Ensina-me a amar II - Destino sombrio.
3 Entre o amor e o descontrole
Notas iniciais

Tony no instituto Xavier, era um acontecimento. Mas, ele foi irredutível, quando disse que traria nossas filhas até aqui. Ava já estava familiarizada com as pessoas, com o cérebro e até a sala de treinamento. Mesmo que, não permitisse que ela treinasse, por mais que quisesse. Minhas filhas haviam puxado toda a impulsividade do pai. Ou seria minha também?
Seja como for. Juliett era uma criança cheia de personalidade... Mas, nesse momentos, ela era simplesmente tímida e se fechava como um concha em meus braços. Sob o olhar atento de Tony, sinceramente, ele rondava nos três como um leão protegendo suas crias.
— Baby, por Deus! Relaxe. Disse, o olhando. Ele parecia muito tenso.
— Droga! Eu estou praticamente conhecendo seu pai, não é? E um pai que lê mentes. Puta merda! Devia ter me preparado melhor. Disse, colocando seu óculos e tirando as crianças do Audi. Tony comprou um Audi A4 sedan, blindado e que valia mais que uma casa muito bem mobiliada. Obviamente, isso não era nada para ele. – Isso é uma escola? Disse, observando a casa grande.
— Você nunca leu sobre o instituto Xavier nos seus arquivos? Questionei, curiosa. As crianças estava em frente à casa e nos observavam, como se tivessem visto alienígenas. Puta merda! Mas, não era todos os dias que as crianças viam dois Vingadores.
— Amor, a única coisa que li sobre o instituto foi sobre você. Disse, simplesmente. Bem, ninguém poderia afirmar que ele não era sincero. Deu um sorriso a todos. Entramos, eu segurava a mão de Ava que estava tranquila e já Juliett preferiu ir no colo do pai, escondida em seu ombro. Quando, estávamos dentro da mansão. Charles, Ororo e Logan prenderam os olhos em nós e principalmente, em Tony.
Tony não havia vindo comigo e Ava, pedindo apenas detalhe por detalhe do que havia acontecido e como tinha progredido em seus poderes. Já Juliett por algum motivo, ele insistiu terminantemente em vim.
— Scarlet e Sr. Stark, vejo que trouxeram as duas meninas hoje. Disse Charles, nos encarando sorridente. Tony mantinha a pose sedutora – pra mim — e segura que era sua marca registrada. O modo que esse homem mexia comigo, depois de anos de casados, não pode ser considerado normal.
A verdade é que teríamos alguns assuntos delicados à vista. Quando, os poderes de Juliett se manifestaram finalmente, passei a noite acordada, tomando uma decisão. Minhas filhas tinham 7 anos e talvez, fosse cedo e essa questão, possivelmente, seria longamente discutida com Tony. Mas, era algo que precisávamos fazer.
Não sabia, se era o meu medo falando por mim. Mas... Eu sentia que era o certo a fazer. Tony era definitivamente, o pai mais calmo, liberal e presente que eu poderia pedir para minhas filhas. Tony era carinhoso e vê-lo como pai me fez ficar ainda mais apaixonada por ele.
Quando, não estava em seu laboratório, ele estava com nossas filhas. Secretamente, sabia que Tony fazia isso para afastar completamente a memória do péssimo pai que Howard foi para ele. Secretamente, achava errado ter algum tipo de ódio com o meu sogro. Porém, pelo o que Tony me disse ao longo desses anos, ele era simplesmente um filho da puta.
Diferente de Tony, que era o melhor pai que eu podia imaginar. O problema é que ele deixava os limites para que eu administrasse. Mamãe é a responsável por dizer a palavra ‘’ não’’, tentava não ser rígida e inflexível, como a vida foi para mim. Desde dos 10 anos, eu era a lei e a ordem da minha vida. Com meus poderes e vida, aprendi a ter responsabilidades que crianças de 11 ou 12 anos, jamais teriam. Tive que aprender a sobreviver e a viver.
Claramente, Tony e eu não éramos os seres mais adequados para sermos pais. Entretanto, estamos lidando bem com isso. Assim, acreditava... Quando, as meninas pegaram na mão de Ororo e sumiram a fim de colocar seus uniformes, decidi que era o ponto de partida.
— Quero começar a treina-las. Digo, expondo a ideia. Tony me olhou, como se tivesse nascido uma segunda cabeça em meu pescoço. Charles sorriu, já sabendo como eu pensava e porque eu pensava assim. Logan revirou os olhos, prevendo a confusão.
