Notas iniciais
Espero que gostem!


Isabella Cullen.

“Tem que me prometer que vai ser um bom garoto e cuidar da mamãe, certo Noah?”

Quando se está na faculdade de medicina, uma das primeiras coisas que você tem que aprender, inevitavelmente é ser extremamente forte, é algo que você realmente tem que aprender a ser, ou é forçada, porque não tem coisa pior do que dizer a família do seu paciente que você falhou, que não tem o dom de salvas todas as vidas como pensa no memento em que coloca os pés no seu primeiro dia em um hospital. Mas eu nunca aprendi, eu nunca fui forte o suficiente, não estava preparada e muito menos sendo forte para ver o meu pequeno garotinho se derramando em lagrimas enquanto se despedia do homem que ele mais amava na vida. E era um desses momentos que eu me sentia uma vadia de merda, por mais que a culpa de toda a situação não fosse minha. “Eu prometo papai.” Carlisle tirou Noah do chão e o abraçou forte sobre o seu corpo, meu pequeno menino colocou o rosto na curva do pescoço do pai e chorou alto o suficiente para que eu ouvisse. Aquilo me quebrava por dentro. Carlisle tinha os olhos fechados enquanto cheirava os cabelos do nosso filho. Eles se amavam e isso era totalmente visível para qualquer pessoa.

“Ótimo amigão. Agora vocês precisam ir antes que fique tarde. Eu te amo muito Noah!” Carlisle o colocou no chão e se ajoelhou na sua frente, ficando da altura do Noah, ele beijou seus cabelos claros, colocando na sua cabeça, um boné do time de basebol predileto deles. Eu sempre soube que aquela seria à parte mais difícil do meu divórcio.

“Eu te amo ao infinito e além, papai. Muito. Muito. Muito!” Ele deu um pequeno sorriso e se abraçaram mais uma vez, eu estava encostada no carro, dando o momento deles, era o mínimo que eu podia fazer por afasta-los. Meus olhos estavam salpicados com algumas lagrimas, ver Noah chorando me quebrava. Os dois deram as mãos e vieram na minha direção. Ver o rosto triste do meu filho me fez repensar um pouco na minha atitude. Eu estava me fodendo para Carlisle, mas pelo Noah, eu faria qualquer coisa. Carlisle abriu a porta de trás do carro e ajudou o Noah a subir, ele prendeu o Noah na cadeirinha e beijou sua bochecha pela ultima vez.

“Tem certeza que é isso que quer Bella? Tudo que eu mais queria no mundo era que fossemos uma família de novo. Nós podemos tentar!” Revirei os olhos para as suas palavras, ele tinha um pequeno sorriso no rosto, seus olhos azuis como os do nosso filho estavam marejados, e ele respirava fundo algumas vezes. Depois de seis anos de relacionamento, a única coisa boa que eu levaria pelo resto da minha vida, era o nosso filho e o amor lindo que eles nutriam um pelo outro. Eu sequer podia acreditar que fui completamente apaixonada por ele algum dia. “Independente de qualquer coisa Bella, eu quero que você seja feliz e quero para Noah toda a felicidade do mundo também. Eu sei que eu errei e que você não merecia isso. Mas eu ainda amo você, e se um dia me perdoar e decidir voltar, eu estarei aqui.” Ele colocou uma mecha do meu cabelo atrás da orelha e beijou minha bochecha de uma forma carinhosa, como há muito tempo ele não fazia. Admirei seus olhos azuis e sorriso bonito e fácil. “Eu só ainda não te perdoei por levar o meu filho de mim. Mas eu aceito suas decisões.” Ele suspirou olhando novamente para dentro do carro, onde Noah estava, Carlisle suspirou e cruzou os braços voltando sua atenção pra mim.

“São três horas de viajem até Seattle Carlisle, você pode ir quando quiser, e ele passará as férias aqui com você. Desculpe-me por estar os afastando mais eu preciso seguir a minha vida longe de você, longe de tudo.” Ele acenou e me encarou por uma última vez antes de abrir a porta do carro pra mim. Antes de ligar o carro eu olhei para a bela casa que um dia foi minha, a casa que por algum tempo era o meu lugar predileto no mundo. Mas agora, não passava de um lugar qualquer.

