Entre Elas

5 Em Vegas - Pt. 2


Notas iniciais
– Agradecemos a quem está acompanhando, favoritou e comentou a fic. — Mesmo que não seja essencialmente SwanQueen, gostamos muito de escrever essa história e, inclusive, estamos satisfeitas com a receptividade de algumas leitoras a interação entre Regina e Mary que acontece na fic. — Boa leitura!!!

[Flashback – Noite anterior... Continuação]

[Regina]

Já no clube, assistimos ao show de várias dançarinas e enfiamos, entusiasmadas, dólares em suas minúsculas calcinhas.

Lembro-me de ter pensado que há anos não me divertia tanto assim. Na realidade, desde que me casei com Killian, minha vida ficou muito pacata e em poucas ocasiões saíamos juntos.

Depois da separação, fiquei tão destruída que, muitas vezes, precisava da ajuda de Emma até para vestir a roupa. Ela me obrigava a ir a peças de teatro, ao cinema e até para os jogos dos Giants, time de beisebol para o qual torcemos.

Minha amiga tentava a todo custo fazer com que eu me divertisse e parasse de pensar no matrimônio fracassado, mas não estava em condições de aproveitar muito os programas que fazíamos.

Quando uma das dançarinas estava fazendo seu número ao som de “Street Life”, Ruby disse: Adorei essa stripper! Acho que vou para o Dark Room com ela, pedir que faça um lap dance¹ para mim levantando-se e se aproximando do palco.

Por um momento, não quis acreditar que ela teria coragem, mas realmente fez o que nos disse, e, quando voltou do quarto escuro, toda satisfeita, decidimos que deveríamos guardar energias para a última noite que passaremos em Vegas e resolvemos voltar para o hotel.

Ao descer da limusine, que estacionou em frente ao Treasure Island, tropecei no meio fio. Tenho certeza que os vários drinques que tomei dentro do carro, na boate, na casa de strippers e no carro novamente, foram os responsáveis pela minha quase queda, que só não se concretizou, porque fui amparada pelos fortes braços de Emma, que evitou o encontro da minha face com a calçada.

Pelo visto, hoje foi à noite dos excessos, hein, Regina Mills?! Muita bebida, muitos beijos, inclusive com mulheres casadas... Só faltou mesmo você se oferecer para fazer o lap dance para Ruby.alfinetou, sardônica.

Não me venha com lição de moral, Emma Swan! – retruquei, já com um pouco de dificuldade em coordenar a fala Você só não aprontou hoje porque passou toda a noite “casada” com a Tina.

Entramos no hotel e depois que todas apanhamos nossas chaves na recepção, subimos para os quartos. As primeiras a descerem do elevador foram Aurora e Jamie, que estão hospedadas no quinto andar. Logo depois, Ruby e Belle ficaram no oitavo andar. Mas por tudo que presenciei entre elas, fiquei com a impressão que não iam dormir muito. Mary e Tina saltaram no décimo segundo andar, um abaixo do nosso. Então, Emma e eu seguimos para o nosso quarto em silêncio, num clima bastante estranho.

Quando, enfim, chegamos, cambaleei novamente ao sair do elevador.

Parecendo exasperada, ela colocou-me nos braços e avisou: Vou levá-la assim, ou é capaz de entrar no quarto engatinhando, se continuar tropeçando nos próprios pés.

Em outra situação, talvez tivesse protestado, mas sabia que minha amiga estava certa e, sem reclamar, envolvi meus braços no pescoço dela.

[Narrador]

Killian, que estava abrindo a porta da sua suíte, localizada no final do corredor, no mesmo andar do quarto de Emma e Regina, assistiu a loira conduzindo sua ex-esposa nos braços, ao mesmo tempo em que a morena abraçava o pescoço de Swan e debruçava seu rosto no peito da amiga.

Vendo a cena, ele confirmou para si mesmo as suspeitas que sempre teve, enquanto esteve casado com Regina: de que a relação entre as duas era mais do que uma simples amizade.

Ficou imaginando quantas vezes elas transaram na cama que ele dividia com a esposa, enquanto viajava a trabalho.

