Notas iniciais
Olha só quem tá de volta :D Com um capítulo pra lá de grande. Espero que gostem. Quero agradecer a cada uma que comentou no capítulo passado, vocês são um amor *--*

Seattle, Washington.

Isabella Cullen.

“Eu estou morrendo?”

“Está!”

“Oh meu Deus!”

“Pode ir pra casa. Já assinei sua alta. Já fizemos tudo o que podiamos. Não adianta voltar.”

Leah Clarwer é o pior tipo de ser humano que eu já tive o desprazer de conhecer. A mulher parecia um monstro, me intrigava ela ser oncologista, e me intrigava mais ainda do Dr. Aro ainda manter seu emprego aqui. Se câncer já era ruim, o câncer associando a Leah era horrível, ela não tinha um pingo de dignidade e muito menos amor ao próximo, era o pior tipo de profissional da saúde que eu conhecia. Sra. Baker chorava agarrada ao marido idoso e choroso, os dois filhos que estavam sentados no sofá se entreolharam com olhos repletos de lagrimas. Mordi meu lábio e suspirei, eu gostaria de dar uma noticia boa e falar algo reconfortante para a família, mas eu não podia, não existia nada de reconforte para se dizer relacionado à morte. Sra. Baker era uma senhora de 68 anos feliz, alegre, comunicativa, religiosa e com câncer terminal de estomago. Leah tinha seu olhar frio e vazio olhando para a família em lagrimas, como se aquilo fosse à coisa mais tediosa do universo. Sr. Barker olhou para a médica da sua esposa com o olhar triste e cheio de lagrimas. “Está mandado minha mãe ir morrer em casa?” Um dos filhos do casal ficou de pé furioso olhando para a Leah, eu imaginava a sua dor.

“O plano de saúde não vai cobrir uma mulher que está à beira da morte. Ficar aqui não vai trazer a saúde da sua mãe de volta.” Leah disse com uma voz rude com a face congelada e sem emoção. Eu odiava aquela mulher. O homem franziu o cenho e olhou para ela de cima a baixo antes de avançar dois passos furiosos e o outro irmão o segurou no meio do caminho, ele estava irado.

“Sua médica imbecil e arrogante.” Ele cuspiu se soltando dos braços do irmão e bufando. Leah não demonstou emoção, somo sempre, e saiu do quarto caminhado lentamente. Ela era aquele tipo que só estava medicina pelo dinheiro, eu odiava médicos assim.

“Eu sinto muito senhor e senhora Barker.” Sussurrei antes de sair do quarto. Leah estava parada lendo algum prontuário, eu tinha o resto dia para trabalhar com essa médica arrogante e estupida. Eu preferia estar fazendo toques retais a estar no mesmo lugar que essa mulher intragável. Coloquei o prontuário de baixo do braço e caminhei rapidamente até onde Leah estava. Coloquei minha mão no seu ombro para chamar atenção e sua cabeça se virou na minha direção.

“O que você quer? Tire suas mãos de mim!” Ela movimentou o ombro para que minha mão saísse do seu corpo altamente precioso. Eu queria vomitar.

“Você não pode tratar os outros assim. Ela é sua paciente e está morrendo, a família dela está triste. E ela esta morrendo. Você não se comove com isso? Ela é uma senhora cheia de vida e ai você chega lá dizendo que ela vai morrer com toda essa arrogância e não mostra nenhum tipo de sentimentalismo. Você é a pior profissional da saúde que eu já conheci. Aquela mulher e os filhos dela estão devastados e você age como se eles fossem um monte de lixo. Você... você é desprezível. Empatia é o minimo que todo profissional da saúde deve ter.” Leah Clarwer olhou para mim de cima a baixo com os olhos arregalados. Eu arregalei meus próprios olhos e coloquei minhas mãos na boca antes que meu filtro solto liberasse mais alguma coisa. Eu estaria morta em segundos. As enfermeiras que estavam do lado me olhavam boquiabertas. Ótimo.

“Escute aqui sua interna medíocre. Quem você pensa que é? Eu sou sua superior. Você não tem que me dar lição de moral. Cale a boca e faça o que eu mando.” Ela berrou apontando o dedo indicado na minha frente, seus olhos estavam pegando fogo e ela bufava como um touro.

“Eu não vou calar a boca. Todo mundo sabe que o que eu disse era verdade. Você é tão arrogante quando o Hitler e tem o maior ego desse prédio.” Minha respiração estava arfante pela raiva e adrenalina. Eu tinha um enorme problema agora, mas eu não conseguia me sentir arrependida. Pensei que Leah iria ter um infarto ou um derrame. Fechei meus olhos à espera da bronca e mordi meus lábios com força. Eu não podia falar mais nada ou eu estaria bem encrencada.

“Siga-me!” Foi tudo o que ela disse caminhando duramente pelo corredor. Tentei segurar a enorme vontade chorar e segui o diabo. Era a segunda vez que eu me encrencava com aquela mulher. Eu seria demitida. Os pés de Leah no chão batiam com tanta força que pensei que eles iriam afundar ali. Ela estava irada. Leah mandava mensagens em seu Pager enquanto caminhava. Provavelmente convocando todo o conselho. Ela entrou no elevador com a face fria de sempre. Hesitei um pouco, mas entrei ficando no fundo. Ela apertou o botão do quinto andar e cruzou os braços. Assim que o elevador abriu vi minha morte bem perto. Ela saiu quase correndo dali a passos rápidos e precisos, eu fiquei bem atrás fazendo uma oração mental.

Mas minha semana não estava sendo uma das melhores, então eu não podia esperar muito, a única coisa boa que teve foi o advogado dando finalmente inicio ao meu divorcio, eu mal tinha visto Edward nos últimos dias, ele andava ocupado com uma pesquisa e vivia em seus plantões intermináveis, nós apenas trocávamos mensagens regulamente. E tinha o meu carro, que estava no concerto. Leah parou na sala de pesquisas e abriu a porta brutalmente. Pelo menos não era a sala do Aro. Ela entrou e fechou a porta atrás de mim. Edward estava sentando em um dos bancos olhando algo pelo microscópio, ele estava de costas, mas eu conhecia aquele cabelo de sexo de longe. O que diabos... “Pegue a sua interna de volta. Eu quero ela bem longe de mim entendeu? Dê um jeito nela ou eu vou falar com Aro. Ela é absolutamente abusada.” Leah berrou tão alto que me encolhi no canto da sala. Edward virou-se e franziu o cenho, ficou de pé e olhou pra mim de cima a baixo, depois fez o mesmo com Leah. Sua face era séria, Edward ficou bem próximo à vadia e colou os braços para trás, estufou o peito e arqueou uma sobrancelha.

“O que aconteceu?” Edward parecia estressado, cansado e bravo, muito bravo.

