Então, você apareceu no meu caminho

1 Uma onda oportuna para Semideuses...


Notas iniciais
Oh, pelos deuses do Olimpo, como tudo isso é complexo. Um mega desafio, hein.

Mas, finalmente estou publicando essa One nova em folha, com algo que eu não sabia se era Darkfic, DeathFic, ou nem sei... So sei que fui escrevedo e o que era para ser apenas um capítulo virou dois porque no final das costas eu acho que sou assim mesmo, não é? Kkkkk
Detalhada como sempre (Enfim, é bom lembrar, porque vai lá saber.) Já é um pouco complicado fazer personagens que estão em vários capítulos; adicionando personagens novos então... Meus dedos começaram a travar de tanto escrever; mas, o que fazer né??

Detalhe só para essa family que eu achei um luxo de fofura♥

~Enjoy♥

Ninguém conta segundos após uma tragédia, nem fica muito tempo guardando rancor ou ódio. Talvez dure uns meses, dias... Menos Luco Seward; esse Semideus Romano conta dias, meses, anos desde que foi enganado por uma Semideusa filha do Amor. Ele refletia diariamente na sua burrice e estupidez que ocorreram entre as Batalhas, Duelos, Jogos e Torneios de uma época em que ele era mais novo, menos experiente e mais ingênuo; exatamente a 9 anos, 3285 dias, 78840 horas e inúmeros minutos e segundos, que a cada batida do seu coração se multiplicavam; se tornando minutos, virando horas, dias, semanas, meses, bimestres, semestres, anos... E ele odiava guardar magoas ou ódio; não gostava de ter alguém quem ele desprezava colado em um pedaço do seu coração.

Porém, não tinha jeito, ele era filho de Belona, e Katherynne Karlan era filha de Afrodite. E a guerra e o amor em algum momento andam juntos. E ele odiava admitir que Karlan ainda estava grudada em seu coração depois de tanto tempo; depois de ter que ser de uma “guarda especial” para observar Semideuses de suas próprias Sessões e ter que sempre estar com ela, porque o grego Paul, andava com o romano Armin, os destinando a fazerem patrulhas juntos. Ele odiava o cheiro dela, a presencia dela, a voz, as habilidades, as piadas, ele odiava tudo na grega. E para acabar com essa dupla tocaia, precisou ameaçar Paul; para ele se afastar do Oráculo Romano senão ele teria sérias consequências. Então após a ameaça, o grego começou a andar com um japonês, e o Oráculo com um egípcio; trocando assim as duplas de guarda especial. Na qual ele se sentiu muito aliviado. E isso nem era algo oficial, era apenas espionagem; então a ameaça não saiu entre os dois. E Karlan saiu de sua vista desde então.

Porém, mesmo juntos, ele não esquecia o que ela lhe fez, as desculpas que ela não havia pedido, ainda ardia em seu peito; a parte infernal se amar uma cria do amor. É que é tudo ilusão. Então quando eles precisaram ficar juntos seu juramento de evita-la, ele poderia cortar seus cabelos, foi o que ameaçou a fazer.
Mas, o máximo foi trocar meras palavras de tocaias; depois, tudo voltou a ser de relance, e ele tomou seu rumo e suas vinganças com a ardência dela ainda estar por ali, em algum lugar bem. Enquanto ele não estava tão bem. O que o deixava com mais ódio ainda. Porém, o ano letivo já havia acabado, e como os Romanos já tinham sido dispensados das suas obrigações do Colégio, ele podia ir para casa tranquilamente.

Não havia sido um dos melhores anos para os Romanos; mas, ao menos, estavam no 5º lugar do Torneio Mitológico; não era o 1º lugar, mas também não era 6º. O que o deixou mais aliviado, até porque foi por causa dele que os Gregos foram eliminados pelo 2º ano consecutivo. O melhor jogador e duelista da sua Sessão. Essas vitórias deviam amenizar sua derrota e seu rancor que era tão vivido que já estava fazendo parte da sua rotina; se não sentisse ódio, estava ferido. Ou morto.

