Ensina-me a amar II - Destino sombrio.
5 Meu homem de ferro
Notas iniciais

Estava sentada a uma hora e meia, com os pés e mãos sobre o metal. Era uma sala de testes de algumas das armaduras de Tony e ele quase não a usava. Simplesmente, não conseguia mover uma grama sequer do metal. Reviro os olhos, me conectando com a terra novamente. Estava tão concentrada que sentia meus olhos ficarem ainda mais marrons, isso acontecia quando certo elemento me dominava por completo. E sendo assim, não era muito prudente estar perto de mim nesses momentos.
Precisava de concentração, foco e mais concentração.
Tentei novamente, sentir as partículas de terra através do metal. Deslizo minhas mãos sobre ele, finalmente localizando-as sobre minhas mãos. A questão era domina-las. Puxa-las através dele e por fim, domina-los. Como, eu dominava os outros.
As elevações no metal começam a surgir, o que me faz ficar feliz. Mas, ainda não era o suficiente. Suspiro, batendo a cabeça no chão.
Que caralho!
— Baby... Ouço a voz de Tony, soar perto de mim. Ele sabia como eu me sentia, quando eu estava frustrada, irritada e me sentia inútil, como agora. Quase choramingo, ouvindo sua voz em busca de algum consolo. Ele se senta no chão ao meu lado e desliza sua mão por minhas costas, o que me faz suspirar. – O que você está fazendo, amor? Diz, observando as ondulações no metal.
— Eu... Começo, exausta. Me deitando no chão e colocando a cabeça em seu colo. Suas mãos acariciam meus cabelos, enquanto deslizo minhas unhas por seu reator.
— Está tentando dominar o metal por causa do sonho com Ava. Afirma, me observando. Viu? Tony era observador, era um gênio e me conhecia, como a palma da sua mão. Não havia muito o que eu pudesse esconder dele e mesmo, se eu quisesse... Nossa ligação me dedurava. Assinto, enquanto ele beija meu rosto delicadamente. — Eu te amo tanto. Sussurra, me dando repetidos selinhos.
— Eu te amo muito mais. Respondo, tranquila. Sabia que eu era o centro do mundo dele, mesmo que ele estivesse inseguro pela idade. Sabia que de uma forma ou outra, ele voltaria para mim. O que tínhamos não podia ser desfeito, nós pertencíamos um ao outro.
Tony sempre voltaria para mim. Ele é meu! Suas mãos deslizam sobre minha cintura e espero que ele perceba.
— Isso é novo. Diz, surpreso e impressionado. Dedilha os dedos sobre a lateral da minha costela, a verdade era que sou uma amante de tatuagens. Eu tinha uma abaixo do seio que era a favorita de Tony, tinha uma leoa nas costas que fiz, depois do nascimento de Ava e Juliett. Uma rosa pequena na coxa direita, uma bracelete em meu braço esquerdo e agora, a armadura dele na minha costela.
— Eu fiz tem alguns dias. Antes, da festa de volta dos Vingadores. Iria mostrar na noite da festa, seria uma surpresa. Esclareço, enquanto seus dedos não saíram da minha tattoo. Era média, discreta... Mas, linda. E eu sabia que ele ia amar.
— Merda, baby! Ele rosna em decepção, consigo mesmo. Sua boca vai direto para a tattoo, entre beijos e pequenas lambidas. – Você me ama tanto e eu só te decepciono.
— Você é estupidamente teimoso e parcialmente, obtuso para um gênio. Todos conseguem ver que somos um só, Tony. Mas, se você quiser ir... Vou deixa-lo partir. Minto, eu morreria todos os dias. E lutaria todos os outros para tê-lo comigo. Porque, sua ausência me mataria. – E você voltaria para mim.
