Notas iniciais
Heeeeeeey olha quem resolveu aparecer aqui na maior cara lavada, depois de mais de um mês. Vocês devem olhar e pensar; gente, essa Luiza é doida. Mas gente, além da correria, foi mais um capítulo no ponto de vista desse homem complicado até pra autora, então não me matem, por favor. Uma ou duas leitoras reclamaram que coloco coisas de mais de hospital aqui, gente, eu acho que eu não coloco a metade do que eu queria, meu povo, é uma história de Médicos, de cirurgiões, que roda em torno de um hospital, essa era ideia principal, por isso chama Entre Médico, então eu não vou deixar de colocar coisas sobre o hospital e a carreira deles aqui, eu acho importante também, eu sei que vocês querem logo eles juntos, eu sei, seu sei, mas calpa, não se desesperem, ta chegando então vamos apreciar com calma. CALMA ATÉ DE MAIS NÉ LUIZA, PORQUE VOCÊ DEMORA UM ANO PRA POSTAR. #pas Eu entendo a frustração de vocês, eu também sou leitora, e falto querer matar quando as autoras demoram mais que uma semana para atualizar. Mas olha o tamanho desse capítulo também né gente? Vale por uns três. Quer dar um agradecimento especial as três pessoinhas que recomendaram o meu nénem ♥ Kiki_cullen_va, Biah e a Gleice Kelly. Vocês não sabem como deixaram um autora morta de feliz, e também a todaaaas que comentaram, foram quase 100 comentários no capítulo anterior, isso me mata de alegria e felicidade, sério gente, isso faz o dia de qualquer autora. Bom, mas sem enrolações aí está o capítulo, espero que apreciem.

Seattle, Washington

Edward Masen.

Rosalie não atendia as minhas ligações, acabei ligando no seu celular mais três vezes seguidas, caindo diretamente na caixa postal. Eu estava totalmente frustrado e impaciente. Eu andava pela parte da clinica totalmente quieta e silenciosa em passos rápidos e duros. Precisava malditamente encontra-la. Tentei ligar no seu celular mais uma vez, enquanto passava pelo corredor olhando para o meu celular, discando o numero dela pela quinta vez seguida. A parte da clinica ficava na parte de trás do hospital de emergência, e há essa hora, essa parte do hospital, era totalmente quieta e não havia ninguém ali. Era um pouco assustador andar por essa parte do hospital á essa hora, os corredores vazios e quietos, algumas luzes apagadas e um silêncio assustador. Mas está era com certeza a parte de boa de não trabalhar em uma emergência, obviamente os clínicos começavam os seus turnos muito mais tarde. Tanya devia me odiar agora. Solto uma bufada de ar totalmente frustrado enquanto coloco o meu telefone no bolso da calça, desistindo das ligações, ela obviamente não estava disponível. Entrei no elevador vazio, que me levaria para o melhor lado do hospital, onde a mágica verdadeiramente acontecia, eu não podia negar, por mais que clinicas me atraíssem, a correria de uma emergência me fascinava. Quando as portas se abriram eu dei um pequeno sorriso ao ver a correria rotineira dali. Médicos passavam, enfermeiros estressados, internos sonolentos e residentes soberbos. Enquanto eu passava por eles, alguns, os mais fofoqueiros, giravam as suas cabeças na minha direção. Claro, desde que descobriram que eu namorava a minha interna, e era, infelizmente, casado, o inferno começou, e isso era totalmente culpa minha. E aquilo, não era obviamente, nem perto do que Isabella deveria estar passando. Aquilo tudo era totalmente culpa minha, eu nunca deveria ter deixado toda aquela bola de neve, chegar onde chegou e causar todo esse estrago. Olho para o meu relógio de pulso enquanto passo pelos corredores, eram quase seis da manhã, ainda faltava duas horas para o meu turno, mas eu não voltaria pra casa e depois retornaria aqui, essa com certeza não era uma opção. Eu me sentia absolutamente ansioso para ver Isabella, apenas de pensar naquela possibilidade, fazia o meu coração bater mais rápido do que normalmente ele era, e fazia as minhas mãos soarem, eu estava um pouco assustado com como ela agiria depois na noite passada. Socar o seu amigo idiota obviamente não teria a deixado feliz.

Paro em frente à sala dos médicos e coloco o meu dedo indicador na digital, no painel de segurança. Eles tinham uma segurança um tanto quando grande naquela área, e obviamente aquilo não era apenas por ser a sala dos médicos, com certeza era tudo pelo café, definitivamente pelo café. Todos morriam por um pequeno copo, e eles tinham que mantê-la em total segurança. Dei um pequeno sorriso com os meus pensamentos quando a minha entrada foi liberada e a trava da porta de correr foi destravada. Aquilo cheirava ao mais puro e forte café. A sala toda era inebriada por aquele cheiro viciante. A sala estava em silencio e não tinha ninguém, bem, há essa hora era natural aquilo estar vazio. Era uma sala grande, com cinco sofás grandes e confortáveis, quatro poltronas, uma TV de plasma grande, nossa magica maquina de cafés, algumas guloseimas sobre uma mesa de vidro grande, algumas cadeiras ao redor da mesa. Uma boa vista para a incrível cidade, nossos armários e anexada à sala, as nossas cabines.

Eu poderia facilmente tomar um pouco de café, comer algum cookie, e assistir um pouco de TV, antes de ir trabalhar. Eu não tinha dormido nada naquela noite, absolutamente nada, mas eu não conseguiria, meus pensamentos corriam pela minha cabeça, e eu estava ansioso, ao estremo, ver Tanya tinha me feito muito bem, mas eu ainda me sentia nervoso em conversar ou ver Isabella. Eu era um grande idiota perto dela. Caminho para a maquina de cafés e escolho um café puro e sem açúcar, aquilo me manteria em alerta. Pego uns dos cookies que estavam em uma bandeja sobre a mesa e caminho para um dos sofás. Eu estava prestes a me sentar quando no sofá ao lado, noto que tem alguém deitado, cochilando, e eu abro um pequeno sorriso ai ver que era Rosalie. Ela estava com um braço sobre os olhos e mantinha a sua respiração leve. Fiquei por alguns segundo pensando em o que eu deveria fazer, mas apenas dou de ombros e sento-me no sofá tomando um pequeno gole do meu café enquanto olhava pra ela. Rose e eu estávamos tentando ter algumas conversas civilizadas nos últimos dias, na verdade, ela tentava, eu tentava ser indiferente, mas era impossível ser indiferente e ela. Então quando ela me encontrava, tentava manter uma boa conversa, cosias sobre o seu tempo na Suíça, ou sobre a nossa infância, e aquilo me fazia bem, me divertia vez ou outra, era bom ter alguém dos meus amigos do passado por perto, mesmo que a situação fosse um tanto quando perturbadora. Rose era uma mulher incrível, e não era preciso fazer algum esforço para me lembrar de o porquê eu me apaixonei por ela um dia, ela era fácil de ser amada. Rose era doce, gentil, bonita e alegre, qualquer homem ficaria de quatro por ela, e eu poderia facilmente me apaixonar por ela de novo, se o meu coração já não tivesse nas mãos de uma linda morena. Por mais incrível que Rose fosse, Isabella conseguia me ter enroladinho no seu dedo mindinho, eu estava feliz por isso. Tentei não fazer barulho enquanto me sentava no sofá e tomava um gole da minha bebida. Ela devia estar exausta, e eu não pretendia acorda-la.

Eu pretendia ter uma conversa civilizada com ela, eu não diria que voltaríamos a ser velhos amigos, porque eu não era hipócrita, eu sabia que aquilo era um pouquinho impossível. Solto um suspiro enquanto coloco o ultimo pedaço de cookie na boca junto com o café. Olho para a TV desligada e penso por um segundo na hipótese de liga-la. Desisto da ideia no segundo seguinte e apenas suspiro enquanto me deito no sofá, olhando para o gesso branco sobre mim. Minha cabeça era rodeada de ideias, e pensamentos nada coerentes, e medo, eu tinha medo que Isabella não me quisesse mais, que talvez ela pudesse estar com tanta raiva que não me quisesse de volta, a ideia que ela poderia ter possivelmente conhecido alguém nesse pouco tempo, ou até mesmo dado uma chance ao idiota do seu amigo, aquilo me deixava perturbado. Minha vontade era de sair correndo até a casa dela e implorar de joelhos que ela me quisesse de volta, bem, eu faria isso se fosse preciso, mas eu queria fazer aquilo da maneira certa, eu esperava que eu não precisasse tomar medidas tão grandes. Solto um suspiro e me aconchego melhor no sofá, fechando os meus olhos e tentando me concentrar em alguma coisa boa.

“Edward, Edward, Edward?” alguém sussurrava o meu nome enquanto chacoalhava o meu ombro, um pouco assustado e em total alerta sento-me rapidamente, sem ter realmente noção de onde eu estava e quem estava ali comigo. “Ei, tudo bem, eu só vim acorda-lo porque você pode estar um pouquinho atrasado.” Olho para o meu lado, e vejo um par de olhos azuis brilhantes olhando pra mim. Franzo um pouco o cenho vendo Rose sentada do meu lado, com sua mão sobre o meu ombro e com o rosto um pouco próximo de mais. Olho ao redor apenas me conectar direito e solto um suspiro aliviado ao ver que eu estava no hospital.

“Merda! acabei pegando no sono. Que horas são?” perguntei tateado o meu bolso da calça jeans a procura do meu celular.

“Oito e três. Eu teria acordado você antes, mas o Jasper só me despertou agora a pouco.” olho novamente ao redor vendo que agora, a sala já estava um pouco congestionada, a maioria estava ao redor da mesa repleta de guloseimas, que tinha sido reposta minutos atrás. Então, perto dos armários eu o vi. Jasper Hale estava de costas pra mim, mexendo em alguma coisa no seu armário provisório. Nós não tínhamos tocado uma palavra desde que ele tinha vindo trabalhar neste hospital, e se fossemos nos tratar como a primeira vez que ele esteve aqui, o silencio estava perfeito pra mim.

“Preciso ir. Meus internos já devem estar loucos.” Passo uma mão nos meus cabelos os bagunçando muito mais do que provavelmente eles estavam. Rose me da um sorriso ficando de pé no segundo seguinte. Ela já estava com o seu jaleco sobre um dos seus vestidos colados e decotados. Faço uma oração silenciosa agradecendo que o meu armário era do lado oposto daquele idiota. Pego o meu scrubs e o eu jaleco, que estavam perfeitamente dobrados ali dentro. Dou uma rápida olhada para Rose que estava agora do lado do seu primo, eles pareciam manter uma conversa nenhum pouco agradável, e quando os olhos dela encontraram os meus, ela me deu um pequeno sorriso que foi rapidamente correspondido por mim. Troco-me rapidamente em uma das cabines. Eu odiava atrasos e vejamos o que eu estava fazendo. Merda. Exemplos eram as melhores formas de ensino que podia existir, e eu odiava falhar, aquilo em deixava frustrado. Quando volto para o meu armário, não vejo mais Jasper por ali, apenas Rose, que mantinha uma boa conversa com alguma plantonista da pediatria, eu realmente não lembrava o nome. Volto ate o meu armário para guardar as minhas roupas. Pego o meu estetoscópio e o coloco no bolso do meu jaleco, junto com a minha caneta. Coloco o meu pager na cintura e dou um olhada para a maquina de cafés. Merda, os urubus estavam matando em cima. Eu precisava de um maldito café.

