Notas iniciais
Oi, povo e pova! Tudo bem? Chegando com mais um capítulo feito com muito love! Leiam as notinhas finais, tenho algumas ressalvas eheheheh Musiqueta do capítulo: Pieces - Red. Porque acho que combina. Boa leitura!

A porta do antigo teatro de Paradise Hill se abriu bruscamente e uma espécie de relâmpago iluminou todo o lugar, além de ter evidenciado as asas negras nas costas de Castiel, em pé na entrada, por um breve instante.

Com uma postura firme, porém tenso e preocupado ao mesmo tempo, o anjo adentrou o lugar, olhando tudo em volta com atenção, à procura de alguém muito importante para ele. Não demorou muito para que avistasse Mia em meio a um amontoado de assentos retorcidos e poeira.

Surpreendentemente, ela estava consciente, havia despertado há pouco tempo e mantinha uma adaga junto ao peito. Mas quando percebeu que não era Crowley ou outro demônio que havia retornado, e sim Castiel que tinha ouvido o seu chamado, relaxou imediatamente tomada por uma sensação profunda de alívio. Deixou a adaga cair perto de si e soltou a respiração presa em sua garganta.

Antes que Mia pudesse respirar de novo, o anjo estava agachado diante dela. O farfalhar de asas ainda ressoava nos ouvidos dela, quando ele segurou o seu rosto com as duas mãos de um jeito firme, impedindo que Mia perdesse a consciência de novo. Então Castiel passou os olhos pelo corpo da caçadora, horrorizado com o estado deplorável em que ela se encontrava.

— O que aconteceu aqui? — questionou.

Com a garganta dolorida e seca, Mia tossiu um pouco antes de conseguir responder:

— Crowley aconteceu.

Sentindo uma revolta profunda por ouvir aquilo, Castiel afastou as mãos do rosto de Mia, as fechou com força junto ao chão e se ouviu perguntando retoricamente:

— Ele fez isso com você?

— E os amigos dele também. — Diante da expressão de Castiel, Mia revirou os olhos e, tentando amenizar a situação, admitiu: — Eu caí em uma armadilha. Quem nunca? — Vendo uma preocupação tangível no olhar dele, ela achou melhor não entrar em mais detalhes e desconversou: — Esquece isso, anjo. Passou. Eu estou bem agora.

— Bem?! — repetiu, incrédulo. — Mia, você está muito longe de estar bem. Aliás, você não ficará bem enquanto o Crowley e a corja dele existirem.

Quando o anjo fez menção de se levantar, Mia deduziu que ele planejava procurar o Rei do Inferno e seus subalternos imundos. Sinal de que não estava raciocinando direito, afinal Castiel não podia deixá-la ali naquele estado. No fundo, ele sabia disso, só estava atordoado pela revolta.

Sendo assim, Mia reuniu forças, segurou a mão dele, o fazendo desistir por hora e tornar a fitá-la, e despejou afoita:

— Não! Ele se foi e algo me diz que não vai aparecer tão cedo. Quando ele voltar um dia, você chuta o traseiro dele por mim, tudo bem?

Castiel franziu o cenho e perguntou desconfiado:

— Como assim? Você estará comigo quando esse dia chegar.

Mia engoliu em seco e soltou a mão dele. Aquele não era o momento ideal para terminar com Castiel de vez, era? Aliás, eles já não tinham terminado? Se separado pelo menos? Não seria redundante dizer a ele que tudo estava acabado mesmo, sendo que ela já tinha feito isso há algumas semanas? Tudo bem, agora era diferente, certo? Para valer?

Se perguntando essas coisas, Mia achou melhor ter a conversa definitiva depois. Precisava se recuperar fisicamente primeiro. E precisava de coragem para pôr um fim em sua história com o anjo para sempre. Por enquanto, era melhor ganhar tempo.

— É... Claro que estarei, eu só me expressei mal — desconversou aos gaguejos. Porém, percebendo que Castiel estreitou o olhar em sua direção, ainda mais desconfiado diante do seu fraco argumento, decidiu tentar outra coisa e improvisou: — Ei! Eu sei que já tive dias melhores, mas será que você poderia me dar um beijinho? Só pra eu ver uma coisa.

Surpresa com a própria sugestão que soou como uma cantada muito chula, Mia revirou os olhos e sentiu o seu rosto ruborizar. Por sorte, ele estava inchado e com hematomas, então Castiel não devia ter percebido o seu constrangimento.

