Notas iniciais
Uma observação; Quando eu terminei de escrever toda a drama, estava tudo nos coformes, mas também demorei a postar porque enrolei a achar uma bela capa. Como não achei uma amável, fiz uma adorável. Segundo eu mesma. Então devo alertar que não sou a favor da violecia, mas, é o Luco Seward, filho de Belona minha gente; já é bem ruim. Então meus parafusos sairam de mim definitivamente. E olha que eu já estou acostumada... E uma longa observação, eu não sei nada sobre navios ou coisas assim, queria trabalhar melhor na ambientação e em tudo além de algus locais, mas, não achei nada que me favorecesse nesse quesito, fui fazendo um pouco mais focado no csal que a um ano atras estava se amando... Me perdoe rsrsrs..... É de presente.♥ ~Enjoy ~Enjoy♥ Sei lá; do jeito que eu escrevi essa foi difrente... É de presente.

—Prazer. – Ela disse contendo a gagueira. – Kathery. Katherynne Karlan.

—E deixa eu adivinhar... – Ele sorriu se afastando um pouco ficando ao lado do pai. – Pela beleza, é filha de Vênus; estou certo?

—Quase rapaz; – Josh respondeu não percebendo o quanto sua filha estava nervosa. – Ela é contraparte grega. A mãe dela é Afrodite.

—Oh... – Ele jogou a cabeça para trás, passando a mão nos cabelos. O tom da voz dele era de sarcasmo, ela sabia. Se conheciam. – Eu contraparte romano sou filho de Belona; deusa da guerra; você sabe, né? Mesmo Ares sendo deus da guerra, é uma função confusa.

Kathy acenou com a cabeça devagar. Porque ele estava fazendo isso? Era quase o mesmo dialogo, da primeira vez que conversaram; naquela arena, quando tudo começou...

—Karlan ou Kathy? Como prefere que eu chame a senhorita? – Ela se sentiu estranha.

—Kathy. – Ela disse rapidamente.

—Claro; Kathy, é um ótimo começo; quantas vezes foi campeã?

—Olha que gracejo, eles estão se entendendo.

—Eu imaginei isso desde o começo. Sabia que ia dar certo!

Então enquanto ambos estavam conversando, Luco se aproximou de Kathy, a olhou fixamente, bem de perto, fazendo seu coração disparar. Aqueles olhos, estavam a assustando.

—Então, você apareceu no meu caminho... Novamente. – Ela respirou fundo e começou a falar.

—Eu... Juro, que não sabia que você era filho dele. – Seu corpo gelava cada vez mais. – Eu... Se soubesse, não teria feito isso. – Seu coração disparou, ela havia sido tomada pelo medo diário, rotineiro, anual; porém, não devia ser pra tanto. Ela se recompôs. – Você não trouxe armas para essa viagem; não é? – Só para ter certeza que não precisava ficar com tanto medo.

—Hãn, você não trouxe? Uma semideusa que não anda com armas. Essa foi excelente. – E ele deu dois passos para trás passando a mão em seu cabelo, ele poderia puxar, arrancar a mecha do seu cabelo. Então ele se afastou dela indo em direção ao seu pai. – Ela é encantadora. Parabéns Sr. Karlan. Nós vemos por aí.

—Muito obrigado Luco. – E assim, se curvando, foi caminhando para algum outro lugar. – Ele é um bom rapaz.

—Ah, ele é o melhor. Pois, é eu vou ver como os outros estão, aproveite e nos vemos no almoço.

Luco Seward ia matar ela até o almoço com certeza. Talvez ela tenha ficado pálida, pois, seu pai a olhou de relance.

—Querida? Está tudo bem? – Ele se aproximou dela.

—(...) Eu; acho que não quero mais ir... – Ainda dava para ver terra firme.

—Não? Porque? O que aconteceu? – Ele olhou em volta. – Conversou com o filho do Conrado? Algo desagradável?

—Não; é que.

—Oh meus deuses! – Uma mulher de belos cabelos pretos, amarrados em um rabo de cavalo gritou antes que Kathy pudesse responder a sua pergunta; pois, a resposta da garota sumiu quando a mulher se aproximou. – É Josh Karlan! A última pessoa que eu imaginaria ver por aqui, e em qualquer outro lugar!

—Dakota Black! Sim; sou eu mesmo! – E eles se abraçaram. Kathy observou a cena por alguns segundos. Parecia que eles não se viam a décadas. – Você ainda está viva!

—Hãn; é claro que eu estou viva! Sou só mãe de dois Semideuses experts; eles não assustadores como outros semideuses por aí. – Ela cruzou os braços. – Essa é a sua filha? Nossa, como ela é linda!!

Mas, Kathy apenas afirmou, acenou, não conseguia pensar, ela poderia estar vibrante no modo de escrever, mas, não estava tão vibrante assim, estava apavorada, o modo que ele mexeu em seu cabelo, que avisou que estava com armas; a deixou embriagada.

—Onde você se meteu esses anos?

—Com licença; senhora Black. – Dakota a observou. – Desculpe lhe interromper, aan; quais, digo. Onde estão os seus filhos?

—Johnny e Aurora? Estão no convés.

—Obrigada. – Ela começou a andar em direção ao convés, mas, lembrou que Luco também foi em direção ao convés, então paralisou. – Aan, a senhora sabe onde Steffano Black está? – Dakota olhou para o pai dela.

—Aan, querida; o pai de Steffano e Paul, não é do grupo.

—O que? Porque não?

—Porque Paul é esquisito e sempre estraga tudo. Não sei como meu irmão o defende tanto. – Kathy então concordou em silêncio e foi para um dos deques.
Andava de um lado para o outro; ótimo, os únicos Blacks que ela tinha uma boa relação, quase como uma família não estavam no local porque simplesmente, Paul era estranho.

Que audácia! Paul curava, ele não era esquisito porque ele queria. E pelos deuses, porque o pai de Luco não era Sr. Seward? Drawes? Que droga de sobrenome é esse? E como ela odiava Aurora Black, princesinha mimada, não que Kathy não fosse, mas, Aurora era terrível. E eles eram primos? Todos os Blacks eram parentes? Então, todos odiavam Paul?

(...)

Mas, porque raios ela estava sentindo afeição por Paul? Ele sempre foi a pedra do sapato entre ela e Steffano. Seu olhar se perdia pelo oceano, onde ela estava, no 2º deque, perto das cabines, tinha uma tenda que impedia que o sol veraneio queimasse a pele ou causasse insolação, uma coisa bem chique, tinha duas cadeiras tipo cesto, com almofadinhas e lençóis dentro.

E agora?

O que ela ia fazer?

Obviamente ela conhecia todo mundo daquele navio, mas, também sabia que era bem possível que eles não iriam gostar dela, no Colégio não iam muito com a cara dela. Kathy realmente deu um tiro no pé, ao menos, seu pai estava feliz. O que ela estava pensando? Uma música alta começou a tocar, parecia uma dos anos 80, com aqueles refrãos chicletes e letras marcantes, óbvio que a diversão ia começar naquele momento.
Ela então se acomodou na cadeira e começou a olhar para o céu, não fazia ideia de quantas horas devia ser agora, mesmo se fosse hora do almoço, não estava mais com fome; seu estomago doía, ela não ia sentir fome por um bom tempo, e por hora, estava muito confortável naquele cantinho enquanto todos devia estar se divertindo com massagens, piscina, ou só descansando. Nenhum semideus tinha força pra nada de mais no momento, só queriam descansar. Porém, ela ouviu o som de lâmina sendo arrastada no chão. O som foi se aproximando até estar bem perto.

—E então, está se divertido? – Era Luco, arrastando a ponta da sua espada pelo deque, até onde ela estava. Lógico que ele não ia descansar.

—Mas, o que você está fazendo? – Kathy perguntou séria, enquanto ele estampava um sorriso maligno no rosto. – Eu estou aqui, longe do seu caminho, evitando estar onde você estiver. – Ela foi interrompida.

—Seu pai parece um bom homem.

—Ele é um homem excepcional! É meu pai! – Disse ela em tom óbvio.

—E ele também foi iludido pelo amor. Pela própria personificação do Amor. E eu só pela filha dela... Cria do amor.