— Nem fodendo! Disse Tony, me encarando. Okay! Já esperava por isso. – Combinamos de nada de bebidas alcoólicas antes do café, Avatar. Respondeu, como eu fosse ele. Estranho!
— Baby... Comecei, como uma adolescente manhosa.
— Não! E nem use esse tom. Ele não vai funcionar. Avisou, andando em minha direção. – Treinar minhas filhas? Elas tem 7 anos! Disse Tony, me encarando como eu estivesse enlouquecido. – Onde está a mulher super protetora que eu me casei?
— Merda! Tony... Suspiro, tentando me acalmar. – Porra! Parece que eu entrei em uma realidade paralela. Eu sei, que ouvir isso de MIM parece o fim do mundo. Mas, amor... Passei a noite acordada, pensando nisso. E eu preciso que me escute. Imploro, usando meu tom mais carinhoso que sempre funcionava nele.
— O combinado era apenas, ajudar com os poderes, Scarlet. Esclareceu, me olhando. Ele estava bravo comigo... Realmente, muito bravo. E isso me excitava. Foda-se, esse não é o momento.
— Sim, isso foi antes de Juliett deixar o complexo no escuro, ás 08 horas da manhã, amor. A verdade é que elas são muito mais poderosas do que imaginamos e isso as coloca em risco. Não quero que minhas filhas, não saibam se defender, caso eu não esteja lá para fazê-lo.
— Sempre estaremos lá por elas. Afirmou, me observando. Tony tinha um problema em lidar com a minha ausência, ele não gostava de cogitar possibilidades que não me incluam. Eu o amava! Por isso e por milhares de outros motivos. Porém, com a vida que levávamos, tinha que pensar em tudo.
— Farei o meu melhor para sempre estar. Para amá-las, proteger e cuidar, como eu e você já fazemos. Nossa vida não é a mais segura e estável, Tony. E mesmo, se fosse... Olha, temos inimigos em conjunto e separados. Meus inimigos te odeiam e vice-versa. Logo, eles odeiam tudo o que amamos. Em algum momento, eles vão tentar, Tony. Eles irão atrás de nós ou delas e podemos não estar lá. Quero que minhas filhas saibam viver sem mim, mesmo que não precisem. Afirmo, segurando em sua mão. – A vida é difícil para os mutantes, Tony. Sendo mutantes e nossas filhas, mais ainda.
— Não quero sobrecarrega-las. Não quero que elas esqueçam que são crianças. Mesmo, sendo filhas de super-heróis. Disse Tony, me trazendo para seus braços.
— Entendo. E te amo e admiro por isso. Porém, o fardo de ser nossas filhas é algo que não podemos tirar delas. Posso mover montanhas, parar Tsunamis, sentir quando um vulcão estar perto da erupção. Mas, elas ainda serão minhas filhas e não posso cria-la em uma bolha que alguém estouraria. Digo, o segurando em meus braços. Era o meu lugar favorito em todo o mundo. – Farei algo apropriado para idade delas, se elas quiserem. Elas podem treinar com você, se preferirem.
Tony suspirou, assentindo.
— Conversaremos mais sobre isso. No momento, o Professor vai apenas fazer a magia dele, como fez com você. Disse Tony, dando a palavra final. Assenti, aceitando. Sabia que havia pressionado um ponto além, hoje. Então, estenderíamos essa conversa para depois.
Se ele soubesse... Charles nunca precisou fazer sua ‘’ magia’’ em mim.
***
Duas horas e meia depois, as meninas estavam cansadas e com fome. Tony havia decidido que possivelmente, poderia transferir Ava e Juliett para o instituto Xavier com aulas particulares no complexo. Tony havia decidido que eu e ele treinaríamos as meninas, assim como Steve também as treinaria sob nossa supervisão.
Só nos restava uma boa conversa com Ava e Juliett sobre tudo isso. Fora isso, Logan trocou uma ou duas palavras comigo sob o olhar atento e desconfiado de Tony. Quando, estávamos de volta para o complexo, o interrogatório se formou.
— Então, quem é o tal de Logan? Disse, acelerando o Audi. Me observando de canto de olho... Eu sempre tratava Logan, como amigo. Mas, antigamente, assim que cheguei no instituto, meus sentimentos não eram de amizade com ele. Mas, agora, tinha Tony e todo outro homem estava esquecido para mim.
