Notas iniciais
Ei gente, tudo bem? Eu disse que iria postar terça e quarta mas como o número de comentários diminuiu eu acabei ficando desanimada, admito... Bom, como vocês podem ver esse capítulo tá bem menor que de costume, ele é o último dessa primeira fase da fanfic, por assim dizer... Não sei se ficou bom, preciso que vocês sejam sinceros, mas eu gostei de como ele ficou pelos eventos presentes nele...

Yes and you
Yeah, you've walked these lonely streets that people ascend
People ascend
There are some fools that just count in
And I do pretend
And I'm free from all the things that saved my friend
And I was there until the end, yeah
I know I can take the moon
Stuck between the burning shade and the faded light
I was broken for a long time, but it's over now
It's over now

I Was Broken — Marcus Foster

***

Felicity estacionou o carro em frente à farmácia. Seus olhos fixos no logotipo. Ali, ela agradeceu por Oliver ainda estar entrevistando seu mais novo guarda-costas, ir até ali com uma sombra que nem aquele brutamontes seria algo impossível.

Encarou os vidros da farmácia e pensou em sair do carro; contudo, não conseguia mover-se. Seus olhos azuis fixos. Ela já não conseguia pensar direito, sentia todo seu corpo reagir à possibilidade que formava-se em sua cabeça. Sua mão pousava sobre sua barriga e ela percebeu um sorriso formar-se em seus lábios com as imagens que agora percorriam em sua mente numa velocidade absurda. Felicity sempre quis ter filhos, uma família, sempre quis entrar em uma igreja vestido de branco e agora, via aquele desejo podendo tornar-se real; entretanto, o que mais a incomodava era não saber como ele reagiria se ela estivesse mesmo grávida.

Um sorriso luminoso surgiu em seus lábios ao imaginar um bebê com olhos tão azuis quanto os dele e sentiu seu coração bater mais forte. Aquela criança seria fruto do amor deles, de tudo o que ambos viveram juntos e aquilo era simplesmente maravilhoso.

Felicity saiu do carro e atravessou a rua, adentrando no estabelecimento. Pegou seis testes de gravidez diferentes e os pagou, saindo logo em seguida. Ela realmente não acreditava que aquilo estava acontecendo. Sua consciência batalhava entre o medo e o êxtase. Ela e Oliver estavam juntos há pouco o tempo, não haviam sequer tido a oportunidade de falar sobre a possibilidade de juntos formarem uma família. Ela sabia; entretanto, o homem maravilhoso que Oliver era e no fundo, entendia que não havia nada com que se preocupar, ela tinha plena consciência de que ele jamais a abandonaria, pelo contrário.

Percebeu a chuva caindo sobre seu carro conforme dirigia lentamente pelas ruas da cidade, sua mente vagando pelos mais belos pensamentos. Ela sentia-se grata, pois havia encontrado em Oliver Queen o amor de sua vida, um homem carinhoso e bom, uma pessoa de coração puro, amoroso. Ele era tudo que ela poderia pedir, querer; jamais se cansaria daquele homem, de alguma maneira, sabia que estava condenada a amá-lo, entretanto, aquele sentimento passava longe de uma punição.

Ao chegar ao apartamento, foi direto para o banheiro, sem trocar nenhuma palavra com seu namorado que ainda conversava com Jonathas Clark, o novo segurança de Felicity. A jovem subiu as escadas correndo e foi em direção ao banheiro, trancando a porta atrás de si. Abriu os exames e fez tudo o que era necessário. Olhou no relógio e saiu do banheiro, não iria aguentar ficar esperando ali por longos cinco minutos. Sentia seu coração pulsar, seu corpo estava quente; mas ela sentia frio, apoiou-se na porta, seus pensamentos vagando por imagens que agora ela não conseguia mais parar de criar. Aquela expectativa a matava, sua ansiedade agora dando as caras.

Ela ajeitou uma mexa de seu cabelo e respirou fundo, sua mão ainda sobre a barriga lisa. Saber que podia existir uma parte dele crescendo dentro dela era uma das melhores sensações do mundo, a fazia ficar no mais puro êxtase. Olhou no relógio e hesitou antes de entrar no banheiro. Aqueles exames poderiam mudar sua vida completamente e ela sabia bem disso. Respirou fundo, fechando os olhos, e colocou um pé para dentro do recinto, depois o outro. Abriu os olhos e voltou-se para pia, olhando os exames. Agora a realidade finalmente a atingia, com tudo o que tinha direito. Um sorriso maior e mais verdeiro formou-se em seus lábios. Ela estava grávida, estava esperando um filho dele.

Ah meu Deus! Ah meu Deus! Eu estou grávida! O que Oliver vai dizer? Como vou o contar? Como vou contar para minha mãe? Ah meu Deus, minha mãe! Ela vai surtar, com certeza! Ponderou, arregalando os olhos.

