Ensina-me a amar.
15 De luta em luta, se salva o mundo.
Notas iniciais

Eu não pararia. E muito menos ele.
Desviei novamente do braço de metal, que tentava com afinco me ferir. Ele era mais forte do que eu. Então, lutar com ele frente a frente...Simplesmente, não dava. Soquei seu rosto o suficiente para atordoa-lo, ele tentou sacar suas armas. Mas, eu manipulava o ar, obrigando sua mão a desviar do seu objetivo. Isso parecia irrita-lo, contive o riso. Tentei chuta-lo, mas ele segurou minha perna. Bloqueando meu golpe e me arremessando no carro ao lado. Fechei os olhos, tentando absorver o impacto. Doeu para caralho!
— Sabe o que é isso? Disse, me levantando. Olhando para ele que me encarava confuso. — Falta de sexo. Você precisa arrumar uma namorada. Gargalhei, partindo para cima dele outra vez. Seu braço de metal foi prontamente bloqueado pela minha perna.
Aquele cara tinha que inovar! Não, era melhor que ele ficasse assim. Ele já dava trabalho demais. Pensei, dispersando aqueles pensamentos.
Imediatamente, ele pegou seu lança granada atirando em Steve corria com seu escudo e foi jogado para fora da viaduto. Meu coração perdeu uma batida com a cena. Olhei para o soldado, confusa por ele não ter atirado em mim também. E furiosa por ele ter feito aquilo com Steve.
— Ninguém irá nos atrapalhar dessa vez. Disse ele, me olhando. Dizer que me arrepiei com aquilo era eufemismo. Manipulei o ar o jogando para fora da viaduto em cima de alguns carros que haviam parado ali. Voei pousando tranquilamente no chão, vendo Natasha correndo por entre os carros. Parei ao seu lado.
— Onde ele está? Disse ela, parecendo determinada e assustada.
— Alguns carros atrás de nós. Ele está vindo, tire as pessoas daqui. Eu cuido dele. Disse, determinada. O procurei, o sentindo por entre os carros. Até achar, apontando sua arma para mim. Porra! Senti o tiro atravessar meu ombro, assim como o soldado veio para cima de mim me prendendo entre o carro e ele. Seu corpo imprensando o meu. O braço de metal pressionando o meu recém levado tiro e o meu sangue escorria por sua mão de metal.
Choraminguei fraca pela dor. E ele pareceu apreciar aquilo. Sua respiração ofegante e seus olhos azuis gélidos me encarando. Usei meus joelhos pressionados em seu peito para o afastar, manipulando fogo com meus pés o queimando. Seu grito de dor e susto chegando agonizante aos meus ouvidos.
Caímos de joelhos, nos encarando. Feridos demais para lutar. Retirei a bala do meu ferimento, ainda o olhando...Reprimindo um grito de dor. Ele se levantou, pegando sua faca e andando em minha direção. Steve surgiu se colocando na minha frente com seu escudo. Suspirei, aliviada.
— Deus salve o Capitão América. Disse, me levantado. Manipulando a terra e soltando um pedaço do asfalto, o jogando no soldado usando os pés. Fazendo o recuar. Steve me olhou, como se me esperasse. Assenti, confirmando. Juntos, corremos em direção ao soldado. Seu braço parou no escudo de Steve e saltei por cima do escudo, acertando um chute em seu peito. Ele parecia concentrado em nocautear, pelo menos um de nós dois. Ele acertou um chute em Steve o afastando de nós. Nesse momento de distração, segurei seu braço de metal com um impulso do ar o jogando para longe.
Com o seu outro braço, ele me acertou na costela ao mesmo tempo que soquei seu rosto. Tirou sua arma, atirando no escudo atrás de mim. O arremessei em um carro ao nosso lado, acertando seu abdômen com o joelho. O braço de metal segurou meu pescoço, me batendo no carro quebrando os vidros, tamanha a força que ele usava. Segurei em seu braço livre, sentindo o sangue correr por suas veias. Fechei meus olhos, o paralisando. Diminuindo o fluxo de seu sangue, o fazendo se ajoelhar na minha frente.
Seu braço de metal ainda me enforcava.
— Me solte ou irei parar o seu coração. Ameacei, usando todo o ar que me restava. Colocando minha mão em seu peito, ofegando entre as palavras.
Parei o fluxo de sangue ao redor do seu coração, como uma ameaça. Ele me soltou, como se eu fosse um veneno. Respirei fortemente, tossindo bastante nesse processo.
— O que é você? Disse ele, me olhando assustado. Como, se eu fosse uma abominação. Eu apreciava demais o medo em seus olhos. Era a primeira vez que o via!
