Ensina-me a amar II - Destino sombrio.

2 Você pode lidar com isso, amor?


Notas iniciais
Hello! Voltei rapidinho para vocês. Preciso que estejam preparadas! Temos um casal fodidamente bem confuso. Eles simplesmente não conseguem lidar com os sentimentos um do outro. E existe esse grande amor, essa ligação e essa linda família que os une. Novamente, qualquer duvida, estou disposta a responder por comentários e MP. Lembre-se que muitas coisas podem e vão ser esclarecidas nos próximos capítulos. Quero agradecer de coração, todo o carinho que vocês colocaram nesta história no primeiro capitulo. Foi grande! E tudo isso me motiva e me alegra bastante. Quero agradecer também pelos favoritos e visualizações! Vocês são demais. Ps: Todos os créditos da imagem do capitulo á Lady Winter que gentilmente fez essa coisinha mais linda para mim. Para nós. Obrigado, Anjo! Sem mais delongas. Erros e duvidas, estou nos comentários/MP Enjoy!

A dor cegava minha visão. Sequer sabia onde estava ou se ainda continuava em território americano, respirar era difícil. E estava frio, tão frio. E esse frio dominava minhas veias, como se as trevas dominassem o mundo. Como Tony foi capaz? Porque, depois de tudo o que passamos, de todas nossas dores, de todos os nossos momentos... Ele havia pedido que eu saísse de sua vida?

Eu não havia provado o suficiente? Não havia deixado claro que meu amor não mudaria? O que diria para minhas filhas?

Não perca o controle, Scarlet. Sussurro para mim.

‘’ Quero que você saia da minha vida, Scarlet. ‘’ A voz soou em meu ouvido com perfeição. Tentei buscar um resquício de sanidade, um lugar seguro que essa dor não me partisse ao meio. Como ele foi capaz?

Senti a rocha abaixo de mim rachar suavemente sobre meus pés. 7 anos! 7 anos felizes e maravilhosos. Ele jogou tudo pela janela. O que merda havia de errado? Começo a andar em círculos, buscando uma resposta... Sentindo raiva escolher por minhas veias. Ele me deixou para trás... Ele queria o que?

Arrumar uma mulher mais velha? Que envelhecesse e morresse? O ciúme me atingiu como um tapa. Apenas, me sentei naquela montanha observando a linda natureza que fazia parte de mim.

A única pessoa que eu amava, minha única família tinha virado as costas para mim. Eu só tinha minhas filhas, agora. Os Vingadores e nada mais! Só o buraco que Tony deixaria na minha vida.

Não... Eu não podia olha-lo. Eu não seria capaz de viver sem ele! Ou seria. Deus! Eu estava tão confusa. Tão desolada... Vejo o imenso mar azul abaixo, tão tranquilo e tão poderoso. Precisava do meu tempo, pensar... Deixaria ele ir? Sem lutar?

Eu sabia que ele me amava. Que éramos o centro do mundo, um do outro. Podia sentir seus sentimentos fluindo em minha cabeça. Tony estava com... Dor, medo, arrependimento, saudade. Imediatamente, meu coração enche de esperança. Coloco as mãos em minha cabeça, solto um ofego repleto de confusão e dor.

Eu não podia simplesmente virar as costas para tudo e recomeçar. Minhas filhas eram fascinadas pelo pai e eu... Não estava tão disposta a deixa-lo ir tão fácil. Uma parte de mim, pedia que eu respeitasse a escolha dele e a aceitasse. Já a outra... Bem, queria mostrar que ele teria a maior batalha da vida.

Bem, tudo pode ser conciliado.

Eu respeitaria sua decisão. Mas, apenas... Sugeriria que ele não consegue viver com ela.

Vamos jogar um jogo, Tony.

***

Horas depois, estava em meu quarto. Ninguém sabia que eu havia voltado, com o tempo adquiri algumas habilidade que anos atrás, sequer sonharia com elas. Passei toda a madrugada nas montanhas. Senti a água quente escorrer por meu corpo, pensando... Cuidadosamente em uma estratégia para trazer Tony esquecer o que quer o fazia ter medo ou receio de estar comigo.

Eu o faria ver. O lugar dele era e sempre seria ao meu lado.

Tony era inteligente, uns dos maiores gênios que o conheci. Eu teria que atingir aonde doía, mexer com as fraquezas. Claramente, isso doeria em mim. Nossas ligação já era forte antes da Alemanha, depois... Absolutamente, tudo mudou. Nós éramos um só. Inseparáveis... Como Ares e Afrodite. Deuses opostos, que jamais se separariam.

