Notas iniciais
Hey amores, dessa vez não demorei tanto e trouxe esse capítulo enorme, eram dois, mas então resolvi junta-los porque sou dessas kk. Obrigada a todas que comentaram. Espero que gostem, esse capítulo está cheio de coisas, risos, sacanagens, tristezas e uma surpresinha no final... Passamos dos mil comentários, gente, vou falar, vocês são de mais viu. ♥ E desculpem os erros, não deu tempo de fazer um revisão.

Seattle, Washington.

Isabella Cullen

“Só hoje mamãe, por favor, por favor.” Noah pela quinta vez resmungava sobre a sua cama enquanto eu pegava seu uniforme escolar no closet. Revirei meus olhos colocando sua roupa sobre uma poltrona completamente bagunçada de brinquedos. Eram 6hs da manhã e Noah tinha tentando me enganar desligando o seu despertador, mas por sorte eu tinha o do meu celular. Esse moleque estava ficando esperto.

“Noah você não pode perder aula, filho, por Deus, você já teve dois dias de descanso. Vamos lá, de pé e direto pro banho.” Ele se embolou novamente com a sua coberta dos pés a cabeça e resmungou alguma coisa inaudível. Eu confesso, não era fácil, eu daria qualquer porcaria por mais algumas horas de sono. Não me parecia justo no meu dia de folga acordar cedo. Mas nós mães, não tínhamos descanso. “Vamos logo rapazinho, não adianta chorar, ou fazer birra. Você tem que ir a aula.” Puxei a coberta do seu corpo apenas para que ele choramingasse mais.

“Estudar é tão chato, eu queria nunca precisar disso, que saco, que saco, que saco.” Ele bufou sentando-se na cama, ele era tão adorável quando acordava. Seu rosto completamente amassado, olhos inchados e vermelhos e o cabelo uma bagunça sem fim. Seria realmente cômica a situação se não fosse tão fodidamente trágica. Ele só tinha cinco anos.

“Filho, você ainda está no jardim de infância!” ele me olhou indignado assim que colocou seus pés nas suas pantufas de cachorrinhos.

“E isso piora?” droga, eu não queria acabar com o resto de esperança que ele tinha, eu não podia alerta-lo que a cada ano que se passava a situação só piorava.

“O que eu quero dizer é que você é muito pequeno pra ser tão reclamão.” Ele choramingou deixando seus ombros caírem. Até birrento ele era fofo. Peguei o seu roupão e o segui para o banheiro. “Aliás, se você quiser ter dinheiro, e ser um cirurgião, tem que estudar muito.” Ele revirou os olhos e negou rapidamente com a cabeça.

“Eu não quero mais ser cirurgião, vou ser jogador, ai não preciso de escola.” Certo. Eu adoraria saber onde esse garoto aprendia essas coisas. Eu perdia a fala com cada coisa esquisita que saia da boca de um menino tão pequeno.

“Você não vai querer ser um jogar analfabeto.” Ele me olhou fazendo uma careta enquanto tirava seu pijama jogando em cima da tampa da privada.

“O que é isso?”

“É a pessoa que não sabe ler.” Ele deu de ombros como se não fosse grande coisa.

“Eu aprendo a ler, e depois paro de estudar.” Parei o que eu estava fazendo por um momento e encarei aquele pingo de gente falando como um adulto, como se tomasse decisões por si só. Eu realmente não tinha muitos argumentos para lidar com ele.

“Semana que vem é seu aniversario, já sabe o que quer de presente?” tudo bem, era uma droga uma adulta não ter muitos argumentos para lidar com uma criança, mas eu podia mudar de assunto, não podia?! Ele me olhou surpreso parando de caminhar para o box.

“Semana que vem? Já? Irado! Quero um cachorro! Pensei que fosse mês que vem.” Ele falou intrigado mexendo seus lábios de um lado para o outro.

“Você está meio perdido no tempo garoto. Pense em outra coisa, já tivemos essa conversa sobre cães. Posso te dar um peixe.” Ele ia abrir a boca para reclamar, então eu dei aquele olhar. O olhar que só as mães sabiam. Ele bufou batendo o pé no chão e ligou o chuveiro. “Eu vou preparar o seu café-da-manhã.” Ele não disse nada. Revirei meus olhos e corri para a cozinha, nós tínhamos tempo antes da escola, mas eu queria leva-lo um pouco mais cedo, eu tinha que comprar a tinta para o seu quarto e alguns nichos. Desde que nos mudamos eu tinha que fazer essa reforma, o quarto do garoto mais parecia o quarto de um velho, se não fosse pelos brinquedos. Eu queria que Noah sentisse que essa é sua casa agora. Angela me disse para contratar uma equipe de reforma, mas eu queria fazer isso, eu adorava pintar, isso me lembrava quando eu era adolescente e Charlie e eu pitávamos nossa casa todo final de ano de cores aleatórias, era divertido.

Amarrei meus cabelos em um rabo de cavalo e peguei os ingredientes para fazer waffles, panquecas e omeletes. Noah tinha um apetite monstruoso pela manhã. Fiz um suco de laranja e arrumei a mesa. Ele desceu meio cabisbaixo, devidamente vestido com seu uniforme e cabelos molhados bagunçados. “Eu fiz waffles com mel, eu sei que você adora Noah.” Seus olhinhos brilharam e ele abriu um pequeno sorriso torto.

“Legal! Amo waffles!” Noah correu para a mesa e puxou a cadeira do meu lado. “Mamãe?” Aqueles olhos... Eu conhecia aqueles olhos, não vinha boa coisa dali. O meu maldito dia estava sendo ótimo. Tomei um gole do meu café e soltei um suspiro encarando o meu moleque,

“Sim?” ele passou a língua sobre seus lábios sujos e mel e soltou um pequeno sorriso.

“Por que eu não posso ter um cão? Eu prometo que vou cuidar dele. Prometo, prometo, prometo.” Revirei meus olhos e neguei veemente. Realmente eu não me lembrava mais da quantidade de vezes que tínhamos tido aquela conversa desde que ele tinha três anos.

“Porque você tem cinco anos.”

“Seis anos mamãe, eu vou fazer seis anos.” Ele levantou a quantidade de seis dedos das suas mãos, completamente indignado. O garoto tinha acordado com tudo hoje. Santo inferno.

“Você não pode cuidar nem de si mesmo sozinho Noah, não tem responsabilidade para tomar conta de uma vida.” Ele fez sua careta matinal, que realmente eu estava completamente adaptada, e finalmente voltou a comer. Ele comia rapidamente como se realmente estivesse com muita fome, Noah era um garoto de estomago pela manhã. “Agora vá pegar seus materiais e vamos.” Ele terminou de tomar seu suco de laranja e saiu correndo em direção as escadas. Revirei meus olhos, porque eu já tinha perdido a conta de quantas vezes eu tinha dito para não correr nas malditas escadas.

O caminho da escola foi silencioso, ele parecia emburrado enquanto assistia seu DVD do Bob esponja no carro. Mas eu via como ele rapidamente esquecia os assuntos quando começava a rir e a cantar com a esponja e a estrela idiota. Estacionei em frente ao colégio faltando pouco para as sete, não tinha muitas crianças, mas o portão já estava aberto. Sai do carro e abri a porta para que ele descesse, Noah ainda não parecia muito contente. Ele colocou sua mochila nas costas e me olhou com seus olhos bonitos e pidões que me deixava completamente derretida. Abaixei ficando da sua altura e tirei uma mecha dos seus cabelos que caiam sobre sua sobrancelha, beijei sua testa e ele deu um minúsculo sorriso. “Eu amo você meu amor, quando você chegar em casa, mamãe tem uma surpresa!” então finalmente eu pude ver um sorriso sincero essa manhã no meu moleque. Ele arregalou os olhos e mordeu o lábio.

“O que é?”

“Surpresa é surpresa. Agora se comporte bem e tenha uma boa aula.” Ele assentiu ainda sorrindo e beijou minha bochecha.

“Amo você também mamãe!” Noah me abraçou e saiu correndo para a entrada do portão, fiquei por alguns segundos vendo ele sumir das minhas vistas no meio daquele punhado de crianças. Noah era sem sombra de duvidas a minha vida, eu não era completamente nada sem o meu pedacinho do céu. Saber que daqui a algum tempo ele teria que ir para Forks sem mim, partia o meu coração. Soltei um longo suspiro segurando a porcaria da lagrima que queria descer. Respirei fundo e entrei no carro dando partida. As lojas só abriam às 7hs, então passei em uma padaria ali perto e tomei um pequeno copo de café. Deixei meu carro ali e fui caminhando até uma banca de revista para comprar um jornal e alguns cadernos de pintura para o Noah. Eu gostaria que aquela fosse a minha rotina toda manhã, malditamente gostaria.