Tomando coragem, tornou a encará-lo e viu que o anjo estava tão surpreso quanto ela. Mais do que isso, Castiel estava hesitante e perdido. Não que ele não quisesse beijá-la, mas Mia tinha mesmo sugerido isso naquele momento? Era difícil de acreditar.

— Acabei de ver, obrigada — ela resmungou um tanto ofendida com a rejeição, embora não estivesse falando sério a princípio. — Você está com raiva de mim por ter te mandado para Far Far Away. Compreensível.

Imediatamente, o anjo despertou do estado de torpor e retrucou afiado:

— Não, eu não estou com raiva de você, Mia. Eu estou com raiva porque você quase morreu por causa de um ato irresponsável como me mandar para Far Far Away. Você foi tão infantil, impulsiva e... Estúpida.

— Valeu. — Mia riu sem humor, mas acabou tossindo um pouco em seguida.

Se estivesse em condições, teria dado uns bons tapas em Castiel por falar assim com ela. Onde já se viu? Não bastava ter apanhado horrores e sido ameaçada até o fim dos tempos, agora teria que aguentar sermão de um anjo super protetor e certinho também?

Indignada com a postura dele, Mia questionou nervosa:

— O que eu podia fazer, gênio? Eu vi você morrendo no meu pesadelo, não podia arriscar e deixar acontecer de verdade!

Castiel não havia prestado a mínima atenção nas palavras dela. Ao invés disso, estava a examinando minuciosamente de novo, tentando não pensar na raiva que sentia de Crowley ao ver o estrago que ele fez nela. Preferia se concentrar em uma forma de ajudar Mia, já que ela estava muito ferida e debilitada. Era um milagre que ainda conseguisse falar pelos cotovelos daquele jeito, mas aquela era Mia Clarke afinal.

— Você está sangrando — notou, ao passar os dedos delicadamente ao redor do ferimento que o Rei do Inferno tinha feito na lateral do abdômen dela com a adaga.

A caçadora estremeceu de dor, respirou fundo, soltando o ar devagar, e assentiu com dificuldade:

— Não me diga? — Vendo Castiel aproximar a mão do seu rosto e deduzindo o que ele pretendia ao tocar a sua testa com dois dedos, questionou confusa: — O que você está fazendo? Pode parar, você sabe muito bem que seu toque mágico não funciona comigo, você não pode me curar, eu sou imune a anjos e...

De repente, Mia parou de falar. Sentiu como se uma onda de calor e energia tivesse percorrido todo o seu corpo. Fechou os olhos, inebriada por tal sensação. Seus músculos ainda formigavam um pouco, quando ela abriu os olhos, riu surpresa e exclamou:

— Nossa! Eu me sinto nova em folha! Poderia até dançar por esse teatro agora mesmo. — Olhando para si mesma e confirmando que todos os ferimentos, hematomas e dores haviam desaparecido completamente, murmurou intrigada: — Como isso é possível?

Aliviado por aquilo ter funcionado, mas igualmente confuso, Castiel replicou:

— Eu não tenho ideia. Vamos deixar as perguntas para depois, agora nós temos que sair daqui.

Antes que a caçadora pudesse pensar mais sobre o que havia acontecido, o anjo a envolveu em seus braços e se levantou com agilidade e precisão, segurando-a em seu colo, o que fez a garota passar os braços em torno do pescoço dele instintivamente.

Surpresa, sem graça com a proximidade e sentindo o seu coração acelerar, Mia olhou rapidamente para a boca de Castiel tão próxima da sua, depois o fitou nos olhos e disse:

— Só para constar, eu posso andar agora.

— Eu estou com pressa — esclareceu o anjo, demonstrando que ainda estava irritado com a situação arriscada na qual a caçadora havia se metido.

Percebendo isso, Mia arqueou uma sobrancelha e o provocou:

— Como quiser, estressadinho.

Incomodado com aquela postura, Castiel semicerrou o olhar e repreendeu firme:

— Chega de piadas, Mia. Isso é sério, você quase morreu.

— E qual é a novidade? — Ela riu inevitavelmente, mas ao notar a expressão intransigente do anjo, desmanchou o sorriso e voltou atrás: — Certo, chega de piadas.

