Entre Elas

8 Comemorando o Cinco de Mayo.


Notas iniciais
— Este é o último capítulo que tínhamos escrito, então, a partir de agora, as atualizações ficarão mais lentas e provavelmente só publicaremos um capítulo por semana. — Boa leitura!!!

[Regina]

Combinamos de nos encontrarmos nas proximidades do motel. Mary achou melhor vir de táxi e a peguei de carro uma rua antes.

Nunca tive qualquer envolvimento com pessoas casadas, então todo esse subterfúgio parece-me estranho, mas não posso negar que seja ao mesmo tempo excitante.

Chegamos no quarto há alguns minutos. Pedi uma suíte com cama giratória, espelho no teto e hidromassagem.

Minha acompanhante está admirada, contemplando tudo ao seu redor com olhos brilhando de felicidade.

— Mary, é impressão minha ou você nunca esteve num motel? — pergunto, vendo sua expressão enlevada, enquanto sento na cama e começo a tirar os sapatos.

— Nossa! Dá para perceber?! — responde, sorrindo e juntando os dedos em cima da boca, direcionando-me um olhar ao mesmo tempo extasiado e encabulado.

— Digamos que a sua carinha deslumbrada te denunciou! — explico, estirando a mão para ela.

Mary aceita o gesto e quando entrelaça seus dedos nos meus, aproveito para puxá-la, fazendo-a sentar de pernas abertas sobre as minhas.

— Parece que alguém está com pressa! — diz, sorrindo, e afundando seus dedos nos meus cabelos.

— Eu diria mais que estou com saudades! — comento, levantando a saia do vestido florido dela e deslizando as mãos pelas suas coxas.

Mary deixa escapar um sorrisinho alegre e puxa meu rosto, beijando-me, a princípio ternamente, mas, logo, uma das minhas mãos está no seu pescoço, intensificando o contato.

Desprega os lábios dos meus e, com dedos trêmulos, começa a desabotoar a minha blusa, enquanto desço o zíper do seu vestido, colocando as mãos por baixo das alças, fazendo-o escorregar, expondo seu colo tão branco como a neve.

Seus seios ainda estão cobertos pelo algodão vermelho do sutiã meia-taça que usa. Percebo que tem uma pinta escura em um deles e, delicadamente, beijo-a, arrancando um suspiro de êxtase de sua boca.

Giro-a, deitando-a de costas na cama e aproveito para livrá-la totalmente do vestido, deixando-a seminua em cima do leito.

Levanto-me e termino de tirar a blusa, enquanto Mary permanece deitada sobre o lençol, com uma perna meio erguida, mordendo o lábio inferior, observando como eu me desfaço também da calça preta que visto.

Fico apenas com minhas peças íntimas e caminho até a borda da cama, pegando um dos seus pés. Beijo, então, o torso, passando a língua pelos dedos e, alternadamente, chupo a ponta de todos eles, vendo-a gemer e se contorcer, cada vez que meus lábios tocam a sua pele.

Quando sacio meus instintos podólatras¹, começo a lamber cada centímetro de suas pernas, até chegar ao meio das coxas e aspirar o aroma do seu sexo ainda coberto pelo tecido vermelho da calcinha que veste.

— Humm... Adoro seu cheiro, Sra. Nolan! — afirmo, passando a ponta do nariz entre suas pernas.

Mary ofega e, em resposta, inclina a pélvis, convidando-me também a provar o seu sabor.

Afasto a peça e chupo-a, deixando saliva na sua intimidade e impregnando minha língua com seu gosto, vendo-a rebolar e agarrar-se ao lençol, amassando-o. Cravo as unhas na sua bunda, apertando-a, enquanto sugo seu clitóris.

Depois de me lambuzar com a sua excitação, continuo minha “viagem”, mordiscando a pele de sua barriga. Tiro seu sutiã e traço círculos com a língua nas suas auréolas rosadas. “Engulo” os mamilos intumescidos de Mary, percebendo que seus dedos deslizam para dentro do meu cabelo.

