Entre Médicos
6 Capítulo 06
Notas iniciais
Seattle, Washington
Isabella Cullen
Eu podia denuncia-lo por assedio sexual? É claro que eu podia, porque isso foi um assedio. Certo? O homem se quer me conhecia e achava que tinha o direito de meter a língua na minha garganta. A ideia de denuncia-lo sondava minha mente como uma nuvem, mas eu também não podia fazer isso, ele é o melhor neurocirurgião que Seattle já teve, eu não poderia simplesmente acabar com toda a sua carreira de médico cirurgião, mas também, eu não podia deixar que ele acabasse com a minha carreira, que ele podia facilmente destruir com um sopro, eu estava tão assustada com isso. Mas se aquele desgraçado pensava que eu era como todas essas outras médicas e enfermeiras onde ele enfiava o seu pau com facilidade, ele estava completamente enganado, eu não cairia naquela lábia e muito menos me encantaria por aquele rosto bonito. Talvez o tapa tenha causado um ódio não desejado por mim e tenha mais consequências do que eu imagino. Ainda tinha Leah. Jesus, Maria e José, eu era tão malditamente sortuda. Fiz uma oração interna enquanto corria em direção ao quarto do Sr. Wyn e encontrei o quarto completamente vazio e organizado, não tão vazio, tinha um enfermeiro terminando de trocar os panos da cama, o meu peito parecia pequeno de mais para o meu frágil coração, onde diabos eles tinham se metido? “Oh, você deve ser a Dra. Cullen, Leah disse para ir encontra-la na sala do diretor.” Maldito inferno, porcaria. Porra. Arregalei meus olhos e mordi meu lábio com tanta força que senti o gosto de sangue. Na sala do diretor. No diretor.
Se eu fosse retirada do programa eu estava na merda, nenhum hospital iria me querer, não com a ficha suja no Seattle Grace, eu com certeza era abençoada com a minha querida sorte, ninguém no mundo tinha tanta sorte como eu, invejável. Eu não estava com pressa de chegar até a sala onde eles me esperavam, mas se talvez eu demorasse o Dr. Aro me acharia irresponsável e atrevida. A conversa aconteceria de qualquer maneira, então quanto mais rápido melhor. Minha mãe sempre disse que eu muito provavelmente, devia ter algum transtorno de ansiedade, sempre achei uma grande besteira, mas nesse momento, eu via que não era. Minhas mãos tremiam e suavam, meu coração me assustava com tamanha rapidez nos batimentos. A sala do Dr. Aro ficava no último andar, onde também era uma correria sem fim, eu adoraria estar no meio daquilo, com os meus pacientes tentando esquecer o beijo do meu chefe idiota, ao invés de estar a minutos de ser demitida. Segurei minhas mãos em punhos e fechei meus olhos com força antes de levantar o punho e dar três leves batidas na porta. Eu esperava ouvir um entre, e não dar de cara com Leah abrindo a porta pra mim, com aquele olhar assassino e mandíbula travada, ela estava irada, ela poderia ser uma mulher bonita, se fosse mais simpática. Leah me deu caminho para que eu entrasse e assim que o fiz vi a face séria do Dr. Aro sentado na sua cadeira, às mãos cruzadas em cima da mesa. Demitida. “Mandou me chamar aqui Dra. Clearwater?” ela arqueou sua sobrancelha perfeita pra mim e revirou os olhos como se eu fosse uma demente, e francamente, eu estava me sentindo uma.
“Isabella, sente-se, por favor.” Aro indicou a cadeira na sua frente, eu não queria me sentar, não com Leah me olhando e me cercando como se fosse me comer. Mas eu fiz, sentei-me e voltei a mastigar meu lábio. Todos ficaram em um silencio constrangedor pelos próximos cinquenta e quatro segundos, sim eu contei. “Dra. Clearwater me disse que um paciente com câncer no pulmão estagio quatro, deixou o hospital há meia hora sem alta, Isabella, você sabe alguma coisa sobre isso?” arregalei meus olhos e apertei meus dedos uns nos outros, que ficaram brancos, Aro estava sério e parecia furioso, Leah estava do meu lado, em pé, com os braços cruzados, seu olhar estava brincalhão, como se ela estivesse amando essa situação.
“Eu não fazia ideia Dr. Volturi, deixei o paciente com a Dra. Leah e saí.” Tentei falar sem gaguejar, graças a Deus eu não falhei. Ele recontou na sua poltrona e soltou uma bufada de ar.
“Obviamente tem a ver com você interromper uma profissional formada e experiente na frente do paciente, fazendo-os duvidar da conduta e profissionalismo da nossa oncologista. Pode me explicar sobre isso Dra. Cullen?” sequei o suor frio que escorria pela minha testa e passei minha mão no cabelo. Demitida. Maldita boca grande.
