Notas iniciais
Hey! Na real estou tentando o negócio de postagem programada do Nyah, se funcionar eu deixo mais uns capitulos aqui e aí eles serão postados diariamente até que eu consiga voltar para postar "pessoalmente" ehuheuhe - Desculpe... Sabem o resto certo?

O segundo dia de aula não foi muito diferente do primeiro, a não ser é claro, por eu não ter sido derrubado por ninguém, porém uma de minhas alunas me chamou para sair, e eu tive que negar com a maior delicadeza que consegui, afinal não queria que a garota ficasse brava ou ressentida. Bom, depois dela apareceram mais três convites para festas e eu precisei negar todos e me lembrar porque estava negando aquilo: porque eu era professor e não era certo sair com alunas.

Mas depois da noite passada, estava mais fácil controlar meus próprios hormônios, pelo menos aquele dia estava.

Eu sempre via ao longe uma ruivinha me observando, e geralmente suas amigas também o estavam fazendo, então eu acenava para ela apenas para ela dar um sorrisinho que não chegava aos olhos, mas imediatamente duas amigas se viravam para falar algo para ela que imediatamente me olhava brava, como se eu fosse o motivo pelas garotas estarem falando o que quer que fosse para ela, e por algum motivo desconhecido, irritá-la mesmo sem querer, se tornou uma mania.

Pelo resto da semana, eu a parei no corredor e perguntei como ela estava quando suas amigas a acompanhavam, ou gritava “oi” quando as meninas estavam com ela, e ela passou a me ignorar e aparentemente a ignorar suas amigas também.

E foi na sexta-feira, quando o sinal de saída tinha batido e eu tinha acabado de liberar meus alunos, que eu saí ao corredor e a vi. Rachel vinha pelo corredor com um fone pendurado no ouvido e a cabeça baixa.

O impulso de falar com ela foi mais forte que eu:

– Hey Rachel! – falei quando ela passava em minha frente com o garoto.

– Oi – resmungou mal humorada e mexeu os cabelos nervosa, para acabar com qualquer visão que eu pudesse ter do seu rosto.

– Como você está? – perguntei indo ao seu lado em direção ao corredor principal, onde ficava a sala dos professores.

– Porque está falando comigo? – perguntou repentinamente – Nem sou sua aluna!

– Gostei de você – dei de ombros.

– Não, você gosta de ver a reação das minhas amigas quando você fala comigo – ela retrucou.

Interessante saber que eu a exaltava rápido.

– Ah eu gosto? – provoquei.

– Gosta, dá pra ver na sua cara a satisfação de ver elas me importunando, então se pudesse parar de falar comigo eu agradeceria.

– Eu não tinha ideia de que elas te enchiam a paciência por minha causa.

– Claro que tinha Aaron! E ainda tem pelo visto.

– Porque eu faria uma coisa dessas? Provocar suas amigas desse jeito? Não acha que se eu quisesse a atenção delas estaria falando com elas?

– Eu sou seu meio indireto de atingi-las, não sou tão burra quanto pelo visto aparento ok? Dá pra ver na sua cara que adora saber o efeito que causa nas adolescentes histéricas dessa escola.

– Você é uma adolescente histérica, Rachel? – semicerrei os olhos para ela, que bufou irritada.

– Para sua surpresa: eu não tenho a mesma paixonite por você que todas as outras garotas dessa escola tem.

– Todas? – ergui as sobrancelhas divertido.

– Pelo visto sim – resmungou.

– Ok, mas vamos voltar a você e as suas amigas... – ela me interrompeu.

– Certo, vamos voltar a mim e a minhas amigas: você deveria realmente ser um professor normal e fingir que eu não existo, ou que sou seu inferno particular e que precisa fugir logo de mim.

Meu inferno particular? Hmmm... Porque aquilo me arremetia a outras coisas? Coisas que não eram no sentido ao qual ela falara?

– Eu já disse que gosto de você, não disse?

– Você nem me conhece! Se conhecesse viria que sou exatamente o tipo de peste que os professores devem falar na Sala dos Professores.

Chegamos a frente da sala dos professores e eu parei na porta, e ela também, para minha surpresa.

– Por favor, me deixe em paz – pediu por fim.

– Porque eu faria isso? – sorri malicioso. Divertia-me saber que eu a incomodava.

– Porque você não tem ideia do quanto é difícil para Riley controlar os ovários em combustão dela, se tivesse, teria um pingo de dó de mim e fingiria que eu não existo.