— Logan é um amigo de muito tempo. Ele me ajudou, quando saí da cabana e cheguei aqui. Vamos dizer que nós tínhamos muito em comum, além de sermos antissociais. Digo, calmamente.
— Ele é seu ex? Ele não é um pouco velho, na época, para você? Questionou, o tom mudando, ficando mais sério. Quase nervoso, me fazendo reprimir uma risada.
— Baby... Logan é mais velho que qualquer pessoa que eu conheça. Incluindo, Steve. Eu tinha um pequena queda por ele, mas... O coração dele pertencia a outra pessoa. Afirmei, me lembrando o quanto ele amava Jean, que amava Scott e nunca olhava para ele. E ele que me via, como sua pequena irmãzinha que devia ser protegida.
— Como assim, mais velho que Steve? Quantos anos, ele tem? Você já foi afim dele? Porra! Como eu não sabia disso... Disse, enciumado.
— Baby, relaxa... Foi uma paixonite e nada mais. Ele nunca olhou para mim, assim. E Logan, é como eu. Na verdade, os poderes de cura são ainda melhores que os meus. Bem mais rápidos e ele deve ter uns 100, 150 anos. Disse, gentilmente. Ele estacionou o carro no complexo, enquanto as meninas correram, muito possivelmente para a cozinha. Tony olhou para mim...
— Está me dizendo que aquele cara... Não envelhece. Está me dizendo que ele tem centenas de anos e que você era afim dele? E que você, só não ficou com ele, porque tinha outra mulher? Questionou Tony, me encarando. Podia ouvir sua mente trabalhar. Ele se virou, indignado e caminhou para fora do estacionamento.
— Baby... Chamei, em 1 segundo, havia pousado em sua frente. Seus olhos me observavam atentamente e frustração saia por eles. Por algum motivo, o fator envelhecimento era um ponto que Tony insistia em bater. Não permitiria que Tony se afastasse de mim, o puxei para meus braços. Segurando seu rosto em frente ao meu. – Você é tão teimoso. Persistente... E gostoso.
O beijo com toda a paixão, pulando em seu colo e enlaçando minhas pernas em sua cintura. Tony prontamente me correspondendo, segurando minha cintura. Possivelmente, era um jogo sujo distrair Tony usando toda a nossa atração sexual. Mas, felizmente, nunca havia prometido à ninguém que eu jogaria limpo. Sorri entre o beijo, vendo o quanto Tony já estava excitado.
— Scarlet... Alguém pode entrar. Avisou, enquanto desabotoava sua camisa social, a deixando cair no chão. Graças, eu estava de saia naquele dia.
— Medo de ser flagrado? Perguntei, debochando. Meu marido estava com o olhar pingando luxúria, sua respiração errática e uma ereção visível.
— Querida, eu já fui flagrado em situações piores. Eu só não gostaria que alguém visse você nua e molhada para mim. Disse, rindo. Me fazendo revirar os olhos de puro ciúme. — Ciumenta! Afirmou, dando um tapa em minha bunda. Me fazendo gemer alto pelo susto e pela dor momentânea. O sorriso de Tony ficou ainda maior e mais maldoso. — Minha garota adora ser espancada. Disse, orgulhoso.
Apalpando minha bunda com força, me segurando contra sua ereção. Suas mãos foram para meus pulsos, me puxando para seu Audi R8 favorito. Entramos no carro, Tony se sentou no volante, me jogando no banco ao seu lado.
— Adoro, quando você é bruto e adoro esses super carros. Digo, em um tom sedutor. Ele sorri, maliciosamente.
— Por que? Questionou, com uma voz rouca, suas mãos acariciando meu rosto e descendo para as alças do meu cropped.
— O som do motor me excita. Sussurro, erguendo minha saia. Deslizo até sentar em seu colo, uma perna de cada lado. Sentindo sua ereção em minha calcinha úmida. — O pior problema de foder em carros é não deixar o câmbio ou o freio de mão atrapalhar. Sussurro, em seu ouvido.
Chupando seu pescoço, depositando beijos em seu peitoral. Tony geme longamente, lambendo o decote em meu cropped. Desabotoando sua calça e tirando o zíper. Massageando levemente por cima da cueca, Tony pegou minhas mãos as prendendo atrás das costas. Rasgando meu delicado e precioso cropped. Expondo meus seios, os lambendo e dando mordidas delicadas.