“Eu lamento muito sobre isso doutor, entendo que não devia constranger e nem blasfemar o trabalho da Dra. Leah, eu apenas fiquei intrigada com ela oferecer uma cirurgia em um paciente de câncer no estagio quatro. Ele não sairia de lá vivo.” Ele colocou o dedo indicador nos lábios e olhou para Leah e logo em seguida pra mim. Mas uma vez um silencio intrigante tomou conta da sala, ele olhou no relógio no seu pulso e bufou.
“Eu quero que você entenda que ainda é uma interna aqui dentro Isabella, você não tem especialidade alguma e sequer experiência, eu entendo que em primeiro lugar está seu paciente, e eu aprecio isso, de verdade, mas não pode expor uma profissional assim, o Sr. Wyn foi embora morrendo, pensando que temos incompetentes aqui dentro. Eu não quero isso, não para o meu hospital. Leah sabe que...”.
“Mandou me chamar chefe?” Edward colocou a cabeça dentro da sala e meu coração que já estava explodindo, deu uma reviravolta no meu peito que quase senti como se fosse cuspi-lo a qualquer momento. Deus, não. Edward ego grande nessa conversa não. Demitida. Eu podia sentir o cheiro da demissão entrar pelo meu olfato. Ele se vingaria de mim agora.
“Oh, claro Edward entre, por favor.” Aro lhe deu um sorriso, assim que ele se aproximou e parou em pé do meu outro lado, eu podia ver a marca vermelha da minha mão no seu rosto pálido, santo cristo. Me sentia cercada por lobos, Leah do meu lado esquerdo e Edward no direito, os dois de pé, e eu sentada, indefesa, acusada e com certeza demitida. “Você é o cirurgião responsável por Isabella Cullen, certo?” ele apenas assentiu, colocando as mãos para trás como um militar. Ele não me olhou desde que entrou ali.
“O que ela fez?” ele grunhiu como se eu fosse sua filha de dois anos que aprontou no maternal. Então Dr. Aro contou toda a merda desde o inicio, até o fim. Fazendo Edward ouvir atentamente e balançar a cabeça regulamente. Sério como sempre. Aquela marca vermelha no seu rosto me fazia lembrar o quanto eu estava fodida.
“Eu quero que ela seja expulsa do programa.” Leah disse calmamente, assim que Aro terminou toda a história. Me encolhi na cadeira e olhei para Aro que batucava os dedos na mesa.
“Me desculpe se eu estiver errado Dr. Aro, mas sinceramente acha que isso é o correto? O paciente era dela, não é isso que temos que fazer? Salvar o nosso paciente, e o senhor sabe mais que ninguém que a opção que a Dra. Leah deu não foi a correta. Colocar um paciente estagio quatro na sua pesquisa não é legal Dra. Clearwater.” Edward sussurrou como se fosse um segredo de estado. Edward olha rapidamente para Leah e abre um pequeno sorriso irônico, ele estava me defendendo? Eu sentia que teria um enfarte a qualquer momento e Edward seria o culpado disso, não apenas por ele estar estranhamente me defendendo, mas por que a presença dele me deixava maluca.
“Sim, mas o paciente foi embora, sem receber alta.” Leah cuspiu, eu me sentia em um tribunal onde Aro era o juiz, Leah a advogada de acusação e Edward meu defensor, o que era malditamente estranho.
“E você acha que isso é culpa dela? Se você parasse para refletir Dra. Leah veria o quando irresponsável você foi. O paciente foi embora com medo, estão certos, uma cirurgia no estagio quatro, sério?” Edward olhou pra ela como se ela fosse um verme. Eu estava petrificada. “Aro, isso sinceramente não é motivo para tirar uma médica dedicada como Isabella do programa, sejamos razoáveis. Ela é uma caloura, está começando o negocio agora, tem apenas um mês e alguns dias que ela está aqui, e está indo muito bem por sinal. Todos nós cometemos erros, uns grandes e outros pequenos ainda mais os internos. Eu era um péssimo interno, comedi inúmeros erros ao longo da minha carreira e olhe só, hoje sou o melhor cirurgião de Seattle.” Ele deu um sorriso ao se gabar, mas eu não podia deixar de agradecer e de admirar o seu belo sorriso torto.
“Certo, espero que isso não se repita Isabella, nunca questione um médico em frente ao seu paciente. Quero que você procure o paciente fujão e converse com ele, dê toda a assistência e todas as opções. Pode se retirar.” Eu estava sentada como um robô em cima da cadeira olhando para o homem alto do meu lado, eu ainda não acreditava que ele tinha me defendido, eu me perguntava se ele tinha esquecido do episodio na sala, mas a marca vermelha na sua face não o deixaria esquecer. Seus olhos de uísque não olhavam pra mim, mas quando ele percebeu que eu não me levantava do lugar ele me olhou, com uma sobrancelha arqueada e um sorriso torto pequeno. Maldito coração traidor. “Eu gostaria de ter uma conversa a sós com o Dr. Masen.” Aro me disse, quando também viu que eu não movi uma unha. Talvez eu estivesse em choque. Em seguida eu acordei quando vi que todos ainda olhavam pra mim.