Subo ainda mais e a beijo com vontade, roçando minha língua na dela e esmagando seus seios, ao mesmo tempo em que nossas vaginas se tocam, ainda separadas pela barreira do tecido.

Não suportando mais o desejo que me inflama, desfaço-me do resto de nossas roupas e, quando volto a me deitar sobre ela, noto que Mary tenta inverter as posições, mas pego suas mãos, colocando-as em cima de sua cabeça e encaixo os sexos, ficando ainda mais excitada porque a estou dominando.

— Comporte-se, Sra. Nolan! — sussurro, com voz grave, junto ao seu ouvido. — Aqui, quem manda sou eu! — acrescento, autoritária, fazendo-a gemer, movimentando-me vagarosamente entre suas pernas.

Ela entrelaça os dedos nos meus e começa a mexer os quadris, intensificando o contato das vaginas, que fazem um delicioso barulho. O cheiro de sexo que se espalha pelo ar, provoca meu lado mais primitivo e aumento o ritmo das investidas, imaginando nossos clitóris chocando-se um contra o outro.

— Regi..na, mais rápi...do! — suplica, gemendo.

Solto suas mãos, arqueando o tronco e afastando um pouco a parte superior dos nossos corpos. Ela envolve-me com as pernas e crava os dedos no meu bumbum, apertando-o, fazendo com que eu reaja de forma agressiva e acalorada, esfregando-me com força e rapidez entre suas coxas.

— Goze para mim, Mary! — peço, e ela rasga a pele dos meus quadris, gemendo e gritando de olhos fechados, enquanto sinto seu corpo se contrair e se libertar em um forte orgasmo.

Seus murmúrios me incitam e não demora muito para que eu também seja arrastada pelo êxtase, enterrando o rosto e os dentes em seu pescoço, abafando meus próprios gritos de prazer.

Ficamos atadas uma na outra, roçando-nos, ao mesmo tempo em que nos beijamos e sentimos os espasmos que ainda nos consomem.

— Nossa, eu fiz um estrago nas suas costas! — fala, num tom constrangido, porém orgulhoso, olhando para o espelho no teto.

— Ainda bem que sou uma mulher livre! — respondo, sorrindo, e continuo: — Mas, acho melhor a senhora usar uma echarpe alguns dias, pois acredito que deixei uma marca comprometedora no seu pescoço! — acrescento, à guisa de desculpa — Já pensou se David me chama para um duelo?! Faz tempo que não tenho aulas de esgrima e estou meio enferrujada — continuo, notando que ela está se divertindo com tudo isso.

— Sabe, eu pensei em contar a ele sobre nós... — revela, já séria.

— E por que não contou? — pergunto interessada.

Ela, que estava olhando para cima, vira-se de lado para me encarar e confessa: —Porque apesar de me sentir um pouco culpada por estar traindo, eu me dei conta de que ele transou com a amante durante dez meses antes de me confessar tudo ­—suspira e prossegue: — E, além do mais, se eu contasse não teria coragem de encontrá-la assim novamente — para antes de decidir continuar: — E acho que eu realmente preciso estar com você agora.

— Você está aqui porque precisa igualar as coisas com o seu marido? — inquiro, olhando em seus olhos.

— Não, não é isso, Regina. Eu não quero igualar as coisas. O que eu quis dizer, é que me faz bem de verdade estar com você, embora não seja certo o que eu estou fazendo. Me senti muito desejada quando ficamos juntas a primeira vez. Necessitava experimentar essas sensações novamente e cheguei a conclusão que David não merece que eu reprima minhas vontades, porque ele não conseguiu reprimir as dele.

Entendo plenamente o que ela disse e acho que está coberta de razão, mas decido não dizer nada, pois, na minha posição, concordar vai parecer que estou sendo tendenciosa. Por isso, sorrio e mudo de assunto.

— E, então, gostou da sua primeira vez num motel? — indago, passando meus lábios na sua orelha.

