Entre Médicos
18 Capítulo 18
Notas iniciais
Seattle, Washington.
Edward Masen.
“É só me deixar ir, por favor, por favor, Edward. Me deixe ir, dói, dói muito. Eu sei que sempre tive medo da morte, mas vai ficar tudo bem, eu sei que vai, porque eu não vou sentir mais dor. Você vai conseguir sozinho. Eu sinto tanto frio. Me dá a sua mão?” Uma lagrima desceu dos meus olhos, inferno. Maldito inferno. Aquilo não podia acontecer. Olhei para o breu da noite e tudo que nos clareava era a lua cheia. O deserto era imenso e eu não fazia ideia pra onde ir. Peguei a sua mão que estava gelada e tremula. Nenhum helicóptero estava nos procurando, ninguém, três dias desaparecidos. Eu queria poder ficar no seu lugar, eu queria poder sentir a sua dor. Eu sabia o que eu tinha que fazer, eu só tinha que tirar a mão da sua hemorragia e tudo ia acabar. Mas eu não estava pronto para a morte, não assim. Não para a sua morte. Seus olhos azuis, que costumavam ser cheios de vida e esperança estavam apagados e lacrimejando. Então eu deixei as lagrimas caírem.
“Aguente firme. Só mais um pouco. Logo alguém vai nos achar.” Era inútil. Ninguém nos acharia aqui. Sinceramente?! Eu queria morrer também! Eu sentia fome, sede, frio e minha perna doía como o inferno.
“Só me deixe descansar Edward, sem dor, sem sofrimento. Melhor morrer na guerra, que morrer por nada, certo? Só me promete que vai cuidar da nossa garotinha? Sempre? Ela vai precisar muito de você e você vai ter que estar lá.” Assenti, porque eu não queria falar nada. Eu só queria acordar desse pesadelo. “A Gente se vê do outro lado. Espero que demore muito.” Seus olhos se fecharam e abriram novamente, sua mão apertou a minha em um breve sinal de que tudo tinha acabar agora. “Minha corrente... A dog tag, entregue pra minha menina e diga que eu a amo. Tudo bem?”
“Tudo bem. Vai ficar tudo bem agora!” Seu corpo tremia e estava gélido, suas pernas destroçadas. Depois de três dias de sofrimento, dor e desespero finalmente a paz. Olhei pra minha mão no seu pescoço e me senti sem chão, fora do eixo. Nada abalava o seu sorriso, mesmo na dor, na morte. E seria isso que eu levaria pra sempre. Lhe dei um pequeno sorriso ao meio das lagrimas e com as mãos tremendo tirei minha mão do lugar onde mantinha o seu coração batendo. Eu queria salvar vidas, não tira-las, muito menos essa vida em especial. O jorro sangue foi forte. Seus olhos estavam abertos olhando pra mim, sua boca estava com sangue, seus dentes vermelhos e a coloração vermelha descendo do canto dos seus lábios. Aquele era o inferno e seu sorriso nunca morria. E quando o seu sorriso sumiu, eu soube que tudo tinha acabado.
[...]
“Assassino.”
Dei um pulo na cama sentando-me automaticamente, meu corpo estava suado, garganta seca e minha respiração acelerada. É só o seu quarto. É só a sua cama. Olhei para o teto de gesso branco e para o quarto escuro. Arfei e fechei os olhos, apalpei a minha cama macia me sentido em território seguro. Passei as mãos pelos cabelos soados e suspirei. Fodido inferno. Isso nunca acabaria? Pesadelos fodidos, memorias de merda. Liguei o abajur olhei para baixo e Sony me analisava cuidadosamente mexendo a cabeça de um lado para o outro. Ele achava que eu era louco, mas eu não o recriminava. Afaguei sua cabeça e me joguei novamente na cama colocando as mãos atrás da cabeça, olhando para o teto e tentando fechar olhos, mas eu não tinha mais sono, e sinceramente, eu não queria dormir. Olhei para o relógio no criado mudo e era pouco mais de três da madrugada.
Normalmente ficar deitado era uma má ideia, eu sempre pensava em coisas que eu não devia. Sempre tentando entender o que aconteceu, porque eles foram embora sem nem dizer adeus. Mas por um momento Isabella e Noah Swan atravessaram meu cérebro como um raio. E eu sorriso involuntário surgiu nos meus lábios. Eu não tinha os visto muito ultimamente. A ultima vez que vi Noah, foi há uma semana, quando o ensinei a pedalar. E eu só via Isabella no hospital, Leah estava a fazendo trabalhar em um caso especial, pelo que ela me disse, era um menino de cinco anos com um quadro irreversível de leucemia. Ela estava fazendo plantões loucos e pesados, eu estava preocupado, ela se envolveu muito com o menino, isso não é bom.
A fofoca no hospital correu como um tiro. O rabugento e intragável Dr. Masen estava sendo manipulado pela esperta e vadia interna. Eu queria dar um soco em cada um deles, Mas Isabella não me deixou, infelizmente. Nós não passamos dos beijos nessa semana, íamos comer juntos todos os dias, quando finalmente conseguíamos ir para algum quarto de descanso ela simplesmente dormia enquanto eu acariciava seus cabelos, eu não a culpava, ela quase não tinha ido pra casa essa semana. Ela me fazia tão bem que me dava medo, estar com ela era tão fácil como respirar. Uma parte de mim não queria assumir, mas eu estava morrendo de saudades do Noah e de ter Isabella fora daquele hospital. Isso tinha que mudar. Levantei-me da cama em um pulo. Eu não conseguiria mais dormir, já tinha dormido o suficiente para o meu corpo aguentar mais um dia de trabalho. Sony mais uma vez me olhou intrigado, como se eu fosse louco, ele estava deitado na sua cama com seus olhos negros fixos em mim. Sorri e fui para o banheiro. Tomei um banho quente e relaxante demorando mais que o necessário ali, meus músculos se contraiam enquanto a água quente entrava em contado com eles, olhei para a cicatriz e a tatuagem. Mamãe tinha razão, aquela tatuagem tinha sido uma má ideia, não pelo fato da homenagem, mas por eu sempre lembrar do dia fatídico quando olhava pra ela. Suspirei desligando a ducha e enrolando uma toalha branca na minha cintura. Sony continuava dormindo, passei por ele rapidamente e sai do quarto indo para a cozinha.
Eu tinha boas horas antes de começar a trabalhar, então não tinha presa, preparei um café forte e sem açúcar na cafeteira, e algumas panquecas. Liguei a TV em alguma série de comédia enquanto tomava meu café-da-manhã. Perto das quatro da manhã, lavei as louças que sujei e fui para o quarto me vestir. Coloquei uma calça caqui preta, uma camisa de botões azul, uma jaqueta também preta e calcei meus sapatos. Eu estava cinco horas adiantado, mas se tudo ocorresse bem, meu plano daria certo. “Mais tarde teremos visitas, Sony, então comporte-se.” Lhe adverti quando me abaixei para me despedir, ele nem sequer abriu os olhos. Preguiçoso. Revirei meus olhos.
Peguei o elevador direto para o estacionamento. As ruas ainda estavam escuras e nenhum sinal do sol, não tinha nenhum trânsito, e poucos carros transitando a via, o que me deixou feliz. Talvez o meu humor não estivesse tão ruim hoje. Eu tinha planos. Em vinte minutos estacionei na minha vaga de sempre, dei uma breve olhada ao redor vendo o carro de Isabella ali. Ela estava de plantão outra vez, nada bom. Meu corpo ainda estava cansado do duplo plantão da noite passada. Hoje eu teria que tirar o dia de folga, mas quando comprei aqueles três ingressos da segunda temporada dos Yankees contra Seattle Mariners para o domingo, eu realmente não resisti em trocar minha folga com o Dr. Steve, ele se assustou com minha proposta, afinal, eu nunca tinha trocado mais que duas palavras com ele, mas ele cedeu. Tudo o que eu pensava era o quanto Noah ficaria feliz.
“O que inferno você faz aqui?” Aro Vulturi me barrou antes que eu entrasse na sala dos médicos. Seu cabelo comprido estava amarrado em um coque, seu olhar era cansado e vazio, mas preocupado.
“Trabalhando?!” Era obvio, ele revirou os olhos e cruzou os braços.