“Obrigada Dr. Volturi.” Lhe ofereci um sorriso assim que sai da sala. O oxigênio no meu pulmão era pouco, encostei-me na parede ao lado da sala e fechei os olhos. Caralho. Isso tinha mesmo acontecido. Dr. Ego GG estava me defendendo, não antes de elevar seu ego, mas ainda sim, foi uma defesa, pensei que ele iria se vingar da minha ousadia. Um sorriso satisfeito saiu dos meus lábios, talvez ele não fosse tão ruim assim, quer dizer, ele é sim ruim, mas não tanto, ou era apenas um plano esquisito dele, o que eu não duvidava nada, sendo ele quem é. Recebi uma mensagem no meu pager e sai correndo com um sorriso satisfeito no rosto.
“Ethan Gray, dezoito anos, teve a metade da perna dissipada em um acidente de moto. Está desacordado desde que o encontraram. Estável. Batimentos cárdicos regulares, mas a pressão está baixa, ele perdeu muito sangue.” Um garoto deitado em uma maca estava desacordado. A metade da perna do rapaz, do joelho pra baixo estava dilacerada, colada apenas por uma mínima camada de pele.
“Já chamaram o Dr. Caius?” Perguntei enquanto tirava algumas quantidades de faixas que estavam em cima da sua perna.
“Eu estou bem aqui. Caralho, isso está feio.” Dr. Caius parou do meu lado, ele parecia jovem de mais, era um homem bonito, assim como todos os médicos deste hospital, minha teoria era que para ser aceito aqui dentro tinha que ter um rosto bonito, apenas isso explicava por que tantos médicos lindos, Edward era o rei deles, é claro. “Ok, vamos fazer uma tomografia pra ver como está essa bela perna aqui.” Ele me deu um sorriso brilhante e anotou algo no seu prontuário antes de me estregar. “Faça isso pra mim, querida.” Caius me lança uma piscadela e um sorriso pequeno. Eu já tinha trabalhado com ele em um caso antes e notei que ele flertava todas as enfermeiras, o que era sujo, já que a sua aliança grossa de ouro na mão esquerda dizia claramente que ele era casado.
Assim que os enfermeiros locomoveram o homem para a tomografia algo deu extremamente errado, um jorrar de sangue surgiu, sujando todos os enfermeiros e a mim, ele estava tendo uma hemorragia nada controlada. Arregalei meus olhos com a quantidade de sangue no chão, sua pressão estava caindo e os batimentos também. Merda. Alguém gritou por Caius enquanto eu tentava estabilizar a hemorragia e a pressão. “Vamos leva-lo para a sala de cirurgia agora.” O ortopedista gritou e saímos com o rapaz até a sala de cirurgia. Eu fiquei com o Dr. Caius na sala por nove horas. Ele teve duas hemorragias e uma parada cardíaca, mas conseguimos controlar, Caius fez um trabalho extraordinário recompondo a perna do rapaz, ele não teve que fazer uma amputação. E está foi a primeira vez que eu participei e literalmente coloquei a mão na massa na ortopedia, o que me fascinou, eu o auxiliei em toda a parte cirúrgica. Eu estava cansada e meus ossos doíam, mas eu estava tão apaixonada por ter estado em uma sala de cirurgia hoje. Assim que sai da sala de cirurgia fui me lavar e jogar os trajes fora. Eram oito horas da noite e eu duvidada que tinha alguma loja esportiva aberta, eu odiava magoar Noah, principalmente por que eu tinha prometido. Procurei Edward por todo o hospital para agradecê-lo, mas não o encontrei em lugar nenhum.
“Bella, você não acredita no que o Emmett fez.” Alice quase me fez cuspir o meu café fumegando como o inferno. Ela apareceu atrás de mim enquanto eu caminhava para o vestiário.
“Não foi nada de mais.” Emmett se defendeu quando se pôs do meu lado.
“Eu vou matar você seu filho da mãe idiota.” Alice tentou lhe dar um tapa, mas ela quase acertou o meu braço.
“Qual é o problema de vocês afinal?” grunhi me jogando em um dos bancos do vestiário voltado a tomar o meu café.
“Emmett convidou Edward para a nossa pequena reunião amanhã.” Eu cupi todo o meu café e olhei boquiaberta para Emmett que encolheu os ombros.
“Ficou maluco Emmett? Chamou o nosso chefe arrogante e idiota? É sério, qual é o seu problema?” lhe dei um tapa no ombro. Alice cruzou os braços e olhou pra ele com a sobrancelha arqueada.