“Café?” olho para o lado e Rose tinha suas mãos ocupadas com dois copos de café.

“Você leu meus pensamentos. Obrigado.” Ela sorri enquanto me entrega um dos copos, tomo um pequeno gole enquanto caminho para sair dali. Quando passo pela porta, vejo Rose andando do meu lado, bebericando o seu café. O que era isso agora? Ela certamente entendeu o meu olhar, quando encolheu os ombros, ela me olhou e deu um sorriso envergonhado.

“Eu vou com você, preciso dar algumas instruções do paciente para o McCarty.” Oh, é claro que ela precisava. Dou um pequeno sorriso irônico ao lembrar da nossa briga na noite passada. Ele obviamente pensava que eu estava falando do possível beijo que tinha dado na Rosalie, que até então, eu sequer fazia ideia de algum tipo de envolvimento entre eles. Olho de relance para Rose assim que paramos lado a lado para pedir o elevador. Tomo um pequeno gole do meu café e a pego encarando os seus pés. Rose era uma das pessoas mais doces e boas que eu cheguei a conhecer, e certamente Emmett não era o cara pra ela, não que eu estivesse com ciúmes, mas eu o conhecia o suficiente para saber o tipo de cara que ele era e da maneira que ele usava as mulheres. Mas eu não iria me meter, Rose certamente entenderia totalmente errado a minha preocupação, e ela também era bem grandinha para tomar conta das suas próprias pernas. Eu apenas não queria que ela sofresse, Rose já tinha passado por tanta coisa, uma desilusão amorosa com Emmett seria péssimo. E eu não via uma maneira que alguém pudesse dar algum jeito naquele homem. No elevador tinha algumas pessoas, que nos encararam rapidamente assim que entramos, tentei manter a maior distancia possível, ficando do outro lado do elevador. Mas aparentemente Rose não pensava do mesmo jeito, quando ficou um pouco perto de mais. Merda, eu ainda teria que lidar com toda a bagunça de fofoqueiros daquele hospital. “Você me ligou?” olhei para o lado, vendo Rose mexendo no seu celular com o cenho franzido. Olho para os lados e alguns olhares estavam sobre nós. Solto um suspiro aliviado quando chegamos ao nosso andar. Tomo um outro gole do meu café para prolongar aquele assunto. E assim que as portas de metal se fecham atrás de mim, posso respirar aliviado.

“Sim, eu queria saber se você poderia ir até o meu apartamento hoje à noite, eu gostaria de conversar.” Rosalie arfa enquanto abre o seu maior sorriso e eu demoro um pouco para perceber que ela tinha entendido aquele convite de uma maneira totalmente errada. Aquela realmente não era a ideia, eu não queria que ela alimentasse algum tipo de esperança por uma coisa que obviamente não aconteceria.

“Claro, claro que eu posso. Oito está bom pra você?” ela falava tão rápido que quase se atropelava nas palavras.

“Sim, pra mim está perfeito. Mas, Rose, veja bem eu...”

“Oh meu Deus o que aconteceu com ele?” olho na direção em que Rose apontava com o rosto formado em uma careta. E o seu dedo indicador estava direcionado ao trio que estava na recepção, obviamente ela favava de Emmett que tinha um grande olho roxo e inchado. Dou um pequeno sorriso interno, bem, eu não sabia que o meu punho estava tão bom a esse ponto. Ele que não tentasse se aproveitar da minha mulher novamente. Alice cochichava com ele, enquanto Emmett fazia uma careta colocando a ponta dos dedos sobre o roxo no seu olho, Mike apenas nos encarava, ele aparentemente foi o único que nos notou, franzo o cenho e procuro entre eles o par de olhos castanhos que fazia o meu peito se aquecer. E sinto o meu coração se apertar um pouco quando não a vejo com eles. Onde diabos ela estava? Apresso os meus passos olhando ao redor, procurando por ela em qualquer canto que os meus olhos eram capazes de enxergar.

“Onde está Isabella?” pergunto assim que me aproximo o suficiente. Emmett me olha com tanto ódio que eu jurava que a sua vontade era de retribuir aquele olhos roxo. Ele tinha a mandíbula travada enquanto me encarava. Alice estava com os seus braços cruzados e nariz empinado, como se ela não tivesse mais medo de mim, Mike me olhava da mesma maneira. Qual era o maldito problema deles? “Onde ela está?” pergunto mais uma vez, falando pausadamente, talvez assim eles entendessem melhor. Quando nenhum deles responde, dou um pequeno sorriso irônico, enquanto dou um passo à frente, ficando muito perto dos três. “Vou perguntar uma ultima vez, onde está a minha outra interna?” eles continuam calados, totalmente superiores, eu não estava realmente com muita paciência para qualquer tipo de brincadeira. Seguro a ponte do meu nariz enquanto tento manter a calma, eu não queria gritar com eles, realmente não queria, mas eu odiava quando alguém me tratava daquela maneira. Eu estava preste a estourar quando sinto uma mão no meu braço, como se me segurasse, olho para trás automaticamente. Rosalie segurava o meu braço e me olhava como se me repreendesse.

“Edward, mantenha a calma.” Ela sussurra e me solta assim que respiro profundamente. Passo a mão nos meus cabelos enquanto volto a encarar Alice.

“Eu vou o seu superior, e espero que me diga onde a minha interna está. E porque ela não está aqui com vocês?” Alice solta uma bufada de ar enquanto revira os seus olhos. Ela estava revirando os olhos pra mim. Pra mim. Aquela baixinha realmente queria me ver furioso a essa hora da manhã.

“Você foi o atrasado hoje, Masen. Jacob teve uma emergência e bipou a Bella há alguns minutos.” Merda, mil vezes merda. Eu não tinha apenas que lidar com um maldito amigo grandalhão que estava se aproveitando dela, também tinha que lidar com o maldito idiota do esquadrão da vagina. Porque eu sabia muito bem o que Jacob Black queria com ela, oh sim, eu sabia, desde a primeira vez em que ele colocou aqueles olhos imundos sobre ela. Eu mataria qualquer idiota que chegasse a apenas alguns centímetros perto dela. Edward Masen, você é um completo idiota. Se algum maldito pervertido chegasse perto dela, era por culpa minha, eu tinha a deixado livre, eu era o único culpado, o único que tinha deixado alguma brecha. Que tinha partido o seu coração e a deixado para que qualquer idiota tivesse uma oportunidade. Apenas em pensar naquela hipótese, me fazia perder o folego. Santo Deus.

“Eu vou continuar trabalhando com a Dra. Masen-Hale?” Emmett me perguntou enquanto cruzava os braços e me encarava com uma sobrancelha arqueada. Que grande idiota. Reviro os meus olhos pra ele.

“Porque diabos não continuaria?” ele franze o cenho e eu apenas me limito a revirar os olhos novamente. “Alice, você continua com o Hale, e Mike vem comigo.” Eu não me limito a olhar para nenhum deles, ou falar alguma coisa enquanto dou as costas e saio caminhando para o lado oposto, eu não precisava olhar para saber que Mike me seguia como um filhote de cachorro. Eu tinha começado a manhã bem, eu tinha planos bem elaborados, eu tinha a ideia de começar o meu dia com um par de olhos brilhantes, eu esperava passar a manhã com a única pessoa que conseguia me manter calmo, que me fazia perder o folego e recupera-lo no mesmo instante. Era uma loucura. Eu não queria que ela ficasse perto de mais do Black, aquilo me matava. Eu sabia o qual perfeita ela era e o quanto qualquer homem se desmontava apenas pelo seu olhar, e eu não queria o Black desmontado por ela. Eu queria que ela estivesse comprometida. Comprometida comigo. Que ela voltasse a ser minha. Solto um suspiro fechado os olhos com força. Toda essa situação é culpa sua.

Eu continuava com a cabeça a mil enquanto caminhava silenciosamente pelos corredores com um Mike muito calado atrás de mim, mas eu estava bem com aquilo, não queria ninguém tagarelando no meu ouvido. Solto um longo suspiro assim que paro em frente ao quarto do meu pior paciente, e respiro profundamente dez vezes antes de girar a maçaneta e colocar a minha cabeça para dentro. Harry estava deitado na sua cama, com o seu habitual humor enquanto mexia no controle da TV. Ele estava sozinho, como sempre. “E como vai o paciente mais amoroso de toda Seattle Grace?” Harry vira a sua cabeça na minha direção e o seu olhar era cortante, como se ele pudesse me matar com um simples olhar e com um ranger nos dentes. Entro totalmente no quarto com um pequeno sorriso e com Mike logo atrás de mim.

“Eu quero que você faça logo o seu maldito trabalho, eu preciso sair daqui. Ver o seu rosto feio por quase duas semanas tem me matado aos poucos.” Ele resmunga voltando os seus olhos negros para a TV. Seguro uma risada enquanto vou até a sua cama e pego o seu prontuário, para ver as anotações do plantonista.

“Bem, eu tenho uma boa noticia. Faremos a sua cirurgia amanhã e logo nós dois estaremos felizes, você longe da minha cara feia, e eu livre dos seus resmungos.” Ela novamente gira a cabeça na minha direção, tão rápido que fiquei levemente assustado.

“Eu não resmungo Masen.” Solto uma risada, bem, imagina se resmungasse. Ele era totalmente chato e arrogante, mas ele conseguia me divertir vez ou outra. Fecho o seu prontuário o colocando na mesinha, próximo a sua cama. Coloco as minhas mãos no bolso do jaleco e solto um suspiro.

“Certo. Bem, eu vim apenas para avisar que a cirurgia está marcada para depois do almoço. Você quer que eu ligue para alguém? Leah, ou a sua esposa talvez?” ele range os dentes e revira os olhos. Ninguém tinha vindo o visitar nos dias em que ele esteve internado, a não ser vez ou outra por Leah Clarwer.

“Eu não tenho ninguém Masen, Então não, eu não quero que ligue pra ninguém.” Solto um suspiro enquanto olho de relance para o Mike, que apenas nos encavara no canto do quarto.

“Mike, quero que encontre Leah e a traga até aqui.” Eu não precisei sequer piscar para que Mike saísse correndo, certamente ele estava louco para se livrar do pobre Harry.

“O que? Pra que você mandou que chamassem Leah? Eu sou malditamente maior de idade, não preciso que você conversa com a minha filinha sobre a porcaria de cirurgia alguma.” Ele resmunga enquanto fica sentado rapidamente na sua cama.

