Ensinamentos de um Cafajeste

17 Rachel - Lei de Murphy


Notas iniciais
oeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeees vão ler e comentar suas lindas u-u'

Sabe aquela vontade de acordar cedo e bem disposta para ir para escola? Então, nunca tive isso, porém mesmo se eu tivesse morrendo de pneumonia, meus pais não me deixariam falta a escola porque eu estava e castigo e eles sabiam o quanto eu odiava aquela escola e que aquilo era realmente uma tortura para mim.

Naquela manhã consegui bater meu recorde de lerdeza ao me arrumar para a escola, mas eu ainda estava adiantada para sair de casa então eu quase me deitei na calçada e rolei pra escola, só não fiz isso porque achei que acabaria me dando mais trabalho do que andar. O sinal bateu assim que pus os pés nos estacionamento e eu não me apressei nem um pouco para ir para minha sala, na verdade acabei chegando a aula junto com o professor e quando me sentei ao lado de Riley, ela me olhou brava e tentou dizer algo mas o professor foi mais rápido começando a ditar a matéria e fazendo com que nos calássemos por toda a aula, mas assim que o sino da troca de aulas soou pelo colégio ema disparou para mim:

– Porque ficou com o Tyler?

Tyler? Quem é Tyler?

Franzi as sobrancelhas até me lembrar que Tyler era seu primo.

– Porque ele é gostoso? – sugeri.

– Ele é meu primo Rachel, e você sabe disso! – ela ralhou enquanto andávamos até nossos armários.

– Sei mesmo, e daí? Você nunca me falou algo do tipo: você está proibida de ficar com meu primo – revirei os olhos e então chegamos aos armários.

– Achei que isso fosse meio óbvio! Caramba Rachel você sabe como o Tyler é!

– Sei?

– Você sabe que ele não vai mais descolar de você não sabe? Por incrível que pareça, ele é um cara que se apega bem fácil.

– Acredite, não é tão difícil assim de acreditar – eu disse abrindo meu armário e pegando meus livro pra próxima aula enquanto Riley fazia o mesmo.

– Porque está dizendo isso? Ele já te falou que te ama?

– Não – eu ri. Quem dizia isso a uma menina que só beijou uma vez? Céus! -, mas ele foi fofo comigo no sábado quando saí da casa dele...

– Você dormiu na casa dele? Meu Deus, você está fodida, ou melhor ele está, ou melhor, eu estou... Ai Rachel porque fez isso?

– Repito: porque ele é gostoso.

Riley bufou e bateu com força a porta de seu armário, atraindo olhares assustados para nós.

– Não devia ter feito isso – ela disse.

– Agora é tarde pra avisar – falei dando o assunto por encerrado.

Fomos para aulas diferentes, onde encontrei alguns conhecidos porém nenhum dos meus amigos mesmo.

A terceira aula voltou a ser com Riley e no intervalo fomos quietas até o refeitório, com Amber e Alex nos seguindo tagarelando felizes sobre a festa de Riley.

– Quer saber o que foi o pior daquela festa? Eu a fiz porque Aaron disse que ia aparecer! – disse Riley.

– Mas ele apareceu – disse Amber confusa. Eu fingia não me importar, mas mal conseguia disfarçar meu nervosismo com aquele assunto enquanto comia. Porque elas não podiam falar de esmaltes ao invés daquilo?

– É, mas nem pude falar com ele direito – Riley lamentou.

– Já eu conversei muuuito com ele – Alex suspirou cansada.

– E porque essa cara então? – Riley indagou confusa.

– Porque foi só isso mesmo, nós só conversamos, nem um abraço ele me deu! – a morena disse exasperada e eu engasguei com meu suco enquanto tentava segurar um sorriso idiota que queria desabrochar no meu rosto. Merda.

Amber deu batidinhas nas minhas costas para que eu desengasgasse e quando me contive vi Ed entrando no refeitório conversando com Jordan, o capitão do time de futebol. Cutuquei Amber que olhou para os dois e cutucou Alex, que cutucou Riley e então todas observamos aquela bizarra cena que era ver Ed rindo de algo que Jordan tinha dito.

Quando se aproximou de nossa mesa, o ruivo disse algo a Jordan que sorriu, depois Ed veio até nós com um sorriso que parecia que ia rasgar seu rosto.

– Bom dia gostosas – ele disse se enfiando entre mim e Amber e roubando uma maçã de Alex.

– Que porra foi essa Edmund? – falei erguendo as sobrancelhas.

– Do que está falando?

– De você e Jordan... – respondeu Riley.

– O que é que tem?

– O que estavam conversando?

– Ele só queria uns conselhos sobre mulheres... – Ed deu de ombros e eu segurei o riso. Realmente Ed sabia muito sobre mulheres, mas não sabia exatamente como conquistá-las e essa devia ser a finalidade que Jordan esperava obter com os conselhos de Ed.

Pelo resto do intervalo importunamos nosso amigo com perguntas sobre Jordan, até que o sinal da volta das aulas tocou e lá fomos nós todos para a próxima aula.

Durante aquele dia eu estava começando a achar que teria a sorte de não esbarrar em Aaron pelos corredores. Eu estava errada. Ao entrar na sala do senhor Wilson meu hábito de erguer os olhos para a porta do estúdio de artes foi mais forte, e lá estava ele, segurando a porta para três alunas entrarem, mas os olhos dourados não estavam focados nelas, estavam focados em mim e pareceram brilhar de modo travesso ao notar minha atenção.

Merda, com certeza aquele homem me enlouqueceria até o fim do ano se tudo continuasse assim.

Acho que preciso de um namorado.

Não prestei atenção a uma só palavra do Sr. Wilson até ele dizer:

– Estão dispensados turma, mas estudem e não se esqueçam do teste na próxima aula.

Ok, agora eu estaria definitivamente fodida.

Pendurei minha mochila nas costas e saí da sala de cabeça baixa, tentando buscar no fundo da mente algo que talvez meu subconsciente tivesse aprendido da matéria, e foi quando Ed me cutucou e apontou para algo pouco a frente.

Aaron acenava para mim, pedindo que eu me aproximasse.

É claro, nada é tão ruim que não possa piorar.

Notas finais
O QUE ACHARAM, HEIN? HEIN? HEIN?