Entre O Abismo

4 STARTING - O ENCONTRO.


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"Drogas.. o que essa palavra representa pra você? Algo ruim, que não presta e não faz bem a saúde, quando ela é apresentada para nós vem de forma muito boa, algo novo e legal um novo encontro com a outra realidade. Como tudo não é bom pra sempre, você passa a querer mais e mais. Uma droga criada pelo ser humano dura por um bom tempo e você mesmo pode controlar, pode se tratar e viver uma vida normal novamente. Mas quando, essa droga é criada por você mesmo quando encontra outra outra pessoa, e essa "coisa ruim" fica cada vez pior sem poder controlar , sua vida vira o céu e o inferno. O amor é o pior tipo de droga criada dentro de nós, porque ela dura pra sempre e mesmo com tratamento ela ainda deixa cicatrizes espalhada pelo corpo inteiro e uma pequena dose transforma sua vida num mar de rosa ou um inferno na Terra. "

Talvez foi a vida, ou o destino não sei ao certo que fez ele aparece na minha vida foi bom, maravilhoso e contagioso. Não posso dizer o quanto estava feliz quando encontrei porque estarei mentindo, mas, das piores coisas que fiz na minha vida foi se apaixonar pelo o inimigo. Estava esperando 15 anos pra morrer...
Depois de aceita o convite da Suzuki, fui ao karoke famoso da cidade que fica alguns quarteirões da escola. O pessoal não fez questão em economizar na diversão, cantamos, bebebos e comemos alguns petiscos e pra minha sorte eu não paguei nada. O Takuya, o garoto mais bonito do colegio, fez questão em pagar tudo que eu pedisse como eu não gostava muito disso (ok, na verdade eu gosto, mas como não tinha intimidade..) não fiz quase nenhum pedido, as meninas ficavam loucas toda vez que ele olhava pra mim e sorria e para não deixar mal sorria de volta. Não era dando mole pra ele só apenas gentileza, não conhecia nada sobre paixão e meninos eles eram como dois universo separado do meu universo. Nas categorias escolares, era pra se considerada nerd, como sou bonita e gentil não sabia em qual ficava os meninos gostavam de mim não do jeito de Suzuki. Seu cortejo era maior. Como eu disse, somos contraria mas sempre dizia que minha timidez ativava os meninos a falarem comigo.
A diversão foi boa, então na hora de voltar pra casa Takuya fez questão em me acompanhar mesmo sendo caminhos oposto, claro a galera ficaram pirados com o convite e todos queria que eu aceitasse, para a tristeza de todos eu disse que não queria e ficaria bem indo sozinha. Tenho spray de pimenta para casos graves.
Na hora nem liguem e fiquei feliz em ir sozinha, mas depois arrependi um trecho que liga a escola e minha casa é bem vazio só casas e uma velha cerejeira, caminhando segurando minha mochila sobre o peito caminhava olhando para os dois lados, como sou bastante medrosa, apressava os passos. Mão gostava mesmo daquele lugar.
Passei pela velha cerejeira olhando somento para o chão como a rua é vazia não tinha como eu esbarra em alguem. O vento ficava um pouco mais forte.
- Talvez chova. — falava comigo mesmo.
Diminuindo os passos cheguei em casa, cansada encostei no pequeno muro e olhei para o céu, limpo com bastante estrelas abaixei a cabeça e fiquei olhando para a grande arvore da vizinha cada ano ela fica maior ou sou eu diminuindo? Ela fez parte da minha infancia, na verdade desde dos quatro anos foi quando mudei da Inglaterra pra cá, não tenho quase lembraça do país de origem se mandasse eu voltar pra lá com certeza não duraria um més. Gosto daqui, desse lugar e das estações me sinto em casa.
Fechei os olhos e de repente um vento muito forte surgiu parecia que ia levar junto, depois ficou tranquilo, abri meus olhos e deprarei com a imagem fiquei paralizada, não mexia um membro do corpo, só via meus olhos olhando fixamente e ele fazia o mesmo, a batida do meu coração batia lentamente, tudo em camera lenta. Observei cada pedaço de trecho do seu corpo, alto, roupa ninja da era feudal. cabelo grande e branco, dentes afiados e brancos como de um animal, e.. orelhas? Fiquei espantada e meus olhos arregalaram de surpresa, ele continuava olhando pra mim do muro da vizinha que era um pouco alto, minha cabeça girava, aquilo é impossivel. Seus olhos era como um homicida estava pronto pra matar em vez de eu ir correr para minha casa, não, resolvo ficar parada adimirando a morte melhor. Quando pisquei novamente ele desapareceu. Meu coração acelerou rapidamente coloquei a mão no meu peito e senti que ia ter uma parada aqui mesmo, só que tudo não passava de desespero.
Entrei pra casa, tranquei a porta e fiquei sentada no meio da sala refletindo no que aconteceu. "Não pode ser, colocaram drogas na minha bebida. Como uma pessoa pode pular no muro, e... e ter orelhas. Aquilo é de verdade? Não... vou denuncia aquele lugar estão colocando metafetamina nas bebidas". Fiquei parada por uma hora pensando, então levantei e fui tomar um banho.
Com a mente clara refleti melhor, talvez deva ter algum tipo de evento otako em algum lugar, mas o estranho é que ele estava na casa da vizinha, ela só tem filha mulher. Não se sabe, para uma fantasia é uma das melhores que vi, tão bem feita até a orelha pensei que fosse de verdade.
- Não é de verdade, é apenas uma fantasia bastante bem feita. -olhei-me no espelho do banheiro.
Eu morava sozinha, ou dizendo melhor, meus pais viajavam muito e só voltava a cada três meses então praticalmente morava sozinha. Aprendi a fazer de tudo então não precisava alguem cuidar de mim. Comi alguma coisa, fiz meu trabalho e fui ver algo na televisão. Mas nada fazia tirar o garoto da minha cabeça mesmo convencendo que aquilo tudo é mera concidencia nada demais.
Contudo, naquele instante não senti medo o que é pra acontece, não senti vontade de correr ou gritar só simplesmente olhar, fica olhando. Ele é bonito, seus olhos vemelhos não fizeram recuar. De alguma força senti algo aquecer meu coração e sorrir. Depois fechei os olhos e fiquei imaginado o rosto dele, de novo e de novo como voltar em uma cena favorita. Não lembro de mais nada porque dormi na sala mesmo e não lembro o sonho que tive.
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