Acabou entrando no quarto, com a convicção de que não foi o único responsável pelo fracasso do seu casamento. Embora, isso não seja bem verdade!

[Regina]

Ao entrarmos no quarto, Emma me despiu, deixando-me apenas de lingerie. Trouxe um cesto com uma sacola e colocou próximo da cama para alguma eventualidade durante a noite. E, levando em consideração o quanto estava bêbada, foi uma atitude bastante sensata.

Ao vê-la se despindo também e indo na direção de sua própria cama, protestei: Ei, você sabe que estou bêbada. Preciso dos seus cuidados, durma comigo!— pedi, dengosa.

Sorriu para mim, parecendo, finalmente, menos zangada: Está certo, eu vou cuidar dessa garotinha de 36 anos!falou, brincalhona. Mas, espero que esteja se lembrando de que durmo nua! acrescentou, tirando o sutiã, a calcinha e deitando-se ao meu lado.

Até parece que é a primeira vez que vou dormir com você, Emma Swan! enfatizei, dando as costas para ela, que me envolveu nos seus braços, fazendo com que me sentisse protegida.

Já dividi a cama com Emma inúmeras vezes, mas foi a primeira ocasião que o contato do seu corpo nu, contra o meu, mesmo eu estando parcialmente vestida, provocou sensações diferentes em mim.

Finalmente adormeci para sonhar com os estranhos que beijei na noite passada, porém que sempre insistiam em adquirir um rosto com lindos olhos verdes, bem familiares, que agora resolveram me perturbar sem que eu entenda o motivo.

[Fim do Flashback]

***

Finalmente, o quarto para um pouco de rodar e, então, levanto-me da cama, olhando o corpo parcialmente descoberto de Emma.

Ela se mexe. Suas costas desnudas ficam expostas e, durante alguns segundos, pego-me contemplando a beleza do seu corpo. Uma súbita vontade de tocar a sua pele macia me invade.

Corro para o banheiro. Preciso tomar um banho frio, porque, de verdade, essas fantasias já estão me assustando.

Enquanto a água gelada da ducha cai sobre o meu corpo, fico rezando para que esse desejo repentino e inexplicável por Emma seja motivado apenas pela minha abstinência sexual, que já dura mais de seis meses. Sei que preciso acabar com essa carência, antes de cometer uma loucura que pode vir a destruir a relação que tenho com a minha melhor amiga.

***

O último pedido de Ruby para nós consistiu em irmos a uma casa de shows para assistir ao espetáculo Viva Las Gay-gas², da transformista Helena Handbasket². A loba tomou conhecimento do mesmo através de um panfleto na recepção do hotel que estamos hospedadas e decidiu que não o perderia por nada.

A noite foi regada a Absinto³ e o show, divertidíssimo! A artista interagia bastante com a plateia. A animação foi total quando em um dado momento, ela veio até a nossa mesa e nos entrevistou.

Não sei por qual razão achou que estava diante de quatro casais. Entramos na brincadeira e pedimos para que Helena dissesse quem namorava quem. A ordem que ela estabeleceu foi a seguinte: Emma e eu; Mary e Ruby; Aurora e Belle; Jamie e Tina.

Ela não acertou nem mesmo o único casal que existia de verdade. Mas, caímos na gargalhada, dizendo que adivinhou completamente.

Ruby, querendo deixar tudo ainda mais engraçado, pediu para que ela apontasse quais eram as mais ativas na cama em cada casal. Prontamente Helena citou: Emma, Ruby, Belle e Jamie.

Emma e Ruby quase caíram da cadeira de tanto rir, enquanto Belle e Jamie ficaram meio desconfiadas.

Nesse momento, a artista convidou Swan para subir ao palco, pois, segundo ela, a roupa que a loira usava: terno e gravata, combinava perfeitamente com os trajes dos dançarinos que a acompanhariam no próximo número.

O riso foi geral ao notarmos que a apresentação seria feita ao som de “It’s Raining Men”, e mais ainda, quando Emma se empenhava em acompanhar a coreografia, arrancando aplausos e risadas do público.

Depois de toda essa diversão, entramos na limusine para voltarmos ao hotel. Estávamos bêbadas. Não como na noite anterior, mas muito felizes. Emma e Ruby, para variar, eram as mais animadas.