— Sim, eu voltaria. Afirma, voltando a me beijar. Nenhuma dúvida em seus olhos, começo a sorrir e acaricio seu rosto. O top deslizou por entre os dedos de Tony, enquanto ele depositava pequenas mordidas em meu pescoço. Jogo a cabeça para trás perdida entre as sensações que cada toque dele me proporcionava. Como, se o meu corpo reconhecesse seu único dono e se entregasse sem reservas. Beijos, toques, abraços e palavras me traziam de volta à vida. Tony joga o top no chão e chupa meu seio, me fazendo gritar. Busco algum atrito com minha fina calça e seu jeans, sentindo — o duro abaixo de mim.
Cacete! Reviro os olhos com o prazer que aquilo me traz. Nenhum pensamento coerente se passa em minha cabeça. E de repente, estou faminta por ele. Preciso senti-lo, preciso tê-lo... Ele é meu! Em um segundo, estou sobre ele, quando Tony solta um gemido frustrado. Ergo sua regata preta, a jogando em algum lugar. O beijo, apaixonadamente. Deixando minha língua lamber suavemente seus lábios no final. Traço beijos por seu maxilar, sussurrando frases em seu ouvido.
— Porra, querido. Você sabe que pertence a mim. Se você soubesse a metade das coisas que penso em fazer com você. Digo, marcando seu pescoço. Tony precisava entender que ele era meu. Foi criado para mim e esse era o ponto que eu queria provar aqui. Abro o botão e o zíper do seu jeans, descendo juntamente com a box preta. Deixo minhas mãos e unhas deslizarem sobre as coxas do Tony.
— O que você quer, Tony? Sugiro, maliciosamente. Enquanto, beijo sua virilha. Tão perto e tão longe...Meu dedo indicador acaricia seu pau em uma tortura deliciosa. Tony rosna e me olha, alucinado.
— Por favor... Murmura, agoniado.
— Por favor, o que? Você é mais vocal do que isso, baby. Mal consigo conter a porra do meu sorriso.
— Chupe meu pau, querida. Preciso da sua boca nele. Diz, minha boca enche d’água observando o desejo cru e a necessidade em suas palavras.
— Implore, amor. Digo, por puro prazer de o ver, torturado abaixo de mim.
— Por favor, por favor. Eu farei o que você quiser. Diz, era tudo o que eu queria ouvir. Minha língua circunda a ponta e assopro, tirando um suspiro de Tony.
— Porra, Scarlet. Quando, terminamos aqui eu vou pu... Ameaça, gritando ao sentir seu pau no fundo da minha garganta. Suas mãos vão direto em meu cabelo, me fazendo grunhir em aprovação.
— Porra! Geme, enquanto começo um ritmo vai e vem. Tony projeta o quadril para frente, ansioso para foder minha boca. O que eu permito, começa um ritmo intenso e minhas mãos estão em sua bunda. Respiro o máximo que posso, tentando senti-lo em minha língua. Porra! Ele geme alto.
— Eu vou... Ah merda! Eu não quero... Avisa, deixo que ele vá mais fundo e continuo o estimulando. Minhas unhas arranham suas coxas e Tony chega ao ápice em minha boca. Continuo chupando, até que ele esteja limpo. Tony está respirando fundo e me observando, pasmo. Deslizo a língua sobre meus lábios e ele me puxa para um beijo sedento e apaixonado.
— Minha vez. Diz, e seus dedos deslizam por seu reator e em segundos, ele está vestido com sua armadura. Tony me ergue em seu colo e me encosta na parede, tirando minha calça e a rasgando antes que chegue ao fim de minhas pernas. Assim, como minha calcinha.
— Tony, o que você está fazendo? Questiono, confusa.
— Retribuindo... Diz com sua voz robótica, me encostando na parede, apoiando minhas pernas sobre os ombros metálicos. O frio do metal me fazendo gemer... O capacete desce e ele está sorrindo, quando lambe uma faixa da minha intimidade. Rebolo em seu rosto em busca de mais, enquanto trago suas mãos até os meus seios.
— Porra, Tony. Grito, quando ele lambe meu clitóris suavemente. Suas mãos saem dos meus seios e abrem ainda mais minhas pernas.