— Isso é um truque que eu raramente uso, apenas em meninos maus. Sorri, sádica. Me preparei para lutar outra vez. Steve bateu nele outra vez o afastando de mim, me encarando como se pedisse uma explicação para o que tinha acabado de ver. Ele me ajudou a me erguer, me erguendo pela cintura. Antes que o soldado pudesse nos atingir, usei o ar para afasta-lo outra vez.
— O que faremos? Perguntou Steve.
— A gente bate nele. Até ele fugir ou nos matar. Resmunguei sarcástica, começando a ficar irritada. Steve e eu o atacamos juntos. Em uma sequência de socos e chutes implacáveis, ele se concentrou em Steve que bateu o escudo em seu rosto. Segurando a máscara e o jogando no chão. Ele se levantou nos encarando.
Seu rosto completo a mostra.
— Bucky? Disse Steve, parecendo o reconhecer. Franzi o cenho, confusa.
— Quem diabos é Bucky? Perguntamos, eu e o soldado ao mesmo tempo. O olhei mais confusa ainda. Antes que pudéssemos pensar, ele é atingido por um disparo de uma armadura que eu conhecia bem demais.
— Não toque na minha mulher, Robocop. Disse Tony, pousando ao meu lado. O susto foi tão grande que eu o encarava paralisada. Eu estava aliviada por vê-lo e receosa por ele estar aqui.
Ouvimos sirenes e a polícia. A ''Shield/Hidra'' estava vindo.
— Amor, pegue o capitão. Eu cuidarei da Natasha. Disse, apressada. Sam ergueu o voo, sumindo no ar. Tony segurou Steve e eu segurei Natasha nos tirando dali o mais rápido possível.
Assim, que pousamos no que parecia uma represa abandonada. Ou outra, base secreta. Maria Hill nos esperava, Tony soltou Steve e corri em direção a ele. Pulei em seu colo, o fazendo me segurar pela cintura, ainda com a armadura. Tinha tantas saudades, só de sentir seu perfume e seu sorriso, a minha abstinência voltava com força total, eu o amava demais. Estava pensando seriamente em descartar essas missões da minha vida, porque eu sabia que o problema eventualmente viria até nós. Porque não espera-lo nos braços do meu namorado?
Tony havia me deixado insana e dependente. O sentimento havia nos deixado assim. Eu tentava superar isso, mas porque toda vez que eu me afastava. Pareciam anos e não, dias?
— Bonitão. Você está aqui. Sussurro, acariciando seu rosto. O sentindo novamente sob meus dedos. Ele permanece, calado. Seus olhos em mim! Me checando, me sentindo para ver se eu estava inteira. Até me puxar para um beijo intenso e apaixonado, tão necessitado. Me tirando todo o fôlego, suas mãos segurando minha cintura e minhas pernas em sua cintura. Minutos se passaram e nos continuávamos presos em nossa bolha. A saudade ameaçava nos sufocar.
Ele sentiu a minha falta tanto, quanto eu a sua. Pensei, tranquila.
— Você fica tão sexy nessa armadura. Afirmei, suspirando. Eu enlouquecia vendo-o nela, maravilhoso demais para o meu bem.
— Quando eu não fico extremamente sexy, Avatar? Responde Tony, o abraço alegre. Depositando selinhos em sua boca. Até do seu ego, eu sentia falta. Dele todo! Finalmente, ele veio para mim.
Entramos no complexo e fomos até onde todos estavam. Me surpreendendo ao ver que Fury estava vivo. Deus! Será que esse dia podia me surpreender ainda mais? Depois, de todos concordarmos que iríamos derrubar tanto a Shield, quanto a Hidra. Nada ficaria em pé, foram as condições do Steve e eu concordava com ele.
— Eu não sabia do Sargento Barnes. Afirmou Fury, tentei entender quem era Barnes. Primeiro, Bucky e agora, Barnes. Era o dia de ‘’ Deixa a Scarlet confusa’’?
— Quem é Barnes? E quem é Bucky? Perguntei, genuinamente curiosa olhando para eles.
— James Buchanan Barnes era o meu melhor amigo. Que eu chamava de Bucky. Crescemos juntos nas ruas do Brooklyn, éramos como irmãos. Disse, Steve me explicando. — Mas, hoje ele é conhecido por soldado Invernal. Em 45, Bucky morreu em uma missão para destruir uma base da Hidra na Alemanha. Eu pensei que ele tinha morrido. Mas, me enganei. A unidade de Bucky foi capturada e Zola fez experimentos com ele. Disse, me olhando. Parecendo destruído e angustiado. Sem pensar duas vezes o puxei para um abraço. Ele enlaçou seus braços em volta de minha cintura imediatamente, como se estivesse precisando daquilo o dia todo.
— Steve, eu sinto muito. Sussurrei, devastada por ele. Eu considerava um grande amigo e sofria com o seu sofrimento. — O que quer fazer com ele? Perguntei, tentando parecer o mais gentil possível.