Quando cheguei em casa uma hora depois, abri o porta-malas e suspirei pensando em como o meu dia seria produtivo. Peguei a lata de tinta pequena e monstruosamente pesada e subi as escadas correndo, ainda tinha um punhado de coisas para fazer e o relógio não estava ajudando. Quando passei na loja de construções, uma moça delicada e educada tinha me vendido um punhado de coisas, e eu só pensei que precisaria apenas de tinta. Subi com as coisas e tranquei a porta. Joguei as sacolas no chão do quarto dele e mordi meu lábio percebendo a loucura que eu estava fazendo, droga, o quarto estava uma zona, eu teria que ter uma conversa séria com aquele garoto depois. Aquilo levaria mais tempo do que eu pensava. Fui para o meu quarto me trocar e dei de ombros pegando a camisa jogada na cama, que Edward tinha comprado pra mim no dia anterior, ela era grande e confortável, tirei minha calça e coloquei a camisa que ficava quase na altura dos meus joelhos. Peguei uma caixa de papelão que tinha ficado da mudança e joguei os brinquedos daquele bagunceiro dentro. E Deus, existia brinquedos por todo o lado, no chão, na poltrona, na cômoda, no criado mudo e alguns ursos na cama. Levei a caixa para o corredor e peguei os jornais que a moça da loja tinha me dado para forrar o chão, eu não me lembrava que aquela porcaria era complicada. Arrastei os moveis e comecei com o meu trabalho. Forrar o chão de jornais e papelão foi fácil, o difícil foi quando olhei para a lata de tinta e tentei me lembrar o que a moça tinha dito sobre misturar, agachei-me no chão em frente a lata de tinta e a ergui um pouco, essa porcaria era pesada. Tentei ler as instruções, mas aquilo parecia muito complexo pra mim, aquela era a parte de Charlie. “Maldita ideia estupida.” Grunhi ficando de pé e chutando a lata que malditamente feriu o meu dedo. “Lata estupida.” Eu estava pronta para lhe dar mais um chute, e tentar misturar aquela porcaria de qualquer jeito quando a campainha toca. Repetidas três vezes. “Fodido maravilhoso dia. Já vai!” gritei saindo do quarto correndo, quando a campainha tocou novamente, duas vezes seguidas. Eu me perguntava quem era a pessoa fodidamente apressada. “Já vai, inferno!” grunhi correndo as escadas e tropeçando nos meus próprios pés, foi tão rápido que eu sequer vi o tombo acontecer, quando notei, sentia apenas meus joelhos e minhas mãos arderem, eu tinha caído de quatro, pelo menos não foi com a cara no chão. “Droga!” gemi tentando ficar de pé. Acariciei meus joelhos e minhas mãos doloridas. A campainha tocou novamente e lembrei da fodida pessoa que me fez cair. Bufei andando rápido até a porta e a brindo em um baque forte, eu estava prestes a abrir a boca e soltar um punhado de palavrões quando a figura bonita do Dr. Sexy surgiu na minha porta. A dor simplesmente foi embora dando lugar a um sorriso demente. Ele era tão fodidamente lindo.

“Tudo bem? Ouvi um barulho, fiquei preocupado.” Ele tinha uma careta bonita e suspirei, Edward estava maravilhoso na minha porta com uma camisa branca, calça jeans surrada, tênis e com uma pequena bandeja da Starbucks com dois copos dentro.

“Eu tropecei e cai, não foi grande coisa. O que você faz aqui tão cedo?” ele sorriu e me analisou de cima a baixo.

“Eu vim ajudar. Café?” Edward ergueu a bandeja na minha frente e se inclinou um pouco me roubando um selinho, eu simplesmente sorri, porque aquele homem me fascinava.

“Obrigada! Entra.” Peguei um dos copos fechando os olhos sentindo o delicioso aroma de cappuccino. Edward caminhou e colocou a pequena bandeja de papelão em cima da minha mesinha de centro e caminhou até mim parecendo preocupado. Beberiquei um pouco da minha bebida quando ele parou na minha frente e passou seus dedos delicadamente pelo meu rosto me fazendo suspirar e fechar os olhos.

“Você não se machucou? Pelo barulho parece que foi feio.” Neguei e me inclinei beijando seus lábios lentamente, ele sorriu no meio do beijo e colocou suas mãos em cada lado do meu rosto enquanto seus lábios puxavam os meus. Era um beijo tão delicado, tão calmo, que me fazia suspirar. Eu podia sentir o leve gosto de café na sua língua, enquanto ela acariciava a minha lentamente, em uma disputa malditamente gotosa. “Você é muito desastrada.” Ele sussurrou se afastando milímetros de distancia e voltou a me dar um selinho demorado, foi a minha vez de sorrir.

“Na verdade eu sou mesmo, tudo está em perfeita ordem, juro, só foi um tombo idiota.” Edward concordou e se afastou apenas para pegar o seu copo de café certamente amargo e espumante.

“Então... Vamos ao trabalho?” assenti pegando sua mão entrelaçando nossos dedos e subimos as escadas com as mãos dadas. Quando chegamos ao quarto do Noah ele olhou tudo atentamente e foi até as paredes olhando uma por uma, eu sequer tinha ideia do que diabos ele estava fazendo. Edward deu um pequeno sorriso olhando pra mim, mas desviou o olhar para a lata de tinta, ele caminhou até ela se agachando no chão, enquanto olhava para a lada cuidadosamente. “Você quer que eu arrume a tinta, ou você faz isso?” ele me olhou com uma sobrancelha arqueada e um sorriso torto.

“Se você pudesse fazer isso, por favor.” Ele sorriu e assentiu.

“Por que você não contratou alguma empresa, ou algo assim?” ele sussurrou enquanto abria a lata de tinta e fez uma careta quando um pouco da cor azul sujou sua camiseta. Dei de ombros e caminhei até o seu lado.

“Eu gosto de pintar, adorava fazer isso com o meu pai.” Edward sorriu, verdadeiramente sorriu e balançou a cabeça negativamente enquanto se levantava e colocava as mãos na cintura me encarando. O que diabos ele tinha?

“Você não parece saber muito o que está fazendo!” arquei a sobrancelha e cruzei os braços.

“Do que inferno você está falando?” Edward sorriu ainda mais olhando para o quarto e beijou meus lábios rapidamente se afastando em seguida.

“Você quer fitar ou arrumar a tinta?” fiz uma careta e ele arqueou sua sobrancelha.

“Fitar?” Edward revirou os olhos.

“Sim, fitar, como você acha que o teto e as portas não vão ficar sujas? Você não me parece nada experiente com pinturas, Isabella Swan.” Edward tinha uma pitada de humor na voz, e eu estava odiando aquilo.

“Cale a boca princesinha Sophia!” Edward estreitou os olhos e deu um passo pra frente.

“Se você falar isso de novo, você ficará sem ver o meu pau por um longo tempo, Swan.” Soltei um pequeno sorriso e revirei os olhos.

“Tudo bem, tudo bem. Eu não chamo mais, mesmo que ache esse apelido charmoso.” Edward me olhou parecendo bravo me fazendo rir. “Não seja tão antiquando.” Andei até ele e beijei sua bochecha, ele ainda tinha sua cara séria e brava. Edward era tão lindo, sua barba estava começando a crescer aparecendo apenas alguns pelinhos loiros e ásperos, deixando a sua mandíbula escura. Sexy. Beijei o outro lado do seu rosto e trilhei beijos até seus lábios, peguei seu lábio inferior entre os dentes o chupando em seguida, Edward sorriu e segurou minha cintura com suas mãos firmes me beijando lentamente até que o ar se fez necessário.

“Tudo bem. Onde você tem baldes e alguma escada?” expliquei onde tudo ficava e ele saiu com a lata de tinta nas mãos, seus braços ficaram friccionados e mordi meu lábio ao ver o quanto ele era forte e me senti a maior filha da puta sortuda do mundo quando vi aqueles belos braços fortes com algumas veias sobressaindo. Vadia de sorte, isso eu era.

Peguei o rolo e um pincel que a moça tinha me vendido colocando no chão, ela também tinha colocado uma fita, assim como Edward tinha dito. Cinco minutos depois ele apareceu com um balde de tinta pronta em uma das mãos e na outra uma escada. Ele colou a tinta no chão e tomou à fita das minhas mãos, Edward subiu na escada para que ele pudesse fitar o teto branco. Ele era bom nisso. “Você parece saber o que está fazendo. Já pintou alguma parede antes? Você parece tão filhinho de papai.” Colei minhas costas na parede para que eu ficasse do seu lado, Edward me olhou lá de cima com um sorriso torto e uma sobrancelha arqueada.

“Eu pareço um filhinho de papai?” ele perguntou sorrindo olhando atentamente para o que estava fazendo.

“Você parece!” ele sorriu e negou.

“Quando eu me mudei para Massachusetts, para a universidade, eu e uns... Amigos meus, compramos um apartamento e nós mesmo tivemos que pintar.” Edward deu de ombros e soltou um pequeno sorriso triste. Mordi meu lábio analisando sua leitura corporal, Edward agora estava complemente tenso. Ele parecia odiar falar disso.

“Onde você fez faculdade?” Edward me olhou rapidamente e voltou para o seu trabalho.

“Harvard.” Deu de ombros como se não fosse lá essas coisas. Porra! Era Harvard, a porcaria de Harvard.

“O que, jura?” ele apenas assentiu, sem o sorriso e sem nenhum pingo de humor. “Eu disse. Filhinho de papai!” Voltei a afirmar baixinho e ele deu um sorriso. “Quem eram os amigos?” Edward terminou o seu trabalho de soltou um suspiro me encarando, ele desceu as escadas e deu um sorriso completamente sem humor.

“Você está cheia de perguntas está manhã, Swan.” Sorri dando de ombros, ele parou na minha frente e colocou uma mecha do meu cabelo solto atrás da orelha, seus lindos olhos amarelados pareciam tão tristes, passei minha mão sobre eles fazendo Edward fechar os olhos e soltar um suspiro. “Eles eram dois amigos de infância, os melhores caras que você pode imaginar, ou pelo menos um deles era.” Edward deu de ombros com seu olhar triste e perdido, eu odiava vê-lo desse jeito. Eu queria que ele me contasse os seus fantasmas, queria muito, mas eu queria que ele o fizesse quando estivesse pronto. Dei um pequeno soco na sua barriga fazendo-o recuar para trás e fazer uma pequena careta.

“Vamos trabalhar dondoca, e parar de fofocar.” Saí de onde estava e passei por ele. Edward sorriu e me abraçou por trás, seus braços me pegaram desprevenida fazendo-me soltar um pequeno gritinho, ele beijou meu pescoço roçando sua barba e me fazendo rir. “Tenho cocegas seu idiota!” ele sorriu e beijou minha bochecha antes de me soltar.

“Como se fosse eu que adorasse fofocar.” Ele revirou os olhos. Edward pegou o rolo e foi para a primeira parede. Eu fiquei apenas olhando sem saber o que realmente fazer, peguei o meu copo de cappuccino e tomei um grande gole, fechando os olhos e saboreando a bebida. Senti uma coisa gelada e molhada na ponta do meu nariz, abri meus olhos e Edward tinha sujado meu nariz com um pouco de tinta.

“Seu grande imbecil.” Aquilo era nojento como o caralho, passei minha mão sobre a tinta e pelo seu sorriso, eu tinha certeza que tinha piorado as coisas.