— Adorei! — afirma, mostrando um sorriso maroto. — Mas... Já vamos embora? — pergunta, um tanto decepcionada.

Arqueio uma sobrancelha, espantada com seu fogo e digo: — Não, minha pequena insaciável! Estava apenas recuperando as energias para continuar de onde paramos. — asseguro, voltando a lhe beijar.

Seguimos com nossa maratona de prazer por mais algumas horas e, depois de jantarmos no motel, levo-a até sua casa, estacionando o carro em frente à porta. Hoje é feriado em São Francisco, mas David está em uma viagem de negócios no Canadá. Sem a preocupação de sermos flagradas por ele, aproveito para me despedir dela roubando-lhe um beijo.

— Você tá louca, Regina? As crianças podem ver! — diz e, apesar de seu tom de censura, ela segura meu rosto, devolvendo o beijo.

Divirto-me com sua atitude contraditória e falo: — Por um momento esqueci que você é uma senhora casada e mãe de família! — expresso, depositando um último beijo em seu pescoço.

Ela sorri para mim, feliz, e sai do carro, lançando, vez ou outra, olhares satisfeitos na minha direção enquanto entra na casa.

Ligo meu celular, ainda pensando na tarde maravilhosa que passei com Mary, e vejo que há várias ligações perdidas e uma mensagem de voz, que abro para ouvir:

— Regina, onde você está? — reconheço a voz de Emma que soa preocupada. — Liguei dezenas de vezes e seu celular estava desligado. Se receber essa mensagem, encontre-me naquele bar Che no Bairro Castro², pois estou comemorando o feriado com duas amigas mexicanas — prossegue e imagino que essas amigas são possivelmente suas ex's ou atuais namoradas e também penso que Emma só quer um motivo para encher a cara, porque já que não tem nenhum antepassado oriundo do México não entendo essa sua euforia em comemorar o Cinco de Mayo³.

Dou partida no carro e guio em direção ao reduto mais gay de São Francisco.

***

Estaciono em uma rua próxima ao bar, já que está acontecendo um desfile comemorativo à data. As centenas de pessoas que estão nas calçadas e bares da avenida, bebem e dançam, contagiando com alegria todos a sua volta.

Ao me aproximar do Che, que está abarrotado de gente, escuto quando o cantor anuncia: — A próxima música é um grande sucesso do passado e será executada a pedido de... — percebo que ele lê o nome escrito em um guardanapo. — Cora Mills, que a dedica a sua amiga de longa data, Emma Swan— conclui, fazendo meu coração parar por um segundo e penso que estou tendo um pesadelo.

Quando entro, reconheço a música que começa a soar no ambiente. Trata-se do antigo bolero, Aquellos Ojos Verdes.

Como se não bastasse, vejo mamãe estirando a mão para Emma, que aceita o gesto e enlaça a cintura de Cora, puxando-a para si e encostando seu rosto no dela enquanto os versos da romântica canção são interpretados pelo cantor do trio Guadalajara.

Chego perto do bar, para pedir uma Margarita, ainda observando a dança das duas, e percebo que minha mãe está sussurrando algo junto ao ouvido da loira.

Essa cena é forte demais para ser visualizada de cara limpa e, quando o garçom entrega-me a bebida, viro todo o conteúdo do copo de uma vez só, já fazendo sinal para que me traga mais uma dose.

Prefiro ficar virada para o balcão até a música acabar, pois não sei o que essas duas podem fazer.

Entendo perfeitamente a letra da música e imagino se Cora está mandando um recado para Emma em forma de canção, pensando em reviver o caso que tiveram.

Suspiro, aliviada, quando, por fim, o interprete canta: “Aquellos ojos verdes...Que yo nunca besaré....”, encerrando a música e a dança.

Viro-me, indo em direção a elas, que voltaram para a mesa e estão acompanhadas de duas morenas.