— Tão gostosa. Geme, se afastando por um momento e volta a me chupar. Meus dedos puxam seu cabelo e sua língua desliza por minha entrada e volta para meu clitóris. Apenas, me fazendo gritar seu nome sem pensar em nenhum instante que alguém poderia nos ouvir. Que ouvissem... Sinto minhas pernas tremeram e o familiar formigamento em minha barriga. Tony continua chupando e lambendo, me fazendo gozar em sua boca. Que ele prontamente lambeu, gritei pelo prazer e sensibilidade. Ele me segura seus braços, porque mal consigo ficar em pé. Eu estou nua, abraçada à uma armadura.
— Você está bem, baby? Questiona, sorrindo.
— Huuuuum... Não sinto minhas pernas. Murmuro, sorrindo. Tony gargalha, me dando um selinho e gemo de prazer ao sentir meu gosto em sua boca. Então, aprofunda o beijo, sua língua explorando minha boca. Era como voar perto demais do sol, Tony podia me destruir e reviver com um beijo. A perna de Tony revestida está entre as minhas e a ideia parece tentadora demais para recusar. Abro minhas pernas o máximo que posso e grito pelo metal em contato com minha intimidade. Meus pés quase não tocam no chão, as mãos de Tony em minha cintura, apoio minha cabeça em seu ombro e minha mão busca apoio no reator. A situação é tão excitante e meu corpo está molhado de suor.
— Tony... Gemo alto, tentando aumentar a fricção. Abrindo mais as pernas. A armadura, o olhar luxurioso de Tony, suas mãos metálicas em minha cintura.
— Friday, guarde essa gravação. Ordena, Tony. Grito o Tony entre prazer e reprovação. Cacete! — Não posso evitar, baby. Essa é a coisa mais bonita que eu já vi. Porra!
Seus dedos vão ao meu clitóris e eu seguro seu braço, deslizando meus dedos sobre as curvas metálicas.
— Baby, você é tão bonito. Murmuro, hipnotizada. Sinto mais uma vez, meu orgasmo se construir. Tony me beija, um beijo repleto de desejo e desespero. Gemo alto, o seu nome me desfazendo pela segunda vez em seu braços. Tony clica no reator e a armadura some novamente.
— Mãos e joelhos. Ordena, me olhando. Consigo senti-lo duro em meu ventre, outra vez. Obedeço e suas mãos acariciam minhas costas e minha cintura. Tony dá um tapa em minha bunda e logo após, sinto seu pau na minha entrada.
— Não me provoque mais. Digo, mas minha mente está em branco, entorpecida pelo prazer que Tony estava me dando. Não poderia ou queria viver sem ele, Tony era o meu tudo.
— Porra! Xinga, me penetrando com força. Era como estar no céu, senti- ló dentro de mim, me preenchendo, me amando. As investidas eram brutais, me fazendo gritar o nome de Tony.
— Apertada pra caralho e toda minha. Diz, segurando meu cabelo e apoiando minhas costas em seu peito. Tony acaricia meus seios e mordendo meu ombro, gemo. E sua mão vai direto ao meu pescoço, apenas pressionando levemente. E a outra, está em meu clitóris.
— Eu estou vindo, amor. Geme em meu ouvido. Assinto, exausta por dois orgasmos que Tony já me deu. — Só mais um, baby. Pede, grunhindo.
— Tony... Me fode com força. Imploro. E minha mão, está em meu pescoço junto com a sua. Tony rosna e saí completamente, voltando a investir com mais força.
— Feita para mim. Toda minha! Sinto meu orgasmo se construir mais uma vez, tremo em seu braços gritando o seu nome chegando ao meu ápice. Tony investe em mim, mais duas vezes e goza dentro de mim. Caio sobre o chão de metal, ainda tremendo e sorrindo. Os olhos de Tony brilham sobre mim.
— Eu te amo. Sussurra, e ele transpira amor. Não existem dúvidas. Só nos dois.
