Entre Médicos
21 Capítulo 21
Notas iniciais
Seattle, Washington.
Isabella Cullen
Entrei furtivamente pela porta, tentando não ser notada. O quarto estava escuro, caminhei devagar até a janela e abri lentamente as cortinas deixando a pouca claridade do sol iluminar o quarto. Ele dormia tranquilamente embolado no seu edredom. Eu não conseguia olhar pra ele e não sentir o meu coração se encher de amor e carinho. Sequer eu conseguia imaginar a minha vida sem ele ali, o que seria de mim sem o meu homenzinho?! Um sorriso pequeno se fez nos meus lábios assim que ele se mexeu um pouquinho. Andei até a cama e coloquei os seus presentes sobre o criado mudo. Sentei-me lentamente ao seu lado da cama e tracei os meus dedos sobre o seu rosto bonito. Seus cabelos eram uma bagunça, sua pequena boca estava entreaberta com um pouco de baba descendo até o travesseiro e sua respiração lenta e profunda. Eu não conseguia acreditar que há seis anos eu tinha em meus braços a melhor coisa da minha vida, um embrulho azul pequeno e enrugado, que agora já era um pequeno rapazinho. Beijei a sua bochecha, depois beijei a sua testa, seu nariz pequeno e voltei todo o caminho novamente, ele abriu os olhos um pouco fazendo um careta, deu um pequeno sorriso e fingiu voltar a dormir. Ele era um péssimo ator. Noah fazia uma força extraordinária para não rir. Beijei a sua bochecha novamente e a mão que fazia um carinho no seu braço desci para a sua barriga fazendo algumas cócegas. Noah abriu a boca em uma gargalhada gostosa e rouca. Suas mãozinhas tentavam empurrar a minha. “Mamãããããe.” Ele berrou enquanto pulava na cama e gargalhava. Sorri e parei com as cócegas fazendo com ele respirasse pesadamente e abrisse seus olhos me olhando e sorrindo.
“Finalmente consegui acordar o amor da minha vida.” Beijei o topo da sua cabeça. “Hoje é o aniversario do garoto mais maravilhoso do mundo. Do melhor filho que eu poderia ter.” sussurrei no seu ouvido e me afastei um pouco apenas para ver os seus olhos arregalados e um sorriso gigante.
“Hoje é meu aniversario?” ele senta na cama automaticamente e ergue suas sobrancelhas pra mim.
“Bem, eu não conheço outro garoto mais maravilho que você meu amor. Feliz aniversario meu pequeno homem, que todas as felicidades do mundo caiam sobre você, mamãe te ama, muito, muito, muito. Agora eu vou te encher beijo, beijo, beijo!” Noah ainda com seu sorriso lindo, ficou de joelhos na cama e jogou nos meus braços, enterrado sua cabeça no meu pescoço. Fechei os olhos e sorri ao sentir seu cheirinho de bebê. Ele já não era tão bebê assim, mas pra mim, ele sempre seria meu neném.
“Também amo você mamãe!” ele beijou minha bochecha e voltou a sentar-se na cama, de frente pra mim. Noah furtivamente olhou atrás de mim e depois para os lados, vi seus olhos se encherem de brilho quando viu a caixa de presentes em cima do seu criado mudo. “É pra mim?” sorri e peguei a caixa colocando na nossa frente. Ele mordeu o lábio e me encarou esperançosamente.
“Claro! Abra.” Noah como toda criança, adorava abrir presentes. Sem qualquer paciência ele rasgou o papel de presente e jogou a tampa da caixa no chão, vi um sorriso bonito e seus olhos se arregalaram quando ele tirou sua luva nova de baseball dali, ele jogou a luva na cama e pegou um capacete pequeno que caberia perfeitamente na sua cabeça. Noah colocou o capacete na cabeça e me olhou. Porra. Aquela coisa era ridícula. Segurei o sorriso quando vi sua felicidade.
“Olha só mamãe, agora eu pareço um jogador de verdade.” Assenti e ainda com o capacete na cabeça, Noah tirou a pequena bola branca de dentro, ele tinha inúmeras dessas pela casa, então ele não deu tanta importância colocando na cama junto à luva. Então ele estreitou os olhos e pegou uma camisa vermelha e uma calça dobradas de dentro da caixa, tinha o nome de um time, completamente desconhecido e infantil. Noah não entendeu e entortou a boca. Ele olhou pra roupa e em seguida pra mim. Arquei uma sobrancelha e gesticulei com a cabeça para a caixa novamente, ele enfiou a cabeça lá dentro e tirou um papel, Noah fez uma careta e olhou pra mim. “Mamãe, eu ainda não sei ler!” Ele me esticou o papel e dei um pequeno sorriso. “O que tem ai?”
“Esse, é o contrato da escolinha de baseball que matriculei você. Começa na segunda.” Com o coração cheio de alegria vi seu sorriso ficar tão grande que seus olhinhos ficaram miúdos. Deus, eu amava esse garoto.
“Obrigado mamãe, isso é irado! Vou contar pra todo mundo da escola e pro Edward!” ele berrou ficando de pé na cama e pulando, ele parecia um pequeno ET com aquele capacete ridículo na cabeça.
“Comprei um taco novo também, está no carro, não caberia nessa caixa. Hey, eu não mereço um abraço?” estreitei meus olhos e Noah sorriu, ele literalmente pulou em cima de mim quase me fazendo cair da cama, esse moleque estava pesado. Então ele encheu o meu rosto de beijos e me abraçou enquanto me derrubava sobre a sua cama. Sorri e tirei aquele capacete malditamente horroroso da sua cabeça. “Fico feliz que tenha gostado meu amor.” Beijei a sua cabeça e ele ficou em pé na cama de novo dando alguns pulinhos, fazendo seus cabelos um pouco grandes pularem também.
“Eu amei mamãe! Só que eu ainda queria um cachorrinho.” Ele fez uma careta me olhando sobre os cílios, fazendo com que eu revirasse os olhos e ficasse de pé ao seu lado.
“Não vai abrir o outro presente?” ele rapidamente tirou seus olhos de mim e olhou para o lado vendo o outro embrulho, agora menor. Ele deu um pulo na cama sentando-se em seguida pegando seu outro embrulho. Sorri ao notar a minha facilidade em mudar de assunto. Com certeza um cão estava fora de questão. Noah rasgou o papel e sorriu extasiado ao ver a coleção completa dos Vingadores.
“Obrigada, obrigada mamãe, agora eu vou poder brincar com toooodos eles.” Noah colocou o seu capacete e desceu da cama correndo para o chão cheio de brinquedos esparramados e rasgou a caixa dos heróis arrancando um por um dali começando a montar a sua cena para uma brincadeira.
“Aonde você quer ir hoje Noah?”
“Qualquer lugar?” Estreitei meus olhos e cruzei os braços.
“Qualquer lugar, dentro de Seattle.” Ele revirou os olhos e fez uma careta. Onde diabos esse garoto pretendia ir?
“Podemos ir ao parque, quero andar de bicicleta!” Noah adorava andar de bicicleta pela rua desde que Edward o ensinou a pedalar, ele contava isso pra todo mundo e não cansava de dizer o quando o seu amigo era extraordinário. Soltei um suspiro e mordi meu lábio ao pensar nele. Edward andava estranho desde o dia do telefonema, ele andava trabalhando como um louco e nós mal nos vimos essa semana. Mas sempre que sobrava um tempinho no hospital, ele dava um jeito de me arrastar para uma sala vazia e me dar um beijo ou dois. Meu coração acelerava apenas de pensar nele.
“Podemos meu amor, vou fazer o nosso café-da-manhã e depois podemos sair, vá escovar os dentes e se trocar.” Ele assentiu e voltou a brincar. Aquele capacete ia ficar na sua cabeça pra sempre?! Revirei meus olhos e corri escada a baixo. Preparei algumas torradas, waffles com mel, omeletes e um suco. Depois de gritar do andar de baixo, quinze vezes, Noah finalmente desce, vestido com uma camisa moletom cinzar com o morcego do Batman estampado, uma calça jeans e um par de tênis surrados. Ele desce a escada correndo mesmo eu gritando para que ele não corra. Noah puxou a cadeira do meu lado e lambeu os lábios ao ver um prato na sua frente com waffles. Antes que terminássemos nossa refeição o telefone da casa toca, Noah olha pra mim e abre um sorriso. “Vou ver quem é Noah, termine o seu café.” Ele assentiu, mas me seguiu com o olhar até que eu fosse até a sala e pegasse o telefone. “Alô?”
“Minha Bells, como é bom ouvir sua voz, querida!” um sorriso enorme surge nos meus lábios e sinto meu coração bater acelerado. Eu sentia tanta falta dele.
“Papai! Que saudade. Como você está?” Ouvi ele dar uma pequena risada do outro lado da linha eu gostaria de abraça-lo naquele momento.
“Eu vou muito bem. E não se preocupe, estou me cuidando. Como andam as coisas? E o trabalho, conseguiu se adaptar? Eu deveria pular desse telefone e lhe dar umas palmadas mocinha, há quanto tempo você não me liga, um mês?!” fechei meus olhos e quis me socar naquele momento, ele era tão importante pra mim, e eu sequer tinha conseguido um tempo para lhe fazer uma ligação. Mas mesmo assim revirei meus olhos e soltei um pequeno sorriso.
“Nós nos falamos por massagens quase todos os dias papai. O trabalho está ótimo, eu adoro o que faço!” ele soltou um resmungo e um xingamento pelo outro lado da linha me fazendo rir, eu tinha a quem puxar pelos belos palavrões que escavam de mim.