“Eu soube o que aconteceu hoje, então como uma forma de agradecimento por ter te safado dessa, eu o convidei, que problema tem afinal? Aposto que ele nem vai, vocês tinham que ver a cara dele quando eu convidei, era como se ele quisesse me enforcar com o estetoscópio.” Falou como se não fosse nada, como diabos ele sabia o que tinha acontecido hoje?
“O que aconteceu?” os olhos de Alice brilharam e eu bufei, maravilha, daqui a pouco todo o hospital saberia.
“Ótimo Dr. Fofoqueiro, conte a Alice toda a história, eu tenho que ir pra casa.” Quando saí eles não estavam mais lá, os dois estaria de plantão hoje, apenas Mike estava vestido pronto para ir embora e com a mochila nas costas.
“Hey Bella, vai pra casa?” nós dois saímos juntos enquanto mantínhamos uma conversa agradável, Mike era engraçado e eu gostava disso nele. Assim que chegamos à garagem cada um foi para um lado. Dirigi o mais rápido que pude até a loja de esportes mais próxima, que como eu já imaginava, estava fechada. Fiquei estacionada em frente à loja por vários minutos, maldição. Eu odiava não cumprir o que prometia ao meu filho, dirigi de volta pra casa lentamente, o trânsito estava parado, mas eu não queria chegar em casa tão rápido hoje, eu odiaria ver os olhos de decepção do meu garoto.
Quando entrei não ouvi TV ou vídeo game ligados como eu imaginava, apenas a voz doce do meu filho na cozinha com Jane, eu não pude deixar de sorrir com Noah todo coberto por farinha, e extrato de tomate, eles cantavam uma música enquanto Jane dançava remexendo algo no fogão. Era a cena mais adorável que já tinha visto.
“Que sujeira é essa?” Noah se virou pra mim e deu um enorme sorriso, ele vestia um moletom cinzar, que agora estava todo branco de farinha e vermelho de molho de tomate.
“Mamãe, você não imagina, eu a Jane estávamos fazendo o seu jantar, mas é surpresa.” Ele colocou o dedo indicar na boca e sussurrou, sua inocência infantil me encantava.
“Uau meu amor, eu tenho certeza que vou adorar, estou morrendo de fome.” Coloquei a mão no estomago e fiz uma careta, beijei a cabeça dele e senti seu cheiro de shampoo, ele tinha tomado banho há pouco tempo e já estava completamente sujo.
“Humm, mamãe, você trouxe algo?” ele prendeu seu lábio inferior entre os dentes e moveu a cabeça para meu lado como se procurasse alguma coisa atrás de mim. Suspirei e me abaixei ficando na sua altura, coloquei seu cabelo atrás da orelha e beijei a ponta do seu nariz.
“Desculpe a mamãe Noah, sai tarde do trabalho hoje, eu passei, mas estava fechado. Realmente me desculpe, prometo que amanhã vamos comprar juntos antes de te levar pra escola, tudo bem?” suas bochechas branquelas atingiram um tom de rosa e ele balançou a cabeça positivamente.
“Tudo bem mamãe!” Ele deu de ombros e sorriu pra mim, Noah era o garoto mais incrível do mundo e eu não tinha duvidas disso.
“Obrigada homenzinho, você terá suas novas luvas em breve.” seus olhos brilharam e seu sorriso cresceu gradativamente.
“Tá bom mamãe, mas você vai ter que me comprar um novo taco também, tudo bem pra você?” eu sorri e o peguei em um abraço.
“Tudo ótimo pra mim, garoto.”
“Oh meu Deus vocês estão imundos, vão tomar um banho para jantar.” Jane colocou as mãos na cintura. Nós ficamos abraçados por um tempo até corrermos em direção ao banheiro para tomar um banho.
[...]
A casa do Emmett McCarty não era um bordel como eu imaginava, bom, pelo menos não do lado de fora. Era em um prédio muito luxuoso na verdade, ao lado de fora da porta eu já ouvia as vozes misturas e uma musica tocando, eu já tinha me arrependido de estar aqui. Noah apetou a minha mão com um pouco de força e olhei pra ele. Noah era uma criança muito preocupada com o que os outros iriam pensar sobre ele, o que não era bom, ele mesmo escolheu a sua roupa e arruou o seu cabelo, na verdade bagunçou mais que arrumou, aquela juba precisava de um belo corte, ele colocou a sua mão livre no bolso da sua jaqueta e se encolheu do meu lado no momento que eu toquei a campainha. “Não precisa ter vergonha amor, vai ficar tudo bem. Eles vão amar você.” Ele balançou a cabeça e suspirou.
“Sua vadia, está atrasada.” Uma Alice completamente furiosa abriu a porta com força, ela estava tão linda em um vestido colado e curto, salto alto e uma maquiagem bem feita.
“Olha o vocabulário Alice.” Ela olhou pra baixo e deu um enorme sorriso ao ver Noah que também sorriu ao vê-la.
