Entre Irmãos
19 Capítulo 19
Notas iniciais
#CAPÍTULO 19
(POV BELLA)
(Logo após a consulta)
Oh Deus! Parece que estou no paraíso! Tantas roupinhas fofas, babadores de bichinhos, pelúcias de todos os tipos e tamanhos, sapatinhos minúsculos que são menores que minha mão...
_Quero comprar tudo! Não sei o que escolher. – Estava indecisa entre um macacão branco e um macacão vermelho.
_Escolha os dois. Pegue também algumas roupas de grávida, esse vestido está curto demais, não me lembrava dele ser assim – Klaus deu um olhar raivoso para a barra do meu vestido.
_Kkkkkk! Ok amor. Começarei a usar burca, talvez assim você não sinta ciúmes.
_Até de burca você ficaria gostosa.
Dei uma risada e peguei mais algumas roupinhas que achei lindas, algumas de tamanho maior, já que bebês crescem rápido até demais. Eu até podia imaginar meus filhos dentro daquelas coisinhas pequenas...
Empurrei o carrinho de compras para a sessão de brinquedos. Se eu pudesse, levaria a loja toda, mas jamais falaria isso para meus vampiros, seria perigoso eles quererem comprar a loja.
_Boneca! Temos que levar isso! É a melhor invenção que eles poderiam fazer para bebes!
Elijah correu ao meu encontro, arrastando uma aberração que deveria ser um carrinho de bebê, mas era o triplo do tamanho normal.
_Já posso nos imaginar passeando. Pelo que li no manual é a prova d’água, fácil de montar e desmontar, além de podermos separar e cada um levar um carrinho!
Sim, dava para ver o porque dele ter se encantado, era tão bonito e colorido, eu realmente posso ver meus bebês ali.
_Vamos levar. – confirmei.
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(Mansão Mikaelson)
Meus pés estavam me matando de tão inchados que estavam. Mas pelo menos compramos praticamente o enxoval todo, agora só falta os móveis e as fraldas.
_Acho que teremos que quebrar a parede de um dos quartos de hospedes para ter espaço. – Klaus e Kol voltaram do quarto após medirem o cômodo. – São muitos móveis, e tem que ter espaço para ventilar, não sei se eles serão mais humanos ou mais vampiros, então prefiro prevenir.
Estava me sentindo um pouco abandonada, eles não paravam de falar em construção, compras e blá blá blá. Só queria atenção.
Sem que eles percebessem, fui para o quarto do meu pai, torcendo para que ele estivesse acordado. Não poderia fugir dele para sempre. Bati algumas vezes e entrei quando ele permitiu.
_Pai? – O encontre sentado de frente para a janela, rodando um anel azul no dedo anelar — Posso ficar um pouco com você?
Ele se virou para mim e estendeu os braços. Sentei em seu colo, coisa que não fazia desde meus 10 anos. Nunca percebi como sentia falta desse carinho. Viver com minha mãe me deixou tão independente, que acabei me tornando fria.
_Está triste, minha pequena? – apoiei minha cabeça em seu peito, enquanto ele me fazia cafuné. – Você só sentava no meu colo quando estava muito triste.
_Klaus, Kol e Elijah não me deram atenção direito. Logo que chegaram, nem se preocuparam se estava com dor ou não, logo começaram a falar de obras e outras coisas.
_Você sabe que não deve ter sido de propósito. A gravidez foi um presente para eles, vampiros não engravidam, isso deve ter mudado, não só o seu mundo, como o deles.
_Estou sendo boba, né? – Olhei para seus olhos castanhos, idênticos ao meu. – Esses hormônios me deixam louca às vezes. Fico feliz de tê-lo comigo.
_Você me terá para sempre agora. – me deu um beijo na testa e acariciou minhas costas doloridas.
_Desculpe por ter te trazido para esse mundo sobrenatural, pai. Nunca foi minha intenção te fazer mal ou causar sua “morte”. Quando sai de Forks, foi como se algo maior quisesse me obrigar a sair da cidade, como se algo de importante estivesse me esperando pelo mundo e eu só poderia viver se fosse livre. Livre de Edward, daquela cidade pequena, das fofocas chatas... De tudo, menos de você. – abri meu coração
_Eu sei que você não queria se livrar de mim, Bella. Mas eu sofri, pois quando achei que teria minha filha vivendo comigo, você simplesmente fugiu entre meus dedos. Naquela época estava tentando me envolver com Sue, mas algo não encaixava, não me sentia feliz, nem curado das minhas dores. Sofria dia a cada dia. Quando recebi notícias suas, a única coisa que poderia fazer era pedir demissão na delegacia e vir te procurar.