“Não é a mesma coisa, você sabe. Eu adoro ouvir a sua voz querida. Mas me diga como está o meu neto? Sinto falta de pescar com esse moleque. Ele anda bem na escola? Tem feito amigos?” olhei para trás e vi Noah me encarando enquanto comia.
“Ele está ótimo papai. Noah é um garoto inteligente, mas vez outra me dá um trabalho na hora de acordar. Ele tem alguns colegas de classe.” Mordi meu lábio ao pensar se eu falava ou não do Edward.
“Crianças são assim Bells, você berrava quase todos os dias para não ir à aula, o moleque tem a quem puxar.” Soltei um sorriso e ele acompanhou. “Me deixe falar com o meu neto predileto e lhe desejar um feliz aniversario.” Revirei meus olhos e sorri.
“Neto predileto? Ele é o seu único neto Charlie!” ele sorriu e resmungou.
“Eu sei, mas de alguma maneira, ele adora quando eu digo isso.” Olhei novamente para onde Noah estava e ele já não comia mais, seu lábio estava preso entre os dentes e ele me encarava em expectativa.
“Noah, o vovô Charlie quer falar com você filho!” No segundo seguinte ele desceu da cadeira e veio correndo parando na minha frente. “Papai, ele está aqui na minha frente, vou passar a ligação Ok?”
“Hey Bells, espere um minuto. Semana passada Carlisle esteve aqui em casa.” Ele sussurrou com sua voz firme. Charlie queria chegar em alguma coisa, dei um passo para trás e ergui minha mão para Noah fazendo sinal para que ele esperasse.
“Bem, e daí? Vocês sempre se deram muito bem, seria normal uma hora ou outra que ele fosse falar com você.” Charlie pigarreou e ficou um momento calado. Não viria boa coisa, com certeza não.
“Sim, certo. Mas me disse uma coisa que me deixou intrigado. Bells, querida, eu não tenho que opinar nada na vida, você já é maior de idade, tem seu próprio emprego e é mãe. Mas ele me disse que você estava namorando, isso é verdade?” fechei meus olhos com força e tive que morder minha língua para não soltar algum palavrão nada educativo na frente do meu filho. Carlisle só podia estar querendo foder a minha vida. Abri meus olhos e olhei para baixo, Noah estava bem na minha frente, com seus olhos azuis fixos em mim em expectativa. Afastei o telefone um pouco do ouvido e dei um pequeno sorriso para o meu garoto.
“Amor, por que você não vai colocar alguns brinquedos na sua mochila? Você pode leva-los para brincar no parque. O vovô espera.” Noah deu de ombros e saiu correndo escada a cima, revirei meus olhos e voltei com o telefone para o meu ouvido.
“Bells, querida, eu só falei isso porque...”
“Carlisle é um fodido intrometido, aquele... satanás não me deixa em paz. Eu sequer lembro da existência daquele ordinário, mas ele sequer consegue esquecer a minha fodida pessoa.” Tentei não berrar para que Noah não ouve as coisas carinhosas que eu achava do seu pai. Ouvi uma pequena risada do outro lado da linha e bufei colocando a mão na testa.
“Conviver com o seu velho não foi um bom negocio, lindo o seu vocabulário de palavrões querida.” Charlie ficou em silencio com alguns segundados e antes que eu pudesse falar qualquer coisa ouço a sua respiração pesada. “Eu apenas fiquei chateado por você não contado pra mim, sou o seu pai, queria saber disso vindo de você, não do vagabundo do seu ex-marido.” Eu queria poder abraçar o meu velho nesse fodido segundo, fechei meus olhos e soltei um suspiro triste ao sentir uma imensa saudade do Charlie.
“Desculpe papai, eu ia conta só... Só não achei que esse fosse o momento, realmente, realmente me desculpe. O nome dele é Edward, ele é o chefe da neurocirurgia, ele é ótimo papai. Noah simplesmente o ama, e tenho certeza que o sentimento e reciproco. Ele é um bom homem.” Soltei um pequeno suspiro e um sorriso totalmente demente ao me lembrar dele.
“Ótimo. Hum... Nome completo?” Charlie andava pela casa, eu podia ouvir o som da sua respiração e o barulho do seu sapato no piso de madeira velho da casa. Estreitei meus olhos e soltei um pequeno sorriso.
“Edward Anthony Masen.” Ele repetiu o nome lentamente, como se anotasse em alguma coisa , ele não... “Charlie você... você não vai puxar a fixa criminal dele, vai?!”
“Inferno, eu vou! Não me culpe, sou um pai e um avô preocupado.” Revirei meus olhos, mas não pude deixar de sorrir. Charlie seria sempre o velho e bom Charlie. “Maldição Bells, você não cansa dos cirurgiões? Porque não um advogado, engenheiro, padeiro, carpinteiro ou policial? Qualquer porcaria de qualquer outra profissão, ou outra área da saúde se esse é o seu forte, um dentista ou quem sabe um veterinário.” Eu soltei um sorriso enquanto ele falava e arfava ao mesmo tempo, eu poderia jurar que ele estava gesticulando com as mãos também.
“Eu sei papai, mas não podemos generalizar só porque um deles não vale nada. Você vai ver Edward é... Ele é perfeito.” Eu soltei sem ao menos notar. E eu sabia, que no fundo que ele não era tão perfeito assim.
“Okay querida, espero que ele seja bom pra vocês. Não se preocupe, eu dei um soco de esquerda no pai do meu neto, você sabe, eu quis fazer isso desde o dia em que ele fez a minha menina chorar.” Soltei um sorriso ao mesmo minuto em que eu quis chorar. Porra. Eu amava o meu pai.
“Obrigada papai, me sinto vingada agora.” Ele soltou uma risada e Noah veio descendo as escadas correndo com uma mochila cheia nas mãos e a respiração arfante. Ele jogou a mochila no chão e ergueu sua mão pedindo o telefone. “Papai, seu neto quer falar com você agora. Amo você Charlie.”
“Amo você também querida. Cuide-se.” Soltei um longo suspiro e entreguei o telefone para o meu garoto.
“Vovô!” ele disse animadamente e logo pude ver o seu enorme sorriso, eu podia ouvir perfeitamente Charlie cantando uma musica de aniversario pra ele. Noah e Charlie passaram alguns minutos conversando. Eu deixei que ele falasse sozinho com o avô e fui até meu quarto pegar a minha bolsa e as chaves do carro, quando cheguei no andar de baixo Noah sorria olhando para o telefone. “Vovô é engraçado. Ele mandou eu dizer pro Edward que ele tem armas.” Sorri e revirei meus olhos.
“Ótimo, mas você não precisa dizer isso a ele querido. Vamos?” Noah assentiu e pulou do sofá pegando sua mochila e colocando atrapalhadamente nas suas costas. Noah saiu correndo e pegou a sua bicicleta na varanda tentando carrega-la ate o carro. Sorri e a tirei das suas mãos, carreguei a bicicleta até o porta-malas e a joguei lá. Noah se acomodou no seu acento e dirigi até a praça mais próxima. Assim que chegamos, estaciono o carro em frente e ajudo Noah a sair do acento. Ele pega a sua mochila atrapalhadamente e eu o ajudo com a sua bicicleta. Caminhamos lentamente até um dos bancos de madeira ali e pego na sua mochila o seu capacete, joelheiras e cotoveleiras, ele já andava bem, mas ele era um Swan, a genética desastrada estava correndo pelo seu sangue.
“Por que nós não vamos naquela perto da casa do Edward? Ai a gente ia na casa dele.” Noah perguntou animadamente enquanto eu terminava de regular seu capacete. Beijei sua testa e tirei seus cabelos que caiam nas suas sobrancelhas.
“Ele não está em casa querido. Agora vá brincar.” Ele assentiu e com a minha ajuda ele montou na sua bicicleta começando com leves pedalas.
“Não saia da minha visão. E não pedale muito rápido.” Ele não disse nada, apenas saiu pedalando por entre as arvores, eu podia ver perfeitamente o caminho que ele fazia. Recostei-me no banco e olhei ao redor. Estava uma manhã calma e com a pouca claridade do sol. Algumas crianças corriam a alguns quilômetros de distancia. No playground crianças de varias idades brincavam e se agitavam. Olhei ao redor tentando encontrar Noah e ele estava parado ainda em cima do seu brinquedo de duas rodas e com mais duas crianças da sua idade do seu lado, também em cima das suas bicicletas. Eles conversavam e riam. Pelo menos o meu menino estava se divertindo. Peguei meu celular e desbloqueei a tela. Nenhuma mensagem. Droga, Edward andava estranho. Desde o dia da ligação ele andava meio perdido. Edward não queria me dizer realmente quem era Jasper , ele apenas desconversava, mas ao menos eu descobri que foi alguém que esteve com ele durante a guerra. Foi tudo o que ele me disse. Eu adorava Edward, ele era realmente, realmente incrível, mas os seus segredos e todo o mistério que rondavam a vida dele me deixava desnorteada. Tudo que eu queria era que ele confiasse em mim o suficiente para desabafar. Maldição, nós éramos namorados afinal. Às vezes minha vontade era de pegar Edward pelos ombros e chacoalha-lo até que ele me dissesse tudo sobre ele. Mas eu entendia que tudo ainda o magoava muito, seja lá o que aconteceu com ele. Eu esperaria, até que ele estivesse pronto, eu só esperava que não demorasse muito tempo. Olhei novamente para o celular e pensei em mandar alguma mensagem ou qualquer porcaria. Mordi meu lábio e me senti totalmente idiota. Então simplesmente decidi ligar pra ele. Chamou algumas vezes até cair na caixa postal. Ele muito provavelmente estaria no hospital. Ele me acharia desesperada se eu ligasse de novo? Foda-se! Coloquei seu numero para chamar mais uma vez, sendo novamente inútil. “Idiota.” Grunhi xingando a mim mesma, peguei o celular e jogando na minha bolsa.