“Oh, meu Deus, você está lindo Noah, parece um homem em miniatura, se você fosse um pouquinho mais velho, eu certamente namoraria com você.” Ela deu uma piscadela o fazendo corar até a alma.
“Oi tia Ali.” Ele lhe lançou um sorriso magnifico e abraçou a baixinha pela cintura. Assim que eles se cumprimentaram nós entramos e senti Noah apertar minha mão com mais força. Não estava lotado, mas estava cheio, bastante cheio, uma musica em uma altura razoável tocava no ambiente, pessoas que eu só tinha visto de longe estavam todos ali reunidos, com suas roupas casuais, uma garrafa de cerveja, e mastigando algum amendoim. Ok, eu deveria saber que não era uma simples reuniãozinha. Emmett e Alice eram bem mais complexos que isso.
“Ai estão vocês, ei, você é o garoto que eu vou derrotar no vídeo game hoje?” Emmett bagunçou ainda mais os cabelos de Noah o fazendo gargalhar enquanto tentava colocar tudo no lugar.
“Emmett, este é Noah, filho, este é o amigo bobinho da mamãe, mas não diga isso, ele não gosta.” Sussurrei no seu ouvido e ele assentiu com um pequeno sorriso travesso.
“Mamãe, diga a ele que ninguém me vence no vídeo game. Eu acho que ele não vai querer jogar comigo de qualquer forma.” Noah deu de ombros como um rapaz grande.
“É verdade Emm, ninguém ganha desse homenzinho aqui.” Emmett revirou os olhos como uma criança.
“Vamos ver.” Ele moveu as sobrancelhas pra mim e nos levou até a cozinha, seu apartamento gritava solteiro. Era bonito, mas desorganizado. Ele nos serviu com suco e alguns marshmallows o que fez os olhos de Noah brilharem. Eu fiquei sentada com Noah, Alice e Mike no sofá por vários minutos, Mike e Noah falavam de futebol americano como homens o que me fazia rir. Eles tinham se dado muito bem. Emmett passou uma boa quantidade de tempo xavecando alguma moça que eu não me lembrava de ter visto antes. Tinham em media umas quinze pessoas ali, eles conversavam alto entre si e bebiam, algumas até dançavam, mas como Emmett disse, não tinha sacanagem, bem, pelo menos não por enquanto e não onde eu pudesse ver.
“Bella, olha quem está ali sozinho, desde a hora em que chegou e não tira os olhos daqui.” Alice sussurrou olhando para um ponto fixo atrás de mim, segui o seu olhar discretamente e vi um par de olhos amarelados na minha direção, eu perdi o folego quando vi Edward Masen sentado um pouco distante de mim, tomando alguma coisa.
“Ele veio? Eu não sabia.” Tentei não olha-lo mais. Era realmente estranho ter Edward em um lugar que não fosse o hospital ou alguma praça estupida.
“Ele está aqui desde as oito horas. Mas não se enturma com ninguém.” Ela deu de ombros e voltei a olhar pra ele. Eu tinha que agradece-lo de qualquer maneira, seria uma ótima oportunidade. Mesmo eu estando malditamente tremendo.
“Hum, Alice, eu ainda tenho que agradece-lo sobre ontem, fique de olho no Noah pra mim, sim?” Ela me lançou um sorriso sacana me fazendo revirar os olhos.
“Tudo bem, boa sorte, você vai precisar.” Respirei fundo algumas vezes antes de criar coragem e caminhar até lá, meu filho ainda tinha uma conversa significativa e animadora com Mike, que sequer notou que saí. Enquanto eu caminhava ele olhava pra mim, me fazendo tremer dos pés a cabeça, meu coração era como um pulador maluco. Assim que eu parei na sua frente ele ficou de pé. Tão lindo e sexy, ele usava uma calça caqui preta, uma camisa de botões jeans, com as mangas arregaçadas até o cotovelo, o seu cabelo naquela desordem magnifica, e ele tinha feito a barba, eu nunca tinha visto o seu rosto tão liso e sem pelos daquele jeito, o que me dava mais vontade de lamber aquela mandíbula sexy. Eu sentia como se eu abrisse a boca e soltasse um monte de palavras sem nexo. Ele tinha um copo de suco na mão e um sorriso bonito.
“Isabella.” Ele me cumprimentou bebericando sua bebida o que me dava más ideias.
“Edward.” Soltei de volta, sorrido envergonhada, ele parecia tão mais bonito quando não estava sendo idiota. Ele colou a sua bebida em uma mesinha de centro em frente a sua cadeira e continuou de pé, com os braços cruzados, mostrando seus belos músculos colados na camisa.
“Hum, eu queria realmente agradecer a você por ontem, eu iria agradecer hoje, mas foi minha folga, então de verdade, obrigada.” Ele sorriu e deu de ombros, se ele soubesse o quanto ficava lindo sorriso o faria com mais frequência.