—Luco, você devia largar de besteira, já faz tanto tempo... Eu nem lembro porque você sempre me odiou... – Ela se lembrava; por partes.

—Eu lembro, cada detalhe. – Kathy arfou.

—Pelos deuses da paciência! Você ficou sei lá quantos anos com ódio de mim? E agora que estou no seu navio vai fazer o que? Me decapitar com essa espada?

—Não se decapita com espadas, sua boba; para fazer isso eu tenho outras lâminas. – Ela engoliu em seco. – E esse navio não é meu. – Ela revirou os olhos enquanto ele riscava o piso com a ponta da espada. – Mas, não me respondeu, está se divertindo?

—Você está tão reprimido de tesão por mim que dá para sentir de longe. – Ela ficou de pé. – Longe tipo, vários anos... – Luco empunhou a espada em modo de defesa. – Eu estou cansada de ser culpada por ter perdido uma maldita espada velha...

—Era a minha melhor espada!

—Você tem milhares de espadas! –Ela berrou.

—Você me enganou! – Ele berrou de volta.

—Céus; me desculpa! Eu só queria te tirar do Torneio!

—Eu perdi a minha espada!

—Você está furioso comigo só por causa disso? – Kathy ficou indignada.

—Eu tenho sequelas físicas!

—Eu tenho sequelas mentais, seu (...) idiota! – Ela berrou o empurrando com tudo.

E como se toda desgraçada fosse pouca, do jeito que ele caiu no chão, seu corpo bateu no chão, fazendo os seus cotovelos trincarem no piso e para simplificar tudo; a espada rodopiou no ar e caiu na água.

—Uh... – Kathy se afastou e colocou as mãos na boca. Ela fez de novo, e eles só ouviram o objeto metálico mergulhando na água. – Não... – Ela murmurou baixinho. Ele a encarou. – Perdão, eu, vou pegar. – Ela coçou a nuca. – Tipo (...) Eu pago!

—Pense em algo caindo e se quebrando em mil pedaços assim que tocar o chão. – Luco disse depois de uns segundos, depois de ver sua espada cair no mar, e se levantar para ir em cima dela.

Ela correu e ele foi atrás dela, mesmo que ela fosse rápida, os reflexos de Luco eram muito mais rápidos. Ele pulou em cima dela, segurando em seus joelhos a fazendo a cair com tudo. E do jeito que ele grudou nela, o fez de maneira quase que demoníaca. Ela gritou, sabia que ia morrer; como, não tinha certeza, mas, ia.

—Luco; você não mataria a filha de um amigo do seu pai, não é? – Luco apertou as pernas dela cada vez mais forte. Ele ia estourar uma veia, ou quebrar seus ossos. – Que inferno! – Quando ela exclamou, ele largou os joelhos dela e a levantou puxando-a pelos cabelos da nuca com força, apertando o seu pulso esquerdo com força a fazendo perder um pouco o equilíbrio. Ela segurou o braço dele com a mão livre tentando fazer ele soltar.

—De fato; o mar que vai matar! – E pelo pânico, ela também puxou os cabelos da nuca dele. – Solta! – Ele berrou.

—Solta você primeiro! – Exclamou ela segurando no colar do outro, quase o enforcando. Pela força que ele aplicava no pulso dela, ia deslocar, ou pior quebrar; nunca mais iria fazer nada pela Sessão Grega. Olha a dor de cabeça que tudo isso lhe causara...

—Só vou soltar quando você estiver em pedaços. – Ele estava disposto a arrancar seu coro cabeludo e quebrar seu braço; então, não tinha o que fazer, ele era mil vezes mais forte que ela. Ele machucava. Muito. Se ele soubesse usar essa força de outra maneira, com outra coisa.

(...)

—Não! – Ela exclamou soltando o colar dele, colocando a outra mão no topo do cabelo dele e o puxou para si dando-lhe um beijo selvagem.

Um beijo que a muito tempo ele não recebia, ou que não se comparava com aquele. Um beijo que ardeu cada célula do seu corpo, aumentando a sua endorfina, dopamina, serotonina e ocitocina, um misto de alegria, prazer, de desejo; Luco sentiu o corpo tremer e foi soltando ela aos poucos.
Mas, não por completo, ele ainda segurava em seu pulso, porém, levemente, mas a mão na sua nuca foi deslizando pelas costas, fazendo sua pulseira ficar presa no nó do biquíni. Ela se demorou naquele beijo, que ele não foi resistente em beija-la, até porque difícil resistirem ao charme dela. Depois de quase um minuto acalmando-o, ela sabia que ele não iria agredi-la. Foi aí que ela se afastou da boca dele, e fitou em seus olhos bicolores.

Eles ficaram se encarando por um tempo, até que ela sorriu, conseguiu acalmar a fera que estava sem reação. Ele perdeu a concentração por alguns segundos, talvez, aquilo o remeteu à uma antiga memória trancada a muito tempo... Porém, ele tomou a concentração respirando fundo.

—Como você ousa? – Ele apertou a bochecha dela e voltou a fazer força nos dois pulsos.

—Ah! – Ela berrou. – Vá pro inferno e leva uma escova! – Ela gritou tentando se soltar e ao mesmo tempo socar ele com a outra mão, mas, ele se esquivava. Ele sabia em que pontos apertar para fazer ela recuar.

—Se eu for pro inferno, vou te encontrar lá! – Luco rosnou, estava furioso, o efeito havia passado. – (...) É sério? – Kathy começou a rir, não achou mesmo que ele fosse rosnar, ela já viu Begpep rosnar, e dava bem; normalmente comum, Luco fazendo isso era engraçado. – Poxa Seward, por essa eu não esperava.

Porém, ele cravou uma mão na bochecha e outra no pescoço dela com força, estava expondo sua demonstração de dominação. Quando ele apertou e puxou o pulso de Kathy, seu joelho estava sobre os joelhos doloridos dela, que teve que se defender, ela elevou um pouco seu joelho socando seu ventre. Ele grunhiu de dor, e a apertou mais forte.

—Devia usar essa força de outra maneira; seria mais divertido.

—(...) Cala a boca! – Ele disse com o rosto próximo do dela, estalando a língua e grunhiu mais irritado ainda; ao menos não rosnou, porque ela iria rir de novo. Kathy precisou fazer uma força extra para nesse segundo dar uma cabeçada nele, que o deixou imediatamente desnorteado. E ela sorriu pelo feito – Sua...

—Você não quer realmente fazer isso! – Luco se mostrou surpreso; não era para ela contestar ou falar, era para ela temer quanto o filho de Belona deveria ser assustador, e que tudo o que ela fez tem uma consequência.

—Ora; vocês estão... – A frase de alguém mais velho foi cortada. E Luco soltou se afastando de Kathy imediatamente por ter sido surpreendido e interrompido. – Desculpe se interrompi algo... – Conrado, o pai de Luco riu. – Se quiser eu volto dep.

—Obrigada por interromper senhor! – Ela exclamou se arrumando. – Seu filho é bem safadinho para um filho da guerra, hein. – Luco fico vermelho e abaixou a cabeça. Conrado riu.

—Então, estava procurando os dois, não apareceram para almoçar.

—Não estou com tanta fome. – Eles disseram juntos; em plena sincronia; em seguida eles se encararam atônitos e surpresos.

—Uau, que sincronia! Você sem fome Luco? Bom... Mas, mesmo não estando com tanta fome, precisam comer alguma coisa. Agora, nem que seja uma pequena porção. – Ele estendeu a mão para que ela passasse, e foi o que ela fez em passos rápidos. Luco fico para trás, observando a garota. – E enquanto a você... – Ele olhou para o pai. – Estou decepcionado. – Ele imaginou que fosse falar algo como estar com a garota, sozinhos em um canto mais reservado. – Você andou raspando a ponta das suas espadas no deque, de novo? – Ele olhou para a risca que deixou.

—Sim... – Luco coçou atrás da orelha. – Eu passei com uma espada por aqui.

—Qual é Lufeyson; estamos de férias! – Luco tremeu. – Será que dá para evitar usar armas ou violência? Só esse verão? Uma vez na sua vida? – Seu pai passou a mão nos cabelos dele. – Eu sei que sua mãe é a deusa da fúria da guerra e da carnificina; porém, o seu pai não é. Pode usar o lado meio-mortal para relaxar e ser menos agressivo?