Noah ficou andando de bicicleta por mais alguns minutos com seus colegas, era impressionante como ele tinha aprendido a andar nisso tão rápido. Eu nunca aprendi. Eu estava feliz apenas em ver que o meu menino também estava feliz. Noah veio pedalando em uma velocidade relativamente alta com mais as duas crianças. Ele freou na minha frente e sem dizer uma palavra, ele jogou sua bicicleta no chão e pegou sua mochila correndo até a caixa de areai com seus novos amigos. Mordi minha língua para não recrimina-lo. Porra, o garoto sairia daqui imundo. Ele tinha acordado elétrico hoje. Noah brincou com seus brinquedos, fez castelos de areia, correu por ai com seus amigos, brincou no escorregador, no balanço e em todo o playground. Aproveitei esse tempo e tirei meu livro sobre O sistema digestório da bolsa. Enquanto Noah corria e gritava por ai, foi um bom momento para que eu estudasse um pouco, não sem a cada dois minutos pegar o meu celular e procurar alguma chamada perdida ou mensagem do meu namorado. Pouco tempo depois, Noah me pediu um sorvete e fui comprar, logo em seguida ele me convenceu a ir brincar rum pouco com ele, já que seus novos amigos tinham ido embora. Eu nunca me senti tão criança. Nós corremos por entre as arvores, brincamos no balaço. E mais um punhado de brincadeiras estupidas que ele inventava. Duas horas depois nós dois estávamos soados e ele completamente sujo de areia. “Oh meus Deus Noah, o que eu vou fazer com você.” suspirei enquanto ele estava arfante, tomando agua em uma garrafinha e eu estava sentada no banco tentando tirar areia dos seus cabelos.
“Tudo bem mãe, quando chegar em casa, eu tomo banho.” Ele deu de ombros limpando o suor da sua testa com a manga do seu moletom. Revirei meus olhos enquanto tentava tirar o máximo de sujeira dele.
“Como vamos almoçar em qualquer restaurante com você desse jeito, garoto?” Seus olhos brilharam e ele passou a língua nos lábios. Dei um pequeno sorriso, Noah adorava comer fora.
“Legal! Vamos comer fora. Quero macarrão!” ele berrou dando um pequeno pulo. Sorri e sem resistir beijei sua testa. Depois de limpar o máximo que eu conseguia dele, ele me ajudou a carregar as coisas até o carro. Joguei tudo no porta-malas e seguimos para um restaurante ali perto. Noah estava devidamente sujo e soado. O restaurante era simples, mas o mesmo tempo charmoso. Tinha mesas do lado de dentro e ao lado de fora. Noah escolheu ficar a área aberta e correu para a mesa. Nós sentamos frente a frente e ele começou a brincar com o arranjo de flores em cima da mesa. O garçom anotou nossos pedidos e saiu. Era perto do meio dia, então algumas pessoas entravam no restaurante. “Mamãe?”
“Sim?” Noah me olhava concentrado mexendo nas pétalas das flores ali.
“Onde está o Edward? Achei que ele fosse almoçar com a gente hoje.” Noah deu de ombros e desviou os olhos dos meus.
“Ele está trabalhando meu amor, se não estivesse, aposto que ele ia querer passar o dia com você hoje.” Noah deu um pequeno sorriso e assentiu. Eu não conseguia dizer se todo esse apego entre Noah e Edward era uma coisa boa ou ruim. Eu tinha medo que o meu garoto sofresse. Minutos depois os nossos pratos chegaram.
Quando chegamos em casa eu podia ver o quanto Noah estava exausto. Ele brincou e correu tanto que provavelmente ele tinha gasto a sua energia de toda a semana. Bem, eu estava completamente esgotada, assim que abri a porta da casa ele saiu correndo escada à cima. Ele sempre corria nessa porcaria de escada. “Eu já disse pra não correr nas escadas Noah Swan Cullen.” Gritei fechando a porta atrás de mim. Subi até o seu quarto e ele já estava sentado no chão, com todo o seu cenário de brincadeiras e jogando bonecos um no outro e empurrando carrinhos para todo o lado. Pelo jeito, ele não tinha gasto nem metade da sua energia. “Noah vá tomar um banho, você está imundo.” Ele reclamou e bufou enquanto saia chutando o chão em direção ao banheiro. Revirei meus olhos e separei sua roupa em cima da cama, uma camisa preta e uma calça moletom. Desci até a sala e liguei a TV em algum canal de culinária. Eu pensava no que poderia fazer com Noah a tarde. Talvez nós pudéssemos ir ao shopping e assistir algum filme no cinema. Esse ano ele não teria a exagerada festa que Carlisle sempre dava, mas eu queria que ele se divertisse de alguma maneira. Quinze minutos depois meu garoto aparece correndo na minha frente, vestido e descalço com os cabelos molhados e com toda a sua energia completamente renovada.
“Por que você assiste isso mamãe? É tão chato!” ele reclama se jogando do meu lado e revirando os olhos para o programa de TV.
“E o que você quer ver?” então ele estende a mão na minha frente pedindo o controle. Reviro os meus olhos e lhe entrego, então ele põe no desenho do Shrek. De novo. Como ele não cansava de assistir a mesma coisa sempre? Noah se jogou em cima de mim e colocou a sua cabeça nas minhas pernas ficando deitado no sofá. Folgado. Mas não pude deixar de sorrir e afagar os seus cabelos.
Duas horas depois quando o telefone toca e ele rapidamente levanta do sofá e corre para atender com um enorme sorriso. Nós já estávamos no segundo filme daquele ogro verde. Reviro os meus olhos e vejo o seu sorriso morrer lentamente quando ele atende o telefone. “Há, oi vovó.” Ele suspira e abre um pequeno sorriso. Ele passa alguns segundo falando no telefone. “Vovó Renée me deu parabéns e mandou um beijo pra você.” Ele sussurrou voltando para o sofá na mesma posição de antes. Ele estava decepcionado, não por ser a minha mãe que tinha ligado, ele gostava dela. Mas porque não era a pessoa que ele esperava. Ao longo do dia ficamos apenas assistindo desenhos, o telefone tocou mais algumas vezes, os pais de Carlisle ligaram logo depois de Renée, Peter e Charlotte me odiavam, mas adoravam o único neto. Depois Sue ligou, era ela que cuidava dele quando morávamos em Forks. E a cada ligação eu via a tristeza nos olhos do meu menino. Eu tinha quase certeza do motivo da sua tristeza. “Mamãe?” era perto das cinco da tarde e estávamos assistindo algum desenho aleatório. Sua cabeça deitada nas minhas pernas.
“Oi meu amor?” alisei seus cabelos e olhei nos seus olhos, ele me encarava e mordia seu lábio.
“O papai esqueceu do meu aniversário?” mordi minha língua para não soltar qualquer palavrão na frente dele. Dei um pequeno sorriso e me abaixei para beijar a sua testa.
“Claro que não Noah, você sabe que o seu pai é ocupado, ele deve estar trabalhado, como o Edward, e ainda não teve tempo. Não se preocupe, ele vai ligar. Seu pai nunca esqueceria de você.” Ele assentiu agora sorrindo e voltou a sua atenção para a TV. Apertei minhas mãos em punhos e maldiçoei Carlisle mentalmente. “Eu vou no banheiro, já volto querido.” Ele assentiu, sorri pra ele subi as escadas correndo.
“Não corra nas escadas mamãe!” ele gritou sorrindo. Revirei meus olhos e corri para o quarto. Peguei meu celular, sem nenhuma ligação ou mensagem. Eu pensei que nunca seria necessário ligar para aquele numero do meu celular, mas era pelo meu filho.
“Aqui quem fala é O Dr. Carlisle Cullen, não posso atender no momento então deixe a sua mensagem depois do bip. Retorno assim que possível.” Sua voz grave e rouca soou nos meus ouvidos, revirei meus olhos e bufei.
“Escute aqui Dr. Carlisle Cullen, eu espero que você esteja em uma cirurgia importante. Ou esteja verdadeiramente ocupado. Seu grande imbecil. Porque se você esqueceu do aniversario do meu filho, eu arranco as suas bolas.” Eu apenas sussurrei para que não corresse o risco de Noah ouvir. Coloquei o celular no bolso e voltei para a sala, Noah continuava sentado assistindo o seu desenho. “Hey amor, o que acha de irmos ao cinema?” sentei do seu lado e o abracei pelos ombros. Noah abriu um sorriso, mas fez uma careta em seguida.
“Obrigado mamãe, mas eu quero ficar em casa, se o papai ligar enquanto eu estiver fora, eu não vou poder falar com ele.” por fora eu apenas assenti, mas por dentro eu estava fervendo. Se Carlisle não ligasse eu... Eu simplesmente pegaria o meu carro e dirigiria até Forks só para ter o prazer de arrancar as suas bolas minúsculas. Perto das sete da noite, ele mudava os canais aleatoriamente, eu via o quanto entediado ele estava, a todo momento Noah olhava para o telefone ao lado dele e suspirava decepcionado. Maldito Carlisle. Meu celular fez um barulho, alertando alguma mensagem nova.
