Notas iniciais
Oie... Bom dia amores... Vcs me animaram com os reviews então resolvi deixar mais um antes de segunda... Ainda não respondi á alguma de vcs, mas na sexta faço sem falta... Obrigada lindas... =) Espero que gostem do capítulo... BOA LEITURA!

– Aonde pensa que vai mocinha?... Esqueceu que teremos um jantar hoje á noite?

“Não, ela não havia esquecido.”

Na verdade a lembrança do maldito jantar para o comedor de hóstias doía-lhe na alma como uma farpa fincada sob sua unha, pensou parando á saída do portão que lhe daria a liberdade. Por muito pouco não havia conseguido escapar e fugir para á praia. Agora que fora pega em flagrante teria que dar meia volta e encarar a mãe. Procurando seu sorriso mais inocente, respirou fundo e se virou.

– Perdoe-me... Havia esquecido completamente.

A moça viu a mãe desarmar-se antes de disser.

– Ah... Pensei que já estivesse fugindo do compromisso logo cedo.

– Absolutamente. – Bella retrucou aproximando-se. – Sempre a ajudo nos preparativos. Já começou?

– Rosalie foi buscar o polvo e a lula. Quando ela os trouxer, quero que os limpe para mim.

“Que maravilha”, cheiraria á maresia até sua próxima encarnação, pensou contrariada. Sabendo não ser capaz de dissimular o súbito mau humor, apenas seguiu até a cozinha. Tomou seu café da manhã em silêncio, lamentando não só o fato de ter que ajudar á preparar o jantar como ter perdido á oportunidade de ir á praia.

Perdida na raiva dirigida ao padre, havia se esquecido do estrangeiro, mas, durante á noite a imagem dele lhe veio á mente com força total. Sabia ser praticamente impossível encontrar com o italiano mais uma vez – visto que ele poderia mesmo ser um turista –, mas alimentou a esperança intimamente até que adormecesse. Sendo esse seu primeiro pensamento ao despertar. Agora seria obrigada á ficar em casa.

“Droga”.

Resignando-se ao seu destino, esperou pacientemente pela chegada da irmã, respondendo ás perguntas da mãe de forma educada e teatralmente entusiasmada. Tão logo Rosalie depositou os moluscos sobre a pia, ela iniciou sua limpeza. O que a consolava era saber que não seria obrigada á participar da reunião. Enquanto todos estivessem saboreando as iguarias de Renné, ela estaria se divertindo.

Sim, divertindo-se, porém fedendo. Inferno. Nunca se importou em lavar os tentáculos escorregadios, mas naquela manhã odiava até mesmo o contato com as ventosas roliças. Definitivamente, aquele cheiro forte ficaria grudado em seu nariz e entranhado em seus poros. O mínimo que esperava era que o padre se engasgasse com um dos anéis. Aquela cena era a única que lamentaria perder, pensou reprimindo um sorriso sardônico.

Após o pensamento maldoso, Bella distraiu-se imaginando formas variadas de acidentes domésticos que poderiam acontecer com o velho padre. O prazer íntimo e mordaz a acalentou durante toda a manhã. Quando finalmente foi liberada por Renné era tarde demais para ir á praia, então subiu para o quarto e colocou seu material em ordem sentada na varanda. Não precisaria deles naquele dia, mas era preciso levá-lo consigo.

Vez ou outra seu olhar vagava para a extensão de areia. Seria perfeito caso o estrangeiro estivesse de volta e dessa vez resolvesse correr em frente á sua casa. Se o improvável acontecesse, ela ainda teria alguns minutos para abordá-lo. Talvez, dessa vez pudesse colocar sua índole á prova. Sem atinar, sorriu ao pensamento. “Vá sonhando”, disse á si mesma voltando á ficar séria. O italiano não viria desfilar diante sua casa.

