Ensinamentos de um Cafajeste

18 Rachel - "Acho bom que explique tudo"


Notas iniciais
oeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeees vão ler e comentar suas lindas u-u'

– O que quer? – perguntei ríspida tentando não me deixar levar pelo seu perfume.

– Conversar... – ele disse quando eu já estava dentro de seu estúdio vazio, a não ser por nós.

– Não obrigada – falei tentando passar por ele, que barrou minha passagem com o corpo.

– É sério Rachel, acho que precisamos esclarecer o que nós temos...

– Não temos nada Balzer, nada além da relação aluna e professor – falei séria e ele se aproximou segurando-me pela cintura.

– Não minta sweetheart, – ele passou a ponta do nariz por minha clavícula e eu arrepiei quando seu hálito frio tocou minha pele. Cadê minhas forças numa hora dessas? – Vai continuar tentando acreditar que não se arrepia inteira quando te toco?

Ele tirou uma das mãos e a levou ao meu pescoço enquanto envolvia minha cintura com o outro braço me puxando ainda mais para ele. Uni meus braços em seu peito e tentei contar até dez mentalmente para retomar o foco. Um...

– Vai continuar insistindo que não pensa em mim? – ele beijou calidamente meu pescoço. Dois... – Que não sonha com meu beijo? – Três... – Ainda vai insistir na história de que não me deseja, Rachel? – Quatro... Deus! Porque meu nome parecia tão malicioso em sua voz? – Que não quer mais beijos meus? – Cinco... – Que não me quer por inteiro?

Foda-se essa contagem.

Meus braços moveram-se por conta própria, circundando seu pescoço e unindo minhas mãos nos cabelos de sua nuca. Aquilo pareceu ser a permissão que ele esperava para avançar em meus lábios com voracidade.

Uma de suas mãos segurava firmemente meu rosto enquanto a outra passeava livremente pela lateral do meu corpo. Ele me prensou contra a parede e eu me pus na ponta dos pés para alcançar melhor seus lábios, o senti sorrir durante o beijo e com uma facilidade impressionante ele impulsionou meu corpo para cima com os braços e eu enlacei as pernas em sua cintura num gesto automático, ele pareceu gostar daquilo porque aprofundou ainda mais o beijo, e quando o ar por fim faltou, ele desceu os lábios dos meus para o meu queixo, pescoço e colo, dando leves chupões enquanto eu me agarrava em seus cabelos e suspirava cada vez que ele encostava em mim. Aquela boca sabia fazer coisas ótimas, realmente.

Então o sinal da escola tocou, nos assustando. Aaron afastou o rosto do meu para me olhar e eu o olhei igualmente em desespero. Droga, droga, droga.

Ele me pôs no chão de novo e eu demorei algum tempo para conseguir firmar as pernas enquanto arrumava meus cabelos e roupas e ele fazia o mesmo. Porra eu não tinha dito que isso não se repetiria?!

Peguei minha mochila que havia caído de meus ombros em algum momento – mas é claro que eu não notei, eu mal notava o fato de precisar respirar quando Aaron estava comigo- e a pendurei de novo no ombro, então quando ia sair do estúdio de Aaron já sentindo meu rosto queimar de vergonha, senti sua mão me puxando pelo punho e logo depois ele me deu um selinho, então piscou para mim se afastando e eu o fuzilei com o olhar antes de sair da sala.

Eu com certeza não chegaria viva ao final daquele ano, ou no mínimo não chegaria sã se as coisas continuassem daquele modo.

...

Estou pensando seriamente em sair dessa escola, sério. Ou talvez na mais remota opção, eu possa me mudar para a Austrália e morar lá com a família da minha mãe, com certeza seria bem legal conviver com a minha prima Lily, ela é engraçada de um modo desastrado e... Ok, talvez eu já esteja divagando demais, mas de fato eu já estava considerando a ideia de caçar outra escola, talvez um internato do outro lado do país, e Aaron nunca mais saberia de mim, então eu poderia finalmente ser feliz. Acho que eu conseguiria conviver com uma atração por um menino da minha idade, ou talvez não, já que geralmente eles são crianças demais. Merda, a quem eu quero enganar? Aaron é a perfeita definição de encrenca, e também a perfeita definição de homens que me atraem. Argh.