Castiel a observou por alguns instantes, a fim de se certificar que ela havia entendido a gravidade de tudo aquilo, e depois orientou:

— Segure firme.

Sem conseguir evitar um leve e bobo sorriso, Mia obedeceu, suspirou e assentiu meio absorta pelo olhar profundo do anjo:

— Sim, senhor.

O farfalhar de asas ecoou pelo antigo teatro. E então, Mia e Castiel desapareceram de lá.

***

No instante seguinte, Mia notou que os dois estavam na sala de estar da casa de Bobby Singer. Mas não houve muito tempo para se familiarizar de novo com o cenário, pois antes disso Castiel inclinou o rosto, fechou os olhos e uniu seus lábios aos dela.

Por mais que não quisesse se iludir, muito menos dar esperanças ao anjo — afinal, estava ciente que a única alternativa era se afastar para mantê-lo a salvo de Crowley —, Mia fechou os olhos também e se viu correspondendo aos poucos.

Uma onda de calor reverberou por seu corpo e acelerou ainda mais o seu coração à medida que o beijo tornava-se mais envolvente e profundo. E um vazio tomou o seu lugar quando ele chegou ao fim e Castiel afastou o rosto devagar.

Virar aquela página ia ser mais difícil do que Mia poderia imaginar. E não era isso que ela queria afinal. Pensou que queria e que iria conseguir, quando disse para Castiel que não havia futuro para eles e se instalou no ferro velho, mas estava enganada.

Mesmo agora, quando havia um motivo mais forte para Mia preferir o anjo longe dela, não queria isso de verdade. Será que conseguiria afastá-lo? Ou será que havia outra escolha?

— Por que você fez isso? — foi a única coisa que conseguiu balbuciar enquanto sua mente fervilhava.

Para sua surpresa, Castiel franziu o cenho e respondeu como se ela tivesse perguntado algo óbvio:

— Você pediu, não lembra?

Incomodada com a petulância, como se Castiel tivesse lhe feito um grande favor, Mia deu de ombros e fez pouco caso:

— Vagamente. — E na sequência, inclinou a cabeça e indagou com impaciência: — Você pretende me colocar no chão? Ainda este ano talvez?

Sem jeito com a rispidez repentina, o anjo colocou a caçadora no chão com cuidado e se afastou um pouco.

Incomodada com o silêncio que se instalou em seguida, Mia caminhou até a janela da sala, observou o ferro velho lá fora, voltou-se na direção de Castiel e reclamou:

— Meu carro ficou em Paradise Hill, bem como minhas coisas.

— Eu vou cuidar disso — ele assegurou, dando um passo à frente para então orientar seriamente, como se estivesse falando com uma criança travessa: — Agora suba, tome um bendito banho, coma alguma coisa, sossegue e não faça qualquer coisa estúpida até eu voltar. Você acha que consegue fazer isso? Ficar a salvo por alguns minutos pelo menos.

Com raiva, Mia cruzou os braços contra o peito, desviou do olhar do anjo e protestou baixinho:

— Não precisa humilhar.

Antes de bater suas asas novamente e desaparecer dali, Castiel avisou no mesmo tom sério de antes:

— Nós conversamos depois.

Assim que se viu sozinha no recinto, Mia despencou em um sofá da sala de Bobby, fechou os olhos e levou as mãos à cabeça. Tantas coisas tinham acontecido nas últimas horas, que era difícil acreditar que agora ela estava ali, sentada e bem. Fisicamente ao menos.

Mia não podia negar que o discurso ameaçador de Crowley tinha mexido com ela. E por mais que detestasse dar esse gostinho ao demônio, sabia que passaria algumas noites em claro pensando em tudo o que ele disse.

Em contrapartida, tinha Castiel, a sua capacidade de irritá-la com tanta proteção e a sua incapacidade de viver sem ele.

Os dois já tinham se sacrificado tanto nos últimos tempos para proteger um ao outro. Era justo pôr um ponto final naquela história? Tudo tinha sido em vão? Crowley venceria, afinal?

Enquanto pensava sobre isso, o estômago de Mia roncou, dissipando tais questionamentos, a fazendo se levantar em um pulo e brincar:

— Como diria Dean Winchester, eu estou cheia de fome!