—(...) Talvez... –Luco deu ombros. Ser furioso como a mãe era algo normal para ele; não entendia como o pai não via isso.

—Talvez? Me prometa que não vai pegar mais nenhuma arma do arsenal! – Ele jogou a cabeça para trás. –Lufeyson... – Ele chamou a atenção do garoto.

—Só se prometer que, não vai me chamar de Lufeyson de novo! – Ele pediu passando as mãos nos cabelos.

—Vou pensar no seu caso. – Luco arfou. – Apenas se; for extremamente gentil com a filha do Karlan.

—O que?

—Ela merece toda a gentileza possível. – Mas, para Luco não merecia não. Porém, ele concordou, odiava aquele nome estranhamente repulsivo. – Ela é filha de Afrodite! A contraparte grega de Vênus, não quer cair nas graças de Afrodite?

—Sinceramente? Não. – E ele seguiu pelo lado oposto que Kathy seguiu.

Sincronia, eles tinham uma sincronia, e o próprio pai dele confirmou isso, e como ele ficou vermelho quando seu pai lhe disse, foi como se estivesse observando tudo de longe e só tomando uma posição quando percebeu que o filho realmente ficou agressivo. Não que antes não estivesse, mas, ela não poderia voltar a beijar ele, até porque ela não conseguiria. O jeito que ele tinha a posição das próprias mãos, era difícil de ler o que ele ia fazer; olhar em seus olhos era a melhor coisa a se fazer.

Kathy estava tão à mercê de Luco, que por uns segundos esqueceu-se de que estava lutando para ficar viva, porque aquilo podia ser uma dança erótica com o garoto que tinha muita força no corpo, e determinação, ela não podia se esquecer da determinação. A guerra e o amor combinavam, e o choque daquele beijo foi a melhor confirmação que ela podia ter. Se não estivesse em pânico, teria gemido quando ele puxou seus cabelos. Luc não beijava daquele jeito quando eram mais novos, não tinha aquele choque de desejo. Eles eram tão jovens. Agora não são mais. Ele não queria machucar ela, se quisesse, teria feito sem dor nem piedade, e rapidamente, ele queria causar medo!
Mas, ela precisava se manter alerta. Esperar ele criar um padrão para ela então atacar sobre um padrão conhecido. Porém, mesmo sobre a ameaça e sem a espada dele, não sentiu em nenhum momento que estava em um perigo real. Ele tinha a oportunidade de deslocar seu pescoço, dar um mata-leão nela, quebrar um osso; mas, era tortura; tanto que, sabia que não ficaria com nenhum hematoma.

—Que festa vocês estavam dando no deque de cima, hein... – Seu raciocínio foi interrompido. – Os gritos foram bem claros. – Ela se virou com tudo, em alerta, podia ser Luco, mas, era Um garoto de olhos azuis e cabelos pretos, com regata e bermuda que se aproximou de Kathy quando ela chegou no convés e tinha pegado um pastelzinho para comer. Ele se parecia muito com Paul quando seus cabelos estavam escuros.

—Oh. Olá. – Ela riu sem graça, não imaginou que alguém poderia ouvir eles. E ficou meio indignada porque ninguém foi ver. – Aan... Não, não era lá uma festa; estávamos nos conhecendo. Uma conversa acalorada entre contrapartes grega e romano. – Conhecendo um lado que ela não sabia que ele tinha. Possessivo, sincronizado e dominador. Era isso que ela sabia que estava ocorrendo.

—Victorio Black. Filho de Thor. – Ele estendeu a mão e eles se cumprimentaram. Kathy mordeu os lábios curiosa. – Prazer.

—Katherynne Karlan, filha de Afrodite. – O moreno sorriu; e por um momento, ela sentiu que aquele verão ao menos lhe trouxera alguma coisa boa. Óbvio, depois do beijo daquela manhã. Ela não estava acreditando que realmente beijou o seu inimigo auto declarado.

—É uma honra poder falar com uma grega sem censuras. – Ela riu. Então ele era o certinho que não falava com Semideuses de outras Sessões no Colégio. – Então tenho a chance de conhecer você. Uma filha de Afrodite bonita.

—Existe filhas de Afrodite feias? – Ele inclinou a cabeça para o lado sorrindo, como se quisesse dizer que sim. E seu sorriso era semelhante ao de Steffano. – Me sinto honrada.

—E eu estou me sentindo encantado. – Ele era calmo com as palavras.

—Então... Qual seu grau de parentesco com Steffano e Paul Black? Desculpa perguntar, mas, eu achei você tão parecido com o Paul... – Victorio virou o rosto, ele tinha um rosto bonito, todos os Blacks eram bonitos assim?

—Somos primos! O pai dele é meu tio. – Claro. – É tio de todos os Blacks que estão aqui. – Ele deu ombros. – Você acha mesmo eu parecido com o Paul?

—Quando ele está de cabelo preto, sim. – Ela levantou um dedo para argumentar. – O que acontece raramente, nunca vejo ele de cabelo preto!

—Ah! Você não é da mesma Ala dele, não é? – Isso era óbvio. Capaz dele não ser próximo dos primos.

—Não, ele é filho de Nyx. Mas... – Ela ficou em silêncio, não queria dizer nada a mais sobre a relação que tinha com os outros dois Blacks. – Eles nunca falaram que tinham outros parentes, e que um deles era muito bonito. – Victorio corou.

—Hãn, se eu sou bonito, não existe elogio suficiente no dicionário para te direcionar, você tem ciência disso, não é? – Ela se sentiu tonta de repente.

—Isso é uma cantada?

—Não... Acho que você saberá quando for uma cantada.

—Saberei?

— Claro; você parece um sonho que Morfeu esculpiu com cuidado e perfeição. – Então Kathy se corou, precisando cobrir o rosto.

Touché. O tiro no pé veio com um enfermeiro lindo.
Todos os Blacks tinham uma característica em comum, ou olhos azuis, ou cabelos pretos, ou loiros escuros; mas, eram igualmente bonitos, e enquanto seu pai se divertia com os amigos, ela estava disposta a se divertir com Victorio. Porque não? Ela não podia ficar a viagem toda largada para Luco ir atrás dela.

De um todo, ele era bem divertido, e nos cinco dias que se passaram, eles estavam andando juntos de um lado para o outro, como casal mesmo, e ninguém parecia se importar com isso, eram férias, que importava? Desde que ninguém ficasse ferido, tudo bem e não; infelizmente o beijo dele não era melhor que o de Luco. (Não que Luco beijasse bem ou mal, mas, a questão da sensação que proporcionou um ao outro) Kathy ficou furiosa, nesse tempo também; porque Seward tinha que ser tão rancoroso? Essa viagem poderia ser um sonho se ele fosse um cara de boas, mas, não.

Ele ficava amedrontando ela, aparecendo em lugares aleatórios, em momentos improváveis, sempre com um armamento diferente a intimidando, querendo machucar ela; a observando com olhar de julgamento, ódio e pronto para a sua vingança. No sétimo dia, infelizmente Kathy se entediou com Victorio. Ele era ótimo, mas; lembrava muito Steffano, e por momentos aleatórios se sentia traindo o loiro, mesmo não estando com ele. A parte mais importante era que a dança mortal dela com Luco havia virado seu novo passatempo veraneio favorito. Até porque deixar o armamento dele cair no mar acidentalmente ou intencionalmente, se tornou a parte favorita, a expressão de surpresa e a ira crescendo nele, era sempre impagável. E sair bem, era a melhor parte.

*

—Hey Kathy querida;

—Sim pai? – Ele a pegou desprevenida em uma noite em que ela havia combinado de jantar com um outro Black; Joe Black, do mesmo jeitinho que Victorio, porém, seus olhos eram verdes claros, e ao contrário do primo, sabia muito dos primos. O conheceu um dia quando estava fugindo de Luco e esbarrou nele caindo na piscina com tudo; ambos, juntos. – O que temos para hoje?

—Você não me disse se estava se divertindo nessa viagem. – Ela sorriu.