“Essa interna mal criada e abusada me desrespeitou na frente de um bando de enfermeiras, ela me difamou. Essa... garota pensa que é alguém para dar lição de moral. Eu não a quero perto de mim, nem perto dos meus pacientes. Espero que você coloque os seus filhotes no lugar deles Edward. Eu nunca fui tão humilhada e destratada por uma interna antes. Ela me disse que eu sou arrogante, e que não está satisfeita com meu jeito de trabalhar, do jeito que eu trato os meus pacientes.” Leah berrou enquanto olhava para Edward. Quando os olhos de fogo dele vieram pra mim olhei para o chão e mordi o lábio. Eu sentia que seu olhar iria me queimar, escolhi meus ombros e voltei a olhar para os meus pés.

“Eu vou falar com ela Leah, pode deixar.” Edward disse com sua voz dura. Respirei profundamente e não olhei pra nenhum dos dois. Ele provavelmente iria me matar e fazer estudos na minha anatomia. Eu sentia a morte de perto.

“Ótimo. Coloque-a no lugar dela. Eu trato os meus pacientes como eu bem entender!” Leah grunhiu, eu não olhei pra eles, mas ouvi a porta bater com força. Então ela tinha saído. Fechei os olhos esperando Edward estourar e me dar uma de suas reconfortantes broncas, mas tudo que ouvi três segundos depois foi uma gargalhada. Estreitei meus olhos e olhei para Edward, ele tinha a cabeça ligeiramente caída para trás e uma das mãos na boca tentando minimizar o barulho da sua risada. Sua gargalhada era um pouco alta e grossa, adorável. O que diabos esse homem tinha?

“Edward, você está bem?” Ele olhou pra mim e voltou a rir, Edward colocou as mãos na cintura e deu dois passos na minha direção. Ele parou na minha frente e voltou a gargalhar alto, fiz uma careta e olhei para os lados. Andei para trás até encostar minhas costas na parede.

“Isabella Swan, você é fantastica.” Ele conseguiu falar em meio a sua crise. Parei por alguns segundos o olhando de cima a baixo, tentando descobrir o que tinha de errado com esse Edward.

“Você não vai me dar uma bronca ou algo assim?” Perguntei confusa e intrigada. Edward deu um sorriso torto e passou a língua sobre os lábios.

“Leah é uma arrogante, ela precisava ouvir umas verdades. Eu digo isso como um admirador.” Edward sorriu. “Mas como seu superior, tenho que dizer que foi inadequado e que você não deveria ter falado isso, ela é duas casas a cima de você, então tenha calma e maneire.” Ele alertou com sua voz durona e rouca. “Mas no fundo tudo o que eu quero dizer é; parabéns.” Edward abriu seus braços sorriso e eu ainda me senti perdida e confusa. “Sabe de uma coisa Isabella?”

“O que?” Edward deu o meu sorriso e se aproximou, ele colocou as mãos na parede atrás de mim, uma mão em cada lado da minha cabeça, me prendendo ali, seu rosto bem perto.

“Eu estranhamente senti sua falta esses dias. Você é meio doidinha, isso me fascina.” Merda, ele não devia falar aquilo, não daquele jeito. Edward sentia a minha falta, tudo que o meu coração conseguia era bater acelerado.

“Ei.” Dei um empurrão nele de brincadeira e Edward sorriu ainda mais.

“Vai dizer que não sentiu falta do Dr. Sexy aqui.” Ele ergueu as sobrancelhas sugestivamente e eu corei.

“Cuidado! Se ego pode explodir a qualquer segundo.” Edward prendeu seu corpo no meu, me prendando na parede, o calor do seu corpo fazendo o meu pegar fogo.

“Eu tenho ouvidos Isabella, sei do que me chamam por ai.” Ele deu seu sorrido torto conquistador e colocou sua boca muito perto da minha, a dois centímetros de distancia, eu podia sentir seu hálito batendo na minha boca, arfei e mordi meu lábio.

“Na verdade, eu senti sim Dr. Delícia.” Edward fez uma careta e sorriu. Segurei seu jaleco com as mãos o fazendo arfar. Porra, ele era a porcaria de um doutor delícia.

“Você sabe que merece um castigo por ter sido tão rude com a Dra. Leah, não sabe?” Sua voz vinha com toneladas e mais toneladas de malicia. Gemi baixinho quando sua mão grande e firme deu um aperto no meu bumbum.

“E-eu mereço?” A outra mão foi para a minha nuca. Quente.

“Oh com certeza merece.” Coloquei minhas mãos a sua nuca e ele me beijou firme e duro. Puxei seus cabelos tentando me agarrar mais a ele. Edward enfiou seus dedos nos meus cabelos da nuca os prendendo em punhos. Ele desceu seus beijos para o meu pescoço, dando leves mordidas e passando sua língua magica ai, aquele homem era como a porra de um magico. Gemi jogando minha cabeça pra trás. Ele colocou as mãos na parte de trás das minhas coxas e as ergueu, rodei sua cintura com minhas pernas e ele voltou a me prensar na parede, suas mãos na minha bunda apetando firmemente, sua boca no meu pescoço. Seu pau friccionou minha boceta dolorida sobre as roupas, o tecido fino das nossas calças dava um ótimo atrito. Maldição, eu daria tudo para tirarmos nossas calças. Edward voltou a me beijar, uma de suas mãos saiu da minha bunda subindo até a lateral do meio seio, ele fechou sua mão em concha sobre o meu peito e deu um leve apertão, meus mamilos estavam endurecidos e doloridos, eu precisava tanto dele lá.

“Merda Edward.” Gemi levando meu quadril para mais perto do seu, Edward deu uma leve rebolada no quadril, seu pau circulou dando uma ótima sensação ao meu clitóris. Sua mão que massageava meu seio fez um caminho de fogo até minha cintura, seus dedos entraram por dentro da minha blusa tocando a minha barriga e subiu até a base do meu seio. “Edward, alguém pode entrar.” Sussurrei ofegante separando meus lábios do seu, tendo um minuto de sensatez. Ele abriu os olhos e me olhou por um breve momento, seus olhos estavam escuros e sua pupila dilatava, sua respiração estava ofegante e ele assentiu, mas não nos separou. Eu queria beija-lo ate perder os sentindo quando ele deu seu sorriso sexy. Se alguém chegasse aqui agora, certamente seria totalmente constrangedor.

“Você tem razão.” Edward delicadamente se separou de mim, me ajudando a ficar de pé, minhas pernas estavam bambas e eu estava com a porra de um tesão. Me senti incomodada quando fechei minhas pernas tentando aliviar a porcaria do tesão. Edward se afastou passando as mãos nos cabelos. “Você sai primeiro, depois eu vou.” Ele sussurrou.

