Notas iniciais
Por mais que pareça desnecessário, esse cap não é tão dispensável assim, além de ele ser bem chatinho e tal ehueheu - Ultimo cap do ano sweethearts :[ feliz ano novo pra todas vocês, obrigada por todos os reviews e recomendações, e mesmo que eu não conheça cada uma, eu realmente adoro todas vocês ^-^' - FELIZ ANO NOVO PRA EVIRBARI!

Eu realmente não sabia se ele fazia para me provocar, ou se realmente gostava da companhia de Sophie Vadia Connor, eu temia essa ultima alternativa, confesso. Não é fácil essa vida de caso proibido, merda.

– Porque ele está aqui? – perguntou Ed me puxando para longe das meninas.

– Pergunte a ele- retruquei cruzando os braços emburrada.

– Ele não veio pro sua causa? Esse homem não tira os olhos de você desde que chegou aqui – disse o ruivo e eu bufei.

– Percebi mesmo, olha lá ele babando naquela vadia.

– Ah Rachel, pare com esse ciúme idiota – disse Ed rindo e balançando a cabeça.

– Não é idiota, e também não é ciúme, ele que é um estúpido que fica dando bola praquela vadia mesmo depois do domingo... – minha voz morreu.

Eu não havia contado para Ed – não tivemos tempo para falar sobre isso-, e eu simplesmente tinha deixado escapar, e agora meu melhor amigo me olhava com os olhos azuis arregalados.

– Ah meu Deus! Vocês...? – ele também deixou a frase morrer e eu corei, abaixando a cabeça- Rachel sua safadinha!

Eu ri envergonhada e tapei o rosto com as mãos.

– Me conte tudo, detalhadamente – ele pediu semicerrando os olhos curiosos.

– Mais tarde, veja com seus pais se você pode ir lá para casa e eu te conto tudo, prometo.

– Hm, hoje não dá, preciso cuidar do meu sobrinho – ele fez careta.

– Will está aqui? – gritei dando um pulinho no lugar e atraindo a atenção das pessoas ao redor, inclusive das minhas amigas e de Aaron, mas ignorei esse ultimo.

– Sim – Edmund suspirou cansado.

– Leve ele – sugeri sorrindo enormemente. Will era um amor, a criança ruiva mais perfeita e educada do mundo!

– Não sei se é uma boa...

– Por favor Ed, estou com tanta saudades dele – choraminguei e Ed revirou os olhos.

– Eu levo o Will.

O sinal tocou e as meninas vieram a nosso encontro.

– Vocês dois estão muito de segredinho ultimamente – reclamou Amber abraçando Ed e eu ri.

– Verdade. Aliás, quem é Will e porque todo esse fogo no cu Rachel? – perguntou Alex e eu revirei os olhos rindo.

– É o sobrinho do Ed, é a criança mais linda do mundo! – falei empolgada.

– Will está aqui? Porque não contou antes pokebola? – gritou Riley dando um tapa em Ed que se encolheu com o tapa.

– Porque vocês todas estão sempre ocupadas demais com seus problemas com homens para prestar atenção em mim – choramingou ele e todas bufamos.

. . .

Era fim de aula quando liguei para mamãe para avisar que iria para a casa de Ed – ao invés dele ir para a minha, como combinado inicialmente – para ver Will, mamãe ficou empolgada então deixou que eu fosse sem problemas.

– To com tanta saudade do Will – suspirei pegando a mão de Ed enquanto ele ia ao meu lado em direção a sua casa, poucas quadras dali.

– Não sei se isso me chateia ou alivia, porque não sei se você vai dar mais atenção pra ele do que pra mim.

– Primeiro eu vou paparicar muito o Will, porque sério ele é a melhor pessoa do mundo para abraçar! – Ed me olhou ofendido e eu beijei sua bochecha em desculpas – Depois de agarrar Will loucamente, eu te dou atenção.

– Espero que aquela praga durma logo – resmungou Ed e eu lhe dei um tapa no braço.

– Ed!

– Estou falando sério, quanto mais tempo passa mais peste ele fica – reclamou Ed e eu revirei os olhos.

– Você só está com ciúmes.

– E não deveria? Minha melhor amiga só quer ir para minha casa para ver o meu sobrinho!

– Estou indo te contar fofocas, devia me amar por isso Edmund.

– E eu te amo querida – ele sorriu e eu retribui o gesto.

Chegamos a casa de Ed e a porta foi aberta antes mesmo que nos aproximássemos, e um ruivinho que batia pouco acima da minha cintura, de olhos azuis e cara de bebê, saiu de lá.

