Ensina-me a amar II - Destino sombrio.
6 Minha cura
Notas iniciais

Duas semanas depois, todo o episódio da captura ressoava pelas paredes do complexo. Tony estava obcecado em saber o porquê, a Hidra estava tentando me capturar depois de tanto tempo. Eu estava concentrada em me conter, minha mente tinha virado uma bagunça completa. E parte de mim, queria ser comandada, apenas por instintos.
Então, me reclusei. Meu contato mais próximo era com Ava e Juliett. As únicas que silenciavam minha mente completamente, elas me deixavam na paz. E por isso, eu havia recusado missões, festas e qualquer outra coisa que tirava meu tempo com minhas meninas. Até acreditava que elas estavam enjoando da minha companhia.
E como se, toda essa confusão não fosse suficiente. Como se, eu não fosse uma bomba prestes a explodir. Logan e Thor estavam de volta aos Vingadores, eu sabia que a passagem de Logan por aqui era temporária como em qualquer lugar que ele ia. Logan era um lobo solitário... Era sua natureza primária. E por incrível, que pareça, ele de alguma forma sabia o que se passava dentro de mim.
Força da natureza. Força absoluta da porra da natureza.
Mas, a presença de Logan e Thor, junto com a facilidade de Logan me decifrar eram o suficiente para fazer Tony enlouquecer. Ao que parece, de acordo com Sam, que era quase o psicólogo dos Avengers, ter dois homens imortais convivendo comigo. O fazia se encher de medo e insegurança.
Mas, eu estava concentrada em não perder completamente, o controle dos meus poderes. Eu sentia, como se todos os desastres da natureza, estivessem presos dentro de mim, esperando um maldito deslize.
— Eu não posso. Digo, me abraçando na varanda do quarto. Quando, '' a coisa’’ dentro de mim disse que não me ajudaria mais. Eu não pensei que era tanto! Eu sentia minha mente tentar sucumbir ao poder. Sinto o ar, balançar as arvores violentamente. E chamas recobrirem minhas mãos sem tê-las convocado.
Por favor!
— Friday, chame ajuda. Por favor... Imploro, pensando que machucaria alguém. Tony! Onde ele estava? As veias negras se espalhavam pelo meu braço, como um prenuncio do meu descontrole. Corro para o espelho, tentando ver se aquilo era completamente real e não, uma peça da minha mente.
Uma peça dela.
As veias se espalhavam para meu rosto até meus olhos, que estava sendo dominados pela a mancha negra.
— Friday! Grito, tentando pensar. As chamas lambiam meu corpo...Preciso sair daqui. Sair... Antes de concluir meu pensamento, Steve, Tony, Logan, Thor e Wanda arrombam a porta do meu quarto. Tony, sequer pensa 2 segundos, antes de me cercar com seus braços. – Saia de perto de mim. Antes, que eu te machuque. Por favor...
Dou dois passos para trás, me livrando dele que recua assustado. Olho uma última vez, respirando fundo e todos se aproximam de mim. Eu iria acabar machucando todos eles, iria acabar destruindo o mundo e o que quer, que passando em meu caminho.
— Devia ter contado a vocês... Choramingo, ajoelhada. Não, não havia contado da visita que ‘’ a coisa’’ – como, eu a havia apelidado – tinha conversado comigo. Era simplesmente complicado demais, era intenso demais. – Ela vai destruir tudo o que eu amo. Eu sei disso... Aceno, para Tony. Vendo os seus e meus olhos se enchendo de lágrimas. Ele estava com medo, assim como eu. – Tony, precisa me prometer que vai cuidar das nossas filhas. Sussurro, quase sem forças.
— O que você pensa que está fazendo? Questiona, me segurando em seus braços. Possessiva e amorosamente, tentando conter minhas próximas ações.
— Partindo. Se eu ficar, posso machucar vocês e com isso, não posso conviver. Digo, o encarando. Seus braços se apertam ainda mais ao meu redor e ouço um choro abafado. Era sempre assim, o caos nos separava com a mesma força que nos unia. Mesmo, que se passasse pelas nossas cabeças seguirem um vida separada. A simples ideia concebida nos destruía.
Todos os outros, saíram do quarto e fecharam a porta. Mas, não se distanciaram. Caso, perdesse todo o meu controle.
