Notas iniciais
Gente, olha quem resolveu ressuscitar, não me matem e muito menos me odeiem, realmente, realmente sinto muito, esse ano entrou com tudo pra mim, estou sem tempo até pra mim, estou trabalhando pela parte da tarde, e comecei a minha faculdade dos sonhos esse ano, na parte noturna, então já viram né. Mas pra felicidade de vocês e de mim, voltei! Eu estava morrendo de saudades disso aqui, e novamente, não vou abandonar meus médicos. Espero que gostem!

Seattle, Washington.

Isabella Cullen

Felicidade. Isso definia parcialmente o que eu sentia nesse momento. Edward era... Ele era incrível, tudo bem, ele tinha seus inúmeros defeitos, mas as qualidades, eram realmente espetaculares, fazia tudo valer a pena. Esses com certeza não eram meus planos quando me mudei para Seattle, eu só queria trabalhar e cuidar do meu garoto, não me relacionar com ninguém e muito menos meu chefe. Edward me fazia esquecer parcialmente tudo a minha volta, ele me deixa flutuando toda vez que olha pra mim, e meu coração dispara só de olhar pra ele. Eu sinto aquele friozinho na barriga quando ele está por perto. Eu estava literalmente fodida. A água morna fazia meu corpo relaxar, mas o meu sorriso demente não saia dos meus lábios. Eu nunca tinha dormido tão bem, ver o grande Edward Masen se derreter com a historia do Peter Pan e ver os seus olhos cor de mel se fechando aos poucos fez o meu coração se encher de alegria. Ele finalmente estava esquecendo de tudo que passou na guerra. Sinceramente, eu esperava que ele me contasse o que tanto o tormenta, eu sei que não pode ser tão ruim assim, e eu poderia ajuda-lo a superar.

Edward tinha atendido ao telefone há poucos segundos, sinceramente eu esperava que ele se juntasse no banho comigo, o que não era certo, Noah poderia subir e nos procurar a qualquer momento. Terminei de enxaguar meus cabelos e deliguei o chuveiro. O chuveiro dele era magico. Era como uma grande cachoeira. Talvez eu compre um modelo desses pra mim, mas muito provavelmente, custava muito mais que meu rim. Me vesti com um roupão branco que ele tinha separado pra mim e peguei outra toalha para secar meus cabelos. A porta estava entre aberta, fodido telefone por ter tocado na hora que ele entraria comigo. Abri a porta sutilmente, Edward estava de costas pra mim, ele encarava o telefone e apertava o aparelho na sua mão com tanta força que imaginei que as veias dos seus braços pudessem estourar. Sua respiração estava pesada como quando ele ficava irado. Mas uma vez o celular voltar a tocar e se possível, ele apertou o aparelho com mais força. “Edward, tudo bem?” ele apenas virou a cabeça na minha direção e bufou. Estreitei meus olhos e caminhei até ele lentamente. “Quem é?” Ele se virou na minha direção e respirou fundo, com uma mão ele coçou a parte de trás da cabeça e me olhou como se eu fosse acusa-lo de alguma coisa.

“Sinto muito. Era seu ex-marido, eu muito provavelmente disse uma coisa que o irritou muito. Ele não para de ligar.” Edward fez uma careta me entregando o telefone e colocando as mãos no bolso do seu short. Edward mordeu o lábio enquanto me olhava. Miserável. Ele sabia o quanto isso me deixava fascinada. Ele é tão bonito, e todo meu. Sua barba clara estava nascendo e isso o deixava ainda mais charmoso. Eu adorava a sua barba. “Você não vai atender? Ele pode estar um pouco furioso.” ele deu de ombros e deu uma pequena risada. “Eu vou ver como o Noah está enquanto você fala com esse idiota.” Edward girou seus calcanhares e saiu do quarto batendo a porta com um pouco de força. Eu só não fazia ideia do que diabos Carlisle poderia querer comigo. Pensei em não atender, mas talvez pudesse ser alguma coisa sobre o divorcio.

“Olha aqui seu grande filho da puta, se você chegar perto da minha Isabella ou do meu filho eu juro que eu vou...”

“Carlisle, o que diabos você quer? E não use a palavra minha e Isabella na mesma frase.” Ele parou por um momento, mas eu podia ouvir o som da sua respiração pesada, eu não sabia o que ele e Edward tinham conversado, mas o que quer que seja, tinha o deixado furioso.

“Oh, você resolveu atender agora? Quem diabos era aquele idiota que atendeu seu celular? E onde você está? Liguei na sua casa ontem a noite toda, pela manhã e sem nenhum resultado. Eu realmente espero que você não esteja na casa desse cara!” ele gritava pelo telefone, gritava tanto que eu tive que afastar o celular do ouvido, eu conhecia Carlisle o suficiente, podia não estar o vendo, mas eu imagino o quanto ele estava bravo e totalmente possesso. Edward realmente o enfureceu. Tomei algumas respirações profundas e tentei manter a calma.