“Escute Harry, sei que você é todo dono de si e adora dizer que não tem nada a perder, mas Leah é a sua filha, e por mais que vocês dois tenham um tipo de relação... Estranha, ainda são pai e filha. Tenho certeza que ela te ama e que deseja saber de todo o procedimento do pai dela.” Harry me encara por alguns segundos antes de soltar uma risada, totalmente e completamente irônica.

“Olha só quem está me dando alguma lição sobre o amor. O cara que mantem a esposa e a amante no mesmo hospital.” travei a minha mandíbula e serrei os punhos. De onde diabos ele tinha ouvido falar sobre aquilo?

“Do que você está falando?” ele dá uma pequena risada e arqueia a sobrancelha na minha direção.

“Eu estou neste hospital e oito dias Masen, oito dias prostrado nessa cama de hospital como um vegetal, bem, as fofocas correm. As enfermeiras são como um vírus, quando é relacionado á fofoca, você devia saber disso, elas vem trocar o meu soro e eu ouço alguma coisa sobre a esposa ressurgir das cinzar e sobre a interna que você maninha um caso.” minha respiração estava cortante e muito pesada. Inferno, eu não sabia que tinha chegado a esse ponto, os pacientes sabendo a minha vida particular, as pessoas comentado. Merda. Senti uma pequena fisgada quando me dei conta, de todo o inferno que a mulher que eu amava estava passando, obviamente isso não era nem um terço do que estava acontecendo com ela. E que isso era culpa minha, eu poderia ter evitado tudo isso, evitado todo o transtorno na vida dela. Isabella era só uma interna, ela mal tinha começado a sua carreira ainda, e as pessoas a tratavam como a amante suja. Eu estava prestes a colocar aquele assunto como encerrado quando Harry continua. “Eu a vi duas ou três vezes, ela veio me examinar e me levar para alguns exames, ela é realmente muito linda Masen, e doce, eu tenho que ressaltar. Algumas pessoas dizem por ai que você a enganou. Que feio Dr. Masen. Mas eu não posso realmente julga-lo.” Ele dá um pequeno sorriso cínico.

“Essa conversa já deu Sr. Clarwer. A minha vida pessoal não...”

“Eu já passei por isso Masen. Acredite. Eu já fui um filho da puta como você. Eu era casado com uma mulher boa e doce antes de realmente conhecer a perdição em pessoa. Emily era o nome dela, ela entrou na minha vida quando eu estava passado por uma crise no meu casamento de dez anos. Ela trabalhava pra mim, linda, sexy e muito atraente. Você sabe como nós homens somos não é?! Não aguentamos ver um rabo de saia.” Fecho os olhos e tento manter a respiração controlada. Eu não queria que as pessoas tivessem uma ideia errada sobre Bella. Ela era a mulher mais incrível desse mundo, ela malditamente não merecia ser julgada como a minha amante.

“A sua historia não tem nada parecida com a que eu estou vivendo Harry, então...”

“Eu me apaixonei Masen. Ah o amor, ele é realmente lindo. Sabe de uma coisa Masen? Eu a amei tanto, mas tanto, eu amei Emily em poucos meses, o que eu não consegui amar na minha esposa em dez anos. incrível não é? Impressionante como o amor é uma coisa estranha. Mas quando elas descobriram, eu fui colocado na parede. E tive uma escolhe, eu tive que faze-la, e eu escolhi o que qualquer homem sensato escolheria, eu escolhi o meu casamento de dez anos. Eu nunca tive a oportunidade de dizer o quanto eu a amava. Ela foi embora, e quando eu a encontrei cinco anos atrás, ela estava feliz, casada e com três filhos. Mas sabe o que mais me impressionou? Quando eu a vi, o meu coração ainda bateu da mesma maneira que batia quando eu a via quando éramos jovens, eu me sentia um menino de novo, eu a amava da mesma maneira. Se eu pudesse voltar atrás, eu teria escolhido diferente, eu teria escolhido o amor. Porque eu claramente escolhi errado.” Harry olhava para um ponto perdido em cima da sua cama, ele parecia que estava viajando, totalmente perdido e quando ele olhou pra mim, eu vi pela primeira vez os seus olhos com algum brilho, e dessa vez, eram lagrimas. “Eu olho pra você, e é como se eu me olhasse no espelho. Se eu morrer amanhã nessa porcaria de cirurgia, eu quero deixar algum tipo de bom concelho para algum idiota qualquer, e você foi o primeiro idiota que cruzou o meu caminho hoje.” ele deu um pequeno sorriso e eu arfei com tudo aquilo.

“Você não vai morrer amanhã Harry, não nas minhas mãos.” Ele me da um pequeno sorriso enquanto da de ombros.

“Você não é Deus Dr. Masen.” Ele sussurra tão baixo que eu mal consigo ouvir. “Quando eu vi Emily há cinco anos. Eu finalmente me declarei, depois de trinta anos. Ela me amava também, eu sabia disso, ela disse isso. Mas ela tinha uma vida com outra pessoa. Mas eu sou um velho insistente, e eu jurei a mim e a ela que a teria de volta e dessa vez seria pra sempre. Ela morreu dez dias depois de embolia pulmonar. Eu estava levando flores pra ela, para chama-la para um café quando o filho dela me deu a noticia. Quando se ama alguém Masen, quando você perceber os sinais, quando notar que realmente é amor, não tenha medo de dizer, não tenha. Então quando você ama alguém, você diz, mesmo que você esteja assustado, mesmo que ache que aquela não é a coisa certa, você diz e, por favor, diga alto, grite se for preciso. A vida é curta de mais pra agir de outra maneira.” Ele rapidamente passou as mãos sobre os olhos, tirando as lagrimas que nem ele mesmo tinha percebido. Eu estava... arfante, com o coração batendo tão rápido que eu sequer conseguia respirar direito. Imaginar a sua historia e me colocar no lugar dele, perder Isabella pra sempre, deixar que ela fosse embora, construísse a sua vida com outra pessoa, tendo filhos com outra pessoa, tendo Noah sendo criando por um cara qualquer, e passar tantos anos no escuro, sem dizer o que eu realmente sentia. Sem que ela soubesse que eu realmente a amava e no fim, perde-la pra sempre, aquilo era, era sufocante. Eu me sentia sem ar, como se eu não conseguisse respirar. Eu me sentia apavorado. Sinto as minhas mãos soadas e geladas.

“Mandou me chamar Dr. Masen?” Leah apareceu na porta, e atrás dela um Mike muito arfante. Ela estava com um prontuário nas mãos e o seu scrubs. “Eu estou muito ocupado, então se não é nada importante...”

“A cirurgia do seu pai foi marcada para amanhã, depois do almoço.” Consegui falar, sentido que eu estava um pouco arfante, mesmo que estivesse parado. Ela arqueou a sua sobrancelha grossa na minha direção.

“Era só isso? Você poderia ter me mandar uma mensagem no meu pager ou...”

“Ele é o seu pai Leah, não o seu paciente. Ele vai fazer uma cirurgia amanhã e tenho certeza que ele gostaria de ter uma boa conversa, sobre qualquer coisa, com a sua única filha.” Mantenho a minha voz mais alta e autoritária possível, Mike me encarava com olhos arregalados assim com a princesinha de gelo na minha frente. “Com licença.”

“Resolva o seu problema Masen. Não abra a minha cabeça com um coração partido.” Ouço Harry gritar assim que saio daquele quarto. Eu não pude deixar de dar um pequeno sorriso, por trás daquele homem durão e arrogante existia apenas um velho com um coração amargurado e o amor perdido. Eu certamente não me tornaria um velho como ele. Eu não deixaria. Eu tinha a oportunidade bem nas minhas mãos e não a deixaria passar, eu não deixaria que nada atrapalhasse a minha historia com a mulher que eu amava. Passei pelos corredores, andando rápido de mais, olhando para os lados, tentado encontra-la em qualquer lugar, eu só queria vê-la, mesmo que fosse de longe, mesmo que ela nem sequer me visse, eu só queria ouvir o timbre da sua voz e poder respirar tranquilamente novamente. Eu só queria ver o brilho nos olhos dela, o brilho que me deixava totalmente desnorteado. Olho e ando por todos os cantos daquele andar a procura dela. Era impossível, seria como procurar agulha em um palheiro. Passo as minhas mãos nos cabelos enquanto desço as escadas correndo em direção ao andar inferior. Passo por algumas pessoas no caminho até parar em frente à bancada das enfermeiras, da obstétria.

“Com licença. Eu gostaria de saber onde o Dr. Black, e a interna que está com ele hoje estão.” Uma senhora idosa, que estava digitando freneticamente no seu computador me olhou sobre os seus óculos de grau. Era a enfermeira Marie, eu já tinha estado com ela em alguns casos. Ela parou de digitar, e sem me olhar ou falar qualquer coisa, voltou a encarar o seu computador, eu estava prestes a falar novamente quando ela voltou a me encarar. Ela tinha um olhar tão acusador. Eu me senti como se eu fosse um menino novamente, e a minha avó tivesse descoberto que eu tinha matado o gato dela.

“Sala de cirurgia 04.” Então ela volta a encarar o seu computador e eu dou uma pequena risada em agradecimento, que ela sequer notou. Passo pelos corredores correndo. Eu não tinha muito tempo, eu tinha uma cirurgia marcada em quarenta minutos e eu precisava estar preparado, mas eu precisava vê-la, eu precisava saber que ela estava aqui, que estava bem. Merda. Eu sentia um friozinho na barriga só de imagina-la.

A galeria da sala 04 estava aberta, e eu não pude conter de abrir um pequeno sorriso assim que passo pela porta. Algumas cadeiras estavam ocupadas, todos ali mantinham a atenção totalmente voltada para a TV de tela plana na parede, onde passava todo o procedimento, dei uma rápida olhara para a TV, apenas para saber o que eles estavam fazendo. Franzi o cenho quando percebi uma pequena bagunça. Tinha hemorragia vinda de um útero aberto e dilacerado. Black tinha as suas mãos ágeis trabalhando e eu me peguei sorrindo quando vi uma pequena mão delicada, mesma com a luva, eu reconhecia, ela estava com um pinça foerster auxiliando o Black enquanto ele tentava controlar a grande quantidade de sangue. Desvio os meus olhos da TV e caminho ficando de frente para o vidro, o mais próximo que eu pude enquanto a procurava lá em baixo, no meio de todas aquelas pessoas vestias iguais, com roupas da mesma cor, ela inevitavelmente se destacava. Tinha dezenas de pessoas vestidas iguais, criando um pequeno tumulto ao redor da paciente, mas eu sabia que era ali, de frente pra mim, mesmo um pouco longe eu sabia. Eu não tinha ideia de como, mas eu sabia, talvez pela maneira que ela segurava a pinça. Eu ri com meus próprios pensamentos, aquilo era ridículo. Mas ela conseguia se destacar. Isabella Swan tinha um grande futuro, ela era dedicada, inteligente e doce, ela tinha todos os atributos para se tornar uma cirurgiã perfeita, e eu adoraria estar do lado dela pra ver isso. Dei um pequeno sorriso orgulho quando vi Jacob falando alguma coisa e a deixando no comando enquanto ele tentava drenar todo aquele sangue. Dei mais uma rápida olhada para TV, apenas para ver as suas pequenas mãos trabalhando no local da hemorragia. Bem, aquela não era a minha especialização, mas aquele útero estava totalmente perdido. Eu não tinha ideia do quadro daquela paciente, ou do que estava acontecendo, mas alguém tinha deixado o seu útero em pedaços. Não era coerente Jacob tentar salvar uma coisa que claramente não tinha salvação. Enquanto ele não fizesse aquilo à hemorragia certamente não pararia. Volto os meus olhos para baixo, exatamente no lugar onde ela estava. Eles pareciam conversar entre si, Isabella tinha a sua cabeça voltada para o Black, e parecia dizer alguma coisa. Jacob pareceu concordar e eu o vi estender a mão para o instrumentador, e lhe foi passado o bisturi. Olhei novamente em direção a Isabella e dou um sorriso quando contatei que tinha sido ela que tinha tomado à iniciativa da histerectomia. Essa era a minha garota.