***

Depois de ter feito um lanche rápido na cozinha e tomado uma xícara de café bem quente e encorpado, Mia resolveu seguir o conselho de Castiel e tomou um bom banho. Só então percebeu como estava exausta. Várias noites tendo pesadelos até que uma pista finalmente a levou a Paradise Hill. Mas depois teve horas de estrada até lá, a armadilha de Crowley, o nocaute humilhante...

A verdade é que ela tinha sorte de estar viva e mais sorte ainda por Castiel ter conseguido consertar o estrago que Crowley e aqueles demônios malditos fizeram.

Ao pensar sobre isso, Mia voltou a se perguntar como o anjo tinha conseguido curá-la. Ela havia desenvolvido imunidade a anjos por causa do sangue de demônio cada vez mais forte em seu corpo. Chegou a desenvolver telecinesia inclusive.

Contudo, desde que Castiel injetou parte do seu próprio sangue no organismo dela, há alguns meses quando a localizou e a prendeu na masmorra do bunker, lhe devolvendo as memórias que Crowley havia roubado e neutralizando boa parte do sangue dele, alguma coisa estava diferente. Mia sentia isso.

Já não conseguia mover objetos com a mente, não tinha mais visões e tinha dúvidas se conseguiria nocautear um anjo, como fez com Haziel e com o próprio Castiel em um passado não muito distante. Alguma coisa estava diferente. Era um fato. Mia sentia-se mais... Pura.

Apesar de Crowley dizer que a sua ligação com ela continuava forte, Mia duvidava disso. Tinham sido vários pesadelos até ele finalmente conseguir entrar em sua mente de fato e atraí-la para aquela cidade distante. E com certeza, a tal decepção que o demônio mencionou também abalava a ligação entre os dois. De certa forma, Crowley tinha perdido o interesse nela.

Quem sabe, em um futuro próximo, as coisas voltassem a ser como antes, no começo, quando ela tinha apenas pesadelos premonitórios?

Bons tempos. Mia pensou.

Depois de desligar o chuveiro e vestir um roupão, ela escovou os dentes, penteou os cabelos rapidamente e voltou para o quarto que ocupava na casa de Bobby, sentindo-se mais leve e relaxada.

O recinto era pequeno e Mia desconfiava que tinha sido algum tipo de escritório ou depósito de artefatos sobrenaturais no passado. Um dia, tiraria a dúvida com Bobby.

A caçadora ajeitava a faixa do roupão distraidamente, quando percebeu que tinha companhia. Seu rosto ruborizou imediatamente ao ver Castiel de costas para a janela. Tudo o que conseguiu pensar no momento foi em como vestiria o pijama com ele ali.

Sim, Mia pretendia dormir. Se Castiel queria conversar, ele que esperasse um momento oportuno em que ela estivesse mais disposta. Estava cansada de tudo, principalmente de levar bronca por ter tentado protegê-lo.

Mia piscou algumas vezes e se deu conta de que tinha sido exatamente isso que ela havia feito no Triângulo das Bermudas. Brigado com Castiel por ele ter decidido poupá-la de um risco. No fim, os dois erraram e os dois acertaram. Agiram com o coração. Que ironia do destino!

Despertando dessa reflexão, Mia voltou a se concentrar no anjo. Embora estivesse mexida com os últimos acontecimentos, realmente não estava a fim de conversar com ele. Estava impaciente demais, um pouco magoada com as broncas, exausta e tinha muito o que assimilar e pensar antes de tomar qualquer decisão sobre o seu futuro com ele.

Sendo assim, ela caminhou até a cama, deitou de roupão mesmo e, enquanto se cobria, balbuciou:

— Voltou, é?

Sem desviar a atenção da janela, Castiel disse um tanto seco:

— O seu carro já está lá fora. Suas coisas também.

— Muito obrigada. Agora você devia ir embora, Cas — aconselhou, impaciente. E depois de colocar uma máscara de dormir de corujinha, arrematou magoada: — Eu vou ficar bem, por mais que você não acredite na minha capacidade de me manter sã e salva.

Virando-se na direção da cama, Castiel replicou em protesto:

— Você quer mesmo falar sobre a sua capacidade de se manter viva depois de ter quase morrido? De novo?

Em resposta, Mia soltou um suspiro profundo e disse seca:

— Não, na verdade este é o ponto, eu não quero mais falar. Boa noite. Você pode ir agora.

Um longo momento de silêncio se passou, mas a caçadora sabia que o anjo ainda estava ali, pois não ouviu o bater de suas asas. Estava quase enlouquecendo com aquele suspense, quando sentiu Castiel se aproximando e percebeu quando ele sentou na cama.