“Eu já disse a você um bilhão de vezes Carlisle, a minha vida não lhe diz respeito, você e eu não temos mais nada, então onde eu estou ou com quem estou, com certeza não é da sua conta. Mas fique tranquilo, Noah está bem e está comigo, se você quiser falar com ele eu posso passar a ligação.” Ouvi sua respiração pesada do outro lado, eu podia facilmente imaginar seus olhos de fogo e a enorme careta que ele supostamente fazia.

“Nós ainda temos um filho juntos Bella, isso ninguém pode romper. E eu não gosto da ideia da mãe do meu filho se portanto como uma prostituta.” Eu realmente pensei em jogar o aparelho na parede, mas isso não lhe faria mal nenhum, travei meus maxilar e apertei minhas mãos em punhos, segurei o celular com tanta força que minha mão doía. Fechei meus olhos e respirei fundo algumas vezes.

“Escute aqui, seu poço de arrogância, eu não admito que você fale assim comigo, nunca mais, ouviu Carlisle? Nunca mais ouse a falar assim comigo, é a segunda vez que você liga pra me ofender. Eu não sou absolutamente nada sua, então tenha um pouco de respeito pela mãe do seu filho, pelo menos isso seu estupido arrogante. Então se você me ligou pra me chamar de prostituta eu realmente tenho coisa melhor pra fazer.” Ouvi ele respirar fundo e soltar alguma praga.

“Sinto muito Bella, você tem razão eu... eu perdi o controle, eu liguei pra conversar, como pessoas civilizadas, sinto muito de verdade. Eu recebi alguns documentos sobre o divorcio ontem pela tarde.” A ultima frase ele soltou meio receoso, toda a raiva que eu sentia foi indo embora aos poucos dando lugar a um pequeno sorriso. Paul tinha me ligado recentemente dizendo que o processo já estava em andamento, mas eu não pensei que seria já.

“Oh, isso é bom, quando mais rápido isso começar, mais rápido termina. Você pode dar uma olhada nos papeis, se já não o fez, eu não quero absolutamente nada, não sou uma caçadora de dotes como a sua mãe vivia me chamando. Não acho que tenha problema em assinar.” Dei de ombros entortando meu pescoço para o lado, deixando o celular entre meu ouvido e meu ombro, peguei a mochila do Noah e tirei minhas roupas extras que tinha trazido na noite passada.

“Na verdade a um grande problema!” ele disse firme me fazendo parar por alguns segundos.

“O que você quer dizer? Eu conferi tudo com o advogado, acho que está tudo bem.” Ouvi sua respiração pesada do outro lado da ligação e fiquei tensa.

“Eu não vou assinar, de jeito nenhum, eu sei que ainda a um jeito. Eu sei!” ele realmente queria me ver furiosa hoje, fechei os olhos por alguns segundos e tentei não ficar realmente furiosa.

“Carlisle, olha, eu realmente não quero brigar, de verdade. Nós já falamos sobre isso, você concordou que eu viesse para Seattle, você disse que me queria feliz, eu estou feliz, então, por favor, por favor, não torne as coisas complicadas.” Coloquei uma mão na testa jogando minha bunda sobre a cama. Eu tentava manter a calma e parecer parcial, mas era drasticamente inútil.

“Eu sei, e eu ainda quero a sua felicidade, acredite, mas eu sinto que ainda tem volta. Bella, foram cinco anos, não cinco dias ou cinco meses, eu fracassei, eu sei, fui fraco e idiota. Mas Bella, acredite quando digo que estou arrependido e quero uma segunda chance, Noah ficaria tão feliz, eu posso mudar, acredite. Eu ainda amo você. podemos ser uma família de novo, vamos morar onde você quiser, com a casa dos seus sonhos, só... me aceite de volta.” Aquelas palavras foram como um tiro no meu coração, me pegou desprevenida. Mordi meu lábio, porque ele tinha razão, foram anos, ele era o pai do meu filho e eu ainda sentia um carinho por ele, mesmo Carlisle sendo um cafajeste e mulherengo, ele sempre esteve quando eu precisava. Eu gostava dele, mas não mais no sentido romântico, eu gostava dele como amigo, como pai do meu filho.

“Sinto muito, mas eu não posso retribuir, apenas assine, e me deixe livre, por favor, no fim, pode restar uma coisa boa entre nós.” Ele ficou em silencio, por poucos segundos, mas eu ainda podia ouvir sua respiração.

“Não Bella, não enquanto eu ainda sentir que á alguma coisa, nós estamos longe, tem esse idiota agora no caminho, mas eu não vou deixar barato, eu não vou desistir. Vou reconquista-la. Esqueça o divorcio.”

