Notas iniciais
Oie... o/ Bom dia meus amores!... Como sempre quero agradecer seus reviews e o carinho... Obrigada! Bom, hoje vou conversar pouco, mas antes de deixá-las seguir, quero deixar registrado que o capítulo de hoje é dedicado á duas leitoras queridas pelo aniversário de ambas. Em dias diferentes, um já passado e outro futuro, mas ainda assim especiais. Parabéns Gel minha quase conterrânea e Eddy4ever... Que vcs tenham toda felicidade e paz que Deus possa lhes dar! Agora sim... BOA LEITURA Á TODAS!

Contrariando suas expectativas mais pessimistas, o restante do dia passou rapidamente. Logo, depois de uma tarde agitada com seus alunos mirins, Bella guiava pela estrada que levava á Sin Bay. Dessa vez não ligou o rádio, pois estava impaciente. Agora que se encontrava sozinha, sem distrações para desviar-lhe o pensamento, não conseguia deixar de “ver” os olhos azuis encarando-a de forma investigativa. O padre não precisou, aliás, não teve tempo de dizer, mas ela sabia que ele havia ficado curioso e descrente de sua ocupação das noites de quinta.

“Droga”

Não era para ele saber; Edward jamais poderia saber. Não conseguiria pontos á favor em sua conquista ainda que fosse apenas uma moça recatada e politicamente correta que burlasse ás regras e se permitisse assediar um padre. Imagine todos os pontos negativos que ganharia caso ele descobrisse que ao invés de frequentar decorosas aulas de dança era na verdade uma stripper?

– Fugiria de mim mais do que já o faz... – ela disse para o vazio. – E olha que eu nem disse nada... Não fiz nada além de dar aquele beijinho mixuruca em seus dedos.

Talvez estivesse perdendo seu tempo, isso sim. O padre bipolar a deixava confusa; ora receptivo, ora insociável. Contudo, pensou de mau humor, se ele descobrisse sobre a “The Isle”, apenas um comportamento prevaleceria.

– Então tome cuidado com o que diz... – alertou-se.

Enquanto falava consigo mesma as luzes dos faróis de um carro reluziram em seu retrovisor. Bella odiava a claridade que lhe dificultava a visão. Praguejando baixinho, passou a guiar pela beirada da pista para que o carro a ultrapassasse. Quanto o veículo se manteve á mesma distância, ela soube se tratar de Jacob. Havia se esquecido completamente do rapaz. Com um bufar exasperado, a moça moveu o retrovisor para que o brilho dos faróis do Rabbit não mais a incomodassem.

Jacob a seguiu até a entrada da cidade quando então, depois de duas breves buzinadas, apartou-se dela e seguiu pela rua que o levaria até sua casa nos arredores da vila. Por puro hábito, Bella retribuiu o cumprimento sonoro enquanto seguia para sua casa, rígida sobre o banco, firme em sua decisão de não olhar na direção da igreja. Juntaria toda sua coragem para enfrentar a especulação do padre no dia seguinte.

Novamente a noite foi agradável. Depois de um banho breve onde cismou com seu interesse pelo belo padre – porém com aparentes distúrbios emocionais – Bella conseguiu se distrair durante o jantar com Renée e Rosalie quando agradeceu aos céus pela mãe não voltar ao assunto interrompido pela manhã. Após a refeição, as três mulheres se juntaram na sala para assistirem a um clássico do cinema.

– “E o Vento Levou...”? – Bella perguntou desanimada. – De novo?

– Ah... Você sabe que gosto. – Rosalie retrucou divertida. – Se não quiser ver, boa noite!

Como ela não desejava ir para o quarto onde teria horas ociosas para remoer uma questão saturada e inquietante, anuiu.

– Faço o sacrifício por você.

– Shhhh... Fiquem quietas! – Renée pediu. – Já vai começar.

– “O-ba”!... – Bella exclamou nada animada.

Depois de receber um tapa leve no braço, a moça se calou. Acomodando-se ao lado da irmã tentou se concentrar no filme que praticamente conhecia de cor. Não era um de seus favoritos, mas serviu para ocupar sua mente cansada. Bella se deu conta de como o constante estado de tensão a exauria quando se pegou cochilando, perdendo várias partes do filme. Em uma das vezes que despertou Scarlet já havia perdido seu primeiro marido e repudiava o luto que lhe era impingido.

Sabendo qual cena seria a seguinte, Bella acomodou-se no sofá para que não voltasse á dormir. Uma ideia começava á se formar em sua cabeça e para confirmá-la precisava apenas rever o baile que recolheria fundos em prol da causa dos confederados. E logo a cena chegou. Uma viúva no limite de sua ansiedade aceita dançar com o galã depois de ele dar um lance considerável em um leilão organizado ás pressas, contrariando as regras de moral e bons costumes da época com seu gesto ousado.