Ao contrário da sua contraparte; não havia mágoa no coração por causa de ninguém. Não havia alguém que ela odiasse. Eles sabiam que eles eram passageiros como uma ou duas luas; e que ela era um ônibus, e em cada parada devia se desfazer de alguém, ou adicionar uma pessoa. E ninguém a odiava de fato. Apenas Luco Seward, ele guardou magoa tempo o suficiente, mas, não ia dizer a ele que devia parar com essa ira boba de infância. Até porque ele era um excelente espadachim, e lutador, e a última coisa que ela gostaria era de perder a cabeça ou pior, suas mechas loiras. Foi algo assim que ele ameaçou ela logo quando se encontraram pela última vez em quase dez anos.

A contraparte do Romano; a grega: Katherynne Karlan sabe que de princípio fez algo errado; algo que nunca poderia ser desfeito; mas, assim, como ele era a melhor arma da equipe Romana, ela era a melhor chave da Sessão Grega; e odiou tanto cada parte do plano que precisou sair da personagem apaixonada, que por coincidência encontrou sua metade do nada, e se entregar a outros braços; porque esse era o plano diabólico que os gregos mais velhos tramaram, e que ela era a mais nova das filhas do Amor; por coincidência, da mesma idade que Luco.
Então, por uma parte, ela foi tão usada quanto ele; porém, não sofreu o mesmo dano que ele sofreu, nem perdeu tanto quanto ele perdeu; os gregos venceram o Torneio, os Romanos ficaram em 3º mas, ele perdeu a dignidade, o troféu, e sua espada. Ela até tentou se redimir com ele, mas, ele nem quis ouvi-la. Ela não o culpava, também não ouviria. Porém, já se passou muito tempo, um longo tempo. Muito tempo mesmo.

Kathy agora já desistiu de tentar se desculpar, achou melhor se manter afastada e acatar a não dar de cara com ele. Ela estava sendo sensata, ele um completo idiota segundo ela. Logo, logo Marte ia tomar seu corpo para si pelo tanto de ódio gratuito que o rapaz distribuía. E só por esse psicológico conturbado, já sabia por que ele não era Monitor da própria Ala. Mas, Kathy só pensava nisso em algumas ocasiões como os Duelos, Batalhas, Jogos e o Torneio. Ou seja, enquanto houvesse um romano perto dela, ela iria ter essa memória dolorida. Tanto que depois de um tempo deixou de participar das celebrações que buscavam uma Sessão Vencedora. Missões eram mais gratificantes, Jogos e Torneios, não.

E se fosse diferente? Se tivesse dito desde o começo qual seria o plano? Luco teria continuado com Kathy? Teria contado aos outros romanos? Teria saído das festividades?
E se ela tivesse pegado a espada dele? Só isso; teria sido menos dolorido e ameaçador? E se tivesse se tirado dos Jogos? Se tivesse pedido desculpas mesmo com medo? Se tivesse mandado aquele egípcio calasse a boca, faria alguma diferença? Óbvio que faria.

Mas, assim como Gregos e Romanos eram opostos, o Amor e a Guerra também eram. Então, não adianta dizer que algo poderia ser feito, porque não poderia; tudo o que tem para dar errado iria dar errado, independente da maneira que se é procedido.

Mas, o lado bom de tudo é que sua lua agora estava em Thomáz Raymond, filho de Asclépio; e se as estrelas estivessem do seu lado, naquele verão seriam apenas dois na casa do filho da Medicina; já que a mãe dele estava de namorado novo. Um ponto positivo, na verdade dois, ninguém merecia ficar sozinho, e Thomáz estaria sozinho em casa. Porém, sua lua também poderia mudar rapidamente e ficar em Thomas Nguyen; o que não seria de todo um mal. Estavam se flertando a um tempo; porém, sua luxuosa casa vitoriana era muito longe da de Kathy. Mas a possibilidade de sempre estar em Steffano Black, ou Peter Sparks; ou sua lua podia bailar por aí, o que era mais divertido quando ela mesma se surpreendia.

Aquele era basicamente o começo das férias, o dia mais longo do verão, o dia em que eles voltavam para casa e tinham suas férias veraneias.