Tire o pirralho do andar de baixo. Corra.
Emmett gostoso McCarty.
Estreitei os meus olhos para a mensagem maluca e olhei para Noah. O que diabos Emmett queria?
O que? Ficou maluco Emmett?
Bella S.
Alguns segundos depois o celular alertou outra mensagem.
Larga de ser teimosa Belinha, anda logo. Aqui fora é frio, a não ser que você queira me esquentar.
Emmett gostoso McCarty.
Dei um pequeno sorriso e revirei meus olhos. Emmett era sempre tão imbecil. Mordi meu lábio e olhei para a cara tristinha do meu menino. “Amor, porque você não vai lá em cima brincar um pouco? Eu já subo com você, e brincamos juntos.” Ele assentiu e dessa vez ele não subiu correndo. Certo, ele não estava mesmo bem. Desliguei a TV e peguei novamente o celular.
Pronto, ele já subiu, o que quer?
Bella S.
Não demorou sequer um minuto e a mensagem foi instantânea.
Agora abra a porta, não é querida.
Emmett gostoso McCarty.
Estreitei meus olhos lendo a mensagem mais uma vez e pulei do sofá. Eu não fazia ideia do que Emmett estava aprontando, mas eu tinha medo. Emm nunca era previsível. Corri até a porta e assim que a abri senti que meu coração iria sair pela boca. “Surpresa!” Emmett berrou me lançando seu sorriso bonito e de covinhas. Então ele simplesmente me pegou nos seus braços no abraço mais forte e sufocante que ele já me deu.
“Solte ela Emmett, vai mata-la.” Emmett sorriu e me colocou no chão, atrás dele uma Alice sorridente e com um bolo nas mãos deu um passo para dentro. “Nós não deixaríamos o nosso garoto sem um bolo.” Alice me mostrou o bolo, grande e com o desenho da turma dos Vingadores. Eu abri um sorriso enorme, se ela não estivesse carregando um bolo, eu certamente pularia nos seus braços e encheria aquela baixinha de beijos.
“Aqui está frio sabiam?” olhei para trás das costas enormes do Emmett e Jane vinha carregando uma sacola no braço e na outra mão uma caixa. Eu simplesmente estava boquiaberta.
“Ela tem razão, está congelando.” Angela também apareceu no meu campo de visão, ela também carregava outra caixa e uma sacola. Eu estava simplesmente boquiaberta e literalmente surpresa, mas feliz, muito, muito feliz.
“Vai nos convidar para entrar ou não Belinha?” Então Mike também se fez presente. Ele também carregava algumas sacolas e também uma caixa. Eu não acreditava que eu tinha sido presenteada com os melhores amigos que uma pessoa poderia ter. Eu queria simplesmente chorar e abraçar todos eles.
“Oh meu Deus, eu não acredito que vocês... Deus! Obrigada.” Consegui sussurrar colocando as mãos na boca. “Entrem.” Todos eles entraram lentamente sem fazer barulho algum.
“Não á o que agradecer Bella, Jane e eu já iriamos vir que qualquer forma, então eu comentei com Alice e ela decidiu vir com os garotos.” Angela colocou a caixa em cima da mesa de centro e a sua sacola em cima do sofá e me abraçou.
“Eu também não deixaria de vir no aniversario do filho da minha melhor amiga!” Alice pulou sobre mim abraçando Angela e eu. Deus, eu as amava.
“Nós somos como uma família agora Bella, claro que não deixaríamos de vir.” Mike disse beijando a minha bochecha.
“Bonito essa coisa toda, comovente e emocionante, mas vamos arrumar tudo, caralho Belinha eu to morrendo de fome.” Emmett reclamou levando o bolo até a mesa, na sala de jantar. Revirei meus olhos e meus amigos foram com as caixas até a mesa, eram salgados, refrigerantes, pratos de plástico e copos. Eles separam seus presentes em cima do sofá e foram organizar a mesa, bem, na verdade, Alice foi organizar a mesa, ela mexia as pequenas coisas de um lado para o outro e dava suas ordens baixinho.
“Hum, Alice, Edward estava pelo hospital hoje?” ela deu o seu mais lindo sorriso e Emmett revirou os olhos.
“Ele estava, quando eu fui embora ele já tinha saindo então...” ela deu de ombros.
“Mamãe, quem está ai?” Noah apareceu descendo as escadas com a cara emburrada, mas assim que ele viu todo mundo seus olhos se arregalaram.
“Surpresa!” Emmett berrou erguendo os braços no ar. Noah sorriu e correu para abraçar Jane. Ele simplesmente a amava, eles estavam juntos todos os dias.
“Parabéns cabelo de fogo.” Jane sussurrou lhe entregando o seu presente. Noah mordeu o lábio olhando pra mim e sorrindo, então ele olhou para a mesa atrás dele e vi a surpresa passar por seus olhos.
“Eu vou ter uma festa de aniversario?” ele arfou boquiaberto.
“Bem, a festa de aniversario mais adulta possível, mas vai.” Emmett sorriu bagunçando os seus cabelos.
“Irado!” Noah berrou correndo para abraçar um por um, eu nunca deixaria de agradecer os meus amigos por isso, eles trouxeram alegria para o aniversario do meu menino. Eu podia ver a felicidade nos seus olhos enquanto era mimado por todos eles e abria cada presente. Ele estava sentado no chão com Emmett, Mike, Angela e Jane abrindo cada presente. Tinham inúmeros brinquedos, e claro, Emmett, exagerado como sempre, tinha comprado três presentes de uma vez. Eu simplesmente estava feliz, por ele estar feliz. Mas eu era mãe, eu sabia que ele ainda não estava completo, quando ele sorria, não era o sorriso. Ainda faltava alguma coisa e Deus, eu daria tudo para estar tudo completo pra ele. Noah ainda olhava discretamente para o telefone hora ou outra.
“Bella, você não vai acreditar. James me chamou pra sair.” Alice deu o seu sorriso mais perfeito batendo palminhas. Sorri pra ela ao mesmo instante em que fiquei surpresa.
“James? O Dr. James?” ela acena animadamente e solta um suspiro.
“Porra, ele é quente, eu muito provavelmente estou apaixonada.” Ela suspirou. Erro. Esse era o erro de Alice Brandon, ela se apaixonava fodidamente rápido de mais, e se magoava tão rápido quando se apaixonava.
“Vai com calma, Lice, você sabe a fama que ele tem ali dentro. James é um caçador.” Ela mordeu o lábio e assentiu como se concordasse. Mas ela estava tão absolutamente perdida.
“Eu sei, fique tranquila Bella, eu tenho a cabeça no lugar.” Não, ela não tinha. Antes que eu abrisse a boca para falar qualquer coisa à campainha toca duas vezes. Mike se levanta para ir abrir.
“Pode deixar Mike, eu abro, você é o convidado.” Ele sorri e volta a sentar-se no chão e pega um os carros que Noah ganhou.
“Na verdade somos intrusos.” Emmett berra me fazendo rir.
“Os melhores intrusos que eu poderia ter.” lhe dou uma piscadela junto com um sorriso e ele faz o mesmo. Caminho até a porta ainda sorrindo e a abro. Sinto minhas pernas bambas e o coração acelerado assim que ele abre o seu sorriso pra mim. Merda, eu não podia estar tão fodidamente perdida assim. Edward estava parado ali, com braços cruzados e um sorriso quente. Ele vestia uma camisa de botões branca e um blazer azul-escuro por cima, apertado, feito perfeitamente para o seu corpo, com o botão do meio perfeitamente abotoado, uma calça jeans preta e sapatos da mesma cor. Seus cabelos aquela revolta sem fim, como se ele tivesse passado a mão muitas vezes sobre ele hoje, e com sua barba clara por fazer. Aquele homem era sempre tão bonito. Eu queria pular no seu pescoço e lhe dar um beijo, mas eu ainda estava brava com ele.
“Hey, boa noite neném.” Ele sorriu dando um passo para frente, arquei minha sobrancelha e cruzei meus braços. Edward deu um pequeno sorriso e mordeu seu lábio. Porra, era jogo baixo. “Tudo bem?”
“Não, não está tudo bem, você sumiu o dia todo.” Ele faz uma careta e coça a parte de trás da nuca.
“Eu sei e eu sinto muito, mas eu estava no hospital, pode perguntar pra qualquer um, foi um dia difícil, muitas cirurgias, eu tive que fugir de lá mais cedo hoje, só pra vir ver você neném. Então acho que mereço um beijo.” Ele deu o seu sorriso cafajeste e se inclinou na minha direção. Inferno, ele cheirava a menta misturado com seu perfume amadeirado. Como resistir? Revirei meus olhos pra mim mesma, pensando o quanto eu ficava fodidamente deslumbrada perto dele. Edward me lançou seu sorriso torto e segurou minha cintura com as duas mãos. Completamente perdida e rendida, rodeei seu pescoço com os braços e fechei meus olhos sentindo o seu cheiro delicioso. Ouvi um pequeno sorriso vindo dos seus lábios e umedeci os meus em expectativa. “Eu senti a sua falta. Você está tão bonita hoje, querida.” ele sussurrou com seus lábios bem próximos aos meus, eu podia sentir seu hálito quente e com cheiro de menta. Edward passou seus lábios molhados sobre os meus, apenas em um roçar de lábios, então enquanto eu suspiro e abro mais minha boca ele pega meu lábio inferior e prende nos seus próprios lábios o chupando lentamente e fodidamente delicioso. Sim, ele tinha gosto de menta. Sua língua acaricia meu lábio superior também fazendo o mesmo processo, ele queria me torturar. E então delicadamente sua língua invade a minha boca e quanto nossas línguas se encontram eu sinto que posso derreter, ele acaricia minha língua com a sua lentamente. Então por longos segundos nossas línguas apenas acariciam uma a outra e vez ou outra eu chupo seus deliciosos lábios. Eu amava menta. Edward agarra a minha cintura com mais força me puxando para mais perto dele, e eu simplesmente vou, como a vadia submissa que sou. Edward aumenta a velocidade do beijo, nossas línguas agora apenas brigavam por espaço. Maldição, ele beijava tão bem. Depois de nos faltar o folego Edward termina o beijo prendendo meu lábio inferior nos seus dentes e dando uma ultima chupada. Homem gostoso do caralho.