– É isso! – a moça exclamou subitamente animada.

– Credo! – a mãe e irmã entoaram em uníssono, mas somente Rosalie prosseguiu. – Está ficando maluca?

– Não... – respondeu. – Eu me empolguei com uma ideia. Preciso apenas amadurecê-la.

– Então a amadureça quietinha... – a mãe pediu. – Quero ver o filme.

Não foi preciso pedir duas vezes. Verdadeiramente animada com sua ideia, Bella distraiu-se do filme e passou a avaliar as possibilidades de fazer um leilão durante o piquenique. Quando o filme chegava ao final de sua primeira parte, ela havia chegado á conclusão de que não deveria ser nada relacionado com dança. A praça não oferecia estrutura para se demarcar uma pista, então, nada feito. Aquele era outro ponto que a moça gostaria de rever. Não considerava a praça um bom lugar para se fazer um piquenique. O nome dado ao evento sugeria uma área extensa, de preferência em um amplo jardim. Ainda dava tempo de mudarem o local. Quando se encontrasse com o padre sugeriria a alteração. Isso depois que conseguisse fazê-lo esquecer suas benditas aulas de dança; pensou.

Suspirando resignada, Bella anunciou que iria para seu quarto; precisava dormir. Ainda estava preocupada com o interrogatório que fatalmente viria, mas seu corpo começava á pedir por repouso. Pelo torpor que tomava seu corpo e mente, a moça acreditou que teria uma noite de sono ininterrupto. Desejava estar certa. Não gostava muito do lema comodista de Scarlet O’Hara, mas naquele momento pensar em seus problemas na manhã era o sábio á ser feito. De toda forma já tinha uma decisão quase formada. Se o padre insistisse em especular sua vida ela lhe diria – educadamente – que não era de sua conta e então encaminharia o assunto para algo que lhes fosse comum. De preferência na praia onde o esperaria devidamente arrumada para seu segundo dia de corrida; com ele como seu instrutor.

O padre andava em seu quarto, de um lado ao outro, como um animal enjaulado. Não conseguia dormir; nem mesmo foi capaz de terminar de ler seu breviário que jazia ainda aberto aos pés da cama. Aquela seria a primeira vez que deitaria sem completar suas orações. Isso “se” dormisse. A imagem dos olhos cobertos e da boca entreaberta não o deixou um único minuto desde que saiu da lanchonete. Interagir com o padrinho – que vez ou outra lhe lançava um olhar perscrutador – e com as frequentadoras assíduas de sua igreja havia sido uma tortura.

“Não era normal”.

Não deveria se sentir dessa forma. Talvez não estivasse vivendo sua verdadeira vida, mas ainda assim era um homem adulto ciente de suas obrigações. Nada justificava a atração que sentia por Bella, muito menos aquele desejo incontrolável de estar junto á ela e que sempre o colocava em situações contrárias ás que sensatamente determinava, fazendo com que sempre a deixasse abruptamente; fugindo como se fosse um animal acossado.

“Bella é somente uma mulher”.

Agoniado, Edward foi até a cômoda e retirou seu chicote da primeira gaveta. Segurando-o com as duas mãos o encostou contra o rosto e fechou os olhos com força. Se acreditasse por um segundo que impingir dor ao seu corpo o ajudaria, afoitar-se-ia. Contudo, não seria eficaz. E baseado em seu estranho relacionamento com a dor, acreditava que ferir-se talvez somente piorasse sua leve excitação.

Mais uma vez se pôs á andar pelo quarto, agora açoitando a perna direita, branda e distraidamente. Uma vez que não tirava a moça do pensamento desistiu de lutar e deixou que ela o invadisse de vez. Analisando todos os detalhes do rosto inocente que sua mente projetava, Edward tentou decifrar-lhe a alma. Que segredos uma criatura tão jovem poderia esconder que justificasse mentir para todos?... Não saberia dizer, mas como determinou, descobriria. Nem que fosse em confissão. Todas as outras vinham até ele; ela também viria.

Ao se lembrar de como a idealizou durante sua primeira ida ao confessionário, seu corpo fraco pulsou. E quando novamente estalou o chicote nas próprias pernas, imaginando que aquele poderia ser o castigo aplicado ao invés de fazê-la rezar para expiar seus pecados, seu membro protestou sua cota de participação no corretivo nada cristão. Mas Edward não se rendaria á ele dessa vez. Atirando o chicote ao chão, foi até a cama e se lançou sobre ela pesadamente, mais uma vez tentando apagar Bella da memória. Rolou em seu colchão fino e barulhento até que o cansaço o tomasse e o lançasse em um sono agitado.