“Você não vai ficar só olhando enquanto eu me mato aqui, tome.” Ele ergueu o pincel no ar. “Enquanto eu pinto a parede você faz o acabamento em baixo.” Assenti e tentei limpar meu nariz o máximo que conseguia.

Edward começou com a primeira parede, ele parecia levar aquilo bem a sério, enquanto ele pintava, seu rosto era firme e fortemente travado, eu diria que era sexy, mesmo ele não falando uma palavra, eu estava achando aquilo malditamente divertido. Ele não tinha muita maestria com aquele rolo e às vezes pingos de tinta respingavam sobre ele. Eu diria que a minha parte era leve, confesso, eu não conseguiria lidar direito com isso sem ele aqui. Dez minutos depois a primeira parede estava completamente terminada, Edward e eu nos afastamos um pouco e admiramos nosso trabalho, aquilo ia ficar incrível. Quando começamos a segunda parede, Edward já estava um pouco suado, mas ele parecia gostar de pintar. Enquanto eu estava concentrada de mais terminado o meu trabalho aqui em baixo, vi Edward deixar o rolo de lado, então levantei a minha cabeça apenas para ver ele tirando a sua camisa e limpando o pouco suor da sua testa. Eu fiquei um pouco deslumbrada, vendo os músculos das suas costas se contraírem enquanto ele voltava ao seu trabalho. Sua calça caia da sua cintura, mostrando o inicio da sua cueca que eu pude ler muito bem ser da Calvin Klein. Ele tinha um pelo bumbum, era admirável. Me peguei sorrindo ao perceber o quanto inocente eu estava parecendo, nem parecia que eu já tinha o visto nu. “Bom, a segunda parede já foi, vamos lá neném, me diga se não sou um ótimo pintor?” ele se afasta da parede um pouco e cruza os braços, me deixando ver o seu peitoral branquelo e definido, seus músculos contraídos e volumosos. Sorri levantando-me do chão e ficando seu lado olhando o nosso trabalho. Dei de ombros e fiz uma careta.

“Até que não ficou tão mal.” Ele me olhou com uma sobrancelha arqueada e um sorriso torto.

Tão mal? Vamos lá baby, nenhum pintor conseguiria esse resultado.” Ele tinha o seu ego tão grande que eu não gostaria de acaricia-lo.

“Você é tão convencido.” Lhe dei um empurrão, fazendo com que ele cambaleasse um pouco para o lado. “Volte ao trabalho, boneca.” O empurrei até a próxima parede e ele sorriu me lançando um beijo no ar. Edward pega o rolo e volta a passa-lo sobre a parede, eu dou um passo para trás apenas para admira suas lindas costas cheias de pintinhas, eu adoraria conhecer uma por uma. Soltei um suspiro enquanto volto a pegar o pincel que estava caído no chão e ouço um pequeno riso vindo dele.

“Por que não para de me secar e vem trabalhar?” ele olhou sobre seus ombros e me lança seu sorriso sacana. Revirei meus olhos e nego veemente.

“Por que você não é menos convencido? Você nem é tão sexy assim!” dei de ombros colocando as mãos na cintura. Okay, ele era, mas eu não precisava dizer isso a ele.

“Não é o que eu ouço você falar por ai.” Ele se gaba enquanto pinta a maldita parede. Pego o meu pincel e mergulho no balde de tinta o deixando bem molhado, me aproximo dele e como uma bela pintora, passo todo o pincel pelas suas costas largas e sexys. Edward dá um pulo pra trás e faz uma cara de nojo enquanto tenta olhar suas costas sobre os ombros, eu solto o pincel no chão e não á nada que possa abalar a minha gargalhada. Suas costas estavam sujas do inicio do seu umbro direito até o inicio da sua cueca.

“Você jamais deveria ter feito isso, Swan.” Ele grunhiu, e tudo o que eu podia fazer era sorrir. Edward pega o pincel que eu tinha jogado no chão e o enfia no balde de tinta, então eu lentamente paro de rir e dou um passo pra trás quando ele ergue aquela porcaria no ar e da um sorriso torto e vem andando até mim devagar.

“Edward, foi só uma brincadeira, acho bom você largar essa porcaria agora!” apontei meu dedo na sua direção e dei um passo pra trás sentindo a parede atrás de mim. Inferno.

“Por quê? É só uma brincadeira.” Quando ele me encurrala na fodida parede eu tento escapar pelos lados, mas seu braço me prende enlaçando minha cintura e me puxando para trás. Então aquela coisa gelada e fedida é passada nos meus braços e pernas. Eu tento fugir me agitando de um lado para o outro, mas aquele desgraçado é muito mais forte que eu, enquanto eu berro e me debato nos seus braços ele gargalha me prendendo na parede.

“Seu grande imbecil. Foda-se você seu babaca. Acho bom você me soltar seu filho da puta.” Edward começa a gargalhar e finalmente me solta dando um passo para trás, eu solto uma grande bufada de ar enquanto olho para as minhas penas e braços, eu estava fodidamente suja, passo a mão no rosto e minha testa e bochecha estavam completamente lambuzadas.

“Você parece um dos fodidos smurfs.” Ele gargalha colocando a mão na barriga. Estreito os meus olhos e pego o pincel que estava caído nos meus pés.

“Você vai ver agora seu grande idiota.” Ele ainda sorrindo arqueia uma sobrancelha e da um passo pra frente. “Você está me desafiando?” Edward sorri e eleva as sobrancelhas.

“Eu sou mais forte que você, neném.” Quando eu tento erguer o pincel e sujar o seu belo rosto, sua mão é tão ágil que eu nem consegui ver quando ele segurou meu pulso no ar. Com a outra mão livre tentei dar um murro no seu peitoral, mas ainda sorrindo ele pega meu outro pulso e caminha comigo até que minhas costas estarem presas na parede. Ele prende minhas mãos acima da minha cabeça e prende o seu corpo contra o meu. Minha respiração fica pesada e arfante. Ele me dá seu sorriso sacana e arqueia uma sobrancelha. Eu malditamente estava ferrada e presa, meu corpo não era capaz de se mover um centímetro que fosse. “E agora? Como você pretende sair daqui, neném?” ele sussurra no meu ouvido quando seu rosto fica bem próximo do meu. Tudo bem, o ar de brincadeira tinha ido completamente embora. O calor do seu corpo forte me prensando na parede me fazia arfar e começar a ficar excitada.

“Você venceu, agora pode me soltar, princesinha Sophia.” Sussurrei no seu ouvido também dando um sorriso e ele me prensa ainda mais na parede, solto um gemido quando senti seu pau duro sobre o meu estomago. Porra.

“Eu. Já. Disse. Pra. Nunca. Mais. Me. Chamar. Assim!” ele grunhiu entre dentes enquanto sua barba fazia um caminho de fogo pelo meu pescoço, fazendo todos os pelos do meu corpo se eriçarem. Seus lábios passam pelo meu pescoço até o inicio da minha orelha, sua barba arranhando minha pele me fazia fechar os olhos em deleite. Eu não acreditava que eu tinha me rendido tão facilmente, mas porra. Era Edward Masen ali. Ele finalmente larga meus braços e quando eu penso em empurra-lo suas mãos fecham como concha no meu bumbum me erguendo do chão, então eu me sinto como um monte de geleia derretida. “Você não sabe o qual sexy você está nessa camisa.” Ele sussurra no meu ouvido e com uma mão ele ergue a minha camisa até a minha cintura. “Porra, só de calcinha.” Finalmente os seus lábios vem até os meus, sua língua acaricia a minha lentamente, mas ao mesmo instante, ele é firme e rude. Seus dentes prendem o meu lábio entre eles o chupando em seguida. Minhas mãos correm do seu pescoço para o seu peitoral definido e macio, passando as minhas unhas levemente no seu abdome. Enquanto ele ainda me beija, com uma das mãos, por dentro da minha camisa ele sobe até um dos meus seios e lentamente acaricia meu mamilo descoberto me fazendo gemer e rebolar. Meus peitos já estavam tão sensíveis pra ele. Seus beijos descem novamente para o meu pescoço e sua outra mão apalpa meu bumbum, forte. “Eu adoraria foder você com essa camisa, mas eu prefiro sem ela.” Sua voz era tão rouca e baixa que ele poderia me leva ao orgasmo apenas sussurrando sacanagens no meu ouvido.

“Porra Edward.” É tudo o que eu consigo responder antes dele se afastar um pouco e me colocar de pé, eu realmente poderia ter caído ali, minhas penas não passavam de um monte de gelatina. Mas o seu corpo preso ao meu conseguia me manter erguida. Edward pega a camisa e a tira do meu corpo, me deixando apenas com uma calcinha pequena e preta. “Eu não acredito que a gente vai fazer isso aqui.” Sussurrei olhando ao redor. Merda, era o quarto do meu filho! Edward me lança o seu sorriso sacana e cafajeste enquanto suas mãos fazem um caminho de fogo do meu bumbum até os meus seios os segurando em suas mãos feito concha, e os apetando com força me fazendo fechar os olhos e esquecer o que quer que eu tinha falando.

“Depois a gente pinta a parede e pronto.” É tudo o que ele diz antes de me beijar novamente, eu provavelmente estaria rindo do seu rosto sujo de tinta se eu não estivesse tão excitada. Era o sexo mais louco que eu faria, e eu não estou realmente brincando. Nós estávamos completamente sujos de tinta.