“Eu senti a sua falta também.” Sussurrei ainda muito perto dos seus lábios, eles estavam vermelhinhos, levemente inchados e molhados. Uma tentação. Dei-lhe um selinho molhado e demorado. Edward abre a boca para intensificar o beijo e eu apenas me sinto sorrindo em expectativa de ser beijada por ele de novo.
“Edward!” a pequena voz fina e ao mesmo tempo alta e grave é ouvida muito perto. Edward se afasta de mim e eu bufo completamente frustrada. Me viro de costas apenas para ver o meu garoto parado a alguns metros de distancia, muito perto da porta, com um sorriso gigante e seus olhos brilhantes, então eu estreito os olhos. Era isso que falta para ele se sentir completo?
“Hey amigão.” Edward se agacha para ficar na sua altura e abre os braços, eu me afasto apenas o suficiente para ver Noah correr para os braços dele e sendo acolhido com tanto carinho. Vejo Edward sorrir e fechar os olhos enquanto Noah se mantem nos seus braços. Meu psicológico nunca ficaria forte o suficiente. “Você está virando um homem agora. Parabéns, grande Noah! Eu me sinto muito feliz do garoto extraordinário que você é!” Edward diz pra ele enquanto bagunça os seus cabelos e eu vejo o sorriso no rosto do meu garoto. Então eu apenas coloco a mão sobre o peito tentando aguentar tanta felicidade.
“Obrigado Edward!” Noah fala orgulhosamente e animadamente. Edward dá um sorriso de lado e fica de pé colocando a mão sobre um dos ombros de Noah.
“Vamos entrar? O pessoal está esperando.” Edward estreita os olhos na minha direção.
“Que pessoal?”
“Os amigos da mamãe, eles trouxeram bolo Edward!” Noah conta completamente animado puxando Edward pela mão para que ele entre.
“Oh, claro.” Edward sorri, mas assim que ele dá um passo para dentro ele simplesmente para fazendo Noah o encarar, eu, que ainda estava do lado de fora franzir o cenho. “Oh droga, onde eu estava com a cabeça, o seu presente. Espere só um minuto.” Edward sussurra para Noah, ele para na minha frente e beija a minha testa antes de ir quase correndo para o carro. Noah para do meu lado, na varanda e morde o lábio olhando para Edward que pega alguma coisa do banco de trás do seu volvo. Então Edward simplesmente se vira e vem carregando uma caixa consideravelmente enorme e de papelão, com laço azul. Noah olha pra mim em expectativa e eu sinto minha respiração falhar assim que ele chega mais perto e eu vejo pequenos furos na caixa. Oh não. Edward vinha com o seu sorriso enorme. Assim que ele para na nossa frente, coloca a caixa delicadamente no chão e novamente se abaixa ficando na altura do meu filho. Oh não.
“O que será?” Noah investigava a caixa mordendo o lábio olhando pra mim e para Edward. Eu iria muito provavelmente matar aquele homem.
“Abra!” Edward incentivou ainda com o seu sorriso enorme. Noah da de ombros e tira a laço violentamente da caixa, e assim que ele abre a caixa eu posso simplesmente jurar. Eu nunca, jamais vi um sorriso tão verdadeiro e bonito como eu via em Noah agora.
“Oh meus Deus. Mamãe olha!” Noah berra tão alto que faz o bicho que está na caixa fazer um barulho fino. “Oh meu Deus, Oh meu Deus. Edward!” Noah diz com sua respiração pesada. Eu nunca tinha visto essa reação no meu filho antes. “Edward!” ele sussurra mais uma vez e eu vejo uma lagrima descer dos seus olhos, Noah rapidamente tenta seca-las, me ajoelho no chão também ficando na sua altura e Edward perde o sorriso nesse minuto.
“Você não gostou Noah?” Edward pergunta preocupado e eu olho do meu filho para o presente. Então Noah corre e pula sobre Edward quase fazendo que ele caísse para trás, Edward olha pra mim em choque e eu estava tão assustada quanto ele.
“Foi o melhor presente do mundo todo Edward, muito obrigado! O melhor, o melhor, o melhor! Eu amo você!” Noah sussurra enquanto tenta segurar o choro e Edward novamente o pega nos braços. Oh fodido inferno. Eu não tinha psicológico para tanto. Eu vejo os olhos dele ficarem brilhosos, mas Edward não deixa transparecer.
“Eu fico feliz que tenha gostado Noah, de verdade, não chore amigão. Ele ainda não conheceu você.” Edward apontou para o presente e Noah abriu o seu sorriso gigante largando Edward e se ajoelhando diante da caixa. Então Noah pega a minúscula bola de pelos preta e branca erguendo no alto. Era um cão, filhote e bonito. Noah olhava pra ele com admiração e uma felicidade imensa no olhar como se o admirasse. “Ele é um Border Collie, é a raça mais inteligentes do planta. Tenho certeza que serão grandes amigos. E que ensinarão grandes coisas um ao outro.” Noah encarava o cachorro com olhos brilhantes e cheios de amor.
“O melhor presente do mundo inteirinho.” Noah suspira, ele pega o pequeno cão e o abraça delicadamente e beija o topo da cabeça peluda do cachorro. “Eu nem acredito que tenho um cachorrinho agora.” Noah fica de pé e beija rapidamente a bochecha do Edward. “Eu vou mostrar ele pra todo mundo. Não se preocupe Edward, eu vou cuidar muito bem dele.” Noah novamente beija o topo da cabeça do cachorro e sai correndo com ele para dentro. Eu me sentia meio em choque. Um cachorro. Olho para Edward e ele tem o seu sorriso pequeno e demente olhando para a porta. Eu deveria estapeá-lo, mas ao ver aquela cena e ver aquela felicidade no rosto do meu filho, simplesmente valia qualquer coisa.
“Um cachorro Edward, sério?” Edward então encolhe os ombros e fica de pé, ele estende a sua mão para mim, e me ajuda a ficar de pé também. Ele sorri e coloca uma mecha do meu cabelo atrás da orelha.
“Não fique brava neném. Eu tive que rodar a cidade toda atrás desse cachorro, sai até mais cedo do hospital. Ele é uma raça inteligente, vai aprender rápido as coisas. Você viu o quanto Noah ficou feliz? Deus, eu compraria mais uns dez cães só pra ver aquele sorriso de novo.” Edward me lança o seu sorriso torto e olha novamente para a porta e solta um suspiro. Ele se importava. Edward se importava com a felicidade do meu filho. Não tinha felicidade maior para uma mãe que aquilo. “Por favor, não me mate, por favor.” Solto um suspiro e faço uma careta.
“Tudo bem, mas não faça mais isso. E se ele chorar a noite, vou levar ele pra dormir com você.” Edward sorriu e passou seu braço na minha cintura, ele beija o topo da minha cabeça e entramos em casa. Todos na sala estavam encantados com o mais novo membro da família, o mais feliz era Noah que não parava de sorrir. O pequeno filhote corria como um foguete pela sala fazendo Noah gargalhar. Quando entramos, Edward cumprimentou todos, sem nunca tirar o seu braço da minha cintura. E eu me sentia bem assim. Sentamos no sofá vazio e Edward colocou seu braço sobre o meu ombro, descansei minha cabeça no seu peito e ele cheirou o topo da minha cabeça.
“Então Noah, já descobriu um nome para esse foguete?” Emmett perguntou tentando pegar o cachorro que corria rapidamente. Noah olhou para o cachorro e abriu um outro sorriso.
“Relâmpago McQueen.” Levantei minha cabeça e olhei para o meu filho e fiz uma careta.
“Que inferno de nome é esse?” Emmett perguntou fazendo uma careta.
“Emmett!” Edward o repreendeu fazendo Emm arquear uma sobrancelha.
“Você não viu o quanto ele corre? Parece o Relâmpago McQueen.” Emmett fez uma careta e ouvi Edward bufar.
“Do desenho Emmett, Carros.” Edward disse como se não tive muita paciência. Emmett lentamente parece entender e acena.
“É um belo nome, para um cachorrinho tão elétrico.” Jane sussurra quando o filhote, quer dizer, McQueen pula no seu pé querendo morde-lo.
“Ele é de mais, não é Relâmpago McQueen?” Noah sussurra animado pegando o seu cachorro no colo e acaricia a sua barrida dando uma gargalhada quando McQueen tenta morder o seu dedo. Dou um sorriso e beijo o pescoço do meu namorado.
“Vamos cantar os parabéns, eu estou faminto.” Emmett reclama colocando as mãos no estomago. Todos reviram os olhos pra ele.