Quando dou um pequeno sorriso orgulhoso dela. Porque Deus, eu estava morrendo aqui. Sinto meu coração bater acelerado quando a sua cabeça sobe e eu vejo os seus olhos brilhantes olhassem diretamente na minha direção. Era inevitável, erámos como um imã, e eu tinha absoluta certeza que ela tinha sentido que eu estava aqui. Eu não queria que ela estivesse com aquela mascara, eu queria ver os seus lábios suculentos e bonitos, eu queria ver ela me dando um sorriso, o menor que fosse, ou que fosse o pequeno biquinho que ela gostava de fazer. Eu queria que ela não estivesse com aquela touca, porque eu queria ver os seus cabelos brilhantes e macios. Dou um pequeno sorriso, querendo que ela percebesse, por aquele pequeno gesto, o quando eu estava orgulhoso dela. Eu queria saber se ela estava sorrindo de volta, mas aquilo era impossível saber. O nosso contado visual não demora mais do que quatro segundos, ela rapidamente desvia os olhos de mim e volta a sua total atenção para o procedimento que Jacob estava deixado que ela fizesse. Ela era fantástica, e eu não queria que ela ficasse nervosa. Eu queria que ela conseguisse, e mostrasse para todos esses idiotas o quando ela era talentosa. Solto uma grande bufada de ar, pensando que assim, o meu coração pudesse voltar ao seu ritmo cardíaco normal. Mas aquilo era inútil. Era só eu olhar pra ela que ela me causava todos aqueles efeitos. Eu a amava. Deus como eu a amava. E eu queria gritar isso agora. Queria apertar o botão do alto-falante e gritar para todos o quando eu a amava. Solto um suspiro olhando para o meu relógio de pulso. Eu queria ficar, queria ver todo o procedimento e ver o quando ela se sairia perfeita, mas eu tinha uma cirurgia e eu tinha que me preparar. Dou mais uma rápida olhada para a tela, vendo as suas mãos firmes e precisavas segurando o bisturi enquanto Jacob controla a hemorragia. Olho para o vidro novamente, e me pego sorrindo como um idiota orgulhoso, enquanto tudo o que tinha no meu peito era o mais profundo orgulho e amor pela aquela mulher. Me pego sorriso fácil e sozinho novamente enquanto com um longo suspiro saio da galeria, fazendo uma oração interna para que tudo ocorresse bem, e que ela se saísse a mais perfeita cirurgiã que ela era.

[...]

Eu tinha Rosalie Hale-Masen na minha casa pela terceira vez, era estranho tê-la ali, por mais estranhamente bem que eu me sentisse toda vez que ela ficava por perto, tê-la ali era totalmente e absolutamente perturbador. Rosalie era como Riley, eles sempre sorriam, por mais difícil que a situação parecesse que fosse, eles sorriam. E era exatamente daquela maneira que ela se encontrava no momento em que abri a porta pra ela, ela sorria, o seu sorriso simples e fácil. O mesmo sorriso de sempre, e foi absolutamente impossível não retribuir com a mesma amplitude. Eu amava Rose, de uma maneira totalmente diferente agora, mas eu a amava, eu tinha um carinho enorme por ela, e aquilo seria impossível não assumir. Ela era a mesma Rosalie de anos atrás, e isso era perceptível. “Desculpe a demora Edward. O trânsito dessa cidade é um inferno. Seattle é totalmente mais louco do que Chicago, Jesus.” Ela suspirava e divagava enquanto eu dava espaço para que ela pudesse entrar.

“Tudo bem Rose, eu totalmente entendo.” Lhe ofereço um sorriso enquanto ela para do meu lado. Ela estava muito bem agasalha, com um sobretudo enorme, botas, um gorro rosa na cabeça e cachecol ao redor do pescoço. Seattle está noite estava congelante. “O aquecedor está ligado, se você se sentir mais confortável e quiser tirar o casaco.” Dei de ombros e ela sorriu. Rose tirou o seu sobretudo, cachecol e gorro, entregando ambos pra mim. Os coloquei no aparador, perto da porta de entrada e indiquei com a mão para que ela pudesse passar na minha frente, e foi isso que ela fez.

“Deus, o seu apartamento está tão quentinho, você não tem noção do quando está gelado lá fora, deve fazer o que? Alguns graus negativos.” Ela divagava enquanto caminhávamos para a sala, perto dos sofás. Rose me ofereceu um sorriso enquanto colocava as suas mãos no bolso da calça e soltava um suspiro curto. Eu não me sentia tão incomodado tendo-a ali, como das últimas duas vezes, era como... como receber uma velha amiga, e eu me sentia confortável, sem esconder os meus sentimentos ou ficar nervoso o tempo todo, parecia natural.

“Imagino que deva estar congelante.” Ela sorri concordando e eu a indico em direção ao sofá, Rose senta em um e eu caminho em direção a poltrona que ficava ali do lado. Rose arruma a sua postura e coloca as mãos sobre as suas pernas. Eu podia notar o seu nervosismo, pela maneira que ela balançava sutilmente a perna, e agora mantinha um pequeno sorriso nervoso nos lábios. “Você gostaria de tomar alguma coisa? Um chocolate quente talvez?” Rose ergue as sobrancelhas e sorri como se estivesse lembrando de alguma coisa, e eu tinha uma vaga ideia do que seria.

“Chocolate quente hunm? Lembro como você não conseguia sequer ferver um leite sem sujar o fogão.” Nós dois demos uma risada com a lembrança. Olhei para o chão amadeirado por uma fração de segundos antes de voltar a encara-la. Eu tinha quinze anos quando Rosalie Hale decidiu que iria me ensinar a cozinhar. Ela sempre cozinhou muito bem, sua tia Carmem, sempre disse que ela deveria saber se virar sozinha, e ela também me disse que um cara deveria saber se virar sozinho. Minha mãe é claro, amou a ideia na época. Foi um trabalho árduo, mas no fim, ela conseguiu. E os anos morando sozinho apenas serviram para aperfeiçoar meus dotes culinários. Mas eu devia isso mesmo a Rose e a tia Carmen.

“Bem, eu cozinho muito bem pra sua informação.” Tento não soar muito prepotente e convencido.

“Certo, eu não duvido. Um chocolate quente parece perfeito.” Ela sorri pra mim, com seus olhos brilhando.

“Volto em um minuto.”

“Não quer ajuda?” Rose fica de pé no mesmo instante em que também fico.

“Não, obrigado. Pode ficar à vontade.” A deixo sozinha enquanto caminho em direção à cozinha. Não que eu não quisesse que ela ficasse por perto, mas eu não queria ela pegando nas minhas coisas. Quer dizer, eu não queria cozinhar com ela, mesmo que fosse um simples chocolate quente, eu não a queria na minha cozinha, era isso. Eu não tive pressa enquanto pegava o leite na geladeira, colocava as canecas no microondas e procurava o chocolate em pó. A minha cabeça fervia, fervia tentando encontrar uma maneira de levar aquela conversa amigavelmente, eu tentava pensar em um bom jeito de começar, uma maneira que não a magoasse e que nós dois não saíssemos brigados um com o outro. Rose sempre foi a minha melhor amiga, e eu gostaria que ela continuasse sendo a minha amiga de anos atrás. Tinha sido um dia cansativo, a minha cirurgia que deveria durar seis horas, se estendeu para nove. O que levou o meu dia inteiro preso dentro de uma sala de cirurgia, mas no final, tudo tinha dado certo. Também não vi Isabella quando sai da sala de cirurgia, mas eu consegui me informar que a sua cirurgia tinha tido um resultado positivo, e que eles tiveram que realmente fazer a histerectomia, e eu não pude deixar de ficar menos orgulhosos dela. Eu queria procura-la, apenas para vê-la. Mas eu queria me acertar com Rosalie primeiro. Eu queria estar totalmente e literalmente livre pra ela.

Termino as nossas bebidas e pego cada caneca com uma mão enquanto volto em direção à sala. Aquilo estava quente, a leve fumaça que saia dali, denunciava o quanto quente aquele chocolate estava. Não consegui segurar o pequeno sorriso que surgiu nos meus lábios no momento em que adentrei a sala, Sony estava com a cabeça apoiada nas pernas dela, e Rose afagava a sua cabeça enquanto mantinha uma conversa baixinha com ele. Rosalie sempre amou animais, principalmente os cães, ela sempre teve um ou dois, durante toda a sua vida. Quando nos mudamos, a ideia de ter Sony foi exclusivamente dela. “Ele está tão grande, nem parece aquele pequeno filhote destruidor de calcinhas e meias.” Ela sorri pra mim quando paro na sua frente, colocando a sua bebida sobre a mesinha de centro.

“Vocês retornaram a amizade muito bem.” Sentei na poltrona que eu estava antes. Rosalie sorriu e pegou a sua cabeça sobre a mesinha de centro, assoprou um pouco para em seguida tomar um pequeno gole.

“Delicioso.” Ela olhou pra mim me dando uma piscadela seguida por um sorriso. Dei um pequeno sorriso nervoso. Eu não sabia exatamente como começar, ou como seguir com aquilo.

“Obrigado.” Dou de ombros também tomando um pequeno gole. Olho para a minha bebida fumegante e tento formular na minha cabeça uma boa maneira de abordar o assunto, nada nunca pareceu tão difícil.

“Edward, eu preciso te contar uma coisa.” fico totalmente e absolutamente surpreso quando é ela que quebra o silencio. Levanto os meus olhos pra ela, Rose suspira e coloca a sua caneca em cima da minha mesinha de centro. Franzo o cenho tentando entender o que ela poderia querer me falar e também faço o mesmo com a minha bebida, para em seguida endireitar a minha postura. “Eu beijei Emmett McCarty.” Ela soltou fechando os olhos, como se esperasse que eu lhe desse uma bronca como o seu pai ou coisa parecida, eu deveria lhe dar realmente uma bronca por ela ter escolhido logo o homem mais cafajeste que poderia existir naquele hospital. Mas eu apenas me limito a dar de ombros e dar um pequeno sorriso.