— Querido... Sussurro, arranhando seus ombros. Os olhos castanhos luxuriosos de Tony me observam, como um tigre olhando para o pequeno coelho alheio ao perigo. — Você não pode simplesmente me foder com força? Imploro, rebolando em seu pau coberto pela cueca.
— Uma menina tão boa... Implorando para ser fodida. Dentro do carro do papai. Diz, me pressionando contra o volante. Tony rasga minha calcinha, me penetrando de uma vez.
— Foda! Grito, mordendo seu ombro.
— Tão apertada. Sussurra, apaixonado. — Cavalga no pau do seu homem. Ordena, começo um ritmo intenso, Tony segura minha bunda. Cavalgando em seu colo, como ele pediu. Deslizo, minhas mãos sobre meus seios, estimulando- os. Os vidros do carro embaçados, o som do ritmo brutal que nossas intimidade de chocavam. Fecho os olhos, atordoada pelo prazer.
— Abra os olhos, quero seus olhos em mim. Assinto, obedecendo sua voz de comando. Eu não obedecia ordens em qualquer lugar... A cama era o único lugar que Tony me dominava. O único lugar que eu queria e poderia ser dominada.
— Como é, amor? Questiono, entre gemidos com Tony me fodendo. — Ser o único homem que tem poder sobre mim. O único homem que pode me foder como quer... Digo, o beijando. Mordendo seu lábio, Tony levou seu polegar ao meu clitóris, me fazendo gemer alto outra vez. Tiro sua mão, parando o ritmo, Tony gemeu de frustração. Contraindo minha intimidade, o pressionando levemente dentro de mim.
— Porra, Scarlet! Baby... Implora, segurando meus braços.
— Você não me respondeu. Peço, ofegante. Sorrindo ao ver todo o meu poder sobre ele.
— Porra, eu amo, baby! Amo como você é tão poderosa e amo como você deixa, apenas eu dominá-la. Porque, você é minha. Toda minha e feita para mim. Disse, dando um tapa em minha bunda. Me fazendo voltar a cavalgar Tony com força, sua mão volta a estimular meu clitóris. Minhas unhas descem por suas costas, arranhando. Sentia meu orgasmo se construir, tremendo involuntariamente, gemendo o nome de Tony. — Baby, eu... Avisou, segurando minha cintura com força. Assinto, chegando ao ápice, abraçando Tony.
— Tony... Exclamo. Tony investe duas ou três vezes, chegando ao seu orgasmo.
— Eu te amo. Diz, se escondendo em meu pescoço. — Amanhã, preparei uma surpresa para nós. Sorrio, tranquilamente. Plenamente satisfeita e calma.
— Estou ansiosa. Afirmo, abrindo a porta do carro e sentindo o ar frio do laboratório de Tony entrar, me arrepiando. – E eu te amo. Digo, piscando para ele, selando nossos lábios. Sentindo seus carinhos em minha coxa.
***
O clima no complexo havia mudado completamente. Antes, era apenas Peter, Tony, minhas filhas e eu. E agora, estava sempre lotado. Não que isso seja uma reclamação. Porém, ainda exigia uma adaptação. Havia fugido para nosso quarto, junto com Tony. Quer dizer, seria estranho, andar normalmente pelo complexo com aquele look pós- foda que eu e Tony carregávamos no momento. Depois de um longo banho, saímos para cozinha afim de comermos algo. Vendo Ava, Juliett e Heitor brincando animadamente na sala.
— Hey príncipe. Digo, observando Heitor. – Quem é o príncipe da madrinha? Questionei, vendo o seu sorriso. Bem, anos atrás, quando Ísis veio a mim pedindo ajuda com a confusão com Steve. Imediatamente, viramos amigas. Nós tínhamos trocados algumas conversas no instituto, mas eu parti e nunca mais havíamos nos visto.
Até que ela apareceu na porta do complexo, grávida de Steve. Depois, que tudo havia sido ajeitado, Ísis escolheu a mim e Bucky para sermos padrinhos de Heitor. Aceitei sem pensar duas vezes, pego Heitor no colo sobre o olhar atento de Ava e Juliett, que me olhavam desconfiadas.
Ciumentas, como o pai. Ok! Como eu também.
Heitor sorriu para mim, enquanto eu o ninava. Suspiro, encantada. Imagina, ter um menininho do Tony? Eu iria adorar. Um garotinho com a cara do pai...