— Olá! — cumprimento-as, percebendo que todas já estão um pouco ébrias — Mamãe, o que você está fazendo aqui? — pergunto, de imediato, sem dar tempo para que elas respondam à saudação.

— Estou me divertindo muito, filha! Emma me chamou para vir comemorar o feriado com suas lindas e simpáticas amigas! — explica, sorridente, piscando um olho para as “amigas” da loira, que parecem estar dando corda para a minha mãe.

— Olha quem resolveu dar o ar da graça! — Emma fala arrastando as palavras. — Meninas, essa é minha grande amiga Regina Mills, filha de Cora! — acrescenta, levantando-se e passando o braço sobre meus ombros, dando-me um beijo na bochecha.

O álcool está tão presente no seu hálito, que sinto que não preciso beber mais nada esta noite para ficar ébria também.

Uma das moças, olhando para Cora, diz: — Ela é sua filha? Diria, no máximo, que é sua irmã mais nova — comenta e minha mãe abre um sorriso de orelha a orelha com essa cantada fajuta.

— Essas senhoritas encantadoras são mexicanas e se chamam: Adela Sánchez — Emma apresenta, apontando para a morena de cabelos lisos­ — e Mabel Hernández —completa, sinalizando a de cabelos ondulados.

— Muito prazer! — digo, sorrindo para elas. — Dê-nos um momento, por favor! — acrescento, já puxando Emma pelo braço um pouco para longe da mesa.

Enquanto nos afastamos, ainda ouço Cora dizer para as “moças encantadoras”: — Essas duas são assim mesmo... Não se desgrudam desde que nasceram. Parecem gêmeas siamesas! — e as três se divertem com esse comentário.

Quando já estamos suficientemente longe das outras, questiono, sem disfarçar minha indignação: — Emma, o que deu em você para convidar minha mãe para um bar no bairro Castro!?

— Bem... Eu não a convidei, exatamente! Como você não atendia minhas chamadas, resolvi ligar para ela perguntando sobre seu paradeiro — faz uma pausa para beber um pouco de tequila, já que se levantou com o copo na mão — Cora disse que você tinha passado por lá, porém sem comentar aonde ia. Então, mencionei que estava aqui e pedi para ela te avisar, caso lhe visse de novo — continua sua explicação — Nesse momento, ela se ofereceu para vir. Como acho sua mãe uma companhia divertidíssima, sem más intenções... — frisa a última oração e, nessa hora, tenho vontade de socar-lhe a cara — Achei que não haveria problema nenhum se ela viesse também — finaliza, dedicando-me um sorriso cafajeste.

Bufo e conto mentalmente até dez: — Emma, eu já disse hoje que você é a pessoa mais canalha que eu conheço? — ressalto cada palavra, em tom irritado.

— Falando em canalhice... Cora comentou comigo que você saiu toda perfumada, aparentemente para um encontro misterioso! Continua transando com mulheres casadas, srta. Mills? Porque sinto um cheiro de sândalo, bem familiar, exalando de você. — aponta, venenosa.

— Sorte sua, pois eu só sinto cheiro de tequila! — retruco, mordaz.

— Jura que não dá para sentir o cheiro das latinas em mim?! — pergunta com um ar e tom vulgares.

Se sua intenção era me provocar, conseguiu. Como não consigo pensar em nenhuma resposta à altura, pronuncio um “Ah!” exasperado, fazendo menção de sair de perto dela.

Ao perceber meu intento, Emma pega a minha mão e me puxa em um beijo quente, obrigando-me a abrir os lábios com a língua, enquanto tento me livrar do seu abraço. No entanto, sua mão pressiona a minha nuca e, sem ter mais como resistir, desfruto do gosto de sua boca, um misto de tequila e hortelã.

Não sei precisar quanto tempo o beijo durou, de tão atordoada que fiquei com o ímpeto dela.

Quando, enfim, abro os olhos, nossos lábios já estão separados e a loira sorri cinicamente para mim, alfinetando: — Pronto, agora você está com o gosto e com o cheiro das duas irmãs Swan! — e volta para a mesa, deixando-me parada, ainda junto ao banheiro do bar.