Novamente o observador expiava pela fresta da porta. A mulher nua ataca á cama resmungava em palavras ininteligíveis enquanto recebia vigorosas palmadas em uma das nádegas brancas. A cena era inquietante. De onde estava ele não conseguia ver o rosto feminino, somente a lateral de seu corpo, assim como a do homem de joelhos ás costas dela. Quando este se moveu, os olhos curiosos do observador foram atraídos para a potente ereção antes que esta fosse ocultada entre as pernas separadas da mulher. O gemido incontido de ambos causou um espasmo de prazer no observador silencioso. E se agravou gradativamente á medida que via os corpos se moverem em sincronia.”

“O homem maldoso, por vezes desferia um novo tapa contra a mulher com a mão grande espalmada, também proferindo palavras indecifráveis. O observador queria dizer á ela que se defendesse, mas estava envolvido demais com aquele ato de selvageria para pronunciar uma única palavra. E então aconteceu. Em um movimento rápido – como se finalmente fosse protestar – a mulher se moveu. Imediatamente os olhos vorazes do espião foram atraídos para o rosto com os olhos vendados por uma tira de pano preto. O nariz fino e a boca entreaberta podiam ser vistos, mas foi outro detalhe que o alarmou. O cabelo castanho e lustroso preso em um rabo de cavalo; aquela mulher era ‘ela’.”

“Imediatamente o observador quis invadir o quarto para defendê-la, mas ao focar o olhar sobre o desconhecido sádico que a maltratava seu choque foi ainda maior, paralisando-o. Ainda não conhecia bem aquele homem viril, mas começava á lhe ter algum respeito. Ainda mais quando ele não fazia nada que não fosse sua própria vontade; enterrar a prova de seu desejo pungente repetidas vezes no corpo frágil e provocador da moça. Naquele momento o observador tomou consciência de quem era; ele era o padre á espirar pela brecha da porta. E aquele que gemia de forma audível fazendo a moça gritar enquanto a estocava com força, puxando-a pelo rabo de cavalo era a outra porção dele mesmo; o Edward estranho e inegavelmente necessitado de Bella.”

O padre não foi á praia naquela manhã. Após acordar durante á madruga tomado por uma excitação irreversível que novamente o obrigou á se auto-satisfazer para acalmar o corpo febril, decidiu que sua atração pela moça beirava ao descontrole e caso não fosse refreada atingiria proporções irreparáveis. Há muito não era moleque e sim um adulto senhor de seus atos. Sempre seria impossível dominar seu subconsciente, todavia poderia controlar suas ações quando desperto e estava claro que deveria moderar seus contatos com a caçula dos Swan. Se fosse preciso correria á tarde, pois sabia que naquele período do dia não a encontraria á caminhar pela areia. Não poderia evitá-la até o piquenique então tentaria se refrear para não ser grosseiro nem despejar suas frustrações sobre ela.

Sua ordem seria seguir pelo caminho da retidão e boa educação, contudo de forma superficial e fria. Ainda como parte de seu novo plano, o padre se certificou de que o tio estivesse presente durante o encontro que certamente se daria naquela manhã, pedindo-lhe que o ajudasse á avaliar as imagens da capela á procura de danos para futuros reparos. E foi assim, imbuído dessa determinação renovada e firme na crença de que agindo daquela maneira ficaria imune á crescente atração por Bella, que a viu entrar em sua igreja horas depois de suas primeiras orações e poucas confissões do dia. Depois de avistá-los no corredor esquerdo – onde ele se encontrava junto ao tio – a moça cruzou a distância com seu andar saltitante que fazia o eterno rabo de cavalo oscilar de um lado ao outro até estar á sua frente com um sorriso receoso no rosto angelical.

– Bom dia! – cumprimentou aos dois homens e então, se voltando para Edward pediu sem se mover. – Sua benção padre...

– Deus á abençoe! – respondeu maldizendo-se por seu coração rebelde que ignorava suas resoluções e pulava festeiro no peito e sua mente que reparava o quanto ela estava bonita naquele vestido vermelho.

– Hoje é minha vez de dizer... – ela começou, agora jovialmente. – Não o vi na praia essa manhã.

Á Edward não passou despercebido o súbito interesse de Carlisle pelas palavras da moça. Sem se deixar abater pela especulação dos olhos sagazes de seu padrinho, o padre disse simplesmente.

– Hoje foi minha vez de perder a hora. – e aproveitando para desfazer o mal feito da manhã de segunda, anunciou. – Na verdade, essas idas á praia pela manhã estão se mostrando inconvenientes. Acreditei que pudesse dispensar um pouco do meu tempo, mas receio ter me enganado.

– Isso significa que a proposta de corrermos juntos está descartada? – ela perguntou sem tom especial.

Por sua visão periférica, o padre pode ver que Carlisle movia a cabeça de um ao outro conforme falavam, de forma que agora, sua atenção estava totalmente voltada para seu rosto, indiscretamente esperando por uma resposta.

– Ainda não pensei á respeito... Se conseguir reorganizar meu tempo livre eu a comunico.