“Edward seu ultimo plantão foi de 48hs, você não dormiu sequer uma noite direito. Eu sei que você é um ótimo cirurgião. Mas você precisa descansar. Hoje é sua folga, então vá para casa e durma!” cocei a nuca e arrumei minha mochila nas costas, tentei passar por Aro e entrar logo na sala, mas ele novamente me barrou.
“Eu sei Aro, eu nunca deixei o hospital e nem meus pacientes na mão. Eu estou bem, se eu não estivesse não arriscaria. Apenas troquei com o Dr. Steve, amanhã eu pego minha tão aguardada folga.” Revirei meus olhos olhando ao redor, alguns residentes que passavam por ali nos olhavam. Aro colocou a mão no meu ombro e deu um meio sorriso. Bajulador.
“Eu sei Edward, você é um bom médico, eu aprecio, mas não gosto de ver meus cirurgiões cansados, ainda mais os meus melhores, você é jovem Edward, muito jovem, mas sua inteligência me impressiona. Você tem um futuro brilhante pela frente, aprecio suas técnicas. Não se deixe levar por uma garota que mal começou a profissão ainda.” Travei minha mandíbula e dei dois passos para trás, fazendo sua mão cair do meu ombro. Paciência não era minha virtude, educação muito menos.
“Você é o diretor do hospital Aro, mas não dá minha vida. Agradeço pelas suas palavras e adoro trabalhar aqui. O meu relacionamento com qualquer pessoa, seja aqui dentro ou fora, não é da sua conta. Eu sou um homem feito e maduro, sei separar o pessoal do profissional, Isabella não influencia nada na minha carreira, e ela não se aproveita de mim como o radio-corredor anda fofocando. Eu não a beneficio porque temos algum relacionamento, ela é boa, inteligente e merece os trabalhos que está tento. Eu sei que você se preocupa com os seus cirurgiões, mas não se preocupe comigo, eu tenho a cabeça no lugar.” Ele assentiu rapidamente soltando um suspiro. Mexi as pernas um pouco inquieto, eu realmente adoraria encerrar essa conversa e começar o meu trabalho.
“Tudo bem Edward, eu entendo, só fiquei surpreso, você era o ultimo que eu pensei que namoraria aqui dentro, até porque eu sei do que aconteceu com você.” Aro me deu um pequeno sorriso triste, mas sincero. Eu não queria falar daquele assunto, não agora e muito menos aqui. “Você tem que seguir em frente, está certo em fazer isso e fico feliz que tenha encontrado uma garota boa. Muitos aqui do hospital se relacionam uns com os outros, a maioria eu diria. Só não esqueça do que você ainda é. Você já contou a ela?” eu neguei e ele suspirou. “Seja sincero com ela! Agora vamos trabalhar.” Sorri lhe agradecendo pela conversa estranha que tivemos. Aro era um bom homem e melhor amigo do meu pai, eu o considerava da família. Ele saiu da minha frente para que finalmente eu pudesse entrar na sala, que estava vazia, não era mudança de turno, então era normal não ter absolutamente ninguém ali. “Quero você fora do meu hospital exatamente as 18:00hs.” Ele gritou enquanto saia pelo corredor. Sorri negando com a cabeça abrindo meu armário. Joguei a minha mochila lá, tirando meu uniforme. Corri para o banheiro para me trocar. Coloquei meu jaleco, e estetoscópio no pescoço, guardei minhas roupas na mochila e tranquei o armário. Coloquei meu pager na cintura e fui direito para a cafeteria que tínhamos ali. Essa era uma vantagem de ser cirurgião, tínhamos o melhor café na nossa sala. Os enfermeiros e internos morriam por apenas um copo do nosso mais saboroso café, que eu não sabia o que diabos eles colocavam aqui, mas era magico. Olhei ao redor apenas para conferir se não tinha ninguém e enchi um copo de café amargo pra mim e outro com o perfeito cappuccino que aquela maquina conseguia fazer.
Eu não tinha cirurgias marcadas para hoje e nem o Dr. Steve, a emergência da neurocirurgia estava calma então eu tinha alguns minutos antes de fazer uma visita aos pós-operatórios. Não foi difícil encontrar Isabella Swan. Ainda era estranho a sensação que eu sentia quando olhava pra ela. Tão linda. Ela estava na oncologia pediátrica. Isabella estava de costas pra mim, ela lia alguma coisa em um prontuário com os braços em cima da bancada, eu não tinha visto seu rosto ainda. Mas eu conhecia suas costas. Simples e fácil. Talvez pelo bumbum bonito e empinado que ela tinha, ou pela tonalidade do cabelo, talvez até pelas curvas, mas eu conhecia. Não tinha muitas pessoas passando por ali. Caminhei devagar até ficar bem próximo as suas costas. Ela estava concentrada de mais no que fazia. Estiquei meu braço e coloquei o copo de café em sua frente, ela demorou um pouco, mas ergueu a cabeça e olhou para o copo. Furtivamente aproximei minha boca do seu ouvido. “Bom dia Dra. Sexy.” A ouvi arfar e dar um pequeno sorriso. Ela estava sem jaleco então eu via perfeitamente os pelos dos seus braços arrepiados. Dei um pequeno sorriso sacana, era bom causar esse tipo de sensações nela. Isabella pegou o copo da minha mão e dei um passo para trás para que ela se virasse pra mim. O seu sorriso era sempre incrível. Os seus olhos sempre brilhosos, mas as olheiras a baixo dos seus mares de chocolate estavam escuras, mostrando o quanto cansada ela estava.
“Era tudo o que precisava. Obrigada!” Ela falou alegre tomando um gole da sua bebida, Isabella fechou os olhos e deu um pequeno gemido. Sexy. “Maldito cappuccino gostoso do inferno. Não vejo a hora de ter meu espaço naquela sala, apenas pelo café.” Ela voltou a gemer passando a língua nos lábios. Eu sorri. “Hey, você não deveria estar em casa? Não é sua folga?” Ela franziu o cenho traçando o seu pequeno dedo na linha da minha mandíbula. Dei de ombros como se não fosse grande coisa.
“Eu troquei. Tenho planos para amanhã.” Ela arqueou uma sobrancelha e colocou a mão na cintura, claramente esperando que eu lhe contasse qual seria o plano. Eu dei pequeno sorriso. “E você? Não deveria estar em casa? Vejo você nesse hospital há três dias seguidos. Eu sei que você se apegou ao caso, mas Noah deve sentira a sua falta.” Mudei de assunto e ela mordeu o lábio olhando par ao chão.
“Eu sei, mas eu tenho ido ver Noah, sempre tento tirar uma hora.” Suspirei e ergui sua cabeça pelo queixo.
“Leah não pode fazer você trabalhar assim. Você não é uma maquina, é um ser humano que precisa de descanso.” Ela suspirou e concordou balançando a cabeça. “Como está o garoto?”
“Eu não fico aqui pela Leah. Ethan piorou hoje pela manhã. Ele foi levado para a CTI. Eu não sei se ele vai conseguir sair dessa. Ele só tem 5 anos.” Sua voz era falha e chorosa. Eu presenciei todas as lagrimas dela por esse garoto.
“Eu sinto muito, Isabella, infelizmente a medicina tem dessas coisas. A morte estranhamente não está em nossas mãos. Vem cá.” Abri meus braços e ela veio sem protestos. Ela se aconchegou nos meus braços e colou a cabeça no meu peito. Beijei o topo da sua cabeça e senti seus pequenos braços me apertarem contra ela. Aquilo era bom, era quente e especial, eu me senti em casa, com ela ali, tão perto. Fechei meus olhos por alguns segundos e me permiti sentir seu cheiro. Não existia lugar melhor para estar se não os seus braços. Eu nunca pensei em ter esse tipo de afeto com alguém nesse hospital, era como se não fosse eu. As pessoas passavam e nos olhavam como se tivéssemos duas cabeças, eu as encarava as intimidando. Funcionava.
“Chega de coisas tristes. Então, qual seus planos para amanhã?” ela se separou de mim secando as lagrimas que eu nem sabia que caiam. Passei meus polegares abaixo dos seus olhos tentado ajuda-la a secar suas lagrimas.
“Então... você vai pra casa hoje?” Ela revirou os olhos e bufou irritada. Tão linda.
“Sim, Aro não me quer mais no seu hospital, ele disse que estou quase morta. Ele tem razão, quero dormir agarrada com o meu filho e passar o dia com ele amanhã.” Ela deu um meio sorriso bonito.
