Ensina-me a amar II - Destino sombrio.
4 Entre subornos e deuses tecnológicos.
Notas iniciais

Assim que, Ava pegou no sono. Me levantei, sob os olhos atentos de Tony. Ainda estava tão atordoada e confusa sobre o sonho que tive, sabia que iria evoluir. Sabia que mutantes, ainda mais mutantes poderosos, sempre evoluíam. Fiquei dando volta no quartos com as palavras de Wanda, ecoando em minha mente. Deveria ser apenas um pesadelo... Não poderia perder minha filha, sob nenhuma circunstância. Ava, Juliett e Tony eram tudo o que havia em minha vida de mais precioso. Meu porto seguro era a minha pequena família.
Saio do quarto em disparada, atrás de Wanda. Mesmo, se tivesse voltado a dormir. Ela tinha que acordar e me explicar... Dou de cara com os quatro na cozinha, ouvindo Tony andando apressadamente ao meu encalço. Tony era curioso e obstinado, em algum momento, ele me pressionaria para dizer o que foi aquilo.
Afinal, eu quase acabei com o complexo. E as arvores ao redor.
— O que diabos, você estava falando, Wanda? Questiono, furiosa. Steve se colocou em minha frente, no mesmo momento. Respiro fundo, tentando ordenar minha mente.
— Naturalmente, todo mutante evolui, Scarlet. Avisa, me encarando tristemente.
— NÃO! Digo, erguendo o dedo e a olhando com os olhos cheios de lágrimas. – Não isso. Não dessa forma. Isso não pode ter sido uma visão premonitório. Foi um pesadelo... Isso! Apenas um pesadelo. Eu tenho estado tão preocupada com elas. Justifico, tentando achar um meio, outra forma. Não poderia perder minha princesinha.
— Scarlet, eu não gostaria que fosse verdade. Diz, com os olhos cheios de lágrimas.
— Porque, está fazendo isso comigo? Questiono, para ninguém em especial. A voz embargada pelo choro e a dor de uma perda – que jamais aconteceria – me fazendo tremer.
— Podemos ir ao Instituto, novamente. Avisou, Wanda.
— Por Deus! O que você viu? Questiona Peter, sob os olhares atentos de Steve, Tony, Bucky. Nesse momento, Bruce, Natasha, Visão, Ísis, Clint e Sam entram na cozinha, fazendo uma pequena reunião de madrugada.
— Porra! O que aconteceu? Diz, Ísis. Recebendo um olhar censurador de Steve, com certeza, pelo palavrão.
— Está tudo bem? Alguém se machucou? Pergunta Bruce, já preocupado.
— O que aconteceu, Scarlet? Questiona Natasha, seus olhos atentos e treinados sobre mim.
— Baby, você precisa nos contar. Principalmente, se foi algo com nossas filhas. A voz de Tony soou ao meu lado cheio de dúvidas e medo. Não! Eu tinha que me tornar melhor, mais poderosa, implacável. Se aquilo fosse uma visão, eu impediria. Jamais aconteceria! Jamais. – O que você viu, Scarlet?
— Foi um pesadelo. Só um pesadelo... Sussurro, para mim. As mãos de Tony me cercaram e seus olhos procuraram os meus.
— Se fosse apenas uma pesadelo, você estava completamente descontrolada e gritando pela Ava. Mesmo assim, você teria que me contar. Afirma Tony, usando todo o poder de sua voz sobre mim. O seu lado pai super protetor gritando na minha cara.
— Eu... Começo, tremendo e voltando a chorar. – Vi Ava morrer. Digo, olhando para ele. Seu rosto se encheu de um pânico profundo e lagrimas caiam de seu rosto. Toda a força se esvaindo de nós.
— Como? Quando? Aonde? Questionou Peter, ao meu lado.
— Ela já estava crescida e tão bonita... Estava com uma armadura, como Tony. Em uma missão, ela saiu da armadura e ele mirou e atirou. Digo, vendo os rostos chocados.