— Eu te amo pra caralho. Respondo, tentando não fechar os olhos. Me aninho em seus braços, ouvindo sua risada e começa a distribuir beijos carinhos em minha bochecha. E me entrego ao sono, ouvindo cantar AC/DC em meu ouvido.
***
Após, um longo e demorado cochilo e banho. Eu estava a caminho da sala de estar, louca para deitar com minhas pequenas e ter um momento de paz com elas e Tony. Mesmo, os últimos anos sendo calmos em relação à ação e desastres. Cada momento que eu podia ter com minhas filhas era intensamente apreciado. Steve está de uniforme e caminha apressadamente em minha direção.
— Temos uma missão. Diz, me observando. – Se arrume, precisaremos de você.
— Porra! Qual é o problema? Pergunto, correndo para o laboratório em busca do meu uniforme. Steve me olha, repreensivo pelo palavrão e aquilo me dá vontade de sorrir. – Ainda não superou sua aversão por palavrões, Steve? Questiono, rindo. Ele revira os olhos para mim, enquanto pisco para ele.
— Não. Você, Ísis e Bucky são uma dor na minha bunda. Informa, rindo. – Ísis vai vim? Questiono, e ele nega. — Apenas metade da equipe irá. A outra, fica aqui.
Aceno em concordância, com nossos filhos aqui. Era sempre bom, deixar uma parcela da equipe de vigilância.
— E qual é a missão? Pergunto, curiosa.
— Incêndio ao sul de Nova York. Provocados por mutantes ‘’ patrocinados’’ pela Hidra. Diz, me assustando. – A ordem é prender os bandidos, salvar as pessoas e no seu caso, apagar o fogo.
Assinto, correndo para o laboratório e me vestindo rapidamente. Através dos anos, Tony havia feito melhorias consideráveis em minha armadura. Agora, ela era completamente negra, feita de titanium e algumas partes de vibranium. Colaboração de T’Challa, desde que ajudei em um missão em Wakanda alguns anos atrás.
Fazendo Tony ficar furioso, quando Shuri melhorou meu uniforme.
‘’ Apenas eu posso projetar uniformes para você, Scarlet.’’
Finalizo, voando pelos corredores para chegar mais rápido ao quinjet. Chegando lá, Steve, Bucky, Natasha e Tony estavam à minha espera.
— Eu irei voando. Afirmo, olhando para Steve. Tony assente e clica no reator, a armadura o envolvendo imediatamente, minha mente retorna à algumas horas atrás e suspiro. Todos parecem surpresos com a nova armadura de Tony, me fazendo ficar ainda mais orgulhosa. – Friday, mande as coordenadas para meu traje.
— Imediatamente, Sra. Stark.
Levito por alguns segundos ficando acima deles e voo o mais rápido que posso. Tony me seguia de perto e estava encantada com as modificações que ele havia feito na armadura. Mas, isso não era o momento de me distrair com a beleza do meu marido. Cerca de 5 minutos, estou no local, o primeiro prédio cercado por chamas. DROGA!
O problema é que eles não nos chamavam para qualquer coisa. Mas, quando era algo com organizações como Hidra, vilões e afins. Ele imediatamente nos comunicavam. Conter fogo no início era difícil, o fogo era uma energia de força e poder incontroláveis, quando começava. Foi o elemento mais difícil de manipular, mas também era o meu favorito.
Amplio os meus sentidos para ver ou sentir, se havia mais alguma pessoa ali dentro e infelizmente, havia. Salto para dentro do prédio, diminuindo as chamas a minha frente e atrás de mim, começo a diminuir consideravelmente as chamas dos prédio e procuro algum cano de agua, como alternativa.
Vejo uma mulher chorando por entre as chamas e ergo minhas mãos para ela, ela me reconhece e prontamente pega e voo para fora do prédio, a deixando com os paramédicos. Sentindo os canos e o hidrante ao lado, trago a água para mim. Rapidamente, o volume de água triplica e manipulo ele por entre os corredores, apagando completamente o incêndio.