“Certo. Espero vocês as nove no meu apartamento.” Declarei decidido colocando as mãos no bolso do jaleco, ela arregalou os olhos.
“Como?”
“Planos. Meus planos incluem vocês. Eu vou fazer um jantar, vocês podem dormir por lá. Amanhã vamos a lugar especial.” Falei como se não fosse grande coisa.
“Edward, eu não sei...”
“Espero você as nove, querida.” Lhe dei um selinho rápido antes de sair caminhando dali a deixando sozinha e boquiaberta, com seu copo de cappuccino na mão. Parei no meio do corredor meio incerto e me virei pra ela novamente. Isabella continuava do mesmo jeito. “Vocês vão, certo?! Por favor.” Ela passou um tempo me olhando meio incerta antes de me dar um pequeno sorriso e assentir. Linda! Abri um grande sorriso antes de sair dali. O que diabos essa mulher com o filho estavam fazendo comigo?!
Terminei meu café e joguei o copo na primeira sexta de lixo que encontrei. A parte da neuro estava particularmente calma. Fiz algumas visitas de alguns pós-operatórios fora de hora, o que foi bom, eu adorava me relacionar e ter um bom dialogo com meus pacientes. O que tinha sido calmo durante toda a manhã, depois do almoço, foi uma loucura. Um dos pacientes do Dr. Steve teve uma complicação e uma hemorragia, o que me causou boas horas no centro cirúrgico. Um atropelamento de caminhão também tinha chegado na parte da tarde então eu, juntamente com a equipe da ortopedia passar o resto do dia presos em uma sala de cirurgia. Mas no final, bem, deu tudo certo, o que fazia todo o meu cansaço e frustação valerem a pena. Entrar nas salas dos pacientes e vê-los com as suas famílias, felizes e sorrindo, e no final, ouvir o agradecimento, fazia tudo aquilo valer a pena. Era como se eu renascesse de novo. As 18h35min fiz minha ultima visita ao Sr. Smith, o senhor que teve a hemorragia, ele estava bem e se recuperando normalmente, com seus netos pequenos ao redor e sua esposa feliz lhe enchendo de carinho. E era o que eu queria, olhar pra ele, deitado em uma cama de hospital, com seus 69 anos e um gigante sorriso no rosto, seus netos pequenos sentados ao redor da cama o enchendo de perguntas, sua esposa carinhosa sendo cuidadosa, e seus filhos amarrando balões azuis pelo quarto. Isso era felicidade, isso era vida. Eu estava bons cinco minutos olhando para aquela família encostado no batente da porta, talvez eu ainda conseguisse montar a minha família. Me despedi daquela adorável família e saí do quarto suspirando. Eu não podia negar, eu estava exausto e sonolento. Deixei o prontuário do Sr. Smith com a enfermeira Stanley e finalmente fui me trocar.
“O que diabos você ainda faz aqui?” Esbarei com Aro no corredor e ele colocou as mãos na cintura. Sorri e ergui minhas mãos em sinal de rendição. Ele arqueou a sobrancelha.
“Eu estou indo embora, você não verá meu belo rosto por dois dias. Então sossegue.” Aro assentiu e deu um pequeno sorriso.
“Ótimo rapaz, espero que descanse bastante.” Ele seguiu comigo até a sala dos médicos, matemos uma conversa saudável sobre os meus pais e minha irmã, que estranhamente estava muito próxima do seu filho, Alec. Troquei-me rapidamente olhando para o relógio no meu pulso a todo instante, eu gostava de ter tudo programado e sob controle, eu ainda tinha belas duas horas para preparar um jantar perfeito, mas conhecendo Isabella eu sabia que ela se atrasaria em media quinze minutos, eu tinha uma margem de erro quase nula. Coloquei a mochila nas costas e peguei meu celular.
Espero você e Noah na minha casa, não esqueça.
Edward Masen.
Fiquei alguns minutos aguardado a resposta e quando não veio, apenas saí. No estacionamento o carro de Isabella ainda estava lá, suspirei e cocei a nuca, eu esperava profundamente que ela não me desse cano, isso seria terrível.
O trânsito estava particularmente movimentado pelo horário. Mas nada que me tirasse do sério, na verdade, eu estava mais nervoso do que estressado. Eu não tinha pessoas na minha casa desde... Desde nunca, nenhum ser humano sequer entrou naquele apartamento, com exceção da Bree. Mas eu também não me lembrava a ultima vez que tive visitas na minha casa, bem, na verdade eu até lembrava, eram memorias boas, de tempos bons, mas eu não gostava muito de recordar. Passei em um supermercado perto de casa e comprei tudo que eu precisava para o meu jantar, e coisas que crianças gostavam. Alguns doces não fariam mal. Cheguei ao prédio e estacionei na minha vaga. Peguei algumas varias sacolas no banco traseiro do carro e saí meio desajeitado. Peguei o elevador direto para o meu andar, estava vazio e eu agradeci mentalmente por isso. Coloquei as sacolas no chão para abrir a porta e assim que o fiz, uma enorme bola de pelos negros veio correndo na minha direção se atirando em cima de mim. Sony tinha sua língua pra fora lambendo tudo que ele conseguia. “Tudo bem garoto, também senti sua falta.” Ele deu um alto latido e correu para dentro. Louco. O cheiro de madeira e lavanda veio direto nas minhas narinas. Bree. Bem, pelo menos ela não pensaria que eu sou um porco. Tudo estava perfeitamente limpo e no lugar, a lareira acesa deixando o lugar mais aconchegante e quentinho. Corri para a cozinha deixando as sacolas sobre a bancada. “Você devia parar de me encarar e vir me ajudar garoto.” Sony estava sentado no chão da cozinha me olhando fixamente, como se realmente compreendesse o que eu dizia. Joguei meu casaco em um dos bancos e dobrei a manga da minha camisa até os cotovelos. Suspirei e comecei a desembrulhar tudo. Há muito, muito tempo eu não cozinhava pra ninguém, nem pra mim mesmo, eu apenas chegava cansado de mais e pedia qualquer coisa em um restaurante. Não que eu não soubesse cozinhar, eu era um ótimo cozinheiro o que deixava as pessoas meios surpresas, mas eu tive a melhor professora que alguém poderia ter.
Tirei as panelas do armário colocando todas em perfeita ordem. Lavei as mãos e olhei para os ingredientes. Eu tinha um segredo, e era a calma, eu nunca gostava de fazer nada com pressa, era como mexer em um cérebro, devagar e lentamente. Coloquei a massa da lasanha para cozinhar e fui preparar a carne. Não demorou muito e eu já tinha a minha lasanha pronta. Cortei alguns legumes e pensei em preparar uma torta, Noah adoraria. Mas com certeza não daria tempo. Olhei para o relógio e para o meu celular soltando uma bufada de ar. Maldição, se ela não viesse eu ficaria realmente frustrado. Sony me olhava com um olhar de indignação, ainda sentado no mesmo lugar. “Vai me dizer não também não está nervoso? Deveria! Nunca trouxemos ninguém para a nossa casa, como você consegue manter a calma?” Eu estava realmente ficando solitário, falando com um cachorro como se ele entendesse. Eu não tinha muitas horas então peguei um vinho da adega e coloquei na geladeira. Decidi preparar um mousse de chocolate, não era nada muito sofisticado, mas era o que dava tempo. Alguns minutos antes das nove, coloquei a lasanha no forno e finalmente pude respirar. Coloquei as panelas na pia e fui lava-las. Quando as coisas estavam um pouco organizadas corri escada à cima para o meu quarto. Eu estava nervoso. Eu estava fazendo um jantar para uma mulher e o filho dela. Isso era estranho, estranho e incrível. Elisabeth ficaria orgulhosa.
Tirei minhas roupas as jogando no sexto de roupa suja. Sony tinha me seguido e mexia a cabeça de um lado para o outro como se ele estivesse me achado absurdo. Ótimo. Olhei para a banheira e pensei seriamente em entrar nela, mas eu não tinha tempo. Liguei a ducha na água quente, estava realmente frio essa noite. Sai enrolado na toalha direto para o closet. Olhei para o relógio no meu pulso e faltava alguns minutos para as nove. Coloquei uma camisa preta com mangas compridas, uma calça jeans um pouco desgastada e um par de chinelos.