– Entendo! – então, assumindo o mesmo tom frio, ela disse. – Bom... Acho que não devemos ocupar muito o seu tempo. Vim apenas colocá-lo á par do andamento dos preparativos. Ontem saiu tão apressado da lanchonete que mal conversamos.

Agora Edward podia sentir os olhos do padrinho queimando em sua direção. Talvez não tenha sido boa ideia deixá-lo participar de um encontro que se mostrou tão delator. Já começava á se preparar para as perguntas que indubitavelmente viriam, quando disse aparentemente calmo.

– Tratar do piquenique é parte de minhas obrigações, não me atrapalha.

– Ótimo! – ela exclamou sem entusiasmo.

– Venha... Vamos para a sacristia, lá poderemos ficar mais á vontade... Padrinho? – Edward se voltou para Carlisle. – O senhor vem?

– Não, não... – ele respondeu apressadamente. – Podem ir vocês dois... Vou continuar com meu trabalho.

– O que o senhor está fazendo? – Bella perguntou curiosa em ver a imagem antiga nas mãos do homem.

Queria ganhar tempo antes de ficar sozinha com o padre. Estava preparada para enfrentar o olhar inquiridor da tarde passada, não para a frieza polida. Havia ido á praia justamente na esperança de finalmente enfrentá-lo. Como não aconteceu novamente se armou para o encontro na igreja, contudo a postura distante e indiferente – como sempre sem motivo aparente – a confundia. Precisava encontrar o equilíbrio interno antes de seguir para a sacristia, por isso esperou que o padrinho do padre lhe respondesse.

– Estou avaliando o estado dessas imagens.

– Ah... – agora ele tinha seu real interesse.

– Se não se importa, poderíamos... – o padre tentou chamá-la.

– Só um minuto. – ela pediu sem desviar os olhos da imagem, então perguntou para Carlisle. – E como estão?

– Eu esperava que estivesse em pior estado. – comentou olhando para a imagem. – Não estão tão ruins, mas ainda precisam de restauração.

– Se o senhor quiser, eu posso cuidar disso. – Bella se ofereceu subitamente.

– Não, não pode! – Edward exclamou de imediato.

Quando a moça e o padrinho o olharam inquiridores, emendou.

Siamo veramenteapprezzare,ma... – desconsertado, interrompeu-se para logo em seguida prosseguir. – Agradecemos seu oferecimento, mas já cuida do piquenique e tem todos seus afazeres... Não queremos ocupá-la mais.

– Pois eu digo que se a senhorita sabe como restaurá-las, por mim tudo bem. – Carlisle o contrariou em seu tom carregado.

Antes que Edward pudesse retrucar, a moça se voltou ao homem mais velho e pediu indicando a imagem de São Nicolau.

– Posso? – feito o pedido entregou o caderno que segurava para Edward.

Ao tomar a imagem das mãos masculinas, sem se importar com o olhar obliquo do jovem padre, Bella analisou a peça com olhos clínicos. Superficialmente a imagem antiga não apresentava grandes rachaduras ou desgaste natural do tempo, contudo á uma primeira avaliação isso nada dizia sobre seu real estado de conservação. Mesmo sabendo que ao iniciar o trabalho poderiam surgir várias imperfeições que lhe desmentisse e lhe desse mais trabalho, anunciou seu veredito.

– Bom, se todas estiverem como esta não é nada que um pouco de gesso, pintura adequada e folhas de ouro não resolvam.

– Por mim está contratada! – Carlisle sentenciou animado enquanto recebia a imagem de volta. – Percebo que sabe o que diz menina.

Como assim, contratada; Edward pensou em desespero. O jovem padre se perguntou se a atitude de seu tio seria um indício de senilidade precoce; seria a única explicação. Edward acreditava que ouviria um sermão de reprovação por sua proximidade com a moça, no entanto, seu padrinho a trazia para perto ao invés de afastá-la? E como ficaria sua resolução em manter um distanciamento cordato? Não, não e não... Aquela igreja estava sob sua responsabilidade; ele decidia o rumo de todos os assuntos referentes á ela; ele determinava quem lhes prestaria algum serviço. Ignorando as palavras do padrinho, iniciou sua recusa.

– Eu ainda acho que não devemos...

– Como eu estava prestes á lhe dizer senhor Cullen... – Bella o cortou se dirigindo á Carlisle enfaticamente. – Não há muito á ser feito ainda assim não quero atrapalhar o funcionamento da igreja, acho que posso levar as imagens e trabalhar em minha casa. Seria o melhor para todos, até porque o gesso lixado faz muita sujeira, assim como a tinta... E eu também preferiria assim... Pois é preciso tranquilidade para se fazer um trabalho tão delicado.

Edward refreou o desejo de responder-lhe. Não havia motivos cabíveis para que continuasse á recusar sua ajuda. E de toda forma, a alternativa oferecida por ela não feria suas determinações. Quando falou, ainda com o corpo trêmulo pela breve contrariedade, o padre tentou imprimir condescendência á sua voz.