“Você sempre está Emmett.” Mike sussurra. Emm sorri e empurra o pequeno Mike fazendo com que ele caia para trás. “Idiota.”
“Emm está certo, pelo menos dessa vez, está ficando tarde. Vamos lá!” Alice pula ficando de pé e corre para a mesa onde está o bolo e os salgados.
“Deixe eu segura-lo um pouco Noah.” Angela pede docemente e Noah entrega o seu cachorro, um pouco relutante para ela. Edward fica de pé e me puxa pela mão. Todos vão para ao redor da mesa e Alice pega a vela azul de numero seis e põe sobre o bolo. Noah corre para o seu lugar de aniversariante e eu vejo a felicidade estampada nos seus olhos. Eu também não podia estar mais feliz, eu via a diferença ali, nem com uma festa enorme, cheia de crianças, como Carlisle sempre fez, nunca, jamais, deixou o meu filho tão feliz como hoje.
“Anda Bella, vai lá.” Alice me empurrou, fui para o lado do meu menino que sorriu pra mim, olhei diretamente para Edward do outro lado da mesa que sorriu para nós. Jane acendeu a vela e Mike correu para desligar as luzes, então aquela musica clichê foi cantada por nós, com varias palmas. Eu só conseguia olhar para Edward, pela luz da vela eu podia ver perfeitamente o seu rosto que estava bem no meio, ele tinha o seu sorriso lindo enquanto batia palmas e cantava alegremente. Nem de longe parecia aquele cirurgião arrogante que conheci um dia. Ele não olhava pra mim, Edward tinha seus olhos fixos no meu garoto e eu via carinho estampado nos seus olhos. “Vamos lá cabelo de fogo, faça um pedido.” Jane disse fazendo Noah sorrir e se inclinar sobre o bolo. Ele olhou pra mim com seu sorriso bonito e depois para Edward, Noah fechou os olhos e soprou à velinha fazendo todos baterem palmas. Emmett assoviou escandalosamente alto me fazendo rir.
“Pra quem vai o primeiro pedaço de bolo Noah?” Alice perguntou batendo palminhas, Noah mordeu o lábio e pegou a espátula, ele me olhou no claro sinal de que queria ajuda. Sorri e segurei na sua mão o ajudando a cortar um pedaço, ele colocou em um pratinho e olhou para cada um com seu lábio entre os dentes. Então antes que ele abrisse a boca, a campainha tocou. Quem diabos seria? Franzi o cenho e Alice sorriu.
“Eu abro, talvez seja Jacob, ele disse que se desse tempo, passaria aqui pra comer.” Ela revirou os olhos e saiu em direção à porta. Voltei a minha atenção para Noah.
“Vamos lá Noah, quem é o felizardo?” Emmett perguntou juntando as mãos uma na outra. Então ele se afastou de mim e caminhou com o prato na mão até o outro lado da mesa. Eu fiquei surpresa. O primeiro pedaço era sempre meu. Então Noah parou em frente ao Edward e lhe estende o prato de plástico. Eu vi os olhos surpresos dele ali, Edward arfou e olhou pra mim boquiaberto, eu lhe dei um sorriso e ele novamente olhou para o meu garoto. Ele pegou o bolo da mão da mão de Noah. Edward ajoelhou-se na sua frente, ficando da sua altura. Na sua mão direita estava o prato de plástico com o primeiro pedaço de bolo. Noah tinha o seu sorriso bonito estampado ali. Então com a mão livre, Edward pegou Noah pela cintura e o puxou para os seus braços. Maldita cena bonita. O universo tinha parado ali, o mundo poderia congelar naquele momento, naquele mesmo segundo, eu sequer me importaria, senti meu coração bater tão forte, mas tão forte que por um momento eu me assustei. Noah deitou a sua cabeça no ombro dele. Edward com os olhos fechados e um sorriso tão lindo cheirou os cabelos amarelados do meu menino. Então furtivamente, Edward abriu os olhos e olhou pra mim, aquele belo par de olhos caramelizados estavam brilhos, iluminados e incrivelmente claros. Deus, eu estava apaixonada! Fodidamente apaixonada. Eu estava completamente e irrevogavelmente apaixonada por Edward Masen! Aquilo me assustava e me emocionava. Edward me deu uma picadela e me lançou seu sorriso torto, eu apenas fiquei deslumbrada. Ainda pego pelo abraço Noah sussurrou alguma coisa no ouvido do seu amigo o fazendo rir e olhar pra mim. Eu peguei meu celular do bolso no memento seguinte em que Edward, ainda abraçado com o meu menino, beijou a sua bochecha, eu fotografei aquele momento, em um clic rápido ficou a cena mais linda que eu sequer tinha visto em anos. Eu guardaria aquela fotografia para sempre. "Obrigado Noah, você não tem ideia do quanto eu estou feliz por isso. Você é o melhor garoto do mundo e eu amo você!" Edward olhava pra ele como se... Como se ele fosse o seu filho, e aquilo me pegou desprevenida.
"Você é o meu melhor amigo Edward, o melhor dos melhores!" Edward sorriu e o puxou para mais um abraço forte. Mordi meu lábio tentando não deixar as emoções transparecerem.
"Oh, eles são tão lindos juntos!" Jane suspirou, foi nesse momento que olhei para os meus amigos e lembrei que eles estavam aqui. Alice ainda não tinha voltado, eu me perguntava quem diabos estava na porta. Sorri e peguei meu celular novamente para bater uma outra foto, eles eram tão lindo. Eu estava completamente boba olhando para eles. Eram os meus garotos!
"Noah!" Aquela voz, eu reconheceria a quilômetros de distância! Olhei para trás e Alice estava parada perto da porta com os olhos assustados, olhei para a pessoa atrás dela e senti que ia hiperventilar.
"Papai!" Carlisle Cullen estava parado olhando diretamente para Noah e Edward. O que o satanás estava fazendo na minha casa? Então ele olhou pra mim, com sua pose durona e elegante. O contato visual não durou muito, Noah correu em direção aos braços do pai que o pegou no colo o apertando em um abraço, eu estava perdida, completamente perdida. Olhei em direção aos meus amigos que olhavam tudo boquiabertos e assustados, então meus olhos vão para Edward, ele estava de pé, com seu prato de plástico em uma das mãos e encarava Carlisle e Noah, sua face era firme e rude. Mordi meu lábio e me apoiei na mesa para que eu não caísse.
“Senti sua falta filho. Gostou da surpresa?” Carlisle colocou Noah no chão e afagou seus cabelos.
“Muito! Eu pensei que você tinha esquecido.” Noah deu de ombros como se não se importasse mais. Carlisle deu um sorriso de lado e beijou o topo da cabeça do filho.
“Eu jamais esqueceria do seu aniversario filho. Vem, vamos ver o seu presente.” Carlisle me olhou, um olhar duro e gélido, então ele pegou a mão do meu filho e saiu o puxando em direção a sala. Todos ali estavam em silencio, apenas olhando na direção em que Carlisle tinha saído. Edward agora olhava para o seu pedaço de bolo intocado com o cenho franzido. Emmett suspirou e bateu palma.
“Vamos comer, eu estou faminto.” Então ele simplesmente correu para os salgados.
“Hãn, com licença.” Sussurrei deixando os meus amigos ali e seguindo para a sala, eu ainda me sentia meio anestesiada. Carlisle estava sentado no meu sofá com Noah no colo, eles mexiam em um iPad, novo e de ultima geração, fechei meus olhos com força e travei os punhos para não soltar qualquer palavra indevida.
“Mamãe olha o que o papai me deu.” Ele deu um pequeno sorriso erguendo o iPad no ar. Assenti dando um pequeno sorriso e encarei Carlisle que revirou os olhos pra mim.
“Tecnologia Carlisle?” tentei soar o mais amena possível, pelo Noah. Carlisle me deu um sorriso sínico e colocou Noah sentado no sofá. Ele estava concertado de mais mexendo no que quer que fosse ali.
“Por que não? Ele já tem seis anos Bella!” ele falava como se isso já tivesse transformado Noah em um adulto.
“Achei que nós já tínhamos conversado sobre isso.” Ele revira os olhos e fica de pé, Carlisle cruza os braços e solta uma bufada de ar. Ele não tinha mudado nada ao longo dos meses, seus cabelos ainda eram loiros e penteados perfeitamente para trás, a barba sempre feita, com seu estilo elegante e poucas rugas no canto dos olhos. E o mesmo sorriso sínico.
“Nós já conversamos sobre um monte de coisas Bella. Eu só quis deixar o meu filho feliz.” Deu de ombros e deu mais um passo na minha direção.
“Ele tem seis anos, um brinquedo já o deixa feliz. Já não basta o vídeo game?” ele torce os lábios e volta a me encarar. “E o que você está fazendo aqui?” sussurro para que Noah não ouça.
“Desculpe, eu deveria ter falado com você, eu sei. É só uma forma de entretenimento.” Então ele dá um passo na minha direção e da o seu sorriso malicioso na minha direção. “Eu senti falta de vocês Bella, eu quis fazer uma surpresa de aniversario pra ele, queria ver você também. Não vamos brigar tudo bem? Eu dirigi por quatro horas seguidas, depois de uma manhã cheia de cirurgias e consultas.” Então ele dá mais um passo e antes que possa andar para trás sinto uma mão grande, forte e possesiva na minha cintura, eu não precisava olhar para saber quem era. Aquele perfume amadeirado já dizia tudo, um pequeno sorriso se fez nos meus lábios e Carlisle encarou o homem atrás de mim.