— Não seduza meu filho. Diz Ísis, aparecendo com uma roupa de treino. Sorrindo ao me ver, brincando com ele.
— Tarde demais, mamãe. Ele já me adora! Não é, Heitor? Digo, olhando para ele, que sorri ainda mais. – Estavam treinando? Questiono, sorrindo.
— Você sabe como Steve é. Obcecado pela perfeição e pelo treinamento. Principalmente, com o meu treinamento. Você treinou o garoto aranha bem... Resmunga, se sentando ao meu lado. Sorrio, orgulhosa. Peter havia evoluindo muito sozinho, ele era forte e dedicado. E amava seus poderes e ser um herói, assim como eu. – Ele deu uma surra em Bucky e em mim.
Gargalho ao ver sua cara de indignada.
— Amanhã, eu treinarei vocês. Vamos ver o que posso acrescentar para melhorar os desempenhos... E sobre Peter, não fique chateada. Ele é bem mais forte, rápido e inteligente que a maioria de nós.
— Você já perdeu para ele? Questionou, fechando os olhos em fenda. Tony, Steve, Peter e Bucky entram na sala, observando nós duas conversando.
— Peter... Chamo, orgulhosa. – Fiquei sabendo que seu treino foi ótimo hoje. Sorrio, para Ísis e Bucky. Que bufam em conjunto, quando Tony começa a rir da cara de Steve. – Como já disse, não se preocupem amanhã eu e Steve treinaremos vocês. Digo, colocando Heitor para brincar com as meninas. Já era noite e honestamente, eu estava exausta. O dia havia sido cansativo... Sorrio, lembrando do ‘’ episódio ‘’ no carro.
— Meninas, para o banho. Depois, iremos jantar para ir dormir. Aviso, vendo elas se levantarem e correrem para o quarto. Steve pegou Heitor no colo e foi com Ísis para o quarto, Natasha e Clint estavam em uma missão e os outros, além de Bruce que estava em seu laboratório, não fazia ideia.
Peter e Bucky haviam ido para seus respectivos quartos, mesmo que em breve, eles voltariam para jantar. Horas depois, depois de algumas horas conversando ao redor da mesa de jantar. Tony e eu estávamos enrolados na cama, trocando algumas caricias. As meninas já haviam dormido e tudo estava na mais perfeita ordem. Já que as meninas estudariam de tarde, no instituto. Era o lugar mais seguro que eu podia imaginar para elas.
Pensando assim, havia caído no sono nos braços de Tony.
‘’ A armadura preta e vermelha semelhante a de Tony envolvia o meu corpo, enquanto caminhava pelo corredor escuro e frio. Senti o braço de Bucky me segurar, pedindo silêncio. A missão era importante e nós estavamos muito tempo atrás dele.
Dele quem? Deixei meus sentidos e os elementos vagarem por todo o local. Senti passos atrás de nós e era uma garota, uma linda e crescida garota igual ao Tony.
— Ava! O que disse sobre sair da sua armadura em missões? Questiono, furiosa. A mesma mania irresponsável do pai. De sair por bases, coletando bases e informações. A armadura de Ava era tão ou mais tecnológica, quanto as de Tony. A deixando tão imponente, quanto o pai.
— Mãe, você precisa relaxar. Diz, como sempre.
— E você devia estar com Heitor e Steve. Digo, chateada por tamanha irresponsabilidade. – Você vai ficar 5 meses sem ir à missões, Ava. E espere só eu contar ao seu pai ou a Heitor... E entre dentro da armadura imediatamente. Ordeno, sem hesitar. Ela invoca a armadura, a envolvendo. Seus olhos castanhos ficando azuis ao usar seus poderes. Sinceramente, quando Tony e Ava estavam em suas armaduras, o meu medo e instinto super protetor diminua consideravelmente. Suspiro, encarando Bucky. Enquanto, ouvia Tony repreender Ava dentro da armadura.
— Se concentrem na missão. Aviso, á todos os comunicados. Falhas em missões custavam vidas e enquanto, Ava não aprendesse isso... Ela não voltaria conosco. – Ava, siga a missão. E volta para o lado de Heitor e Steve. Digo, sem olhar para ela.