Va bene!... – odiando-se por expor seu nervosismo diante do tutor, prosseguiu. – Se não vai atrapalhá-la, também não vejo problema algum.

– Ótimo!... . – ela disse satisfeita. – Começo logo após o piquenique, pois será quando terão dinheiro para o material.

– E para pagar por seus serviços. – Edward não se furtou de retrucar enquanto estendia-lhe o caderno de volta.

– O serviço será voluntário, afinal eu me ofereci. – ela respondeu erguendo o queixo levemente, como se o desafiasse á contrariá-la.

Novamente foi preciso refrear seu instinto que sempre o compelia á responder á ela. Por mais que seu padrinho se mostrasse estranhamente receptivo o enfrentamento nada velado em sua presença já havia ido longe demais. Afável, o padre agradeceu a generosidade da moça pela restauração de suas imagens e novamente a convidou á seguirem até a sacristia. Caminharam mudos lado á lado, cada um preso ás suas próprias contrariedades. Carlisle permaneceu onde estava seguindo-os com o olhar especulador diminuído em fendas finas. Quando já estavam acomodados á mesa, Edward se obrigou á esquecer-se das imagens e perguntou em tom profissional.

– Então, o que deixamos de conversar ontem?

– Bom... – ela começou no mesmo tom, colocando o caderno da irmã sobre a mesa e apoiando o braço direito sobre ele. – Como eu disse todas as senhoras confirmaram suas doações, então quanto á isso está tudo certo. Mas quando passei em frente á loja do Sam ele me fez uma pergunta que não soube responder. Ele queria saber se pode vender cerveja e doar o dinheiro... O que acha?

– Acredito que nos outros eventos o padre não permitisse a venda ou aceitasse dinheiro vindo de bebidas alcoólicas, então acho melhor que não o faça.

– Então a resposta é “não”... – enquanto anotava a observação no caderno de Rosalie, distraidamente puxou o cabelo preso por sobre o ombro e passou a rolar sua ponta entre os dedos da mão livre. Demonstrando que não se deixaria abalar com o tom sério, sem olhá-lo perguntou. – Mas poderemos ter ponche, não é?

O padre demorou alguns segundos para compreender a pergunta simples. Continuava firme em seu propósito, contudo vê-la brincar com a ponta do cabelo – quando a lembrança de seu sonho era ainda era tão vívida – o desconcentrou. Não pode evitar o desejo súbito de ser ele á tocar os fios castanhos ou enroscá-los em sua mão; talvez os puxassem. Ao pensamento a adrenalina correu seu corpo, despertando-o do devaneio ao eriçar seus pelos. Quando Bella ergueu os olhos em sua direção e imediatamente uniu as sobrancelhas inquiridoramente, Edward retrucou com voz apressada e rouca.

– Tinha ponche nos outros encontros? – ao terminar pigarreou para clarear seu tom.

– Não saberia responder. – a moça disse sinceramente com a voz suave, visivelmente reprimindo um sorriso antes de acrescentar. – Nunca participei de nenhum deles.

– Nunca? – Edward se interessou pelas palavras tanto quanto se inquietou com o olhar especulativo e o sorriso enigmático que recebia.

– Nenhuma vez. – ela confirmou antes de acrescentar. – Nunca gostei desses eventos.

Bella revelou sua falta de dever cristão encarando-o com uma sobrancelha suspensa, novamente o desafiando. A evidente tentativa do padre de mantê-la afastada incutia nela o espírito da rebeldia. Foi movida por esse mesmo sentimento amotinador que insistiu em ajudar com os santos deteriorados. Verdadeiramente gostava daquele tipo de serviço, porém a prioridade naquela manhã foi contrariá-lo. Diante de Carlisle ela foi pega de surpresa pelo tratamento frio, mas uma vez recuperada, não mais se deixaria perturbar por ele. Enquanto rumavam para a sacristia, resolveu que cumpriria sua tarefa e observaria Edward atentamente para tentar entender suas atitudes contraditórias. O que Bella não imaginou foi que suas respostas viessem tão cedo.

Analisando o rosto anguloso, com os maxilares travados enquanto uma veia delatora pulsava rigidamente, a moça acreditou ter descoberto a razão do tratamento ambíguo que recebia. Não era aleatório; havia um padrão. E o olhar fixo que flagrou direcionado nos movimentos lentos que fazia com os dedos, assim como a voz inexplicavelmente rouca, lhe mostrou que estava certa. A moça poderia nunca ter chegado ao “final” em nenhuma das vezes que tentou se relacionar, mas com as tentativas adquiriu um conhecimento considerável das preliminares e se tinha uma coisa que sabia reconhecer era quando um homem estava excitado.

