Notas iniciais
Também amo essa música aí: I don't Care - Fall Out Boy, se quiserem ver a tradução vejam ehueheuheueh

Vou parecer muito gay se disser que estava nervoso para aquela festa? Acho que sim né, mas era a mais pura verdade. Eu me sentia como um garoto do Primary School sendo convidado para uma festa por uma garota popular do Secondary School pela primeira vez.

Eu já tinha arrumado aquela porcaria de camisa em meu corpo umas três vezes nos últimos cinco minutos, e tinha chegado até mesmo a considerar a ideia de nem ir aquela festa, porque sempre que eu lembrava que ela estaria lá, eu também lembrava da ultima festa onde estivemos juntos e do fator “eu não sei me controlar quando ela me provoca”, e Rachel provavelmente estaria bêbada, eu com certeza não estaria muito melhor. Porra, valia a pena sacrificar minha recém-adquirida carreira de professor por uma foda?

Porque diabos meu cérebro teimava em dizer que valia completamente a pena?

Sem mais conseguir esperar, mesmo ainda sendo dez e meia- é, eu sei que a festa começava as nove, mas não gosto de ser pontual em relação a festas- eu saí do estúdio onde morava com a chave do carro em mãos.

– Você tem que se controlar – eu dizia a mim mesmo enquanto seguia a instruções do GPS para a casa de Riley-, ela é sua aluna... E não só ela, com certeza essa festa vai estar cheia de alunas... Porra acho melhor eu voltar pra casa.

Era tortura demais ver todas aquelas garotas com roupas curtas se insinuando pra mim sem poder fazer nada. Mas quer saber? Foda-se essa porra de ética, fora dos portões da escola elas são apenas mulheres querendo se divertir assim como eu.

“Chegou ao seu destino” comunicou a voz do GPS quando cheguei a frente de uma grande casa de dois andares, o gramado da frente já estava coberto de adolescentes bebendo e rindo, as luzes que saiam da casa eram coloridas e giravam para todos os lugares e o som já podia ser ouvido de onde eu estava.

Sorri maroto e desci do carro trancando-o e pondo a chave no bolso, então fui até a casa, encontrando a dona assim que pus os pés no gramado.

– Professor! – ela acenou contente e eu me aproximei sorrindo.

– Oi Riley.

– Oi! – ela beijou meu rosto sorridente e já cheirando a bebida – Achei que o senhor não viesse.

– Por favor, não estamos na escola, não me chame de senhor ou de professor – pedi.

– Sinto muito.

– Sem problemas – sorri para ela que deu uma risadinha e me puxou pelo punho para dentro da casa, onde o som já era ensurdecedor.

– Tudo o que tem de bom nessa festa está na sala! – ela gritou acima da música e me apontou o cômodo que devia ser a sala.

A sala tinha virado pista de dança, um DJ estava lá e alguns casais se esfregavam achando estar no ritmo da música, no canto tinha uma mesa cheia de bebidas e assim que Riley foi falar com alguma garota, eu fui pegar uma bebida.

Assim que escolhi uma bebida que me parecia forte o suficiente para começar a noite, tomei todo o conteúdo num só gole e peguei outra igual ao sentir minha garganta arder, então tentei sair da sala, porém uma garota de pele morena, cabelos castanhos cacheados e olhos verdes surgiu a minha frente com um sorriso safado.

– Hey Aaron – ela cumprimentou-me com um beijo demorado perto do canto dos lábios.

– Oi... Hã, desculpe, mas qual seu nome?

Ela riu meneando a cabeça.

– Alex – respondeu a menina-, que bom que veio, quer dizer, Riley fez essa festa só por sua causa...

– Sério? – perguntei interessado.

– Sim, mas acho que eu não podia te contar isso – ela disse confusa e eu ri.

– Hm, porque Riley faria uma festa por minha causa? – indaguei curioso.

– Porque ela queria saber se você traia sua namorada – Alex disse como se fosse obvio.

Namorada?!

– Namorada?

– É, aquela que estava com você na frente do colégio outro dia...

Pensei por um segundo, até que vi quem elas podiam estar associando a minha “namorada”.

– Ah, ela não é minha namorada – eu ri-, Chloe é só uma... Amiga.

Seria difícil explicar a ela – ou a qualquer outra pessoa – que eu e Chloe éramos de fato.

– Então você beija suas amigas?- ela ergueu as sobrancelhas interessada.

– Algumas delas – provoquei e Alex deu uma risadinha.

– Isso é bem interessante, professor.

Ouvi alguém me pedir licença e saí do caminho da pessoa sem nem ver quem era, a pessoa passou a minhas costas e Alex se inclinou para o lado para ver quem era.

– É a Rach. Hey Rach! – Alex acenou para a menina, e eu me virei para observá-la.