Vinte minutos depois e eu estava andando de um lado para o outro na minha sala de estar, com o telefone nas mãos e apreensivo. Atrasada. Ela não viria. Olhei pela centésima vez para o meu relógio e soltei uma grande bufada. Ela devia pelo menos ter me avisado, eu não comeria uma porcaria de lasanha sozinho. Foda-se a lasanha. 21hrs: 35min. Ela não viria. Eu tinha sido um tremendo idiota. Ótimo, vá querer ser gentil de novo Edward. O forno estava apitando, claro sinal que a fodida lasanha estava pronta. Perfeito. Girei meus calcanhares e joguei o fodido telefone no sofá e fui a passos firmes para a cozinha. Tirei a massa do forno a jogando de qualquer jeito na bancada. Estava realmente bonita e comestível. Talvez eu desse para Bree levar para os seus filhos. Isabella Swan tinha esquecido de mim? Ótimo! Talvez ela só estivesse atrasada, apenas isso, provavelmente ela me mandaria uma mensagem se não viesse. Sony me olhava com aquele olhar, como se estive debochando de mim, revirei meus olhos e voltei para a sala, peguei meu telefone. Eu deveria ligar pra ela. Então a campainha tocou. Um enorme peso foi tirado de cima de mim, então eu sorri, sorri porque eu imaginava quem estava atrás daquela porta. Eu tinha ligado para a recepção e autorizado a sua entrada, então ela não seria anunciada. Olhei para Sony com uma sobrancelha arqueada e se eu na estivesse tão animado eu diria que tinha o visto revirar os olhos pra mim. Olhei ao redor e tudo estava organizado. Corri até a porta, não querendo parecer tão ansioso. Você tem 32 anos, pelo amor de Deus. Passei a mão pelo cabelo e finalmente abri a porta.
Isabella e Noah Swan estavam em pé na minha porta. Eu sequer imaginei que isso pudesse acontecer, a minha interna com o seu filho na minha porta. Um sorriso involuntário foi surgindo nos meus lábios. Isabela estava tão bonita como sempre, seus cabelos estavam soltos, caídos sobre seus ombros. Ela estava cansada, mas tinha um belo sorriso estampado. Linda. Eu não via o que ela vestia porque um enorme casaco peto cobria seu corpo até os joelhos, mas eu ainda podia ver sua calça jeans e um par de tênis. “Edward, Edward, Edward eu tenho uma novidade!” Foi à primeira coisa que Noah disse assim que me viu dando alguns pulos, olhei para baixo e ele tinha seus olhos azuis brilhando, seus cabelos caiam ate suas sobrancelhas, ele vestia um casaco grosso azul, calça jeans um par de tênis, e uma mochila dos minions. Noah praticamente quicava no chão de ansiedade. Eu sorri imaginado o que seria.
“Hey Noah, qual seria a novidade?” Dei espaço para que ele e sua mãe entrassem, Noah sorriu e deu um pulo para dentro.
“Olha só.” Ele arregalou seus dentes, mostrando todos perfeitamente organizados e branquinhos. Estreitei meus olhos e olhei para a sua mãe. Isabella sorriu e revirou os olhos. Ela colocou uma mão no ombro do filho o incentivando a caminhar. Ela parou bem na minha frente e me deu um breve e pequeno selinho, foi o suficiente para um pequeno sorriso se formar nos meus lábios.
“Me desculpe a demora, eu sai um pouco tarde do hospital e Noah estava imundo e cheio de tarefas em casa. Eu ia ligar, mas acabei esquecendo.” Ela encolheu os ombros e deu um sorrisinho sem graça. Eu estava feliz por ela estar aqui.
“Tudo bem, fico feliz que estejam aqui.” Beijei sua bochecha e ela suspirou. Caminhei com Isabella e Noah até a sala de estar, eles olhavam tudo atentamente, cada canto e cada detalhe.
“Uau Edward, sua casa parece ser enooooorme.” Noah falou impressionado parando no meio da sala.
“Talvez um pouquinho.” Sorri dando de ombros. “Mas então, o que você queria me contar?” Ele novamente espoe seus dentes perfeitos e eu procuro algum defeito. Até que ele aponta para o seu dente, diretamente no incisivo central da parte inferior. Eu ainda tentei raciocinar e encontrar o defeito naquele dente perfeito e miúdo. Olhei para Isabella que sorriu e revirou os olhos. Abaixei um pouco, ficando quase da sua altura e voltei a analisar seu dente não encontrando nada de diferente. “Seu dente dói, Noah?” Ele negou veemente ainda com os dentes escancarados.
“Se você não explicar, Edward não vai entender, Noah.” Isabella sorriu também se abaixando e ficando da mesma altura do filho.
“Meu dente de leite tá um pouquinho mole Edward, logo ele vai cair e a fada do dente vai me trazer alguns dólares. Não é incrível isso? Tomara que ele caia logo. Eu vou poder ganhar muitos dólares e comprar um monte de coisa.” Então eu finalmente entendi e sorri da inocência do garoto, ele contava om tanta empolgação que até me deixava empolgado também. Olhei para Isabella que sorria pra mim.
“Caramba Noah, isso é incrível, eu não posso acreditar!” falei como se aquilo fosse a melhor coisa do universo, ele me deu um sorriso convencido, peguei seu pequeno dente entre meus dedos e mexi de um lado para o outro, realmente comprovando que seu dente estava meio mole. “Uau, está mesmo mole, sinto falta de quando meus dentes caiam, e a fada do dente vinha me trazer alguns dólares. Foi assim que fiz meu primeiro milhão!” Os olhos do garoto rapidamente brilharão, ele provavelmente não fazia ideia o quanto grande era esse valor, mas ele pareceu surpreso e ansioso.
“Bem, a fada do dente do Edward era bem generosa então Noah. Isso não quer dizer que hoje em dia elas sejam tão generosas assim.” Noah deu de ombros parecendo não entender muito o que a mãe falava. Um latido atrás de mim foi ouvido.
“Sony!” Noah berrou, deixando Isabella e eu ajoelhados no chão e correndo até o cão. Ele abraçou Sony pelo pescoço e começou a conversar com ele. Eu sorri e olhei para Isabella que também sorria. Fiquei de pé e estendi minha mão para ajuda-la. Ela arqueou a sobrancelha e colocou sua mão na minha, eu a puxei com um pouco de força fazendo o seu corpo colar no meu. Isabella deu um pequeno gritinho surpreso quando suas mãos se chocaram no meu peito. Eu sorri e coloquei minhas mãos na sua cintura a trazendo para mais perto. Abri os botões do seu casaco rapidamente, o tirando e colocando em cima do sofá do meu lado, ela vestia um suéter de gola V azul marinho, realçando a sua pele branca.
“Senti sua falta.” Ela sussurrou no meu ouvido e desceu seu nariz para o meu pescoço cheirando o local, fechei meus olhos brevemente quando ela deu um pequeno beijo na minha jugular.
“Senti sua falta também.” Afastei-me um pouco apenas para olhar pra ela, beijei sua testa, seu pescoço e finalmente seus lábios, começou como um selinho, ela sugou meu lábio inferior e quando senti a ponta da sua língua entrando na minha boca senti alguém tutucando minha perna.
“Isso é nojento! Eca!” Noah falou quando me virei na sua direção, eu apenas sorri com sua careta, Sony estava do seu lado, me olhando como se me repreendesse.
“Espero que você fique com esse pensamento por muito tempo mocinho.” Isabella falou fazendo Noah olhar para ela meio confuso. Isabella cumprimentou Sony meio distante e ele apenas deu uma pequena lambida da sua mão. Eu os levei para conhecer a parte de baixo do meu apartamento. Eles pareciam meio surpresos e fascinados. Mostrei a sala de estar, a cozinha, a varanda, meu escritório que também servia como uma biblioteca e laboratório, e sala de jantar, que a foi a que mais os impressionou, tinha uma mesa grande, de vidro no meio, e a parede ao lado era toda coberta por vidro, dando a vista completa de um lado de Seattle, Noah e Isabella ficaram lá, olhando a vista por alguns minutos.