“Merda”, nunca mais o veria, essa era a verdade. E tudo por culpa de um convidado indesejado. Esperava mesmo que ele se engasgasse e sufocasse de forma vexatória diante de todos os presentes. Azeda, juntou todo o material e entrou para o quarto. Depois de se despir, seguiu para um banho demorado onde gastou metade do sabonete de ervas que tanto apreciava.

“Ótimo, agora cheirava á peixe temperado com sálvia e alecrim. Padre maldito!”

Com o humor no limite do insuportável, a moça se arrumou para sair. Depois de vestir calças jeans e uma camiseta preta, calçou sandálias de saltos médios e prendeu os cabelos em um rabo-de-cavalo. Estava pronta. Queria não ser preciso ter que encontrar com a mãe, mas sabia ser impossível. Conhecia-a muito bem e sabia que não sairia sem ouvir as últimas recomendações. Conformando-se com o inevitável, desceu as escadas em passos audíveis e foi até a cozinha.

– Já estou de saída... Assim que a aula terminar eu volto para casa.

– Está certo. – disse Renné sem voltar-se. – Estarei esperando. Não se atrase.

Como a mãe não desviou a atenção do prato que preparava, não viu o sorriso travesso que se desenhou no rosto da moça. Bella criaria um problema, mas preferia mil vezes enfrentar a fúria contornável de sua mãe á ter que se sentar á mesa com o “novo” velho glutão da cidade. Quando chegasse á casa ele já teria ido embora. “Graças ao bom Pai”.

Dezoito horas, o padre pensou, lamentando a falta do repique do sino. Aquele era outro item indispensável em sua extensa lista. Na verdade, um dos primordiais, mas não era o momento de enumerar as necessidades de sua igreja. Ele teria pouco mais de quarenta minutos para se aprontar e seguir até a casa dos Swan. Não havia se dado conta que a ansiedade que o perseguiu durante todo o dia era provocada pela proximidade de seu primeiro evento social. Por sorte não estaria sozinho; mesmo que o acompanhasse á contra gosto, seu tutor lhe passaria segurança.

Após terminar suas orações, benzeu-se e saiu á procura de Carlisle. Para sua surpresa, o encontrou praticamente arrumado para o jantar. Conhecendo-o, nada comentou, seguindo até seu quarto e depois ao banheiro para banhar-se. Já sob o chuveiro, identificou outro ponto que alimentou sua inquietação. Durante todo o dia se negou á pensar sobre o assunto, mas não poderia mais ignorar o fato do quanto não encontrar a moça da praia naquela manhã o decepcionou.

Gostaria de entender porque ela havia lhe chamado tanto a atenção. Talvez se a visse uma vez mais, se convencesse que havia sido somente o inusitado do primeiro encontro e somente isso. Evidente que era “só” isso, pensou satisfeito em não sentir as mesmas reações corporais ao lembrar-se da moça. Esquecendo-se dela, se concentrou no encontro de logo mais e finalizou o banho. Vestiu as roupas comuns no banheiro, deixando para calçar-se e pentear-se no quarto. Encontrou o tutor esperando-o sentado sobre sua cama.

– Pensei que teria que chamá-lo novamente. – disse sério em sua língua natal. – Não vejo a necessidade dessa demora toda para um banho simples.

Edward sabia que não havia demorado, mas não estava com espírito para argumentações então apenas se desculpou.

– Perdoe-me... Deve ser a ansiedade.

– Eu sabia que ainda era cedo... Acho que não se importariam se não comparecêssemos.

– Isso seria uma indelicadeza de nossa parte. – retrucou educadamente enquanto penteava os cabelos curtos para trás. – Além do mais, a ansiedade é boa. Apenas expectativa pelo novo.

– Se é como diz... – o padrinho retrucou indiferente.

– É como digo. – o padre assegurou. – Assim que calçar meus sapatos nós podemos ir.

– Se não tem remédio...