Pouso e procuro o resto da equipe.
— Tony, baby... Aonde você está? Questiono, no comunicador.
— Estamos com um pequeno problema com mutantes e um esquadrão da Hidra. Fala e parece ofegante, com absoluta certeza, estão em um luta.
— Estou indo para aí. Digo e sinto Tony a dois quarteirões de mim. Como uma luta se distanciou tanto do seu ponto, principal... Somente, os Vingadores sabiam. Porra! Assim que levito para voar, uma bala atravessa meu abdômen me fazendo cair no chão. – Cacete! Gemo, sentindo dor.
Um esquadrão da Hidra me surpreende, entrando pela rua. Os tanques, os soldados apontam armas para mim e em um instante, estou em modo automático. Isso não era um atentado ou qualquer coisa, parecida. Era uma missão de captura... De quem?
Diferente de Steve, que basicamente, foi criado para parar a Hidra e Hitler. O restantes dos vingadores, não tinham uma relação tão pessoal com a Hidra. Já eu bem, eu só passava por cima deles e os ignorava de tempos em tempos. Mas, parece que alguém quer estreitar relações, não é mesmo?
— A ordem é apenas a captura. Informa, quando eles descem dos carros e me cercam. Isso era sério? Desde, quando a Hidra trabalha com mutantes e me capturar? Dou uma risada tranquila.
— Queridinho, você realmente não quer fazer isso. Aviso, me preparando para uma boa briga. Se eu estava certa, o esquadrão com o restante da equipe era apenas para distração. Tony odiava que eu matasse alguém, nos últimos anos... Ele tinha tecido sérias regras com os vilões e Steve era da mesma forma. E eles eram os líderes do Vingadores e mesmo que eles me dessem o cargo honorário por alguns momentos.
Eu não curtia ser líder. Achava que não tinha o controle para isso. Mas, será que eles me dariam alguma escolha? Eles apontaram armas e atiraram, imediatamente os fios se prenderam a mim.
Merda foda!
— Friday, avise ao Tony. Peço, antes que eles fritem o meu comunicador. Voo rapidamente, derrubando um e tomando a arma dele. Ele tira uma faca da perna e tenta me acertar. — Não mesmo, filho da puta. Grito e com uma rachada de ar, ele bate no prédio a frente, caindo desacordado.
Menos um. Ainda, faltam uns 10? Eles ligam as armas e um intensa descarga elétrica vem sobre mim. Estou no chão, convulsionando e gritando de dor. Meu nariz começa a sangrar... Ou eles me capturariam ou me matariam.
Se concentre. Ignore a dor.
Deus! Eu queria mata-los. Queria simplesmente vê-los gritar e queima-los, meu corpo todo dói e coloco as mãos no chão, ficando de joelhos. Invoco o fogo, sentindo meus olhos ficarem laranjas, quase dourados. O fogo saí das minhas mãos lambendo o chão sob os pés deles. Ele soltam as armas, assustados se afastando do fogo.
Me levanto, cambaleando e me solto dos fios. Ainda atordoada com a dor... Em um instante, eu sou apenas fúria descontrolada. O fogo que era laranja, se torna azul rapidamente e a única coisa que consigo ouvir são os gritos.
Gosto disso.
Corre entre eles e passo abaixo de suas pernas, chutando suas costas e ele bate no blindado da Hidra. Outro tiro, é disparado contra meu ombro. Grito com o susto e rosno de dor, antes que pudesse raciocinar com clareza, minhas mãos estão em seu pescoço o quebrando. Antes, o fogo me envolve outra vez, azul límpido e poderoso, como anos atrás em Washington- DC.
— Vou matar todos vocês. Digo, enquanto a dor na barriga, no ombro e dos choque reverbera na minha cabeça. Ergo um deles pelo pescoço, o batendo no carro. Um vulto vermelho o tira das minhas mãos e eu sabia que era Tony, vejo Steve, Natasha e Bucky me observarem ao longe e bem assustados.
