Notas iniciais
Hey sweethearts, como vão vocês? Falem comigo heuehue ou não.

Inspirei fundo pela milésima vez.

Consegui enrolar Ed por toda a semana, prometendo a ele que lhe contaria tudo no fim de semana então naquele ensolarado sábado a tarde, estávamos fechados em meu quarto.

Por onde começar? Droga, como explicar para seu melhor amigo, que você pegou seu professor de Artes algumas vezes?

– Anda Heart, já está até me preocupando com esse silêncio – Edmund falou impaciente.

– Eu devia te deixar curiosos só por me chamar assim – reclamei.

– Ok, aí eu vou até Aaron e pergunto o que está acontecendo – Ed ergueu uma sobrancelha, um sorriso maldoso tomava seu rosto. Filho da...

– Você não faria isso – semicerrei os olhos.

– Nós dois sabemos que eu faria. Agora anda, me conte tudo detalhadamente senhorita.

O ruivo deu um tapinha ao seu lado na cama e eu me sentei nervosa. O que ele pensaria de mim afinal? Me acharia uma vadia? Uma fácil? Eu e Aaron não tínhamos feito nada de errado – ok, não foi muito ético, mas não foi um absurdo também, convenhamos -, mas eu ainda tinha medo do que Ed pensaria de mim.

Porque tenho que me importar tanto com o que meus amigos pensam sobre mim?

– Já sei que aparentemente vocês se pegam entre as aulas – disse Ed e eu a olhei incrédula. Aquilo era mentira! Ou quase isso, foi só uma vez, mas poxa... -, mas quero saber como tudo se iniciou Anne.

– Certo – suspirei descalçando meus chinelos e cruzei as pernas sobre a cama-, não sei sinceramente por onde começar.

– Começou no início do ano letivo? – Ed tentou ajudar e eu assenti hesitante.

– Mais ou menos – admiti-, quer dizer, foi quando nos conhecemos então acho que sim... Bem, pra ser mais exata as provocações começaram um pouquinho depois, eu fui a uma festa com um garoto, Aaron estava lá e disse que eu estava provocando-o com minha “roupa curta” – fiz aspas com os dedos e revirei os olhos. Ed mordeu o lábio segurando um sorriso travesso-, então aquele dia nós dançamos e depois...

– Que música? – Ed me interrompeu.

– Smooth – falei surpresa comigo mesma por lembrar daquilo, nunca fui muito apegada a detalhes bobos como músicas que tocam m determinada ocasião.

– Sexy – comentou Ed.

– Eu sei, e nossa dança foi assim mesmo – falei olhando minhas pernas. Porque tudo me parecia tão certo enquanto eu dizia aquilo a Ed? Porque eu não conseguia me arrepender?- e depois disso tudo só se intensificou, ele continuou me provocando...

– E se bem conheço, você não deve ter deixado por menos — disse Ed e eu sorri culpada. Ed riu balançando a cabeça.

– Bem, e foi assim até a festa de Riley...

– A festa da Riley...? – Ed me olhou de testa franzida.

– Nos beijamos lá – resmunguei e me joguei de costas sobre o colchão, então encarei o teto-, mas depois do beijo aquele idiota começou a rir de mim e a dizer que eu era fácil!

– Foi por isso que você ficou com Tyler, para dar o troco em Aaron – disse Ed. Não era uma pergunta.

– Na verdade Tyler é bem gostoso, caso queira saber...

– Não quero. Quer dizer, quero, só que mais tarde. Agora a história é você e Aaron, por favor continue.

– Foi isso, Aaron manteve-se por perto até nosso beijo no colégio, e desde então estou evitando-o e aparentemente ele tenta fazer o mesmo – dei de ombros.

– E estão conseguindo?

– Tyler está no meu pé, então não é difícil ficar longe de Aaron – meu tom de voz pareceu cansado demais até para mim mesma.

– Mas você não quer o Tyler, você quer o Aaron.

– É... Não... Quer dizer... Não sei. Ele é nosso professor Ed.

– Mas ele também é homem, um homem lindo por sinal, e você é uma linda ruiva irritante, vocês combinam.

– Mas é tão... Errado.

– E desde quando você faz algo de certo na sua vida, Rachel? – ele disse e eu o olhei. Ele estava certo, sempre fui conhecida pelas merdas que fazia, não por ser a menina certinha.

– Mas é complicado.

– Não há nada de complicado na atração física, Anne – ele retrucou e se deitou ao meu lado. Ambos olhamos o teto.

– Acha que eu devia tentar ficar com ele? – perguntei depois de algum tempo.

– Acho.

– Mas Aaron é um cafajeste, quer ver sua amiga nas mãos de um cafajeste?

– Se esse cafajeste for nosso professor sexy de artes, quero.

Eu gargalhei e fiquei de lado na cama, então empurrei seu ombro.

– Você não presta, Edmund.

– Como se você não soubesse – Ed revirou os olhos e nós dois rimos.

A vida parecia tão mais simples do ponto de vista do meu melhor amigo...

Notas finais
QUEM SÃO AS LEITORAS MAR LINDAX DESSE MUNDO QUE VÃO COMENTAR? O/ ok, voltei ao normal '-' ou n