“Eu sei.” Rosalie arregala os olhos para em seguida franzir o cenho, ela estava totalmente confusa. “Emmett me contou sem querer na noite passada.” Ela fica com a sua boca entreaberta e endireita sua postura. Rosalie olha para um canto perdido do chão da sala e volta a me encarar, seus olhos estavam cheios de esperança e entendimento. O que me fez ficar um pouco em alerta.

“Foi você quem bateu nele?” ela aprecia totalmente surpresa e contente com a sua nova descoberta. Eu me limitei a confirmar com um aceno positivo na cabeça. “Foi por isso? Porque ele me beijou?” ela tinha um pequeno sorriso formado no canto dos seus lábios. Solto um suspiro e passo a minha mão sobre o meus cabelos enquanto solto um suspiro. Volto a encara-la e Rose parecia tão curiosa, aquilo me partiu um pouco. Eu não queria machuca-la.

“Eu bati nele sim, porque ele beijou a mulher que eu amo, mas eu sequer sabia que vocês tinham ficado até então. Eu fui ao bar noite passada e encontrei Isabella com os seus amigos por lá, eu decidi ficar. Mas quando eu vi Emmett a beijando, mesmo que tenha sido um misero selinho, eu não seu eu... eu queria mata-lo. Ele pensou que tinha sido por sua causa, por isso contou.” Ela ficou por alguns segundo em silencio, apenas absorvendo as minhas palavras. E quando eu vi os seus olhos ficarem salpicados de lagrimas, eu me senti um idiota. Rose não deveria sair magoada dessa conversa.

“Então... Então você sequer se importou que eu beijei outro homem?” Rosalie franze o cenho e o posso ver os seus olhos cheios de lagrimas, eu via o grande esforço que ela fazia para segura-las. Eu não precisei pensar para que eu pudesse responde-la, neguei com um balançar de cabeça e então ela arfa, como se estivesse com falta de ar.

“Eu sinto muito Rose. Eu estou morrendo aqui por você sofrer, mas é o que eu sinto, entende?” Rosalie deixa a primeira lagrima cair e eu me seguro pra não ir até ela e lhe dar um abraço. Ela rapidamente seca a lagrima que escorria na sua bochecha e começa e balançar a cabeça negativamente.

“Edward, escuta.” Ela seca novamente a outra lagrima que desce dos seus olhos e fica de pé. Ela caminha na direção rapidamente e senta do meu lado, perto de mais. Me viro ficando na sua direção e ela pega as minhas mãos entre as dela. As apertando de uma forma acolhedora. Fazendo-me olhar nos seus olhos azuis brilhantes. “Eu entendo a sua confusão. É tudo muito estranho, mesmo, eu entendo. Mas Edward. Eu te amo. E eu sei que você me ama. Entendo que você conheceu essa garota e ficou encantado por ela. Nós nos conhecemos uma vida toda, e ela? Quanto tempo vocês se conhecem? Tenho certeza que é algo bem menos que um ano.” Nego rapidamente apertando as suas mãos geladas e soadas entre as minhas. Eu não queria que ela sofresse, eu queria poder tirar aquela dor dela, Rose só merecia sorrir e ser feliz, eu deveria ser o único que não deveria magoa-la, mas não havia outra maneira de ter aquela conversa.

“Não é questão de tempo Rose. É muito maior do que eu consigo explicar. Eu amei você. Eu amo você, mas de uma maneira diferente agora. Você sempre será a minha melhor amiga e o meu primeiro amor. Mas Isabella, ela é diferente. Eu estava no escuro até pouco tempo, não percebendo o que estava estampado bem na minha cara. Eu amo ela, Rose. E é um amor totalmente diferente agora, é maduro, forte, e eu sinto que é pra vida. Olha, pode parecer maluco e sem sentido agora, mas isso acontecer com você também. Sabe, você vai encontrar um cara que vai fazer você ver o quanto o amor verdadeiro é totalmente diferente do que nós sentíamos um pelo outro, e você vai ficar feliz pelos caminhos que o destino nos levou. Você é uma mulher incrível Rose, você vai encontrar alguém que te ame de verdade.” A cada palavra que eu dizia, uma lagrima descia dos seus olhos e ela balançava a cabeça negativamente. O meu coração parecia pequeno agora, como se alguém estivesse o esmagando por dentro.

“É pela criança que ela tem? É por isso? Porque se for Edward, nós podemos dar um jeito, lembra? A tantas formas de se ter filhos hoje, podemos tentar todas e se nada funcionar, podemos adotar, por favor Edward.” Merda. Ela chorava. Fecho os meus olhos com força e tento normalizar a minha respiração, quando aquele assunto é trazido a conversa, era um assunto que sempre magoava nós dois, era delicado de mais, sempre era. Eu senti o meu coração perder uma batida ao ver o sofrimento refletido nos seus olhos. Rose não podia ter filhos, e isso acabava com ela. Ela sempre foi apaixonada por crianças, assim como eu. Ela seria uma mãe incrível e eu não tinha duvidas daquilo, ela era amorosa, e eu via o quanto ela era perfeita com crianças, quando eu via o amor que ela transmitia com os seus pequenos pacientes. Quando nos formarmos e tentamos engravidar, ela descobriu pouco tempo depois de tanto tentar, que não podia ter filhos. Aquilo acabou conosco. E aquilo a destruía até hoje, eu via a dor que ela transmitia nos seus olhos. Se eu pudesse dar isso a ela, se eu pudesse tirar essa dor que ela sentia sempre o assunto era trazido, eu o faria.

“Não é só pelo Noah Rose. Quer dizer, eu o amo também, ele é um garoto incrível, mas mesmo se ele não existisse, uma hora ou outra eu teria me apaixonado por ela, são coisas inevitáveis. Eu a amaria da mesma maneira.” Soltei a sua mão e coloquei o meu dedo no seu queixo, o erguendo, para que ela pudesse levantar a cabeça e me encarar. Os seus olhos azuis, transmitiam dor e tristeza, aquilo acabava comigo. “Eu passei um bom tempo esperando por você Rose, quando eu percebi que você tinha ido embora, eu senti que o meu mundo tinha perdido a cor. Eu fiquei por algum tempo sem viver de verdade. Quando eu vim para Seattle eu tinha desenvolvido uma espécie de ódio momentâneo por você, era a única maneira de fazer a dor passar. O sentimento de ódio era menos dolorido do que a da saudade. Na primeira noite em que eu estive aqui em Seattle, eu fui até um bar e conheci uma mulher. Eu queria descontar a minha raiva de alguma maneira. Eu não lembro o nome dele, e sequer lembro de como ela era, mas ela foi a segunda pessoa que eu transei na vida, e quando eu estava com ela, eu só conseguia pensar em você. Vê o quando isso é louco? Eu não queria pensar em você, então eu apenas me exclui do resto da sociedade, eu não queria mais sofrer, eu não queria ver você em mais ninguém. Mas quando eu conheci Isabella, foi o Céu. Ela é totalmente diferente do que eu já experimentei e conheci na vida. Então eu percebi que a minha vida nunca tinha tido cor até realmente conhece-la. Quando eu a beijei pela primeira, ou quando nós fizemos amor, só existia nós dois, era apenas nós dois no mundo e eu não pensava mais em ninguém, eu mal lembrava o meu nome, só existia ela no mundo pra mim, e aquilo era totalmente novo, eu nunca tinha sentido aquilo com ninguém, nem com você. Eu acho que eu a amo a muito tempo, muito antes de toda essa bagunça. Eu acho que a amo desde a primeira briga, ou do primeiro beijo, eu realmente não sei agora. É diferente do que nós tivemos Rose. Não digo que não foi amor, mas agora eu sinto que é o amor real, o amor de verdade é desse jeito, com essa sintonia.” Rose abaixou a cabeça novamente e soltou as suas mãos das minhas, as juntado sobre as suas pernas. Vê-la daquela maneira, magoada, me deixava sem chão, me fazia querer conseguir que aquilo que ela sentia passasse. Sofrer por alguém que se ama, era o pior sentimento, doía à alma, eu sabia disso agora.

“Eu não devia ter isso embora, é minha culpa. Se eu tivesse ficado e esperado, se eu tivesse...”

“Rose, não. Talvez eu não tivesse percebido antes. Mas agora, lembrando de tudo, relembrando cada passo. Nós já não erámos um casal há muito tempo. Nos afastamos muito ao longo daquele ano, erámos mais amigos do que qualquer outra coisa. Lembra? Sequer parecíamos marido e mulher. Os abraços eram diferentes, não eram mais como se fossemos apenas um, era solto, era frio e normal. Então não culpe a si mesma, ou qualquer outra coisa. Só que era pra ser assim. Edward e Rose não nasceram para ficar juntos.” Era a frase que a minha mãe gostava de dizer algumas vezes, quando Rose e eu brigávamos, ou quando nos casamos, ou quando ela foi embora. Era como se Elisabeth soubesse que aquele casamento não era pra ser.

“É só a gente querer Edward. Olha, porque não tentamos? Só uma chance, me dá só uma chance, e se nada voltar a ser como era antes, tudo bem, eu sigo o meu caminho, por favor, só uma chance, me deixe lutar.” Ela pega o meu rosto com as duas mãos, uma em cada lado do meu rosto. Eu me senti fraco, me senti um pedaço de merda a vendo daquele jeito. Suplicando. Fecho os meus olhos apenas para eu pudesse tentar me acalmar, tentar encontrar uma maneira de encerrar aquele assunto de um jeito que não a ferisse tanto. Solto um suspiro longo e sinto o meu coração bater rápido no peito, magoar Rosalie é a ultima coisa que eu queria. Respiro profundamente mais uma vez e quando eu estava prestes a abrir os meus olhos. Sinto os lábios frios e macios dela nos meus. Foi como levar um choque. Eu fiquei por alguns segundos tentando entender aquilo. Tentando raciocinar. Eu poderia beija-la? Eu deveria? Apenas para testar? Sinto o meu estomago gelado quando a sensação nostálgica do seu beijo me invade. Coloco as minhas mãos sobre as suas, que estavam no meu rosto. E quando ela tentou aprofundar o beijo, quando eu senti a pontinha da sua língua pedindo passagem eu arfei. Eu apenas entreabri os meus lábios um pouco, o suficiente para que ela colocasse a sua língua na minha boca e antes que eu pensasse em retribuir, o meu corpo inteiro travou, e eu automaticamente arregalei os meus olhos, ela movimentou a sua língua e eu franzi o cenho. Era errado. Era a pessoa errada. O beijo errado. Era como se a minha boca estivesse estranhado aquele beijo, estranhando aqueles lábios, eram diferentes, não tinham o mesmo gosto, nem a mesma textura, porque aquele não era o beijo certo. Volto a raciocinar, para que eu pudesse colocar um fim naquilo, antes que nós dois saíssemos feridos daquela conversa, levo a minha cabeça para trás e uso a minha força para tirar as suas mãos do meu rosto, e separar os nossos rostos. “Por favor, Edward.” Ela sussurrou chorosa no momento em que coloquei um grande espaço entre nós dois. Eu ainda sentia que estava com falta de ar.