Ignorando o tom desanimado de Carlisle, Edward calçou as meias pretas e os sapatos simples da mesma cor. Deixando que a adrenalina que antecedia todos os novos acontecimentos, se pôs de pé e chamou o padrinho para saírem. Seguiram em silêncio até a casa indicada por Renné, falando apenas com as poucas pessoas que encontraram pelo caminho. Como no dia anterior, mulheres em sua maioria. Duas ou três pararam seu afazeres ou caminhada para segui-los com olhares curiosos. A especulação era incomoda, mas Edward não se importava com ela. Pelo menos não como Carlisle que dava mostras visíveis de sua irritação crescente, mesmo sem nada dizer. O padre não conseguia entender o comportamento do tutor; talvez nunca entendesse essa era a verdade.

Ao aproximar-se da casa dos Swan e ter sua ansiedade agravada, Edward esqueceu-se da rabugice de Carlisle. O padrinho era como era; a ele cabia cuidar da própria vida. Vida essa que a partir daquela noite o colocaria em contato com alguns de seus futuros fiéis antes do dia decisivo. Ao chegar ao portão baixo, hesitou, contudo o abriu e seguiu pelo caminho de pedras até a porta na lateral da casa. Enquanto apertava a campainha sussurrou para o tutor.

– Por mim, por favor, comporte-se e se lembre de não falar em italiano.

– Pode não parecer, mas sempre fui educado. – Carlisle retrucou.

Edward não teve a chance de desculpar-se, pois a porta foi aberta pela dona da casa que seguiu até eles com um sorriso acolhedor iluminando o rosto ainda jovem.

– Boa noite! Sejam bem vindos á minha casa; entrem...

Depois de cumprimentá-la, os dois homens a seguiram. Edward agradeceu o fato de somente ele ter ouvido o gemido agoniado do padrinho quando encontraram a sala cheia de pessoas estranhas. Ele próprio sentiu-se atordoado com a quantidade de convidados para o jantar em sua homenagem. Acreditou que fossem somente eles e os moradores da casa, não metade da cidade. Ou seria a cidade inteira, pensou olhando em volta.

– Venham. – a anfitriã sorridente os chamou. – Deixe-me apresentá-los para todos.

Foi inevitável deixar escapar um lamento baixo que por sorte não pode ser ouvido. A dona da casa os apresentou á todos os presentes. Iniciou por sua filha Rosalie – que ele já tivera o prazer de conhecer – e seu noivo James. Durante as demais apresentações, o padre se lembrou que alguns também já eram conhecidos. Esme, que gentilmente lhes ofereceu o almoço nesses dois dias em que estavam na cidade. Reconheceu também dois homens morenos que somente agora decorou os nomes, Sam Uley, dono do da loja de iscas e Quil Atera que possuía um mercado em frente á praça da igreja.

Como era comum na cidade, a maioria dos presentes eram mulheres. Senhoras, ou jovens, todas educadas, contudo sem nada de especial que o fizesse guardar os nomes ou ocupações. As únicas que conseguiram prender sua atenção foram a senhora Stanley e sua filha. A mais velha por sua aparência doentia e a jovem por ser a moça mais sorridente entre todas e ter olhos acintosamente avaliadores. O padre sabia que ser seletivo não condizia com sua vocação, ainda assim tentou evitar olhá-las durante toda a noite.

Apesar do atraso inexplicável para o início do jantar, para sua surpresa este foi extremamente agradável. O curioso foi perceber o olhar insistente do noivo de Rosalie sobre si, assim como o furtivo que vez ou outra a senhora Swan dirigia para a porta sempre que o som de algum veículo era ouvido. Ainda que a anfitriã estivesse visivelmente tensa e James o incomodasse, o clima permaneceu leve entre ele e todos os presentes. Até mesmo seu padrinho engrenou um assunto paralelo com a senhorita Platt, onde a pobre mulher tentava acompanhar inglês sofrível do italiano.

