Ensina-me a amar II - Destino sombrio.
7 Halloween - Cleópatra e Marco Antônio.
Notas iniciais

Todos sabiam o quanto meu marido amava festas e principalmente, o quanto era conhecido por elas. As festas de Tony eram fantásticas e grandiosas. E o Halloween era um prato cheio para ele. Desde do início de outro, ele havia se responsabilizado pelos preparativos, Halloween era a época favorita de Ava e Juliett e com isso, tradições haviam sido sinalizadas.
Elas adoravam absolutamente tudo. Os doces, as decorações, as fantasias, as festas e principalmente, pedir doces. Tony foi extremamente contra isso, no auge de sua proteção, apontou todos os riscos que poderiam vir se nossas filhas provassem doces, dados por estranhos.
Indo contra isso, eu estipulei que elas poderiam pedir e ele poderia tomar todos os cuidados no fim da noite. Quando, Tony discretamente, trocava todos os doces e fingia que elas realmente estavam comendo os doces que haviam pedido.
O que me fazia rir. Mas, esse era o primeiro Halloween que todos estavam reunidos e extremamente empolgados. Parecíamos uma grande família feliz e que amávamos, que vivia uma vida tranquila e que não salvava o mundo diariamente.
A decoração toda em laranja, preto e roxo envolveu o teto do complexo. Com aboboras, caveiras, morcegos, luzes em neon e efeitos especiais. As meninas pulavam para lá e para cá com Heitor babando em algum doce por perto, junto com Peter e Ned. Todos fantasiados de personagens... Ava estava de Tinker Bell, Juliett estava de Malévola – Fazendo jus à sua personalidade — e Heitor estava com um pequeno macacão do Stitch. Peter estava com uma fantasia de Darth Vader e Ned com a de Luke Skywalker com uma sabre de luz na mão.
Nerds... Eles estavam simplesmente tão maravilhosos. Eu, estava dando os últimos retoques na festa, já maquiada e arrumada, faltando apenas a fantasia.
Eu iria de Cleópatra. Rainha do Egito e definitivamente, adoraria cada minuto disso. Após checar tudo, vou para o meu quarto com as preparações finais do meu look. Mesmo, não fazendo ideia do que Tony usaria.
30 minutos depois, já posso ouvir o som da festa e acho que todos já estavam prontos. Assim, que chego, meus olhos procuram por Tony sem sucesso. Merda! Aonde ele estaria? Observo Steve, Bucky e Sam de Os três mosquiteiros. Não contenho o riso ao vê-los discutindo em suas fantasias.
Nat estava de chapeuzinho vermelho sexy e Ísis estava em uma fantasia de anjo. Wanda estava de bruxa e os outros, não havia localizado ainda. Não sabiam se estavam aqui ou em outra festa.
— Meninos, vocês viram Tony por aí? Questiono, interrompendo a discussão. Ouço um silencio e um assovio de Bucky, me fazendo rir.
— Espero que esse assobio não seja para minha mulher. A voz ressoa, irritada atrás de mim. Desde quando, Tony havia aprendido a ser tão silencioso? Me virei para encara-lo, ansiosa por descobrir sua fantasia.
— PUTA QUE PARIU! Assovio, dando dois passos para trás. Quase me engasgando com a taça de champanhe que estava tomando. Tony estava... Divino. A fantasia de gladiador combinava perfeitamente com ele. Se duvidasse, seria do próprio filme e acredite. Eu não duvidaria... Ele estava até com o capacete.
Puta merda! Acho que estava molhada. Que inapropriado.
— Ficou sem palavras, Avatar? Pergunta, dando uma risada, me enlaçando pela cintura.
— Pode ser uma definição para o que eu sinto. Insinuo, enlaçando seu pescoço, sorrindo. – Então, você é meu Marco Antônio? Questiono, lhe dando um selinho. Fazendo uma referência de Marco Antônio e os gladiadores virem d o Império Romano.
Tony acena, positivamente.
— Esperamos ter um final melhor que eles. Sussurra em meu ouvido, me fazendo estremecer.
— Baby, duvido que veneno de cobra possa fazer algo contra mim. E... Nós seremos imortais, amor. Respondo, tirando o capacete e expondo o rosto que eu tanto amava. O puxando para um beijo profundo e apaixonado...
— Eca! Grita Ava, ao meu lado segurando Heitor pela mão. Reviro os olhos, olhando para os dois. Eles eram tão inseparáveis, chegava a ser irritante. Steve segura o filho, brincando um pouco com ele. Enquanto, Ava se segura na perna do pai.
Parece que minha festinha particular ficaria para outro momento. Penso, distribuído beijos pelo rosto de Ava, que começa a rir. Quando, você se torna mãe, tudo fica em segundo momento.
R U Mine? do Arctic Monkeys soa pelos autos falantes me fazendo pular de empolgação. Eu amava aquela música...
