Entre Nós
13 Capítulo 13
Notas iniciais
“Bianca”
Acordei novamente. Dessa vez estou mais consciente de toda a situação e com medo. Eu queria gritar, mas sei que não vai adiantar nada. Sentei e senti imensas dores na costela e cabeça. Aquela Vaca!
Onde está Cadú? Será que irá buscar por mim? O que farão com ele? Mil imagens dele vieram à minha mente. Deitei novamente no colchão e comecei a divagar. Pensar sobre nós. Uma vez, minha avó disse que não há nada mais forte que a energia, e quando enviamos boas vibrações para alguém, este a recebe. Respirei fundo e concentrei-me no meu sol. Logo todo um fogo subiu pelo meu corpo. Abri um largo sorriso. Pensei com toda a minha força nele, enviando nosso calor para que soubesse que estou viva e vou voltar para ele. “Que Deus o dê esperanças e forças, meu sol.”.
“Cadú”
Acordei lento e ainda me sentindo cansado. Por quanto tempo dormi? Fui até a sala e todos já estavam lá, conversando. Vi um homem que não conhecia e imaginei que deveria ser o tal detetive.
– Que horas são?
– São quase 22h primo. Ainda bem que descansou. A noite será longa. – Cat estava com roupa de ginástica, pronta para a correria.
– Atualizem-me. – Disse e fui para a cozinha comer algo. Achei um pacote de batatinhas e outro litro de pura cafeína em forma de refrigerante. Vai ter que servir.
– Bem, — Começou Júnior – a pequena aqui descobriu que eles mudaram-se há pouco tempo de onde viveram por anos. Parece que iam para Itatiba, mas ninguém tem certeza. O detetive esteve no clube onde foi a festa, interrogando funcionários. Descobriu que uma van estranha passou algumas vezes pelo local e uma porta de emergência nos fundos foi usada para o sequestro.
– Isso mesmo. – O homem levantou-se enquanto eu me aproximava. – Meu nome é Leonel, senhor.
– Ok, Leonel. Mais alguma novidade?
– Não, mas temos muitas informações boas. Passarei parte da noite em sua antiga casa, descobrindo algo. Voltaremos a nos falar amanhã por volta das 19h. Pode ser?
– Por mim tudo bem. Procuraremos por mais pistas e iremos informando.
O detetive foi embora e ficamos somente nós.
– É muito pouco... – Me sinto frustrado.
– Eu sei, cara. Mas é muito para apenas pouco mais de 12h. Você tem contatos. Use-os. – Disse Henrique.
– Eu não tenho contatos! – Joguei as mãos no ar.
– Tem sim Carlos Eduardo. Seu pai deixou-lhe dinheiro e contatos. USE-OS. – Ele disse mais firme.
– Oh... Entendi. Eu vou. – Eu nunca me recordo do poder que tinha meu pai. Realmente eu tinha contatos e dinheiro. Fui para o meu escritório meio perdido. Por onde começo?
Logo todos adentraram o local.
– Priminho, vamos te ajudar! Você sabe se ele tinha alguém na polícia que pode agilizar e nos orientar?
– Sim, ele sempre foi muito amigo do Capitão Oliveira.
– Ótimo! Separe seu telefone!
– Mano, seu pai tinha um império. Ele devia ter alguém que fazia coisas, hum, sujas, como invasão de privacidade, busca em banco de dados, rastreamentos. – Nossa, esse moleque é inteligente.
– Nunca pensei nisso...
– Mas pense e faça contato!
– Outra coisa cara. Seu pai tinha seguranças. Você terá que pedir alguns. Quem sabe o que esses loucos farão, e você morto não poderá resgatar a donzela. Contrate! – Dessa vez foi Henrique.
– E, Carlos. – Disse Armando de forma mais branda. – Você precisa de dinheiro para enganá-los talvez. Vá ao banco. Organize-se.
Ual. Tanta coisa. Senti-me em um filme de ação e com uma equipe muito boa.
– Ok, eu não sou dez. Vamos dividir as tarefas. Júnior, você fará contato com a equipe de segurança que era do meu pai e o Capitão Oliveira.
– Perfeito. – Assentiu Jr.
– Pequena, você vai voltar para a casa e tirar toda a informação que puder. Mas antes, vai me ajudar com o cara da invasão de privacidade e trabalharão juntos.
– Fechado! – Ela disse, empolgada.
– Henrique, você vai comigo ao banco. Vai me ajudar a arrumar tudo para agir. Finalmente vou assumir tudo que herdei.
– Sem problemas. Também vamos equipar sua casa nova. Você vai se mudar para lá. Aqui estará muito vigiado.
– Tudo bem. – Ir para lá sem ela... Não! É para salvá-la. – E, Armando?
– Sim. – Ele me olhou, pronto para receber ordens.
– Você vai cuidar de Madú. Vou transferir o dinheiro para você e farei contatos para cuidar dela da melhor forma possível. Assim que ela voltar à consciência, quero que acompanhe de perto seu depoimento e nos dê todas as informações. – Seu roso iluminou-se. – E também quero que dê um beijo na boca dela e a reivindique!
Todos rimos enquanto ele ficava roxo. Realmente agir era o melhor a fazer! E eu tinha pessoas sensacionais comigo.
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