“Espero que aquilo não se repita novamente, não sou seu intercessor.” Oh é claro, aquela arrogância tinha que aparecer, para estragar tudo, maravilha, revirei meus olhos e vi que ele percebeu, o filho da mãe imitou meu gesto e se sentou na sua cadeira novamente, tomando a sua bebida sem me olhar. Tão idiota.
“Não vai se repetir, eu garanto Dr. Masen.” Falei com ironia e seus olhos amarelados olharam pra mim.
“Achei que estávamos na fase de Isabella e Edward, não estamos no hospital.” Voltou a revirar os olhos pra mim, eu juro, se aqueles olhos não fossem tão bonitos, e se isso não me levasse à cadeia, eu arrancaria seus belos olhos com um bisturi.
“Achei que você fosse arrogante assim só no hospital.” E então pego de surpresa ele meio que se engasgou com a sua bebida, vamos lá, ninguém nunca tinha o dito o quanto ele era insuportável?
“Eu não sou arrogante.” Ele protestou com a voz irritada e obviamente, arrogante.
“Você com certeza é, o tempo todo na verdade, está sendo agora.” Cruzei meus braços e ele franziu o cenho.
“Eu estou?” ele encolheu os ombros como se estivesse se sentindo ofendido.
“Você está. E você foi mais ainda ao me beijar sem minha permissão.” E pela primeira vez em um mês e duas semanas eu vi Edward Masen corar, suas bochechas atingiram um tom acima do vermelho.
“Oh.” Foi tudo o que ele disse, desviou os olhos de mim e olhou pra um ponto distante, suas bochechas ainda estavam coradas, e eu queria rir ou fotografar esse momento, ele estava sem palavras. “Sinto muito.” Sussurrou abaixando olhando para os próprios pés, ele estava envergonhado.
“Você está se desculpando? Você pede desculpas? Santo Deus isso é um milagre.” Edward passou dos dedos pelo seu cabelo revolto e deu de ombros.
“É claro que sim. Realmente me desculpe, eu não sei o que me deu.” Sussurrou novamente.
“Mamãe, mamãe, Emmett me chamou pra jogar Xbox, vamos jogar algum jogo de Baseball, vai ser legal né? Diga pra ele que eu vou ganhar e ele me deve cinco dólares.” Noah apareceu do meu lado puxando o meu braço quicando no chão.
“Cinco dólares Noah? Emmett, está ensinando o meu filho a apostar?” Emmett que apareceu atrás dele deu de ombros.
“É, só um jogo, vai ser divertido ganhar desse pestinhA.” Ele bagunçou os cabelos de Noah o fazendo rir. Emm era tão infantil quanto o Noah.
“Hey, você é o grande corajoso do parque, certo?” Edward se manifestou tirando a atenção de todos pra ele. Noah deu um passo pra trás e pegou minha mão com força.
“Você é o médico mau?” Vi os olhos de Edward se arregalarem e eu dei um olhar reprovador para Noah, ele encolheu os ombros e mordeu seu lábio.
“Eu não sou mau.” Ele se defendeu se agachando e ficando na altura de Noah, o que foi fodidamente estranho. “Por que acha isso?”
“Hum, você não foi um cabaleiro com a mamãe.” Ele sussurrou e pela musica um pouco alta eu não sabia se Edward tinha ouvido, mas ele tinha, pelo seu olhar, ele tinha.
“Eu realmente sinto muito, não gosto que grandes corajosos como você pensem que sou mau, eu sou um cara legal, e tenho certeza que você é um moleque muito bom no vídeo game, estou certo?” meu filho deu um sorriso pra ele.
“Eu sou ótimo, hey, você quer jogar?” Noah parecia empolgado de mais. Se aquele desgraçado desse uma má resposta pro meu filho, eu lhe daria outra marca no rosto. Mas ao olhar para o rosto do Edward, mordi o meu lábio um pouco, ele não parecia bravo ou com qualquer sinal de arrogância, ele parecia surpreso, seus olhos estavam levemente arregalados e sua boca entre aberta, e aos poucos o canto do seu lábio foi se abrindo em um pequeno e discreto sorriso torto, apenas para em seguida ele abrir o seu maior sorriso, o sorriso que eu não conhecia.
“Eu adoraria.” Todos se surpreenderam, menos Noah, que abriu um sorriso enorme, largou a minha mão, pegou a Edward e a de Emmett e saíram andando.
“Uau, você está uma gata.” Me virei de costas dando de cara com Jake. Ele estava bonito e muito atraente com uma garrafa de cerveja na mão, sua camisa preta era realmente muito colocada, destacando todos os seus gritantes músculos.
“Você não vai me levar pra cama, mesmo estando um gato, não vai.” Ele me abraçou, que retribuí de bom grado, seus braços eram fortes ao meu redor quase me fazendo perder o folego, e era quente, realmente quente, como se a sua pele pegasse fogo, no seu rosto tinha um sorriso infantil magnifico.
