Enfim Felizes
19 BÔNUS - PARAÍSO OBSCURO
Notas iniciais
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Bônus – Paraíso Obscuro
- Meredith! Como você chega e joga essa bomba em minha cabeça?- perguntei exasperado.
- Eddie... Eu o amava. Só que acabou. Eu o conheci em uma das minhas missões. – disse ela chorando.
- Você me traiu! Como pode? Esse tempo todo você me enganou... Por quê? Sempre fui sincero com você... – ela me interrompeu.
- Realmente você sempre foi! Sempre jogou na minha cara que amava a Jill Maestrano Dragomir. Só você ouvir o nome dela você sorri e suspira! – gritou ela passando as mãos no cabelo. – Fico imaginando o que teria acontecido se ela não tivesse ido estudar numa escola de segurança máxima na Inglaterra. Fora que a mãe dela e a sociedade Moroi são contra misturar um sangue que está em extinção com um damphyr! Acorda Eddie! – gritou ela andando de um lado para o outro.
- Mas eu sempre fui fiel a você durante todo esse tempo. A partir do momento em que decidirmos morar juntos eu a respeitei. – disse eu. Nunca me senti tão humilhado. – Dediquei um ano da minha vida para fazer isso dar certo, mas você nunca se esforçou. Nem com os meus amigos você interagia com eles e, você sempre soube o quão importante ela são para mim. São como minha família!
- Eles sempre foram a favor da Jillian! – disse ela indignada. – Eu me lembro quando você me apresentou como sua namorada e a cara da Lissa e seus amiguinhos. – disse ela com rancor. – Você a ama! Você pode gostar de mim, mas nunca me amou como a ama. Os sorrisos, os beijos e o jeito como você me olha... – disse ela com inveja. – Você nunca agiu assim comigo.
- Mas isso não irá justificar a sua traição, Meredith! Você é imatura. Ainda mais, porque, acha que os meus amigos, minha família preferem eu com uma ou outra. Eles querem que eu independente de tudo seja feliz! – disse eu.
- Aqui estão as suas malas... Agora seja feliz com a Jillian. – disse ela com amargura.
- E que você também seja feliz com seu amante! – disse eu com raiva. Eu sai de lá sem olhar para trás e, aliás, para lugar algum. Deixei que os meus pés me guiassem.
Quando dei por mim vi que estava na antiga casa dela. Jill. Seu nome era um balsamo para todas as minhas feridas. Inicialmente eu havia sido designado para ser seu guardião, mas devido ao nosso secreto envolvimento amoroso sua mãe influenciada pela rainha a mandou para a Inglaterra.
Lembro-me como se fosse ontem como a tomei para mim. Ela tinha na época 16 anos...
- Jill, vamos parar com isso antes que eu não aguente mais e faça algo que você se arrependa. – disse eu cauteloso. Eu tinha dezenove anos e ela dezesseis.
Nosso envolvimento era proibido, pois Jill fazia parte de uma linhagem da realeza Moroi que está extinção; os Dragomir. Por este motivo, ela e sua irmã Lissa tinham que encontrar Moroi da Realeza para dar continuidade à linhagem.
Encontrávamos-nos de madrugada, quando sua mãe e seu padrasto estavam dormindo. Ela vinha para o meu quarto e ficávamos juntos durante a madrugada. Depois com todos os nossos esforços nos separamos e durante o dia somos apenas guardião e protegida.
Esta noite estávamos empolgados, mas Jill realmente estava linda nessa camisola rosa de seda. Cada vez, em que nossos lábios se encontravam nossos corpos se perdiam em luxuria. Quando percebíamos eu estava sem a minha camisa e quase tinha tirado sua camisola. Eu não posso tomá-la em meus braços e tirar sua inocência, pois ela é muito nova.
- Melhor pararmos com isso! – disse decidido. Estávamos deitados em minha cama de solteiro e um de frente para o outro. Eu segurava suas mãos que a pouco estavam no elástico da minha calça de moletom.
Eu suspirei. Ela estava com seus cabelos indomáveis soltos e esparramados pelo travesseiro. O decote de sua camisola era cavado e mostrava vale dos seios, por mais que fossem pequenos eram convidativos. Ela tinha particularmente um aroma delicioso de amoras, que era sua fruta predileta.
Eu estava perdido em pensamentos, tanto que nem percebi quando ela se levantou e ficou de frente para mim. Logo me sentei e a encarei esperando pelo o que ela iria fazer. Ela olhou para mim e sorriu; eu suspirei. O desejo ardia em partes no meu corpo que ansiavam por ela. Sem tirar seus olhos de mim; ela delicadamente foi abaixando as alças de suas camisolas.
Como ela era linda. Essa frase reverberava em minha mente. Eu estava dormente e em chamas. Ela se aproximou de mim nua, aliás, somente com calcinha e sussurrou no meu ouvido com a intenção de deixar-me louco.