“Por quê?” Edward arqueou sua sobrancelha e olhou pra baixo, segui seu olhar e vi rua barraca armada, o tecido da calça era fino então eu podia ver perfeitamente seu pau duro, mordi meu lábio olhando pra ele.

“Umm, tudo bem.” Assenti suspirando e saindo dali ofegante. O corredor estava um pouco vazio, mas alguns médicos e enfermeiros passavam por ali regulamente. Assim que entrei no elevador, Jacob estava lá também, com os braços cruzados e sorriso fácil.

“Bella, que bom encontrar você. Tenho um parto de gêmeos siameses, você quer me acompanhar?” Oh é claro, o parto dos siameses era tudo que rondava pelo corredor desse hospital nas últimas horas, meu sorriso cresceu. Aquilo era algo único, e eu não podia perder isso.

“Claro!” Ele assentiu me lançando uma piscadela. Nos últimos dias Jake e eu andávamos trabalhando muito juntos, ele sabia qual era minha vocação e estava explorando isso ao máximo, eu só podia agradecer, ele era um médico excelente e queria aprender muita coisa com ele ainda. “Eu só preciso ir ao banheiro antes.” Eu estava molhada e tinha que dar um jeito nisso, estava drasticamente incomodo.

O parto dos gêmeos aconteceu naquela tarde, Heitor e Levy nasceram ligados pelo tórax, bacia e abdômen e compartilhavam o mesmo fígado. Eles tinham apenas três pernas. Jacob realizou a cirurgia com o Dr. Vladimir da pediatria e Dr. Aro da cirurgia geral. A cirurgia demorou duas horas, mas a complicação veio depois, quando os bebês tiveram uma parada, Jake fez um bom trabalho não desistindo das crianças quando todos os outros diziam que eles estavam mortos, depois de uma seção de massagem no tórax, oxigênio e uma pequena carga do desfibrador eles ficaram estáveis. Jacob os encubou e os mandaram para a UTI neonatal. Ele me deixou responsável por eles pelo resto da noite.

“Como eles estão?” Jake sussurrou entrando na sala dando uma rápida olhada nos outros bebês e vindo até e incubadora onde Heitor e Levy estavam.

“Eles vão ficar bem, são pequenos guerreiros.” Sussurrei olhando para os bebês que dormiam, eles ainda respiravam com a ajuda de aparelhos, mas estavam respondo bem aos medicamentos. Jacob olhou os aparelhos ao lado que mostravam seus batimentos e sorriu para os bebês.

“É eles vão. São grandes lutadores, não é mesmo bebês?” Jacob quando estava perto dos seus bebês se tornava um homem completamente diferente, esse era o lugar dele, ele amava isso, e eu, bem, eu estava entrando nesse mundo amando tudo também.

“Você já falou com a mãe sobre a separação” Jacob suspirou e regulou o soro deles.

“Sim, estou acompanhando a gestação dela desde o inicio, Aphil e o marido estão perplexos até agora, eles ainda não viram pessoalmente os filhos então acho que a ficha ainda não caiu. Mas eles são muito novos para uma separação, isso não pode acontecer agora, mas no futuro quem sabe eles resolvem pesar sobre o assunto. Amanhã pela manhã vou trazê-los aqui para uma visita.” Assenti e suspirei olhando para os pequenos. “Você está de plantão hoje?” assenti me acomodando melhor na poltrona. “Ótimo, eu vou ficar por um tempo aqui, mas preciso que você os monitore pra mim. Vá comer alguma coisa, dormir um pouco não sei, em quarenta minutos volte. Tudo bem?”

“Ok.” Eu realmente precisava comer alguma coisa, Jacob deu um tapinha nas minhas costas para que eu saísse da poltrona, quando fiquei de pé ele se jogou onde e estava a pouco e sorriu.

Plantões, eu vivia uma espécie de amor e ódio com essas palavras, eu ficava exausta e sonolenta é claro, mas os melhores casos de emergência vinham pela madrugada, facadas, tiros, acidentes, tripas de fora e corações parando, era quando a magia acontecia. Eu amava ainda mais a parte de poder estar em casa o dia todo no dia seguinte. Eram três e quarenta e três da madrugada a lanchonete estava relativamente vazia, apenas alguns residentes debruçados sobre a mesa tirando um cochilo e algumas enfermeiras em seus grupos fofocando e dando suas altas gargalhadas. Peguei um sanduiche, um suco, energéticos e chocolates, muitos na verdade. Sentei-me em uma mesa mais afastada quase entrando em êxtase quando dei a primeira mordida no meu sanduiche de frango defumado, eu não colocava nada no estomago desde hoje cedo. Leah-Vadia-Clarwer não me deixou sequer tomar um café, depois fiquei envolvida com os gêmeos e não tive tempo. “Essa cadeira está vazia?” Ergui meu pescoço e Edward estava na minha frente com seu sorriso-ensopa-calcinhas e uma bandeja nas mãos.

“Claro!” Ele colocou sua comida na mesa e puxou a cadeira na minha frente. Edward nunca, jamais, tinha se sentando com alguma pessoa para um refeição então as enfermeiras estavam olhando, obvio, e fofocando coisas. “Você come? Eu pensei que você fosse um vampiro no hospital ao algo assim, nunca vi colocar qualquer tipo de alimento sólido aqui.” Edward sorriu desembrulhando seu sanduiche saudável e dando uma pequena mordida.

“Claro, sou cirurgião para engolir todo o tipo de sangue que eu conseguir enquanto algum paciente tem uma hemorragia. Pra isso me formei.” Eu sorri jogando um papel no seu rosto.

“Não é porque somos cirurgiões que temos que falar sobre isso enquanto comemos.” Fiz uma careta e ele tomou um gole do seu suco sorrindo.

“Certo, então vamos falar da interna que me deixou de pau duro pela terceira vez e saiu sem me dar uma ajuda.” Senti minhas bochechas pegarem fogo e engasguei com meu suco, Edward gargalhou e deu leves tapas nas minhas costas.

“Você é um pevertido.” Sussurrei limpando minha boca com um guardanapo, me sentindo mortalmente constrangida.

“Só por você, baby.” Ele me deu uma picadela e eu me peguei pensando que eu nunca, jamais imaginava que Edward pudesse ser assim, tão... Tão relaxado e pervertido.

“Bella, finalmente te achei gatinha eu...” Emmett parou do meu lado sendo seguido por Alice e Mike, eles se entreolharam e Emmett perdeu a fala quando viu Edward sorrindo, sentado do meu lado. Edward pareceu ficar incomodado com a presença deles.

“Vocês eu não sei, mas eu estou morrendo de fome.” Alice quebrou o clima sentando-se na outra cadeira do meu lado. Os rapazes se entreolharam e deram de ombros sentando também.

“Como eu ia dizendo Belinha, preciso de um favor seu.” Emmett implorou dando seu sorriso de covinhas.