Saí do chuveiro, vestindo minha roupa e colocando um salto. Ondulando meu cabelo, opto por um batom vermelho. Sem mais delongas! Afinal, eu tinha que reaver meu marido teimoso.

As meninas ainda não deviam ter acordado para escola, Tony havia insistindo em matricula-las na melhor escola de NY. Ainda eram 6:00 da manhã e elas só entravam as 8:00. Entrei no quarto... Elas haviam decidido ter quartos unidos. Sabia que daqui a uns anos, ela gostariam de ter sua própria privacidade. Mas, eu como mãe, apreciava essa união das minhas filhas.

Elas sempre estariam uma pela outra. Deslizei minhas mãos sobre o rosto de Juliett, Ava era a mais sonolenta das duas. Sempre foi...

— Mamãe... Ela sussurrou com certa, dificuldade de abrir os olhos.

— Olá, meu amor. Digo, sorrindo.

— Já é hora de acordar? Resmungou, contrariada.

— Ainda não, meu anjo. Volte a dormir. Mais tarde, eu venho acordar vocês. Sussurro, enquanto ela vira calmamente, para voltar a dormir. Saio do quarto, diretamente para cozinha afim de tomar café. Vendo Bucky, Sam, Steve na mesa conversando sobre as forças armadas americanas.

Soldados... Reviro os olhos. Havia sentido falta deles.

— Bom dia, meninos. Cumprimento, entrando na cozinha. Pegando minha xicara para me servir de uma boa dose de café, ouvi um assobio de Sam, recebendo uma repreensão de Steve.

— Stark é um sortudo. Assinalou Sam, me observando. Sim, ele é. Mas, não vê isso com clareza.

— E ciumento. Diz Steve, resmungando.

— Não se preocupem, meninos. Meu futuro ex – marido anda tendo suas dúvidas, depois do episódio de ontem. Aviso... Afinal, não tinha como esconder. Morávamos no mesmo lugar, todos juntos. Tentei esconder a dor, que ameaçava me colocar de joelhos novamente.

Bucky engasgou com a xicara de café, vendo Steve e Sam com os olhos arregalados.

— O QUE? Gritaram juntos, me fazendo rir. Senti meus olhos se encherem de lágrimas, que lutei para manter em meus olhos.

— Não se pode obrigar ninguém a ficar ao seu lado. Pode? Digo, sentindo minha voz quebrar ao fim da frase. Ergui o café em minha boca, na esperança de algum conforto. Assim, que pouso a xícara de volta na mesa, um Tony muito preocupado e de armadura entra na cozinha, me puxando para seus braços.

— Eu procurei você á noite toda. Disse Tony, me encarando. Seus olhos brilhavam em lagrimas e sua respiração errática. Merda! Esse homem é meu. Foda-se! Ele me ama. O puxo para um beijo, sem poder me conter um segundo sequer. Sentindo seus braços envolvidos pela armadura, me puxarem para ele.

Nada havia mudado.

Nós ainda nos amávamos e éramos apaixonados um pelo outro. Eu só precisava fazê-lo entender e aceitar isso. Quando, nós separamos, nós encaramos por minutos e era como se não tivesse mais ninguém além de nos ali. No complexo, no pais, no Planeta. Somente eu e Tony...

Porque, ele ignorava tudo isso. Porque, ele quer sofrer desnecessariamente? Envelhecer era um problema tão profundo pra ele assim? Ele se vira e saí da cozinha, como se nada houvesse acontecido.

PORRA!

A fúria encheu cada poro do meu corpo.

— Você sequer consegue fingir. Murmuro, andando atrás dele. – Se você quer que eu saia da sua vida, está fazendo um péssimo trabalho. Debocho, o encarando. Ele se vira, o som metálico da armadura pelo movimento brusco enchendo meus ouvidos.

Você... Ele começa, apontando para mim.

Você o que? Desafio, erguendo a sobrancelha. Vamos dançar, conforme a música. Já que ele insiste... Quem sou eu para evitar? – Se você acha que consegue, baby. Faremos como você quer... Insinuo, sorrindo. Caminho até ele, o encarando. Deslizo o dedo por cima do seu peito coberto com a armadura. E imediatamente, seus olhos se fixam em mim. Cobertos de luxuria...

O que? Tony sussurra, confuso.