Enquanto ele me beijava e seus dedos brincavam com os meus mamilos, desci minhas mãos do seu peitoral até sua barriga durinha e firme, senti ele se contraído com o meu toque me fazendo rir. Fui com a minha mão até a barra da sua calça e apalpei seu pau completamente duro sobre a calça. Edward gemeu me prensando mais sobre a parede se é que isso era possível. Ele novamente me ergueu do chão, minhas pernas são entrelaças na sua cintura, minhas mãos correm para os seus cabelos macios e revoltos enquanto seus beijos descem para o meu pescoço e meu ombro. Solto um gemido quando sua língua entra em contado com um dos meus mamilos, puxo seus cabelos com força e rebolo sobre o seu quadril. O atrito do seu pau duro sobre o meu clitóris é fodidamente bom. Seus lábios se fecham no meu seio e ele o suga fortemente fazendo voltas sobre o meu mamilo com a sua língua quente e molhada. “Edward... Por favor.” Consigo sussurrar entre gemidos. Ele tira uma das mãos da minha bunda e sobe da minha cintura até o meu outro seio o massageando. Seu quadril me prende mais na parede e ele rebola me fazendo soltar um pequeno gemido e fechar os olhos. Seus lábios correm para dar atenção ao outro seio, enquanto sua mão desce para a minha cintura e se infiltra no meio de nós dois.

“Porra, você tá ensopada.” Ele sussurra quando seus dedos massageiam meu clitóris sobre a calcinha lentamente. Ele morde um dos meus mamilos, puxando o biquinho do meu peito e dando uma ultima sugada forte me fazendo cravar as unhas no seu couro cabelo e soltar um pequeno grunhido, antes de subir com a sua boca até meus lábios novamente. Eu sequer consigo raciocinar direito com seus dedos brincando com o meu clitóris. Sinto seus dedos afastarem a minha calcinha para o lado e mordo o seu lábio fortemente quando dois dos seus dedos brincam na minha entrada melada. Ele sorri no meio do beijo e finalmente coloca dois dedos no meu interior. Merda, ele tinha dedos tão longos que me fazia revirar meus olhos a cada lenta e torturante estocada. “Tão quente e apertada, porra de mulher gostosa. Tão malditamente molhadinha pra mim, Isabella.” solto um gemido e coloco minha cabeça no vão do seu pescoço dando alguns beijos de língua por ali. Quando ele tira seus dedos do meu interior, eu mordo seu pescoço o fazendo soltar um gemido baixinho.

“Eu quero que você me foda Edward. Forte.” Consigo sussurrar enquanto beijo e dou leves chupadas no seu pescoço. Tento descer minhas mãos até o botão da sua calça e ele se afasta apenas o suficiente para que eu consiga abrir aquela fodida calça.

“Oh, eu vou foder você, pode apostar.” Edward abaixa sua calça e a sua cueca apenas o suficiente para que o pau pulasse pra fora. Eu olho pra baixo e solto um gemido quando vejo ele se massageando com uma das mãos. Eu não acreditava que teríamos sexo selvagem aqui. Tiro uma das minhas mãos do seu pescoço e vou descendo até subsistir a sua mão com a minha. Ele novamente agarra meu bumbum tão forte que ficaria marca mais tarde. Seus lábios tomam os meus novamente e eu começo a acariciar seu pau de cima a baixo, estava tão duro e grosso, eu fazia movimentos lentos e passava o meu polegar sobre a sua grande rosada e melada. Esse homem era todo malditamente gostoso. “Porra Isabella, eu quero me enterrar em você.” o meu nome parecia tão fodidamente sexy saindo dele. Edward tira a minha mão do seu pau e sinto ele afastar a minha calcinha para o lado, solto um gemido alto quando finalmente sinto o seu pau sobre a minha boceta. Edward massageia o meu clitóris com a cabeça do seu pau e eu reviro os meus olhos. Quando ele finalmente se enterra em mim cravo as minhas unhas nas suas costas e ele morde o meu ombro.

“Tão bom Edward.” Sussurro no seu ouvido enquanto ele continua parado lá dentro. Ele lentamente começa a se movimentar tirando quase todo e entrando novamente forte me fazendo revirar os olhos. Suas mãos agarram a minha cintura com força e a sua boca corre para os meus seios tomando um sobre os lábios novamente. Ele começa a acelerar os movimentos e sobe seus lábios até os meus, me beijando, um beijo selvagem e cheio de málica, sua íngua fodia a minha como o seu pau fodia a minha boceta. “Oh Edward.” Gemi separando nossos lábios e erguendo a minha cabeça deixando o meu pescoço livre.

“Porra, tão gostosa.” Sua mão desceu para o meu clitóris e sua boca veio para o meu pescoço, mordendo e chupando. Eu estava tão em êxtase. Seus movimentos diminuíram e eu rebolei sobre o sue pau fazendo com que ele gemesse e mordesse o meu pescoço.

“Mais rápido Edward... por... por favor.” Então ele finalmente ouviu a minha suplica e seus movimentos aumentaram. Seus dedos massageavam meu clitóris na mesma velocidade. Puxei os seus cabelos com força e seus lábios me pegaram em um beijo novamente. Uma de suas mãos veio para o meu pescoço sem fazer força enquanto seus quadris continuavam seu trabalho com força e rapidez. Era tão fodidamente excitante o jeito que ele olhava pra mim enquanto me fodia forte, seu rosto sempre tão perto, seus olhos estavam semiabertos enquanto ele vez ou outra os revirava de prazer, mas ele sempre mantinha os seus olhos fixos nos meus, e sempre quando eu os fechava ele colocava um pouco mais de força no meu pescoço para que eu pudesse voltar a encara-lo. Sua boca sexy e vermelha se mantinha entreaberta enquanto gemidos e sussurros escapavam dali. Eu podia sentir as minhas costas arderam cada vez que eram batidas na parede, com força, fazendo um barulho um pouco alto de mais, mas que era abafado pelos sons dos nossos corpos se chocando e os nossos gemidos, mas eu sequer me importava. Edward tirou o seu pau e antes que eu pudesse reclamar ou protestar, ele meteu em mim de novo, rápido e forte me fazendo perder o ar e travar a mandíbula. Bom pra caralho. “Porra Edward eu vou...”

“Isso Isabella, goza pra mim vai. Gostosa pra cassete.” Mais algumas investidas e eu finalmente me senti flutuando. Meus olhos se reviraram e um gemido alto escapou dos meus lábios, senti a minha boceta mastigando o seu pau enquanto ele aumentou a velocidade do seu quadril contra o meu e eu apenas me permiti fechar os olhos e sentir a enorme onda de prazer sobre mim. Edward deu mais duas investidas e se liberou dentro de mim. Nós dois estávamos arfando, cada um perdido em seu próprio prazer. Se ele me soltasse ali agora, eu não teria forças para me firmar de pé. Era como se eu fosse um monte de geleia imprestável. Senti um beijo na minha testa e outro na minha bochecha. “Eu machuquei você?” ele sussurrou no meu ouvido beijando o meu pescoço em seguida.

“Não... Com certeza não.” Então ouvi a sua risada alta. Abri os meus olhos e ele me olhava enquanto ria. Assim que eu voltei para a realidade, e vi o seu rosto também soltei uma risada. “Deus, Edward, você está horrível. Tem tinta azul por todo o seu rosto.” Edward gargalho e beijou aminha bochecha entes de se afastar sutilmente de mim, tendo um cuidado para me manter erguida. Quando ele saiu de dentro de mim, me senti completamente fazia e soltei um pequeno gemido. Edward me deu um selinho e me ajudou a ficar de pé delicadamente.

“E como você acha que está? Inferno eu não acredito que fizemos isso assim.” Ele sorriu a apontou para nós dois. Minhas pernas ainda estavam moles e eu me sentia leve. Edward arrumou suas calças e pegou a minha camisa no chão estendo na minha direção. “Vá tomar um banho, eu termino isso aqui. Você está péssima.” Belisquei o seu braço e ele fez uma careta.

“Você também não está dos mais lindos.” Era uma completa mentira, Edward podia ficar bangela que ainda assim ele seria o homem mais lindo que eu conhecia. Beijei sua bochecha rapidamente antes de ir para o banheiro. Quando eu me olhei no espelho ele tinha a fodida razão, eu estava horrível. Meu cabelo era um ninho de pássaros. Meu rosto estava azul e meu pescoço vermelho e manchado. Corri para o banheiro e liguei a ducha, foi um fodido sacrifício conseguir tirar toda aquela tinta de mim. Eu estava completamente dolorida, em todas as partes do meu corpo, pelas recentes atividades que tive com Edward minutos mais cedo. Depois de mais de meia hora eu estava devidamente limpa. O chão do banheiro era um azul infinito. Sai do banheiro enrolada na toalha e fui me vestir. Coloquei uma calça moletom e uma camiseta. Penteei meus cabelos e fui para o quarto do Noah encontrando Edward terminado a ultima parede. Sorrindo fui ate ele e beijei suas costas soadas e sujas de tinta. “Ainda não acredito que transamos aqui, me sinto culpada e suja.” Olhei para a parede que agora estava coberta de tinta fresca. Edward sorriu e negou.

“Não se sinta. Você adorou eu sei. Será o nosso segredinho sujo.” Ele me deu uma piscadela e um selinho. Ele voltou para o seu trabalho, cinco minutos depois, todo o quarto estava em um azul bonito. “Bom, as paredes estão lindas, agora eu quero saber como você vai fazer com essa sujeira.” Ele pegou a sua camisa no chão e a vestiu. Uma pena. “Nem olhe pra mim desse jeito, tenho que ir para o hospital agora à tarde.” Sorri e revirei os olhos.

“Eu vou contratar alguma empresa de limpeza, fique tranquilo.” Ele sorriu e o seu telefone tocou. Edward o tirou do bolso traseiro da sua calça e olhou o visor franzido o cenho.

“Esse numero me liga a dias, eu atendo e ninguém fala nada.” Ele me mostrou o numero que piscava na tela do seu celular. Era um numero completamente diferente, sem identificação.

“Não parece ser dos Estados Unidos.” Ele desliga o celular e o põe de volta no bolso.

“E não é. Agora eu tenho que ir, tenho que tomar um banho e comer alguma antes de ir para o hospital.” nós nos beijamos mais um pouco ali, em pé, dentro do quarto do meu filho, e eu sequer me importava se ele estava sujo e soado, eu amava beijar aqueles lábios experientes e doces. Depois de mais alguns minutos eu o levo até a porta para que pudéssemos no despedir, o agradeci imensamente por ele ter me ajudado, ajudado não, ele praticamente fez o trabalho sozinho. Liguei para uma empresa de limpeza assim que ele se foi, e marquei um horário. Quando fui buscar o Noah no colégio ele parecia realmente ansioso. Eu queria lhe mostrar o quarto pronto, limpo e organizado. Mas não deu tempo.