“O que você quer?” Arquei minha sobrancelha pra ele e vi Edward juntas suas coisas na bandeja, ele ainda não tinha terminado de comer, mas estava prestes a sair. “Edward, fique.” Implorei dando meio sorriso, ele olhou pra mim e depois para os meus colegas. “Por favor.” Sussurrei e ele assentiu voltando a relaxar na cadeira.

“Quero que você me arrume o número da sua amiga, Angela, eu acho.” Emmett só podia ter demência.

“Não.”

“Por favor, Belinha, você é minha amiga, amiga dela, então faça isso pra mim, por favor, sim?”

“Não Emmett, por ser amiga dela eu não vou fazer isso. Você é o garanhão, peça você o número pra ela.” Emmett jogou a cabeça pra trás frustrado fazendo Alice e Mike sorrirem. Eu estava feliz por Alice ter acabado com a sua queda pelo Emmett. Emm não valia um centavo, romanticamente falando.

“Hey Edward, você viu o jogo da temporada em Toronto?” Emmett mudou de assunto roubando um dos meus chocolates. Edward olhou pra mim meio apavorado, dei um pequeno sorriso que foi retribuído. Então em minutos todos nós estávamos conversando. Eu amava o jeito que Edward conseguia interagir com o grupo. E eu amava ainda mais o jeito que ele sorria para mim.

[...]

Sol. Eu não era verdadeiramente uma grande fã dessa bola de fogo. Ele era bom é claro, em algumas ocasiões, mas eu detestava o calor, nunca era bom. Eu era uma amante irrevogável de uma bela manhã fria embolada nas cobertas com um chocolate quente e uma companhia agradável. Mas uma pequena brecha de sol, apenas para dar uma cor ao dia e um vento frio eu adorava, era o meu tempo predileto. Noah corria pelo parque de um brinquedo para o outro. Quando cheguei do plantão está manhã, Noah já estava pé para ir pra escola, e eu estava morta. Então Jane levou o meu filho ansioso e animado. Eu apenas tomei um banho e dormi, por que era tudo que eu queria fazer. Mas quando eu tive que buscar Noah na escola o garoto parecia uma maquina querendo diversão. Depois de uma boa persuasão da sua parte finalmente, o levei para o parque, o mesmo parque. Noah brincava no escorregador sujando todo o seu uniforme escolar, eu tinha que dar um tipo de diversão para o garoto uma vez ou outra. Sentei-me em um banco onde Noah brincava e abri meu livro de obstetrícia-neonatal. Edward tinha total razão sobre a minha vocação, por que não tinha nada que eu queria mais fazer do que trazer belos bebês ao mundo. Eu estava distraída com a minha leitura quando o meu celular vibrou no bolso da frente da minha calça. Franzi o cenho e coloquei o livro de lado, peguei meu celular vendo uma mensagem.

Você fica linda quando lê. Seus cabelos estão lindos hoje, porém , prefiro eles soltos.

Edward M.

Mate-me agora.

Edward estava aqui? Estreitei os meus olhos passando uma boa quantidade de tempo relendo para tentar entender aquela mensagem. Olhei para o Noah, ele balança no balanço enquanto gargalhava com um garoto. Olhei para os lados e apenas alguns casais estavam sentados em frente ao lado, ou crianças corriam. Ouvi um latido alto, e eu conhecia aquele latido muito bem. Virei-me de costas e Edward estava parado a alguns metros, com seu cachorro-monstro do seu lado. Ele me deu seu sorriso torto e derreti como um monte de gosma. Edward veio caminhando graciosamente, sendo seguido pelo seu cão que estava preso a uma coleira. Graças a Deus por isso. Ele vestia uma camisa de ginastica preta, um calção de ginastica também preto, e um par de tênis de corrida, seus cabelos estavam levemente molhados o que deveria ser suor. Quente. “Está me perseguindo Dr. Masen?” Edward parou na minha frente, tudo que nos separava era o banco.

“É o meu parque Swan, meu apartamento fica ali na frente, você sabe. Acho que é você que vem me vigiando.” Sony, o cachorro, latiu olhando pra mim, dei um passo para trás fazendo Edward sorrir. “Você é muito medrosa. Ele é só um cão, e muito dócil tenho que acrescentar.”

“E você é um maluco possessivo. Dizendo que essa praça é sua, por favor.” Ele estreitou os olhos e passou a mão livre nos seus cabelos de sexo. “E esse cão não parecia tão dócil à primeira vez que eu o vi.”

“Mas ele é, só não tiveram uma primeira boa impressão. Comprimente a moça, Sony.” O cachorro deu um pulo na parte de trás do bando me assustando, ele tinha sua língua de fora e sua pata arqueada no ar. Eu sorri porque

lembrei da ultima vez que ele tinha feito isso.

“E ai garoto, não vai me atacar. Okay?” Segurei sua pata e ele me olhou como se realmente tivéssemos entrado em um acordo. Edward deu uma pequena risada e olhou para os lados.

“Você está sozinha, ou Noah está por ai?” Olhei para trás e Noah parecia deslocado do resto do mundo, ele corria como um pequeno lunático atrás de dois garotos da sua idade, eles gargalhavam e gritavam.

“Ele está ali brincando.” Edward seguiu o meu olhar e sorriu. “Eu não entendo você, se eu estivesse no seu lugar, certamente eu estaria dormindo agora depois de um plantão exaustivo, e enquanto eu estou praticamente morta aqui, você está fazendo corridas matinais.” Edward sorriu olhando diretamente nos meus olhos, suas bochechas estavam coradas, mas eu tinha uma grande teoria que era por sua corrida exaustiva.

“Acredite se quiser, mas eu não dormi depois do plantão, eu estou andando com Sony por ai, tem umas boas horas. Eu meio que sofro de insônia.” Deu de ombros afagando a cabeça do seu cachorro sortudo. “Hey, vamos tomar um sorvete?” Meu coração deu dois pulos intrigantes e eu sorri. Era bom ter um tipo de relação com Edward, fora do hospital. Olhei para o meu filho que ainda tinha a mesma brincadeira com os garotos e mordi meu lábio. “Não fica longe, ainda dá pra você vigia-lo de lá.” Edward apontou para um pequeno quiosque atrás dele que ficava perto.