— Lissy, onde você está? — ouviu seu namorado chamar e respondeu, piscando:

— Aqui em cima — gritou, tirando a mão da barriga. Desceu as escadas e sorriu ao vê-lo sentado no sofá olhando alguns papeis. — Hey.

— Você não falou nada quando chegou — ele disse, a lançando aquele sorriso que pertencia apenas só a ela:

— É, desculpa, você estava ocupado — comentou, sentando ao lado dele.

— Okay... Você gostou do seu novo segurança? — Ele perguntou, salpicando vários beijos no pescoço dela, que fechou os olhos com o contato, sentindo a barba pinicar seu rosto:

— Ele parece um armário, mas sim — ela deu de ombros, sorrindo. A jovem não tinha certeza de que queria o contar agora. Ela queria fazer algo fofo, como o dar um par de sapatinhos ou algo daquele tipo; contudo, sabia que queria compartilhar de sua alegria com ele. Felicity estava mais feliz do que nunca. Ela nutria com Oliver o amor mais profundo que podia, um sentimento que ia além de qualquer outra coisa e agora iria se estender para aquela criança que crescia dentro dela. — Oliver, eu preciso lhe contar uma coisa — murmurou, fazendo um carinho no rosto dele, sentindo a barba pinicar em sua mão.

— Fale — ele pediu, e ela notou que ele parecia ansioso. Ela segurou sua mão na dele, sentindo seu coração acelerar, aquele seria o momento em que ela o diria tudo, e não havia como voltar atrás. Só o que Felicity esperava era que ele ficasse feliz com a notícia.

— Eu estou grávida — lançou as palavras no ar.

...

Caitlin agora já não queria mais soltar-se de Tommy, que a tinha em sues braços, fazendo um cafuné delicioso em seus cabelos. Ela sentia o perfume dele emanando pelo ar, seus braços fortes a segurando e ela não tinha dúvidas de que encontrara o que sempre procurou em alguém.

Ela sentia-se tão segura, tão protegida ali, nos braços dele. A jovem nunca havia se sentido assim antes, como se todo o mundo parasse, como se com ele ao seu lado nada de ruim pudesse a acontecer. Ela precisava o dizer tudo, por mais embaraçoso que pudesse ser, ocultá-lo aquilo não era mais uma opção. Caitlin confiava nele e sabia o quão amoroso o rapaz era, sabia o quão bom ele poderia se tornar e era isso o que mais a importava.

Ele a soltou e ela sentiu-se vazia, preferia ficar envolta naquele abraço por quanto tempo pudesse. O rapaz a deu um beijo no canto da bochecha, desejando poder ver a reação dela a seus toques; contudo, por mais que não pudesse a ver, a sentia mais do que nunca. Podia perceber o coração dela, cada batida perfeita e frenética, sentia a pele dela se arrepiando com o contato, em um incêndio silencioso e calmo.

— Você perguntou por quê Ronnie terminou comigo — ela comentou, respirando fundo: — Eu nunca havia transado com ninguém quando fui atacada — explicou, desviando seu olhar do dele em uma tentativa de não ver a reação do rapaz. — Aquela experiência acabou impedindo que eu confiasse nas pessoas... Por um tempo Ronnie foi um amor, ele disse que estava disposto a esperar, mas ai ele cansou — riu, sem humor: — Ele terminou comigo alguns meses depois e ai eu acabei me apaixonando por Barry, mas ele não gostava de mim — falou, encarando suas sandálias prateadas: — Agora, aqui estou eu — murmurou, cruzando os braços.

Ele piscou, sem saber direito se havia entendido o que ela dissera. Aquela ela era uma realidade completamente distinta para ele. Quis poder enxergá-la agora mais do que nunca, em uma tentativa de descobrir o que se passava por sua mente. Ele não tinha certeza de que havia entendido corretamente, pois pensar que ela jamais havia ido para a cama com ninguém era algo praticamente surreal. Caitlin era uma mulher linda, doce, ela certamente chamava atenção por onde quer que passasse, pensar que ela nunca tivera aquele tipi de relação realmente era algo bastante estranho.

— Depois do que me aconteceu não consegui me abrir para mais ninguém, fui incapaz de me entregar dessa maneira para outra pessoa — ela explicou, quase como se lesse os pensamentos dele. A jovem não sentia-se estranha em o contar aquilo, pelo contrário, estava completamente aliviada. Sentia aquele peso sair de seu coração, o alívio percorrendo cada parte de seu corpo. Ela conhecia muito bem Tommy, sabia o tipo de pessoa que ele era. — Eu sei que é ridículo mas... — ele colocou o indicar sobre os lábios dela, impedindo-a de continuar falando.