“Mas que inferno Carlisle, apenas assine a porcaria dos papeis, ou nos vemos no tribunal. Não adie uma coisa que é inevitável.” Bufei ficando de pé novamente, andando de um lado para o outro, ouvi sua risada baixa do outro lado da linha e quase soltei uma praga antes de ouvir sua voz baixa e calma.

“Nos vemos em breve querida, eu amo você! E diga aquele idiota, que você é minha, e que ele não se meta no meu caminho!” então a linha ficou muda. Ótimo. Só que o me faltava era um ex-marido lunático e perseguidor. Olhei para a tela do celular, tentando assimilar tudo aquilo. Eu não pensei que ele fosse tão doido aquele ponto. Foda-se Carlisle, ele não me metia medo e nem me intimidava! Joguei o celular na cama e revirei os olhos. Ele realmente tinha conseguido quase estragar meu dia. Uma hora ou outra ele teria que assinar aquele fodidos papeis, querendo ou não. Finalmente consegui pegar minhas roupas na mochila, era um short curto jeans, da cor preta. Uma blusa branca de mangas longas e calcei meus velhos, mas confortáveis tênis converse. Não era como se fosse algo formal, era só um jogo. Terminei de tirar o excesso de água dos meus cabelos com a toalha e sai do quarto, eu podia ouvir facilmente algumas risadinhas vindo da parte de baixo daquele enorme apartamento. Eu reconheceria aquele risinho a quilômetros de distancia. A sala estava vazia, mas com a TV ligada passando algum desenho, segui para a sala de jantar iluminada pela grande parede de vidro, fazendo o sol clarear completamente aquele lugar. Noah estava de joelhos em cima da cadeira, de costas pra mim, ele sorria enquanto Edward estava do seu lado. Eles dividiam alguma refeição que eu não pude ver o que é, mas Noah empurrava alguma coisa na cara do seu amigo, fazendo os dois gargalharem, Sony estava sentado no chão, olhando pra eles como se os repreendesse, aquele cachorro era estranho.

“Bom dia, meu amor!” sussurrei para Noah beijando o topo da sua cabeça, ele levantou seu rosto pra mim e arqueei um sobrancelha ao ver sua boca completamente lambuzada de chocolate, virei minha cabeça um pouco, apenas para ver Edward do mesmo jeito, ele estava adorável com chocolate ao redor da sua boca, descendo até a mandíbula e no seu nariz. Deus, eu daria qualquer coisa para lamber aquele rosto bonito. Edward com chocolate parecia ainda mais fodidamente incrível. Soltei um pequeno riso olhando para os dois. Edward deu de ombros e me soltou uma picadela. Fodido homem gostoso.

“Bom dia mamãe, Edward e eu fizemos panquecas de chocolate. E tá tãããão bom.” Ele fechou os olhos dando mais uma mordida na sua panqueca. Edward sorriu e me puxou pela cintura fazendo meu corpo ir para mais perto de onde ele estava.

“Eu não recebi o meu, bom dia.” Ele ergueu as sobrancelhas de uma forma significativa, neguei com a cabeça dando um pequeno sorriso torto. Olhei furtivamente para Noah que nos olhava atentamente. Garoto curioso.

“Bom dia, docinho.” Ironizei fazendo com que ele desse uma sutil gargalhada. Abaixei meu tronco para lhe dar um beijo na bochecha, mas Edward virou o rosto no minuto seguinte fazendo com que sua boca se chocasse na minha, me lambuzando inteira. Senti seus lábios entortarem em um sorriso enquanto ele ainda esfregava sua boca na minha, tentei empurra-lo pelos ombros, mas ele era totalmente mais forte.

“Bom dia, boneca.” Então ele finalmente me soltou, Noah gargalhava no seu lugar, passei a língua sobre os lábios sentindo o gosto de chocolate.

“Você é um idiota.” Sentei do lado do Noah passando os dedos sobre os meus lábios e os levando até a boca. Olhei para Edward e dei o meu mais inocente sorriso. Ele ficou boquiaberto. “Isso realmente está bom.” Noah tirou nossa total atenção elogiado o quanto Edward cozinhava bem, mas eu tinha que concordar com o garoto. Edward fazia maravilhas com aquelas mãos. Assim que terminamos nosso café-da-manhã regado a sorrisos, Noah correu para se vestir e se limpar com Edward. Eu tirei a mesa, quando estava lavando alguns pratos Noah aparece correndo no meu campo de visão, ele parecia completamente emburrado. Noah cruzou os braços na minha frente e Edward logo apareceu atrás dele, eles estavam tão adoráveis.