No primeiro dia de aula, seus pais Imortais os esperavam nos portões do Colégio, ou nas entradas de cada Ala para receber seus filhos; no final do ano letivo. Já no último dia de aula ocorria o posto. Alguns dos pais Mortais (vivos e presentes, importante lembrar) esperava por seus filhos nos portões de saída do Colégio. Havia a exceção de pais que iam buscar corpos de seus filhos, ou seus pertences. E havia a ocasião do responsável simplesmente ter sumido, desaparecido; nesse caso, o Semideus ia para casa só. Mas, tinha os pais que sempre estiverem nas redondezas, ou que nunca saíram do Bairro, e era o único alivio que alguns Semideuses tinham.
Nem todo Deus era presente ou amável, então essa parte Mortal era muito importante. Kathy tinha isso da parte Mortal, a garotinha do papai, a melhor parte que Afrodite deixou pra trás. E era por isso, que mesmo se estivesse trabalhando em outros lugares, no primeiro dia de férias, ele estaria lá, esperando ela quando saísse do Colégio. E o que ele mais temia era chegar na escola e só receber o corpo de sua filha morta ao invés dela viva.

E por sorte de Kathy; ela estava viva, e seu pai prometeu passar o verão com ela. Ele disse que pegaria férias para o verão inteiro, e eles poderiam agir como uma família comum ao menos naquelas férias. Nos últimos verões se eles se viram durante uma semana, foi muito. Ela ainda não sabia o que eles poderiam fazer, até porque ela tinha planejado algo com Thomáz; estava feliz, mais não estava sabendo como administrar isso...

Kathy estava arrastando suas malas de roupa pelos corredores rumo a saída, dando logo de cara com um homem de cabelos castanhos claros, de olhos acinzentados, com poucas rugas, uma barba rala, com um físico atraente; ela olhava para seu pai, e sabia que sua mãe soube escolher. E Katherynne era uma pequena lembrança de Afrodite, sendo uma lembrança boa ou má, ela tinha que cuidar do seu pai. Ela largou as malas e correu em direção à ele, empurrando todo mundo a sua frente. O abraçando forte.

—Minha guerreira! – Ela sorriu ao abraçá-la, ele respirou fundo. – Está inteira!

—Claro que estou pai! – Ela sorriu soltando ele e o observando, estava quase do tamanho dele, e era a única familiar que ele tinha...

—Como foi o ano escolar? – Ele perguntou enquanto ela fazia um rabo de cavalo.

—Entediante. – Ela respondeu.

—O ano Semideus? – Contando com as missões, com os atritos, desavenças entre Alas e Sessões.

—Curioso... No mínimo, confuso, tive que ignorar conversas com a minha expressão de paisagem morta. – O pai riu.

—Certo; e as Batalhas?

—Exaustivas. – Ela olhou para trás, devia ir pegar as malas.

—O Torneio? – Ele parecia muito eufórico. Ficava tão feliz quando os Gregos ganhavam, ele aliás, era um “meio” grego também, se apaixonou por uma grega, teve uma filha meia grega; se ele devia torcer para alguém, era para os Gregos.

—Ah! Os Japoneses venceram. – Kathy respondeu revirando os olhos de uma forma entediada.

—O que? Como? – Essa foi a deixa para ela poder voltar até a entrada do Colégio, pegar suas duas malas de rodinhas cor de rosa fosco, e voltou para falar com o pai que tomou uma das malas de suas mãos; começando a caminharem até o pátio, para além dos portões daquele lugar.

—Bem; Jae Ronswell é muito esperto; ele é um bom semideus japonês. E cá entre nós... – Ela se aproximou do pai, como se fosse contar um segredo. – Ele é uma Entidade.

—Kathy; não diga isso do seu amigo. – O pai a repreendeu que ficou boquiaberta.

—Ele não é o meu amigo pai... Ronswell, não tem muitos amigos. E, não sei se ele gostaria de fazer mais. Ele é, um ser exótico, a entidade das almas. – Ela começou a andar para fora do território do local. Já havia passado muito tempo ali. – Ele não é do tipo que tem amigos como eu.

—Mas, você falava muito do Ronswell. – O pai indagou; ele lembrava cada nome que Kathy lhe contava, não havia porque mentir, era o seu pai! E bem, ela era uma semideusa que se aventurava muito; o mínimo ele precisaria saber.

—Sim, isso antes dele arrumar uma namorada. – Ele respondeu arrumando a bolsa de ombro; onde seus prêmios do ano estavam.

—Hey, estava interessada nele? – Kathy o olhou surpresa.

—O que? Não. – Ela riu. – Não acho que o meu charme o enfeitiçaria... – O pai riu.