Sim, tudo transcorreu á perfeição; pequenos grupos se formaram espalhados pela sala enquanto comiam segurando o próprio prato e a conversa entre eles fluiu fácil, mas foi com alívio que o padre ouviu os primeiros convidados se despedirem logo depois de servida a sobremesa. Desejou seguir-lhes o exemplo, mas a dona da casa recusou veementemente que partisse quando ainda era tão cedo, segundo ela. Sem desejar ser mal educado, ele a atendeu e permaneceu um pouco mais. Seu padrinho nem ao menos se deu conta de sua tentativa de saírem. Ainda conversava animadamente com Esme.

Sorrindo por ver o tutor finalmente de bom humor, Edward se pôs a avaliar a sala agora que esta estava um pouco mais vazia. As paredes eram cobertas de quadros, cenas marítimas predominavam. Combinavam com o ambiente á beira mar. Como os ruídos das vozes também diminuídos, este podia ser ouvido com suas ondas quebrando mansas na areia. Aquela casa trazia paz, Edward pensou enchendo os pulmões com o ar levemente salgado.

Antes que o soltasse, teve que fazer uma força sobre humana para não engasgar-se com ele ao descer os olhos sobre vários porta-retratos dispostos sobre a lareira. Era ela!... A moça da praia bem ali, olhando em sua direção e sorrindo abraçada á um jovem rapaz. Ainda tentava identificar as sensações estranhas que atravessaram seu peito quando ouviu uma voz ao seu lado.

– Essa é Isabella. Teria conhecido minha filha caçula hoje. – explicou Renné parando ao seu lado. – Mas algo a atrasou. Ela me garantiu que viria.

Então Edward entendeu o motivo de acreditar já ter visto o rosto de Renné e Rosalie quando as viu pela primeira vez; todas traziam traços parecidos. Ele que foi cego em não perceber a semelhança anteriormente. Não conseguia entender porque seu coração dava saltos incertos ou porque não conseguia desprender os olhos da cena íntima á sua frente. Limpando a garganta fez a pergunta que estranhamente o atormentava.

– Quem está na foto com ela?

– Jasper... Também é meu filho. Falei-lhe dele ontem quando nos conhecemos, se lembra?... Vai conhecê-lo tão logo volte do mar.

Sim, ele se lembrava; o rapaz que tinha a sua idade. O alívio por saber que ela estava abraçada ao irmão era igualmente estranho e Edward não atinava qual sua origem. O que lhe importava se a moça da praia estivesse nos braços de algum pretendente?... Novamente seu coração protestou á pergunta muda e dessa vez, seu olhar vagou para a porta juntamente com o da senhora Swan quando um carro passou próximo á casa. Ambos esperaram expectantes que a porta principal fosse aberta e quando nada aconteceu, como se tivessem combinado, olharam-se.

Ao notar a decepção no olhar materno, Edward temeu carregar em seus próprios olhos o mesmo lamento delator, então os desviou. Após um pigarro, comentou.

– Tenho certeza que apreciarei conhecê-los. – então, procurando outro foco, apontou uma foto com uma menina sentada num balanço. – E essa... Quem é?

– Esta é nossa Rosie... Ela tinha cinco anos quando tiramos essa foto e...

O padre não a ouvia. Esforçava-se para não desviar os olhos para a foto ao lado e dizer á si mesmo que a súbita vontade de ficar na casa, nada tinha á ver com a eminente chegada de certa moça de cabelos castanhos e feições angelicais. Evidente que Isabella – Bella como a irmã a chamou na tarde passada – não era seu foco principal e sim a curiosidade em saber mais sobre a família que tão gentilmente o acolheu.

– Aceitaria uma xícara de café?

O oferecimento lhe trouxe de volta a sala.

– Sim, obrigado!

Quando a dona da casa se retirou Edward voltou á olhar as fotos sem receio, retendo o olhar sobre todas que retratavam Bella. Ainda mantinha sua opinião da manhã passada. Ela não era a moça mais bonita que já havia visto, porém a delicadeza dos traços finos a tornava única. Por sua postura nas fotos, percebia-se claramente seu apego á família; principalmente ao irmão que aparecia em variadas cenas ao seu lado. Em seus olhos também era possível confirmar o espírito rebelde que a levou á enfrentar desafiadoramente um completo estranho.