“Você não devia ter feito isso Rose. Merda.” suspiro passando as mãos nos meus cabelos. Aquela conversa estava sendo mais difícil e complicada do que eu imaginava. Não devia ter tido beijo. Maldição. Eu me sentia sujo. Merda.

“Você sentiu alguma coisa? Você sentiu?” ela se aproximou novamente. Solto um suspiro longo voltando a encara-la.

“Tudo o que eu sinto Rose, é que isso não deveria ter acontecido. Eu me sinto sujo. Sinto que mesmo sem querer eu trai a mulher que eu amo.” Ela suspirou e me deu um pequeno sorriso, sem humor algum.

“Eu posso te dar um abraço? É só um abraço!” Eu não podia negar isso a ela, mesmo que eu ainda estivesse tremendo. Eu gostaria que restasse alguma coisa boa entre nós dois, por todos os anos em que nós compartilhamos as nossas vidas. Fiquei de pé e abri os meus braços para recebe-la. No segundo seguinte ela estava alinhada nos meus braços. Soltei um suspiro e fechei os meus olhos enquanto eu sentia o cheiro de amêndoas que emanavam dos seus cabelos. Eu não queria que Rosalie me odiasse, eu não queria que ela seguisse a sua vida com algum tipo de raiva ou ódio por mim. Tudo que eu queria era que ela fosse feliz. Que ela voltasse a ser a mesma Rose alegre e espontânea de antes, que ela encontrasse um homem que fosse digno de tê-la, que a fizesse feliz e que compartilhasse os meus sonhos que os dela. “Acabou não é?” a ouço sussurrar baixinho, enquanto continua abraçada a mim. Ela aperta os seus braços ao meu redor e eu solto um suspiro, eu me sentia mal, por estar magoado a pessoa que me fez feliz por um bom tempo, mas eu me sentia ao mesmo tempo feliz, feliz porque eu tinha certeza que não sentia mais nada por ela, a não ser um carinho enorme e um amor de amigo que eu sempre nutriria por ela.


“Você vai poder seguir em frente agora Rose. Eu espero que você seja muito feliz, e que nós possamos manter contato um com o outro.” Fechei os olhos com força quando senti uma nova onda de choro a invadir e a apertei com mais força nos meus braços.

“Dói tanto Edward. E eu queria te odiar, talvez assim fosse mais fácil, mas eu não consigo. Você é tão perfeito e maravilhosos que eu não consigo te odiar. Mas eu estou orgulhosa de você.” ela se separa de mim, apenas um pouco, para os nossos olhos estivessem novamente fixos um no outro. “Orgulhosa porque eu sei que dividi quase metade da minha vida com a pessoa certa. Eu espero que você seja feliz. Isabella é uma mulher de muita sorte por ter você. Eu sabia que isso ia acontecer. Eu via o jeito que você olhava pra ela, é como você costumava olhar pra mim, mas de uma jeito muito mais intenso, muito mais apaixonado. Eu só não queria admitir pra mim mesma, mas a maneira que você fica perto dela, ou só de você ouvir o nome dela, denuncia o quanto você realmente a ama.” Dou o meu melhor e maior sorriso pra ela que prontamente retribui. Eu sabia que ela entenderia. Beijo a sua testa demoradamente e ela volta a me abraçar.

“Obrigado, Rose. Eu espero que você também encontre uma pessoa especial, assim como você.” eu ainda tinha o meus lábios colados na sua testa, e a minha mão fazia um leve cafune nos seus cabelos cheirosos.

“Obrigada. Por mais que eu ache que isso seja um pouco difícil.” A ouço sorrir. Ficamos abraçados e calados por mais alguns segundos, nós gostávamos de ficar assim antes, abraçados, sem falar ou fazer nada, apenas sentindo a presença um do outro. O abraço que antes pra mim era perfeito, era o céu, tornou-se apenas um simples abraço, quando eu conheci as sensações de ter Isabella nos meus braços, eu entedia o que era a perfeição. Rosalie põe uma distancia considerável entre nós dois. Rose tinha os olhos vermelhos e inchados, brilhantes pelas lagrimas. “Eu vou entrar com os papeis do divórcio amanhã mesmo, eu não faço ideia do quanto isso pode demorar, mas eu acho que é rápido. E assim que a cirurgia dos siameses for feita com sucesso, e eu e Jasper vamos embora. Eu prometo.” Ela tinha um sorriso pequeno e sem humor algum nos seus lábios. Eu queria tanto que ela fosse feliz, que ela conhecesse o que eu estava sentindo agora.

“Obrigado por compreender Rose. Eu gostaria de conversar com o Jasper, sabe, antes de vocês irem, pelos velhos tempos. Eu quero acertar todo o meu passado, para poder finalmente iniciar uma nova historia.” Rose ergue as sobrancelhas e abre um bonito sorriso. O sorriso mais verdadeiro desde que ela entrou aqui dentro. Então eu a acompanho no sorriso enquanto coloco as minhas mãos no bolso da minha calça.

“Isso vai ser perfeito. Tenho certeza que vocês vão se entender. Você dois só são orgulhosos de mais. Eu vou falar com ele, e nós podemos marcar alguma coisa. E tenho certeza que Irina também precisa dessa conversa.” ela sorriu brilhantemente e eu apenas concordei, não tinha nada que eu quisesse mais do que me acertar com a minha irmãzinha. Então um silêncio constrangedor e incomodo se faz naquela sala. Eu não tinha mais o que falar, e Rosalie parecia estar desconfortável. Ela olha para os lados e em seguida na minha direção. “Não tem um piano.” Ela faz essa observação enquanto volta a olhar ao redor da minha sala. Dou um pequeno sorriso tímido enquanto dou de ombros.

“Eu não toco mais.” piano me lembrava de uma boa época, na casa dos Masen, nas noites de natal, que Irina, Riley e eu fazíamos um pequeno concerto e disputávamos quem tocava melhor. Riley sempre ganhava, me deixando em segundo lugar. Tocar piano agora, me deixava melancólico.

“Deveria voltar a tocar.” Ela comenta enquanto eu apenas concordo com um balançar de cabeça. Eu definitivamente não voltaria a por as minhas mãos sobre um piano, mas ela não precisava saber disso. “Bom, eu vou indo Edward. Está ficando tarde, e amanhã eu tenho que ir cedo para o hospital, preciso marcar a cirurgia dos siameses.” Eu estava indo a caminho da porta, para pegar o seu casaco, quando travo na metade, me lembrando de algo. “Tudo bem Edward?” ela pergunta dando um passo à frente, assim que me viro na sua direção e dou um pequeno sorriso torto.

“Espere um minuto. Eu tenho uma coisa pra você.” ela abre boca momentaneamente e ergue as sobrancelhas, eu a deixo ali, curiosa, enquanto saio correndo em direção ao meu quarto. Eu subia as escadas de dois em dois degraus. Eu tinha uma coisa muito importante que não me pertencia, e que já deveria estar nas mãos da dona há um bom tempo. Dentro do closet. Atrás de algumas mudas de roupas, tinha um pequeno cofre. Dou um pequeno sorriso quando aporta do cofre é aberta e o vejo brilhar lá dentro. Solto um suspiro quando a pego nas minhas mãos mais um vez. Não me preocupo em fechar o cofre quando saio correndo novamente até onde Rosalie estava. “Isso já deveria estar com você a um bom tempo.” Vejo Rosalie arfar e novamente uma grande quantidade de lagrimas invadem os seus bonitos olhos, quando ela foca na minha mão, estendida na sua direção. Ela abre as suas mãos tremulas e eu dou um sorriso a colocando nas suas mãos. Rose aperta aquela corrente na sua mão direita e leva diretamente para o seu peito esquerdo, enquanto começa a chorar, e eu novamente me aproximo dela, rodeando a sua cintura com os meus braços. Rosalie chora no meu peito por alguns minutos, eu afagava os seus cabelos e vez ou outra beijava o topo da sua cabeça. “Ele me disse para entregar isso para a garotinha dele. Ele só estava preocupado com você Rose. O tempo todo, ele só falava de você. Ele lutou o máximo que pode, aguentou até o ultimo momento por você. Riley foi um guerreiro. Ele me mandou falar que te amava muito, e que sempre estará olhando por você.” ouço mais uma onda de choro vir da sua garganta e eu apenas tento conforta-la afagando as suas costas.

“Ele sofreu muito?” ela sussurrou ao meio do seu choro. Eu poderia dizer a verdade, dizer que foi um inferno, que ele morria de dores todos os dias e que ele delirava. Que nós passamos fome e sede por quase quatro dias. Mas eu não faria isso, eu não a deixaria com mais remorso, e com mais dor do que ela já sentia. Apenas eu deveria sentir isso, eu aguentava, Rose não.

“Não. Foi rápido Rose. Ele não sofreu nada.” beijo o topo da sua cabeça e a sinto suspirar aliviada. “Me perdoa Rose, me perdoe por levar vocês até aquele inferno, desculpe por não ter cuidado dele.” Eu precisava daquilo, precisava como precisava respirar. Rose levanta a sua cabeça e nega rapidamente enquanto me dá um pequeno sorriso ao meio das lagrimas.

“Você não teve culpa de nada Edward. Eu tentei por muito tempo culpa-lo, mas isso foi tão egoísta da minha parte, você não teve culpa de nada. Riley iria sozinho se você não tivesse ido com ele, você conhece o meu irmão, sempre querendo salvar o mundo. Não se culpe por isso, eu entendi agora, que tinha que acontecer.” Eu senti como se um enorme peso tivesse sido tirado de cima de mim, como se eu carregasse uma tonelada nas costas, que tinha sido finalmente tirada de cima de mim, então eu abo o meu maior sorriso, porque eu me sentia aliviado, aliviado como eu nunca me senti antes.

“Obrigado Rose. Obrigado.” Ficamos abraçados por uma grande quantidade de tempo, apenas em silencio, com Rosalie chorando no meu peito e vez ou outra confessando o quando sentia falta do irmão. Quando ela decidiu ir embora, meia hora depois, eu a levei até a porta. Rosalie colocava o casado e colocou a Dog-Tang do seu irmão no pescoço. Apertando firmemente na sua mão as plaquinhas.

“Obrigada Edward, por tudo. Eu nunca vou me cansar de dizer o quanto você é perfeito, em tudo. Espero que você e Isabella sejam felizes.” Ela sussurrou enquanto eu lhe dava um ultimo abraço, e ela me deu um demorado beijo na bochecha.

“Espero que ela me perdoe.” Rosalie sorriu e passou uma de suas mãos nos meus cabelos, como se tentasse arruma-los. Rosalie era alta, então ela era quase da minha altura.