—Já tentou?

—Acredite pai; ele tem um “charme próprio”. – Ela fez aspas. – Ele é um imã de feitiços.

—E você tentou ficar com ele?

—Lógico que não pai; eu.

A resposta de Kathy foi cortada de súbito quando seu pai parou de repente, e se virou para o outro lado, olhando quem entrava no pátio do Zeyggterasu. Ele ficou com o olhar paralisado por uns dez segundos, quando seu semblante mudou radicalmente.

—Não acredito... – Kathy se assustou. O que estava acontecendo?

—O que? – Seu pai ergueu o braço fazendo um aceno rápido.

—Hey! – Ele falou alto. – Conrado! – Ele gritou. Não muito distante dos dois, um homem de cabelos pretos azulados e olhos aparentemente azuis, olhou na direção do pai dela. Não o conhecia, nunca o tinha visto; nem tinha sabido da existência de um tal de “Conrado” na vida do seu pai.

—(...) Pelos deuses romanos! Josh! – Homem foi em sua direção e eles se cumprimentaram e riram. – Por Netuno... O que você está fazendo por aqui? Pelas marés! – Os dois começaram a rir, e Kathy deu dois passos para trás. Não poderia ser parente dela. Poderia? (...) Não.

—Céus, como faz tempos que eu não te vejo! E ouso dizer que está bem novo. – Conrado fez uma expressão de ofendido, porém, começou a rir.

—Se estou novo, você está beirando na puberdade. – O pai da garota fez a mesma expressão e depois riram juntos dando-se um abraço com um soco nas costas.

Kathy ergueu uma sobrancelha; era uma ofensa se chamarem de novos? Mas, o que estava ocorrendo?

—Então; eu vim buscar a minha guerreira. – Ele puxou Kathy pela alça da mochila e a apresentou para o amigo.

—Oi... – Ela disse sem jeito após ter sido puxada pelo seu pai. Mas, o homem ignorou o fato.

—Olá; é um prazer te conhecer. – Ele se curvou, extremamente cavalheiro. – Nossa, ela não tem nada a ver com você!

—Como assim? Somos muito parecidos.

—Ela é bonita! – Kathy tampo a boca.

—Ah! Claro que ela é! – Ele revirou os olhos e sorriu. – Enfim... E o que você veio fazer por aqui? – Talvez a mesma coisa que seu pai, mas, ele parecia um professor.

—Eu vim buscar meu filhote. – Conrado deu um sorriso.

—Oh, um guerreiro. – O outro assentiu.

—O melhor guerreiro. – Josh sorriu. – Imagino que sim. Nossa, foi muito bom te rever. Você não sabe como foi bom e. – Conrado estralou os dedos rapidamente. Nem deixou o outro terminar de falar.

—Josh; o que você vai fazer nesse verão? – Os dois foram pegos de surpresa.

—Aan? Vou... – O outro bateu as mãos.

—Viajar? – Josh riu.

—Não; eu não viajo; aliás, todos os compromissos importantes da minha guerreira estão aqui. – Conrado ergueu uma sobrancelha.

—Compromissos importantes? – Ele colocou a mão no queixo, e passou a mão no seu cavanhaque curioso. Foi aí que Kathy percebeu que ele tinha um cavanhaque. – O que seriam compromissos importantes?

—Ora; são.

—Não. – Kathy interrompeu o pai. – Não vamos fazer nada no verão, até porque não se muito a se fazer quando está nesse Universo, não é?

—Discordo completamente. Se não vão fazer nada, que tal, você ir comigo em uma Confraternização Familiar? Faz tanto tempo que não te vejo que, poxa; poderíamos colocar todo o papo em dia e.

—Aan; eu não sei não. – Josh segurou a nuca. – Não conheço sua família...

—Ah! Mas não é com a minha família. São outras famílias, como amigos. – Josh ficou uns segundos em silêncio. –Oh. A esposa; claro, você tem que falar com ela...

—Eu não tenho esposa. E pare de agir como se já não soubesse disso. – Conrado olhou para cima.

—Talvez, eu imaginei que nessa altura da vida... – Ele deu segurou o queixo depois de um tempo disfarçando. – Então; poderia vir viajar conosco. É mais como um mochilão que levamos nossos filhos. – Josh fez um clic com a boca. Como se estivesse pensando na proposta. – Vamos para as províncias da Itália dessa vez. Por todo o verão!