—Claro que estou! – Ele a abraçou. Kathy gostava de como podia se sentir protegia com seu pai, e apenas o seu pai outros homens eram perigosos, isso contava os deuses também. Ou seja, seu pai nunca iria lhe trair, não importava se estava se estava certa ou errada, ele nunca iria trair ela.

—Hãn, claro que está. Você sabe tirar proveito de toda situação. – Josh a olhou nos olhos. – Nesse caso tenho que te dizer que hoje você terá um jantar especial!

—Defina especial.

—Algo como um “encontro ás cegas”, porém, um “jantar ás cegas”, mas, não tão ás cegas porque você conhece ele. – Com certeza.

—Uuh, com quem? – Ela fez a expressão de animada. Sabia de quem seu pai falava, ou ao menos tinha uma ideia.

—Então; sabe, ontem e anteontem, Conrado me disse que sentiu uma energia positiva sua. Emanando de você, e que admirava isso em você.

—Gentil da parte dele.

—Então, papo vai, papo vem, achamos bem promissor você e filho dele se encontrarem hoje.

(...) Ele traiu ela.

—Porque? – Kathy estava de queixo caído, não fazia muito nexo, porque seu pai fez isso?

—Porque Conrado tem visto vocês juntos com frequência, achou fofo. – O que não era mentira, o pai de Luco sempre, ou quase sempre estava no lugar exato em que ela estava na hora errada. Obvio que ele vira os dois na sua “dança mortal sincronizada” e pensou três, quartas intenções, principalmente porque ela era filha da deusa do amor, e Luco não interagia com mais ninguém no navio. – “Problema é dele”, Kathy pensou.

—Pai, o senhor está me vendendo?

—Não! É que; almas destinadas a se encontrarem; ás vezes se encontraram. – Kathy abriu a boca e fez um movimento com as mãos.

—Oh céus pai! Não! – Como dizer que Luco era louco? – Tipo, eu... – Ela o encarou. – Você nunca se envolveu nos meus relacionamentos amorosos. O que é isso?

—Bom; interessante a gente discutir esse ponto; não gostei quando você ficou com egípcio magrelo! – Kathy se sobressaltou, ele viu? Como ele soube?

—Foi só um beijo! – Ela exclamou.

—Que eu fiquei sabendo. E teve aquele riquinho do 89... Muito enjoado ele.

—Thomas não é enjoado. Ele é filho de Zeus, claro que é rico. – Josh revirou os olhos. – Pai por favor, não deixa eu jantar com o filho do seu melhor amigo. – Ele riu.

—Só porque ele é um romano?

—Tem muito além de ele ser um romano. – Ela começou. – Primeiro que eu ia jantar com Joe Black; depois, Luco é filho da carnificina, eu não considero seguro jantar com ele. Conheço a peça; ele é agressivo como guarda do Oráculo e. – Seu pai cruzou os braços.

—Tem algo a mais no meio disso aí, não tem? – Se ela disse que Luco tentou matar ela, ele perguntaria por que, ela contaria que foi porque ele jurou acabar com ela; que perguntaria o porquê, e ela teria que contar sobre a trama que se desenvolveu no relacionamento conturbado dos dois, e no fim, que se não tivesse ido pela cabeça dos gregos isso não estaria ocorrendo. Ela respirou fundo.

—Não pai; é que... Amor, Guerra.

—Irrelevante!? – Ela ficou sem palavras. – Você não precisa ir se não quiser.

—Até porque Luco não é bom com sentimentos, nem palavras... – Ela completou. Seu pai parecia surpreso, para ele Luco era ótimo.

—Ok; desculpe.

—Que isso pai; da próxima vez me avise antes; Josh sorriu e depositou um beijo na testa de Kathy.

—Certo Guerreira, vou avisar a Conrado e “Luco” – Ele fez aspas e se dirigiu a porta, porém, quando abriu a porta da cabine da filha, deu de cara com o próprio filho de Belona pensando.
Luco estava pensando em como bater na porta e deu dois passos para trás quando viu Josh abrir a porta.

—Ah. Senhor Karlan; eu; eu vim. Argh. – Ele respirou fundo. –Meu pai sugeriu que eu deveria convidar sua filha a juntar-se na minha mesa. – Ele foi ficando vermelho, quando Kathy deu uma olhada dentro do quarto, não será vermelho de raiva ou vergonha.

Ele estava com um blazer roxo e uma roupa para jantares de negócio no mar; ela pensou um pouco, para onde ele ia com aquela roupa. Ela fez um olhar de impressionada, quem diria. Quando percebeu que seu pai ia dispensa-lo, ela foi em direção ao romano, e o encarou.

—Pois bem. – Kathy começou com um longo sorriso. – Convide-me. – Luco tomou folego pois Kathy drenou todo o seu ar quando viu a garota, em seguida olhou para Josh, depois voltou se para Kathy esticando lhe a mão.

—Katherynne Karlan, filha de Afrodite, cria do amor; — seu coração quase explodiu naquele momento. – Você aceita me acompanhar no jantar, sentando-se a minha mesa? – Kathy deu um sorriso longo, olhou para seu pai e segurou a mão de Luco.

—Mas, é claro que aceito! – Ambos sentiram um choque que seguraram na mão do outro. O sorriso foi forçado porém, de um modo teatral, parecia bem natural.

Josh a olhou sem entender do “porque” ela resolveu ir sem mais nem menos, e de princípio se preocupou na mudança repentina de humor da filha. Porém, pensou que ela teria algum plano em mente, ou realmente queria ver como seria a experiência.
E ele estava certo. Kathy queria muito ver como seria a experiência de ir jantar com Luco.

—O vejo no jantar, senhor Karlan. – Disse Luco colocando a mão de Kathy sobre a curva de seu braço. O braço com tatuagens escritas em esperanto e cicatrizes de Seward. Ela queria muito rir; não era do feitio do filho de Belona ter essa cortesia e gentileza. Nunca!

Não era lá um jantar glamoroso, mas, o restaurante era chique, realmente, todos estavam sentados nas mesas, em dupla ou grupos de quatro pessoas conversando, interagindo ou combinando algo. Realmente, parecia que estavam combinando alguma coisa, o mais provável era sobre o que fariam quando chegassem na Itália. O menos provável discutindo algo sobre o Colégio em plenas férias.
Quando chegaram em uma mesa, mais afastada das demais, Luco soltou a mão de garota e não puxou a cadeira para ela, se sentando em seguida.

—Hey; você não vai puxar a cadeira para eu me sentar? – Ele a encarou com a expressão costumeira de sempre.

—Você tem dois braços, duas pernas, dois olhos, perfeito equilíbrio; pode fazer isso! – Kathy franziu a testa.

—Não! Vou pediu na frente do meu pai para eu te acompanhar, imaginei que ia demonstrar cavalheirismo, se não vai eu vou me sentar Joe Black e. – A expressão dele mudou para raiva, então Luco se levantou, puxou a cadeira para Kathy que agradeceu com um sorriso e depois ele voltou a se sentar.

—Obrigada.

—Disponha. – Do outro lado do restaurante dava para ver alguns pais, que estavam rindo e conversando, o pai de Luco estava lá conversando com a mãe das Zafre, duas gêmeas loiras. A mãe de Joe, Leanne Black, Dakota, ou Josh ainda não haviam chegado para se reunir aos outros, o que tinha que fazer os dois esperaram antes de servir comida para todos.

Kathy logo ficou impaciente.

—Você vai tentar me envenenar? – Ela começou.

—Não. – Luco respondeu olhando para o outro lado.

—Me matar? – Ela continuou.

—Não. – Ele respondeu rispidamente.

—Enforcar?

—Não.

—Me ferir?

—Não. – Luco respondeu nervoso, encarando Kathy por fim.

—Ora por Atlas; porque não? – Kathy retrucou irritada.

—... – Ele pareceu pensar no motivo, mas, apenas coçou a nuca. – Porque isso é um jantar. Não se tenta contra a vida do convidado em um jantar de negócios.

—Oh. Somos as mercadorias? – Perguntou sarcasticamente.

—Se você pensar que sim. Será. – Ele colocou o ombro sobre a mesa colocando a mão na bochecha, visivelmente entediado e aborrecido.

