Ensinamentos de um Cafajeste

7 Aaron - I won't give up


Notas iniciais
Hey!... Não sei mais o que escrever então... Isso aí ^-^'

Eu não devia, nem podia fazer aquilo mais. Não podia mais continuar com aquela tortura interna a mim mesmo.

Minha esperança era de ter esquecido tudo quando eu acordasse no sábado, mas a verdade é que isso não aconteceu, e mesmo tendo dormido com uma garota a qual nem me lembro o nome, eu ainda me empolgava mais do que devia ao lembrar da dança com Rachel e do modo como ela parecia tão travessa com aquele sorrisinho de canto nos lábios.

Merda, isso era errado.

Merda, quando virei um homem tão ético? Quero de volta o Aaron que fode até mesmo com as namoradas dos amigos se as deseja. Cadê aquele cara?

Ah é, aquele cara virou professor de uma menina seis anos mais nova que ele, mas uma menina que não parece ter a mentalidade de uma adolescente e sim de uma mulher... Uma mulher um tanto quanto porra louca, mas ainda assim uma mulher.

Céus! A primeira ver em que tive que “controlar” meu amiguinho para não me enterrar em uma mulher foi naquela porcaria de sexta-feira, porque cada célula do meu corpo implorava pra que eu satisfizesse aquele desejo, mas minha mente ficava martelando aquela frase “você não pode fazer isso Aaron”, e a fuga dela só serviu para que eu pusesse ordem em meus pensamentos... Ou quase isso já que depois daquilo acabei levando uma loira qualquer pra um Motel.

Fiquei tão focado em esquecer o ocorrido que nem vi que nos meus esforços para esquecer, eu só lembrava ainda mais, então para me controlar o suficiente para a segunda-feira, tive a visita de Chloe o dia inteiro, achando que se eu estivesse satisfeito o suficiente ia conseguir me controlar. Eu estava errado.

Segunda de manhã eu parecia ansioso demais até para mim, então tomei um chá gelado na lanchonete onde tomava café da manhã a caminho da escola, mas aquilo não adiantou muito, porém a própria Rachel deu um jeito na minha ansiedade quando entrou na escola agarrada com aquele garoto... Eu fiquei com ciúme, confesso. Não gostava da ideia de que alguém podia ter o que eu não, e quase soquei aquele ruivo gordo quando Rachel se escondeu atrás dele para não me olhar enquanto passava por mim.

Bom, meus alunos que acabaram sofrendo com a minha frustração já que os enchi de trabalhos para fazer, mas durante a aula as mesmas alunas insistentes de sempre voltaram a dar em cima de mim, mas parecia tão mais fácil me controlar com elas do que com Rachel... Porque isso? Ah é, porque nenhuma delas tinha esfregado a bunda na sua virilha na sexta feira, e porque você não conseguia imaginá-las por aí nuas mesmo que quisesse como fazia com a ruiva baixinha do Décimo Segundo Ano. De todo modo, as alunas haviam conseguido me distrair o suficiente para esquecer por um segundo que provavelmente eu esbarraria em Rachel pelos corredores, mas é claro que isso aconteceu, e mesmo sem vê-la de inicio, senti seu aroma de cerejas e ergui a cabeça instintivamente, apenas para vê-la abaixar o rosto e andar mais rápido por mim, como quem quer se esconder.

Talvez ela devesse mesmo se esconder, fugir de mim, do meu radar... Rastreá-la a distancia provavelmente seria mais fácil para mim do que ter que agüentar vê-la todo dia escondida debaixo daqueles jeans retos e daquelas camisas grandes demais parra ela que escondiam completamente seu corpo, corpo esse do qual eu tinha plena ciência agora.

Droga Aaron, você precisa de um banho gelado!

. . .

Eu consegui! Por toda a semana ignorei a presença de Rachel mesmo passando por ela todo dia e sentindo aquele perfume de cereja que, confesso, mexia com os meus sentidos mais do que devia. Já era sexta feira e eu estava enrolando no estúdio de Artes, fingindo estar arrumando os cavaletes que já estavam arrumados, mas na verdade eu só estava esperando todos os alunos saírem para não correr o risco de esbarrar em uma tal ruiva que andava por aí sempre distraída com fones de ouvido.

Só achei ser seguro sair do estúdio quinze minutos depois que a escola ficou silenciosa, então quando saí do estúdio e o tranquei, vi um rastro de cabelos ruivos virando a esquina do corredor, e minha curiosidade foi maior que minha força de vontade para me afastar dela, então acabei seguindo-a ao longe.

Corri até o fim do corredor para não perdê-la de vista, e vi a garota andando rápido – quase correndo- para o fim do corredor, e assim que ela virou novamente em outra esquina eu corri atrás, então ia entrar no corredor que ela tinha entrado quando a vi parada no inicio do corredor e imediatamente voltei a me esconder atrás de armários esperando que ela não tivesse me visto.

Adrenalina corria pelas minhas veias, e parecia que eu estava fazendo algo errado, como quando fugia de casa no meio da noite ainda no Colegial para ir fumar com meus amigos no centro da cidade sempre correndo o risco de ser pego por algum adulto que com certeza me delataria aos meus pais.

Espiei pelo armário e vi Rachel entrando numa sala de portas grandes, e depois de contar mentalmente um minuto, me aproximei do lugar e vi pelo vidro na porta que era o outro estúdio de artes do colégio, o estúdio da professora Fitz, a professora dela de artes.

Meio escondido pela porta, vi Rachel andar pela sala escura procurando algo, até que encontrou o que quer que fosse num armário e se aproximou de um fecho de luz que entrava pela sala por uma janela alta, ainda de costas para a porta, ela se posicionou e então eu vi o que ela segurava: um violino.

A menina se posicionou e passou a tocar o instrumento, esperei que o som me atingisse, mas isso não aconteceu. Provavelmente a sala era a prova de som, então com a curiosidade cada vez maior, me esgueirei para dentro da porta e fechei a sala sem que ela ao menos me notasse. Fiquei ao lado da porta, num canto escuro vendo deliciado a garota tocar.

Nunca fui grande fã do som do violino, tanto é que na faculdade tentaram me ensinar aquele instrumento, mas não consegui tocá-lo, o barulho era estridente demais, mas nas mãos de Rachel o som fluía suave, quase como se ela acariciasse as cordas gentilmente. Você sempre espera ouvir algum soneto de alguém com um violino, mas Rachel não tocava sinfonia alguma, e sim uma música mais... Moderna?

Demorei a reconhecer I Won’t Give Up, de Jason Mraz a ser tocado pela ruivinha, mas sorri ao ver que nem nisso ela era normal, nem como violinista ela se rendia as tradições e normalidades. Sem mais me segurar, caminhei até onde ela estava, com os olhos já focados em algo pendurado numa parede.

Notas finais
Reviews cupcakes mar lindax desse mundo?