– Aqui está... – disse Renné ao seu lado; quando tomou a xícara de suas mãos ela disse. – O café é brasileiro... O preferido de Charlie.

– Realmente ele é muito bom. – o padre elogiou ao provar a bebida quente.

– O senhor disse durante o jantar que já fez uma lista de coisas que precisam ser consertadas na igreja.

– Sim... – ele agradeceu pelo assunto que facilmente o distrairia. – Ainda a estou organizando. A igreja precisa de muitos reparos.

– E o senhor já tem ideia de como vai conseguir o dinheiro para as melhorias?... Está pensando em pedir para os comerciantes locais ou tentará com o que conseguir da arrecadação durante as missas.

– Acho que um pouco de tudo. – ele respondeu devolvendo-lhe a xícara.

– A comunidade não dispõe de muitos recursos, mas acho que conseguirá juntar boa parte do capital em algumas semanas. Quando Charlie chegar poderá ajudá-lo.

– Toda ajuda será bem vinda. – Edward disse em tom de agradecimento.

– Hum... Com licença. – disse a moça sorridente aproximando-se. – Desculpem minha intromissão, mas acho que o senhor poderia fazer um piquenique comunitário. O antigo padre sempre recorria á eles quando precisava de algum dinheiro extra.

– Bem lembrado Jessica. – Renné elogiou, contudo olhando-a com o cenho franzido. – O estranho é “você” comentar tais encontros... Nunca a vi em nenhum.

– O tempo corrido nunca me permitiu participar, mas lamentei todas as vezes.

Algo dizia á Edward que tempo era o último motivo pela falta, mas não cabia á ele comentar o contrário. De toda forma, a ideia era realmente boa. Animando-se, perguntou para a anfitriã.

– Como eram esses encontros exatamente?

– Ah... Cada senhora participante leva um bolo ou torta. Dispomos sobre uma grande mesa e os pedaços são vendidos. Os homens providenciam as bebidas. Também costumamos fazer brincadeiras.

– Entendo. – ele disse distraidamente.

Talvez a ideia simplória não rendesse como esperavam, mas valeria á pena se conseguisse aproximar ainda mais as pessoas de sua igreja. Uma missa com boa audiência sempre trazia mais recursos.

– Se não me engano, uma jovem da cidade é que ficava encarregada dos preparativos. – Jessica comentou animada. – Eu ficaria feliz em ajudar.

– Não vamos limitar ainda mais o seu tempo.

O padre não desejava ter a garota com sorriso perpétuo ao seu lado por dias á fio, sentenciou. Todavia poderia ao menos não ter sido tão enfático na recusa. Como era tarde para voltar atrás, acrescentou.

– Ficarei feliz se conseguir participar dessa vez, mas não precisa se preocupar com a organização. Tenho certeza que posso encontrar alguém com maior disponibilidade.

– Todas as vezes foi Rosalie que ajudou. – Renné comentou indicando a moça sentada ao lado do noivo.

Ao ouvir o próprio nome ela ergueu a cabeça e á um aceno de sua mãe veio até eles.

– Estamos cogitando a hipótese de fazermos um piquenique comunitário. – a senhora explicou. – Acha que poderia ajudar caso o padre resolva fazê-lo?

– Eu adoraria. – ela disse animada pela primeira vez na noite. – Posso fazê-lo em todo tempo livres que tiver.

– Não quero atrapalhá-la. – disse Edward preocupado.

– Imagina. – ela retrucou. – Será um prazer ajudar... Avise-me tão logo que se decida.

– Se não vou mesmo atrapalhá-la, já está decidido. Podemos começar amanhã mesmo.

– Perfeito! Amanhã pela manhã vou até a igreja então conversaremos.