“Uau mamãe, ficou incrível, você pintou sozinha?” ele disse assim que entrou no quarto todo bagunçado e sujo, olhei para a parede e dei um pequeno sorriso.

“Edward esteve aqui e me ajudou, agora você pode decorar o seu quarto como você quiser, podemos ir ao shopping comprar algumas coisas de decoração enquanto o pessoal da limpeza vem e faz o trabalho deles. O que você acha?” Noah deu um pulo e se animou.

“Legal! Edward é o melhor padasto do mundo não é mamãe?” sorri e acenei. Não apenas o melhor padrasto como o melhor namorado que eu poderia ter.

[...]

Quando atravessei as portas do Seattle Grecy no dia seguinte um sorriso pequeno passou pelos meus lábios. Cumprimentei as garotas da recepção e fui para o elevador. Faltava pouco para as oito da manhã, eu estava feliz de ter dado tempo de ter levado o meu garoto para a escola. “Hey, segura pra mim!” ouvi um grito arfado e cansado assim que as portas de metal iam se fechando, coloquei minha mão no meio e quando elas abriram um Mike cansado e desengonçado entra tentando organizar a mochila nos ombros e alguns livros no outro braço. Soltei um pequeno sorriso vento ele tentar se equilibrar, sem me notar ali ainda.

“Hey, Mike, bom dia! Quer ajuda?” peguei alguns dos seus vários livros e foi quando ele finalmente olhou pra mim, seu sorriso era bonito e fácil.

“Oi Bella, bom dia. Obrigado, eu meio que pensei que estivesse atrasado. Você sabe, Dr. Masen me mataria. Você literalmente salvou a minha vida.” ele soltou um longo suspiro e se apoiou em uma das paredes de metal do elevador. Mike parecia realmente cansado.

“Sei bem como é. Você parece cansado, tudo bem?” ele fez uma careta bonita, que me lembrou Noah, e coçou nuca com a mão livre.

“Eu meio que não tenho folga desde a segunda passada, mas estou relativamente consolado, já que amanhã tenho o dia livre.” Assenti sorrindo e voltamos a ficar calados. Mike era um rapaz legal, mas ele parecia tão puro às vezes, que me dava vontade de defendê-lo. Quando as portas de metal se abriram nós saímos juntos direto para o vestiário.

“E esses livros?” olhei para o primeiro que estava na minha mão, era sobre anatomia cardíaca.

“Peguei na biblioteca, são ótimos, as provas dos internos estão ai... Então...” ele deu de ombros e franzi o cenho. Maldição, ele tinha razão, eu estava completamente perdida no tempo.

“São daqui a quatro meses, certo?” ele assentiu soltando um suspiro cansado. Eu tinha algum tempo para estudar até lá. Quando entramos no vestiário tinha alguns internos ali e foi quase impossível não localizar Emmett e Alice ali, a gargalhada estrondosa dele era ouvida na porta, e assim que eles me viram, Alice, com apenas um sutiã rosa bebê e sua calça azul do hospital, veio correndo na minha direção se jogando nos meus braços.

“Que saudade sua vadia ordinária, parece que eu não vejo você a tipo... Um ano.” Ela beijou minha bochecha me fazendo fazer uma careta.

“Você é tão exagerada, mas eu senti a sua falta também.” Alice deu seu sorriso bonito e bateu palminhas, ela era tão pequena que me fazia lembrar uma criança.

“Nós temos que sair, nós quatro, não fazemos isso há tanto tempo.” Ela suspirou indo até o seu armário e pegando o resto do seu uniforme. “Fiquei sabendo de umas novidades. Hunm.” Alice olhou diretamente pra mim e arqueou uma sobrancelha. Senti minhas bochechas corarem e um sorriso pequeno surgiu nos meus lábios. Olhei para Emmett, que ainda não tinha dito nada. Ele estava sentado em um dos bancos ali, terminando de dar um nó no cadarço do seu tênis. Foi então que ele me olhou e nossos olhares se encontraram, ele não parecia o cara feliz que eu conhecia.

“Então você anda pegando o Dr. Ego grande, em?” Emmett ficou de pé, e ele nunca pareceu tão grande. Alice e Mike foram para o seu lado e os três pares de olhos vieram pra mim. Alice parecia feliz, Mike surpreso e Emmett bravo. Mordi meu lábio e dei de ombros.

“Nós estamos namorando.” Caminhei até o meu armário tentando quebrar o contado visual deles, senti seus olhos de fogo queimando minhas costas.

“Namorando? Eu fiquei saber que vocês estavam se pegando.” Emmett disse. Peguei o meu uniforme na mochila, sem ainda olhar pra eles.

“Mas nós estamos namorando Emmett!” Dei de ombros olhando pra ele, Emmett tinha seus braços cruzados, ele parecia um grande armário. “Você está bravo? Desculpe se eu não falei antes, nós só queríamos evitar isso.” Lentamente um sorriso foi nascendo no rosto bonito dele, formando suas perfeitas covinhas e fui sentindo o ar dos meus pulmões finalmente serem soltos. Ele era como um irmão mais velho e a sua aprovação era importante pra mim.

“Eu não estou bravo Bellinha. Só é estranho, uma pessoa tão boa como você namorando aquele cara.” Ele deu de ombros, mas ainda sorria.

“Ele é um bom homem, vocês vão ver.” Emmett sorriu e caminhou na minha direção, ele me pegou nos seus braços fortes me tirando do chão como se eu fosse um saco de pano, ele praticamente me sufocava no seu abraço de urso. “Emmett, você vai me matar.” Consegui sussurrar e pude ouvir o seu sorriso.

“É bom ele ser mesmo, porque se ele partir o seu coração, eu vou partir a cara dele, pode apostar.” Emmett me pôs no chão e beijou o topo da minha cabeça. Eu adorava aquele cara, Emmett era como irmão que eu nunca tive.

“Você não vai precisar partir a cara de ninguém grandão. Agora eu vou me trocar.” Fiquei nas pontas dos pés para que eu pudesse beijar a sua bochecha e fui me trocar. Quando terminei os três ainda me esperavam sentados no banco conversando de coisas aleatórias. “Então trio de fofoqueiras, não vão me contar as fofocas daqui?” perguntei enquanto terminava de colocar o meu jaleco. Alice sorriu e arqueou suas sobrancelhas pra mim.

“A única que tem fofocas quentíssimas pra nos contar é você. Ele é bom de cama?” fiquei boquiaberta e Emmett e Mike estouraram em uma gargalhada.

“Alice!” a repreendi e senti meu rosto pegar fogo.

“O que? Só quero saber se ele fode gostoso.” Ela dá de ombros como se aquela pergunta fosse a mais natural. Emmett fez sua cara de cafajeste e me olhou de cima a baixo.

“Aposto que eles foderam ontem, olha a cara dela, e pelo o que eu vi do Dr. Ego ontem pela tarde, ele estava muito feliz.” Revirei os meus olhos e saí dali, não demorou muito para que eles fossem para o meu lado ainda soltando alguns sorrisos.

“É grande?” olhei para Alice e revirei meus olhos, ela bufou e deu um pequeno soco de brincadeira no meu ombro. “Não seja puritana Bella, vamos lá. Ele tem cara de 20cm.” Mike engasgou com a própria saliva me fazendo rir e soltar um suspiro.

“Porra, ele tem mesmo 20cm Bella? Caralho ele vai arrombar você.” Emmett berrou, dei um murro no seu estomago e tenho certeza que doeu mais em mim que nele.

“Parem de falar do pau do meu namorado.” Sussurrei baixinho tentando fazer com que só eles ouvissem.

“Se você falar o tamanho te deixamos em paz.” Alice ergueu as mãos no ar como se estivesse se rendendo, e me olhou em expectativa, com seus olhos brilhantes e sorriso assustador.

“Alice eu não sei você, mas eu não saio com uma fita métrica medido o pênis das pessoas que eu transo por ai.” Emmett sorriu e jogou seu braço pesado nos meus ombros, eu senti falta disso.

“Aposto que não passa dos 12 em belinha.” Ele sussurrou nos meus ouvidos, mas o suficiente para que Alice e Mike ouvissem e começaram a gargalhar como idiotas. Tirei o braço pesado dele de cima de mim e comecei a caminhar mais rápido que eles, pelo menos eu me livraria deles e das suas perguntas inoportunas por enquanto. Quando viramos o corredor eles ainda gargalhavam e cochichavam entre si. “Dr. 12 centímetros.” Emmett conseguiu me acompanhar e dizer isso um pouco alto. Droga de amigos idiotas.

“Calem a boca, ele deve ter 17 ou 18cm. Pronto? Satisfeitos? Vocês dois parecem homoxessuais, e você tarada Alice.” Mike riu baixinho.

“Wou, você anda bem servida Belinha.” Emmett berrou empurrando Mike que sorriu. “Mas é grosso?” Emm novamente me abraçou sobre os ombros e sussurrou.

“Emmett, você tem certeza que é hétero?” revirei meus olhos soltando um pequeno sorriso.

“Você quer provar?” sorri e neguei. Emmett sempre seria Emmett. Quando chegamos na bancada das enfermeiras Jacob e Ângela estavam lá, frente a frente, ela sorriu de alguma coisa que ele falava e ele tinha aquele sorriso conquistador que fazia as mulheres molharem as calcinhas. Maldição, Ângela estava fodidamente ferrada.

“Hey Ang.” Ela finalmente desviou seus olhos do homem moreno a sua frente e me encarou. Ela sorriu e veio me abraçar.

“Hey Bella, trabalhamos no mesmo local e quase não nos vemos.” Sorri assentindo e olhei para Jacob e me deu um sorriso sacana e encolheu os ombros.

“É verdade, você tem que ir lá em casa com Jane qualquer dia. Noah sente sua falta.” Ela soltou um suspiro, e subiu seus óculos que caiam sobre seu nariz.