– Mamãe o tio Ed chegou! – ele gritou me olhando curioso.

– Will! – gritei empolgada e ele sorriu, então correu e pulou no meu colo.

– Tia Rach!

– Meu Deus esse menino ainda lembra de você? – Ed arregalou os olhos – Faz anos que vocês não se vêem.

– Sou difícil de esquecer, Ed – dei de ombros e entrei na casa mesmo sem ser convidada, os pais, a irmã e o cunhado de Ed estavam na sala, conversando sobre algo, porém pararam ao me ver.

– Rachel! – comemorou Anna, a irmã de Ed, que era praticamente sua versão feminina, só era pouco mais baixa e mais magra.

– Anna – sorri e a abracei com um braço, equilibrando Will no outro.

– Rachel – William, marido de Anna acenou para mim e os pais de Ed se levantaram para me cumprimentar.

– Quanto tempo querida! – disse a mãe do ruivo, beijando minha testa.

– Nunca mais veio nos ver – resmungou o pai dele, chateado.

– Sinto muito, os estudos estão me afogando – suspirei e beijei seu rosto enrugado, o que o fez sorrir.

– Bom Edmund, precisamos ir. Olhe o Will, e sinta-se em casa Rachel, foi bom te rever. Precisa aparecer mais vezes querida, sentimos sua falta – disse a mãe de Ed e eu sorri e assenti.

– Pode deixar, planejo vir mais vezes.

– Mas é só por causa do Will, nem se iludam achando que é por causa de vocês – reclamou Ed e eu lhe dei um tapa no ombro.

– Ed! Não fala merda.

Os adultos riram e saíram, Anna e William beijaram a testa do filho e pediram que ele se comportasse antes de saírem.

– E aí Will, do que vamos brincar? – perguntei ao ruivinho quando a porta foi fechada.

– Hm... De super heróis! – ele gritou empolgado e eu o coloquei no chão, ergui uma sobrancelha e me agachei na sua altura.

– Só se eu for o Batman.

. . .

Will se cansou de brincar de super heróis cerca de duas horas depois do início da brincadeira, seus pais só chegariam tarde da noite, e Ed estava dando graças a Deus que eu não o largara sozinho com o menininho – obrigando-o assim a brincar com Will do que ele quisesse -, mas era fim de tarde quando Will começou a reclamar que estava chato ficar em casa e que ele queria ir no parque.

– Vamos levá-lo ao parque – decidi entrando com o ruivinho no quarto de Edmund, que estava em frente ao computador, mexendo no Polyvore.

– Não, obrigado – resmungou mau humorado.

– Vamos lá Ed, vai ser legal!

– Não vou a lugar algum.

– Porque está bravo?

– Não estou bravo.

Suspirei e voltei-me a Will.

– Querido, porque não junta seus brinquedos preferidos e põe numa mochila para brincarmos no parque? Eu já vou lá, só preciso falar com o tio Ed – falei dócil e Will assentiu e saiu correndo do quarto.

Encostei a porta e cruzei os braços, voltando-me a Edmund.

– O que aconteceu?

– Nada, Rachel, nada.

– Ed!

– O que é? – gritou irritado, finalmente virando para me olhar frio.

– O que aconteceu cacete?

– Nada!

– Vá tomar no cu então.

– Você veio aqui para me contar sobre sua primeira vez, e tudo o que fez até agora foi brincar com o meu sobrinho já percebeu? Mal deu por minha falta!

– Você está com ciúme, Ed? – inspirei fundo para não mandá-lo para o inferno – Céus! Will é uma criança e eu não o vejo faz tempo, não posso ao menos matar saudade?

– A questão não é essa.

– Qual é a questão então?

– A questão é que você parece não se importar mais comigo!

Ergui as sobrancelhas surpresa e meneei a cabeça, indo até sua cadeira e sentei em seu colo, abraçando-o pelo pescoço.

– Sinto muito que tenha se sentido assim, não foi a intenção... – ele ficou em silencio, até que suspirou e me abraçou de volta – Vamos ao parque, lá Will vai se distrair com outras crianças, e eu te conto tudo, prometo.

– Ok – ele sorriu um pouco beijou minha bochecha -, agora saia do meu colo antes que eu comece a repensar minha opção sexual, Rachel.

Gargalhei e saí de seu colo, Ed ficou desligando o computador enquanto eu fui terminar de ajudar Will com sua mochila de brinquedos para enfim irmos ao parque e eu poder contar tudo logo a Ed.

Notas finais
O que acharam? ^-^