Ensinamentos de um Cafajeste

14 Rachel - "Confessa..."


Notas iniciais
OLHA QUEM VOLTOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOU O/ oi gente ehueheu desculpem a demora, é que acabou meus caps programados e não tive como vir postar antes, MAS AGORA CÁ ESTOU SWEETHEARTS ^-^' Vou programar todos os que eu já tenho prontos, então quando acabar de novo, estarei meio fodida mas tudo bem (:

– Onde você se meteu ontem Rachel Annelise Heart? – a voz de Ed nunca me pareceu tão aguda e irritante quanto naquela manhã de sábado.

– Primeiramente bom dia – resmunguei mal humorada tentando me controlar para não mandá-lo para o inferno por estar me ligando tão cedo por algo tão idiota -, e segundamente... Não lembro de metade da noite passada.

– Céus! Onde você está?

– Em... – me sentei e cocei os olhos, esperando que eles se adaptassem a claridade. Aquele definitivamente não era o meu quarto – Algum lugar que eu não reconheço.

– Quê?! Anne! Saia já daí, talvez você esteja na casa de um psicopata e... – eu interrompi seu ataque histérico.

– Calado – resmunguei e então a porta do quarto masculino onde eu estava foi aberta, incrivelmente, por Alex.

– Não me mande ficar calado! – Edmund gritou ao telefone e eu afastei o aparelho do ouvido.

– A Alex está aqui – suspirei e ele se calou por um segundo, então voltei a levar o celular até o ouvido. Minha amiga ainda me olhava quieta, esperando que eu desligasse

– A ALEX ESTAR AÍ NÃO AJUDA MUITO SUA SITUAÇÃO RACHEL! – ele gritou absolutamente descontrolado.

– Edmund, vou desligar na sua cara se não controlar essa bicha louca pra dar que te consome ok?

Alex segurou o riso e eu tirei o lençol que me cobria e saí da cama de quem quer que fosse – eu só tinha certeza de que não era de Alex-, e vi aliviada que pelo menos eu ainda estava vestida.

– Ok, me acalmei – o ruivo disse do outro lado da linha.

– Ótimo, agora vou descobrir onde estou e depois te ligo – falei e desliguei antes de esperar sua resposta.

Guardei o celular quase sem bateria e voltei-me finalmente a morena que me esperava pacientemente.

– Bom dia, onde estou? – falei direta e Alex sorriu.

– Boa tarde, Bela Adormecida, e você está no apartamento do Tyler, mais precisamente, no quarto dele.

Calcei meus tênis e ela abriu a porta do quarto e saiu, a segui.

– E o que eu estou fazendo aqui?

– Vocês ficaram de agarração ontem a noite toda, aí eu e Aaron ficamos falando com você e Tyler e quando vocês já estavam quase se comendo perto da piscina, Tyler te chamou pro apartamento dele e você como uma puta bêbada, aceitou, então Aaron disse que precisava ir embora também, mas ele desmaiou no meio do caminho e acabamos todos vindo pra cá – ela explicou resumidamente.

Porque me pareceu muito “conveniente” esse desmaio de Aaron?

– Está me dizendo que eu ia vir para o apartamento do Tyler com ele, para fazer sei lá o quê? – perguntei de olhos arregalados e Alex assentiu.

– Mas no fim das contas eu que dormi com você, na cama do Tyler, ele e Aaron dormiram na sala.

Então chegamos a sala, onde os dois rapazes estavam, concentrados num jogo de futebol americano que passava na TV.

– Bom dia, oi, tchau – falei roubando uma rosquinha de uma caixa que havia na mesa e fui no que parecia ser a porta do apartamento.

– Bom dia – disseram os dois rapazes me olhando.

Primeiro notei Tyler, ele tinha um lindo sorrisinho nos lábios rosados, e os cabelos ainda estavam bagunçados, como se ele também não tivesse acordado há muito tempo. Já Aaron tinha os cabelos escuros e lisos perfeitamente despenteados de modo charmoso, os olhos castanhos tinham aquele brilho travesso de sempre e um sorrisinho impertinente tomava seu rosto.