“Aposto que bem ali é a nossa casa mamãe.” Ele disse apontando para uma luz no meio de todas aquelas. Era verdadeiramente meio impossível Noah encontrar a sua casa no meio de tantas luzes, mas Isabella sorriu e concordou. Depois de mais alguns minutos admirando a vista, fomos para a cozinha, eu fui reaquecer a lasanha, Noah e Isabella foram por a mesa. Coloquei a travessa sobre a mesa e fui buscar o vinho, e refrigerante para o Noah. Quando a mesa estava posta nos sentamos, Isabella no meio e Noah e eu ao seu lado. Vê-los assim, na minha casa, na minha mesa, comendo e falando coisas aleatórias, rindo de alguma coisa infantil e boba que ele tinha feito na escola, era como se... Como se tudo se encaixasse, como se eles fossem às duas peças perdidas do meu quebra-cabeça, eles coloriam toda a minha vida em preto e branco, e finalmente eu senti que eu podia viver de novo, que eu podia confiar em alguém e talvez amar de novo. Noah adorou a sobremesa, ele cantarolava alguma musica infantil enquanto comia e balançava suas pernas. “Suas comidas são muito boas Edward. Eu pensei que homens cozinhassem mal.” Sorri colocando meu guardanapo sobre a mesa.
“E por que você pensa assim Noah?” ele passou sua língua sobre os lábios completamente sujos de chocolate.
“O papai não sabe nem fazer um ovo. Não é mamãe?” Ele sorriu parecendo lembrar de alguma coisa.
“É verdade!” Isabella deu um pequeno sorriso sem graça enquanto tomava sua taça de vinho. “Noah, porque você não vai lavar sua boca?”
“Tudo bem!” Ele deu de ombros descendo da cadeira e foi correndo até a cozinha.
“Eu realmente pensei em fazer alguma coisa melhor, mas eu realmente não tinha tempo.” Ela sorriu colocando a sua taça sobre a mesa e colocando a sua mão sobre a minha.
“Está tudo perfeito Edward, eu amei.” Ela sutilmente se aproxima de mim e roça seus lábios nos meus, sua boca estava gelada e tinha um gosto espetacular de vinho.
“Como está o garoto?” Pergunto quando ela se separa de mim e Noah vem caminhando até nós. Pela sua cara de desanimo a coisa não era muito boa, e me arrependo na hora de fazer aquela pergunta.
“Ele teve uma melhora repentina, abriu os olhinhos, conversou, comeu, mas depois piorou novamente. Ele não está bem Edward.” Ela abaixou a cabeça e deu um longo suspiro, eu não sabia o que falar, como confortar, apenas peguei sua mão na minha e dei um leve aperto.
“Lavei mamãe.” Noah apareceu com sua boca pior, ele tinha espalhado o chocolate e até sua bochecha estava suja. Foi o suficiente para Isabella dar um pequeno sorriso e eu acompanhei.
“Jesus, Noah você está engraçado.” Ele franziu o cenho tentando entender o que tinha de errado. Então ela se levantou e levou o filho para a cozinha. Enquanto eles estavam lá aproveitei para pegar todos os pratos e leva-los para a cozinha, depois eu cuidava disso. Isabella estava com Noah no colo e sorria enquanto lavava a sua boca na pia. Aquela imagina nunca pareceu tão certa. Aquilo me assustava, mas era um tipo de sentimento novo e bom. “Hey, eu te ajudo a lavar.” Ela disse enquanto colocava Noah, agora com a boca limpa no chão.
“Vamos deixar isso pra depois, eu não a trouxe aqui para trabalhar, afinal você parece exausta.” Ela deu um pequeno sorriso e assentiu, ela realmente não me parecia muito bem hoje.
“Noah, que tal uma partida de futebol? Depois eu quero te mostrar um jogo de tênis novo que comprei para o Nintendo wii.” Ele sorriu assentindo e largou sua mãe, correndo na minha direção, ele pegou minha mão e começou a me puxar para a direção oposta. Isabella apenas olhava e sorria. Linda. “Hey, venha conosco.” Ela assentiu e fomos para a sala de estar. Juntamente com Noah, colocamos os cabos do Xbox, Isabella estava sentada no sofá, olhando tudo atentamente e olhando pra mim e para o filho com atenção. Coloquei o jogo de futebol e Noah sentou-se no chão, completamente concentrado. O moleque só tinha 5 anos, mas era bom nisso. Sentei-me ao lado de Isabella no sofá e ela se aproximou de mim, foi estranho quando a sua cabeça pousou no meu pescoço, eu fiquei por um tempo sem ação, dei um pequeno sorriso depois de um tempo, gostando da sensação. Era como se aquilo fosse a coisa mais certa do mundo.
“Eu pensei que você fosse um porco, como a maioria dos homens.” Ela falou depois de um tempo e depois de eu levar dois vergonhosos gols do seu filho, eu estava realmente frustrado.
“Por quê?” Não tirei os olhos da TV, aqueles vídeo games estavam empoeirados em alguma gaveta por ai, eu sequer tinha tempo de jogar essas porcarias quando estava em casa, mas eu simplesmente estava adorando ter esse tempo Noah, mesmo perdendo feio.
“Você sabe, homens são imundos, principalmente os solteiros, pensei que seu apartamento fosse um lixo, desculpe a expressão, mas é incrivelmente organizado, mas que a minha casa eu tenho que dizer.” Ela sussurrou no meu pescoço, fazendo os pelos da minha nuca se eriçarem.
“Eu gosto das minhas coisas limpas e organizadas.” Ela sorriu no meu pescoço e deu um longo suspiro. Ela se movimentou desconfortavelmente sobre o sofá e tirou sua cabeça do meu pescoço, alongando um pouco o corpo, tirei os olhos da tela por alguns segundo e estranhei. “Tudo bem?” ela estava cansada e sonolenta, eu podia ver pelos seus olhos exaustos. Merda, meus planos! Controle os hormônios Edward, controle os hormônios.
“Meu corpo todo dói, talvez seja de cansaço.” Ela deu ombros. Travei o jogo e Noah protestou.
“Espere um pouco ai Noah, eu já volto.” Peguei a mão de Isabella fazendo-a se levantar. Ela me olhou com espanto, mandei Noah me aguardar mais alguns segundos e corri puxando ela até as escadas.
“Onde nós vamos? Edward! Você enlouqueceu?” revirei meus olhos e voltei a puxa-la até o topo da escada. Na parte de cima do meu apartamento, tinha três quartos e uma pequena academia. Abri a porta do meu quarto e entramos. Ela me olhou como se eu fosse, talvez, um perturbado. “Edward, o que estamos fazendo aqui? Noah esta lá baixo!”
“Você fala de mais mulher.” Ela ia falar mais alguma coisa, mas antes que ela abra a boca, eu pego sua mão novamente e abro a porta do banheiro. “Eu pensei que você pudesse relaxar na minha banheira, os seus jatos fazem uma ótima massagem.” Ela olhou para a banheira de hidromassagem de dois lugares e mordeu seu delicioso lábio.
“Edward eu...”
“Sem protestos, relaxe, você está exausta, vai ajudar eu prometo! Eu fico com o Noah lá em baixo, não se preocupe.” Depois de mais alguns protestos ela finalmente cedeu, eu realmente não tinha muita paciência, e eu quase a joguei dentro daquela banheira. Eu a ajudei a preparar a água e colocar alguns sais ali dentro, quando ela começou a tirar a blusa sai correndo dali, ou o pequeno Noah ficaria sozinho lá em baixo por muito tempo. Ainda pude ouvir sua risada na porta do quarto.
“Você demorou, onde está a mamãe?” Sony estava com a cabeça no colo do garoto, completamente relaxado, enquanto Noah acariciava sua cabeça.
“Ela está tomando um banho na minha banheira, sua mãe está cansada.” Sentei-me ao seu lado, no chão e peguei meu controle.
“Você tem uma banheira?” Ele parecia meio fascinado.
“Sim eu tenho, você pode banhar lá da próxima vez.” Ele deu um enorme sorriso.
“Irado!” Ele falou um pouco alto de mais e Sony lambeu sua cara nos fazendo rir.
“Você gosta de cachorros, não gosta?” Perguntei depois de um tempo, ele tinha ganhado de 5x2, era realmente vergonhoso. Nós agora estávamos montando o Nintendo, para um jogo um pouco mais realista.
“Eu amo!” Ele arfou, como se estivesse falando da melhor coisa do mundo, aquilo era surpreendentemente adorável.
“E porque não tem um?” Noah fez uma careta e encolheu os ombros.