“Acho que não fomos devidamente apresentados. Sou Edward Masen, namorado dela, você deve ser Carlisle.” Sua voz era grossa e orgástica. Mordi meu lábio e Edward me puxou para mais perto do seu corpo, ele me abraçava pela cintura e eu coloquei uma mão sobre o seu peitoral definido. Carlisle olhou diretamente para a minha mão. Eu podia ver perfeitamente nos seus azuis a fúria que ele emanava.
“Isso não é namoro, é adultério. Ela ainda é casada!” Carlisle grunhi apontando o seu dedo fodido na minha direção. Olhei para Noah que agora olhava na nossa direção e tinha os lábios entre os dentes.
“Sério?” Edward perguntou cinicamente com um sorriso torto completamente irônico. Os dois homens na minha frente se encaram como se fossem se atracar a qualquer momento, aperto a minha mão sobre o peito do meu namorado, a respiração dele era forte e irregular.
“Cara isso tá gostoso.” Emmett aparece na sala com um prato cheio de salgadinhos. Solto o ar que estava preso nos meus pulmões, eu queria agradece-lo por isso. Emm se joga no sofá ao lado Noah.
“Acho que alguém sente falta de você Noah.” Dessa vez é Angela que aparece na sala com McQueen nos braços, completamente inquieto. Era impagável a cara de horror que Carlisle fez ao olhar para o pequeno cachorro, então ele olha pra Noah que joga o iPad no sofá como se fosse um monte se sucata e corre até o seu cachorrinho.
“Você quer brincar?” Noah sussurra olhando para o pequeno cachorro, então ele anda até Carlisle e ergue Relâmpago McQueen no ar, fazendo o pequeno cão ficar cara a cara com Carlisle. “Olha pai. Ele não é lindo? Edward quem me deu! Foi o melhor presente do mundo!” Cinco, quatro, três, dois... Então Carlisle espirra cinco vezes repetidamente saindo de perto do filho e dando alguns passos para trás, ouço uma pequena risada atrás de mim e olho para cima vendo Edward dar alguns sorrisinhos.
“Esse realmente foi o melhor presente que eu poderia ter dado.” O acompanho na risada e vejo Noah fazendo uma careta olhando para o pai que tenta parar de espirrar.
“Filho, leva o Relâmpago McQueen para o seu quarto, depois você desce.” Ele da de ombros sem olhar para o pai e sequer o presente que lhe foi dado, ele aconchega McQueen nos seus braços e olha para Edward.
“Você não vai embora agora, não é Edward?” Edward sorri e bagunça os seus cabelos negando.
“Não, eu não vou, quando você descer, eu estaria aqui ainda.” Noah sorriu e sem olhar para mais ninguém sobe as escadas lentamente com o seu amigo no colo. Carlisle agora estava realmente furioso, sua respiração estava voltando ao normal e me encara.
“Um cachorro, Isabella? Serio?” ele bufa apontado o dedo na direção das escadas. Seus olhos e nariz já estavam vermelhos, seus olhos azuis lacrimejavam.
“Por que não? Quem é o alérgico é você!” dou de ombros e ele anda alguns passos na minha direção.
“Escute aqui, se você pensa que vai chegar aqui, roubar a minha mulher e o meu filho, você está engando seu grande idiota. Afaste-se deles.” Carlisle aponta o dedo na direção do Edward. Ouço uma pequena risada vindo do meu homem. Edward da um passo a frente e fica perto de mais de Carlisle, olho para Emmett para pedir qualquer ajuda, e ele apenas da de ombros sorrindo e colocando uma coxinha na boca.
“Se você apontar esse dedo pra mim de novo, ou para a minha mulher, eu juro, que eu quebro esse seu dedo maldito. Eu não estou roubando nada de ninguém, até porque ela não é sua propriedade e muito menos Noah. Então a resposta é não, eu não vou me afastar de ninguém porque você quer. Você não conhece a palavra passado? Porque é isso o que você é.” Eles estavam cara a cara, Edward bufava e Carlisle não era diferente. Antes que ele pudesse falar qualquer coisa ou bater no meu namorado os meus amigos chegaram na sala, todos com pratos de comida e foram se acomodando ali. Edward e Carlisle ainda continuavam se encarado perto de mais, como se fossem cães raivosos. Pego a mão de Edward o puxo para trás, ele fica um pouco relutante, mas me acompanha, sem nunca tirar os olhos de Carlisle. Edward e eu continuamos de pé.
“Eu vou subir e ficar um pouco com o meu filho, com aquela bola de pelos bem longe.” Carlisle sussurra ainda olhando diretamente para Edward. Qual era o problema deles?
“Primeira porta a esquerda.” Então ele acena e dá mais uma olhada para Edward antes de subir as escadas. Sinto todo o ar dos meus pulmões serem liberados e Edward me vira para que possamos ficar cara a cara, olho para os seus olhos e ele solta uma bufada de ar.
“Esse seu ex-marido é um porre. Minha vontade era de quebrar a cara dele. O que ele faz aqui?” Edward ainda parecia raivoso. Dou de ombros e mordo meu lábio.
“Eu não sabia, ele disse que queria fazer uma surpresa para o Noah.” Dou de ombros e Edward me encara, ele estava sério, muito sério.
“Ele parece gostar de você ainda.” Edward diz sem me olhar, agora ele encarava o teto a cima de nós e fez uma pequena careta. Solto um sorriso e fico na ponta do pé, acariciou a sua bochecha que arranhava a minha mão, pela barba. Edward olhou pra mim, mas ele continuava sério. Dou um pequeno sorriso, e me estico mais para que eu possa lhe dar um selinho. Ele fica imóvel e eu reviro meus olhos. Coloco meus braços ao redor do seu pescoço e acaricio os cabelos da sua nunca lentamente.
“Você está com ciúmes?” arquei minha sobrancelha e ele bufa colocando suas mãos na minha cintura possessivamente.
“Ciúmes, eu? Até parece!” Ele grunhi sem olhar nos meus olhos novamente e outro sorriso surge nos meus lábios.
“Você está!” Edward bufa e olha nos meus olhos, ele me dá um pequeno sorriso torto e beija a ponta do meu nariz.
“Okay, eu estou. Quero esse idiota bem longe de você. Ele me tira do sério.” Lhe dou um sorriso convencida e Edward morde a minha bochecha me fazendo rir. Poucos minutos depois, os meus amigos começaram a ir embora. Eu me despeço de cada um os levando até aporta. Sobrando apenas Edward e eu ali. Pego a mão do meu namorado o puxo para o sofá. Ele sorri e me beija assim que me joga no sofá. “Isabella, eu quero ter uma conversa com você, mas tem que ser mais tarde, tudo bem?” agora ele estava sério, olhando diretamente nos meus olhos, ele parecia sofrido e ansioso. Dei um pequeno sorriso assentindo e acariciei seu rosto novamente. Dois minutos depois Carlisle desce as escadas correndo e espirrando. Eu queria realmente rir. Noah vinha andando atrás dele com McQueen nos braços e uma cara de culpa. Carlisle para na nossa frente e nos fuzila com seu olhar vermelho e inchado. Ele estava engraçado. Seu espirro vinha de segundo á segundo.
“Você está bem?” pergunto e ele joga mais uma surra de espirros. Edward tenta conter o sorriso do meu lado, mas uma risadinha escapa dos seus lábios, olho pra ele que coloca uma das mãos na boca.
“Eu preciso...” um espirro. “De um copo...” outro espirro. “Um copo de água.” Dois espirros seguidos.
“Eu pego!” Noah disse abrindo um pequeno sorriso.
“Deixe que eu seguro Relâmpago McQueen, Noah.” Edward diz dando um sorriso para o meu menino e erguendo os braços para pegar o filhote. Noah vai até ele e um pouco relutante deixa o pequeno cão nos seus braços. McQueen estava agitado e tentava morder os dedos-mágicos e enormes do meu namorado. Dei um minúsculo sorriso e afaguei a cabeça do cachorro, ele até era bonitinho. Carlisle continuava com sua serie de espirros, mas sempre olhando para nós. Noah apareceu com o copo de água e entregou para o pai. Carlisle bebeu de uma vez e tentou manter a respiração coerente. Edward tinha o cachorro com a barriga pra cima sobre as suas pernas e brincava com ele com seus dedos.
“Noah, venha me dar um abraço. Eu tenho que ir.” Carlisle então ficou de joelhos e vi tristeza passar nos olhos do eu garoto.
“Já?” ele perguntou decepcionado e entortando a boca para o lado.
“Eu só vim lhe fazer uma surpresa e dar o seu presente. Amanhã tenho uma cirurgia importante pra fazer. Mas não se esqueça, eu amo você.” Noah deixou os ombros caírem e correu para os braços do pai, sequer deu tempo de Noah lhe dar um beijo para Carlisle soltar outra seção de espirros.
“Por que você tá espirrando papai?” Ele se preocupou se afastando um pouco do pai.
“Você está fedendo a cachorro Noah.” Então outra serie de espirros.
“Desculpe.” Noah encolhe os ombros e mesmo com a sua alergia Carlisle beija a sua bochecha rapidamente e fica de pé.
“Tudo bem, não é culpa sua, tenho realmente que ir filho. Eu amo você.” Carlisle bagunçou os seus cabelos e Noah deu um sorriso triste.
“Também amo você papai.” Carlisle dá um sorriso de lado e olha pra mim antes de beijar o topo da cabeça do nosso filho e dar outro espirro.