—E você pensa que é o que? – Ela passou a mão sobre o ombro que ele estava apoiando, fazendo ele perder o equilíbrio.

—Uma grande besteira! – Ele bufou em seguida revirando os olhos.

—Você é a mercadoria do seu pai!

—Não. – Luco cruzou os braços, seu rosto estava vermelho.

—Tá bom então... – Kathy não tinha o que falar com Luco, que também não tinha o que falar com ela. Era uma coisa tão estranha estarem juntos novamente que causava um estranhamento. – Se eu soubesse não teria insistido para vir. – Disse depois de um longo tempo. – Principalmente que você estaria a bordo. – Ele a olhou atônito.

—Como você não soube? – Ele quase berrou, mas, se controlou. – Meu pai é Seward; você é burra?

—Você que é idiota! Meu pai chama o seu pai de Drawes! – Luco arregalou os olhos. Refletindo sobre a informação.

—Mas, em nenhum momento você pensou em ler o nome de trás pra frente?

—Quem é que faz isso? Que coisa mais sem noção! – Ela o olhou com um a indignação visível.

—Quase todos os guerreiros! – Ele respondeu.

—Surpresa! Sou da equipe de primeiros socorros!

—(...) Não é não.

—Sou sim.

—Desde quando?

—Desde que Andrew Doha disse que, seria legal eu treinar com ele e com os filhos de Asclépio. – Ele revirou os olhos.

—Claro que aquele puro-osso ia falar algo parecido pra você.

—Hey! Que deselegante! – Se Kathy conhecesse Luco, dirigia que ele estava cm uma pitada de ciúmes; mas, como ela conhece, sabia que ele só queria mesmo era ofender. – Mas, enfim, sou dos primeiros socorros agora. – Ele bufou. – É o que?

—É muito icônico você ser dos socorros agora. Hãn; parece divertido.

—É hilário você ainda ser um guerreiro.

—O que? – Kathy levantou as mãos.

—Nada. Só digo que você devia sei lá, pensar em outra coisa. – Luco fechou a cara definitivamente. – Como abandonar velhos hábitos e

—Que tal você parar de falar? Não quero quebrar o protocolo e lhe dirigir uma palavra rude.

—Hãn, não quer quebrar o protocolo porque não quer que seu pai veja? – Ela riu, e ele segurou firme em seu pulso.

—A refeição é sagrada para nós romanos; para nós romanos. E quem é meu pai perante meu lado imortal? Então, que tal calar a boca? Ou melhor; perdão, que tal ficar em silêncio com os seus pensamentos? – Kathy concordou.

Porém, ela riu, não ia ficar quieta.

—Acho que seria muito justo eu chamar Joe Black para se juntar a nós. (...) – E levantando o braço chamou Joe para se juntar aos dois. E Kathy adorou ver a expressão de obrigatória simpatia de Luco em plena situação.

Era divertido. E ela não precisava falar com Luco pelo resto da noite, tinha outro companheiro para aquele jantar. Que divertido; ver ele irritado e não poder demonstrar seu contra gosto.

**

No matável, (Mundo dos Mortais) era tão igualmente quente quanto no Zeyyg, estava previsto chegar na Itália á tarde, perto do anoitecer, o destino final era Trentino-Alto Ádige; eles ancorariam no porto de Genova, e iriam para Trentino. Seria mais fácil se tivesse indo por alguma rua até Trentino? Seria, mas, não seria tão divertido e essa era a graça; honestamente, viajar era divertido.

Naquela noite estava particularmente quente para Kathy; ela que vivia com o ar condicionado no 14 na sua casa, e tinha um termostato particular; como não estava na sua casa, nem na escola; e sua cabine estava fervendo, já que pela janela do local não estava entrando nenhuma brisa, ela precisou sair para tomar um ar. Tomar ao menos uma ventania da noite, já que estava acordada, porque não? Ela colocou seu kimono de verão com estampa de morangos por cima do short e da regata e saiu.

A cabine dela era do lado da do pai dela, então, capaz de não ter acordado ele. Era cerca de 03:20hrs da manhã, então o vento estaria gostoso. Mas, ela estava em um navio luxuoso, precisava tirar proveito do luxo, foi até a piscina, se certificou que não havia ninguém ali e mergulhou seus pés na água. Ela sorriu, estava refrescante, havia lua cheia, estava perfeita aquelas férias (...) perfeitas até demais. Ela não iria ficar muito tempo fora, só tempo suficiente para se refrescar, ela se espreguiçou aproveitando o banho de lua, e já planejando o que poderia fazer em terra firme; estava pensando em ir em Milão fazer compras, com o dinheiro das recompensas que ganhou nas missões. Ela ainda não podia ver terra, mas, ao menos alguns pedaços de ilhas, ela imaginava ver. Foi quando paralisou-se quando viu uma sombra atrás dela.

—Bonan Nokton. – A voz rouca a arrepiou por completo. Ela não queria virar; estava torcendo muito para ser um ser mitológico. Mas, não era. Ela odiava como a voz dele soava no esperanto.

—Puta que pariu... Não é possível! Achei que já ia parar de tentar me matar ou sei lá! – Como raios Luco estava acordado naquela hora da madrugada? Estava vigiando ela também? Estava a perseguindo? –

Então, ela se lembrou de súbito, ele sempre ia dormir depois do jantar; umas 7 e pouco, três horas ele tava de pé infernizando os romanos.
Só deu tempo dela se virar para se defender mas, ele a empurrou para dentro da piscina. Ela mergulhou e atingiu o fundo rapidamente. Porém, ela não subiu de volta a superfície. O lado bom de ter ficado com filhos de deuses dos Mares, era que a aula de natação era garantida, mas, ele não sabia disso. E Luco não tão bom de natação assim; Kathy sabia disso.
Ela percebeu que ele ainda estava na borda da piscina, esperando ela sair, ele não iria entrar, então ela esperou o máximo que deu. Ela não aguentava mais prender a respiração, seu recorde era 2 minutos e quando ela saiu para puxar ar, lá estava ele apertando o pescoço dela por trás, como se quisesse quebrar o pescoço dela.

Dois movimentos. Um em falso. E passando Luco por cima de sua cabeça o fez cair dentro da água por completo; esse foi a deixa para ela sair da piscina e correr. Porém, antes de alcançar a sua cabine seus cabelos foram puxados, onde ele acabou prensando o corpo dela contra a parede que dava as cabines, segurando as duas mãos dela para baixo com força. Kathy respirou fundo e encarou Luco. Aquela aproximação era tão deliciosa, talvez errada; porque em nome do Olimpo, ele não estava prestando atenção naquilo? No que estava fazendo? Era quase uma cena de dominação; uma cena que não tinha palavra-chave para parar.

—Está sem seus brinquedinhos hoje, é? – Ela conseguiu socar ele no maxilar, porém, não conseguia chutá-lo, ele se esquivou várias vezes, parecia prever os ataques; mas, afinal, estava divertido aquela luta parecia uma dança; assim como todas as outras lutas dos dois pareciam... Porém, como as outras, se ela perdesse a concentração naquilo que focava, seria perigoso, talvez fatal de verdade. – Confesso que estou meio decepcion. – Ele colocou a lâmina de uma adaga romana sobre o seu pescoço. – Estou impressionada. – Ela sussurrou. O rosto de Luco estava muito perto do dela. Tão perto que podia sentir a respiração do outro tocando a sua pele. O coração de Kathy disparou, essa era a sensação de morrer? Sua veia pulsou sobre a lamina e ela se encolheu. Ele riu. Aquilo a arrepiou.

—E eu estou envenenado. – A frase saiu fria como um inverno tenebroso, sobre as bochechas da garota. – O que te impressiona? O fato de eu ainda não te matar?

—Não; nada disso. É que, sabendo que vai perder mais armas, vai lá e tenta me machucar, aí vai lá e perde outra e coloca a culpa em mim por sua estupidez. – Ele virou a mão fazendo as mãos dela se estralarem; e por impulso começou a mexer as pernas para aliviar a dor. Se abaixasse, a adaga iria ferir sua garganta. – Estou errada?