Como não havia percebido antes, perguntou-se incrédula. Acaso havia se esquecido da reação masculina ao beijo que lhe depositou nos dedos á porta da igreja? O padre nunca mais estendeu a mão em sua direção ao tomar a benção. O cuidado também não era prova de que o provocava?... Era evidente que sim, pensou satisfeita. Agora – Bella ponderou com seus botões enquanto descalçava lentamente um pé das sapatilhas que usava – era esperar pela pergunta obvia para tentar uma ação que lhe comprovaria definitivamente a teoria sobre a ambiguidade do padre.

– Se nunca gostou, por que está ajudando agora? – ele indagou.

Bingo; a moça pensou satisfeita ao ouvir a voz cantada totalmente modificada pela rouquidão. Ainda tomada pela rebeldia, disse a si mesma que não deveria admitir ser afastada sem que não tivesse cometido falta alguma. Se seria tratada com secura, que pelo menos fosse por um bom motivo. Com o coração aos saltos pela ousadia que estava prestes á cometer, respondeu novamente com a verdade.

– Porque agora tenho um bom motivo para ajudar... – enquanto falava, estendeu o pé descalço sob a mesa até tocar em uma das pernas do padre e subi-lo minimamente.

Ma che cosa...? – ele começou em italiano, porém não terminou a pergunta.

Pelo toque a moça soube que havia acariciado um dos calcanhares coberto pela meia fina. O contato fugaz a eletrizou, mas nada a preparou para a reação de Edward. Bella pôde ver os orbes azuis inteiramente quando as pálpebras masculinas atingiram a totalidade máxima de sua abertura sobre os globos oculares antes que Edward afastasse a cadeira e se levantasse abruptamente. Ele ainda se afastou um passo em direção á parede, encarando-a completamente lívido. Acreditando ter ido longe demais, a moça falou no tom mais inocente que conseguiu empregar.

– Desculpe-me. Não era minha intenção esbarrar no senhor...

Como não era; Edward se perguntou alarmado com as sensações que corriam suas veias depois de ouvir a declaração descarada e ser tocado daquela forma nada fortuita no calcanhar direito. O jovem padre nunca acreditou que seu corpo reagisse tão prontamente á ela ou que seu coração pudesse pulsar tão rápido. Se o padrinho, por acaso entrasse e o visse naquele estado de total assombro não teria como esconder o quanto a moça o afetava. Precisava ficar sozinho.

– É melhor que vá embora. – foi o que conseguiu murmurar.

– Mas por quê? – Bella choramingou enquanto calçava a sapatilha discretamente. – Eu já pedi desculpas...

Com o coração ainda tamborilando frenético em seu peito, Edward a encarou á procura de traços que lhe indicasse ter imaginado o assédio no toque fugaz. A expressão inocente dos olhos preocupados o confundia. Após um minuto, um pouco mais calmo, contudo ainda trêmulo, o padre voltou a cadeira ao lugar, pigarreou e perguntou antes de formar um julgamento definitivo.

– Qual seria o motivo para ajudar nas obras da igreja agora?

Se a reação de Edward não tivesse sido tão violenta, Bella talvez continuasse com seu ataque, porém como o padre quase teve uma síncope bem diante de seus olhos, a moça achou por bem maneirar na dose de ousadia.

– Ah... É algo que não tem nada á ver com a igreja... – começou jovial, como se comentasse algo banal. – Preciso de um favor de Rosalie, então, nada mais natural do que em troca eu fazer um favor á ela.

Imediatamente Edward soube que a moça mentia. Parecia ser tão natural á ela fazê-lo que por um instante tentou lhe conferir a credibilidade, porém suas reações a traíram. Mais uma vez ela não pode encará-lo durante toda explicação, desviando os olhos repetidas vezes para algum ponto através da janela aberta ás suas costas. Não havia erro algum, seu toque breve e eletrizante nada mais foi do que um carinho premeditado.

Recuperado e levemente surpreso por se descobrir satisfeito com a constatação, o padre voltou á se sentar, dizendo á si mesmo que não deveria entrar no jogo dela. Se insistisse em demonstrar o quanto havia ficado abalado, somente denunciaria sua fraqueza. O melhor á ser feito era seguir como se nada tivesse acontecido, até porque ele sempre soube que cedo ou tarde os avanços viriam. Tentaria se controlar futuramente para que seu espanto não se tornasse motivo de diversão para a moça nem um incentivo para que seguisse á adiante.

– Entendo... – disse. – Faço votos que sua irmã retribua a gentileza.

– Assim espero. – ela fez coro. – Agora... Podemos prosseguir ou terei que ir embora somente porque esbarrei no senhor?

– Podemos prosseguir. – ele respondeu ignorando o complemento da indagação.

– Certo!

