Entre Irmãos
18 Capítulo 18
Notas iniciais
#CAPÍTULO 18
(POV BELLA)
(7h da manhã)
Não posso dizer que foi fácil dormir, principalmente ao imaginar a reação do meu pai ao que eu fiz. Não sinto nem um pouco de remorso, posso não ser vampira ainda, mas sei bem que nesse mundo é matar ou morrer. Os Salvatore sempre estiveram tentando matar meus vampiros, isso não iria mudar, pelo menos agora eles sabem que terão consequências graves.
_Já está acordada há muito tempo, meu anjo? – Kol se espreguiçou, e acabou acordando Klaus e Elijah com o movimento.
_Presta atenção, Kol! – Elijah resmungou depois de levar um soco no queixo.
_Não é minha culpa que tem um monte de cara dormindo perto de mim – Fez cara de inocente.
_Pode ter certeza que se nossa menina não estivesse aqui, eu estaria dormindo bem longe de vocês – Klaus murmurou.
_Estão brigando essa hora da manhã? Esperem que eu esteja alimentada primeiro, pelo menos. Vocês sabem que me estresso quando eu estou com fome. – fiz bico.
_Não faça isso, boneca. Você sabe muito bem que quem faz bico quer beijo.
_Sério? – Aumentei mais ainda meu bico kkkk.
_Menina safada – Klaus puxou minha nuca, e me deu um beijo de perder o fôlego.
_Deixe um pouco dela pra nós também – Kol reclamou, me puxando para seu colo e dando um beijo doce e calmo.
Elijah não disse nada, me jogo na cama e me beijou com desejo, descendo pelo meu pescoço, quase chegando aos meus seios. Mas claro que algo tinha que atrapalhar. Minha barriga roncou tão alto, que poderíamos ouvir até da porta.
_Pelo visto nossos bebês querem acabar com nossos planos para essa manhã de quinta-feira. – Elijah sorriu frustrado e me pegou no colo. – Vamos madame? Seu desjejum te espera.
Meus hormônios estavam uma loucura vendo esses três homens só de calça, com os músculos fortes se movendo a cada passo... Tenho que ir ao médico para saber se isso é normal, antes que entre em combustão.
_Quando podemos marcar uma consulta no obstetra? Quero saber o sexo dos bebês logo. – perguntei enquanto me servia de uma porção de ovos com bacon e um pouco de suco de laranja.
_Vamos ver isso.
Klaus pegou o telefone e foi para a varanda. Não foi surpresa vê-lo gritando com a atendente, com certeza estavam com os horários cheios ou não estavam querendo atender alguém com sobrenome Mikaelson.
_Você é surda por um acaso? Talvez eu tenha que ir aí pessoalmente para ver se você “por acaso” consegue horário para minha mulher que está grávida! – um momento de silêncio – Ótimo. Hoje? Perfeito. – desligou.
_Todas às vezes têm que ser esse sufoco? – perguntei cansada – Eu só queria poder me consultar! É um direito meu!
_Desculpe, minha menina. – Klaus sentou do meu lado e me olhou culpado – Tudo o que fiz durante esses anos, as pessoas que matei ou feri... Esse medo que eles sentem é por minha culpa. Talvez na próxima vez você possa dar somente o seu sobrenome...
_Jamais repita isso! Mesmo que não tenhamos nos casado ainda, eu sou Isabella Mikaelson e nada vai mudar isso. Eu sou de vocês, não importa o que aconteça. Só estou irritada com o povo dessa cidade, isso me dá uma raiva tão grande que quero apertar o pescoço dessa atendente. É obrigação do hospital atender quem precisa, e eu vou acabar com essa desgraçada quando a ver.
_Então como, meu anjo. Pelo que ouvi, sua consulta será daqui duas horas.
Agora entendo o ódio que eles têm dessa cidade. Pessoas ignorantes! Covardes! A sorte de todos é que ainda sou humana, por que com esse turbilhão de sentimentos que estou, era perigoso estar arrancando a cabeça de cada um que passasse na minha frente.
Respirei fundo e me acalmei. Não posso ter tantos sentimentos maus dentro de mim, isso só me faria ficar doente.
_Chegou a hora de tomar uma dose de sangue, minha boneca.
Elijah estendeu seu pulso cortado em direção a minha boca. O sabor de seu sangue era algo viciante, não era como o sangue humano que cheira a ferrugem, era bom... Não sei explicar. Logo depois Kol e Klaus imitaram o ato do irmão.
_Hummmm. Que sensação gostosa de proteção kkkk — brinquei, limpando o canto da boca.
Terminei de comer, tomei um banho longo e quentinho, e depois me preparei para ir à consulta.
_Vamos? – Perguntei, conferindo se estava com tudo o que precisaria.
Entramos na Mercedes de Kol e fomos ao hospital. Chegando lá, dei de cara com a atendente que nos olhou assustada.
_Então foi você que não queria que me atendessem aqui? – me apoiei na bancada e a encarei direto nos olhos – Você acha que ganharia o que nos impedindo?
_N.Não, senhora. Não tínhamos horários vagos, só isso.
_Você acha realmente que eu acredito nisso. A mentira está estampada em sua cara! – apertei seu queixo para que ela me olhasse bem dentro dos olhos – Espero que isso jamais se repita novamente. Está me entendendo?
_Isabella? – a médica me chamou, talvez percebendo a tensão na recepção – Como vai querida, veio conferir o sexo dos bebês?
_Sim, eles estão se movendo muito. Talvez fique mais fácil – dei um sorriso para ela. Não confio em ninguém em relação aos meus bebês, mas como não temos nenhum médico na família...
_Venha. Entrem por favor.
Levantei meu vestido até os seios e esperei enquanto a médica passava o gel e arrumava os aparelhos.
_Vamos ver. Vocês tem alguma preferência? – olhou para meus vampiros.
_Não – foram secos.
_Então, só um instante e saberemos – falou meio constrangida.
Ouvir o som dos coraçõezinhos era algo mágico, saber que carregava três vidas dentro de mim... é uma dádiva ser mulher e poder gerar algo tão maravilhoso.
_Olha só! Vocês terão dois rapazes fortes e uma princesinha!
Oh Deus! É muita emoção. Cada descoberta me deixa mais e mais realizada.
_Será que vamos ter uma mini Bella correndo pela casa? – Kol sussurrou em meu ouvido
_Kkkkk! Não conte vitória antes do tempo, pode ser uma garotinha exatamente como vocês.
_Nós te amamos. – falaram todos juntos.
Falta tão pouco para tê-los em meus braços...
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