“Mãe, eu não posso ir pro jogo assim!” ele gesticulou pra si mesmo me fazendo analisa-lo. Pra mim ele estava lindo com uma calça jeans rasgada nos joelhos, uma camisa gola polo preta e tênis. Eu realmente não era capaz de identificar o defeito.

“O que tem de errado?” ele arregalou os olhos como se eu tivesse falado a pior coisa do universo. Noah olhou pra mim e depois para o Edward logo atrás dele. Edward tinha um pequeno sorriso no rosto enquanto nos olhava. Edward também tinha trocado de roupa, e vestido uma camisa do seu time de baseball e colocou uma calça.

“Eu não posso ir ao jogo dos Yankees, sem a camisa deles.” Assenti lentamente tentando assimilar aquilo. Ser mãe de garotos tinha disso.

“Não se preocupe Noah, podemos comprar nas barracas, e vamos comprar uma pra sua mãe também. Nossa garota não pode chegar às arquibancadas sem uma camisa do nosso time!” Nossa garota. Aquilo nunca pareceu tão certo. Eu me sentia tão fodidamente demente perto dele, Edward me deixava totalmente retardada e louca. Eu não sabia dizer se aquilo era bom ou ruim. Ele simplesmente me deslumbrava. Edward me olhava com um sorriso demente enquanto bagunçava os cabelos de Noah com uma mão.

“Legal! Vai ser o melhor dia da minha vida! Edward tem os ingressos pros melhores lugares, mamãe, vou poder ver os jogadores de pertinho, talvez eu até consiga pegar a bola! Anda logo gente, vamos nos atrasar!” Noah simplesmente correu na minha direção e agarrou minha mão como se sua vida dependesse disso. Ele saiu me puxando em direção ao Edward, que tinha as mãos no bolso da frente da sua calça e sorria da reação exagerada do Noah! Ele estava exageradamente empolgado, talvez por ele nunca ter ido em algum jogo grande como esse. “Vamos logo mamãe, anda!”

“Ele está certo, neném, vamos nos atrasar.” Arqueei minha sobrancelha e cruzei meus braços, ele gargalhou puxando Noah pelos ombros em direção à sala.

“Você vai ficar me chamando por esses apelidos ridículos?” perguntei parando do seu lado. Noah tinha ido buscar sua mochila em alguma parte da casa e Edward pegava sua carteira e chaves do carro em cima do sofá. Ele deu seu sorriso demente e laçou minha cintura com seus braços fortes. Ele me deslumbrava tanto que eu sequer conseguir bancar a Sra. Brava.

“Você não gosta? Porque eu adorei, neném.” Edward beijou a ponta do meu nariz quando fiz uma careta. Ele estava tão cheiroso que eu adoraria joga-lo nesse sofá, subir em cima dele e cheira-lo como uma selvagem.

“Esse apelido é drasticamente broxante.” Ele soltou um pequeno sorriso e beijou minha orelha enquanto suas mãos alisavam lentamente os lados na minha cintura. “Acho que eu tenho que colocar um apelido em você também.” Edward me encarou com uma sobrancelha arqueada.

“Achei que seria docinho.” Ele fez uma careta adorável me fazendo rir, subi minha mão até o seu rosto e tracei a linha da sua mandíbula, Edward fechou os olhos um pouco e soltou um suspiro.

“Seria muito fácil. Pensei algo mais... erótico.” Edward abriu os olhos e franziu o cenho ele estava confuso. “Não vou colocar um apelido em você, seria fácil de mais. Então vamos pensar em um lindo nome para o seu pau.” Ele arregalou os olhos e deu um sorriso torto sacana.

“Você vai apelidar o meu pau, gata? Eu posso te ajudar, talvez... O grande mastro ou quem sabe O gigante , a espada Thundercats podemos tentar também, Edward bengala.” Eu soltei uma sonora e grande gargalhada. Homens! Neguei rapidamente me afastando dele o suficiente para que eu o olhasse de cima a baixo e um pequeno sorriso sorrateiro domasse meus lábios.

“Princesinha Sophia.” Ele ficou boquiaberto e fez uma careta negando com cabeça rapidamente.

“Você não está batizando o meu pau de princesinha Sophia, está?” mordi meu lábio enquanto o seu belo rosto se formava em uma espécie de horror. “Não, não, não, não, você não pode fazer isso, isso é...”.

“Broxante.” Completei lhe lançando uma piscadinha. Edward deu um passo pra frente, mas agora seu rosto não mais surpreso e assustado. Antes que ele disse ou fizesse alguma coisa, Noah desceu as escadas correndo com sua mochila nas costas e seu sorriso bonito e fácil.

“Vamos, vamos, vamos.” Ele gritou dando alguns pulinhos no ar. Edward ainda parecia boquiaberto olhando pra mim. “Nós vamos nos atrasar, eu não quero chegar atrasado. Vemos, vamos, vamos!” Noah agarrou minha mão e a Edward nos arrastando até a porta.