—Se essa adaga for mergulhar no mar... – Ele a puxou e direção a parapeito na borda do navio e segurando em sua nuca fez ela olhar para a água que estava bem agitada. – ... Ela vai estar cravada em você! – Kathy respirou fundo. Luco estava fora do controle, a água devia estar congelante, e ela não era filha de Poseidon, então o mais aceitável era ter uma hipotermia instantânea nesse caso. Então ele virou ela na direção dele para ver seus olhos que estavam transbordando pânico. – Então não sei o que iria te matar, o corte, a temperatura do mar, um animal selvagem ou a falta de oxigênio. – Ela riu, olhando para os seus olhos bicolores, ela estava rindo de nervoso. – O que foi?

—Ora, você é mais inteligente que isso; deve ter uma noção do que vai me matar primeiro... – Ela respondeu sarcasticamente e ele sorriu para ela.

—Claro, mas, eu prefiro ver. – E sobre a expressão assustada da garota, ele a puxou pelos cabelos deixando seu pescoço bem a mostra, ele estava irado, e enquanto olhava para o céu fechou os olhos de imediato para impedir de imaginar o sorriso sádico que Luco dava ao passar a ponta da adaga pela extensão do seu pescoço, e cada veia que havia nele. Se não gritasse tinha uma chance de se salvar. Na verdade, tinha todas as chances nesse estilo. Porque, sabia que não ia morrer sendo perfurada mesmo. Mas não precisava arriscar.

Você esqueceu a possibilidade de “perda de sangue. ”— Ele sussurrou para ela. O que deu um tom além de maldoso dessa vez, tinha quase um “que” de malicia, sedução e sadomasoquismo. Praticamente excitante o modo em que ele estava perto dela, e imóvel também, não atacou inicialmente.

—Que Descargas Elétricas Atmosféricas; está rolando aqui? – Luco se virou para trás rapidamente, quem trocaria “Que Raios”, por essa frase tão longa? E viu uma jovem com robe azul escuro os encarando de braços cruzados. – Que jeito estranho de trocar saliva entre si!

—Não enche Black. – Ela desconcentrou ele. Agora Luco estava meio confuso, Kathy sabia.

—Argh! – Porque em vez de perfurar ela, ele apertou seu pescoço com força.

—Solta a garota, fera... – A jovem disse calmamente, quando viu que Kathy olhou para ela. – Vai ser mesmo uma viagem com um fantasma amaldiçoando esse navio?

—Sai daqui! – Ele fechou os olhos com força, e voltou a posicionar a adaga no pescoço dela. Kathy sorriu.

—Não vou sair. – A distração era o que ela precisava. Quando o rosto do garoto estava concentrado na morena novamente, a loira usou o impulso e a flexibilidade das aulas de ginástica, para tomar um impulso para frente se afastando do parapeito e bater com o cotovelo na mão que ele estava segurando a adaga, a força que ela fez mexer os braços que ele segurava com apenas um, fez ele soltar ela deixando a adaga romana cair sobre o piso.

Kathy tinha novamente a atenção dele, que colocou mais força sobre os cabelos da garota, e antes de poder agarrar a adaga novamente, a viu sendo chutada para longe caindo no mar. Quando ele encarou a audácia da loira novamente, ela acabou dando-lhe um soco na boca do seu estomago desprotegido, com a mão livre; que fez Luco acabar largando ela. Aproveitando as oportunidades, o empurrou e saiu correndo dali, em direção a sua cabine.

—Adaga no mar! – Kathy apontou para a adaga. – E eu no meu lugar! – Ela virou-se para gritar, depois correr novamente. – Eu sabia! – Ela entrou no quarto depois da confirmação de que não seria morta.

Demorou alguns segundos para ele retoma sua respiração; ele mordeu o lábio inferior e jogando a cabeça para trás encarou a jovem que o observava ainda de braços cruzados, ferozmente. Ela observou por algum tempo sorrindo, depois que Luco estava menos roxo ela começou.

—Então; por quanto tempo vai ficar nisso? – Ela visivelmente era uma das Blacks mais velha; Elisabeth tinha os olhos azuis esverdeados e cabelos pretos, ela era alta, tinha o ar de superioridade e tinha uma postura de responsabilidade.

—Nisso o que? Pra você? Se divertiu então? – Ele começou a andar pelo convés fugindo da garota, que começou a acompanhar ele por sua caminhada pelo navio.

—Fingindo que não conhece a Karlan para os próprios pais; e quando vê ela, tortura e tenta matá-la... Vão ficar nesse jogo até quando? – Ela mexeu nos próprios cabelos esperando uma resposta. – Até ela jogar todo seu armamento no mar, ou você jogar ela no mar? – Luco não gostava de Elisabeth, ela se achava muito inteligente e metida a ser intrometida. Talvez fosse como Paul.

—Talvez, até eu jogar ela no mar. – Ele disse sentando em uma espreguiçadeira no deque. Ela riu.

—Igual agora pouco?

—Você me atrapalhou. – Elisabeth fingiu estar surpresa.

—E depois? – Elisabeth encostou-se em outra espreguiçadeira.

—(...) Depois o que? – Ele franziu a testa.

—O que você va fazer depois?

—Vou ficar aliviado.

—E triste.

—Porque triste? – Ele riu debochando da jovem.

—Porque você está gostando muito dela! – Luco revirou os olhos. – Estou falando sério. Quem é que fica infernizando a outra pessoa, em plenas férias de verão só por vingança?

—Filhos de Belona.

—Oh; pode parar por aí. Chegou, tem nada a ver não! – Ela olhou para as próprias unhas. – Obviamente você deve ter seus motivos absurdos de loucos, mas; você poderia ter cortado a garganta dela. Independente se eu estivesse ou não aqui.

—O que está fazendo de pé essa hora? – Ele ignorou o que ela falou, e elevou a voz. Ela riu dele.

—Já vi você esfaquear uma pessoa por uma maçã! Menos de 9 segundos. – Luco espirou fundo. – Aceite; sei lá o que está passando na sua cabeça de romano; mas, o fato é que está gostando dela sim.

—Gosto do terror psicológico! – Ele disse sádico finalmente.

—Hun; você não negou. – Ela ficou de pé. – Isso é uma confirmação. Sugiro pegar esse sentimento e investir nele. – Luco revirou os olhos. – Não vire esses olhos pra mim. Divida essas férias com ela e.

—Não se divide nada com quem perde suas armas.

—Então pelo amor dos deuses, para de andar por aí com as suas armas! Parece idiota. – Ele estreitou os olhos, não gostou da frase.

—Você se acha bem inteligente, né?

—De nós dois? Claro. – Ela disse rindo. – Até porque, sei surpreender uma pessoa sem fazer um barulhão. Por favor; tem gente querendo dormir!

—E você acordou com que barulho? – Ele perguntou irritado.

—Duas pessoas caindo na piscina! – Respondeu ríspida. – Eu não fui indicada a Monitora de Sessão à toa.

—Negou todas as vezes. – Elisabeth riu.

—Claro; aceito indicações maiores. Enfim, você está com sentimentos reprimidos, gosta da Karlan e ponto final! – E acenando para ele sumiu assim como apareceu.

E Luco ficou no convés, esperando o amanhecer. Pensando se talvez quem saiba sua adaga estaria flutuando. Preferia ela cravada no coração de Katherynne do que só.
Porém, naquele momento ele só queria explodir. Aquilo ardeu. Que soco preciso. Um golpe desesperado pela vida e agora, ela deveria estar rindo da sua estupidez. Seu ato de misericórdia. Seu terror psicológico.
(...)
Era tão estúpido parando para pensar agora. O que ele ia fazer? Era uma coisa tão mortal que se simplesmente a filha de Afrodite sumisse provocaria muita suspeita, seria horrível. Não chegou a ser terror psicológico completo, foi quase como: “ataque mortal”, ou algo que não dava para descrever. Ele perdeu a sensação de caça, ataque e ódio, era outro problema quase que imperceptível.

Seria verdade? Verdade o que Elisabeth Black, sabidinha e insuportável lhe contou? Era uma longa possibilidade.

—Não gosto dela. – Ele respondeu baixinho para si mesmo, observando vários locais de piso molhado. Devia secar aquilo ou deixar molhado mesmo? Ou o mais importante de tudo, ir trocar de roupa antes de pegar um resfriado em pleno verão?