Elas abriram o teto solar da limusine e começaram a gritar com os transeuntes, provocando-os. Vez ou outra, beijavam-se, para chamar ainda mais a atenção, causando alvoroço.

Chegando no hotel, Emma me avisou que ficaria um pouco no cassino e, como estava muito cansada, além de levemente embriagada, não discuti, nem tentei demovê-la da ideia. Aurora e Jamie, que também iam ficar, garantiram-me que cuidariam dela. E fui para o quarto dormir.

A única coisa que pedi a minha amiga foi que ela não apostasse o carro no qual voltaremos para São Francisco.

***

Quando já estou deitada na cama, ouço batidas na porta do quarto. Ao olhar para o relógio, vejo que já são 3h:30min da madrugada, uma hora e meia depois que cheguei na suíte e capotei sobre o leito.

Bufo, blasfemando contra Swan que deve ter perdido a chave e, que ao invés de ir à recepção pedir a cópia, preferiu me tirar do meu sono de beleza.

No entanto, fico surpresa ao abrir a porta e me deparar com a outra Swan, ou melhor, com Mary Nolan.

Desculpa, Regina, não queria te acordar... Acontece que Emma chegou na minha suíte, ficou conversando com Tina e eu não consegui mais dormir. – suspira um pouco e continua: – Quando fui reclamar, elas me expulsaram do quarto e me mandaram dormir com você!

Neste momento, xingo Emma mentalmente: – Não acredito que alguém possa ser tão cara-de-pau, sacana, sem-vergonha, ordinária e tarada! Ela é capaz até de deixar a irmã desabrigada por uma noite de sexo.

Tudo bem, Mary! Pode entrar e dormir na cama daquela versão feminina de Don Juan — ironizo.

Volto para o meu leito e vejo Mary se ajeitando na cama de Emma. Mas, depois de poucos minutos, ouço a sua voz: – Regina, você já está dormindo?!

Não! Por quê? — indago, totalmente desperta, já que depois da raiva que tive de Emma até perdi o sono.

Fiquei sem sono, depois que fui expulsa do quarto! Quer conversar um pouco? — questiona, com voz doce.

Sento-me na cama, apoiando as costas na cabeceira, e ela, se levantando, vem até onde estou, sentando-se na borda do leito.

Posso te fazer uma pergunta indiscreta? — inquere, sem preâmbulos.

Sim! — respondo, dando de ombros.

Tem uma coisa que me intriga há muito tempo... Eu até já perguntei a Emma e ela me garantiu que não, mas não acreditei muito na palavra dela — Hesita um pouco, porém prossegue: – Você e ela... Já transaram!?

Mal as palavras deixam a sua boca e eu tenho um ataque de riso, pois nunca imaginei que Mary me perguntaria isso.

Ela fica um pouco constrangida, certamente por causa da minha reação, no entanto, respondo: – Não, Mary! Como eu te disse ontem na boate, o máximo que já estivemos perto de transar foi o beijo que você assistiu no dia que chegamos aqui — concluo, ainda sorrindo. – Não teria por que mentir sobre isso. Se realmente tivesse acontecido, não esconderia!

Desculpe ter tocado no assunto. É que David sempre fala que tem certeza que vocês já transaram. De tanto ele falar, eu comecei a ficar curiosa — justifica-se, meio encabulada.

Eu não sabia que David era dado a fofocas! — surpreendo-me.

Ela fica um tempo calada, como se avaliasse a conveniência de externar o que está pensando, mas, por fim, fala: – Antes fosse só a fofocas... Ultimamente estou descobrindo muitas coisas acerca dele — e acrescenta, num tom triste: – Coisas sobre as quais nem Emma tem conhecimento, porque ainda não tive coragem de conversar com ela. Não sei como reagiria. Minha irmã é muito impulsiva.

Fico meio curiosa, porém tento não ser tão invasiva na pergunta: – Você e seu marido estão com algum problema?