Aparentemente ele havia comprado sua mentira, Bella pensou. Melhor assim; por enquanto. Agora que havia confirmado o quanto o perturbava logo agiria novamente, mas sempre em doses homeopáticas. Não queria perder o “paciente”. Satisfeita, acomodou-se melhor sobre a cadeira e jogou o rabo de cavalo para ás costas antes de prosseguir.

– Eu queria conversar com o senhor sobre uma ideia que tive.

– Fale. – pediu, agradecido por ela ter ocultado aquele monte de cabelo obsceno.

– Bom... Estive pensando em promover um leilão durante o piquenique.

– Um leilão?! – a ideia bizarra tomou sua atenção por completo. – O que ofereceríamos?

– Como todas as senhoras vão ajudar com a comida, estive pensando em pedir a colaboração também das jovens. Elas poderiam oferecer algum tipo de serviço como cozinhar por um dia, levar os cães de alguém para passear ou até cuidar do jardim para quem as “arrematasse”... O que acha?

Bella esperou ansiosamente pela resposta enquanto o padre deliberava consigo mesmo. Naquele momento em que tentava adivinhar o que ele lhe diria, se esqueceu de seu assédio e se deu conta do quanto estava envolvida com a função que herdou da irmã. Não mentiu quando disse que não gostava daquele tipo de evento, mas agora desejava verdadeiramente colaborar e queria que aquele piquenique fosse rentável e ajudasse o jovem padre.

– Bom... – ele começou após alguns minutos em silêncio. – Se as jovens da cidade aceitarem, não vejo problema algum.

– Ah!... Legal! – ela exclamou entusiasmada. – Agora... Isso nos leva á outro detalhe.

– Qual? – Edward perguntou tentando não se perder no sorriso luminoso.

– Não acho a praça um bom local para o piquenique. Se vamos fazer o leilão precisamos de um palco, mesmo que mínimo. Teríamos espaço para fazê-lo, mas as pessoas acabariam pisando nos jardins e isso criaria um problema.

– Então o que sugere? – perguntou interessado reclinando-se sobre a mesa e pousando as mãos sobrepostas em seu centro.

Animada pela conversa e pela proximidade que sugeria nova trégua á sua postura rígida, Bella também se reclinou sobre a mesa, porém por mais que fosse seu desejo tocá-lo, se conteve. Tomando o devido de não esbarrar em seus dedos longos, deixou sua mão pousada á centímetros das dele, apenas como uma promessa. Satisfeita por vê-lo se contrair em antecipação, respondeu como se não tivesse reparado no movimento contido.

– Ao lado da cooperativa tem um amplo jardim. E também tem a casa de Sue que poderia servir como ponto de apoio. Caso chova, podemos nos abrigar no galpão da própria cooperativa. O que me diz?

Com o coração se recuperando do novo choque ao acreditar que ela seguraria sua mão – e levemente decepcionado por não ter acontecido – o padre disse.

– Digo que gostaria de conhecer o local que sugere antes de dar minha resposta.

Alargando seu sorriso, Bella propôs.

– Já que essa é sua condição para decidir, poderíamos ir agora se estiver bem para o senhor.

Não havia pensando em conhecer o local sugerido naquele exato momento, mas subitamente a ideia de sair com a moça o agradou. Mesmo que aquele passeio fosse contrário ao que vinha pensando desde que despertou, lhe pareceu que não correria riscos ao fazê-lo. Na verdade uma nova forma de convivência começava á se desenhar em sua mente. Estavam indo bem, sem mais incidentes. Aparentemente ela havia resolvido se comportar, então, que mal poderia haver?

– Por mim tudo bem. – disse afastando a cadeira para se levantar.

Imediatamente a moça o imitou; contente pela possibilidade de ficar mais tempo com Edward. Já de pé, ela pegou o caderno e seguiu até a porta.

– Podemos ir com a minha pick up.

Non! – Edward exclamou contornando a mesa rapidamente para interceptá-la.

Como a moça estava adiantada foi preciso acelerar seus passos e segurar-lhe o braço para que não passasse á igreja. Bella parou encarando-o aturdida antes de olhar para a mão que apertava firmemente sua carne. Ato contínuo o padre a largou, novamente abalado com o contato. Pigarreando para limpar a voz, se concentrou e disse somente em inglês.

– Vamos sair pelos fundos. Pode ter alguém á minha espera na igreja, isso nos atrasaria.

Na verdade não queria encontrar com Carlisle e receber seu olhar especulador enquanto saísse com a moça. E também gostaria de poder dirigir. Desde que havia chegado á Sin Bay não teve a oportunidade de usar seu jipe e a possibilidade de fazê-lo o ajudaria á acalmar seu corpo; distrair sua mente mesmo que o motivo de suas perturbações estivesse ao seu lado.

Enquanto ouviu a explicação, Bella tentou achar seu equilíbrio. Jamais pularia como um gato escaldado ao toque inesperado como ele havia feito com o dela, mas tinha que admitir que aquela seria a reação adequada ao choque que sempre sentia. Seu braço ainda formigava quando anuiu.