“Sim, eu também morro de saudades dele. Prometo que apareço lá qualquer dia. Meus parabéns, a radio corredor me disse que você anda pegando o Dr. Gostosão. Você é uma vaca de sorte.” Todos na minha volta sorriram e eu me senti completamente fora do lugar, eu daria tudo pra fugir dali.

“Hum, obrigada.” Dei um sorriso completamente sem humor e ela pareceu entender me dando uma piscadela de leve.

“Garotos, Dr. Masen me mandou pegar dois de você hoje, então Emmett e Alice, vocês são meus por todo o dia. Vamos?” Emmett bufou e revirou os olhos fazendo Ang sorrir. “Vamos Emm, aproveitamos e fofocamos sobre o relacionamento da Bella e do Dr. Gostosão.” Então Ang tinha finalmente falado a língua do Emmett, que sorriu de lado mostrando apenas uma de suas covinhas e assentiu. Alice bateu palmas e deu alguns pulos. “Vejo você depois Dr. Black.” Ângela completamente sonhadora sorriu para Jacob que retribuiu.

“Depois nos falamos Belinha.” Emmett sussurrou saindo com Alice e Ang, os três começaram a fofocar e rir antes mesmo de sumirem das minhas vistas, eu estava ferrada com aqueles três.

“Maldição mulher, você me trocou pelo Hitler? Isso é triste. Você partiu meu coração.” Jacob, teatralmente colocou as mãos no peito e fingiu dor.

“Até você? Por favor.” Jacob sorriu pegando um prontuário e assinando alguma coisa.

“Eu falo sério, eu sei que ainda terei minha chance. Sou muito mais sexy e caliete que aquele branquelo. Vou roubar você pra mim, anote isso Cullen.” Revirei meus olhos e abracei Mike.

“Pelo menos ele é o único que não zomba do meu relacionamento.” Beijei a sua bochecha fazendo com que ele corasse. Adorável. Jacob sorriu e olhou para Mike de cima a baixo.

“Só fiquei surpreso, não vejo nada de mais.” ele sussurrou baixinho me fazendo sorrir contente.

“Viu? Por isso que eu amo ele.” Jacob revirou os olhos e me deu seu sorriso conquistador, mostrando todos os seus perfeitos dentes brancos.

“Você vem para o esquadrão rosa, comigo hoje?”

“Não, hoje vou ficar com o meu paciente favorito, daqui a pouco a diaba da Leah me manda um mensagem no pager querendo saber por onde eu ando.” Jacob coçou a nunca e soltou um suspiro.

“Não se apegue Bella, não se apegue. Você sabe que ele...”

“Piorou eu sei, mas eu não consigo deixar de adorar aquele garoto e sentir um carinho especial por ele.” Ele assentiu e colocou o prontuário embaixo do braço encarando Mike.

“Vamos lá Mike, vamos entrar no mundo rosa e macio, onde a vida é mais feliz. Falo com você mais tarde Bella.” Jacob beijou minha bochecha e saiu sendo seguido por Mike. Solto um longo suspiro e caminho para o elevador, diretamente para a oncologia pediátrica. Eu odiava aquele lugar, repleta de crianças com câncer e morrendo, não tinha lugar pior no mundo que esse. Quando os elevadores se abrirão o mundo infantil e triste surgiu nos meus olhos. Era contraditório colocar a palavra criança e tristeza na mesma frase, mas naquele andar, isso se encaixava bem. As enfermeiras se mostravam alegres para as crianças, elas brincavam e sorriam, mas no fundo, eu tinha uma ideia como elas se sentiam realmente.

“Bom dia, Julie, como anda o nosso garoto?” parei na banca das enfermeiras. Julie era a enfermeira do Ethan desde que ele ficou internado aqui, há um mês. Ela me deu um sorriso triste e balançou a cabeça tristemente.

“Ele não vai bem, teve uma piora na noite de sábado, ele pegou um pneumonia e foi para a CTI, mas a Dra. Clarwer mandou leva-lo de volta para o quarto hoje de madrugada.” Soltei um suspiro e olhei para a porta do quarto onde ele estava. “Já é hora de trocar o soro, você gostaria de fazer? Ele adora quando é você.” Julie sorriu olhando para o relógio de parede. Assenti e ela foi pegar a bolsa de soro. “Aqui está Dra. Cullen.” Ela me entregou a bandeja de alumínio com o soro. Coloquei a bandeja em cima do balcão e peguei no meu bolso do jaleco, um dos adesivos que eu trazia todas às vezes, sempre com um símbolo de super-herói diferente. Dessa vez era do Super-man. O seu predileto. Julie me ajudou a colocar, e deu um pequeno sorriso quando peguei a bandeja e fui até a porta do quarto onde ele estava. Abri a porta lentamente e o meu coração perdeu uma batida quando vi aquele garotinho tão pequeno deitado em uma cama, com tantos e tantos aparelhos e agulhas ligadas ao seu pequeno corpo. O quarto estava frio e tudo que se ouvia eram as batidas do seu coração pelo monitor cardíaco. No chão tinha alguns brinquedos e as paredes eram desenhadas de ursos e aviões, também tinha algumas flores que seus pais e parentes tinham deixando com alguns balões azuis, escrito: Ethan é um guerreiro.

“Olha só onde está o meu paciente favorito.” Sussurrei ficando do lado da sua cama e pegando seu prontuário para dar uma olhada. Nada bom. Ethan estava mais debilitado do que a ultima vez que o vi. Ele era um garoto lindo, eu via pelas varias fotos que seus pais tinham espalhado pelo quarto. Antes do câncer, seus cabelos eram negros como a noite, sua pele era alva e corada, ele era gordinho e alegre. Agora ele estava magro e fraco, seus lábios estavam secos e os olhos fundos com olheiras enormes. Eu daria tudo para recuperar a saúde daquele garoto, eu não aceitava como uma criança tão pequena podia sofrer tanto.

Ethan me deu um sorriso pequeno, ele tinha uma janelinha nos dentes, o seu primeiro dente de leite tinha caído semana passada. “Bella, eu senti sua falta.” Ele sussurrou fraquinho, mas ainda sorria.

“Eu também guerreiro, senti muita a sua falta, mas você não vai acreditar, eu tive que ir até Krypton pedir diretamente ao pai do Clark um pouco disso. Foi uma viagem longa.” Ele ergueu um pouco a cabeça para que pudesse ver o símbolo do herói estampado ali. Seu sorriso se abriu e seus olhos verdes ficaram arregalados me fazendo rir.

“Jura?” a inocência dele era algo tão puro, tão infantil. Sorri colocando as luvas e tirando o seu soro vazio.

“Claro, agora você vai receber diretamente o soro que o Super-man usa quando está fraco, ou quando ele apenas fica perto de alguma Kryptonita. Você vai ficar mais forte, vai ver só. Foi difícil de conseguir, não vou negar, tive que conversar com o pai dele por horas, aquele cara é um pouco rabugento, mas quando eu disse que era pra você e que o filho dele era o seu herói, também tive que explicar o quando doce você é, ai não teve como negar. Então ele me deu só essa porção, depois tenho que ver onde arrumar mais.” Ele assentiu sorrindo e tossiu um pouco. Tentei não deixar o meu sorriso morrer. Os seus batimentos eram tão leves para uma criança. Terminei de fazer a troca de soro e puxei a poltrona que estava do seu lado para que eu sentasse. “Sabia que semana que vem é aniversario do meu filho?” ele arregalou os olhos e ficou boquiaberto.

“Serio? Vai ter bolo? Se tiver eu quero um pedaço.” Ele lambeu os lábios e sorriu fraquinho. Peguei a sua pequena mão entre as minhas e brinquei com seus dedos pequenos. Não chore Bella, não chore. Ele vai ficar bem.

“Eu não sei, mas já que você quer um pedaço, eu vou comprar e trazer pra você. Qual o seu sabor predileto?” ele olhou para o teto e pareceu pensar enquanto fazia um biquinho torto.

“Chocolate! Amo chocolate!” ele sussurrou tão baixinho como se me contasse um segredo, mas não era, Ethan estava cada vez mais fraco.

“É o preferido do Noah também.” Ele sorriu olhando pra mim, olhando nos meus olhos, eu mal conhecia aquele garoto, sequer tinha mais de uma semana que eu o conhecia, mas ele me dizia tanto me olhando daquele jeito, tinha alguma coisa nele que me deixava encantada. Edward dizia que era porque eu lembrava do Noah, mas era mais que isso. Eu tentava não chorar toda vez que ele me olhava daquele jeito. Ele tinha um brilho extraordinário, que me deixava encantada.

“Bella?” ergui minhas sobrancelhas e voltei a brincar com os seus dedinhos.

“Sim?”

“Você me deixa ser amigo do Noah?” sorri tentando não deixar alguma lagrima descer. Suspirei algumas vezes tentando não parecer melancólica perto dele.

“É claro que sim Ethan, tenho certeza que o meu filho vai adorar ser seu amigo, e eu vou adorar a amizade de vocês.” Ele deu um sorriso pequeno e tossiu novamente.

“Você vai fazer pudim pra gente?” ele ergueu as sobrancelhas me fazendo sorrir.

“É claro que vou, vou fazer todos os doces que vocês quiserem.” Ele assentiu dando um pequeno aperto na minha mão.

“Quando eu crescer, quero ser médico igual você, e fazer tooooodas as crianças do mundo sorrirem.” Então uma lagrima teimosa desceu dos meus olhos e eu tratei de seca-la rapidamente com a minha mão livre, e tentei disfarçar com um sorriso grande.

“Eu tenho certeza que você vai.” Uma batida na porta interrompeu alguma coisa que ele ia dizer, o rosto da Julie apareceu quando a porta foi um pouco aberta. Ela tinha um sorriso carinhoso e bonito.

“Desculpe atrapalhar, mas os pais do Ethan estão ai para visita-lo e a Dra. Clarwer está lá fora falando com eles.” Assenti e ela fechou a porta saindo. Fique de pé e coloquei delicadamente sua mão sobre a cama, beijei a sua testa e acariciei a sua cabeça, que não tinha nenhum fio dos seus cabelos negros.