– Estou indo, falou? Valeu – resmunguei de boca cheia e passei por eles de vez para a porta, que abri de uma vez, e por sorte, realmente era a porta que levava ao corredor.

– Ray, espera... – Tyler se levantou e correu até mim – Já vai?

– Meus pais devem estar enlouquecendo já – falei depois de engolir e ele riu.

– Entendo... Mas não pode ligar para eles e ficar um pouco mais? – ele fez biquinho.

Olhei por seus ombros, onde havia uma Alex e um Aaron que prestavam a mais completa atenção no que eu e o loiro conversávamos. Era pedir demais de mim ficar no mesmo ambiente que aqueles dois homens.

– Sinto muito Ty, realmente preciso ir – suspirei passando a mão nos meus cabelos que só então vi que deviam estar parecendo um ninho de passarinho.

– Tudo bem... Posso te ligar mais tarde? – pediu esperançoso e eu sorri. Tyler e sua fofura incondicional...

– Claro, você tem o meu número certo?

– Certo – ele rodeou minha cintura com os braços rapidamente e sem aviso prévio selou nossos lábios, depois se afastou ainda sorridente – nos falamos depois.

Assenti sorrindo e lhe dei as costas, indo chamar o elevador.

Achei que me livraria do casal 20 quando as portas do elevador começaram a se fechar, mas alguém gritou um “segura o elevador!” e eu barrei as portas por impulso. Eu não devia ter feito aquilo.

Aaron e Alex entraram no elevador, em silêncio e aquilo perdurou até que chegássemos ao térreo.

Alex morava em uma parte longe dali, e eu também, mas numa direção completamente oposta, então quando o táxi parou, ficamos todos indecisos sobre quem o pegaria, mas Alex se adiantou em entrar no carro e Aaron a seguiu, então acenei calada para os dois e voltei a andar na direção contrária a deles, feliz da vida por finalmente poder estar sozinha.

No meio do caminho, um táxi parou ao meu lado e o próprio demônio saltou de lá. Por demônio quero me referir a meu querido professor de Artes, é claro.

– Vou te acompanhar – ele decidiu.

– Não quero companhia –retruquei-, não sua pelo menos.

– Qual é Rachel, diz que não é infantil mas depois de ficar comigo vai ficar com o protótipo a galã pra tentar me provocar, e agora não quer andar comigo? Desculpa te decepcionar, mas isso é bastante infantil.

Um riso sarcástico escapou pelos meus lábios enquanto eu ainda andava.

– Surpresa do dia Aaron: o mundo não gira em torno do seu ego enorme! – ironizei e ele sorriu de canto. Canalha.

– Surpresa do dia sweetheart: enquanto você me olhar do jeito que olha, eu vou achar que tudo o que você faz é para me atingir! – ele disse no mesmo tom que eu.

– E como é que eu te olho? – falei ríspida e num movimento rápido ele me puxou pelo punho, me empurrando contra a parede e encurralando-me ali.

Puta. Que. Pariu. Era pecado demais estremecer ao ver um homem como aquele filho da puta fungando em seu pescoço e ficando com os lábios perigosamente perto dos seus propositalmente? Minha mãos foram parar no tecido de sua camisa sem que eu soubesse como.

– Desse modo – ele disse com a voz rouca-, do modo como uma mulher olhar para um homem quando o deseja.

Ele roçou o nariz em meu pescoço, subindo até os lábios estarem novamente a milímetros dos meus.

Controle Rachel, não se deixe atrair por esses olhos dourados, ou por esses lábios carnudos e vermelhos... Ok, foco.

Fechei os olhos por um segundo, inalando fundo e esperando que o ar clareasse minha mente, mas só consegui ser infectada por todo o perfume daquele estúpido, sentindo ainda mais sua presença – como se eu já não soubesse exatamente do curto espaço que nos separava, ou o quanto seu corpo musculoso me parecia atraente-. Droga de hormônios adolescentes.

– Confessa que quer me beijar de novo – ele sussurrou com os lábios colados ao meu ouvido e eu tentei conter um tremor.

– Nem fodendo.

Notas finais
O QUE ACHARAM, HEIN? HEIN? HEIN?