— Não pode. Não pode... Se você ir, eu vou enlouquecer, Avatar. Afirmou, acariciando meu rosto. – Não vai restar nada... Nada para ser vivido, nada para ser amado. Diz, seus olhos castanhos tão brilhantes pelas as lágrimas, me encarando profundamente, me fazendo estremecer. Esse era o ponto, a linha da vida... Por mais, que eu e Tony quisemos seguir uma vida separados. Qualquer, possibilidade seria impensável.
— Tony... Não seja difícil. Suspiro, limpando as lágrimas com as mãos.
— Difícil? Pergunta, dando uma risada sarcástica. – Difícil... Não é nem o começo, baby. Se eu for covarde o suficiente para abrir mão de você, não poderei viver com essa escolha ou com sua ausência.
— Você queria me deixar, Tony. Não tem sequer 1 mês... O que mudou? Digo, jogando na sua. Se isso era errado ou não, quem ligava? Ela deveria partir. Ela era uma ameaça, não conseguia se controlar mais. Não demoraria muito para que machucasse alguém em uma missão ou no complexo.
— EU ESTAVA COM MEDO! Eu ainda estou com medo. De você, olhar a sua volta e perceber que pode ter qualquer um. Alguém jovem, poderoso e basicamente, imortal como você. Justifica, segurando meus braços. Encosto meu rosto em seu pescoço, sentindo o perfume e percebo as veias sumindo. Sorrio, aliviada e o abraço ainda mais forte.
— Tony, eu só vejo você. Sussurro, minhas mãos se prendendo em meu cabelo. – Todos os momentos, todos os minutos. A única coisa que preciso, que amo e que quero sentir a todo o momento. Você sabe o que é sentir alguém no seu corpo, na sua mente, no seu sangue? Você sabe o que é ter alguém marcado na sua alma? Eu imploro por você todos as noites, Anthony. Mesmo, tendo a certeza que você é meu. Digo, o beijando suavemente, instigando-o a me dominar como ele sempre faz. Me amar, me sentir perto, provar mais uma vez, que pertencemos um ao outro.
— Sim, eu sei. Porque, eu me sinto da mesma forma. E você sabe. Diz, segurando meu rosto.
— Às vezes... Eu tenho a impressão que nosso casamento está se transformando nesses casamentos comuns que os casais ficam sempre longe um do outro e qualquer outro lugar, é melhor. Que morrem através dos anos e se tornam dois estranhos morando na mesma casa. Afirmo, seu aperto em minha cintura aumenta, como se quisesse me manter ali para sempre.
— Nosso casamento nunca poderá ser comum. Nem se quiséssemos. Diz, sorrindo e noto que todas as veias e o descontrole sumindo. Suspiro, aliviada.
— Você é minha cura. Afirmo, dando uma voltinha. Apaixonada pelo seu efeito em mim. – Acho que preciso recomeçar, reaprender a dominar todos os meus poderes, baby. Sinto... Eu sinto, como se fosse consumir o mundo. Como se abrisse os braços e tudo se curvasse a minha vontade. Isso é venenoso, Tony.
— Vamos voltar a treinar. Vamos vencer tudo isso... E os elementos e essa coisa, que vive em você. Assinto, esperançosa. Voltando a abraça-lo e me acalmando completamente. – O oceano fica a alguns quilômetros daqui. É um bom lugar para recomeçar seus treinos. Os anos na cabana já passaram, Scarlet. Quando, nos casamos... Prometi que nunca mais estaria sozinha. E Tony Stark sempre cumpre suas promessas.
— Convencido. Digo, rindo. Enquanto, acaricio suas costas, ele deposita beijos em minha boca e por todo meu rosto. Depois, de mais de uma década em uma cabana, treinando meus poderes. Nunca imaginei que voltaria para o ponto inicial... Eu só esperava não invocar um tsunami ou provocar um terremoto em Manhattan.
Porque, os meus poderes, no momento, não me faziam duvidar que eu faria isso com o mais simples dos acenos.
— Avatar... Chama, sorrindo. – Fique longe da porra do Logan.
— Vai se foder, Stark. Digo, rindo. Para logo após sentir um dor aguda de um tapa em minha bunda. Merda! Eu era loucamente obcecada por esse homem.
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