“Vejo você depois guerreiro, tudo bem?” ele assentiu sorrindo.

“Quem vai ser o próximo?” ouvi sua voz falha assim que virei às costas, olhei pra ele novamente que encarava o soro.

“Eu vou tentar, mas não prometo nada, talvez eu consiga o do Homem de ferro.” Ele assentiu sorrindo, lhe lancei um beijo no ar e antes de sair do quarto vi o seu sorriso bonito pra mim. Os pais dele estavam abraçados e chorosos enquanto falavam com a Leah. Como sempre ela mantinha sua mascara de frieza e antipatia.

“Dra. Cullen, como vai?” Ellen, a mãe dele veio até mim e me deu um abraço, seus olhos estavam vermelhos e inchados, ela havia chorado bastante.

“Sr. e Sra. Blue, Ethan está esperando por vocês.” Eles assentiram e acenaram para Leah antes de caminharem pelo corredor até o quarto do filho. “O que você falou pra eles?” Leah me olhou com desprezo e revirou os olhos lentamente.

“A verdade, ele pode morrer a qualquer momento.” Ela deu de ombros e tomou um pouco do seu café que eu nem tinha notado estar na sua mão. Leah saiu pelo corredor calmamente, como se aquilo não há abatesse nenhum pouco. Tomei uma lufada de ar e me sentei no sofá colocando as mãos no rosto. Eu não devia estar nesse caso, eu não devia nunca ter me apegado. Isso era totalmente errado. Eu fiquei por bons quarenta minutos, sentada ali, esperando que os pais do Ethan saíssem do quarto, e que o horário dos seus medicamentos chegassem. Fui até a lanchonete comer alguma coisa. Não tinham nenhum dos meus colegas ali, então comprei um café e um sanduiche sentando-me em uma cadeira distante. Eu tinha dez minutos até ter que fazer mais uma visita ao Ethan. Foi quando na segunda mordida do meu sanduiche o meu pager bipou. Era da oncologia. Deixei a minha comida quase intocada ali e corri pelas escadas, eu não tinha tempo de esperar o elevador. Meu pager não parava de bipar e alguma coisa muita erada estava acontecendo, eu tive a plena certeza quando assim que cheguei no corredor do quarto do Ethan, tinha uma grande movimentação ali. A porta do quarto dele estava aberta, enfermeiras entravam e saiam. Corri para perto da porta em desespero e vi os pais dele abraçados ao lado de fora. Eles choravam e pediam por alguma coisa.

“O que aconteceu?” a mãe dele me olhou e vi o desespero nos seus olhos, aquilo fez minha respiração ficar pesada e foi como se eu estivesse flutuando, mas não de uma maneira boa.

“Por favor... por favor, salve o meu bebê, por favor. Me promete que vai salva-lo, por favor.”

“Eu... eu vou ver o que está acontecendo, por favor, fiquem calmos.”

“Código azul, código azul.” Código azul. Era a gritaria no quarto, meu coração parecia que tinha ficado grande de mais no peito, corri até o quarto e vi alguns vários enfermeiros e a Leah sobre a cama.

“Carregue em 200.” Ela mandou, todos se afastaram e ela depositou o choque no peito daquela criança tão pequena. Era como se eu flutuasse, como se o chão não existisse pra mim.

“Meus Deus. Ethan.” Corri até a cama o lado de Leah, o monitor mostrava que seu coração estava parado, foi a pior sensação que eu já tive. Leah carregou novamente e descarregou sobre ele, o monitor continuava parado. Corri até a bomba de oxigênio e coloquei nele. Pela minha visão periférica vi os enfermeiros se afastarem e Leah também. Oh não.

“Hora do óbito?” tudo parecia meio oco pra mim. Ela não podia desistir dele assim. Eu me senti em desespero, eu não podia deixar aquela criança morrer, ele tinha tantos sonhos, tantas esperanças e um punhado de vida pela frente.

“9:45am.” Tirei a bomba de oxigênio e corri até desfibrador.

“Carrega em 230.” Eu gritei, eu acho que gritei, nada pra mim fazia muito sentido. Ninguém tinha se movido um milímetro sequer. Ninguém. Nem sequer Julie.

“Não a mais nada a se fazer Isabella. Acabou.” Leah colocou a mão sobre o meu ombro e em um movimento rápido consegui que ela tirasse suas mãos se mim. Soltei as pás e tentei fazer massagem cardíaca sobre o seu tórax. “Já chega Dra. Cullen. Se afaste do meu paciente.”

“Oh não Ethan, vamos lá guerreiro, por favor, Ethan, por favor.” Então as lagrimas que eu segurava por aquele garoto finalmente desceram dos meus olhos. E elas pesavam uma tonelada. Continuei fazendo massagem cardíaca sobre ele, até alguém me segurou e me tirou de perto dele. As lagrimas deixavam minhas vistas turvas. 5 anos. Ele só tinha 5 anos. eu queria tanto traze-lo de volta, eu só queria...Merda.

“Recomponha-se Dra. Cullen, esse não é o tipo de comportamento que uma cirurgiã deve ter. Seque essas lagrimas e venha comigo.” Tentei manter a minha respiração controlada e mordi a língua para não falar alguma coisa que provavelmente iria me encrencar para aquela vadia.

“Tudo bem agora Bella, ele não sentiu dor. Ele está bem agora.” Julie colou a mão no meu ombro e vi seus olhos marejados. Olhei ao redor do quarto. Os balões, as fotografias, os desenhos, os brinquedos, tudo ali. O soro que eu tinha posto mais cedo, estava um pouco a baixo da metade. E ele estava morto. Sequei minhas lagrimas o máximo que pude e respirei fundo antes de dar uma ultima olhada para o copo dele, o corpo pequeno e fúnebre dele. Deixei um soluço escapar e segui Leah. Ela não demostrava um pingo de emoção, era como uma estatua gélida e sem vida. Os pais do Ethan estavam sentados em um sofá, agora eles pareciam mais calmos, a mãe dele tomava um copo de água e o pai beijava o topo da cabeça da esposa. Parei de caminhar na metade do caminho quando vi para onde Leah estava indo. Então ela também parou e virou na minha direção. Me olhando sobre os ombros.

“Venha comigo Isabella.” Oh não. Ela não podia fazer isso comigo. Respirei fundo e voltei a segui-la, quando ela parou em frente aos pais eu fiquei um pouco atrás, eles ficaram de pé assim que avistaram Leah.

“Eu sinto muito. Seu filho teve uma parada cárdica, fizemos o possível, mas ele não resistiu.” Foi tudo o que ela disse antes de virar as costas e sair dali. Todas as minhas estruturas caíram quando vi aqueles pais entrando em desespero. A mãe do Ethan gritava e chorava enquanto tentava correr até o quarto do filho e o seu marido, que tentava se manter forte tentava segura-la. Eu não conseguia suportar aquilo. Tudo pra mim estava fora do lugar, eu sentia que ia hiperventilar. Finalmente senti o movimento das minhas pernas e consegui correr para longe dali, desci as escadas tropeçando em cada degrau. Eu só queria sumir. Quando cheguei no terceiro andar passei correndo por Alice que gritou perguntando o que estava acontecendo. Na primeira sala de medicamentos que encontrei, entrei e fechei a porta me encostando ali. Fechei os olhos e tentei manter a minha respiração uniforme. Eu não devia ter me apegado tanto, eu não podia ter feito isso, nunca. Então deixei as lagrimas descerem, elas estavam me queimando por dentro, eu simplesmente tinha que soltar isso. Sentei-me no chão e fui engatinhando até a estante mais próxima, deixando o meu copo descansar ali. Coloquei minha cabeça entre as pernas e soltei as lagrimas que eu vinha segurando desde que conheci o sofrimento daquela criança. Eu não tentava segurar o soluço, eu simplesmente deixei tudo sair. Não sei realmente quanto tempo demorei ali, mas então alguém abriu a porta, eu não levantei a cabeça para ver quem era. Não queria que ninguém me visse naquele estado, mas era drasticamente impossível. Tentei secar minhas lagrimas com a mão o máximo que eu pude, eu sabia que estava em uma situação lastimável. Quando levantei minha cabeça, a primeira coisa que eu vi foi um lenço estendido na minha frente. Ergui novamente a cabeça apenas para ver Edward se agachando para ficar de joelhos, e ficando na minha altura.

“Como você me encontrou aqui?” minha voz estava rouca e péssima, eu em geral estava péssima. Ele deu um pequeno sorriso torto e passou o lenço sobre seus olhos limpando minhas lagrimas.

“Alice me disse que viu você chorando, te procurei por todo o hospital. Leah me contou sobre o garoto...” então novamente uma onda de choro surgiu, senti os dedos macios dele passarem sobre o meu rosto.

“Ele era só uma criança...” Edward se sentou do meu lado e passou seu braço sobre mim, coloquei minha cabeça no vão do seu pescoço e suspirei.

“Eu sei. E eu sinto muito. Mas Isabella, isso acontece todo dia, infelizmente acontece. Você é uma cirurgiã e tem que se acostumar, ele foi o seu primeiro, mas haverá muitos mais. Só seja forte e faça o seu melhor. Não gosto de te ver triste, vai ficar tudo bem, eu estou aqui agora.” Sim ele estava, eu me sentia completamente segura com ele agora. Edward beijou o topo da minha cabeça e começou uma seção de cafuné nos meus cabelos, ele me aconchegou para mais perto e me abraçou forte. Eu simplesmente me sentia completamente segura com ele.

[...]

No dia seguinte eu estava um caco. Passei a noite toda pensando nele. Uma criança tão pequena e cheia de coisas para viver. Eu tinha feito com que Noah dormisse colocado a mim a noite toda, e ele não reclamou um segundo. Leah tinha me liberado, claro, ela não precisava de mim agora, até é claro, arranjar outra criança com câncer terminal pra mim. “Hey, como você está?” olhei pra cima apenas para ver Edward ali, ele tinha um copo de café estendido pra mim e um sorriso pequeno.