Suspira e noto que seus lábios tremulam um pouco, como se quisesse conter as lágrimas: – Sim... — abaixa o olhar, para depois encarar-me, com os olhos começando a marejar – Sabe, David teve um caso no ano passado, que durou cerca de 10 meses. Eu confesso que nem desconfiei enquanto estava acontecendo, mas, recentemente, ele chegou em casa bêbado, me revelando tudo e pedindo perdão de joelhos — revela quase num fôlego só e então o choro desata.

Sua confissão me estarrece. Talvez por não ter tanta proximidade com David, sempre imaginei que ele fosse um marido exemplar.

Aproximo-me dela e a abraço, tentando reconfortá-la.

Ela agarra-se a mim, como se eu fosse uma tábua de salvação e, em meio a soluços, dispara tudo: – Eu o desculpei em partes, porque o amo demais. Só que não consigo perdoá-lo totalmente. Desde que ele me contou sobre o caso, a gente não transa. Sinto que vai me comparar com a amante, que deve ter no máximo uns 20 anos. Soube através de conhecidos que ela é magra, alta... Um tipo modelo de revista —conclui e sinto total empatia por ela, pois há pouco tempo, estava em uma situação parecida.

Mary, eu não vou dizer que tudo isso que você pensa é besteira, como muitas pessoas vieram falar quando Killian me traiu e eu me sentia a última das mulheres. Sei que quando sofremos uma desilusão dessa natureza, tudo toma proporções gigantescas. Mas, o que posso afirmar, com certeza, é que não deve achar que o problema é com você, porque não é! Você não tem culpa da fraqueza do seu marido — finalizo, enxugando suas lágrimas.

Eu sei, não vou nem argumentar. Mas isso detonou a minha autoestima. Eu não me sinto mais atraente. Aliás, parece que sou a mulher mais desinteressante do mundo — admite de cabeça baixa.

Ergo o seu queixo: – Isso sim é bobagem! Você é carinhosa, inteligente, a pessoa mais doce que conheço. E não bastasse isso, tem um lindo sorriso e belos olhos verdes. Você é bonita Mary Nolan!—afirmo, contundente, sorrindo para ela.

Mal finalizo o meu discurso, sinto-a se aproximando de mim e colando seus lábios nos meus.

Surpresa com a sua atitude, afasto-me um pouco e questiono: – O que você está fazendo?

Desculpe, eu sou uma boba! Acho que fiquei empolgada com as suas palavras. Há muito tempo ninguém me dizia coisas tão bonitas — revela, num misto de vergonha e tristeza.

Além de ter uma queda por um tipo meigo, não nego que beijá-la desperta algo em mim. Somando-se a tudo isso, ambas estamos um pouco ébrias e carentes.

Projeto-me sobre ela e retribuo o beijo interrompido. Sinto uma de suas mãos na minha nuca, atraindo-me ainda mais, e sua língua desliza sobre meus lábios.

A partir deste momento, pressinto que não ficaremos apenas no beijo, já que institivamente empurro-a contra o colchão e deito-me em cima dela.

Embora não tenha muita noção de como fazer amor com Mary, percebo que ela está mais perdida do que eu e decido tomar a iniciativa.

Traço um caminho de beijos desde o seu queixo, passando por seu pescoço e parando em seu colo desnudo, enquanto minhas mãos sobem a parte de cima do seu baby-doll.

Seus gemidos de prazer me indicam que estou na direção certa e ela se ergue, para me ajudar a tirar o short que ainda veste e aproveito para me livrar da minha camisola.

Deito novamente sobre ela, esmagando seus seios com os meus e Mary começa a se mexer embaixo de mim, tentando diminuir o espaço entre nossos corpos.

Suas mãos sobem e descem pelas minhas costas nuas, enquanto sigo chupando o pescoço dela e Mary começa a rir: – Estou fazendo algo de errado? — indago, meio insegura.

Desculpe, é que tenho cócegas no pescoço, principalmente quando ele é chupado — confessa, encabulada.

Sorrio também e pergunto: – Tem mais alguma coisa que eu precise saber... para evitar?

Ela nega com a cabeça, mordendo o lábio inferior e me puxa novamente, colocando as mãos sobre a minha bunda e retirando a calcinha que ainda visto.

Faço o mesmo com a dela e não demora muito para estarmos totalmente nuas sobre o leito, nos acariciando de forma meio desajeitada, enquanto roçamos uma na outra.