Em seguida e calmamente, o anjo disse algo que desarmou Mia por completo:

— Acontece que eu não consigo. Eu não quero te deixar sozinha. Eu não posso.

Movida pelo efeito dessas palavras, a caçadora se sentou na cama, levantou a máscara de dormir e respondeu:

— Então fica. — Porém, ao notar um sorriso satisfeito surgindo no rosto de Castiel, percebeu que tinha lhe dado esperança, justamente o que não queria, e voltou atrás: — Oh, não... O que eu estou dizendo? Na verdade, você devia ir embora sim. — Quando o anjo a encarou visivelmente confuso, Mia respirou fundo e achou melhor desconversar: — Muitas coisas aconteceram, Cas. Você está certo, eu quase morri esta noite. Mas por algum motivo, Crowley mudou de ideia. E eu sei que nós precisamos conversar sobre tudo isso e talvez sobre... nós também, mas neste momento, eu só quero ficar sozinha e dormir um pouco.

Desconfiado de que Mia estava escondendo alguma coisa e incapaz de se afastar como ela, indiretamente, estava pedindo, Castiel replicou convicto:

— Você pode dormir, mas eu não vou sair do seu lado. Desista.

Sabendo que não conseguiria convencê-lo do contrário, e no fundo encantada com a atitude dele, Mia revirou os olhos e assentiu:

— Tudo bem, anjo chiclete. Você é quem sabe. Boa noite de qualquer forma.

Dito isso, a caçadora tornou a se deitar, jogou o cobertor sobre si e recolocou a máscara de dormir. Não demorou muito para que ela sentisse um toque suave em seu rosto, o que lhe causou um conforto imediato. E também um arrepio.

Ainda acariciando o rosto dela, Castiel desejou:

— Boa noite, Mia.

Como resposta, ela apenas respirou fundo e trouxe a mão dele para junto da sua, entrelaçando os seus dedos, enquanto sua mente cansada se desligava pouco a pouco da realidade.

Olhando-a com carinho, e para não perder o costume, Castiel afirmou:

— Você me ama.

Antes de se desligar por completo e mergulhar em um sono profundo, a caçadora se recusou a pensar em como seriam as coisas dali em diante e limitou-se a afirmar em resposta:

— Sempre vou amar.

Notas finais
Sim, a Mia está pensando em terminar (de novo) com o Cas sem nem ter voltado de fato para ele. Cuma? Eita casal complicado... Bem, primeira ressalva: sobre o Cas ter conseguido curá-la, foi algo que eu decidi enquanto escrevia e isso significa que eu vou ter que reescrever alguns trechos das minhas fics que se passam no futuro para alinhar as coisas. Mas só vou fazer isso depois que finalizar esta aqui. Segunda ressalva: em Ascensão Infernal, o Cas libertou a Miazita do controle do King usando algumas doses do seu sangue celestial, lembram? Isso enfraqueceu bastante os poderes demoníacos dela na época e a ligação com o Crowley. E agora que o King perdeu o interesse em levar a moçoila para o lado negro da força, essa ligação enfraqueceu mais um pouco. Com esses dois fatos, eu quero mostrar que Miazita está mais... pura (não no sentindo bíblico, óbvio), mas que finalmente as coisas estão melhorando para ela. Uma parte do sangue do Crowley ainda está lá e sempre estará, mas já não é tão forte assim. Terceira ressalva: o capítulo anterior mostrou o "desfecho" da relação Mia/Crowley porque eu devia um final para eles neste ponto. Mas isso não significa que nunca mais veremos o King por aqui, pode ser que ele apareça sim, só preciso abordar outras coisas na fic para não me perder nem me estender mais do que o necessário. Quarta ressalva: os próximos capítulos (acho que até o 10) serão focados na caçada ao wendigo, então por enquanto Miastiel vai dar uma sumidinha básica. Quinta ressalva: adorei escrever esse capítulo, o Cassyto fofamente nervoso e preocupado com sua coelha magia. Mais Miastiel virá, só não sei se vai rolar reconciliação definitiva. Estou gostando de deixar a história me levar, então talvez eles terminem separados, mas se amando, e eu exclua as fics das mini pessoas. Oi? Calma, é brincadeirinha ahahahahah Por hoje é só, people! Reviews?