“Acabei de sair do hospital, vim direto pra cá, sabe como é, bebida e comida de graça não é sempre.” Eu sorri e concordei. “Onde está o seu filho?” Esticou o pescoço como se tentasse acha-lo.
“Jogando vídeo game com Emmett e Edward.” Ele arregalou os olhos e eu sorri. Provavelmente aquilo tinha sido a coisa mais esquisita que ele supostamente tinha ouvido hoje.
“Edward?” Fez uma careta e fingiu vomitar, eu revirei os meus olhos enquanto dava uma risada.
“Sim, ele não é tão ruim assim.” Dou de ombros, mas aquilo parecia tão ridículo que eu reconsiderei as minhas próprias palavras fazendo uma careta.
“Você está usando drogas, ou algo assim?” Rimos e ficamos conversando sobre amenidades por vários minutos, ele foi buscar uma bebida para nós, eu não beberia álcool já que estava dirigindo, então ele pegou um suco de uva pra mim e outra garrafa de cerveja pra ele. Alice e uma garota que descobri também ser interna, que se chamava Eliza, se enturmaram na conversa, era uma garota divertida e flertava descaradamente com Jake, ele como o pervertido que era, estava adorando. Depois de meia hora, alguns convidados começaram a ir embora, claro, festas que envolvem cirurgiões não duravam a noite toda, não quando não era algo realmente grande, todos trabalhavam na manhã seguinte e muitos ficariam de plantão.
“Mamãe eu consegui ganhar dos dois. Você acredita nisso?” Noah, Edward e Emmett apareceram, os três tinham um sorriso no rosto e pareciam satisfeitos, Edward parecia tão lindo e jovial com aquele sorriso e aquele olhar.
“Isso é maravilhoso Noah, eu não acredito que esses dois marmanjos tenham perdido pra você.” Sorri olhando para os dois homens agora com ombros encolhidos.
“Ele é bom, o que eu posso dizer.” Edward sussurrou ainda sorrindo. Noah lhe deu um minúsculo murro de brincadeira na perna e os dois sorriram. O que diabos eu tinha perdido?
“Vamos jogar banco imobiliário.” Os olhos de Emmett brilharam, ele era tão criança. E eu queria dar o fora daqui.
“Eu não sei Emmett, tenho que ir embora está ficando tarde.” Sussurrei, mas não era toda a verdade, eu não era muito boa nesse jogo, oh vamos lá, a quem eu queria enganar, eu mal sabia jogar.
“Vamos ficar mamãe, por favor.” Noah se remexeu do meu lado fazendo uma careta, mordi meu lábio com força e olhei para Edward que não tirava os olhos de mim um segundo, aquele sorriso torto e sexy estava estampado no seu rosto. Eu me sentia estranha quando ele me olhava daquele jeito, esse Edward era realmente novo pra mim.
“Sim, Isabella, fique, vamos lá, está com medo de perder alguns milhões pra mim?” Emmett arqueou as sobrancelhas e me lançou um olhar divertido.
“Hum, tudo bem, eu não sei jogar muito essa coisa, então peguem leve.” Nós caminhamos até o meio da sala de estar de Emmett que já estava meio vazia, sentamos no chão e senti os pelos do meu corpo se eriçarem no momento em que Edward se sentou do meu lado.
“Tudo está ligado á 32 casas plásticas, 12 hotéis, 28 títulos de propriedade, 30 cartões sorte/revés, 6 piões, 2 dados, 380 notas e um tabuleiro.” Edward sussurrava perto de mais do meu ouvido, explicando tudo enquanto Emmett e Alice organizavam o jogo no tapete da sala. “Obviamente o objetivo é torna-se o jogador mais rico, através de compra, aluguel, ou venda de propriedades.”
“Está me ajudando?” Sussurrei de volta, ele deu um sorriso e encolheu os ombros.
“Uma trégua seria bom entre nós, não acha?” Sorriu e bateu seu ombro de brincadeira no meu. Arquei uma sobrancelha pra ele e mordi meu lábio.
“Está falando sério? Você esta bêbado?” Eu não fazia a merda de ideia por que meu coração batia tão estranhamente acelerado. Edward sorriu e negou.
“Por que não? Eu posso ser um cara legal, quando eu quero. E não, eu não estou bêbado.” Ele sorriu e ergueu as sobrancelhas pra mim.
“Espero que você ganhe mamãe.” Desviei meus olhos quando Noah se agarrou ao meu pescoço e beijou meu rosto. O jogo começou e eu estava tão nervosa, quando era minha vez, minhas mãos suavam e tremiam eu era um fracasso nesse maldito jogo.
“Puta merda. Você me deve doze mil dólares Isabella. Pegue emprestado com o banco já!” Edward estava levando esse jogo tão a sério. Ele estava ganhando, Emmett quase empatando, Alice e eu estávamos completamente perdidas, quer dizer, eu estava, pelo menos.