Em determinado momento, sinto nossos mamilos intumescidos e os sexos colados e úmidos, demonstrando que estamos ficando cada vez mais excitadas com aquele contato.

Mary desgruda os lábios dos meus e indaga, arfante: – Será que vamos conseguir chegar ao orgasmo assim ou tem algo mais?

Continuo me movimentando entre suas pernas: – Se quiser, posso penetrá-la... Mas acredito que facilmente chegarei ao orgasmo se continuar me roçando em você desse jeito. — murmuro, ofegante.

Ela solta um gemido de excitação, com o que acabo de dizer, e sinto suas pernas se enroscando nas minhas, enquanto segue se movendo embaixo de mim.

Sua vagina fica ainda mais molhada com esse movimento e decido penetrá-la, sem aviso, com dois dedos, enquanto deslizo para sua coxa, esfregando-me ali.

Ao invadi-la, tenho uma sensação bastante prazerosa, e fico ainda mais úmida e próxima do orgasmo, uma vez que seu sexo se contrai ao redor dos meus dedos.

Com a mão livre, pego em sua nuca e a beijo de novo, gemendo dentro de sua boca, Mary arranha minhas costas e grito de dor, despregando nossos lábios ao mesmo tempo em que começamos a gozar juntas e sinto os espasmos percorrerem o meu corpo.

Aos poucos os gemidos cessam e tentamos recuperar um ar precioso, enquanto os corações batem descompassadamente. E não demora muito para adormecemos ainda agarradas uma na outra.

***

[Emma]

Desperto, sentindo o corpo de Tina pesando sobre o meu. Delicadamente a afasto, rezando para que não acorde, pois apesar de adorar sexo, detesto ter que bancar a namoradinha apaixonada na manhã seguinte.

Visto-me apressadamente, olhando para a minha nova “amiga com benefícios”, que dorme placidamente em cima do leito.

Saio furtivamente do quarto, indo em direção à suíte que divido com Regina. Sinto ter que acordar Mary, que deve estar dormindo serenamente no meu leito, mas não há outro jeito.

Ao abrir a porta do quarto, dou de cara com a minha cama vazia e me pergunto onde a minha irmã foi parar.

Logo, minha indagação silenciosa é respondida, quando olho para o lado esquerdo e vejo uma imagem que me choca: Mary dormindo com o rosto virado para cima e Regina ao seu lado, de bruços, com um dos braços sobre ela. Ambas estão nuas e essa é claramente uma cena pós-sexo.

Não consigo controlar uma forte onda de raiva que toma meu corpo e decido sair o mais rapidamente possível dali, antes que elas acordem e me vejam.

Deixo a suíte e encosto-me à porta por alguns instantes, tentando recuperar o raciocínio e controlar a ira e a vontade de acordar as duas aos berros para pedir explicações.

Andando em direção ao elevador, fico me questionando: O que Regina pensa que está fazendo com Mary?! Bem que desconfiei daquela intimidade entre elas quando estávamos na boate! É possível que minha melhor amiga e minha irmã estejam tendo um caso e a idiota aqui foi a penúltima a saber?! Reflito, vendo a porta do elevador se fechar.

Notas finais
¹ Lap Dance é uma dança erótica comum em clubes de strip-tease, onde a dançarina move-se sensualmente com ou sem roupa, chegando a sentar no colo do cliente. ² Qualquer coincidência com o nome artístico e o show que a mãe travesti de Chandler faz em FRIENDS, é mera semelhança. ³ Absinto: bebida destilada que durante muito tempo foi proibida em alguns países por, supostamente, ter efeito alucinógeno. Todavia, atualmente, seu consumo é permitido em países da Europa, nos EUA e no Brasil. No caso brasileiro, o teor alcóolico da bebida, que é muito elevado, teve que ser reduzido para, no máximo, 54º GL a fim de se adaptar as leis locais. —Músicas citadas no capítulo: Street Life (Randy Crawford): http://www.youtube.com/watch?v=JktLeUkmGLg It’s Raining Men (The Weather Girls): http://www.youtube.com/watch?v=l5aZJBLAu1E —Até mais!