“Eu amo vocês.” Revirei mais uma vez meus olhos pra ele o fazendo dar um sorriso de lado, Carlisle era um lindo homem e ele sabia disso, ele sabia como me afetava, e como afetava também todo o sexo feminino, mesmo quatorze anos mais velho do que eu, ele conseguia ser extremamente e maldosamente atraente. Liguei meu carro e arranquei com o meu carro dali. Cada quilometro que passava, era uma parte da minha vida que ficava para trás, e eu me sentia muito assustada sobre isso. Olhei para o retrovisor e vi Noah olhar a paisagem pela janela, seus incríveis olhos azuis derramava lagrimas silenciosas e eu desejava morrer por isso.

“Eu sei que você vai ficar com saudades do papai amor, mas eu prometo que logo, logo você vai vê-lo, e você pode conversar com ele todo dia por telefone. Você vai adorar a nossa nova cidade!” Ele secou suas lagrimas com suas mãos e assentiu me dando um bonito sorriso. Eu o amava tanto.

A placa de Forks ficou para trás como um vulto e eu soltei um longo suspiro. Eu estava seguindo em frente, em busca da minha própria felicidade e inevitavelmente a do Noah também. Seria uma cidade completamente nova, casa nova, pessoas novas, e aquilo completamente me apavorava um pouquinho.

Nós tínhamos uma viajem longa pela frente, então liguei o DVD para que Noah se distraísse um pouco e não ficasse tão entediado durante as próximas três horas de viagem. Automaticamente ele vidrou os seus olhos na tela pequena no banco do carro e começou a balançar a cabeça, conforme a musica começava. “Estamos capitão!” Ele deu um berro quando começou a música do Bob esponja. Eu sorri e voltei à atenção para a estrada.

Quando eu cogitei a ideia de fazer medicina, minha mãe me deu uma infinidade de razões para que eu desistisse da ideia, e ela estava certa, existem sim, inúmeras razões para uma pessoa não se tornar cirurgião, eu sabia minimamente de todas elas. Mas tinha uma razão em especial, apenas uma, em um milhão de impossibilidades de ser um cirurgião, essa razão me chamou muita atenção, eu poderia salvar vidas. E não existiam obstáculos e nem defeitos para encobrir essa única razão. Quando eu deixei Forks e coloquei meus pés no campus da Seattle University eu já tinha certeza do que eu realmente queria e não poderia existir melhor lugar no mundo pra mim. A melhor parte veio no segundo ano, onde começamos a estudar anatomia, o professor responsável foi Carlisle Cullen. As meninas da universidade morriam por ele, todas queriam ter algumas aulas extracurriculares com o Dr. Cullen, e a quem diabos eu queria enganar, eu também adoraria ter uma aula de anatomia avançada com ele. Dr. Cullen era o homem mais doce e lindo que eu já tinha posto os meus olhos. Então foi lá que tudo começou. Bastou apenas um olhar e aquele sorriso. Nós saímos por três meses, e eu engravidei em seguida, foi a época mais louca de toda a minha existência, eu tinha acabado de entrar na universidade e estava gravida do meu professor. Em menos de um ano, eu tinha entrado na faculdade, engravidado do meu professor e me casado com ele um par de meses depois. Tive que trancar a faculdade em seguida por um ano e meio. Todos queriam que eu largasse a faculdade, minha mãe, os meus sogros e principalmente Carlisle, eles achavam que eu tinha que ser uma boa dona de casa, menos o meu pai, por mais decepcionado que ele estivesse, ele sempre quis sua garotinha formada, e eu fiz isso por ele, e deus, essa foi a melhor decisão da minha vida, e eu era eternamente grata á ele por sempre me apoiar.

Carlisle era perfeito no inicio, principalmente com o Noah. Ele também era de Forks, assim como meu pai e eu. Quando Noah fez dois anos decidimos voltar para a nossa cidade natal, bom, na verdade ele decidiu, Carlisle tinha ganho o cargo de diretor do Hospital Geral de Forks, e segundo ele, não teria a mínima possibilidade de recusar, tive que terminar os meus últimos anos na faculdade de Port Angeles. Foram os piores e mais cansativos anos da minha vida, eu tinha uma criança de dois anos para cuidar e criar praticamente sozinha, e uma faculdade de medicina que exigia muito de mim, principalmente nos últimos anos. Carlisle sempre estava no hospital, e quando ele raramente estava em casa, eu estava na faculdade, então quase não nos víamos mais, e não demorou muito para que os boatos começassem. A cidade era pequena, as conversas vinham e iam em uma velocidade absurda. Como toda mulher apaixonada e totalmente presa á um homem, eu não acreditava em nada que me falavam sobre ele, era como se eu usasse uma venda sob os meus olhos, como se eu estivesse cega. Carlisle era possessivo, ciumento e abusivamente controlador, e eu sequer notava isso. Eu não tinha amigos ou vínculos ao longo da faculdade, por que ele não gostava, e eu sequer enxergava isso. Eu estava no meu último período de faculdade e tinha ido até o hospital ver Carlisle, eu queria fazer uma surpresa, nós nunca estávamos bem, e eu sempre queria concertar tudo, e bem, qual foi minha surpresa ao abrir a porta do seu escritório e pegar ele transando com a sua secretaria, Esme, dentro da sala dele. Foi uma sensação horrível. Como todo mundo que traí, ele veio atrás de mim, e depois de se sentir culpado, ou seja lá o sentimento que ele teve, Carlisle assumiu que eles tinham um caso desde que nos mudamos para Forks. Dois anos.