“Tudo bem, vamos lá.” Peguei a mochila no Noah colocando no meu ombro. Dei a volta no banco ficando do lado oposto onde Sony estava. Edward e eu começamos a caminhar lentamente lado á lado. Eu tinha o meu livro agarrado firmemente na minha mão esquerda. Meu coração bateu rapidamente no meu peito quando senti a mão quente e grande do Edward entrelaçado nossos dedos um ao outro, eu olhei para baixo por uma quantidade de tempo pequena apenas para ter certeza que ele realmente tinha feito isso. Elas pareciam tão boas juntas, ali entrelaçadas, a minha mão parecia a de uma criança perto da mão gigante de Edward, mas o melhor, foi que eu me senti segura ali, aquilo aqueceu o meu coração. Levantei meus olhos olhando para o seu rosto que tinha um pequeno sorriso tímido, ele não olhava mim, mas deu um pequeno aperto na minha mão, nós parecíamos um casal de adolescentes virgens e envergonhados.

“Que sabor você quer?” Ele perguntou assim que paramos na pequena fila no quiosque, tinha apenas duas mulheres na nossa frente. Edward virou, ficando na minha frente, ainda com nossas mãos juntas, eu sorri, um sorriso enorme olhando para aqueles olhos brilhantes, eles pareciam ainda mais claros hoje. Eu amava os olhos dele, com aquela cor diferente de tudo que eu já tinha visto antes.

“Hunm, morango.” Ele assentiu olhando pra mim, Edward se inclinou um pouco, olhou para os lados e beijou meus lábios rapidamente, foi apenas um selinho, mas o suficiente para me deixar flutuando. Quando chegou nossa vez ele fez seu pedido, pedindo duas bolas de morango pra mim e uma de baunilha e chocolate pra ele. Voltamos caminhando apreciando o sabor dos nossos sorvetes, mas nós não estávamos mais de mãos dadas, as nossas mãos estavam ocupadas agora. Sentamos no mesmo lugar onde eu estava antes e dei uma olhada para onde meu pequeno homenzinho corria soado, eu estava impressionada dele não ter caído ainda. Edward lambia seu sorvete despreocupadamente, também olhando para Noah, ele certamente não tinha noção do quanto ficava sexy com aquela língua de fora.

“Você devia para de me secar.” Ele tinha uma boa visão periférica. Eu corei violentamnete no segundo seguinte. Edward sorriu olhando pra mim, ele tinha o canto esquerdo da boca suja de chocolate. Eu inevitavelmente sorri, ele parecia uma pequena criança, Edward me olhou com o cenho franzido o deixando ainda mais lindo. Apontei com o indicador para sua boca e ele passou o polegar ali. “Você está rindo de mim Swan?” Edward limpou o canto da boca e me olho sorrindo.

“Você estava tão lindinho.” Sorri dando uma lambida no meu sorvete antes de sentir uma coisa malditamente gelada e grudenta na minha bochecha. “Edward, você me sujou? Maldição!” Passei a palma da minha mão o rosto, sujando totalmente minha mão, pela forma que Edward sorria presunçosamente eu tinha piorado ainda mais aquela maldita sujeira. Passei meu medo no meu sorvete como uma criança e passei na testa dele deixando uma grande marca rosada ali, Edward parou de rir e fez uma careta tentando olhar para cima, imbecil. “Nós estamos parecendo crianças do maternal.” Resmunguei tentando tirar o grude nojento do sorvete da minha bochecha. Edward se inclinou bem perto, seu rosto bem de frente pro meu, seu sorriso torto estava formado e suas sobrancelhas estavam erguidas. Ele colocou seus lábios molhados nos meus, foi apenas um roçar de lábios mais o suficiente pra me fazer suspirar, fechei os olhos e aproximei meu rosto para mais perto do seu. Edward se separou por centímetros de distancia e ainda com os olhos fechados eu podia sentir seu hálito gelado de chocolate perto do meu rosto, antes que eu aproximasse meu rosto e agarrasse seu pescoço ele passou seu sorvete na ponta do meu nariz. “Seu grande idiota.” Empurrei seu peito pra longe de mim, mas ele sorriu e segurou minha mão que fazia caminho para limpar a bagunça que ele fez, Edward se aproximou rapidamente, eu pensei que ele iria me beijar, mas tudo que ele fez foi lamber a ponta do meu nariz onde ele tinha sujado. “Argh seu nojento.” Edward gargalhou voltando sentar-se direito. Eu estava pronta para pegar minha casquinha e colocar como um chapéu na sua cabeça quando vi um par de olhos azuis olhando pra mim um pouco distante, Noah estava segurando uma bola que eu não sabia de onde ele tinha tirado e me encarava. Eu não sabia desde quando ele estava nos observando, mas eu fiquei com medo. Noah abandonou a bola no chão e veio correndo até nós, mordi meu lábio e soltei um suspiro aliviado quando ele abriu um sorriso olhando para Edward.

“Edward, Edward, Edward!” Ele veio correndo e gritando, Edward sorriu e bagunçou os cabelos suados do Noah quando ele parou na nossa frente.

“E ai cara, como vai?” Eles bateram os punhos e os olhos curiosos do meu filho foram para o cachorro sentado na grama ao lado de Edward.

“Hey, Sony, que saudade.” Noah ficou de joelhos no chão e afagou a cabeça do cachorro que colocou a língua pra fora e lambeu sua mão, fiz uma careta e Edward sorriu.

“Nós temos que ir embora Noah, já está quase na hora do almoço e você precisa de um banho.” Ele fez uma careta dazendo carinho no Sony que parecia bem feliz ao seu lado.

“Tudo bem, mas eu quero um sorvete também, for favor, por favor.” Noah fez sua melhor cara de criança travessa e ficou de pé afagando a barriga e passando a língua nos lábios.

“Vocês vão de que? Seu carro ainda está no concerto, certo?” Edward se pronunciou enquanto terminava com o seu sorvete derretido.

“Vamos de taxi.” Dei de ombros jogando o resto daquela bagunça de sorvete no lixo do meu lado.

“Eu posso dar uma carona.” Edward sorriu olhando nos meus olhos.

“Legal, você pode almoçar com a gente, né mamãe?” Noah falou me interrompendo antes de negar o convite. Ele rodeou o pescoço do Edward com os braços, quase fazendo Edward tombar pra frente, ele sorriu e colocou as mãos na cintura do Noah fazendo ele se firmar no chão. “Ah Edward, você estragou a brincadeira, nós devíamos ter caído no chão.” Resmungou revirando os olhos e voltando a atenção para o cachorro.

Noah sempre adorou cães desde bebê, mas ele nunca os teve por dois motivos. Primeiro: Eu não era uma grande fã. Segundo: Carlisle era brutalmente alérgico. Noah também ainda não tinha responsabilidade, para cuidar de uma outra vida.

“Vamos fazer assim, eu vou levar o Sony pra casa e pegar o carro, vocês vão comprar o sorvete e me encontram naquela esquina ali.” Edward ficou de pé apontando com o indicador para a esquina não muito longe.

“Edward, não precisa se incomodar.” Encolhi os ombros ficando de pé e ele sorriu de lançando uma piscadela.