Já com os sentidos recobrados, retorno também para a mesa, onde encontro Cora em uma conversa sussurrada com a tal de Mabel, enquanto Emma está de beijos e abraços com a outra moça.

Em claro gesto de provocação, a loira fala com Adela, mas mantendo o olhar fixo em mim: — Querida, você me acompanha até o banheiro? Quero retocar a maquiagem — e ambas se levantam, sem que nenhuma das duas saia com as bolsas, denotando o tipo de “retoque” que farão no toalete.

Suspiro, enciumada e revoltada com a atitude infantil dela e, quase que ao mesmo tempo, levanto-me: — Mãe, estou indo! Peça para Don Juan te colocar num táxi e diga a ela que faça o mesmo, pois não está em condições de dirigir. — sentencio, autoritária.

— Por que você vai tão cedo, meu amor? — Cora indaga, gentil.

— Porque estou sobrando aqui! — falo, pegando a bolsa e saindo sem olhar para trás.

***

Ao chegar em casa, meu celular toca: é Mary.

— Oi, Regina! Você já está na cama? Queria te desejar boa noite! — diz, meiga.

Sorrio e respondo: — Acabei de chegar de um evento para o qual não deveria ter ido!

— Emma estava com você?

— Como sabe?

— Porque ela ligou, há alguns minutos, meio bêbada, perguntando se você estava aqui! — esclarece. — Posso estar enganada, mas achei o tom de voz dela bastante irritado e... enciumado — acrescenta.

Interessante... Deixei o bar há pouco mais de meia hora e Emma já está me rastreando. Pensei que ela só tivesse olhos para a senhorita Sánchez, com quem foi fazer o “retoque”.

— Deve ter sido impressão sua, Mary! — enfatizo — Sua irmã estava atracada com uma mexicana, quando saí do bar onde fui encontrá-la, e ela nem percebeu que fui embora. Quando se tocou, pensou em me procurar, porque deve ter ficado preocupada. Depois eu ligo para ela, dizendo que cheguei bem — faço uma pausa, ainda me deliciando em saber sobre os ciúmes de Emma Swan. — Mas, adorei receber a sua ligação. — completo, desviando o assunto.

— Eu só queria ouvir sua voz antes de dormir! — prossegue, num tom doce —Porém, agora preciso ir, pois Leo está aos berros aqui — acrescenta e escuto o choro do seu filho mais novo.

Nos despedimos e quando aperto o botão de desligar, fico pensando na confusão na qual estou metida. Por um lado, a doçura de Mary me encanta profundamente. Por outro, a impetuosidade de Emma me fascina.

Fico feliz, já que, pelo menos por enquanto, não preciso escolher nenhuma das duas e confesso que estou adorando, pela primeira vez na vida, estar sendo o alvo do interesse de duas mulheres.

Depois de tomar um banho refrescante, deito-me na cama e adormeço pensando nas opostas irmãs Swan.

Notas finais
¹Podólatra: são pessoas que se excitam tocando, beijando, lambendo, cheirando pés. Se o ritual envolve apenas as preliminares de uma relação sexual, a pessoa é considerada somente um fetichista. ²Considerado o bairro gay mais famoso do mundo. Tendo sido anteriormente, até as décadas de 1960 e 1970, um bairro de trabalhadores braçais. Remanesce como um símbolo e fonte de ativismo e eventos LGBT. ³Cinco de Mayo é uma tradicional festa/ feriado mexicana que é comemorada nos EUA, principalmente na Califórnia. É um evento que remete a Batalha de Puebla, ocorrida em 5 de maio de 1862, quando soldados mexicanos enfrentaram e venceram o exercito de Napoleão Bonaparte, fazendo deste feito algo improvável uma vez que o exército francês, na época, era praticamente imbatível. A vitória também foi importante porque desde então nenhum país das Américas foi invadido por uma força militar europeia. — Até o próximo!!!