Eu vou sair da sua vida. Não quero mais você, Tony. Minto, com o maior cinismo que Deus me deu. – Farei exatamente, como você quer. Talvez, até arrume um lindo homem com seus 30 anos, que vai me foder do jeito que eu gosto... Você sabe, como eu gosto, não sabe? Provoco, debochada.

Viro as costas e saio, rumo ao meu quarto. O mais depressa que consigo andar.

5...4...3...2...1... Ele viria atrás de mim. Tento em vão, conter o riso. E fecho a porta rapidamente atrás de mim, rápido o suficiente apenas a batida brusca na porta. Me viro, o observando.

Tony estava no melhor descrição... Furioso.

NÃO FODIDAMENTE SE ATREVA! Nem por cima do meu cadáver, outra homem toca em você. Diz ele, apontando para mim. Ele não estava de armadura, ele estava inquieto, irritado, ciumento e possessivo. Perfeito! – Você...

Eu... Pedi, que ele continuasse.

É minha, porra! Grita, olhando para mim. Caminha, me segurando pela cintura. Não posso conter um minuto do meu sorriso largamente vitorioso. Não era simplesmente delicioso, quando alguém faz exatamente o que você espera?

Concordo. Afirmo, rindo. Segundos após, Tony estava abaixo de mim em minha cama. Sua camisa se desfez em pedaços em minhas mãos, Tony puxa meu rosto para um beijo desesperado e cheio de paixão. – Você consegue ver, amor? Nós simplesmente não conseguimos viver sem o outro. Minha voz embarga, cheia de uma emoção dolorosa. – Você pode negar, correr, fugir, se esconder de mim em uma maldita caverna... Mas, no fim do dia, não pode negar o que sente, o quanto me quer. As pessoas passam a vida inteira procurando o que temos, Tony. Por favor, aceite isso novamente. Imploro, não ligava para nada. Só precisava tê-lo comigo! Eu não estava o deixando partir. Por medo, por insegurança... A única coisa que me faria deixar Tony ir, era se ele não me amasse mais.

E bem, isso não ia acontecer. Nossos rostos colados, respirações unidas, trêmulos. Ninguém pode negar o que temos! Principalmente, ele.

Diga pra mim. Diga, olhando nos meus olhos. Que você não me ama, que não me quer. Vamos ter que passar pelo o que passamos na Alemanha, outra vez? Falo, acariciando seu rosto e depositando selinhos em sua boca. – Vai me partir, Tony? Para entender outra vez que seu lugar é ao meu lado? As lágrimas descem, antes que possa conte-las. Tantas dúvidas em minha cabeça nesse momento, sequer sabia como agir... Eu só o queria ao meu lado.

Scarlet, eu... Eu preciso tanto de você. Resmunga, contrariado. Isso me faz sorrir prontamente, o beijando outra e outra vez. Sentindo sua língua acariciar meu lábio inferior, depois aprofundando nosso beijo.

Tudo bem, baby. Estou aqui... Sou toda sua. Sussurro, tranquila. – Não tenha medo. Hoje e por toda eternidade, eu estarei ao seu lado.

Maldição! Pensei que a feiticeira da equipe era Wanda. Diz, Tony. Descendo a alça do meu body. – O que eu faço com você?

O que você nos últimos 15 anos do nosso relacionamento. Me amar, do jeito que só você pode fazer. Porque, querido. Ambos, sabemos que você não consegue viver sem o que temos, assim como eu. Todo esse amor, toda essa paixão, pele com pele. Como esse seu corpo se arrepia para mim, como eu fico molhada para você. Sussurro, o ouvindo gemer, minha língua desliza por seu pescoço calmamente, provando sua pele. Suas mãos em minha bunda, a fricção do jeans. Cacete! Era bom.

De repente, sinto um pressentimento congelante sobre minhas veias. Porra é essa? A luz estoura acima de nós, me fazendo tirar Tony da cama. Os cacos se vidros cravaram na cama, uma escuridão sobrenatural se estende por todo o quarto.

MERDA!

Baby, venha aqui. Me dê a mão... Não chame a Mark. Imploro, assustada. Tony se aproxima de mim, confuso. Uma chama se ergue da minha mão, iluminando a minha mão.

São 7 hrs da manhã. As janelas estão abertas... Que merda é essa? Interroga Tony, eu sentia, eu sabia. Como uma intuição que nunca se engana, está sempre atenta. Começo a correr, com Tony atrás de mim.

MAMÃE! Ouço Ava e Juliett gritar... Arrombo a porta do quarto, entrando o mais rápido que consigo. Ava está apalpando a cama, sem conseguir enxergar um palmo em à frente de seu nariz.