“Isso não vai ficar assim!” Edward sussurrou no meu ouvido quando passei pela porta, dei um pequeno sorriso satisfeito. Eu gostava de vê-lo bravinho, era excitante. Noah correu até o elevador e apetou o botão diversas vezes.

“Apertar esse botão, não vai fazer o elevador vir mais rápido, filho.” ele revirou os olhos e bufou. Edward sorriu com a sua impaciência e bagunçou os seus cabelos. Assim que as portas que metal se abriram, Noah correu e ficou literalmente imperativo lá dentro, Edward abriu a boca para falar comigo, mas Noah rapidamente o distraiu falando o quanto estava ansioso para o seu primeiro jogo em um estagio. Meu carro estava na garagem, mas Edward decidiu que iriamos juntos e na volta passaríamos para pegar o meu carro. Ele pegou a cadeirinha do Noah lá dentro e foi monta-lo em seu carro, foi completamente fofo a forma como ele se estressava tentando passar o cinto na cadeirinha. Noah olhava pra mim meio confuso. “Tudo bem Edward, você é péssimo nisso, cai fora!” ele bufou e se afastou, mas não antes de dar um soco na cadeirinha e xinga-la baixinho.

“Cadeira idiota.” Trinta segundos depois a cadeirinha estava perfeitamente posta no seu banco e ele revirou os olhos. Noah sorriu pulando no seu acento completamente animado enquanto eu afivelava seu cinto.

“Como é um estádio Edward?” Noah perguntou assim que o volvo saiu do prédio. Edward deu um pequeno sorriso enquanto mantinha os olhos na direção.

“É grande, muito grande, cheio de pessoas, e dá pra ver direitinhos os jogadores. Você vai adorar campeão!” Noah sorriu balançando suas pequenas pernas de um lado para o outro.

“Aposto que sim. Nossos ingressos são bons?” eu sorri da forma como ele soou. Edward olhou pelo retrovisor soltando um pequeno sorriso.

“São os melhores! Vamos ver tudo direitinho.” Noah sorriu então eles entraram em uma conversa totalmente voltada ao jogo, então me senti uma intrusa. Mas vê-los assim, mantendo um dialogo animado sobre um jogo idiota me deixava em êxtase, nem com Carlisle Noah se comunicava tanto e se mostrava tão feliz como era quando estava com Edward. Aquilo inflava meu coração. Edward era um cara incrível, mas não apenas a forma como ele me trava que me fazia ficar deslumbrada, era como ele tratava o meu filho, como eu via a maneira que eles se conectavam, aquilo sim me deslumbrava, o jeito que eles sorriam e falavam sobre tudo, de um jeito tão fácil, me deixava encantada. Por toda a viajem eu apenas olhava de Edward para Noah, vendo como aqueles homens eram importantes pra mim. Vinte minutos depois Edward procurava uma vaga de estacionamento em um estádio lotado. Realmente, realmente lotado, varias pessoas caminham por ali, com suas camisas de torcedores, luvas de baseball nas mãos. Quando Noah desceu do carro vi seu solhos brilharem ao olhar ao redor, e ele nem tinha entrado ainda. “Hey Noah, espeque que você goste!” Edward ficou abaixado da altura do meu filho e bagunçou ainda mais seus cabelos. Noah sorriu orgulhoso e corado. Edward pegou na sua mão e veio para o meu lado rodeando a minha cintura com um braço. Aquilo parecia à coisa mais certa do mundo, como se tivéssemos feitos para ficarmos juntos, os três. Fomos caminhando até algumas barracas fora do estádio, alguns vendiam camisetas, outras comidas e alguns materiais esportivos de baseball. As pessoas caminhavam por ali calmamente enquanto ainda faltava quinze minutos para o jogo. Noah olhava tudo atentamente, como se quisesse gravar cada parte daquele lugar. “Eu ainda não esqueci daquela humilhação, Isabella.” Edward sussurrou no meu ouvido enquanto caminhávamos. Não pude deixar de sorrir.

“Achei que você e a princesinha Sophia, fossem gostar.” Ele me encarou boquiaberto por alguns segundos antes de revirar os olhos.

“Eu vou te mostrar quem a porra da princesinha Sophia! Você vai se arrepender que um dia, sequer cogitar a chamar meu pau assim.” Edward sussurrava no meu ouvido fazendo todos os pelos do meu corpo eriçados. Paramos em uma barraca perto da entrada. Edward cumprimentou o senhor simpático dono da barraca, ele pediu uma camisa infantil e outra adulta dos yankees.