Acho que vou transformar o Ed em hétero, aí podemos casar de uma vez e ele vai desviar minha atenção de um tal de Balzer mal amado e putão que gosta de provocar suas alunas... Ou mais especificamente: eu, já que parece que ele nem tentou nada com Alex.

Ai meu Deus, onde eu aperto pra minha vida inteira dar um reset e eu poder voltar a ter cinco anos? Aquela época era legal, eu só tinha que me preocupar em pintar borboletas que eu desenhava, tudo bem que as borboletas tinham um tamanho anormal e eram maiores até que as pessoas do desenho mas...

– Rachel! – Amber me chacoalhou pelos ombros e eu a olhei assustada – No que está pensando? Você está aí com essa cara de boba desde que voltamos do intervalo!

– Não estou pensando em nada – suspirei pelo nariz e escondi o rosto nas mãos. Se eu estava tentando pensar em tudo que não fosse Aaron? Acho que dá pra deduzir essa resposta sozinho não dá?

– Tudo bem, mas pelo menos você ouviu o que eu disse?- ela me olhou acusatória.

– Não, Amb, desculpe.

– Certo, eu estava falando que ontem eu fui comprar roupas com a minha mãe... – ela voltou a contar a história e eu fingi prestar atenção dessa vez mas meus pensamentos voltaram quase instantaneamente a pensar em coisas superinteressantes como a cor da grama do campus.

O sinal bateu e eu praticamente pulei da cadeira, pegando minha mochila intocada e saindo sem nem olhar para Amber. Eu precisava fugir daquela escola o mais rápido possível.

No caminho para a saída, peguei meus fones e o celular no bolso da calça e coloquei-os pondo Jason Mraz para tocar, mas o mundo parecia estar contra mim naquele dia.

Assim que pus os pés pra fora do colégio avistei dois extremos lado a lado: Tyler e Aaron. Os dois olhavam para a porta do colégio, por onde eu acabara de sair, e agora parecia que os olhos de ambos focavam-se em mim.

Desviei o olhar pensando se eu devia fingir que não tinha visto-os, se eu devia fingir que eu era na verdade a irmã gêmea de Rachel Annelise, ou talvez que eu era uma holandesa aluna de intercambio e que nunca tinha visto aqueles dois na vida.

Não Rachel, o certo é confrontá-los não é?

Não! Como será que se fala “eu não falo inglês” em Holandês?

Abaixei a cabeça enquanto tentava imaginar possíveis fugas dali, porém fui salva no ultimo segundo por um aperto forte em meu braço: Ed.

– Rachel, precisamos conversar e é urgente – ele falou me parando e tapando completamente a visão dos dois homens de mim.

– Claro, vamos conversar mas precisa ser agora, porque conversamos enquanto andamos? Só nós dois – falei sorridente e talvez rápido demais, porque ele me olhou estranho e semicerrou os olhos.

– Não podemos falar disso em público...

– Porque não? Ah meu Deus você está grávido? Eu sabia que não podia ser saudável sair por aí dando o... – ele me interrompeu.

– Não é sobre mim, Anne.

– E sobre quem é?

– Você e Aaron – ele sussurrou me olhando acusatório.

Arregalei os olhos assustada. Ele sabia de alguma coisa? Ele não podia saber não é? Ele estava jogando verde pra colher maduro não estava? NÃO ESTAVA?

– Eu e o Sr. Balzer?

– Pelo amor de Deus, não se faça de desentendida – ele sussurrou apertando os olhos claros pra mim-, eu vi vocês hoje mais cedo na sala dele Rachel, e acho bom que me explique tudo.

Notas finais
O QUE ACHARAM, HEIN? HEIN? HEIN?