— Mas, a bala não a atingiu. Não ainda, não na visão. Considerou Wanda, me observando atentamente. A bala só tinha dois destinos, Ava ou eu. E era uma escolha fácil de fazer. A bala iria matar minha filha e a mim, ferir gravemente. Com um pouco de sorte, o favor cura ajudaria bastante. E se eu morresse, seria um preço pequeno a pagar.
— Expliquem. Diz Steve, com sua voz de Capitão.
— Ava era adulta e tinha sua própria amadura. Na visão, Ava desobedecia Scarlet saindo da armadura em uma base da Hidra e saindo da posição, ao lado de Steve e Heitor. Disse Wanda, voltando a explicar. Balancei a cabeça, ignorando os detalhes da visão temporariamente.
— Steve... Chamo, calmamente. – O caveira vermelha está morto, não?
— Sim, isso foi a mais de 70 anos. Começou, me olhando confuso, junto com Bucky.
— Você pode me dar certeza que ele está morto? Questiono, o encarando.
— Estamos com o tesseract e ele o tocou. Foi como ele o consumisse... Disse, apenas isso. Isso simplesmente não me dava certeza de nada. – Eu posso saber o porquê? Disse, cruzando os braços e me observando.
— Porque... Foi ele que tentou matar minha filha. Aviso, voltando a sentir os braços de Tony ao meu redor.
Depois de horas de discussão, estava quase amanhecendo e eu estava exausta. Emocionalmente e fisicamente, minha cabeça doía como se eu tivesse apanhado de um esquadrão da Hidra. Por que? Porque, a minha Ava? Sento na mesa da cozinha com as mãos na cabeça. Simplesmente, não podia aceitar que um novo poder havia se manifestado assim. Era um preço alto demais para pagar.
— Amor... Ouço a voz do Tony me chamar. Levanto meu olhar para ele, deixando todas as muralhas caírem. Meus olhos se enchem de lágrimas, assim que sinto sua mão em meu rosto. Apoio minha cabeça em seu ombro, procurando consolo, carinho, amor. Coisas que eu só poderia encontrar nele...
— Nós vamos protegê-la. Disse, acariciando minhas costas. – Vamos protege-las com tudo o que temos. Daremos nossas vidas, se necessário. Prometeu, com sua voz cheia de certeza e força.
— Daremos. Concordo, aspirando seu perfume, pensando em centenas de planos para salvar Ava, caso aquilo fosse realmente uma visão do futuro. Ele me puxa para seu colo e enlaça minhas pernas em sua cintura, me levando para nosso quarto, colocando-me ao lado de Ava.
A puxo para os meus braços, sabendo que ali estava segura. Ninguém machucaria meu anjinho. Sinto os braços de Tony, me rodearem.
Lar doce lar.
***
Assim que acordo não tem ninguém na cama comigo, os fugitivos se mandaram. Bufo, cansada. Rolo na cama, sem nenhuma vontade de levantar. Mas, eu tinha responsabilidades a cumprir. Planos para pensar, eu precisava ficar melhor... Ainda mais poderosa, mais controlada, mais e mais. Se eu falhasse, perderia as pessoas que eu mais amava outra vez e isso, eu não posso permitir.
Através dos anos, eu havia dominado centenas de técnicas para manipular plenamente os elementos. O fogo, o ar, a água e o ar. Sabia o quanto era poderosa, mas o que me serviria todo esse poder se não pudesse salvar quem mais amava?
— Friday, que horas são? Questiono, me sentando na cama.
— São 15 horas, Sra. Stark. Informa. Realmente havia passado do ponto. Mas, com a noite péssima que eu havia tido... Tudo bem! Na verdade, estava surpresa por dormir tanto. Abro a janela do complexo e o sol da tarde reflete bem na minha pele com todo o seu vigor, me sento no pequeno deck que Tony havia para mim. Invoco uma pequena chama alaranjada em minha mão direita, observando ela tremular em minha mão. Deixo a pequena chama laranja se tornar azul, com a completa combustão entre o combustível e o oxigênio. Havia demorado alguns meses para dominar aquela técnica mais o fogo azul era muito mais quente que os outros, mesmo quase não usando-o.