“Mamãe disse que eu ainda não tenho idade para cuidar, mas o papai tem alergia também, ele fica espirrando e com falta de ar. É engraçado.” Ele sorriu ao falar do pai, eu dei um pequeno sorriso torto, gostando daquela informação. Nós montamos o jogo e entreguei o controle para Noah, nós ficamos de pé, lado a lado em frente a TV. O ajudei a enrolar a cordinha no seu braço e ensinei algumas jogadas. Ele estava treinado movimentado o braço fazendo movimentos na raquete do jogo. “Edward?” ele perguntou meio incerto depois de um tempo.
“Sim?” eu estava do seu lado o ajudando com algumas dicas e saques.
“Você gosta da mamãe? De verdade?” Aquela pergunta me pegou de surpresa, olhei para o seu rosto e ele estava completamente corado como a sua mãe costumava ficar, passei minha mão pelos meus cabelos puxando alguns fios. Eu gostava dela? É claro que sim! Porque não teria outro motivo para estar com ela, eu gostava dela, muito.
“Sim Noah, eu gosto da sua mãe, muito!” fui completamente sincero, analisei um pouco sua reação e tudo que ele fez foi dar um pequeno sorriso. Estreitei meus olhos um pouco, não entendo realmente onde ele queria chegar. “Por quê?” por que um garoto de 5 anos estava me perguntando isso? Ele mordeu seu lábio inferior, Noah não tirava os olhos da TV ele ainda fazia os movimentos ensinados pelo vídeo game. Ele deu de ombros como se não fosse grande coisa e não me olhou.
“Papai disse, que talvez você não gostasse tanto assim.” O pai dele? O que diabos o pai dele tinha que opinar? O por inferno ele tinha que achar alguma coisa, eu não o conhecia, mas eu certamente estava supondo que ele era um tremendo idiota.
“Ele te disse?” Noah apenas assentiu. “Ele está errado Noah, eu não estaria com a sua mãe, se não gostasse dela!” ele sorriu e assentiu. Depois de mais alguns treinos e conversas aleatórias, finalmente fomos jogar. Noah corria pela sala com o controle na mão, tentado fazendo com que a sua raquete acertasse a bola. Dez minutos depois, estávamos suados e ofegantes de nos movimentar pela sala de um lado para o outro. Ele estava achando aquilo incrível, Noah gargalhava a cada vez que eu me jogava no chão tentando acertar a bola, tudo bem, eu confesso, estava um pouco competitivo de mais. Ele estava animado e ainda mais elétrico, eu estava soado e completamente cansado. Crianças cansam. Eu finalmente tirei essa conclusão. “Eu estou quebrado, companheiro.” Gemi me jogando no sofá, eu precisava de um banho! O que me lembrou Isabella, ela não tinha voltado até agora, tinha meia hora que ela estava lá em cima.
“Você é fraco Edward! Eu adorei esse jogo, parece real.” Ele disse animado ainda com o controle na mão fazendo movimentos engraçados.
“Põe real nisso.” Sussurrei, tentando recuperar o folego. Noah sorriu e se jogou do meu lado.
“Mamãe tá demorado.” Ele disse olhando para as escadas.
“Ela deve estar dormindo, sua mãe trabalhou muito ultimamente!” ele me olhou com o cenho franzido.
“O que é ‘ultimamente’?” preguntas infantis, eu realmente não esperava muito responder a esse tipo de pergunta a uma criança tão cedo.
“É uma coisa que ela fez por ultimo, como ‘nos últimos tempos’, entendeu?” ele assentiu e sorriu, parecendo feliz em ter conhecido uma coisa nova.
“Entendi!” nos recostamos no sofá e ficamos calados por um tempo, olhando para a TV que tinha o nome do jogo estampado e o placar perfeito de 19x4, dessa vez a vitória era minha. Noah bocejou do meu lado e coçou seus olhos, ele certamente estava com sono. Eu deixaria para lhe contar a novidade do jogo pela manhã. “Edward, podemos assistir a um filme, enquanto mamãe não desce?” assenti, ele correu até a sua mochila no chão e tirou alguns DVDs, ele era um moleque preparado, eu sorri quando ele veio com a capa do filme A origem dos guardiões. Noah deitou no sofá enquanto eu colocava o filme.
“Você quer tomar alguma coisa Noah? Um suco ou leite? Ou talvez um chocolate quente.” Ele apenas negou e começou a prestar atenção no filme, o sofá era enorme, então cabíamos perfeitamente nós dois ali deitados. Eu nunca, nunca depois da guerra pensei que estaria assim, assistindo um filme infantil com uma criança ao lado, eu era conhecido como durão, carrasco, Hitler e não o cara que assiste desenho animado, e o pior, eu estava gostando. Eu estava assustado quando reparei o quanto eu prestava atenção naquele filme. Quinze munitos depois, olhei para o lado e Noah dormia tranquilamente. Eu sorri, cutuquei sua perna e ele nem se mexeu, o garoto tinha dormido como uma pedra. “Bem, estão vamos lá.” Olhei novamente para a TV, tendo a certeza que eu gostaria de terminar de ver esse filme, mas outra noite, com certeza, não agora. Coloquei a mochila de Noah sobre meu ombro e meio desajeitado o peguei no colo, ele estava mole. Noah pousou sua cabeça no meu ombro, e deu um suspiro, dei um sorriso torto, enquanto subia as escadas. Furtivamente cheirei sua cabeça coberta por fios quase brancos, ele tinha aquele cheiro incrível de bebê. A porta do meu quarto estava fechada, abri a porta do quarto que ficava em frente ao meu. Ele era espaçoso e bem decorado, tinha uma cama de solteiro na frente, quase tão grande quanto uma de casal. Eu tinha mandado decora-lo para quando minha irmã viesse me visitar. Mas ela nunca vinha. Coloquei Noah sobre a cama tentando manter um excessivo cuidado para que ele não acordasse. Ele se mexeu um pouco, mas logo voltou a dormir.
Se ele fosse dormir com essas roupas, seria completamente desconfortável, então sentei ao seu lado da cama e tirei seus sapatos, colocando no chão, abri sua mochila e vi um pijama lá, olhei para Noah e novamente para a mochila, calça jeans não era a roupa mais recomendada para dormir. Tentando não mexer muito com ele, tirei sua calça e coloquei uma de pijama com a estampa do Buzz lightyear. Sua camisa era confortável, então eu não mexeria com ela, deixei sua mochila em cima do criado mudo e o cobri com o cobertor. Liguei o abajur ao lado e quando eu ia me virando para sair, alguma coisa me puxou novamente para onde o garoto estava. Eu me sentia estranho, ali, colocando uma criança para dormir, eu sempre quis ter um filho, sempre, e o Noah ele... Mesmo com pouco tempo de convivência eu já o adorava tanto, ele era o meu melhor amigo, o único. Era uma criança, mas era o melhor amigo que eu poderia ter. Como no automático, abaixei-me e beijei sua bochecha antes de sair do quarto, eu me sentia muito, muito estranho. Deixei a porta do quarto entre aberta e fui direto para o meu. Não tinha nenhum sinal de Isabella ali, ela provavelmente ainda estava no banheiro, um sorriso maroto tomou conta de mim. Noah não acordaria por agora, acordaria? Eu esperava sinceramente que não.
Tranquei a porta do quarto, apenas para prevenir. A porta do banheiro estava entre aberta, então eu furtivamente entrei. Primeiro coloquei a cabeça para dentro, eu via apenas a cabeça dela recostada na borda, seus cabelos marrons estavam secos, amarrados no topo da sua cabeça, ela estava quieta e a hidromassagem ainda ligada. Dei duas leves batidas na porta e ela não se moveu. Decidi entrar lentamente. Porra! Ela estava tão linda na minha banheira, seus olhos estavam fechados, sua boca carnuda entre aberta e a espuma cobria seu corpo perfeito. Ela estava malditamente nua na porra da minha frente. “Porra.” Grunhi dando um passo para trás, eu não queria parecer um pervertido, mas era impossível não deseja-la daquele jeito. Linda. Ela está cansada Edward, ela só quer dormir. Meu subconsciente gritava na minha cabeça, mas a cabeça de baixo não pensava do mesmo jeito.
“Edward?” então ela sutilmente abriu os olhos sorrindo pra mim. Tão malditamente tentadora. Isabella mexeu o corpo um pouco na banheira e se não fosse pelas espumas eu poderia ver perfeitamente as minhas meninas.