— Quero ajudá-lo. Quando eu não tinha ninguém, eu tinha o Bucky. Sussurrou para mim, seus olhos silenciosamente pedindo que eu o compreendesse. O ajudasse e apoiasse.
— Não se preocupe, Steve. Vamos fazer o possível por ele e trazê-lo para lado branco da força. Sorri, convicta. — E me perdoe pelas surras que dei nele, se soubesse... Eu tinha pegado mais leve. Sorri, tímida. Seus olhos azuis brilharam para mim e um sorriso tímido nasceu em seus lábios. Ele estava feliz e eu estava satisfeita por isso.
— Falar em surra... O que foi aquilo que fez, quando ele te enforcou? Perguntou, curioso. Suspirei nervosa, todos me olhando como sempre... Curiosos.
— Bem, aquilo é dominação ou manipulação do sangue. Disse, baixando a cabeça. Tony me envolveu em seus braços, como se fosse para me proteger de qualquer reação que eles teriam. – Eu raramente faço isso. Só em questões extremas... Precisa de muita concentração e o considero sombrio e obscuro demais. É como se eu me sentisse impura. É estranho. Sussurrei, constrangida.
— Então, você manipula o sangue? E a pessoa faz o que você quer? Perguntou Natasha.
— Sim. É como uma dominação segundaria da água. Mas, se eu quiser... Ela fará o que eu quero. Como um fantoche. Disse, os encarando. – Mas, não se preocupem. Como eu disse, raramente uso essa manipulação. Afirmei, os encarando.
Saí dali, puxando Tony pela mão. Não queria que eles tivesse medo de mim, mas não julgaria se assim o fizessem. Seria prudente, mesmo que nunca os machucasse.
E eu estava ansiosa para ficar a sós com Tony, tomar um longo banho e tirar todo aquele sangue e poeira de mim. Dormir e descansar algumas horas, curtir a maravilhosa companhia do meu homem e me preparar para derrubar a Shield amanhã.
Uma agenda e tanto. Entrei em um dos quartos improvisados e puxei Tony para cama. Eu precisava tanto senti-lo e estar com ele.
— Eu te amo, Tony. Esses dias foram uma tortura para mim. Disse, o beijando.
— E eu te amo, Avatar. E não abrace o picolé daquele jeito. Disse, incomodado. Me apertando entre seus braços. Gargalhei com seu jeito.
— Bonitão, quando você vai entender que o único homem que eu quero e amo é você? Disse, o encarando. – Eu vou tomar um banho. Estou exausta... Você vem comigo? Perguntei, calmamente.
— Não, ainda não. Preciso fazer algo. Disse Tony. Ele estava estranho! – Vá, amor. Daqui a pouco, estarei com você. Afirmou, me olhando. Assenti, desconfiada e fui para o banho. O que será que eu perdi? O que estava o incomodando tanto? O meu banho foi rápido, ainda enrolei por 10 minutos para Tony se juntar a mim.
Sai do banho e me vesti, o procurando pelo quarto. Tentando senti-lo pela chama do colar que eu havia o presenteado. Ele ainda estava aqui. Mas, porque não estava comigo? O procurei, o mais silenciosa possível.
Escutando sua voz... Em uma discussão com Steve.
— Fique longe dela, Rogers. Disse ele, encarando Steve. – Eu ainda não engoli que você a chamou para uma missão em Washington. A colocando em perigo, com um psicopata do seu ex- melhor amigo. Você a tira da minha casa e de perto de mim, e sequer a protege. Exclamou, parecendo furioso e indignado. O que estava acontecendo ali?
— Ela não precisa de proteção. E eu não deixaria que nada de mal a acontecesse, Stark. Você pode ser dono de várias coisas. Mas, não o dela. Rebateu Steve, eles estavam se encarando de igual para igual. A tensão podia ser sentida.
— Não precisa de proteção? Disse Tony, rindo sarcástico. – Ela pode ser poderosa e quase imortal. Mas, ainda sim... Se machuca, se fere, sofre. E ela é minha, porque ela quer ser minha e porque eu sou dela. Nos amamos. Finalizou Tony, sem se perturbar. Sorrindo vitorioso e sarcástico.
— Se ela é sua, porque você está aqui? Perguntou, Steve.
— Porque eu estou cansado de viver com o seu fantasma. Você pode ter feito isso com meu pai, pode ter feito ele adora-lo por anos e anos. Enquanto, o filho mendigava pela atenção dele. Gritou ele, minhas mãos foram para boca em choque. Meu coração se partia com cada palavra que ele falava, então esse era o motivo. Ele tinha medo. – Mas, a Scarlet é minha mulher. Ela me ama, eu a amo e somos a prioridade um do outro. E você não vai mudar isso, nem você e nem ninguém. Fique longe dela, Rogers. Terminou, o encarando e saindo sem olhar para trás.
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