“Acho que essa deve servir no seu garoto.” O homem passou uma camisa infantil para Edward que sorriu, ele ficou de frente para o Noah e vestiu a camisa por cima da sua outra blusa. Ficou completamente adorável. Noah sorriu para Edward que retribuiu. “Agora essa, ficara perfeito na sua senhora, com todo respeito.” Ele passou outra camisa para as mãos de Edward, que deu seu sorriso torto olhando pra mim. Sua senhora. Aquilo fez estranhamente meu estomago revirar. Edward ficou de frente pra mim, ele arqueou uma sobrancelha com a camisa estendida na minha frente, no claro sinal, que ele queria me vestir, como se eu fosse uma criança de três anos de idade. Corei violentamente erguendo os braços, ele passou a blusa sobre minha cabeça e demorou tempo de mais com seus dedos na minha cintura.

“Você é a garota mais sexy que já vi na minha vida.” Edward sussurrou no meu ouvido com suas mãos coladas na minha cintura. Arfei fazendo com que ele se afastasse de me mim.

“Uau mamãe, você ficou linda!” Noah elogiou fazendo um joinha com seus dedos.

“Obrigada meu amor. Você também está um arraso.” Edward sorria como se realmente estivesse feliz conosco ali. Eu queria tanto poder beija-lo aqui, na frente de todo mundo e gritar o quanto ele me deixava feliz. Ele tirou a carteira do bolso e pagou o senhor educado da barraca.

“Bom jogo família.” O dono da barraca nos desejou assim que Edward pegou a mão no Noah na sua.

“Obrigado.” Edward acenou e fomos caminhando para a entrada do estádio. A fila não estava tão grande, a maior parte das pessoas já estavam lá dentro.

Edward tinha razão quando garantiu ao Noah que seria os melhores lugares, ficava completamente perto do campo e estávamos na primeira fileira. Noah ficou completamente maluco quando viu os jogares entrarem e acenarem. Quando o juiz deu inicio ao jogo, nos primeiros cinco minutos todos estavam sentado em seus devidos lugares, Noah ficou no meio de Edward e eu, era engraçado como os dois ficavam atentos a cada lance, eles sequer notavam que eu estava aqui. Eu achava aquele jogo devidamente idiota, mas se os meus garotos gostavam, eu poderia fazer um esforço e aprender a gostar também. Quando o Pitcher dos Yankees fez seu primeiro arremesso, todos do campo ficaram de pé. E quando todos gritaram: “Tripla.” Eu realmente não tinha noção do que aquilo significava. Edward me olhou no momento em que eu fazia uma careta, ele sorriu e se inclinou sobre o Noah, deixando o seu rosto perto do meu.

“Isso significa que o arremessador foi até a terceira base, com uma rebatida.” Eu arqueei as sobrancelhas meio surpresa e acenei.

“E isso é bom?” ele deu o seu sorriso sexy e beijou a minha bochecha com tanto carinho que foi impossível não sorrir.

“Isso é ótimo, boneca.” Ele se afastou de mim sorrindo e sussurrou alguma coisa com o Noah. Os minutos seguintes foram mais calmos, todos se mantinham sentados parecendo tensos em cada arremesso. “Você quer uma cerveja?” Edward me perguntou quando um rapaz jovem e magrelo apareceu na nossa frente, vendendo cervejas e refrigerante. Acenei dando de ombros, ele nos comprou uma cerveja e um refrigerante para o Noah que já estava terminado de comer um cachorro-quente, eu nunca tinha visto o meu filho tão sujo de Ketchup como agora. 40 minuto depois toda a arquibancada estava em total silencio. Os yankees estavam perdendo por dois pontos, dois jogadores eliminados. Noah estava cabisbaixo, mas eu ainda vi alegria nos seus olhos, e eu sabia que era por estar em um jogo ao vivo. Uma mão grande segurou o meu ombro, não foi preciso olhar para saber quem era. “Você quer alguma coisa?” Edward tinha um sorriso torto pequeno nos lábios me fazendo suspirar. Maldito homem lindo.

“Hum, não obrigada.” Sorri pegando sua mão entre as minhas e beijando a palma dela.

“Mas eu quero uma coisa.” ele surrou se inclinando sobre a cadeira que Noah estava. Ele me lançou seu sorriso gingante o meu sorriso, Edward ergueu seu dedo indicador e fez sinal para que eu chegasse mais perto, com um sorriso eu aproximei seu rosto do seu e ele me deu um selinho demorado, seus lábios estavam gelados pelo copo de cerveja que ele tinha tomado, ele provavelmente não poderia dirigir, Edward tinha tomado mais copos do que eu poderia imaginar, mas ele não parecia bêbado. “Obrigada.” Ele sussurrou sobre os meus lábios os beijando novamente e novamente, eu não deixar de sorrir e me sentir feliz.