“Eu vou ficar bem.” Ele assentiu e beijou a minha bochecha rapidamente antes de me entregar o copo de café.

“Eu peguei da sala dos médios, sei como você adora!” sorri em agradecimento e tomei um pequeno gole. Eu estava na banca das enfermeiras esperando o Dr. Sam me chamar para ver um paciente. “Você tem plantão hoje?”

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“Oh sim, e obrigada pelo café.” Ele deu de ombros e olhou para o chão.

“Não por isso. Hey, você não me disse se o Noah gostou do quarto.” Sorri e coloquei a minha mão sobre a dele que estava em cima do balcão.

“Ele adorou Edward. Obrigada de novo.” Ele sorriu e beijou a minha bochecha rapidamente.

“Pelo jeito você tem muito a me agradecer, eu quero que você me recompense essa noite.” Arqueei minha sobrancelha e quando eu ia abrir a boca pra falar, ele coloca o dedo sobre os meus lábios.

“Um jantar, só um jantar Dra. Pervertida.” Eu sorri e neguei.

“Eu tenho plantão Edward, como eu vou jantar?” Ele revirou os olhos.

“Não se preocupe com isso. Me espere na escada do ultimo andar as 22:00hs.” Estreitei meus olhos e ele sorriu, antes que eu pudesse perguntar alguma coisa, ele simplesmente saiu.

O meu dia passou tranquilo. Edward tinha dito para que eu passasse o dia com o Dr. Sam, e foi o que eu fiz, ele não tinha grandes cirurgias pra hoje, apenas alguns pós-operatório complicados que ele pedia que eu lhe auxiliasse. Perto das dez horas da noite, eu estava deitada me uma das macas do corredor deserto com Alice, era o nosso horário de descanso. Quando vi a hora, tentei despista-la e fui pelo elevador até o quinto andar. La não era realmente movimentado. Abri a porta das escadas e sorri ao ver Edward sentado em um dos degraus, ele era tão pontual. “Hey.” Ele olhou para trás e sorriu, Edward se pôs de pé e veio até mim. Ele parecia cansado, sua toca cirúrgica estava em um dos bolsos da sua calça, mas ele tinha o sorriso.

“Boa noite, neném.” Revirei meus olhos e ele sorriu. Edward veio até mim e beijou meus lábios levemente.

“Boa noite. Então, como você pretende me levar pra jantar?” ele enfiou a mão no outro bolso e tirou uma espécie de venda. Estreitei meus olhos fazendo com que ele sorrisse.

“Vamos lá, confie em mim, você vai adorar.” Ele ergueu a venda no ar e mordi meu lábio.

“Edward o que você...”

“Vamos lá teimosa, confie em mim, eu tenho um paciente para ver daqui a trinta minutos. Então colabore.” Revirei meus olhos e bufei. Ele sorriu e passou a venta na minha cabeça e levando para os meus olhos me deixando completamente no escuro.

“Edward, você tem que me guiar, eu sou um desastre.” Ouvi sua risada e senti sua mão no meu braço.

“Eu sei, vamos lá.” Então senti seu braço ao redor da minha cintura e ele foi me guinado para algum lugar. Subimos alguns lances de escadas eu tropeçava vez ou outra, mas ele sempre me segurava e ria, andamos um pouco e eu não tinha noção para onde diabos ele queria me levar. Então ouvi o barulho de uma porta sendo aberta, ele me guiou um pouco mais. Edward me deixou parada em algum lugar. Suas mãos vieram para a minha cabeça e ele lentamente tirou a minha venda. Quando abri meus olhos meu coração perdeu uma batida e fiquei completamente boquiaberta. Era como um quarto que eu não conhecia, mas no meio desse quarto, tinha uma mesa com duas cadeiras, dois pratos e algumas embalagens de comida sobre ela. O quarto só era iluminado por três velas sobre a mesa e uma grande janela de vidro que dava a vista de quase toda Seattle.

“Uau Edward, que lugar é esse?” dei alguns passos olhando ao redor, parecia um local velho e abandonado.

“Aqui deveria ser o escritório do dono... mas bem, ele meio que parece que não quer assumir a sua função então... é um local abandonado.” Ele deu de ombros, vindo para o meu lado e beijado o topo da minha cabeça. “Eu espero que você tenha gostado, tentei fazer uma coisa bonita e charmosa, foi o máximo que consegui.” Ele deu um sorriso sem graça.

“Está lindo Edward, de verdade isso é... Incrível. Eu simplesmente amei.” Virei-me de frente para ele, e fiquei na ponta dos pés para que eu pudesse lhe dar um beijo.

“Eu queria te fazer feliz, e te animar hoje.” um sorriso gigante se abriu nos meus lábios e eu queria abraçar e beijar aquele homem pra sempre. O abracei pela cintura e beijei o seu ombro, ele também me abraçou me apertando contra ele e beijou o topo da minha cabeça.

“Você é incrível.” sussurrei, ele se separou de mim, Edward beijou a minha bochecha e acariciou o meu rosto.

“Não, você é incrível! Vem, vamos jantar.” Edward me guiou até a mesa e puxou a cadeira para que eu sentasse. Sorri e antes de sentar lhe sei um beijo. Se ele queria me fazer feliz, ele realmente estava tento sucesso. Edward abriu as caixinhas de comida japonesa e me olhou de repente parando o que estava fazendo. “Droga! Eu sempre esqueço de perguntar. Você gosta de japonês?”

“Eu adoro japonês.” Ele sorriu e nos serviu. Edward tirou de uma sacola suco de uva e nos serviu em copos de plástico, aquilo era a coisa mais romântica que alguém já tinha feio por mim. “Obrigada por tudo Edward, de verdade, obrigada pelo jantar.” Sussurrei, ele colou a sua mão sobre a minha na mesa e deu um pequeno sorriso torto.

“Eu não podia te levar pra jantar fora, então porque estragar os planos se eu podia te trazer aqui?!” começamos a comer em silencio, mas vez ou outra ele me perguntava sobre o meu dia, sobre Noah, ou apenas me contava como tinha sido as suas cirurgias brilhantes de hoje. Quando terminamos ele teimou que eu deixasse as coisas ali que ele daria um jeito de jogar fora. Ele tinha dez minutos antes de fazer a visita ao seu paciente e fomos para frente da janela de vidro enorme que iluminava o quarto, dava pra ver a cidade bonita dali. Edward me abraçou por trás e descansou sua cabeça no vão do meu pescoço.

“Quando eu estava na guerra, eu gostava de deitar a noite e olhar as estralas. Eu não costumava fazer muito isso aqui na cidade. Mas agora eu faço sempre que posso, então eu reparei que as estralas de lá, são as mesmas que brilham aqui. E isso estranhamente me faz bem.” Ele sussurrou como se fosse um segredo. Era a primeira que ele comentava sobre isso livremente e sem dor alguma. Virei-me de frente para ele e segurei seu rosto entre as minhas mãos.

“Você é um cara tão incrível Edward, eu tenho sorte de ter você.” beijei seus lábios e ele apertou minha cintura me trazendo para mais perto dele.

“Errado de novo Swan. Eu que sou um cara de sorte.” Sorri e o abracei pelo pescoço sentindo o seu cheiro e fechando os meus olhos. Eu me sentia tão segura ali, como se os braços dele fossem o meu porto-seguro, o meu coração batia tão mais rápido quando ele estava perto de mim, e eu gostava, estranhamente gostava. Ficamos abraçados por alguns minutos, em silencio, apenas sentindo o cheio um do outro e por mim, eu não sairia dali nunca. “Qual seria o seu pedido de casamento perfeito?” ele jogou de repente me fazendo estreitar os olhos e me afastar dele um pouco, apenas para que eu pudesse encarar os seus olhos.

“Você quer me pedir em casamento Dr. Masen?” perguntei brincando e ele sorriu.

“Não! Deus. Eu só quero saber.” Sorri pela maneira um pouco desesperada que ele soou, e dei de ombros.

“Meu pedido de casamento perfeito seria se Ed Sheeran me pedisse em casamento, mas já que isso não vai acontecer, não imagino como seria um pedido quase perfeito.” Ele sorri e me beija, um beijo lento e completamente apaixonante, era o meu tipo de beijo predileto, nossos lábios apenas reconhecendo um ao outro, sentindo a textura e o sabor de cada um, a língua dele acariciava a minha de uma maneira tão doce, tão lenta, apenas acariciando uma a outra. Era tão surreal, nós ali, em frente toda a cidade de Seattle nos beijando daquele jeito. Tão apaixonante. Quando nos separamos Edward ia abrir a boca para falar alguma coisa, mas o som de um telefone toca. Edward faz uma careta e se afasta um pouco de mim apenas para tirar o seu telefone do bolso. Ele franze o cenho e eu mordo o meu lábio.

“Quem é?” eu pergunto e ele da de ombros com o cenho franzido e uma pequena careta, o deixando ainda mais adorável do que ele já era.

“O mesmo número que vem me ligando há alguns dias.” Ele bufa e atente do telefone ainda abraçado a mim. “Alô? Olha, quem quer que seja, é melhor parar de brincadeira por que...” então de repente ele ficou mudo e se afastou de mim, pela luz fraca eu podia ver o seu rosto pálido e olhos esbugalhados. Fui atrás dele e vi que seu peito subia e descia rapidamente. Era como se ele estivesse apavorado. “Jasper? Jasper Halle?”

Notas finais
Então amores? O que acham? Hummmm personagem novo no ar e não é só um não em... Quem vocês acham que o lindo Jasper será nessa minha historia? Quem ai sentiu o coração partido com o Ethan? Depois desse capítulo enorme acho que mereço cometários e quem sabe algumas recomendações, não?! Isso é o constituível para capítulos melhores. Procurando historias legais para ler? deem uma olhada nessa historia de uma leitoroa minha : https://fanfiction.com.br/historia/675861/Em_busca_do_amanha NÃO ESQUEÇAM DE COMENTAR! Que logo, logo tem capítulo novo. Beijos e nos falamos nos cometários.