Mas, ainda faltava um.
E eu acreditava que isso influenciaria diretamente para a vida da minha filha. Afinal, se eu parasse uma bala, o que mais poderia feri-la que eu não parasse? E por isso, eu precisava ficar mais forte.
Eu precisava dominar o metal.
Seria a melhor e a mais poderosa. E ninguém iria ferir minhas filhas. Sinto aquela familiar escuridão cercando meus olhos, a ânsia por poder, por sangue, por paixão e prazer. Respiro fundo, me apoiando na mesa afastando aquela ‘’ coisa ‘’ da minha mente.
— Merda! Sussurro, tentando voltar a mim. Seja qual for o monstro que vive dentro de mim, é preso lá que ele deve ficar. Saio do deck, indo direto para o chuveiro e logo após, colocando uma roupa de treino. Que consistia em um short e um top da Nike. Saio para a cozinha em busca de algo para comer e o que eu me deparo na sala é a coisa mais engraçada que já vi.
Cruzo os braços, observando Ava, Juliett e Heitor cobertos de doces, biscoitos e sorvetes com Peter e Bucky comendo junto com ele. Puta merda! No fundo, eu quero sorrir. Mas, mantenho meu rosto o mais sério possível ao ver as meninas e Heitor euforicamente comendo colheres e mais colheres de sorvete.
— Alguém pode me dar uma explicação? Peço, olhando para minhas filhas e Peter. Os dois saltam do sofá e me encaram culpados e assustados.
— É culpa dele. Gritam, apontando uma para o outro. Para se olharem furiosos, logo depois. Ergo minha sobrancelha, tentando parecer ainda mais brava.
— Vocês estão entupindo minhas filhas de doces. E o meu afilhado. Digo, observando Heitor com a cara coberta de sorvete. Os olhos tão arregalados e felizes que parecia que ele sairia saltando a qualquer momento. Ava e Juliett estavam escondendo os doces no bolsos, achando que eu não tinha visto.
— Eles saíram do controle. E... Começaram a gritar e ficaram 2 horas correndo em nossa volta. Justificou Peter, apressado para explicar. – E não sou a melhor baba do mundo... A babá saiu mais cedo e Tony pediu para que cuidássemos um pouco delas.
— E tinha doces na despensa. E sorvete na geladeira. Continuou Bucky, dando passos para trás. Tony sempre comprava centenas de doces, ele usava para subornar Ava e Juliett e parece que os meninos aderiram a mesma ideia.
— E vocês subornaram as minhas filhas enchendo elas de açúcar, para que elas ficassem quietas. Resumo a situação para eles, cruzando os braços para eles. Separadamente, Ava e Juliett eram quietas. Mas, juntas... Nem eu dava conta por muito tempo. Elas eram dois terremotos.
— É você, falando assim... Parece algo bem ruim. Diz Peter, coçando a nuca e me olhando, preocupado. Balanço a cabeça e começo a rir da cena...
— Ava e Juliett. Chamo, as observando. – Para o banho, agora. Quero as mocinhas limpas e arrumadas, estudem um pouco e mais tarde, vamos assistir filmes. O que acham? Sugiro, cheia de vontade de passar um tempo com minhas princesas. Elas se levantam, beijando meu rosto e somem até o quarto. Chego perto de Heitor, tentando tirar a vasilha de sorvete dele. O que falho em conseguir, já que ele chora toda vez que tento.
O pego em meu colo com a vasilha de sorvete e entrego a Bucky.
— Boa sorte em explicar para Steve e Ísis que você encheu Heitor de sorvete. Sorrio, enquanto ele engole em seco. – E você, não suborne mais minhas filhas. Aponto para Peter, pegando alguns biscoitos e chicletes para mim.