—Uou. Eu nunca cheguei a ir tão mais longe do que Buenos Aires. – O Zeyggterasu era um Colégio no Centro-Eixo do mundo; onde todas as ruas dão no Universo do Zeyyg; se você souber procurar, e Josh, o pai de Kathy trabalhava na Argentina enquanto não voltava para a casa nº17 do Bairro Helênico.

—Ora; vai ser divertido! O grupo de sempre. Os nossos conhecidos... – Josh estreitou os olhos.

—De sempre? Os Blacks vão está lá?

—Menos o Derek. – Conrado respondeu rapidamente. –Ele não está indo têm anos. Está muito ocupado com os “amores dele”. – Ele fez aspas. – E então, o que acha da ideia?

—Oh. Bem; eu não tinha pensado em nada a respeito sobre viagens longes ou... Longas. Um verão inteiro?

—Mas, será um verão divertido. Para você e sua guerreira que imagino eu, sofreu muito esse ano. – Ele olhou para Kathy que respirou fundo. Aquele homem tinha um “q” de conhecido.

—Oh! – Ela grunhiu. – Eu me irritei horrores esse ano, senhor. Estou psicologicamente cansada e fisicamente exausta. – Ela olhou para o pai. – Sim, sofri muito esse ano. Nunca mais vou pelas ideias de Alexei Berr. – Josh olhou para Conrado que aguardava a resposta com um sorriso estampado no rosto. Que Kathy notou muito similar à algo...

—Aan; bem... Seria uma coisa boa mesmo. – Ele não sabia o que dizer, não estava planejando uma coisa dessas.

—Sério? – Conrado se animou.

—Mas, mesmo assim, eu teria que pensar sobre isso e.

—Quais são suas duv. – O outro não desistia.

—Senhor Conrado? – Uma romana, acompanhada de uma japonesa chamou a atenção do homem de repente; eram Monitoras do Conselho.

—Ah! Piper! Fuyumi! Em que posso lhes ajudar?

—Bom; precisamos da sua assinatura. – Piper sorriu. – Como sempre. – Ela se virou rapidamente para Kathy e a encarou por alguns segundos, franzindo a testa em seguida. Romanos e regos não se davam bem.

—Claro. Um instantinho. – Conrado disse apertando as mãos de Josh. – Sério; de verdade, pense a respeito; aqui está meu número de telefone. Me retorne para qualquer decisão positiva ou negativa. Certo?

—Certo...

—Por Remo e Romulo...

—Á vitória em Tróia! – Eles se despediram como se estivessem a vinte anos sem notícias um do outro, então, quando Conrado entrou, Josh, continuou seguindo a caminho de casa.

(...)

Quando eles estavam a uma distância considerável do Colégio, no meio do Bairro Helênico Kathy, se virou para o pai que estava com uma de suas malas e ficou o encarando, enquanto desciam para casa.

—Quem era aquele cara? – Por fim ela perguntou.

—Qual?

—Senhor Josh, não se faça de desentendido. Quem era aquele cavalheiro que estava falando quase como um Semideus, ou um deus, ou um Sangue de deus? Que vocês se cumprimentaram como se não se vissem a milênios...

—Ah! Conrado Drawes. – Kathy acenou positivamente. – Um velho amigo.

—Tá isso eu sei; mas, como eu nunca soube da existência desse “velho amigo” antes? Durante toda a minha vida?

—Mas, você já conheceu ele. – Ela pareceu espantada.

—Conheci?

—Na verdade, há Semideuses que se conhecem desde o nascimento.

—Ele é um semideus? – Seu pai começou a rir.

—Não. Ele é pai de um Semideus.

—Conte algo que eu não sei... – Disse ela com ironia.

—Quando Semideuses nascem, de pais que são solteiros, como eu, e muitos outros que se casaram bem depois, ou nem isso, como eu; somos direcionados para um lugar onde nos ensinam a cuidar de um Semideus e os inúmeros perigos desde. – Kathy prestou atenção, ele nunca havia lhe contado isso. – Ele estava lá. E muitos outros pais... Mães.

—Uau. Da mesma idade? – Porque ela tinha uma noção de que Semideuses raramente tinham a mesma idade.