Baby, se acalme. Sente na cama e fique quietinha. Instruo Ava, que choraminga e se senta, ouvindo minha voz. Juliett está sentada na cama e seus olhos estão abertos e assustados. Suas mãos cobertas de sombras dominando todo o quarto...

Mamãe, a culpa é minha. Diz, fazendo meus olhos se encherem de lágrimas. – Tive um sonho ruim e quando acordei, meu quarto estava assim. Justifica, apontando para sombras. Os olhos castanhos como o do pai me encarando, cheio de lágrimas e implorativos.

Não é sua culpa, anjo. Lembra de como Ava, consegue mexer nas armaduras do papai? Digo, me sentando na cama e a trazendo para meu colo. Ela assente, repetidamente. – Você consegue fazer isso com as sombras, meu amor. Esses são os seus poderes, Juliett. Respire fundo e se acalme, tente puxa-la de volta.

Eu não consigo. Choraminga, outra vez.

Olhe isso. Peço, olhando para ela. A chama surge em minha mão, enquanto Juliett se aconchega em meu peito. Meu bebê estava tão assustada, a seguro com força com meu braço esquerdo. – Faça como a mamãe faz. Sinta a calma em suas veias, respire fundo. Você está segura e eu vou protege-la! A diminuía... Digo, vendo a chama em minha mãe direita, ficar mínima. – A puxe para si, lentamente. Isso faz parte de nós, querida. Não vai nos machucar. Aceite ela em si. Digo, fechando minha mão, fazendo a chama sumir. A escuridão ao nosso redor sumiu, gradativamente. Juliett respira fundo, enquanto a seguro em meus braços. Vendo todas as sombras se dissiparem ao redor dela.

Perfeito, querida. Estou orgulhosa! Digo, tranquila.

Obrigado, mamãe. Fala, me fazendo sorrir. Ava pula em meu colo também, abraçando a irmã e a mim ao mesmo tempo. As duas se aconchegam em meu colo, sorrindo uma para outra.

Isso foi tão legal. Responde, Ava. – Você manipula os elementos, como a mamãe. Só que com as sombras.

Umbracinese, querida. O nome é Umbracinese... A capacidade de manipular sombras. Respondo, sorrindo. Juliett assente, ainda assustada. Mas, sorri, encarando a irmã. Tony acompanhado por toda a equipe atrás dele, nós encarando assustados e preocupados. Ele caminha, nós envolvendo em um abraço apertado, trazendo Juliett para seu colo.

Vamos para escola, agora? Questiona, Ava.

Não. Vocês vão tomar café e depois, iremos ao instituto. Afirmo, não tinha a menor possibilidade de permitir que Juliett fosse à escola pela próxima semana. Não tinha ideia da dimensão de seus poderes... E um acidente na escola poderia ser catastrófico. Não exporia minha filha ao perigo sobre nenhuma circunstância. – Mas, por enquanto, vamos ficar coladinhas com a mamãe e o papai, mais um pouquinho. Digo, as apertando em meus braços. Sentindo uma preocupação me tomar, minhas filhas eram poderosas e talentosas. Muitas pessoas poderia querer usa-las e leva-las de mim.

Mamãe, estou com fome. Murmura Ava, saindo dos meus braços.

Ok! Vá com sua irmã. Tem um mutirão na cozinha... Vendo elas, saírem correndo. Tony me puxa para seus braços, como se nossa briga não existisse. Me afundo em seu pescoço deixando que seu perfume me acalme.

Vamos protege-las, amor. Sempre! Afirma, me consolando sem ter dito, uma palavra sobre meus medos em voz alta. Assinto em silêncio, aproveitando aquele momento de estar nos braços dele.

Elas são poderosas, Tony. Alguém pode machuca-las. Eu não sei o que eu faria... Digo, o que penso.

Morte, esquartejamento. E uma centena de coisas... Diz, brincando. – É sério, amor. Nós estaremos por perto! Eu com centenas de armaduras, você e os elementos, os tios super soldados e espiões, um super bruxa poderosa, um androide e o Hulk. E os colares e brincos rastreadores que fiz para elas, desde bebes.

Ninguém pode saber sobre os brincos e os colares. Afirmo, batendo em seu braço. – Temos muito a conversar. Mas, por hora, vamos tomar café.

Notas finais
Tony vai deixar seus medos de lado? Look Avatar durante o capitulo > https://data.whicdn.com/images/307749712/large.jpg Até o próximo e Tony ama vocês.