“Pelo que exatamente?” com a mão que estava sobre a cadeira do meu filho, ele colocou uma mecha do meu cabelo atrás da orelha e acariciou meu rosto. Edward me olhava com um olhar tão profundo, tão apaixonante que era impossível não sentir meu coração acelerado cada vez que ele me olhava.

“Você me faz feliz. Vocês me fazem feliz!” ele sussurrou abaixando seus olhos para a cabeleira loira do meu menino. Era impossível não se apaixonar por Edward Masen. Ele era incrível.

“Você nos faz feliz. Muito!” Edward me deu uma piscadela e beijou novamente meus lábios, um beijo muito mais demorado, mas apenas um roçar de lábios, mas o suficiente para o meu coração perder duas ou três batidas.

“Edward, Edward, Edward, é a ultima jogada!” Noah ficou de pé novamente gritando e colocando as mãos na cabeça, uma cena engraçada de se ver. Então eu olhei ao redor e todo mundo das arquibancadas estavam de pé gritando. Edward tomou seu ultimo gole de cerveja e também de pé, eu acompanhei. O placar estava empatado e segundo Edward, essa ultima jogada seria decisiva para quem iria para as finais. De repente vejo Noah sendo erguido no ar como um travesseiro, ele então é colocado nos ombros do meu namorado. Noah grita o nome do time e ergue as mãos. “Dá pra ver tudo aqui cima Edward, que incrível.” ele berrava e Edward sorria enquanto Noah agarrava os cabelos dele. Edward vem para o meu lado e circula seu braço na minha cintura. O arremessador joga a bola em uma velocidade impressionante. Todo o estádio fica em silencio, o Catcher correu pelo campo passando por todas as bases até conseguir a bola passando pela ultima base antes que a bola saísse do campo. Então foram enormes gritos da torcida, eu só podia rir ouvindo Noah berrar juntamente com Edward como time deles era um arrasos. Edward tirou Noah dos seus ombros e o ergueu no ar, e eu não me sentia culpada de imaginar como seria se fossem pai e filho. “Os Yankees são os melhores!” Noah berrou erguendo seus dois braços no ar enquanto Edward o erguia.

“Nós ganhamos, boneca!” Edward colocou Noah no chão e me pegou pela cintura me erguendo no ar, seu rosto estava enterrado no meu pescoço me enchendo de beijos e eu não conseguia segurar o sorriso pelas cocegas e a enorme felicidade que eu sentia nesse momento. Circulei seu pescoço com meus braços e beijei seu ombro. Edward me encarou, ainda comigo no ar, seus olhos brilhavam tanto, tanto, pareciam derretidos como o mel, o sol batia no seu rosto, fazendo sua pele branca destacar, seus cabelos ficavam loiros sobre a luz solar, e seus olhos incrivelmente lindos. Eu quis beija-lo nesse momento, não foi necessário eu pedir ou ataca-lo ele mesmo o fez. Seus lábios macios e molhados moldaram os meus, me fazendo transbordar. Sua língua acariciando a minha, ele tinha sabor de cerveja sua boca estava gelada dando uma ótima sensação, agarrei seus cabelos e ele agarrou minha cintura. Edward mordeu meu lábio inferior e chupou o superior.

“Vocês são tããããããão nojentos, eca! Eu nunca vou beijar na vida!” Noah se enfiou entre nós. Edward sorriu me colocando no chão e pegando Noah no colo.

“Ah é? Então eu vou beijar você todo!” ele começou a beijar as bochechas e a testa do meu filho que fazia uma enorme careta. Eu sorri e o ajudei, enquanto ele beijava uma bochecha eu beijava a outra.

“Parem com isso! Eu vou ficar todo babado! Que nojo!” ele berrou com sua cara de nojo. Edward sorriu quando paramos nosso festival de beijos e começou a limpar o rosto com as mãos falando o tempo todo o quando isso era nojento. Edward voltou a colocar Noah sobre seus ombros que foi sem protestos. Ele me deu um selinho e pegou minha mão enquanto saímos do estádio.

“Na próxima, vou levar vocês a um futebol americano.” Edward dizia enquanto caminhávamos no estacionamento, Noah ergueu as mãos no alto, sorte que Edward segurava uma de suas pernas em seu ombro.

“Irado! Eu tenho muita vontade de ir. Vou falar pro meus amigos na escola que eu vi no jogo de hoje e que sentei bem na frente. E que o namorado da minha mãe é o melhor.” Edward sorriu convencido me lançando uma piscadela.

“Eu sei, eu sei, eu sou de mais!” revirei meus olhos e tomei as chaves da sua mão assim que cegamos em frente ao sue volvo. “Hey!”

“Não dê a ele um motivo para inflar seu ego, filho, ele já é o Dr. Ego grande.” Sorri enquanto Edward colocava Noah no chão. “E eu dirijo, eu só bebi um copo.”