Mesmo ele sendo um ótimo pai e depois de uma seção exaustante de pedidos de desculpas, eu obviamente não o perdoei. Traição era algo totalmente e absolutamente imperdoável. Passei meus últimos meses morando com o meu pai até que eu terminasse finalmente, a faculdade. Estava pronta para inicia minha residência, e com certeza não seria em Forks, eu não ficaria lá para ver as pessoas me olhando torto, ou Carlisle me pedindo perdão toda vez que me via, ou esbarrando em Esme pela cidade o tempo todo. Eu estava farta dele e de todo o inferno de Forks. Os papeis do divorcio ainda não tinham saído, mas com certeza sairiam em breve e eu os receberia na minha nova casa, em Seattle.

Eu nunca tive muitos amigos, mas eu estudei dois anos com Angela Weber, em Seattle, e ela era o mais próximo que eu poderia chamar de amiga, mesmo depois de ter me transferido e mudado de cidade, nos mantínhamos contado. Assim que contei sobre o meu divorcio ela me contou que no hospital em que ela fazia residência estavam pegando um novo grupo de internos de Washington, e eu logo me inscrevi e minha faculdade me recomendou, indo até lá em um final de semana, fiz a prova e consegui a minha vaga. Quando consegui entrar no programa, fui à procura de uma escola para Noah, tínhamos sorte que era começo de ano. Aluguei uma bonita casa mobilhada perto da de Angela e fiquei feliz em poder ter uma nova vida. Eu seria uma mãe solteira, não seria fácil, sabia que não. Eu seria uma interna, o que me manteria muitas horas de plantão no hospital e tinha que conciliar entre o meu trabalho e o meu filho, mas eu era uma mulher forte e conseguia fazer isso. Eu sempre conseguia! Minha felicidade por finalmente poder exercer anos de estudos e dedicação era gritante, por mais que no fundo eu estava morrendo de medo do desconhecido.

Quando finalmente chegamos à cidade de Seattle não pude deixar de sorrir ao ver o rosto de Noah olhando para a cidade era impagável. Ele tinha dormido pela metade da viagem, mas tinha acordado assim que entramos na cidade. Há ultima vez que ele esteve em uma cidade grande ele tinha dois anos, e provavelmente todos aqueles arranha-céus estava o deslumbrando. “Legal, não é Noah?” Olhei pelo retrovisor e ele deu um belo sorriso. Sem nenhum sinal de tristeza ou choro pelo rosto, eu estava feliz pelo fato dele estar feliz.

“Muito mamãe! Você vai trabalhar em um prédio como esses?” sorri e assenti, eu trabalharia em um dos maiores hospitais de Seattle, o que me daria uma ótima experiência. Nossa casa ficava no centro da cidade, perto do meu trabalho e da escola do Noah. O sol estava se pondo e o trânsito, por incrível que pareça estava calmo. Quando chegamos à rua da nossa mais nova casa fui diminuindo a velocidade olhando tudo ao meu redor totalmente encantada, as casas eram bonitas e simples, era um bairro extremamente calmo, e era isso que eu e Noah precisávamos, muita calmaria. Estacionei em frente a nossa mais nova propriedade e não pude conter o sorriso, era a minha casa, o meu lar, finalmente. Não era uma mansão como nossa outra casa, mas era encantadora e perfeita pra nós dois. E eu tinha certeza que seriamos muito feliz ali. Meu pequeno homenzinho e eu. A casa era branca, com telhados escuros, dois andares, uma cerca bonita e um jardim bem cuidado. O sonho americano. O caminhão de mudanças estacionou logo atrás do meu carro e acenei para que eles pudessem começar a desempacotar as coisas, o que não eram muitas, apenas nossas malas, brinquedos do Noah, meus livros e alguns objetos especiais pra mim, meu carro pequeno não caberia tudo, então Carlisle os contratou, o que foi um bom negócio. Noah rapidamente se desfez da sua cadeirinha e correu pelo jardim até a porta esperando que eu a abrisse. Ele estava totalmente empolgado, longe de parecer aquele garotinho tristinho.