– Está bem!... A cooperativa não é longe daqui, podemos ir á pé.

– Não será necessário; venha. – ao chamá-la, não pode se furtar de segurá-la mais uma vez para indicar-lhe o caminho que os levaria até a casa anexa á sacristia.

Deixando-se envolver pela sensação prazerosa daquele contato novo e ininterrupto, Bella se deixou guiar para a porta oposta á qual se encontrava. Depois de cruzarem um longo corredor que possuía a porta de um banheiro, saíram para um pequeno quintal que interligava as duas construções. Logo Edward a fez passar por outra porta, levando-a através da casa que ocupava com o padrinho até que saíssem na entrada que existia na rua ao lado da igreja.

Ao chegarem á calçada – ainda segurando-a pelo braço – Edward a levou até um jipe prata estacionado a alguns metros do portão pelo qual saíram. Demonstrando que sempre carregava as chaves, ele as tirou do bolso da calça e destravou o veículo somente então, pouco antes de acomodá-la no assento do carona foi que Edward a soltou, deixando a sensação de vazio onde os dedos longos e macios haviam apertado.

O padre não saberia dizer o que o levou á segurá-la por todo o percurso, mas intimamente se regozijava por tê-lo feito. A palma de sua mão havia confirmado a maciez da pele da moça; tão agradável ao toque que não lhe pareceu errado prolongá-lo. De toda forma segurar o braço de alguém não implicaria em assédio como o roçar que ela lhe aplicou. O que havia feito não mudava em nada caso mantivesse sua determinação em mantê-la distante. Pessoas se tocavam sem qualquer intenção mundana desde que o mundo era mundo, não?

Enquanto manobrava o carro na direção que Bella indicou, Edward continuou sua auto-sugestão dizendo á si mesmo que tocá-la daquela forma inocente nada tinha a ver com a necessidade de prolongar os choques amenos que corriam por seu corpo enquanto a mantinha ligada á si. Sem que se desse conta, logo tentava burlar suas decisões e se apegava á variante que começou á desenvolver ainda quando estava na sacristia; talvez pudessem manter um relacionamento amigável. Bastava se manter firme no propósito e nunca ceder á ela. Com o tempo a moça entenderia o óbvio; não estava disponível e então poderiam construir uma bela amizade. Satisfeito com o novo arranjo que não o obrigaria á ficar na defensiva todo o tempo, o padre sorriu consigo mesmo.

La vita èpiù semplice seche non se crea problemi.* – murmurou distraidamente.

– O que disse? – Bella perguntou sem desviar os olhos de Edward, embalada pela voz cantada e serena.

– Pensei em voz alta. – ele disse olhando-a brevemente, então sorrindo por saber que ela não o entenderia, acrescentou. – Estava dizendo a mim mesmo que esse será um bom piquenique.

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*A vida é fácil se não se cria problemas.

Notas finais
Bom... O que acharam?... Contem, por favor... ;) Padreco mesmo correndo está cada vez mais se chegando... Bom para a Bella! Agora vamos ao spoiler de sempre... Sim, ele compreendia... E por isso se odiava. Por ter se descoberto fraco e incapaz de ajudá-la, permitindo-se apenas ser agarrado pela moça, excitando-se com seu contato. O padre sabia que a inércia lhe custaria caro e antevendo as perturbações que lhe afligiriam nada lhe respondeu deixando que o silêncio recaísse sobre eles até que praguejasse para si mesmo ao avistar o padrinho os esperando á entrada da casa. Inferno! O que houve? Bella perguntou olhando-o. Eu não deveria ter saído com você... respondeu sucintamente. Evidente; pensou contrafeita. Queria um motivo para ser afastada? Havia lhe dado um dos melhores ao se atirar sobre ele. Agora mesmo é que Edward se fecharia em copas definitivamente. Não poderia permitir... Bella se preparava para pedir desculpas mais uma vez, quando o jipe parou diante do muro baixo e o tio de Edward passou pelo portão com cara de poucos amigos. Pensei que fossem conversar na sacristia. falou antes mesmo que descessem do carro. Conversamos, mas precisamos sair então... Então poderia ter me avisado. o tio o cortou. Dito ao menos para onde iriam... Talvez assim eu soubesse o que responder quando a senhora Williams veio até aqui preocupada por ter visto o padre sair com a filha do líder comunitário. Desculpe-me. Edward falou evitando olhar para Bella. Acho que podemos ter essa conversa dentro de casa, depois que a senhorita Swan tiver ido embora. Acho que o assunto... Carlisle tentou insistir, contudo o afilhado o cortou firmemente. Seu assunto comigo não interessa á ela ou á qualquer outro. Estamos na rua. lembrou-o. Bom... É isso... Boa semana á todas...