“Que historia é essa de Dr. Ego grande?” ele fez uma careta abrindo a porta de trás para que Noah entrasse. Noah sentou na cadeirinha e afivelou seu próprio cinto.

“Não é nada. Você só está bêbado, princesinha Sophia!” ele fez uma careta horrorizado assim que entramos no carro.

“Por que você chamou ele de princesinha Sophia, mamãe?” soltei uma risada, dando partida no carro.

“Sua mãe só está bêbada garoto, nada de mais!” Noah sorriu arqueando uma sobrancelha.

“Princesinha Sophia é menina.” Edward fez uma careta ainda maior, provavelmente associando o feminino ao seu pau. Homens.

“Você gostou do jogo Noah?” ele mudou de assunto rapidamente.

“Foi incrível Edward, obrigada de verdade. Foi o melhor dia da minha vida.” Noah começou a tagarelar sobre os jogadores e as jogadas. Quando chegando no prédio do Edward faltava pouco para as três da tarde e Noah já cochilava na sua cadeirinha.

“Não vão subir? Aproveitamos que ele está dormindo.” Ele me deu seu melhor sorriso cafajeste e me prensou na lateral do carro assim que desci do automóvel. Sorri o empurrando de leve. Sua ereção era evidente e ele fazia questão de pressiona-la no meu ventre, talvez ele até me convencesse. Mordi meu lábio e o empurrei novamente.

“Eu tenho que ir, tenho um punhado de coisas pra organizar, e como amanhã é minha folga também, quero pintar e organizar o quarto do Noah enquanto ele estiver na escola. Então, quero descanso hoje.” ele revirou os olhos e bufou, sorri circulando meus braços sobre seu pescoço lhe dando um selinho. “Tenho que ir, de verdade.”

“Tudo bem, eu entendo.” Ele deu seu sorriso torto e beijou minha bochecha, em seguida ele me olhou de cima a baixo e seu sorriso sacana foi se formando, ele bêbado era tão tarado.

“Eu quero ver você com essa camisa, mas com essa camisa.” Edward mordeu o lóbulo da minha orelha me fazendo rir.

“Você é tão pervertido, mas como você foi um bom garoto hoje, prometo usa-la pra você depois.” Ele assentiu e voltou a me prensar no carro e me beijou, suas mãos agarradas firmemente na minha cintura enquanto minhas mãos puxavam seus cabelos, era um beijo rápido e selvagem, que terminou com uma grande mordida no meu lábio inferior. “Seu canibal! Tenho que ir.” Ele sorriu enquanto eu o empurrei e coloquei minha mão sobre meu lábio tentando ver se tinha saído sangue. Idiota.

Edward pegou Noah sonolento na cadeirinha enquanto eu a tirava do seu carro e levava para o meu. “Você poderia colocar Noah em alguma escola de Baseball, aposto que ele adoraria, quer dizer, enquanto você trabalha, a babá poderia leva-lo na parte da tarde depois da escola.” Ele deu de ombros enquanto caminhávamos. Olhei pra ele dando um pequeno sorriso. Eu realmente nunca tinha pensando nisso, Carlisle sequer cogitou isso um dia, mesmo sabendo o amor do filho pelo esporte, e Edward simplesmente era... Fabuloso. Ele seria um ótimo pai.

“Isso é uma ótima ideia Edward, verdadeiramente incrível, aposto que ele vai adorar.” Ele deu um sorriso torto, assim que arrumei seu acento no meu carro ele colou Noah que ainda dormia, ele afivelou seu cinto e fechou a porta. “Você é um homem incrível Edward, obrigada por hoje.” ele negou com a cabeça e beijou a minha testa.

“Não! Vocês são incríveis! Eu que agradeço por hoje, de verdade Isabella, há muito tempo eu não dormia como hoje a noite e muito menos me divertia tanto. Eu adoro vocês!” ele colocou uma mecha do meu cabelo atrás da orelha e beijou meus lábios lentamente.

“Eu também adoro você e a princesinha Sophia.” Ele revirou os olhos se afastando de mim. “Tudo bem, não chamo mais a sua genitália por esse nome, mas agora eu preciso ir.” Ele abriu a porta do carro e novamente me deu outro selinho. Quando entrei ele fechou a porta e deu dois passos pra trás acenando.

Deus, eu estava fodidamente perdida por aquele homem!

Notas finais
Gostaram? Não? Por que? Deixem seus cometários e vamos nos conectar novamente meus amores. Amo cada uma de vocês e senti muita falta, eu não vou abandonar isso aqui. Para a alegria de vocês tenho dois capítulos prontinhos, e serão postados nessa semana. Beijos e até mais. Pro favor, não esqueçam dos cometários, sei que não mereço, mas sinto falta de vocês♥