“Achei que você estivesse dormindo, desculpe.” Coloquei as mãos no bolso da calça, tentando parecer menos pervertido. Ela olhou um pouco ao redor como se estivesse perdida.
“Eu ouvi você entrar, só queria ter certeza o quanto pervertido você era.” Ela sorriu e eu acompanhei, Isabella mordeu seu delicioso lábio e me encarou, ela não devia me encarar assim. “Acho que passei tempo de mais aqui. Onde está o Noah?” sorri passando uma mão sobre o meu cabelo.
“Ele já dormiu, não se preocupe, já o coloquei na cama e coloquei seu pijama, nada com que se preocupar.” Ela deu o seu melhor sorriso, lindo. De orelha a orelha.
“Muito obrigada Edward, eu nem sei como te retribuir.” Arquei minha sobrancelha e dei um passo para frente, mais uma vez ela se mexeu na banheira e dessa vez a água fez um grande movimento limpando a espuma dos seus seios. Fodido inferno.
“Bem, talvez se você me deixasse tomar um banho com você, eu e Noah corremos pela casa, eu estou soado.” Dei o meu melhor sorriso inocente e foi à vez dela arquear a sobrancelha. “Posso desligar essa hidromassagem, e eu mesmo posso te fazer uma massagem!” ela mordeu o lábio e me lançou um sorriso sacana.
“Eu adoraria.” Porra sim! Sorri e tirei a minha camisa a jogando em qualquer canto, ela me olhava atentamente, seus olhos fixos nos meus, mas quando eu comecei a abrir o zíper da calça, seus olhos desceram como fogo pelo meu abdome, ela me analisava descaradamente, e eu estava completamente excitado só com a porra do seu olhar. Joguei meus chinelos longe e tirei a minha calça. Ela olhava para o volume na minha cueca, com seu lábio inferior entre os dentes. Gostosa. “Eu também adoraria que tivesse uma musica pra você fazer um Strip-tease pra mim.” Ela sussurrou com uma voz sensual, mas um sorriso brincalhão no rosto.
“Quem sabe um dia, baby.” Fui até a banheira, apenas com uma cueca boxer azul, eu estava excitado e dava pra ver perfeitamente o volume. Desliguei a hidromassagem. Tirei a minha cueca com os olhos fixos nela. Quando o meu pau saltou pra fora ela soltou um pequeno gemido. Ela só podia está querendo me matar. Isabella se afastou da banheira sem dizer nada, me dando espaço para entrar. Á agua ainda estava morna, agradeci mentalmente, sentei-me atrás dela. Isabella me olhava sobre o ombro, os belos seios com os bicos rosados a mostra. “Pronta pra sua massagem querida?” ela assentiu arfando. Porra. Coloquei minha mão sobre a sua barriga a trazendo para mais perto do meu corpo, quando meu pau ficou presando entre suas costas soltei um pequeno gemido. Beijei seu ombro direito lentamente, como seus cabelos estavam presos em um coque, eu tinha acesso livre ao seu pescoço. Beijei seu pescoço e acariciei sua barriga de um lado para o outro, eu queria, juro que queria descer a mão, mas eu queria provoca-la. Com a mão livre, massageei suas costas subindo até o ombro, apertei de leve, fazendo com que ela gemesse baixinho. “Relaxe, ou eu terei que parar.” Ela suspirou. Com a mão na sua barriga, deslizei até sua coxa acariciando, descendo e subindo, ela friccionou as penas juntas. Sorri e subi minha mão para a sua cintura, subindo até acariciar bem próximo ao seu seio, com as duas mãos sobre os seus ombros fiz uma leve massagem, ela se remexeu e senti sua respiração pesada. Eu só queria estar dentro dela. Massageei seus ombros, descendo até sua coluna, perto do seu cóccix e subindo novamente. Por onde minhas mãos passavam, eu depositava beijos pela sua coluna, ombros e pescoço. “Está bom pra você?” sussurrei no seu ouvido puxando o lódolo da sua orelha. Ela apenas assentiu. Sorri descendo até o seu pescoço, ela deixou a cabeça tombar para o lado e dei leves beijos no seu pescoço, passei meus dentes por ali e senti sua bunda rebolando perto de mais do meu pau. Inferno. Desci minhas mãos pelos seus braços, apertei sua coluna com força fazendo com ela ficasse o mais próxima possível de mim, meu pau estava preso entre a sua coluna e minha barriga e eu me mexi sutilmente.
“Edward...” ela gemeu querendo se virar na minha direção, segurei sua cintura a impedindo.
“Calma, baby, paciência. Eu quero cuidar de você.” mordi seu ombro e suas unhas cravaram na minha coxa.
“Porra Edward...” sorri deixando um beijo sobre a minha marca. Desci minhas mãos para as suas coxas novamente, fazendo um caminho lento, subindo e descendo, quando elas finalmente chegavam perto da sua boceta eu as afastava e Isabella gemia em protesto, ela tinha suas pernas abertas a espera de algum alivio. Acariciei sua barriga subindo até seus deliciosos seios, eles não eram grandes, mas cabiam perfeitamente nas minhas mãos, eles eram lindos, e eu estava apaixonado por eles. Puxei seus mamilos entre os dedos e ela jogou a cabeça pra trás. Sorri sobre seu pescoço. Acariciei seus seios entre minhas mãos, os massageando e beliscando levemente seu mamilo endurecido. Enquanto uma mão brincava com um de seus mamilos, desci a outra até o meio das suas penas, ela soltou um pequeno gritinho quando meus dedos passaram sobre a sua boceta depilada e completamente encharcada, e não era de água. Circulei seu clitóris enquanto apertei seu seio com um pouco de força na minha mão. Meu pau estava pulsando e dolorido.
“Sua boceta é tão macia, tão apertada. Acho que já estou viciado nela.” Enfiei um dedo na sua entrada fazendo movimentos de vai-e-vem lentos e regulares.
“Edward... Ohhh. Por favor. Eu preciso que você...” ela gemeu rebolando na minha mão.
“Você quer o que, baby?” sussurrei no seu ouvido tentando mexer o meu quadril, eu precisava de qualquer alivio.
“Eu quero que você me foda.” Porra. Porra. Porra. Ela grunhiu virando sua cabeça na minha direção. Seus olhos estavam escuros de desejo e sua respiração cortante. Tirei minha mão da sua boceta e ela gemeu em protesto. Segurei sua cintura com as mãos a virando na minha direção. Isabella ficou de joelhos na banheira. Era a melhor visão do mundo. Ela tinha um pequeno sorriso nos lábios, seus seios descobertos e o pescoço livre pra mim. Ela colocou os braços ao redor do meu pescoço e me beijou, foi um beijo cheio de luxuria e desejo, sua língua era violenta contra a minha, suas mãos desceram até meu estomago subindo até meu peito e descendo novamente. Ela sentou no meu colo. Meu pau tão perto da sua boceta apertada. Tão perto. Sua mão pequena pegou meu pau entre ela, me fazendo revirar os olhos e mordeu o lábio.
“Maldição...” gemi, ela sorriu e o massageou de cima a baixo, Isabella passou o polegar sobre a cabeça do meu pau e voltou a acaricia-lo, fazendo movimentos rápidos enquanto sua boca devorava a minha. Ela levou meu pau até sua quente boceta acariciando seu clitóris com ele. Ela podia fazer o que quisesse com ele.
“Camisinha...” ela sussurrou já levando meu pau até sua entrada úmida. Foda-se a camisinha.
“Eu... eu não tenho.” Sussurrei, bem eu tinha, mas no quarto, nem pelo inferno eu sairia daqui.
“Eu tomo remédio e estou limpa...” ela realmente não estava colaborando com algum dialogo coerente, enquanto pincelava meu pau em toda a sua boceta.
“Eu também estou.” Lentamente ela foi descendo sobre o meu pau. Quando finalmente eu estava todo dentro dela, soltamos um gemido. Estar dentro dela, sentir carne a carne, sem nenhuma barreira, era mais incrível do que eu imaginava. “Porra Isabella, eu quero que você rebole gostoso no meu pau.” Ela gemeu movimentando o seu quadril sobre o meu. Suas mãos estavam nos meus ombros auxiliando os seus movimentos. Seus olhos cheios de desejo presos nos meus, tão lindos, sua boca estava entre aberta, enquanto leves gemidos saiam sobre eles, seu corpo perfeito rebolando em cima do meu, seus seios se movimentando, ela era perfeita, como o babaca do ex-marido dela tinha a deixado? Ela era muito gostosa.