Eu fico louco, pois não é aqui onde eu quero estar
E satisfação parece com uma memória distante
E eu não consigo evitar
Tudo que eu quero ouvi-la dizer é: Você é meu?
Bem, você é minha?
Você é minha?
Você é minha? Certo
Dou um beijo em Ava e corro para pista de dança ao lado de Nat e Wanda. Começo a dançar no ritmo da batida, rindo com elas. Depois de passar o dia, pegando doces com as meninas. Ter um momento para mim era bom. Mesmo, que eu amava ser mãe por 24 horas as 24 horas que um dia possuía, ter um momento para curtir com as amigas ou com o meu namorado/marido era tudo que eu precisava.
Assim, que a música para. Eu vou ao bar, vendo Juliett sentadinha em um canto. Suspiro, desviando o caminho. Juliett era meu pequeno anjinho negro introvertido, diferente de Ava que estava sempre com alguém ou fazendo algo. Juliett era bem mais quieta e introspectiva. Sempre ficava surpresa, como eu havia tido filhas gêmeas tão semelhantes na aparência. Mas, com personalidades estratosfericamente diferentes uma da outra.
— Olá, minha vida. Porque, tão quietinha? Pensei que você adorasse o Halloween, baby. Sussurro, a trazendo para o meu colo. Resumindo... Juliett era minha pequena e adorável gótica trevosa. Ela, Ava e Tony era o centro do meu mundo.
— Mamãe... As outras crianças tem medo de mim. Diz Juliett, com os olhinhos brilhando em lágrimas. Fazendo meus olhos se encherem de lágrimas e meu coração ficar pequeno. Nunca coloquei medo em outras crianças, porque não pude conviver com nenhuma delas. Deus! Se eu pudesse proteger minhas filhas de absolutamente de tudo, eu protegeria. Mas, poderia protege-las de vilões, bandidos... Mas, não poderia proteger das decepções da vida.
— Juliett, eu... Começo, respirando fundo. – Querida, olhe para mim. Seus olhinhos se prendem a mim, duas bolas castanhas cheias de brilho e amor. – Você sabe que mamãe é muito poderosa, não é? Digo, e ela acena curiosa. – Então, princesa... Às vezes, as pessoas tem medo de mim. Assim, como terão de você, baby. Pessoas sempre tiveram medo do que é diferente e infelizmente, sempre terão. Mas, preciso que você entenda que mesmo que seja difícil. Você é forte e poderosa, tem uma família que te ama e está disposta a fazer tudo por você. Não deixe que ninguém te diminua, anjo. Nunca! Seja a minha garota guerreira, ok?
— Eu prometo, mamãe. Diz, se levantando.
— E então, quer mostrar para mamãe quem tem medo de você? Que eu mostro para eles, como é o medo de verdade. Digo, furiosa. Procurando quem machucaria meu pequeno anjo assim.
— MÃE!!! Ela grita, segurando minha mão. – Obrigado pela oferta. Mas... Eu ainda quero ter amigos. Diz, soltando minha mão e correndo. Essas crianças ainda vão me matar... Sinceramente.
— Minha pequena garotinha. Digo, observando ela, usando os poderes para chutar um menino. Orgulho da mamãe! Sinceramente, minhas filhas eram todo o meu mundo, junto com Anthony. E em pensar, que um dia, eu fui uma garota órfã em uma cabana sem esperança de ter uma família para chamar de minha.
E agora, eu tinha um marido incrível, duas filhas lindas que me amavam. E uma família não convencional de super seres. Tudo estaria no lugar se não fosse por...
Por mim? A voz diabolicamente sedutora e falsamente inocente soa na minha cabeça. Merda! Reviro os olhos com a inconveniência.
Ele está tão bom, que eu deveria come-lo. Mas, vou deixar esse pequeno prazerzinho para você. Por enquanto... Sussurra, dando uma risadinha com os olhos fixos em Tony. Merda! Infelizmente, ela tinha razão. Ele estava bom o suficiente para comer.
Exatamente. Nós vamos nos divertir tanto, quando eu sair para brincar. Complementa, batendo palmas empolgada. Era como se eu tivesse uma criança juntamente com a reencarnação da Marilyn Monroe dentro da minha mente. Ela ri e aprova silenciosamente a comparação.
Eu só precisava saber, quando eu me livraria dela. Ou o preço que custaria... Mas, Dark era poderosa demais e ela tinha um predileção por Tony e por minhas meninas. Aparentemente, entidades realmente se apegavam aos seus hospedeiros ideais. Mas, sempre tinha a impressão que ela queria viver a MINHA vida.
E isso, eu não poderia permitir.
Horas depois, as meninas já tinham se retirado e todas as crianças estavam dormindo. Alguns casais estavam em um canto, enquanto eu simplesmente beijava meu marido em um sofá afastado. O gosto de uísque, como sempre, pronunciado. E isso não era uma reclamação.
— Acho que temos uma festa particular. Insinuo, sussurrando. Ele apenas sorri e me leva em seus braços em direção ao laboratório.
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