Rachel olhou brava para a Alex, depois suspirou e se aproximou de nós com um copo em mãos também, mas virou todo o conteúdo no copo na boca antes de se aproximar, como se precisasse de algo forte antes de vir até mim, depois pegou outros dois copos.

Rachel parecia não notar o efeito que aquela mini saia estava causando nos garotos a sua volta, na verdade os olhos verdes estavam sérios e focados em mim, os cabelos presos num rabo e aquela porcaria de blusa que deixava parte da sua barriga a mostra parecia ter sido feita apenas para me provocar no corpo daquela mulher.

– Oi Alex – Rachel disse sem se dirigir a mim.

– Oi, eu e Aaron estávamos falando... – Alex foi interrompida pela ruiva.

– Continuem falando então, preciso ir, deixei Dylan esperando.

Dylan? Quem é Dylan?

Ela sorriu para a amiga e saiu dali, tentei me focar no que Alex começou a dizer depois sobre arte contemporânea, mas meus olhos não se desviavam da garota que acabara de sair dali, sumindo do meu olhar logo em seguida.

Merda quem era Dylan?!

– Aaron? – Alex estalou o dedo debaixo do meu nariz e eu sorri para ela distraído – Prestou atenção no que eu disse?

– Sinto muito, estou meio disperso hoje para conversar sobre arte, o que acha de darmos uma volta então?

Ela deve ter achado que eu queria levá-la para um quarto ou algo assim pelo sorriso malicioso que deu, mas eu indiquei a porta da sala com a cabeça e ela me seguiu, mas antes que ela tentasse me levar a subir as escadas, vi no fim do hall de entrada uma porta de vidro, com mais pessoas lá fora e segui para lá, procurando por todo lado um rabo de cavalo cor de fogo.

Alex continuou seu monólogo, apenas mudando o assunto de artes para filmes, enquanto ainda andávamos para a área de lazer, que era tão grande quanto a casa, tendo um deque e uma piscina do lado de fora, ali as coisas eram mais tranqüilas que lá dentro, tinha menos pegação, mas ainda havia uns casais dando amassos nas espreguiçadeiras. Encontrei Rachel no extremo do deque, ao lado de um cara da minha altura e que devia estar na faculdade.

Ela ria de algo que ele dizia, então tentei dar atenção a Alex mesmo querendo ir até lá e tomá-la pelo braço dizendo que ela era minha e que não devia estar rindo pra outro cara, mas me contive até que vi Rachel se afastando do garoto em direção a casa de volta.

Dei um ultimo gole em minha bebida e me voltei a Alex.

– Droga, minha bebida acabou – murmurei-, vou buscar outra.

– Eu vou com você...

– Não precisa, eu já volto – sorri para ela e segui a certa distância os cachos vermelhos para dentro da casa.

A música novamente ensurdecedora invadiu meus ouvidos por todos os lados, e eu apressei o passo até chegar em Rachel que estava perto da mesa de bebidas novamente, uma melodia conhecida começava a tocar nos alto falantes da casa, e fiz questão de encostar na garota sutilmente ao esticar o braço por suas costas para alcançar um copo na mesa.

– Está me ignorando propositalmente? – perguntei a ela.

– Talvez – ponderou.

– Que falta de educação da sua parte – comentei e ela bufou-, o que acha de dançarmos?

– O que acha de ficar longe de mim antes que eu grite? – retrucou irônica. Sorri.

– Isso é um desafio?

Ela semicerrou os olhos confusa, mas antes que ela dissesse algo eu tirei os copos de nossas mãos e a puxei pela cintura sentindo-a bater em meu peito com as mãos espalmadas, então a guiei para o meio da pista de dança.

– Say my name and his the same breath, I dare you to say they taste the same – cantei ao seu ouvido junto com a música que tocava naquele lugar enquanto sorria vitorioso ao ver sua respiração se entrecortar- let the leaves fall off in the summer and let December glow in flames.

Mordiquei seu lóbulo e observei deliciado os cabelos de sua nuca se arrepiarem enquanto eu voltava a cantar para ela movendo-a comigo ao ritmo remix de I Don’t Care.

– Brace myself and let go, start it over again in Mexico, these friend, they don’t love you they just love the hotel suites now.

Deixei um beijo eu seu pescoço e senti suas mãos se agarrarem a minha blusa, retorcendo o tecido.

– I don’t care what you think as long as it’s about me, the best of us can find happiness in misery.

A parte instrumental da música começou a eu acariciei a bochecha dela com meu nariz, olhando em seus olhos por um segundo e vendo momentaneamente a luxúria neles, era obvio que ela me desejava tanto quanto eu a ela, e aquela tortura de tê-la em meus braços sem poder beijá-la já estava indo longe demais.

Foda-se.

Puxei-a pela nuca sem mais hesitações e colei nossos lábios.

Notas finais
Reviews?