Os móveis alugados estavam em perfeita ordem e muito bem organizados, apenas empoeirados, o chão de madeira um pouco sujo, nada que eu não resolvesse. Os rapazes começaram a descer as caixas e as deixando na sala de estar. Comecei a andar pelos cômodos, com um sorriso de orelha á orelha. Era a minha casa! Na parte de baixo tinha a uma cozinha espaçosa, sala de estar, sala de jantar, um banheiro e a lavanderia. Subi as escadas, sendo seguida por um Noah curioso. Na parte de cima tinha um longo corredor com dois quartos, uma suíte e um banheiro. Eu faria algumas mudanças nos moveis futuramente, mas agora eu os deixaria como estavam. Seguimos para o quarto que seria do Noah, era menor do que o seu antigo, obviamente. Tinha uma cama de solteiro, uma cômoda e o closet, apenas. Ele fez uma pequena careta olhando ao redor. “Você não gostou filho?” ele me encarou por segundos, em seguida desviou seus olhos de mim, Noah mordia seu lábio inferior, uma mania minha.

“É legal mamãe, só que parece o quarto do vovô Charlie, não parece quarto de criança.” eu dei um sorriso com sua comparação, abaixei-me ficando da sua altura com as mãos nos seus ombros fazendo seus olhos virem na minha direção. Noah era a cara do pai, os mesmos cabelos loiros saindo pelos lados do boné, olhos azuis brilhantes e miúdos, a pele clara de mais e os lábios finos e extremamente corados.

“Eu sei amor, nós vamos dar um jeito, quando desembrulharmos seus brinquedos, podemos arrumar tudo, depois compramos algum papel de parede legal, vamos fazer o quarto mais bonito do mundo pra você. Certo?” ele concordou plenamente me dando um sorriso com covinhas. “Ótimo, agora vamos arrumar algumas coisas, depois tomar um banho e comer alguma coisa. Você me ajuda?” Noah abriu seu sorrio grande mostrando todos os seus dentes de leite perfeitos e branquinhos.

“Claro né mamãe! Agora eu sou o homem da casa! Eu ajudo a trazer as caixas aqui pra cima.” Disse empolgado enquanto saia correndo. Eu dei uma pequena risada.

“Não corra nas escadas Noah.” Quando terminei de falar, ele já estava empolgado empinado as caixas mais leves, que tinham seus brinquedos. Os rapazes da mudança não demoram muito a desder tudo, eram poucas coisas de toda maneira, logo eles foram embora, ficando apenas Noah e eu. A exaustão já tinha me tomado por completo há muito tempo. Dirigir por horas tinha me deixado totalmente exausta. Organizei apenas algumas coisas, como nossas roupas, e levamos as caixas do Noah para o seu quarto. Ele parecia contendente enquanto tirava a pilha de brinquedos das caixas. Depois de arrumamos um pouco o seu quarto, dei um banho no meu garoto e o vesti com o seu pijama, pedi uma pizza e fui tomar um banho enquanto Noah assistia TV.

A manhã de domingo amanheceu fria e chuvosa, eu já estava malditamente acostumada com esse clima gélido. Passei toda a manhã organizando a casa. Tirando a poeira, limpando o chão e mudando algumas coisas de lugar, eu queria que tudo ficasse do nosso jeitinho, com a nossa cara. Noah me ajudou a terminar organizar seus brinquedos e suas roupas, e no final, ele estava totalmente animado com o seu novo quarto, depois de brinquedos em cima da cômoda e nas prateleiras, da sua colcha de cama cheia dinossauros, o quarto estava bem mais com a sua cara, assim ele disse. Não estava tudo pronto é claro, mas a casa estava cheirosa e sem poeira, ainda tinha algumas caixas pelo chão, e eu não fazia ideia de quando eu terminaria de organizar tudo. Quando a noite chegou fomos ao um Walmart fazer algumas compras, já que não tínhamos nada na dispensa.

Eu tinha convidado Ângela e sua irmã, Jane, para que fossem jantar conosco aquela noite. Foi uma sensação extremamente incrível cozinhar pela primeira vez na minha nova casa. Jane tinha dezenove anos, e ela cuidaria do Noah enquanto eu estivesse trabalhando, eu me sentia mais confortável depois de conhece-la, ela me parecia calma, tímida e segundo Angela, adorava crianças. Foi bom para que o Noah a conhecesse um pouco antes de ficarem sozinhos, ele começaria na nova escolinha apenas semana que vem, então Jane teria que ficar com ele por toda essa semana, eu estava nervosa, não apenas por amanhã ser meu primeiro dia de trabalho, mas também por deixar meu filho por tanto tempo. “Bella, peça a Deus para que você não fique na equipe do Dr. McDreamy.” Eu sorri com isso, parecia que estávamos em um seriado da ABC.