Mas, ele estava muito pensativo para tomar uma decisão. Era algo como se julgar em uma longa maldição. Era muita desgraçada odiar Katherynne Karlan fielmente por longos anos, para em menos de um mês estar morrendo de amores por ela. Ainda mais amores reprimidos, os piores.
Luco estava com raiva; talvez raiva fosse um sentimento intimo perto do que ele sentia. Ele sentia que a qualquer momento iria explodir, e a carnificina seria incontrolável. Ele estalou a língua no céu da boca, para demonstrar seu descontentamento; as frases impertinentes da Black intrometida ainda ecoavam em sua cabeça; gostar de Karlan... De novo não, ele não cairia nessa estupidez novamente. Ela acabou com sua vida....

Ele era o pesadelo dela. Ela era o inferno dele. Ela era cria do amor. Ele era cria da guerra. Na guerra você luta por um amor. Com amor você vence a guerra. Mas, era tanta bestagem esse negócio de amor e guerra que quanto mais ele falava, menos fazia sentido.

Pelo resto da madrugada, Luco não conseguiu pegar no sono. Primeiro, pela luta que foi longa e cansativa. Segundo, pelas frases nada conclusivas. E terceiro, pela sua própria consciência e incerteza. (...) “E ponto final”? De fato, se ela fosse uma inimiga teria matado ele tão rápido quanto se pisa em uma barata. Como diz seu Monitor; ele ficou: “brincando com o alvo como um leão filhote. ” Luco coçou o pescoço e analisou quantas armas perdeu. Que a espada sim, foi um equívoco; mas, as demais, foi como deixar uma criança vencer em um jogo.

E Luco Lufeyson Seward, não era assim. Ele não poderia ter voltado tão atrás assim na sua vida em alguns míseros dias. Esse era um sentimento íntimo de desgosto, raiva, ódio, vergonha, ou algo pior do que ele sentia. Estralando o pescoço em seguida, sentou-se no chão e olhou para o céu. Porém, resmungou alguma coisa se levantando em seguida e fechando as mãos deixando os nós de seus dedos quase brancos. Quem olhava para as estrelas era um egípcio que ele odiava também. Tanto quanto Kathy. A risada dela ainda ecoava em sua cabeça, seu calor ainda vibrava em seus braços. Ele perdeu qualquer fio de sensatez quando agarrou o próprio pulso e em seguida o deslocou de propósito.

Não suportaria sentir dor maior que aquela. O segredo era sempre sofrer por uma coisa maior mesmo. Ele estava completamente fora de si e por motivos errados. Se reação, emoção e lógica não estavam em sintonia, Seward estava tão confuso quanto podia. Ele não sabia o que fazer ao certo. Apenas mexeu o braço para focar na dor da mão deslocada.

**

Eles chegaram ao porto de Genova, na Itália por volta das 15 horas. E iriam de carro até Trentino; seria 5 carros para no total de 28 pessoas; 9 pais e 19 semideuses. Antes de arrumarem todas as malas e tal para continuarem a viagem; duas pessoas estavam faltando. Kathy e Josh.

—Agora me diga o que você e Luco. – Sim, ela mencionou ele dessa vez, estava bem irritada para não mencionar. – Estavam pensando quando resolveram mergulhar tarde da noite. E você nem chegou a tomar um banho quente depois! – Kathy estava de cama, sua garganta estava fechada, e estava tossindo muito, talvez estivesse com começo de uma pneumonia, ou só resfriado.

—Me pareceu uma boa ideia... – Ela só conseguia olhar para seu pai e dar ombros, não tinha o que dizer.

—Aah Katherynne.... O que faço contigo?

—Estou bem, posso ir de boa. – Seu pai negou.

—Não. Você não vai sair desse quarto sem tomar alguma coisa! – Ela o olhou desacreditada.

—Como assim?

—Um remédio. Ou um chá. Algo forte de preferência.

—Mas...

—Sem mais. Fique aqui, que eu já volto. Tente descansar. Logo chegaremos ao porto; senão vou te levar – E ele saiu fechando a porta devagar. Kathy ficou olhando para a porta por uns segundos e depois sentiu a cabeça arder.

—Que merda... – Talvez toda a pressão e tensão da noite passada, lhe causou as dores de cabeça. E se ela quisesse aproveitar o resto das férias precisava dormir e descansar um pouco. – Estou bem, vou ficar bem. – Dizendo isso, Kathy deitou de lado e fechou os olhos. – Argh, quando eu melhorar, vou matar o Seward e dizer isso pro pai dele!

Seu pai havia lhe dado um chá amargo e deixou ela descansar mais um pouco; logo iria se recuperar e estar forte o suficiente para a viagem de carro. E um pouco mais de repouso ajudaria ela. Ainda não estava com as energias 50% carregadas, mas, estava se sentindo confortável e segura.
(...)
Segura até Luco entrar na sua cabine e trancar a sua porta. Ele se aproximou dela depois de um longo tempo, e quando Karlan sentiu a presença dele abriu os olhos apenas para confirmar que sua intuição estava certa.

—Ah pelo Olimpo! – Ela reclamou tentando levantar e não conseguido. – Diz que veio me matar, por favor; porque eu não aguento mais essa tortura! – Ela jogou sua cabeça para trás.

—Em que momento te torturei? – Ele colocou os braços para trás. – Eu não cheguei nem a te enforcar ou...

—Olha Luco; me desculpe, me desculpa, eu sinto muito! Todos esses anos eu fui... a vilã da sua história. – Ela tentou se sentar, mas, as costas doíam. – Mas, você também foi o vilão da minha; me perdoa por tudo e.

—Eu gosto de ser o vilão. – Ele disse se aproximando dela com uma feição indecifrável.

—(...) Porra, assim não dá Seward!

Estava doendo, Luco sentia-se novamente dilacerado por dentro, era como se seu coração fosse explodir em milhares de pedacinhos; não que fosse se declarar, por motivos óbvios; primeiro que ele não aceitava aquilo. Ele já havia feito da vida da loira um pesadelo psicológico, de que jeito poderia dizer “estou apaixonado por você e não sabia”!?
Simples, porque não podia. Estava dilacerado por dentro, seu orgulho e ódio feridos, ele não sabia se expressar divinamente bem. Ou melhor que aquilo. Então ele saiu de perto de Kathy e se sentou no chão.

Kathy tentou virar o rosto para onde ele estava, porém, a dor nas costas aumentou, então soltou um ar de dor. O que surpreendeu Luco. Em todos os dias em que implicou com ela, nenhum deles ela soltou nenhum som de dor. Então ele se afastou de imediato e a observou de uma boa distância.

—O quão (...) – Ele hesitou por um tempo. – O quão doente você está?

—Como assim?

—É contagioso?

—Luco, como você não está resfriado? – Ela se sentou, e o olhou diretamente. – Ou como eu?

—Imunidade alta?! – Era uma boa resposta. Porém, Kathy ergueu uma sobrancelha.

—Certo. E o que você está fazendo aqui? Trouxe algum remédio? – Ele coçou a nuca e em seguida olhou para outro lado. – Veio me matar mesmo? Eu estando vulnerável?

—(...) Ergh. Não. Aan... – Ele começou a estralar os dedos, estava nervoso. – Aan... Não. Eu. Em muitos níveis tive que repensar...

—Repensar? – Ele segurou nos braços dela, e ajudou ela a se sentar devagar, apoiando em seus travesseiros. Kathy ficou receosa, pensativa, parecia que Luco queria algo; mas, não sabia aonde ele queria chegar. – (...) Repensar sobre o que?

—Umas besteiras que Elisabeth Black mencionou na outra noite.

—De madrugada você quer dizer... – Ela disse cruzando os braços aos poucos. Ele concordou dando ombros. – Tem algo que você queira dizer?

—Não exatamente... Aan. Quer dizer; não sei dizer.

Kathy olhou para Luco por alguns segundos e olhou para seus pés, eles estavam inquietos, seus olhos dançavam pela cabine e não fitavam nela, nem por um instante ele a encarou. Ela não parecia interessante para ele naquele momento.