– Sabe, você tem razão... Não tenho ideia do porque deveria deixá-la em paz – toquei seu queixo por um instante, então pisquei para a garota e lhe dei as costas, entrando na sala dos professores.

. . .

A música era alta, luzes psicodélicas coloridas, aquela sensação de claustrofobia por tanta gente reunida, o cheiro de bebida e minha sensação de estar levemente alcoolizado podiam descrever completamente meu estado, e o estado do lugar onde eu estava.

Eu tinha chegado há apenas três horas, tinha beijado umas cinco meninas e dado o perdido em todas elas depois, e ainda esbarrei com uma ex-colega de faculdade em quem dei uns amassos no meio da pista de dança, isso tudo somado aos shots de vodka que eu havia tomado resultava no Aaron não muito sóbrio.

Rick, meu amigo que havia me levado para aquele lugar, havia sumido em algum lugar com alguma garota, provavelmente estavam fodendo no banheiro ou algo do gênero, e eu estava pedindo outro drinque quando vi passar pela porta uma garota conhecida e definitivamente nova demais para estar num lugar como aquele.

Rachel entrava acompanhada de um garoto que segurava possessivamente em sua cintura, mas nem o notei direito, só sabia que ele estava lá, mas meus olhos estavam completamente fixos na ruivinha a sua frente.

Rachel estava muito diferente da escola, onde ela geralmente usava jeans esfarrapado e camiseta, agora ela usava uma saia curta preta, uma blusa branca e preta que mostrava seu umbigo, jaqueta de couro e um salto que apesar de enorme não parecia mudar muito em sua altura, seus lábios estavam pintados de vermelho, seus cabelos caiam todos em um só ombro, deixando o pescoço a mostra e a maquiagem preta destacava os olhos verdes, mas me vi olhando demais para seus lábios e para seu corpo que agora parecia ainda mais gostoso com aquela roupa que realmente a valorizava.

Comecei a beber meu drinque enquanto a observava, ela sorria para o garoto que a acompanhava e ele sorria de volta, eles falavam algo no ouvido um do outro e de repente me vi curioso em saber o que ela falava para aquele garoto.

Então o garoto disse algo a ela e foi em direção ao banheiro, Rachel foi para o balcão pedir uma bebida e eu me aproximei ainda bebendo meu drinque. Vi que ela tinha pedido um drinque de frutas vermelhas.

– Você não é nova demais pra bebida? – falei em seu ouvido e observei deliciado os pelos de sua nuca se arrepiarem.

– Mas nem aqui me deixa em paz? – ela resmungou indignada enquanto eu me apoiava no balcão ao seu lado, para observá-la melhor.

– Suas amigas não estão aqui... – me aproximei mais de seu rosto e falei em tom conspiratório – Mas pode contar a elas depois que esteve comigo, acho que elas vão adorar saber.

Rachel bufou e se afastou, me fazendo sorrir.

– Você se acha assim sempre ou só em finais de semana?

– Tento manter-me ciente do meu efeito em mulheres o tempo inteiro na verdade – provoquei.

– E qual é o efeito que causa nelas? – ela perguntou sorrindo debochada.

– Depende – me aproximei ainda mais dela e deixei que meus instintos de conquista tomassem conta.

Deixei meu drinque sobre o balcão e coloquei as mãos em sua cintura, depositando um beijo em seu pescoço que a fez estremecer.

– Depende da reação que quero receber depois – sussurrei em seu ouvido-, por exemplo... – mordisquei o lóbulo de sua orelha e senti o aroma de cereja que vinha de sua pele, depois comecei a depositar beijos por seu pescoço em direção ao rosto e um gemido baixo escapou por seus lábios. Rachel estava imóvel, começando a arfar e notar isso me fez automaticamente abrir um sorriso cafajeste – Quando quero ver uma mulher implorar pelo meu beijo, eu faço isso.

A milímetros de tocar seus lábios, eu deixei uma risada escapar por meus lábios ao ver que seus olhos já estavam fechados e a cabeça inclinada para trás. Imediatamente ela abriu os olhos verdes raivosos e me empurrou para trás.

– O que pensa que está fazendo? – vociferou e eu apenas ri – Você é mais velho que eu, o que o diretor da escola acharia dessa sua ação?

– Primeiro, não sou seu professor sweetheart, segundo, idade nunca foi um problema para mim, e terceiro, não te obriguei a gemer pra mim.

Então pisquei para ela, peguei minha bebida no balcão e lhe dei as costas voltando para a pista.

Notas finais
Reviews cupcakes de ovomaltine com oreo e kitkat espetaculares e supremas? ^-^'