“Isso não vale, você é um estoquista dos infernos” Resmunguei bufando, Noah estava desanimado sentado no sofá, na verdade ele estava desanimado desde a hora me que comecei a dever mais que adquiria, ele constatou que sua mãe era um fracasso em conseguir dinheiro com malditos imóveis desse jogo idiota. Jogamos por mais cinco minutos até Edward conseguir a merda toda. Emmett queria uma revanche, mas eu não ficaria para me sentir mais envergonhada, eu tinha perdido e não de uma maneira bonita.
“Bem, eu tenho que ir, está tarde.” Fiquei de pé e Edward olhou pra mim, também levantando. Olhei ao redor para ver se encontrava Jake e ele tinha evaporado, com certeza com a garota de mais cedo.
“Eu também vou.” Ele e Noah deram um olhar cumplice o que me intrigou.
“Mamãe, Edward me disse que no prédio onde ele mora tem um campo de baseball e bem, ele me chamou pra jogar lá amanhã, você vai deixar não vai?” Eu fui pega completamente e totalmente de surpresa, o que diabos esse menino tinha me pedido?
“O que?” Edward colocou uma mão no bolso e passou os dedos no cabelo. Emmett colocou o seu braço pesado no meu pescoço e sorriu.
“Eu vou também Bella, qual é gata, você vai trabalhar, eu passo na sua casa, pego o pestinha depois da aula e vou com ele para a casa do Edward, depois você vai busca-lo.” Eles falavam mesmo sério? Edward tinha chamado o meu filho para a casa dele, para jogar? Ontem ele era o cara mais arrogante que já tinha chegado a conhecer, e agora convidava o meu filho para um jogo?
“Não queremos atrapalhar Edward.” Era uma desculpa ridícula, mas foi a primeira que passou na minha cabeça. Eu verdadeiramente não queria o meu filho perto dele, realmente não.
“É minha folga amanhã e a do Emmett também, Noah me disse que queria jogar, estava com saudades, bem, eu também não jogo faz um tempo, e agora que tenho companhia não quero deixar a oportunidade passar, não vai incomodar, Isabella, pode ficar tranquila eu não sou um monstro.” Ele parecia ter entendido o meu medo, sua mão grande e quente veio até o meu ombro e mesmo pelo pano da seda da minha camisa, senti o quanto ele era quente. “Emmett vai estar lá Isabella, se quiser pode até levar a babá. A trégua ainda está de pé.” Me deu uma piscadela me deixando mais desnorteada.
“Ah mamãe, por favor, você prometeu que ia me deixar jogar qualquer dia desses, eu quero jogar com o Edward e o Emmett, por favor.” Noah deu uns pulinhos na minha frente com as mãos unidas em frente ao rosto como se fizesse uma oração. Como este homem tinha conquistado o meu filho em poucas horas, eu não sabia. Mas ele tinha malditamente conseguido e eu não sabia se estava gostando daquilo.
“Acho que tudo bem então, se realmente não for incomodo.” Olhei diretamente para Edward que bufou, para em seguida revirar os olhos,
“Eu já disse que não!” Ele estava sem paciência. Eu mordi meu lábio e olhei para os olhos pidões do meu menino, meu coração ficou tão pequeno.
“Tudo bem então.” Merda, eu não queria que aquilo acontecesse, aquilo parecia estranho de mais, aquela situação não parecia certa em absolutamente nada.
“Obrigado mamãe, vai ser muito legal.” Noah pulava e conversava animadamente com Emmett, planejando seu dia de amanhã.
“Agora precisamos ir.” Nos despedimos de algumas pessoas e Edward nos seguiu até a saída. Ele apenas se despediu de Emmett e Alice com um aceno. Fomos no elevador em silencio, quer dizer, eu fui em silencio, Noah e Edward conversavam como se fossem velhos amigos sobre o dia deles amanhã. “Hum, meu carro está bem ali.” Aponto para o meu Mini Copper assim que chegamos na calçada, ele colocou as mãos pra trás e senti um formigamento no estomago no momento em que ele olhou pra mim.
“Tudo bem, o meu está do outro lado da rua.” Apontou para um volvo preto do outro lado. “Boa noite Isabella!”
“Boa noite Edward, mais uma vez, obrigada por ontem.” Sorri sendo acompanhada por ele.
“Não por isso. Até amanhã grande corajoso.” Deu uma piscadela para Noah que sorriu animadamente.
“Até amanhã Edward, boa noite.” Eles sorriram um para o outro e bateram os punhos como velhos amigos, aquilo fez meu coração dar um pulo.
“Boa noite.” Ele sussurrou, me lançou aquele sorriso e deu as costas. Aquilo parecia absolutamente errado, tudo parecia estar fora dos eixos. Eu só podia estar doente ou algo assim, porque diabos eu estava com o meu músculo cardíaco um pouco acelerado por aquele idiota?
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