— O fogo azul é novidade, baby. Murmura, voando acima de mim. – Eu gostei.
Choramingo de dor e raiva, olhando para ele. Ele se aproxima de mim e planeia na minha frente.
— Você está ferida? Questiona, furioso.
— Me deixe mata-los. Imploro o olhando, apago o fogo do chão, acenando para que ele se aproxime de mim. Mas, minha mente ainda está perdida em raiva e dor, pela audácia de me machucar e de me capturar.
— Baby, você precisa de acalmar. Diz, se aproximando.
— Não, não preciso. Resmungo, furiosa. Um deles, ergue a coleira que eu conhecia bem demais, Tony vê aquilo e chama por Friday. Ela prontamente, lhe dá o diagnóstico.
— É um inibidor de poderes, senhor. Creio que tenha sido trazido para a Sra. Stark com o objetivo de capturá-la. Por isso, as armas de choque. Diz, Tony observa a coleira e as armas no chão e sua expressão se fecha ainda mais, ele se vira para o pequeno contingente que sobrou e a armadura se transforma em grandes canhões.
— Eletrocutaram minha mulher?! Definitivamente, vocês vão morrer. Diz, a raiva dele vindo para mim em ondas. Por um instante, noto que estou normal novamente e o olhando, hipnotizada. Está na minha frente, furioso e pronto para matar outra vez para me defender. Mas, os tiros e os choques cobram seu preço e suspiro, ao ver a bala do meu abdômen sendo expulsa do meu corpo.
Acabo caindo no chão, apagando exausta. Ouvindo, Tony chamar meu nome.
‘’ O quarto estava vazio. Não havia ninguém em lugar nenhum, era simplesmente... Vazio. A janela estava aberta e o sol entrava por ela, o quarto estava tão branco que quase me incomodava. De repente, sinto uma presença poderosa atrás de mim. Era sufocante e pela primeira vez, estava com medo de ter um adversário infinitamente mais superior do que eu.
O detalhe é que eu sabia exatamente, quem era.
— Finalmente, nós teremos nossa conversa, Scarlet. Disse, atrás de mim. O vestido longo e negro, parecia ter vida própria e ali, bem a minha frente estava à minha pior versão. Mesmo que eu duvidasse que ela fosse realmente uma versão de mim. — Perdão pelo vestido e pelo quarto. Às vezes, sou tão teatral. Sua risada ecoa límpida e maldosa pelo quarto. Ela tamborila as unhas vermelhas no braço do sofá, estava exalando confiança e maldade.
— Quem é você? Ou melhor, o que é você? Digo, erguendo a mão em chamas para ela. Que por sua vez, revira os olhos e com um pequeno aceno de mão dissipa o fogo.
— Criança... Ela levanta, se aproximando. — Você é poderosa. Mas, não tanto. Você não pode mais fugir de mim! Vamos nos divertir. Sabe o que eu sou... Eu vivo dentro de você, desde que nasceu. A coisa acena empolgada.
— O que você é? E porque, vive dentro de mim? Questiono, ela bufa e volta a sentar no sofá, cruzando as pernas. Deslizando as mãos sobre as ondas dos cabelos.
— Eu sou você. Eu fiz você! No início dos tempos, eu vagava pelo espaço. Diz, arrogante. — Eu me apeguei a você, criança. Você é mais especial do que eu previ. Esse é o problema com entidades cósmicas... nos apegamos aos hospedeiros e suas emoções. A dor, o ódio, a paixão. Influencia tanto! Estava tão entediada, solitária e depressiva. Vendo os milênios passarem, civilizações se erguerem e caírem. E de repente, estava no meio de todo o drama familiar, o gene x, os vingadores e o seu amante bilionário. Eu gostei! Sorriu, se levantando. — Você saiu melhor que a encomenda. Disse, chegando perto de mim. Ela abriu os braços na minha frente, dando uma gargalhada.
— A visão... Anos atrás. Era você e não, Wanda. Afirmo, imaginando.