“Eu não vou perder um almoço de graça.” Dei um pequeno murro no seu ombro o fazendo rir. Noah se despediu do Sony e Edward prometeu voltar logo. Coloquei a mochila nas costas do Noah e fomos até o mesmo quiosque. Depois de comprar o seu sorvete, fomos caminhando lentamente e silenciosamente até onde Edward havia nos avisado. Dois minutos depois seu volvo preto parou do nosso lado, ele baixou o vidro e me deu aquele sorriso.

Coloquei Noah no banco de trás afivelei seu cinto e sentei no banco passageiro, ao lado do Edward. Aquele carro tinha totalmente o cheiro de Edward, era malditamente bom. Algo como madeira e menta, como aqueles perfumes caros, me permiti fechar os olhos por alguns segundo aspirando aquele cheiro dos Deuses. Depois, eu iria perguntar o nome do perfume que ele usava apenas pra comprar um e passar a minha vida cheirando. Noah e ele estabeleceram uma conversa divertida sobre a escola e sobre jogos. Eu estava apenas bêbada sentindo todo o seu cheiro de homem másculo. Aquilo era inebriante. Gostaria de lamber o seu pescoço depois. Eu me lembraria disso, certamente. Não demorou muito e Edward estacionou na frente da minha casa. Noah desceu correndo como um maluco e eu saí sorrindo em seguida.

“Edward, eu duvido você me pegar.” Ele gritou no meio do jardim da frente. Edward ligou o alarme do carro e saiu correndo atrás dele enquanto Noah gritava. Revirei meus olhos sorrindo e abri a porta de casa. Um minuto depois Edward entrou com Noah no seu ombro, com a cabeça pra baixo como um saco de batata. “Mãe me ajuda, socorro.” Ele fazia seu teatro ao meio de gargalhadas.

“Você agora é meu prisioneiro, forasteiro.” Edward berrou o jogando no sofá. Eles tinham a porra de uma brincadeira estupidamente linda. Eu queria ter uma câmera fotográfica para registrar isso.

“Tudo bem, garotos.” Tentei separa-los. Coloquei Noah de pé e ele gargalhou tentando se jogar em cima do Edward, revirei meus olhos e segurei seu pequeno corpo no ar. “Vá tomar um banho e trocar de roupa. Você está fedorento.” Coloquei Noah no chão que fez uma careta e bufou.

“Eu vou estar bem aqui quando você terminar Noah.” Edward passou a mão nos seus cabelos revoltos e Noah assentiu correndo escada a cima. Resmunguei pegando a mochila dele no chão e colocando em cima da mesa de centro. “Ele é um garoto cheio de energia.” Edward sorriu colocando as mãos na minha cintura.

“Ele é, você não viu nada.” Rodeei seu pescoço com meus braços e me inclinei dando um leve beijo nos seus lábios. Ele ficava tão sexy com essas roupas de ginastica. Seus braços grossos e firmes apertandos na camisa eram visão expendida. “Ligue a TV e assista alguma coisa, fique a vontade, vou fazer o almoço.” Ele negou me fazendo andar psra trás.

“Eu vou te ajudar. Você tem que provar dos meus dotes culinários.” Ele acrescentou beijando lentamente o meu pescoço me fazendo derreter.

“T-tudo bem.” Ele me largou com um sorriu e me seguiu até a cozinha. Edward apoiou os braços no balcão enquanto eu pegava tudo que precisávamos e colocava do lado, carne, batatas, macarrão e legumes. “Você pode ir descascando as batatas enquanto eu vou descongelando e cortando a carne.” Lhe entreguei uma faca e ele sorriu me dando uma piscadela. Porra de homem sexy do inferno. Edward fez o que eu tinha lhe pedido rapidamente e enquanto eu ainda estava enrolada na porcaria da carne ele tinha começado com o macarrão, que segundo ele ficaria por sua conta. Terminei de cortar a carne em cubos e fiquei de frente para ver o que Edward estava fazendo, ele estava de costas pra mim, mexendo lentamente no fogão, nunca imaginei Edward Masen na minha cozinha, preparando um macarrão com roupas de ginastica. Me aproximei lentamente e olhei sobre o seu ombro para a panela no qual ele fazia o molho. “Nada mal.” Ele virou seu rosto pra mim e sorriu.

“Eu sou um cozinheiro excepcional, sem querer me gabar, obviamente.” Ele sorriu desligando o fogo do seu molho. “Você ainda está enrolada no seu trabalho, pelo que eu vejo.” Ele ficou na minha frente, choquei minhas costas no balcão e Edward me encurralou ali. Suas mãos foram pra minha cintura e as minhas para o seu cabelo. “Eu tenho uma fantasia, Swan, e eu quero realiza-la com você.” Edward sussurrou roucamente no meu ouvido me fazendo arfar.

“Qual?” Ouvi sua risada baixa.

“Envolve você nua em uma cozinha.” Porra! Como ele podia dizer isso assim, simples e fácil. Gemi quando Edward me beijou, minhas mãos puxaram seu cabelo e ele apertou possesivamente minha cintura com suas mãos magicas. Ele intensificou o beijo sugando minha língua. Quando eu ia descer minhas mãos para suas costas Edward se afastou brutalmente de mim, e quando abro meus olhos, vejo que não foi intencionalmente. Arregalo meus olhos quando vejo Noah parado entre mim e Edward, ele estava olhando pra Edward e deu um outro grande empurrão nele, talvez pela surpresa Edward cambaleou um pouco para trás. Noah tinha suas mãos fechadas em punho do lado do corpo.

“Fica longe da minha mãe seu estupido. Você não pode namorar com ela.” Noah deu ombro empurrão nele com toda a sua força. Eu estava boquiaberta, nunca em toda a minha vida tinha visto Noah assim. Quando eu vi que ele iria erguer sua mão e bater em Edward eu segurei sua mão no ar e me coloquei na sua frente.

“Noah, qual o seu problema? Você não pode tratar as pessaos assim!” Ele tinha os olhos cheios de lagrimas e a pele rosada. Seus cabelos molhados estavam quase cobrindo os seus olhos, mas eu via raiva ali, Noah se soltou de mim e saiu correndo escada á cima. Eu fiquei parada por um bom momento tentado assimilar tudo. Era tudo culpa minha, eu não devia ter beijado Edward aqui, não com Noah em casa. Edward colocou a mão no meu ombro e eu me virei pra ele. Edward parecia tão assustado quando eu.

“Se você quiser, eu vou falar com ele.” Sua voz era só um sussurrou no vácuo pra mim. Eu me sentia desnorteada.

“Não, eu vou falar com ele. Tudo bem.” Edward assentiu e passou as mãos nos cabelos.

“Eu sinto muito, muito mesmo. Eu vou indo Isabella. Diga ao Noah que eu sinto muito.” Eu apenas conseguia assentir, me sentindo perdida quando Edward deu as costas e saiu a passos rápidos da minha casa. Minha respiração estava descompensada enquanto eu tentava assimilar tudo. Maldito inferno, Isabella.