“Não fique triste Noah, suas férias estão chegando, falta poucas semanas. Você vai passar um mês inteirinho comigo.” Aquilo fez o meu coração se apertar, mordi meu lábio. Estava realmente perto para Noah ir viajar.
“Legal!” Noah disse dando um pulinho. Então Carlisle sorri novamente e olha para mim e para Edward. Olho furtivamente para o meu namorado e ele encara Carlisle com a mandíbula travada.
“Bella, você pode me deixar na porta?” olho pra Edward que me da um pequeno sorriso de lado.
“Tudo bem neném. Vou arrumar uma cama provisório para Relâmpago McQueen com o Noah.” Edward me dá uma piscadela e antes de ficar de pé, me dá um selinho demorado, ele arrasta seus lábios até a minha orelha e da uma pequena mordida me fazendo arfar. “Divorcio!” ele sussurra antes de ficar de pé, eu estava anestesiada com ele ali. “Vamos Noah?”
“Obrigado por tem vindo papai, amo você do infinito e além.” Carlisle sorri e beija o topo da cabeça do filho dando outro espirro. Noah e Edward então correm até as escadas.
“Qualquer coisa é só gritar, querida.” Edward diz antes de sumir das minhas vistas fazendo Carlisle revirar os olhos. Fico de pé e ele me segue até a porta.
“Bella, eu não gosto desse cara.” Ele diz entre dentes apontando com o seu fodido dedo para dentro. Reviro os meus olhos e cruzo os braços.
“Empate, porque ele também não gosta de você.” Carlisle bufa e da outro espirro. “Olha, eu aprecio o seu empenho em ter vindo até aqui só para ficar o Noah algum tempo, você é um bom pai Carlisle, eu não posso negar. Obrigada por ter o deixado mais feliz.” Ele dá um pequeno sorriso e ergue sua mão para acariciar a minha bochecha, dou um passo para trás e ele suspira deixando a sua mão cair.
“Tudo bem Bella, eu só queria matar um pouco a saudade.” Deu de ombros e sorriu.
“Carlisle, e o divorcio? Por favor, assine logo aquilo, um dia você me perguntou, se podia se remir de alguma maneira todo o sofrimento que você causou. Então eu digo, você pode, assine aqueles papeis, por favor.” Ele revira os olhos e me encara.
“Eu não posso Bella, entenda eu ainda vou reconquistar você.” Maldito inferno. Prendo minhas mãos em punhos e empurro Carlisle pra fora da minha casa, ele cambaleia um pouco do outro lado da porta e me encara assustado.
“Então dê o fora daqui seu grande monte de merda, nos vemos nos tribunais.” Fechei a porta na sua cara e a tranquei. Suspirei e colei minhas costas na porta fechando meus olhos.
“Nos vemos em poucas semanas.” Ele gritou do outro lado da porta. Dei um fodido chute na porta fazendo meus dedos doerem com o inferno.
“Volte para o inferno satanás.” Grunhi e ainda pude ouvir a sua risada do outro lado. Idiota. Olhei furtivamente pela janela e pude suspirar aliviada ao ver o seu carro saindo desaparecendo dali. Terminei de guardar algumas das coisas que tinham sobrado na geladeira e desliguei as luzes do andar de baixo. Quando cheguei no quarto do meu garoto, Edward e Noah terminavam de amontoar algumas cobertas no chão, do lado da cama do Noah, McQueen corria pelo quarto tentado pegar alguns brinquedos que estavam no chão. Edward estava sem o blazer, com as mangas da camisa arregaçadas até os cotovelos e alguns botões abertos. “Noah, já está na hora de ir dormir. Vá escovar os dentes e colocar um pijama.” Noah olhou pra mim e fez uma careta fazendo Edward rir e colocar as mãos na cintura.
“Mas mamãe, eu quero brincar com o Relâmpago McQueen.” Revirei meus olhos e neguei veemente.
“Depois vocês brincam Noah, você tem amanhã toda. Ele também deve querer descansar. Banheiro já!” ele bufou e revirou os olhos indo para o banheiro enquanto reclamava. Noah escovou os dentes e colocou seu pijama, seu amigo não parecia querer descansar e muito menos Noah, ele estava empolgado. Depois de alguns minutos de briga ele resolveu ir deitar. Mas ele não estava com sono, eu via claramente nos seus olhos quando ele encarava o seu cão que corria pelo quarto todo. Noah nos deu boa noite deixei o abajur ligado saindo do quarto juntamente com Edward. “Bem, eu não posso nem imaginar a bagunça que aquele pequeno relâmpago vai deixar pra mim amanhã.” Gemi, Edward e eu ainda estávamos no corredor. Ele sorriu e fez uma careta.
“Depois nós vamos no pet shop e compramos algumas coisas, cama, vasilhas, comida, brinquedos e alguns tapetes higiênicos pra ele. Você vai ver, McQueen vai conquistar esse seu coração duro.” Edward disse beliscando levemente minha cintura. Dou um pequeno sorriso e o empurro.
“Eu não tenho um coração duro.” Resmungo pegando sua mão e indo com ele para o meu quarto. Fecho a porta e Edward liga as luzes ele sorri e coça a nuca nervosamente. “Você vai dormir aqui comigo?” coloco meus braços ao redor do seu pescoço e me inclino para lhe dar um beijo. Edward sorri e me prensa na parece, suas mãos vão para a minha cintura e apertam ali firmemente.
“Se você quiser...” ele sussurra no meu ouvido, fecho os olhos e sinto todos os pelos do meu corpo se eriçarem. Edward beija e meu pescoço e se afasta um pouco. “E o divorcio sai?” ele tinha sua sobrancelha arqueada e o lábio entre os dentes. Porra, ele era sexy até meio bravinho.
“Carlisle é um idiota, ele não quer fazer isso por bem, mas não preocupe, amanha ligo par ao meu advogado e vejo o que ele pode fazer.” Edward acena e volta com seus lábios para o meu pescoço, dando alguns beijinhos e chupões leves, ele passa sua língua lentamente até o lóbulo da minha orelha e a pende entre seus lábios. Fecho meus olhos e dou um suspiro, agarro seus cabelos e solto um pequeno gemido.
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Seu apoio é fundamental. Torne-se um herói!“Eu preciso falar com você.” Ele sussurra no meu ouvido e se afasta um pouco, seu rosto era preocupado e agoniado.
“Não pode ser depois?” sussurro me erguendo um pouco para beijar o seu pescoço.
“Tem que ser agora, é sobre Jasper e aquela ligação.” Então eu realmente me afasto e mordo meu lábio em expectativa. Ele realmente ia me contar! Sinto o meu coração bater relativamente rápido de mais balanço a cabeça positivamente. Edward solta um suspiro longo e fecha seus olhos com força.. Ele pega a minha mão lentamente e me puxa até a cama, ele senta e faz com que eu me sente ao seu lado. Aquilo parecia difícil pra ele. Edward olhava para a colcha da cama e tinha seus olhos travados.
“Edward tá tudo bem, não precisa ficar nervoso.” Lhe dou um pequeno sorriso e pego suas mãos as entrelaçando nas minhas, as acaricio lentamente. Edward olha para nossas mãos unidas e dá um pequeno sorriso.
“Tudo bem, mas Isabella, você tem que me prometer que não ficar brava e vai me ouvir até o final, tudo bem?” eu lentamente concordo e ele respira fundo.
“Ele esteva na guerra com você?” pergunto lentamente e Edward olha nos meus olhos.
“Sim, ele esteve.” Edward deu um pequeno sorriso triste e um choro alto de cachorro foi ouvido. Oh claro, aquele choro noturno de filhotes. Edward solta um sorriso e olha pra mim. “Merda, ele tinha que começar com o seu choro logo agora.” Edward bufa e poucos segundos depois um Noah com seu cachorro choroso no colo entram no quarto.
“Mamãe, ele não para de chorar, ele tá doente?” Noah pergunta preocupado e Edward sorri.
“Não amigão, é normal filhotes chorarem, me dá ele aqui.” Noah entrega seu cão para Edward e olha para ele preocupado. Edward aconchega o pequeno filhote no seu colo e o mima um pouco, fazendo assim o pequeno cachorro parar de chorar. Noah se joga na minha cama e deita no travesseiro, olho pra ele com uma sobrancelha arqueada e depois para Edward com um pedido de desculpas. Ele apena sorri e me da uma pisadela. Ele se aproxima de mim um pouco, perto do meu ouvido. “Nós podemos falar sobre isso depois, é o aniversario dele.” Ele sussurra e beija a minha bochecha carinhosamente me fazendo soltar um sorriso demente. Edward tira os sapatos com os próprios pés e vai para o lado de Noah, ele encosta as costas na cabeceira da cama e alinha McQueen nos seus braços, Noah lentamente se aproxima e deita à cabeça nas penas do meu namorado, Edward sorri e com a mão livre afaga os cabelos dele. Noah sorri e começa a fazer carinho do seu cachorro. “O que você acha de nos contar uma historia neném? Eu durmo muito melhor com elas. E tenho certeza que Noah e Relâmpago McQueen também.” Edward sussurra olhando pra mim e sorrindo, aquele homem não parava de me surpreender. Eu estava tão fodidamente encantada e apaixonada por ele. Adoraria que nossos dias fossem sempre assim, engatinhei o seu lado e deitei a minha no seu ombro. Estamos completos, certo, ainda faltava Sony aqui. Edward beijou o topo da minha cabeça e eu comecei a contar a historia do Pequeno Príncipe que estava gravada na minha cabeça.
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