— Foi ela. Mas, vamos dizer que manipulei as coisas. Insinua, erguendo a sobrancelha. — Ahhh! Não seja superprotetora. Ele é um homenzinho... Sabe muito bem se cuidar. Diz, piscando para mim.
— Não vou permitir que machuque Tony. Falo, a enfrentando. Ela ri e em cinco segundos, estou sendo erguida pelo pescoço.
— Você não permite nada. Se eu quiser matar o seu precioso playboy, a única coisa que você vai fazer é sentar e assistir. Diz, com os olhos negros sobre mim. – Enquanto, eu quebro seus ossos. Diz, seu olhar era brutal. De repente, era como se ela fosse consumir o mundo.
— Por favor, não o machuque. Imploro, tentando me livrar do aperto. Ela me solta e me deixa no chão, revirando os olhos.
— Não implore. Meu receptáculo nunca implora! Mas, não se preocupe... Eu tenho planos para o seu precioso Anthony. Disse, se ajoelhando perto de mim e colocando uma mecha de cabelo em minha orelha.
— Ele nunca vai aceitar nada do que venha de você. Aviso, tentando a desestimular. Ela rir ainda mais. — Fique em pé, Scarlet. Você está patética nesse chão! E sobre o seu Tony, existe muito mais escuridão e maldade nele do que você pode pensar. E eu aprecio isso e você também, só não admite.
— Não vou permitir. Digo, invocando os 4 elementos. Sinto a luz brotar dos meus olhos. Ela rir e aplaude, como se eu fosse uma criança aprendendo a andar.
— É essa! A atitude que eu gosto. Não fiz você para ser fraca. Afirma, voltando a se sentar. — Somos um, Scarlet. Não podemos nos separar. Me deixe brincar! Você acha que seu maridinho é bom? Ahhh querida. Toda a inteligência, a arrogância e o ego. Os ciúmes e a possessividade dele sobre você... A verdade é que ele odeia isso aqui. Disse, fazendo a volta com o dedo, apontando para janela — Essas pessoas estúpidas, que não evoluem, não crescem. Ele não as suporta, Scarlet. Elas nunca serão perfeitas como ele é. Ou como você, bem... Pelo menos, aos olhos dele. Sorri, jogando o cabelo para o lado.
— Eu não sou perfeita. Tony é bom, ele é um herói. Você não sabe nada sobre ele! Digo, tentando sair daquela loucura, me virando para o espelho que havia no meu quarto. Um Tony de olhos dourados surge atrás de mim, a malícia e a maldade me arrepiavam. O terno, a gravata, a blusa negros, como a noite.
— Ambas sabemos que você está errada. Quando, oferecer-lhe a imortalidade, um mundo cheio de paz, tecnologia e você. Ele vai ceder! Tony ama o poder e é por isso que ele ama você. Se você soubesse o que ele sente... Diz, me segurando pelos pulsos na frente do espelho. O sorriso dele era tão sombrio. — Quando, você está sob ele. Gemendo seu nome, ele se embriaga com o poder, o desejo, a fome. Pense nas possibilidades, reis em seu mundo. Você nunca irá perde-lo. Ninguém poderá enfrenta-los e seus nomes serão temidos. Deixe me entrar...
— Nunca. Digo, a encarando. Ela se senta, no sofá. E me observa, calmamente.
— Teremos que fazer do jeito difícil, então. Afirma, cruzando as pernas e o vestido é tão fluido que fumaças negras saem por ele. – Vamos ver até quando, você dá conta.
— O que? Pergunto, confusa.
— Oh querida, você achou mesmo que era tão controlada assim. Mesmo, sendo tão poderosa? Eu ajudei bastante. Todos os créditos para mim, aliás. Você domina a natureza, logo... É instável e voraz, como ela. Uma mãe que provê tudo e que destrói, se necessário. Vamos ver como seus preciosos amigos e marido reagem a versão nova e melhorada de você. ''
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