— Não prometo nada. Ergue as mãos, dando alguns passos para trás. – Tony faz a mesma coisa. Justifica, me encarando.
— Tony é pai delas. Digo para que ele entenda. Até eu sabia que colocar limites em Tony era bem difícil... Reviro os olhos, encarando-o.
— Eu sou basicamente, o irmão mais velho. Diz Peter e some no corredor, sorrindo. Eu estava tão ferrada com esses homens. Olho para Bucky, que saí com Heitor cheio de doces para entregar para Steve.
Desço para o laboratório atrás de Tony, digitando a senha na porta, vendo todo o laboratório no escuro. Reviro os olhos, sabendo que Tony estava ali... Mas, por algum motivo, ele queria se esconder.
— Friday, ligue as luzes. Peço, gentilmente.
Ela imediatamente liga as luzes, o que me faz ver um Tony sentado envolto em uma nova e belíssima armadura. Reconheceria qualquer armadura do Tony á quilômetros e essa, definitivamente, era nova. Ele havia trocado de reator, mas... Ontem, ele não estava com o outro? Aponto para ele, surpresa. Abrindo e fechando a boca, tentando falar algo.
Porra! Aquela armadura era sexy demais.
— Gostou? Questiona, se encostando no sofá e batendo em suas pernas para que sentasse em seu colo. Suspiro, me sentando e deslizando meus dedos pelos contornos da armadura.
— É perfeita. Você parece um deus grego tecnológico. Afirmo, encantada. – Eu estou tão orgulhosa, baby. Cada dia, você se supera mais e se torna melhor. Eu te amo! Além do mais... Digo, sorrindo. Depositando alguns beijos sobre o metal e logo após no rosto de Tony. Ele sorri malicioso, envolvendo minha cintura desnuda com o metal frio.
— Sim? Pede que eu continue, me dando selinhos. Minhas mãos vão para seu cabelo o segurando, levemente. O que o faz morder meu lábio inferior.
— Ela é sexy... Muito sexy. Afirmo, sussurrando. Como um segredo sujo, eu tinha uma merda de tesão em todas as armaduras do Tony. Porque, ele ficava tão poderoso nelas e aquilo me enlouquecia.
— Eu sempre soube que você tinha uma tara nelas. Diz, rindo de mim. Reviro os olhos e deito no sofá, saindo do seu colo. De repente, a armadura se desfaz entrando no reator completamente. Dou um gritinho...
— WOW! O que foi isso? Que? Como? Pergunto, arregalando os olhos para ele. Isso era completamente novo! Novo e foda.
— Nanotecnologia. Diz, simplesmente. – Por isso, o novo reator. Eu penso e... Ele dá uma batidinha no reator e a armadura começa a envolve-lo outra vez. Me ajoelho no sofá ao seu lado, quase hipnotizada pela armadura.
— Puta merda! Isso é tão foda. Digo, encantada. Minha mente estala, quando penso que deveria estar tentando manipular metal, Tony estava a cada dia se superando mais e mais. E eu também deveria fazê-lo... Sinto os braços de Tony me deitarem no sofá e distribuir pequenos chupões em meu pescoço. – Tony... Chamo, tentando me afastar.
— Baby, você me deixou duro falando sobre minha armadura. Justifica Tony, passando as mãos em meus seios por cima do Top. Suspiro, pensando que ele estava fazendo isso com a armadura. Oh merda!
— Sorry, baby. Mas, agora não dá. Aviso, o afastando. Tony choraminga frustrado, me fazendo rir. – Eu preciso treinar. Justifico, saindo.
— Para quê? Você é tão poderosa, baby. Só um minutinhos... Implora, ainda de armadura.
— Mais tarde, eu prometo. Mas, nesse momento, eu preciso treinar. Digo, subindo a escada e ouvindo um gemido frustrado. Ahh merda! Eu amava aquele homem. Mas, também amaria controlar o metal.
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