– Bom... – Jessica começou de mau humor. – Já que está tudo resolvido, acho que podemos ir embora... Vou chamar mamãe... Foi um prazer conhecê-lo senhor... – disse estendendo a mão. – Senhora Swan, obrigada pelo convite. O jantar estava maravilhoso.

Sem se deixar abater pela recusa, a moça seguiu até a mãe acompanhada de Renée e, depois que esta também se despediu de todos, se foi. Rosalie voltou para o lado do noivo depois de combinar o horário que iria até a igreja, deixando Edward novamente sozinho. Sem que pudesse evitar seus olhos procuraram pelos olhos castanhos da moça das fotos. Seria interessante se fosse ela á ajudá-lo; não entendia o motivo, mas lhe parecia que seria agradável tê-la por perto algumas horas todos os dias. Pena que não á tivesse encontrado naquela noite. Seria o encerramento perfeito para seu primeiro jantar.

“O que estava pensando afinal”, recriminou-se. Sua condição não lhe permitia tais pensamentos licenciosos. O melhor que tinha á fazer era ir embora e descansar sua mente perturbada. Já havia passado de sua hora de dormir e talvez o sono estivesse deixando-o incoerente. Felizmente seu tutor não se recusou á partir então, confuso com a decepção irritante á corroê-lo, Edward se despediu dos poucos convidados restantes e das duas moradoras da casa praiana; não das três.

Contando as pedras do calçamento, o padre seguiu para a casa ouvindo a narrativa de Carlisle sobre como a noite havia se revelado agradável. Gostaria de poder dizer o mesmo.

– O que há Eddie? – o tutor perguntou carinhosamente tão logo Edward trancou a porta atrás de si. – Está calado desde que saímos da casa dos Swan.

– A noite foi mais cansativa do que imaginei. – esquivou-se da real resposta. – Amanhã tenho que levantar cedo, acho melhor ir dormir... Boa noite!

Sem esperar resposta foi até o banheiro para fazer a assepsia bucal. Evitando se olhar no pequeno espelho, tomou o rumo de seu quarto. Atirou-se sobre a cama como estava, ainda tentando identificar o significado sua apatia. Não poderia ser por causa da moça. A bella Bella!... Sim, bela á sua maneira, contudo não era mais importante do que qualquer outra moça que conhecesse. Não foram apresentados corretamente naquela noite, mas fatalmente a encontraria na praia na manhã seguinte ao na missa de domingo. Não havia razão lógica para o imediatismo ou a necessidade de vê-la.

Respirando profundamente para acalmar-se, Edward obrigou-se á sair da cama. Depois de trocado, fez suas orações da noite e deitou-se á fim de conciliar o sono. Quando este veio foi permeado de sonhos disformes e inquietantes onde não conseguia ver com nitidez o rosto parcialmente coberto de uma moça de cabelos castanhos.

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Notas finais
E então?... O que acharam?... Me contem!... =) Lindas, como comentei no começo, na sexta eu respondo á todas... Agora vou deixar um trechinho do próximo: Naquela manhã, mesmo com o mar manso e convidativo, não sentiu o desejo de nadar como sempre fazia. Sentando-se sobre a pedra, esperou impacientemente que o estrangeiro aparecesse. Sua espera não durou mais do que vinte minutos, mas á ela pareceu uma eternidade. Pondo-se de pé, passou á caminhar despretensiosamente na mesma direção que ele seguia, como se não tivesse dado conta de sua aproximação, contudo, indo lentamente em direção á água para que suas rotas se cruzassem. O coração da moça batia aceleradamente. Nunca antes desejou tanto ver um homem pela segunda vez como acontecia com aquele italiano. Talvez fosse a voz melodiosa, o rosto anguloso, não sabia... Talvez o desejo puro e simples fosse o de tê-lo ao seu lado novamente. Buongiorno! ela o ouviu dizer praticamente ao seu ouvido e então corrigir rapidamente. Digo... Bom dia! Oi... foi tudo que conseguiu pronunciar. Bom... É isso!... Até o próximo.... o/ Bjus lindas.