“Que tipo de apelido é esse Ang? E por que eu deveria não ficar na equipe dele?” ela sorriu e balançou a cabeça enquanto suspirava alto, jogando a sua cabeça sobre o sofá, como se estivesse sonhando ou coisa parecida. Olho em direção a janela, podendo ver Jane e Noah jogando no gramado. E estava muito mais segura agora que eles tinham se dado tão bem.

“Sabe, como homem dos sonhos, ele é malditamente sexy, apenas de olha-lo, minha calcinha fica ensopada, todas morrem por ele, Dr. Masen é lindo de morrer. Mas infelizmente é o mais estupido dos cirurgiões. E aparentemente ele é bom de mais para alguma de nós.” Ela suspira derrotada e novamente eu abro um sorriso grande “Ele é um demônio. Masen é o chefe da neurocirurgia do hospital, apesar de ser um gato, ele tem um ego do tamanho do monte Everest.” Fiz uma careta com a sua descrição nada amigável, eu não precisava de um maldito cirurgião rabugento, minha vida já era complicada de mais pra isso. E eu já estava praticamente vomitando de ansiedade e nervosismo, não precisava de mais nada para me preocupar. Conversamos por mais algumas horas, até ela e sua irmã irem embora, prometendo estar aqui amanhã as sete.

Na manhã seguinte eu sequer conseguia me controlar, porra, eu nunca tinha me sentido assim, mas aparentemente era normal. Quer dizer, era o meu primeiro dia em um hospital de verdade com pacientes de verdade e não fodidos bonecos de plásticos. Eu sentia uma vertigem estupidamente grande. “Bella, não precisa de preocupar, quando tiver uma folga no hospital você pode ligar, eu ficarei aqui com eles o tempo todo. Respira! ” Angela tentava me tranquilizar enquanto eu estava no meu quarto terminado de me de arrumar. Suspirei terminando de vestir o meu casaco.

“Eu sei Ang, mas eu tenho medo que ele se assuste, é tudo tão novo pra ele, a separação, nova cidade, nova casa, e agora eu vou ficar distante por longas horas.” Peguei minha mochila com meu uniforme e bufei, inferno. Na verdade eu queria chorar, aquilo estava sendo tão difícil. Minhas mãos já tremiam e eu não podia negar para mim mesma, eu estava aterrorizada!

“Eu entendo você Bella, mas não será sempre essa carga horaria, você pode dar uma escapada, e ligar quando quiser.” Ela me confortou enquanto descíamos as escadas. Noah embolado no seu edredom deitado no sofá, com Jane assistindo algum desenho.

“Filho, mamãe já vai tudo bem? Pode ser que a mamãe demore um pouquinho, mas eu prometo que vou ligar sempre que puder. E se você precisar ou sentir saudade peça a tia Angela ou a tia Jane, elas vão me ligar no segundo seguinte”. Noah olhou pra mim, depois para Ângela e Jane, ele deu um belo sorriso e beijou minha bochecha. Seus olhos estavam inchados e vermelhos por ter acabado de acordar, eu adorava o seu jeito matinal, sempre tão lindo e preguiçoso. Porra, eu era uma mãe coruja afinal de contas.

“Espero que salve muitas vidas hoje mamãe!” Não pude deixar de sorrir. O meu garoto era o mais especial. Porra, eu queria chorar naquele segundo. Nos abraçamos com força até Ang me expulsar dizendo que eu estava atrasada. E inferno, eu estava malditamente atrasada, no meu primeiro dia. Ótimo. Tinha sorte de morar tão perto do hospital. Dez minutos depois eu estava estacionando em uma vaga do lado de fora do hospital, olhei aquele enorme prédio de sete andares, médicos andavam para fora e para dentro com seus jalecos brancos, eu olhava tudo maravilhada. Coloquei minha mochila nas costas e corri em direção ao Seattle Grece torcendo para que eu não vomitasse de nervosismo no meu primeiro dia.

Notas finais
Então, gostarão? eu espero que sim, me digam e comentem, o próximo já está pronto, não dois nada comentar e aumenta a minha animação, dependendo de vocês segunda eu posto e conheceremos o Dr. Sexy, mais arrogante. Beijos.