Tommy ainda tinha muitas dúvidas, ele sabia disso; entretanto, muitas coisas haviam mudado. Thomas Merlyn não era mais o mesmo homem de antes, não estava inteiro; contudo, os pedaços de seu coração agora juntavam-se novamente e ele sabia que era tudo graças a ela. O rapaz estava farto de olhar para seu passado desejando tê-lo de volta, nada poderia mudar o que havia acontecido e ele percebia agora mais do que nunca que por mais que as coisas ainda fossem difíceis, ele não queria mais voltar atrás. O jovem empresário teve uma nova oportunidade, uma chance de recomeçar sua vida e não a perderia. Caitlin havia o salvo de muitas formas diferentes, ela era basicamente a razão pela qual ele acordava de manhã, ela o dera um novo sentido de vida e ele percebia agora que era bem mais do que amizade, outro sentimento, novo e vivo queimava em seu peito.

Tommy percebia que sua vida mudara muito. Há dois meses, ele a dissera que não havia nada para se segurar mas agora ele via que ela era seu chão, seu apoio. Ele falhara em ver qual era a real natureza de seus sentimentos, mas agora de alguma maneira tudo começava a tornar-se tão claro quanto a luz do dia e por mais que a escuridão estivesse lá, ele podia sentir o calor da luz que emanava de Caitlin, em um brilho eterno e contínuo, tirando a escuridão que tanto o assustava. Ele encontrara, graças a ela, um novo sentido em tudo que lhe acontecera.

— Não é ridículo querer confiar em alguém — sussurrou, sentindo a textura dos lábios dela. O calor que emanava de sua pele fez o coração dele reencontrar sua paz, sua calma. — Querer amar alguém — sua voz abaixou um tom e ele suspirou, inalando o perfume que apenas ela tinha.

Se quiser seguir em frente, precisa deixar seu passado para trás. Aquela frase de sua mãe ecoou por sua mente e agora fazia mais sentido do que nunca. Ele percebia que se quisesse ter aquela chance, precisava se desprender de Laurel. Tommy ainda sentia parte de tudo que sentia por ela queimando em seu peito, como uma lembrança dolorosa de cada momento que vivera ao lado dela. Ele precisava deixá-la ir, assim como Oliver dissera. Ele entrelaçou sua mão na de Caitlin e respirou fundo.

Sentindo a brisa do mar, ele inspirou e expirou. Uma luta interna iniciou-se em sua mente; uma batalha entre seu passado e seu presente. Tommy sabia que viver preso àquelas lembranças, aquelas memórias não o faria bem, não o daria o que ele tanto precisava. Ele entendia que aquelas lembranças faziam parte de quem ele era, mas não podiam definir e impedir suas ações com relação a Caitlin. A jovem parada diante dele era seu caminho para seguir em frente, seu recomeço, e agora, ele precisava descobrir se seria aquele o caminho que tomaria, pois assim que o fizesse, não haveria mais volta.

...

Eu estou grávida. Aquelas palavras ecoavam pela mente de Oliver Queen. Sentiu seu próprio coração bater em um ritmo diferente, enquanto a encarava.

Os dois estavam juntos há pouco tempo, mas ele sabia que a amava mais do que qualquer outra coisa e que faria de tudo para passar o resto de sua vida ao lado daquela mulher. Saber que seria pai, que ela estava esperando um filho dele era algo absurdamente assustador; mas, ao mesmo tempo, o fez o homem mais feliz da face da Terra.

— Eu vou ser pai? — Perguntou, ainda processando a informação.

Há dez anos, ele jamais cogitaria a possibilidade de ter um filho, nem mesmo quando esteve com Sara aquilo fazia parte de seus planos, mas agora, com ela ali, tudo mudara, novamente. Felicity era a causa de todas as suas mudanças, suas melhores mudanças, ela o dava um novo sentido de vida, de existência, ele iria até o inferno por aquela mulher. Ela havia agora o dado um novo sentido de vida, uma nova razão. Agora; mais do que nunca, Oliver Queen sentia-se mais inteiro do que nunca.

Antigamente, ele era quebrado e solitário. Atualmente; contudo, ele percebia que aquele passado, por mais que ainda estivesse vivo, ainda fizesse parte de sua vida, já não o atormentava mais. Oliver era quebrado, mas ao olhar naqueles olhos azuis, ao sentir seu coração batendo com o dela, percebeu que aquilo acabara... Felicity Smoak havia o feito um homem inteiro.

Notas finais
LEIAM, POR FAVOR! E ai gente, vocês gostaram da notícia? Bem, no próximo capítulo teremos uma passagem de tempo e as coisas começarão a ficar mais interessantes u_u Me digam o que vocês acharam e eu queria aproveitar e perguntar uma coisa: Vocês preferem uma continuação dessa fanfic (mesmo que ganhe na votação não posso prometer que haverá continuação, irá depender das minhas ideias), ou preferem que eu poste uma nova fanfic que irá chamar-se Condenados pelo Amor? Bem, é isso gente! Vou voltar a fazer o que fiz antes, se tiver mais de 9 comentários eu prometo fazer de tudo para postar amanhã, okay? Eu mereço favoritos, recomendações? Bem, é isso! Vaaaleu :3 Beijos :3