“Ela seria idiota se deixasse um homem apaixonado como você escapar.” Ela me da um ultimo sorriso antes de sair pela porta, me deixando sozinho e finalmente aliviado. Eu nunca imaginei que aquela seria a sensação de deixar Rosalie ir embora, paz, sossego e principalmente perdão. Eu me sentia leve, finalmente pronto para iniciar a minha nova historia. Solto um suspiro seguido por um enorme sorriso, assim que volto para a sala e vejo Sony sentado no meu sofá, ele tinha desaparecido há uma hora.

“Nós vamos ter a nossa família de volta Sony, eu prometo.” Beijo a cabeça peluda dele, que dá um latido, como se concordasse comigo. Dou um grande sorriso e afago a sua cabeça. Olho para o meu relógio no pulso, conferindo as horas. Eu queria muito ir até a casa dela agora e implorar pelo ser perdão se fosse necessário, mas estava tarde, quando fossemos conversar, eu queria que tivéssemos tempo, tempo para conversar e mostrar o quando eu a amava, e o quanto eu estava sendo sincero. “Vamos dormir Sony, amanhã será um grande dia.” Eu não sentia sono, na verdade eu estava eufórico, eufórico, porque eu queria vê-la logo, queria sentir o seu abraço aconchegante novamente, queria sentir o seu cheiro inebriante de morangos e os seus lábios doces e quentes nos meus novamente, para me lembrar de como era viver. Mas eu precisava dormir, eu precisava estar descansado e bem para a cirurgia do Harry.

[...]

Acordei cedo no dia seguinte, me sentindo muito disposto e totalmente feliz, pela primeira vez em muito tempo. Eu tinha tido uma boa noite de sono e estava totalmente descansado. Sony tinha dormido na minha cama está noite. Levantei cedo e fui tomar um banho, me vesti e fui fazer um café rápido enquanto lia o jornal. Eu precisava vê-la antes da cirurgia do Harry, nem que fosse apenas algumas palavras, dois dias sem falar com ela e eu estava a ponto de enlouquecer. Antes que eu saísse, Bree chega para levar o Sony pra passar. Eu os desejo bom dia antes de deixar o apartamento. Eu esperava que Rosalie estivesse falando a verdade, e que ela desse entrada no papeis hoje mesmo, mas se ela não o fizesse, eu mesmo faria de qualquer maneira. O caminho até o hospital é rápido, o transito estava um inferno, mas eu consegui chegar na hora.

A sala dos médicos estava cheia, como todos os dias naquele horário, mas eu não vi Jasper ou Rosalie por ali, o que me deixou relativamente feliz, eu realmente não queria ver nenhum dois hoje. Como sempre, eu não cumprimentei ninguém, e nem eles a mim, já estavam devidamente habituados com o meu comportamento. Vou até o meu armário e coloco a mochila lá dentro, pego o meu scrubs e vou para um dos trocadores. Eu tinha acordado com um bom humor hoje, eu estava rindo e sequer estava percebendo isso. Uma boa noite de sono tem lá as suas vantagens, eu estava totalmente relaxado, a cirurgia do Harry tinha tudo para dar certo, e eu faria o melhor por aquele velho rabugento, por mais que eu soubesse que ele não se importava com o que pudesse acontecer naquela cirurgia, eu não deixaria que ele morresse na minha sala de cirurgia. Me troco rapidamente deixando o jaleco de lado. Guardo as minhas roupas no meu armário. Quando saio da sala eu abro um pequeno sorriso, a quem diabos eu queria engar, eu não estava com um bom humor porque eu tinha tido uma noite de sono, eu estava de bom humor, porque hoje eu veria a minha Bella, e eu falaria com ela, nem que eu tivesse que tranca-la em uma sala. Eu andava rápido pelo hospital, apenas para que eu pudesse vê-la logo, aquilo me matava. Entro no elevador assoviando um pouco, algumas pessoas me olhavam pelo canto dos olhos, eu apenas erguia a minha sobrancelha, eles já deviam estar acostumados com as minhas mudanças de humor frequentes. Quando chego ao meu andar, saio rapidamente do elevador, empurrando algumas pessoas e ouvindo resmungos de alguns deles. E quando eu passo por eles, correndo em direção ao balcão das enfermeiras, meus olhos procuram apenas uma pessoa.

Ela estava ainda mais linda se é que aquilo era possível. Ela não me olhava, mas eu via de longe o sorriso bonito que ela mantinha nos lábios enquanto conversava com Alice. Ela certamente não tinha ideia do quanto era linda e do efeito que causava em mim. Deus do céu, apenas de ver o seu sorriso ao longe, ver o quanto ela estava animada enquanto conversava com os amigos fazia o meu coração bater na minha caixa torácica como um louco. Eu queria tanto que ela nunca tirasse aquele sorriso do rosto, e se dependesse de mim, eu a faria feliz sempre, apenas para ser recompensado com aquele incrível sorriso matador. Eu queria tanto que eu pudesse passar os meus dedos novamente por todas as linhas perfeitas do seu rosto, brincar com os seus lábios. Ah como eu sentia falta dela. Eu sentia falta até do seu cheiro. Eu precisava dela como precisava de ar para respirar. Apresso os meus passos na direção deles, continuo com o meu sorriso torto e passo a minha mão nervosamente nos meus cabelos quando me aproximo dela. O cheiro dela me deixava desnorteado e totalmente nervoso como um adolescente de dezesseis anos novamente. “Bom dia.” Minha voz saiu muito mais rouca do que o habitual. Eles param de conversar instantaneamente e olham pra mim, menos ela, Isabella preferia ficar distraída com a sua unha do que olhar pra mim. Ninguém me respondeu e eu apenas travei a mandíbula. Eu também não queria me prolongar com eles ali. “Certo. Hunm. Alice, você continua com Jasper, Emmett com Rosalie, e Isabella e Mike vem comigo.” Pela primeira desde que eu tinha ficado de frente para eles, ela olha pra mim, e eu me perco no meio daquele chocolate derretido, ah merda, ela me desmontava inteiro, eu estava morrendo para apenas ter um sorriso dela, o mais pequeno que fosse.

“Eu tenho um cirurgia com o Jake depois do almoço.” Jake. Eu odiava a maneira que ela falava o nome dele daquele jeito. Isabella não sorria e não demonstrava qualquer tipo de emoção. Ela só me olhava, como se eu fosse qualquer um, e aquilo fez com que eu sentisse uma pequena fisgada no meu coração. Mas eu merecia aquilo, malditamente merecia.

“Tudo bem, depois do almoço você vai para a sua cirurgia, até lá eu quero você comigo.” Ela revira os olhos lentamente pra mim enquanto cruza os braços. Dou um pequeno sorriso torto, ela sabia que eu odiava que revirassem os olhos pra mim, e ela fazia de proposito, mas merda, vindo dela, eu achava aquele gesto adorável, mesmo que ela quisesse me irritar. Ela deixa os olhos semicerrados quando ela me pega sorriso, eu apenas abro mais o meu sorriso e lhe dou uma piscadela. “Bom, vamos para a parte boa da medicina.” Dou um pequeno sorriso para cada um daquele grupo e os deixo lá, me olhando como se eu tivesse criado uma segunda cabeça. Mas eles não podiam me culpar. Eu estava feliz. Apenas de ter Isabella perto de mim, me deixava feliz. Isabella e Mike me seguiam, um pouco distantes, e olhando sobre o meu ombro eu notei que eles conversavam baixinho entre si. Caminhamos em silencio até as escadas. Não era a minha rota normalmente, eu só usava escadas, bem, na verdade, nós só usávamos escadas quando estávamos tendo uma emergência. Mas eu tinha ideias. Antes que Mike pudesse descer qualquer degrau paro de caminhar e os dois pares de olhos olham pra mim. “Mike, quero que você vá verificar o meu pós-operatório de ontem. E depois vá ver se Harry precisa de alguma coisa antes da cirurgia.” Mike e Isabella se entreolharam, como se eles conseguissem se comunicar apenas com um simples olhar. Ele fez uma pequena careta dando de ombros e saiu dali, nos deixando sozinhos. Finalmente. Isabella começa a descer os degraus da escada rapidamente. Quase correndo, como se quisesse se ver livre de mim o mais rápido que suas pernas conseguiam correr. Tento agir rápido quando corro atrás dela e puxo o seu braço na minha direção. O simples contado da sua pela na minha, fazia o meu estomago gelar. Ela para de andar e me olha sobre o seu ombro. Os seus cabelos soltos e brilhosos cobriam metade do seu rosto, mas eu via que ela não estava nada feliz com a minha atitude.

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“Você pode me soltar Dr. Masen?” ela grunhi entre dentes e eu dou mais dois passos na sua direção. Ainda segurando o seu braço, para não correr o risco dela sair correndo, fico na sua frente, ficando dois degraus da escada abaixo dela, fazendo com que ela ficasse da minha altura, eu podia ver o seu peito subir e descer pela sua respiração pesada. Diminuo o meu aperto no seu baço e me comtemplo com a sensação de toca-la novamente, de sentir a sua pele macia e cremosa em contato com a minha. E de tê-la por perto depois de longos dois dias. Meu coração estava tão acelerado que eu sentia que estava hiperventilado. Eu queria beija-la, queria poder lhe dar um abraço e apenas ficar sentindo seu cheiro que me deixava louco.

“Eu preciso falar com você.” sussurro quando automaticamente a minha outra mão alcança o seu rosto, era como um imã, como se eu não conseguisse deixar as minhas mãos longe dela, ela era tão convidativa, meus dedos estavam tremendo e gelados enquanto passavam pela sua pele macia das maças do seu rosto, ela estava corada, e eu amava aquela tonalidade no seu rosto de boneca. Minha respiração estava tão descompensada que parecia que eu tinha esquecido como se respira. Ela põe a sua mão na minha, que estava no seu rosto, e eu sinto uma pequena corrente elétrica por todo o meu corpo com o contado, com a sensação de ter os seus dedos delicados sobre a minha mão. Isabella me encarava, e os seus olhos brilhavam tanto, mas tanto que me fazia ver através dela, como sempre era. Eu estava perto de beija-la, quando ela desvia os olhos dos meus e tira a minha mão do seu rosto. Se afastando de mim. Eu senti automaticamente falta do contado da sua pele.

“Sobre o que Dra. Masen?” a sua voz estava rouca e baixa, em um movimento rápido, ela força o seu braço para trás, fazendo o nosso contato se perder totalmente. Senti o meu coração perder uma batida e o ar me faltar novamente.

“Por que você está me chamando assim?” ela arqueia uma sobrancelha e da um pequeno sorriso sarcástico. Fazendo com que eu visse o quanto ela estava magoada. Eu tinha definitivamente estragado tudo com ela, eu tinha quebrado o coração da mulher que eu amava.