_Você pediu demissão? Como assim? – não sabia dessa parte da história.
_Você não queria viver lá, então eu compraria uma casa aonde você sentisse que seria seu lar. Não tinha nada que me prendesse lá. Não tinha boas lembranças, nem amigos que valessem ficar longe de você.
Nunca imaginei me abrir desse jeito com Charlie, ou que ele fosse ser tão aberto desse modo comigo.
_Eu te amo pai. Nunca mais, nada de mal acontecerá com você. Promessa.
Aconcheguei-me melhor em seu colo enquanto ele cantava minha musica de ninar favorita.
“Um anjo do céu que trouxe pra mim
É a mais bonita a joia perfeita
Que é pra eu cuidar que é pra eu amar
Gota cristalina tem toda inocência
Vem, ó, meu bem
Não chore não vou cantar pra você
Vem, ó, meu bem
Não chore não vou cantar pra você
Um anjo do céu
Que me escolheu
Serei o seu porto
Guardião da pureza
Que é pra eu cuidar
Que é pra eu amar
Gota cristalina tem toda inocência”
Nem percebi quando dormi. Só percebi quando acordei no meu quarto, com meus vampiros me olhando com amor.
—Nos desculpe. Seu pai veio conversar conosco. Não foi nossa intenção te fazer sentir abandonada. – Elijah começou a massagear meus pés, que ainda estavam inchados.
—Tudo bem. Meu pai fez eu perceber que estava sendo um tanto dramática demais com a situação. Sei que estão animados com a vinda dos bebês. Prometo não ser egoísta novamente.
_Nunca diga que é egoísta. Falhamos em não cuidar de você antes de resolvermos o resto. – Klaus me olhou malicioso – Mas agora estamos aqui, todos para você.
Eles tiraram meu vestido e minha calcinha com delicadeza.
—Onde está meu sutiã? – perguntei confusa. Jurava que tinha colocado antes de sairmos para consulta.
—Achei melhor tirar para que você dormisse confortável – Elijah explicou.
Minha barriga estava enorme. Tinha entrado agora nos quatro meses, mas uma gravidez de trigêmeos fazia muita diferença.
—Não é estranho fazer amor comigo, eu estando com essa barriga?
—Você emite um brilho próprio. A gravidez só te deixou mais linda e desejável. Se pudéssemos, te engravidaríamos sempre – Kol fez graça.
—Então me toquem.
Eles adoraram meu corpo. Me beijaram da cabeça aos pés, dando uma atenção especial a minha barriga.
Eles tiraram as roupas e um a um, fizeram amor comigo, sem ciúmes ou discussão, cada um levando seu próprio tempo me dando prazer e recebendo prazer.
Eles eram noivos incríveis e seriam pais perfeitos.
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Depois de acabarem com minhas forças, eles encheram a banheira, colocando alguns sais que cheirava como a maravilha.
Meu corpo relaxou instantaneamente. Principalmente por tê-los todos comigo, cada um acariciando uma parte do meu corpo..
—Quero escolher o nome dos bebês.
—Você já tem algum em mente?
—Queria que vocês escolhessem.
Eles pareciam radiantes com a ideia de poder escolher o nome.
—Eu sempre gostei do nome Lilian. Significa pura, inocente. – Elijah parecia submerso em pensamentos.
—O que vocês acham, rapazes? Nossa princesa se chamará Lilian? – Eles concordaram na hora, parecendo encantados com o significado.
—Eu queria que nosso filho se chamasse Nicholas – Kol falou, e esperamos que ele falasse o significado – Ouvi falar que representa vitória. Ao pé da letra seria “aquele que leva o povo a vitória”.
—E você Klaus? Que nome dará ao nosso menino? – ele pensou por um tempo e me olhou com os olhos marejados.
—Derek. Significa dádiva divina. E é isso que os três representam. Uma dádiva na minha vida. Assim como você.
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