—Até os 5 anos. E é bem catastrófico o que um Semideus faz na vida de algumas pessoas; alguns desistem de seus filhos, abandonando eles para serem cuidados por outros Semideuses, sumindo, indo embora. Isso aconteceu com a mãe do Peter Sparks!

—Oh meus deuses!

—Tinha uns pais legais, uns bem chatos; como a mãe de um tal Rowell. Um dia ela estava lá; no outro; puff, sumiu, deixou a criança pra trás. – Kathy estava abismada. Ela nunca soube de tais coisas, de como era feito nem nada. Apenas, sabia que deixavam o bebê com o pai e pronto; essa parte era nova pra ela. – Então eu conheci Conrado naquele meio. Quando aprendi a tomar conta de você, não precisei mais ir. Mas, todo mundo ficou amigo ali. Porém, nem todo mundo era pai de gregos...

—(...) Oh. – Ela ficou em silêncio uns segundos. Talvez uns dois minutos refletindo sobre aquilo. Era o amigo de seu pai, de uma aventura caótica de nascimento que ambos passaram juntos. E agora que se reencontraram, os seus “compromissos importantes” deviam ficar de lado; certo? Certo! – E vocês eram muito amigos? – Ele estreitou os olhos.

—Claro que sim.

—E ainda são amigos; né?

—Onde quer chegar srta. Katherynne?

—Bem; acho que podíamos sair de férias junto com ele e os outros pais. – Seu pai a olhava sem entender. – Tipo, estaríamos de férias também, e se podemos sair daqui, porque não vamos?

—Porque não temos tanto dinheiro para custear uma viagem com eles Kathy querida.

—Dinheiro? Custo? Como assim? Ele convidou, ele paga!

—Sabe que devemos comprar coisas para viajar né?

—Sim.

—E que a Itália obviamente é cara.

—Óbvio. Não estou vendo o empecilho; nós trabalhamos! Temos dinheiro! Você devia ir se encontrar com seus amigos. Eu estaria do seu lado.

—Obviamente vão ter Romanos lá; e não quero que você se preocupe com eles nem, nada do tipo, você já teve que aguentar muito eles no Colégio e.

—Ora pai, e também aguentei gregos tão insuportáveis quanto romanos. E qual é o problema?

—Não me diga que se encantou por Conrado...

—Não! Pai; por favor; não é assim... – Ela riu. – Ele é seu amigo, e eu não quero ser a filha que vai atrapalhar o pai de se divertir. Nós combinamos de passar o verão juntos, e vamos passar o verão juntos!

—Não sei não... Conrado é muito luxuoso para o meu gosto. – Ela sorriu.

—Eu amo luxo!

—Ah, eu sei. Mas, não teria nenhum problema mesmo?

—Só porque ele é pai de um romano?

—E obviamente haverá outros nessa viagem. E você disse que muita gente não gosta de você.

—Não é verdade. – Ela fez uma pausa. – Uma porcentagem não gosta de mim. Ou, é o senhor que não quer ir?

—Eu não queria sair do conforto da minha casa mesmo não.

—Vamos pai; por favor, vai ser divertido. E prometo não causar nenhuma confusão... Vamos! Seu amigo parecia tão feliz em te ver. É óbvio que não vai ter ninguém que eu não tenha intimidade...

—Conhece os Blacks? – Pelos céus, claro que ela conhecia, ela tinha razão em obviamente ter a sua lua em Steffano Black; céus, isso não poderia ficar melhor.

—Conheço. – Ela mordeu os lábios disfarçadamente.

—Os Zafre? Os Cronenberg? Os Leggunnis?

—Sim, sim e sim.

—Você tem alguma rixa com eles?

—Pai por favor; eu sei me comportar. – Oh que menina má ela seria, essa viagem tinha tudo para ser o paraíso para ela também. – E não; com esses não. O senhor tem um grupo grande de amigos. – O pai coçou a cabeça.

—Digamos que sim... Tinha os Pattison também; mas, não creio que eles iriam aparecer, ou que Conrado ainda fale com eles.

—Algo muito ruim? Alguma fofoca que eu precise saber?

—Não, só ficaram numerosos. Obviamente eles são nervosos.