“Porque você é o meu chefe. Obviamente.” Dou um passo na sua direção e ela dá dois para trás, subindo as escadas, voltando à mesma distancia de antes. Ela parecia totalmente disposta a se manter longe de mim. Abaixo a cabeça um pouco, olhando para os meus próprios pés, enquanto tento manter a minha respiração normalmente e tento fazer com que eu não me sentisse tão nervoso. Ela era a pessoa mais importante da minha vida, e eu sequer conseguia imaginar a minha vida sem ela por perto. Corações partidos doíam muito mais do eu imaginava. Levanto a minha cabeça alguns segundos depois, ela me olhava, não da mesma maneira que ela costumava olhar pra mim, não com o mesmo brilho de admiração, ela estava quebrada e eu podia ver isso facilmente, a ideia de que nós nunca iriamos voltar a ser como antes, me fez gelar, me fez ficar momentaneamente desesperado. Arfo quando percebo que ela estava prestes a dar alguns passos para trás e sair dali. Eu não podia ficar sem ela, eu não iria conseguir.

“Bella, por favor, me ouve.” Pego as suas mãos entre as minhas em um movimento rápido, fazendo com que ela olhasse para aquela direção, para as nossas mãos unidas, como deveria ser sempre. Suas mãos estavam soadas e geladas, não muito diferente das minhas. Elas eram tão pequenas e delicadas, eu senti tanta falta daquele contado, das nossas mãos unidas, dos seus dedos delicados e do seu toque, da textura da sua pele, e das incríveis sensações que eu sentia toda vez que ela me tocava, pelo mais simples que fosse.

“O que você quer Edward?” ela sussurra baixinho, ela levanta a sua cabeça e os nossos olhos se encontram novamente, era como se sempre que ela fizesse isso, alguma coisa dava uma desfibrilada no meu coração morto, o fazendo bater forte e rápido, me deixando totalmente a sua mercê. Solto um suspiro quando subo um degrau, nós estravávamos com a mesma altura agora, estávamos tão perto, e eu senti tanta falta daquilo. Eu percebi que ela também estava da mesma maneira, que o seu peito subia e descia de uma maneira descompensada, da mesma maneira que eu.

“Eu quero conversar com você. Bella, eu sei que eu tenho magoado muito você ultimamente, sei que sequer mereço você porque... porque você é tão boa, tão bonita e tem o coração tão bom. E eu não sou nada, mesmo que eu queira ser o melhor pra você Bella, eu quero ser alguém que mereça o seu amor. Eu sei que eu menti, que eu te escondi coisas e que quando eu deveria estar com você, só com você, eu não estive, porque eu fui tão idiota. Me perdoa, por favor, eu quero que você me dê uma outra chance, sei que não mereço, eu quero apenas que você me deixe explicar, que me deixe conversar com você.” senti as suas mãos tremendo entre as minhas, e vi que ela arfava a cada palavra que eu falava. Eu a olhava nos olhos, sem que o contado nunca se quebrasse, para que talvez assim, ela pudesse acreditar, que ela pudesse apenas me dar a chance de explicar.

“Edward você... você não pode me falar essas coisas não, não pode dizer isso quando você e a Rosalie estão...”

“Não existe Rosalie e eu, não depois que eu conheci você. Eu não estou com ela, eu nem estive com ela. Rosalie faz parte do meu passado Bella, ela não significa nada pra mim, nada. Ela vai ser pra mim sempre uma boa amiga, só isso. Ela vai me dar o divorcio Bella. Você tem que entender que não existe nada entre nós. Eu preciso falar com você com calma, eu quero conversar e me explicar, eu sei que aqui não é o lugar apropriado, mas eu senti tanto a sua falta, eu sinto falta de tudo com você. Tudo Bella. O que eu sentia pela Rosalie acabou há muito tempo, e que quero que você saiba que eu nunca senti por ela esse...” parei de falar quando ela puxou as suas mãos das minhas com um pouco de força, mantendo uma distancia dolorosa pra mim. Eu vi que ela estava tão nervosa e abalada como eu, eu via a maneira que ela respirava pesadamente, da forma que ela tremia e eu via nos seus olhos, eu via o brilho e o nervosismo. Bella negou com um balançar de cabeça e puxou uma respiração longa enquanto limpava as mãos na sua calça. Eu estava prestes a dar mais um passo a frente, ou quem sabe me ajoelhar no chão e implorar para que ela me desse uma mínima chance que fosse, qualquer coisa, porque olhando pra ela, olhando nos olhos, eu sabia que não vinha boa coisa, eu sentia, era uma sensação ruim, muito ruim, e aquilo foi como se estivessem exprimido o meu coração.

“Edward eu... olha, tem dois dias que eu estou divorciada, e tem menos do que isso que eu decidi parar de ficar sofrendo por você. Eu já te disse que não era isso que eu imaginei pra mim quando eu me mudei, eu saí de Forks, pensando que eu estava quebrada, mas essa sensação agora, é mil vezes pior. Ver você com a Pei... Com a Rosalie, me quebrou Edward. Eu até posso tentar entender você não ter me contado tudo antes, eu entendo que a sua historia é triste e que você ainda é muito magoado com tudo isso. Mas eu não quero isso pra mim, entende? Eu só quero viver, o Noah e eu, só nós dois, eu não quero mais sofrer por você. Você me magoou muito Edward, e agora que eu estou conseguindo juntar os caquinhos. Então não venha falando essas coisas pra mim assim. Eu não quero um homem dividido, não quero alguém que não saiba o quer pra si próprio, eu não preciso disso... eu...” eu não deixei que ela terminasse, coloco as minhas mãos no seu ombro e me aproximo o máximo que eu pude dela. Eu queria tanto poder beija-la. Ela olhava pra mim com os olhos levemente arregalados e com a respiração mais cortante do que antes. Eu sabia que ela me amava, eu sentia isso, mas ela estava magoada, e eu não pretendia jamais desistir dela.

“Bella, você me escutou? Eu disse que não á mais Rosalie, nós conversamos ontem. Quando eu digo pra você que eu não sinto nada por ela, além de carinho, é verdade. Quando eu vi o idiota do Emmett te beijando naquela noite, eu fiquei louco, eu não consigo imaginar outro homem tocando em você Bella, isso me deixa perturbado, me deixa totalmente insano. Sinto muito por ter batido no seu amigo, mas eu não aguentei o vendo beijar a minha garota.” Ela arfou quando eu terminei de falar, e eu vi os seus bonitos olhos ficarem levemente arregalados. Não consegui segurar o pequeno sorriso que se formou nos meus lábios, ela obviamente também pensou que eu tinha feito aquilo pela Rosalie.

“Então... então não foi pela Peitos? Quer dizer, pela Rosalie? Você não bateu nele por ele ter beijado ela?” ela estava claramente confusa e desnorteada. Reprimi um gemido quando a vi prender o seu lábio inferior entre os dentes, como ela sempre fazia quando estava nervosa. Eu queria beija-la.

“Eu não ligo pra quem Rosalie anda beijando Bella, é só você que importa pra mim.” coloco a minha mão na sua bochecha rosada e ela lentamente recai a cabeça naquela direção, e eu quase fico sem ar ao sentir a macieis da sua pele novamente, Deus, era tão bom. Bella parecia tentar controlar a respiração, assim como eu. Ela fecha os olhos e eu me aproximo mais, era como se o meu coração fosse escapar pela minha boca a qualquer segundo. Ela era tão linda, tão perfeita, que eu me perguntava agora, como eu não tinha notado o quanto eu a amava antes, o quanto importante ela era, e como eu não conseguiria seguir sem ela. Eu fui tão estupido de não ter me declarado pra ela antes, tão estupido por ter me deixado ficar confuso, com uma coisa que estava claro como água. Sinto a sua respiração pesada e quente bater no meu rosto e eu quase posso me sentir em casa de novo, me sentir no lugar certo. “Bella eu t...” eu estava perto, eu estava quase entregando o meu coração pra ela quando o pager de algum de nós dispara, fazendo com que ela recuasse. Eu arfo quando perdi novamente o contado com a sua pele convidativa. Era o pager dela. Bella tremia enquanto o pegava da sua cintura, ela também mal conseguia respirar. Eu queria matar o idiota que tinha nos atrapalhou. Maldição.

“É o Jake, eu preciso ir.” É o Jake. Travei a mandíbula tentando me controlar para não socar a parede, mas eu queria socar Jacob Black, aquele cachorro sujo.

“Bella, espera...” eu novamente seguro o seu braço, quando ela estava prestes a passar por mim. Ela morde o lábio e desvia os olhos dos meus.

“Eu tenho que ir Edward. É a minha paciente de ontem.” Eu não queria deixa-la, eu sequer conseguia solta-la, era como se quando eu a deixasse, ela levasse metade de mim com ela.

“Nós vamos conversar depois, certo?!” eu me sentia angustiado, eu tremia como um maricas, de cima a baixo, morrendo de medo. “Quer dizer, você vai me deixar explicar, não vai?” o pager dela bipou de novo e eu tive que solta-la, obviamente era uma emergência. Bella olhou para o pager na sua mão e depois olhou pra mim, e eu não gostei do que eu vi nos seus olhos.

“Eu não sei Edward. Eu não sei.” Então ela sai correndo, me deixando sozinho com o meu coração feito louco e sem conseguir respirar normalmente. Era como se eu estivesse sufocando. A probabilidade dela não me quer de volta na vida dela, era enorme, e aquilo me apavorava. Tento respirar com coerência enquanto sento no degrau da escada, eu não conseguiria ficar em pé, as minhas pernas tremiam. Coloco as minhas mãos no meu rosto enquanto tento ficar bem. Sinto os meus olhos ardendo e eu me apavoro um pouco com aquilo. Eu iria chorar, quer dizer, não era o fim, certo?! Ainda tinha esperança, certo?

Passo as mãos nos meus cabelos e respiro fundo algumas vezes. Harry não queria, mas eu teria que abrir a sua cabeça – como ele mesmo dizia – com o coração partido.

Notas finais
Eeeeeu sei que não é o que vocês esperavam, mas como eu disse, paciência. Daqui a pouco vamos estar entrando em reta final. E gente, eu to com uma historia aqui na minha cabecinha, que Jesus, estou louca pra postar, vou dizer, vai ser maravilhosa, até sonho com ela, maaas só vou posta-la quando Entre Médicos estiver quase se encerrando, ou encerrada, a louca aqui mal atualiza uma história, veja lá com duas, seria um capítulo por ano. Deus nos livre. Depois coloco a Sinopse dela aqui, eu já fiz, só pra vocês terem uma ideiazinha. E a historia Anticristo, também será concluída quando essa aqui acabar. Espero que vocês tenham gostados minhas amoras, espero que comentem muito e recomendem também. Próximo também é no pondo de vista desse louco aí - morrendo de saudade dos pontos de vista da Bella - maas, será necessário. Terminei esse capítulo agora, empolgadíssima, então já to indo correr pra escrever o próximo que ta fresquinho aqui na minha cabeça, acho que esse saí rápido em, porque to louca para escrever ele. Alguém ai querendo conhecer a mamãe Elizabeth e a irmãzinha Irina? No próximo tem! Então comentem muito aí, que vocês me deixam muito mais empolgada do que eu já estou e já passo a madrugada escrevendo. Beijo suas lindas e até os comentários! Somos quase 2000 de cometários, isso infla o meu coração de uma maneira, será que chegar lá nesse capítulo? Será? Será?