a mamãe. Eu estava suando, não conseguia mais entender o que eles me diziam, quando meus olhos encontraram em pé na frente da porta de meu quarto a última pessoa que imaginei ver... Isabella.Atrás dela estava uma Alice assustada, que logo adentrou meu quarto gritando comigo:- Ed, fica comigo, olha pra mim, Edward, presta atenção babaca. Edward, eu juro por Deus que se você morrer eu não vou ao seu funeral... Mentira vou sim, e vou chorar horrores... Esquece... Você prometeu que ia me proteger dos gatinhos que dão encima de mim, lembra? Pelo amor de Deus presta atenção em mim. Minha mãe tinha ido ajudar Carlisle, que estava fazendo algum tipo de procedimento pela demora, Bella que ainda me olhava da porta, veio caminhando lentamente em nossa direção, seus olhos estavam rasos d’água, não era piedade, nem dó, era medo, será que eu tinha a assustado com meus gritos? Segurou minha mão e me olhando nos olhos disse:- Agüenta firme, estamos todos aqui com você...
Notas finais
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