Enfiei minha mão na sua nuca, puxando alguns poucos cabelos. Beijei e chupei seu pescoço, desci até seus seios e passei minha língua sobre seu mamilo. Ela agarrou meus cabelos enquanto rebolava no meu pau.
“Oh Edward, tãããão bom!” segurei sua cintura firmemente a ajudando nos movimentos, ela colocou sua testa na minha e minha boca procurou a dela. A abracei pela cintura fazendo seus seios ficarem esmagados no meu peitoral, nós estávamos tão colados. Era uma sensação maravilhosa, os seus mamilos endurecidos esmagados contra o meu peito. Isabella rebolava em uma velocidade rápida e descontrolada. Ela gemia sobre os meus lábios. Desci minha mão para o seu clitóris o acariciando rapidamente. “Oh Edward, assim... Isso.” Ela mordeu meu pescoço com força, certamente aquilo ficaria uma puta de uma marca, mas eu sequer me importava com aquilo. Ela puxou meus cabelos com força me trazendo para mais perto dela, como se aquilo fosse realmente possível. Porra. Ela era tão linda assim, em cima de mim, com essa cara de safada, eu queria gravar pra sempre o seu rosto.
“Porra Isabella, você é muito gostosa! Eu estou quase...” gemi olhando nos seus olhos, era tão intenso e prazeroso. Seus lindos olhos cor de chocolate, estavam escuros e pequenos, enquanto ela os fechava ou apenas revirava os seus olhos.
“Eu também, eu também.” Isabella gemeu puxando meu lábio inferior entre seus dentes.
“Quero que você goze gostoso no meu pau.” Senti as paredes da sua boceta apertarem meu pau. Segurei a sua cintura com força a ajudando nos movimentos, o barulho da égua sobre a banheira e os nossos gemidos, eram um pouco altos de mais. Ela puxou meus cabelos e mordeu o lódolo da minha orelha enquanto gozava sobre o meu pau. Tão linda. Tão gostosa. Tão minha. Dei mais algumas estocadas e ainda com as mãos firmes na sua cintura, me derramei dentro dera. Sua cabeça estava descansando no meu ombro e sua respiração era acelerada. Meu corpo estava mole, e eu apenas estava flutuando, enquanto aproveitava aquela maravilhosa sensação.
Passamos alguns minutos naquela posição e por um momento pensei que ela estivesse dormindo. Algum tempo depois tomamos uma bucha rápida, recheado de sorrisos.
“Hey, você ainda não me falou quais são os planos para a amanhã.” Ela perguntou assim que nos deitamos na minha cama. Eu vestia apenas uma cueca, ela estava com uma calcinha minúscula que me davam pensamentos e uma camisa minha. Beijei o topo da sua cabeça e sorri. Porra, eu não sabia que era tão bom, eu não me lembrava, como era, ficar deitado assim, com alguém do lado. Era tão... Tão bom, eu queria ficar assim, com ela, pra sempre.
“Eu tenho três ingresso para o jogo dos yankees amanhã. Eu acho que o Noah vai gostar”. Eu não pude ver o seu rosto, porque a sua cabeça estava sobre o meu peito.
“Ele vai adorar sim, e eu vou adorar passar um tempo de qualidade com meus os meus homens.” Ela ergueu a cabeça e de deu um selinho, o meu sorriso não podia ser maior.
“Você fica tentadora na minha camisa.” Sussurrei no eu ouvido. Ela sorriu e ficou por cima de mim, sentando no meu colo e passando as mãos sobre o meu torso.
“Eu...”
“Mamãe?!” uma batida na porta foi ouvida e Isabella saiu de cima de mim, sentei-me na cama. Merda. Ela correu até a porta, coloquei o cobertor sobre a minha cintura, eu estava excitado de novo.
“Noah? O que houve filho?” Sony passou correndo pela porta, quase derrubando o garoto e subindo na minha cama, deitando a cabeça no meu joelho. Folgado.
“Eu... Eu estou com medo.” Ele sussurrou baixinho com a mãe, não querendo que eu ouvisse. Eu o entendia, ele estava em um lugar novo, dormindo longe da mãe.
“Hey Noah, porque você não vem deitar com a gente?” ele deu um sorriso tímido e entrou no quarto, seus olhos estava lacrimejando. Isabella me olhou e deu um sorriso em agradecimento. Nós quatro nos deitamos na cama, sim, quatro. Isabella deitou do outro lado e Noah ficou no meio, Sony estava deitado nas minhas pernas. Era estranho, mas era reconfortante. A cama era enorme e cabia nós quatro perfeitamente. Eu me peguei sorrindo, olhando para todos eles comigo, eu costumava dormir todos os dias em uma cama fria e sozinho, e agora, agora eu os tinha aqui comigo. Olhei para cima sobre os cabelos de Noah e Isabella me olhava, ela tinha seus olhos brilhando, e um sorriso bonito. Eu queria que ela estivesse tão feliz quanto eu.
“Mamãe, eu não consigo dormir, me conta uma história?” Noah sussurrou depois de um tempo. Então Isabella começou a contar Peter Pan. E eu?! Eu simplesmente dormi como em quatro anos eu não dormia.
[...]
No dia seguinte eu acordei tarde, por volta das oito. Isso era muito tarde pra mim. Nunca me senti tão bem em minha vida, eu tinha dormido muito bem. Meu corpo estava relaxado e minha mente limpa. A cama estava quentinha. Olhei para cada um deles e dei um sorriso, Sony dormir de barriga pra cima, no final da cama, Noah e Isabella estavam abraçados e a perna do pequeno garoto estava sobre a minha barriga. Eu queria ficar ali pra sempre, com eles do meu lado, sem nunca sair dali. Dei um pequeno sorriso e senti o meu coração dando um pequeno aperto, um aperto de felicidade. Tentei sair da cama sem acorda-los. Isabella se remexeu um pouco, e Noah nem sequer se moveu. Fui escovar meus dentes enquanto os três continuavam dormindo embolados. Me vesti e fui preparar o café da manhã, eu queria que tudo estivesse perfeito pra eles. Minutos depois Noah e Sony apareceram, Noah queria assistir algum desenho, liguei a TV, e terminei o café. Contei sobre o jogo, e como imaginei, ele ficou imensamente feliz. Fui chamar Isabella para o café-da-manhã. Abri a porta do quarto e não a vi. A porta do banheiro estava entre aberta e eu podia ouvir facilmente sua voz cantarolando e a água da ducha caindo no chão. Era uma musica do seu cantor predileto, Ed Sheeran. Dei um passo para dentro banheiro, mas o seu celular começou a tocar. Ela se virou na minha direção, o box estava embaçado, mas eu ainda pude ver a sua silhueta nua e o seu sorriso brilhante.
"Edward, atende pra mim, talvez seja do hospital." Isabella falou, um pouco alto de mais, interrompendo sua maravilhosa canção, ela não tinha a voz mais incrível do mundo e ela muito provavelmente não ganharia em nenhum concurso musical, mas eu adorava o jeito que ela cantava e dançava nua no meu chuveiro. Fiz uma careta interrompendo as minhas mãos que já abriam os botões da camisa. Merda. Se a ligação não fosse rápida, provavelmente não teria tempo de me juntar a ela no banho. Seu celular estava jogado em cima da cama.
"Alô?!" bufei impaciente não querendo que ela saísse do banheiro antes de eu me juntar a ela. Eu tinha maravilhosos planos.
"Bella, estou lingando pra sua casa desde ontem à noite, ninguém sequer atente, deve ter umas 50 ligações minhas, onde diabos você se meteu? Preciso falar com você agora!" Uma voz masculina completamente grosseira soou do outro lado.
"Quem está falando?" Minha voz saiu grossa e rude. Eu tinha uma grande porcentagem de chance de acertar quem era o homem do outro lado. Idiota.
"Quem pergunta sou eu. Quem diabos é você? O que está fazendo com telefone da minha mulher? Eu quero falar com ela já!" Sua voz aumentou dez oitavos, apertei o aparelho com força sobre o meu ouvido. Quem esse idiota pensa que é.
"Sou Edward Masen, namorado dela, e a minha mulher está no banho agora.”
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