—Não sabe dizer? Logo você não sabe o que dizer? – Ele olhou para janela. – Porque você veio aqui? – Era óbvio para ele que a resposta fosse algo como uma caricia após uma longa luta, mas, para Kathy ela queria uma afirmação e confirmação verbal vindo dele.

Luco estralou os dedos.

—Eu... Queria encarar você. – A frase saiu tão agressiva, quanto envergonhada, ele tentou fixar seus olhos heterocromáticos claros nos dela, estava difícil encará-la. Porém, acabou por apreciar seus cabelos loiros caídos, a expressão de dúvida em seus olhos castanhos claros. – De novo.

—Me encarar? Á sós?

—... Sim?!

—Já fez isso de madrugada. Por favor, eu estou com dor agora e.

—Eu sei.

—Então... – Luco mordeu os lábios. Aquilo era tão torturante quanto pensava. Era uma expressão de dor que emanava do seu rosto. – Então veio aqui me encarar... Já me encarou, pode ir embora! – Um sorriso surgiu dos lábios do moreno. – O que foi?

—Isso tudo que eu vim passando foi um inferno. Se eu quiser matar eu mato. Porém, eu deixei você escapar tantas vezes que, sinto vergonha. – Ela não entendeu. – Não é pra você entender, nem vai mesmo... Só pense em como foi fácil fugir de mim, como a minha promessa ficou vaga com você em meus braços.

—Ah! Das vezes que eu fugi e te deixei com cara de taxo? – Luco estralou o pescoço.

—É, porque eu deixei.

—Você perdeu a concentração. Talvez de fato não queria me matar. – Ele relaxou os ombros.

—De fato. Se você morresse, eu teria paz, e depois? – Ele foi se aproximando dela. – Depois é seu algo vago e imprevisível.

—O que? Como assim? – Sem esperar muito mais, tentou ficar imóvel, e então vendo que seu corpo queria isso; agarrou com uma certa delicadeza a nuca da cria do amor, que um dia jurou fazer cair no chão e se quebrar em pedacinhos.

E com urgência juntou seus lábios; Kathy sentiu um choque de surpresa e estática se formar em seu corpo. A cria de Afrodite estava surpresa. Porém, estava ansiando tanto aquilo que segurou no rosto de Luco os lábios fazendo suas línguas se encontrarem novamente, iniciando um beijo afoito. A cria da guerra se sentou na cama para ficar mais perto de cria do amor.
Quanto mais ar Kathy puxava, mais o beijo se intensificava. E ambos foram se tornando mais sensíveis aos toques do outro. Ela até tentou subir em cima dele, mas, Luco acabou a puxando para cima dele no final de contas, onde os dois entrelaçaram suas pernas, assim mesmo com a agressividade Luco estava ótimo. Á tempos queria aquilo, mas, não queria de maneira doce e romântica, Seward sabia disso.

Porém, Kathy murmurou de dor nas costas depois de um tempo beijando, os deixando suados, e Luco a afastou dele, pois também percebeu seus batimentos acelerados. Ele ficou completamente preocupado quando percebeu que apenas com o beijo foi capaz de enlouquece-los. Ele se sentou rapidamente enquanto via Katherynne se espreguiçar deitada na cama.

—Vamos deixar claro que você quis me beijar.

—Sim. Eu quis.

—Oh. Eu achei que tinha feito alguma coisa. – Disse surpresa.

—Não, você não fez nada. – Ele olhou para o chão. – Eu que fiz. Eu que beijei. – O coração de Seward estava acelerado e ele ouvia barulhos sendo refletidos em seus ouvidos, como um eco ou uma forte vibração.

—Você quis me beijar?

—Quis.

—Porque?

—Porque não consegui te matar.

—Osh. – Ela ergueu uma sobrancelha. – Como assim?

Luco se levantou e ficou de costas para ela, parecia ter vergonha de encarar ela.

—Porque eu estou te infernizando em plenas férias de verão só por vingança. Se realmente fosse o caso, ou eu já teria te matado; ou teria ficado em pontos estratégicos como eu fico no Colégio para não te ver. – Ele estava olhando para a janela.

—Faz sentido.

—Então, tive que vir beijar você.

—Pelos deuses! Era só ter pedido!

—Eu já falei para todos os semideuses do Zeyggterasu que te odeio para vir te beijando assim. – Kathy engatinhou até a ponta da cama puxando Luco pelo ombro.

—Eu falei que era só ter pedido. Ninguém ia saber... – Ela disse passando a mão nos cabelos do outro. – Sua imagem é importante, eu sei e.

—Não. – Ela se afastou um pouco. – Eu fiz uma promessa no Zeyggterasu; porém, não estou no Colégio. Então só por esse verão.

—O que só por esse verão? – Ela estreitou olhos.

—Eu adorei tentar matar você. Foi a melhor dança da morte que eu já dancei.

—Oh. Eu também. – Ela disse surpresa. –Então, você quer dançar a dança da morte todo santo dia durante o verão?

—(...)

—Ah por Ares Luco! Não! Se você quiser um beijo, um amasso agressivo, Okay; agora toda hora lutando contigo não dá. Desculpa.

—Um amasso agressivo? O que seria um amasso agressivo?

Kathy respirou fundo e puxou Luco pela regata o jogando contra o colchão e subindo em cima dele com agilidade, segurando em seus cabelos e o beijando com força. Para alguém que estava resfriado ela tinha uma força quase brutal.

—Isso é um amasso agressivo.

—Foi bem passivo pra mim. – Ela sorriu.

—Você entendeu. – Disse puxando seus cabelos e se aproximando de seu ouvido. – É disso que você quer brincar o verão inteiro?

—Você acha que aguenta?

—Que poha Luco Seward; eu já aguentei terror psicológico suficiente por muito tempo. Não devia aceitar; óbvio, é muita humilhação; mas, se não for me matar de fato, tudo bem.

Luco riu.

Na verdade, Kathy sabia que a humilhação maior partia da parte de Seward, totalmente envergonhado e engolindo tudo o que cuspiu o que nunca faria. Ele estava em completa confusão consigo mesmo; e para Kathy estar beijando e ficar viva, estava de bom tamanho para ela. Nem era algo oficial, era ocasional, porque, ele estav completamente tomado pela dor e vergonha. Nessa versão da história da vida de Guerra e Amor deles, ela se deu bem. Por tempo determinado.
Alguns beijos depois eles atracaram n porto de Genova, na Itália, e Luco disse que manteria contato. Seria um longo verão, com cores mais suaves, sem batalhas da cor vermelha, por exemplo; algo como cores solares, alegres; e talvez pela primeira vez, sensuais e atrevidas. Como Kathy estava já acostumada, porém, Luco não.

Ambos teriam as férias inteiras para conviverem em plena harmornia, ou em perfeita guerra; com rostos avermelhados de vergonha, prazer, ira ou vingança aleatória...

Notas finais
OUH! Cá estamos. Pelos mares... Eu queria muito mesmo ter colocado um belo de um outro ploft twist, mas, se eu passesse do porto já seriam 3 capítulos, 4, e no fim eu nunca terminaria essa história, minha reputação está sendo refeita agora, então não vou estragar.... O que faltou aqui na Oficial prometo que vai recomensar, aliás, oficialmente Karlan e Seward tem que sei lá, ter um conflito pessoal, sabemos disso. Eu sei disso, e sim; é um castigo para o filho de Belona voltar atrás em uma promessa ou coisa assim. Enfim.. SE LASCOU!! Kkkkkkk Obrigada pela leitura. ♪♫•*¨*•.¸¸❤¸¸.•*¨*•♫♪ •.¸¸.•´¯`•.♥.•´¯`•.¸¸.•.♪♫•*¨*•.¸¸❤¸¸.•*­¨*•♫♪ (◡‿◡✿) Feliz Inverno (Já que você nasceu no Inverno) ♪♫•*¨*•.¸¸❤¸¸.•*¨*•♫♪ •.¸¸.•´¯`•.♥.•´¯`•.¸¸.•.♪♫•*¨*•.¸¸❤¸¸.•*­¨*•♫♪ ♥Beijos da Autora♥ ♠A sua Semideusa criativa Favorita♠ ♣Eu Amo Uma Fã Diferente♣ ♫Todas as Ones serão entregues de Presente (Vamos ver como as outras se sairão)♫
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!