—Então, nós vamos ou não? Por favor... – Seu pai respirou fundo. Não queria dizer não, mas, também tinha medo dela arrumar encrenca; ou que arrumassem encrenca com ela; não era sobre isso que a filha falava sempre que estava de férias? Os namoros e confusões que aconteceram?

—Tá bom.

—Eba!

—Mas, me prometa que vai ser gentil com todo mundo. Não vai implicar com ninguém e não deixará ninguém com raiva de você.

—Eu prometo! – E dizendo isso, eles entraram em casa, ela subiu para o seu quarto e seu pai esperou anoitecer para poder combinar as coisas com Conrado.

*

Em três dias, Kathy e o pai deviam ir até a praia, eles estariam esperando para ir de navio até a Itália, um cruzeiro, que luxo; Conrado perguntou se eles precisariam de alguma coisa, se Kathy tinha alguma alergia e que seria uma honra apresentar o guerreiro dele a Josh e sua guerreira. Ou seja, Kathy ganhou umas três vezes, e ao menos, seu pai estava feliz. Ele estava animado, rever os amigos, que fez só porque tiveram o azar de ter filhos de deuses, era como uma reunião de 15 anos do colegial.

Três dias depois, em que Kathy fez duas malas e meia, para três meses, mas a maior felicidade dela era que seu pai também estava tão ansioso e feliz quanto ela. E isso era a parte mais magnifica de todas.
Eles foram de ônibus para uma das ruas que dão em todas as saídas e lugares do mundo; e foram para a praia. O navio era extremamente lindo, possuía uma “Rosa dos Ventos Lilás” e uma série de 17 números escritos em romano embaixo dela. Era assim, que o navio seria diferenciado dos demais navios. Foi o que Conrado dissera. Eles se dirigiram ao navio e foram recebidos pelo homem.

—Bom dia srta. Karlan. – Realmente, estava um lindo dia.

—Bom dia Senhor. – Ela respondeu sorrindo.

—Conrado... – Josh disse sorrindo.

—Que bom que veio Josh!

—Bom, fui persuadido. Basicamente, implorou muito.

—ótimo trabalho mocinha. – Kathy deu outro sorriso. – Aliás, eu nunca tive a oportunidade de lhe mostrar o meu guerreiro não é?

—Não; mas, sempre falou muito bem dele. – Josh disse tranquilamente. – Mas, Katherynne conhece os melhores guerreiros, não é filha?

—Pai; por favor. Não me comprometa.

—Só estávamos esperando vocês. – Ele pensou um pouco. – Talvez a mãe dos Preston, mas; é imaginável que ela não viesse.

—Porque? – Kathy perguntou.

—Febo; Febo é chato. – Kathy concordou. – Então, o que estamos esperando? Karlan a bordo. E aproveitem!

*

Depois de ter se acostumado com a cabine, ter colocado seu melhor biquíni preto, com uma canga verde turquesa amarrada na cintura, passado o protetor solar e ter visto algumas pessoas, se encontrou novamente com Conrado, na qual ele havia combinado de lhe apresentar seu “melhor guerreiro”; não lembrava de nenhum Semideus com o sobrenome Drawes; e ela conhecia mesmo muito semideus; porém, não queria passar a impressão errada logo no início. Afinal se fosse passar as férias em ótimo estilo, e com um novo romance.

Porém, seu rosto congelou, ela parou de andar quando encontrou seu “novo romance”.

Luco Seward era o filho de Conrado. Drawes, era Seward de trás pra frente. O sorriso era semelhante do seu filho, ele era familiar porque Kathy já quebrou o coração de Luco, que ficou tão petrificado quanto ela.

—Josh, esse é o meu guerreiro! Filho de Belona; campeão 23 vezes. – Luco olhou para Josh, e em seguida para Kathy, dando um sorriso. As mãos de Kathy começaram a suar, seus batimentos ficaram irregulares rapidamente.

—Muito prazer campeão.

—Muito prazer senhor Josh Karlan. – Ele apertou a mão de Josh, e em seguida apertou a mão dela. — Luco Seward, a seu dispor.

Ela perdeu o folego, levando um choque assim que a mão dele se aproximou da sua....

Notas finais
Obs: Andorinha, aproveite também porque é uma cois que sua mãe aprecia e a dinha adora fazer kkkk

Obrigada pela leitura.

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(?—?‿?—?✿) Feliz Novo Inverno•*¨*•
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