— Okay, mamãe. Diz, com a voz chorosa. Ava era sensível e delicada, sempre que alguém brigava com ela. Ela chorava... Ainda mais, sabendo que o erro era dela. Odiava brigar com minhas filhas, só que nesses momentos eu não podia ser flexível e amorosa, como era em outras situações. Meus olhos se encheram de lágrimas ao ouvir sua voz.
Ela voltou e eu já estava preocupada. Bufo, desconcentrada.
— Vá com ela. Eu dou conta sozinho. Disse Bucky, compreensivo. Assenti, imediatamente, voando em segundos, procurando minha filha. Ava estava em uma sala, analisando computador com a armadura copiando os dados. Suspiro ao ver, Ava fora da armadura outra vez.
— Realmente, é uma família prodigiosa. A voz com o sotaque alemão ecoa pela sala, me arrepiando completamente. Meus olhos focalizam a figura esquelética vermelha atrás de Ava a observando silenciosamente.
Era o caveira vermelha!
Mas, percebendo a situação invoco todos os elementos que acabam rachando o local, enquanto os canos estouram e o fogo lambe as paredes. Em um completo descontrole e desespero de protegê-la.
— AVA! Grito com todas as minhas forças, saltando em direção a ela. Enquanto, ele vejo-o sacar uma pistola atrás da cabeça da minha filha. Ele iria matá-la... Eu perderia o meu pequeno bebê.
Enquanto, o atinjo em um voo cego na esperança de protegê-la ou morrer por ela.
— Mamãe. Ouço seu grito ecoar pela sala, seguindo o barulho de um disparo. ‘’
O meu grito soa tão forte, quanto os meus poderes assim que abro meus olhos. Assim, como no sonho, o fogo lambeu as paredes, sobre dezenas de paredes rachadas. Deus! Minha Ava... Meu pequeno anjinho. Sinto uma fúria descontrolada dominar meu corpo e minha visão. Sinto tornados se formarem fora do complexo e a terra rachar, a mente ficando negra como anos atrás.
O poder consumindo minhas veias, enquanto eu tremia e chorava desesperada. Coloco as mãos em minha cabeça, tentando me concentrar e controlar meus poderes. Mas, eu sentia tanta dor...
O sonho foi tão real.
— AVA! Grito, novamente. – Ava... Ava... Ava... Minha Ava. Eu tinha que proteger, ela era minha criança. Era o meu dever cuidar dela... Choramingo, soluçando. Tony, Steve, Bucky e Peter junto com Wanda entram no quarto, me prendendo na cama.
Ouço Tony me chamar, desesperado e sem sucesso.
— Scarlet, baby... O que foi? Continuou, me chamando. Sinto os raios vermelhos de Wanda em minha mente, enquanto ouço todos chamando meu novo.
— Ele vai matá-la. Choramingo, soluçando. Sentia uma agonia em meu peito, um desejo insano de consumir tudo querendo me dominar, como em Sokovia, sinto meus poderes me dominarem. Vejo o medo em cada um dos rostos...
— Tragam Ava. Avisou Wanda, chorosa. – Tragam Ava aqui. AGORA!
Ao ouvir o nome de Ava, tento me soltar inconscientemente. Eu precisava protege-la, me recusava a perder minha filha. Nem hoje e nem nunca! Grito, mais uma vez, ouvindo Tony me abraçar e chamar meu nome.
— Mamãe. Ouço um sussurro com receio e um toque pequeno em minha mão. – Sou eu, Ava. Implora, colocando a mãe em meu rosto. Ela era tão pequena e tão indefesa, como alguém poderia machuca-la.
— Ava. Respiro fundo, ainda chorando.
— Ninguém vai me machucar, mamãe. Afirma, me abraçando. Enquanto, soluço. Mal consigo notar, quando meus poderes somem repentinamente, sentindo a terra das paredes rachadas se juntarem. Assim, como o fogo sumir. Quando, o perfume de Ava e Tony me domina. Me acalmo completamente.
— Ava... Abraço meu pequeno bebê tão apertado. – Eu te amo tanto, querida.
— Nós precisamos conversar. Disse, Wanda. Olhando para todos nós.
— Só foi um pesadelo. Digo, sentindo os braços de Tony, me abraçarem ainda mais. Não poderia ser algo diferente disso.
— Infelizmente, creio que seja algo diferente disso. Sua mente emanava poder e me empurrou para fora em segundos. Avisa, saindo. Sendo acompanhada por todos, que me olhavam assustados e preocupados.
Era apenas um sonho... Tinha que ser.
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