Comecei a correr e subi as escadas tropeçando em um ou dois degraus. A porta do quarto dele estava fechada, girei a maçaneta lentamente. Meu coração estava em pedaços, senti as lagrimas arderem nos meus olhos, mas não permiti que elas caíssem. A cabecinha do meu menino devia estar um turbilhão agora. Culpa minha, malditamente minha. Noah estava deitado de bruços na cama, seu rosto enterrado no travesseiro e seus ombros mexiam lentamente enquanto ele arfava. Ele estava chorando e eu simplesmente não entendia sua reação. Meu coração estava apertado no peito. Merda, ele era o meu garoto! Entrei furtivamente e me sentei na cama ao seu lado, coloquei minha mão nos seus cabelos e ele se afastou rapidamente deixando minha mão parada no ar. Noah sentou na cama mantendo uma regular distancia de nós dois, seus olhos estavam repletos de lagrimas e vermelhos, mas seus dentes estavam cerrados, e suas bochechas coradas, ele estava claramente com raiva. Eu queria chorar também. Tentei secar suas lagrimas com a ponta dos dedos, mas ele brutalmente empurrou minha mão para longe dele. Eu nunca tinha o visto assim, com tanta raiva. Eu estava desnorteada. Meu coração estava quebrado.

"Noah..."

"Eu te odeio. Não quero que você namore com o Edward, entendeu? Não quero!" Noah Swan sempre foi o menino mais doce que eu conhecia, ele nunca, jamais tinha falado comigo, ou com qualquer pessoa daquele jeito. Aquilo me apavorou um pouco, porque eu vergonhosamente, não sabia como lidar com aquilo. Deixei a primeira lagrima cair, mas a sequei rapidamente, Noah me olhava como se eu fosse um monstro.

“Eu achei que você gostasse dele.” Sussurrei e Noah negou compulsivamente com a cabeça. Eu apenas não estava entendo porcaria alguma.

“Ele é o meu amigo, não é o meu pai. Só quem pode beijar as mães são os pais. Você só pode beijar o papai.” Noah começou a chorar olhando diretamente nos meus olhos, uma dor profunda atingiu o meu coração.

“Noah, escute. Carlisle sempre vai ser seu pai, entendeu? Sempre! Ninguém nunca vai substitui-lo.” Ele soltou uma bufada de ar e passou a palma das mãos nas bochechas vermelhas que estavam molhadas.

“Papais tem que ficar com as mamães, por que você não está com o meu pai? Ele é legal, eu amo ele, e ele ama de você também. Ele me disse!” Noah esmurrou seu colchão uma das mãos. Suspirei. Aquilo era certamente a coisa mais difícil que eu já lidei. Como explicar para uma criança de cinco anos, que o seu pai era um cafajeste nojento?

“Noah, nós já tivemos essa conversa um punhado de vezes. Eu sei que você ama o seu pai e eu sei que ele te ama também, isso nunca vai mudar entende? Nada jamais vai poder separar vocês. Mas Noah, nós somos adultos e eu e seu pai vimos que não damos certo juntos.” Ele revirou os olhos e olhou para um ponto atrás de mim.

“Você me disse uma vez que o papai tinha feito uma coisa ruim. Mas mamãe, uma vez eu derrubei o seu celular no vazo e dei descarga e entupiu o encanamento, você me disse que eu tinha feito uma coisa ruim. Uma vez eu fugi do papai no shopping e quando eu cheguei em casa você me disse que eu tinha feito uma coisa ruim. Eu faço coisas ruins o tempo todo e você me perdoa sempre. Por que você não pode perdoar o papai?” Noah tentava controlar o choro enquanto ele falava. Senti algumas lagrimas descerem do meu rosto e eu permiti que elas descessem. Eu entendia o meu homenzinho, eu era fruto de um casamento fracassado entre meus pais e por mais que eu vivesse bem com isso, quando se é uma criança de cinco anos, isso se torna uma tempestade.

“Por que você é o meu filho Noah. Eu sempre vou te perdoar. Porque não á nada que eu ame mais do que você! Quando eu digo que seu pai fez uma coisa ruim, não foi só jogar o celular no vaso. Noah ele não fez uma coisa legal, então nós dois decidimos isso. Mas você sempre vai ser o filho dele. Eu sei que a sua cabecinha está cheia de medo e confusão, eu entendo. Mesmo eu namorando outras pessoas, ou Carlisle namorando com alguém, nós dois sempre estaremos aqui pra você, nós sempre vamos ser os seus pais e sempre vamos ama-lo, isso nunca vai se quebrar, nunca.” Noah deixou os ombros caírem e me olhou nos olhos. Eu queria tanto pegar o meu menino como um bebê e segura-lo pra sempre nos meus braços. Sequei as lagrimas que caiam no meu rosto e lhe dei um pequeno sorriso.

“Você namorando com o Edward?” Ele sussurrou desviando os olhos de mim. Segurei o seu rosto com as mãos fazendo com que seus olhos encarassem os meus.

“Edward é um bom homem Noah, e ele é um bom amigo, eu gosto dele, muito. Mas eu amo você, você é o homem da minha vida, e sempre vai ser, então se você não quiser que eu fique com ele, eu não vou ficar. Você sempre estará na frente de qualquer um meu amor. Sempre!” Noah fez uma pequena careta e mordeu seu lábio.

“Eu gosto do Edward, muito, eu amo ele mamãe, mas eu estou com medo do papai ficar bravo comigo.” Noah encolheu os ombros e eu tirei seus cabelos de cima dos seus olhos.

“Noah, eu já disse, o seu pai, nunca vai deixar de amar você. Porque ele é o seu pai. Nada que você faça vai fazer ele te amar menos. Ter um amigo não vai fazer o seu pai ficar bravo com você.” Ele assentiu e passou a parte de trás das mãos nos olhos terminado de secar as ultima lagrimas.

“Se você namorar com o Edward, vocês vão se casar?” Eu arregalei meus olhos e mordi meu próprio lábio.

“Eu não sei Noah, talvez.” Ele assentiu parecendo pensar em alguma coisa e mordeu a parte de dentro das suas bochechas.

“Então se vocês se casarem, ele vai ser o meu pai também?” Seu raciocino logico me deixava surpreendida. Eu sorri e beijei o topo da sua cabeça.

“Só se você quiser, Noah.” Ele deu um pequeno sorriso e deu uma longa respirada, como se tivesse tirado um peso das suas costas.

“Dean, da minha sala, tem dois pais, um que é o pai dele de verdade, e o outro que é casado com a mãe dele. Dean chama os dois de pai, ele disse que é bem legal.” Noah sorriu me fazendo acompanha-lo. “Talvez eu deixe Edward ser meu pai um dia.” Eu sorri e assenti.

“Então tudo bem se eu por acaso namorar com ele?” Noah deu de ombros e me abraçou colocando sua cabeça no meu ombro, eu pude respirar em paz e afagar as costas dele. Eu era uma mãe que tinha um filho pequeno e nós dois precisamos de estabilidade, talvez Edward não pudesse nos fornecer isso. Eu não podia ter casos, eu não podia sair me agarrando com ele e depois ser chutada, eu tinha um filho e ele sempre viria em primeiro lugar. Sempre.

“Tudo bem, me desculpe por eu ter sido um garoto mau mamãe. Eu tenho que ir pedir desculpas ao Edward, ele é o meu amigo.” Noah ficou de joelhos na cama rapidamente com um grande sorriso. Sua pequena cabeça só estava confusa. Sorri e beijei sua bochecha, Noah era um bom garoto com um coração enorme.

“Ele foi embora Noah.” Sua carinha de decepção me fez sorrir um pouco. “Mas eu vou ligar pra ele e dizer que você quer vê-lo, tudo bem?” Noah assentiu e voltou a me abraçar.

Nós dois passamos o dia embrulhados em baixo da coberta assistindo desenho animado na TV, depois do almoço um temporal grande caiu sobre a cidade, era realmente uma tempestade, os trovões berravam do lado de fora enquanto a chuva grossa caia, nem de longe parecia que hoje cedo tínhamos tido uma visita do sol. Noah e eu colocamos moletons grossos e fomos fazer chocolate quente e quando vi o molho gelado em cima do fogão que Edward tinha preparado me deu uma pequena dor no coração. Eu mandei mensagens pra ele a tarde toda, mas ele não respondeu nenhuma. Talvez ele tivesse percebido que era de mais pra ele, eu e Noah. Então tinha sido melhor assim, mas Noah não parecia concordar comigo, ele achava que Edward estava bravo pelo episodio de hoje cedo e não adiantava eu negar, ele não acreditava. Depois das onze Noah dormiu no meu colo enquanto assistíamos Monstros S.A eu o levei pra cama calmamente e o cobri com as cobertas, estava uma noite fria e barulhenta pela chuva forte que não parava de cair. Beijei sua bochecha e desliguei o abajur, antes que eu saísse e fechasse a porta, a campainha soou, estreitei os olhos e fiquei parada no corredor por um tempo tentando imaginar quem seria à uma hora dessas. Mas uma vez a campainha soou duas vezes seguidas, desci as escadas lentamente ligando a luz, o desenho bobo ainda passava na TV. Outro trovão soou e eu me encolhi, fui até a porta e olhei pelo olho magico, Edward Masen estava parado bem na minha porta, completamente ensopado ele olhava para os lados e tinha os ombros encolhidos, talvez pelo frio. Meu coração perdeu uma batida. Ele não tinha desistido. Abri a porta e soltei um suspiro quando ele deu um pequeno sorriso. “Edward você está ensopado.” Dei passagem para que ele entrasse, Edward tirou a capa-de-chuva preta que ele usava a jogando de qualquer jeito do lado de fora. Suas roupas estavam um pouco molhadas, assim como o seu rosto e cabelo. Ele tremia um pouco. “Eu vou pega uma toalha.” Ele assentiu e corri até a área de serviço pegando uma tolha limpa e seca. Edward tirou o, sobretudo preto pesado que ele usava ficando apenas com um suéter preto, ele pegou a tolha e secou os cabelos.

“Eu ia vir mais cedo, me desculpe. Eu tive que ir ao hospital, eu estava até agora, só passei em casa pra tomar um banho, com a chuva aquilo está um loucura, mas eu tinha que vir, me desculpe Isabella, eu sei que o Noah queria falar comigo mais eu não consegui vir antes.” Ele fez uma pequena cara de sofrimento e suspirou. Seus cabelos estavam escuros pela água e no seu rosto ainda descia alguns respingos de água.

“Edward...” eu suspirei e fechei os olhos enquanto embolava minhas mãos umas nas outras, abri os olhos e olhei para os meus pés, nós ainda estávamos de pé perto da porta. “Eu não sei o que está acontecendo aqui, mas eu... eu sou uma mãe, Edward, eu não posso me envolver com qualquer um, ou ter casos de um mês por ai, eu tenho o Noah e ele sempre estará em primeiro lugar, e me mataria vê-lo sofrer por minha culpa. Eu não quero pressionar você, claro que não, mas eu, eu... eu não quero assim, eu não posso fazer o meu filho sofrer, não de novo.” Levantei meus olhos e ele estava sério parecendo pensar em algo. Talvez ele desse as costas e fosse embora. Edward passou as mãos no seu cabelo e soltou um grande suspiro. Ele estava confuso.

“Isabella, eu quero eu... Queria dizer que... Mas tudo que eu posso dizer é... Eu quero! Quero muito você, eu quero o pacote todo. Tem muitas coisas que vem me atormentando há um tempo, eu passei tempo de mais esperando por uma coisa que não vai voltar, eu passei três anos da minha vida amargurado e esperando, esperando e nada. Mas agora, agora eu quero tentar com você. Mas você tem que aceitar com o meu pacote também, e ele é bem grande e pesado, tem muitas coisas que eu não esqueci... Coisas do passado que eu... Eu devia ter esquecido, mas eu não posso, não ainda. Eu sou um cara complicado com uma bagagem imensa. Eu tenho pesados e lembranças agridoces del... Deles. Eu não estou pronto pra contar, mas sinto que estou pronto pra tentar. Minha mãe vivia me enchendo a cabeça com isso desde que eu me mudei pra cá há um ano. Mas acho que eu nunca tentei porque a pessoa ainda não tinha aparecido, mas eu sinto que você é a pessoa, eu sou uma confusão iminente. Eu não estou inteiro desde... Muito tempo, então se você quiser esse Edward em pedaços, com cacos e me ajudar a reconstruí-lo. Eu sei que você já tem seus próprios problemas mas eu estou lutando comigo mesmo já tem um tempo então..."

Notas finais
Gostaram? Não? por que? Peeeervas no próximo capítulo temmmmm.... hummm Pessoal comentem aí em baixo e deixem essa autora feliz e com animo de escrever. Recomendações também são muito gratificantes elas me dão uma inspiração.... Então vai lá, não custada nada. Eu sei que muitas não gostam disso ou pensam nós só queremos números, mas não é isso, queremos apenas a retribuição do que fazemos quem é escritora entende. Eu espero realmente que tenha gostado. A partir do próximo os capítulos vão começar a ser betados. Sinto falta de algumas leitoras também, que comentavam em todos os capítulo, apareçam garotas e nos vemos nos comentários.