- Eu quero Eddie! – sua voz mal passava de um sussurro. Minha menina mulher, sem ter intenção era sexy e; quando tentar ser sexy por mais atrapalhada que fosse atingia seu objetivo. O jeito como inconscientemente mordia os lábios quando estava nervosa. O jeito como o vento balançava seus longos cabelos loiro-avermelhados cacheados. Algo tão simples que mexia comigo. E ao ouvi-la pedir para tomá-la fez meu corpo vibrar em expectativa. – Quero que você me torne sua. Eu quero ser somente sua; Eddie. – disse ela docemente.
Eu levantei e enlacei a sua cintura. A beijei com paixão e fervor, minha mãos percorriam o seu corpo delicadamente e devagar com que para gravar cada pedacinho dela. Como se ela em si fosse uma obra de arte. Deitei-a delicadamente na cama e fiquei por cima dela, sem interromper o beijo.
Os nossos gemidos se misturavam e tomavam conta do quarto. Eu fazia uma trilha de beijos desde o pescoço até o único empecilho, a calcinha. Aos poucos fui descendo a pequena peça e enfim tive a visão de sua feminilidade. As carícias se tornavam mais e mais intensas, estávamos descobrindo um o corpo do outro.
- Eu não estou aguentando mais, amor. – disse ela com uma gotícula de suor se misturando aos seus cabelos desgrenhados a essa altura. Ouvi-la me chamar de amor fez com que meu coração disparasse mais do que jamais achei ser possível. Seus olhos estavam escuros de desejo. – Por favor... Tome-me. Torne-me sua, amor. – disse ela implorando.
- Você tem certeza disso?- perguntei receoso. Em seus olhos eu vi a certeza, ela me queria tanto quanto eu a queria.
- Sim... – ela sussurrou.
E então nos fundimos. Nós nos encaixamos, tornando-nos assim somente um. Em meio aos sentimentos, éramos apenas sensação. Nosso toque era faísca nos corpos um do outro. Ela fechou os olhos, o que fez com que eu não pudesse ver suas emoções.
- Abra seus olhos, amor. Quero que me veja meu rosto enquanto fazemos amor. Enquanto somos somente um só. – disse em seu ouvido. Ela os abriu.
Logo tomei seus lábios em um beijo intenso e cheio de significados. Nós falávamos um o nome do outro entre gemidos. Meu corpo se perdia ao ouvi-la falar meu nome. Ela o dizia como se fosse uma prece, uma oração. Havia amor em cada toque e carícia, a cada beijo e sussurros. Enfim, chegamos ao ápice juntos. Eu saí de cima dela e a puxei para que se deitasse em meu peito. E ficamos assim por um longo tempo, até que eu quebrei o silencio ao ouvi-la soluçar baixinho. Será que a machuquei?Questionei-me. Será que fui com sede demais? Isso me corroia. Não iria perdoar-me caso a tivesse ferido.
- Amor... – assim que a chamei, ela escondeu seu rosto na curva do meu pescoço. – Jill... – dessa vez ela me olhou. –, eu a machuquei? – perguntei desesperado.
- No começo sim, mas as meninas disseram que era normal, mas... – ela chorava.
- Jill... Pelo amor de Deus! Diga-me alguma coisa. Ou eu nunca mais tornarei a tocá-la desse jeito, ou me perdoarei por machucá-la. – disse eu em completo desespero.
- Foi... tão lindo! – disse ela me apertando na cintura. – Nunca mais! Nunca mais diga isso... Você nunca será capaz de me machucar, amor. – disse ela segurando meu queixo e selando brevemente nossos lábios. – Foi à coisa mais linda que me aconteceu em toda a minha vida! Você me tornou mulher, sua mulher.
E então nos amamos até o amanhecer e, logo a minha mulher – era tão bom dizer essas palavras –, saiu em direção ao seu quarto, antes que seus pais acordassem. Fiquei o resto do tempo antes de me levantar para a minha ronda pensando em tudo o que aconteceu em meu quarto.
Os dias se passavam e todas as noites eu a amava intensamente. Sorrisos escondidos, bilhetes de amor trocados, fugidas sorrateiras para o meu quarto. Jill sempre tinha que ir ao shopping ou ao cinema, às vezes saíamos em casal junto com Rose e Lissa com seus parceiros. As pessoas sempre nos olhavam com inveja, mas chegou a um ponto que não podíamos, não conseguíamos mais esconder o que sentíamos.
- Minha mãe descobriu nosso caso e, amanhã estou partindo para a Inglaterra. – isso foi como um balde de água gelada. E ela continuou falando. – A Rainha estava há meses falando sobre esse internato. Minha mãe estava irredutível, não queria que eu ficasse longe dela mais do que o necessário, ainda mais que agora, aqui na Corte há um colégio que permiti que eu volte para casa toda tarde. – disse ela se aninhando ainda mais em meu peito e, eu a apertei contra mim. – Entretanto, não sei como ela descobriu nosso envolvimento e resolveu mandar-me o quanto antes para lá. E mais uma vez, a megera de Tatiana triunfa. Já não basta o que ela inflige a minha irmã e o sofrimento que causa? Tem que manipular-me conforme sua maldita música agora? – disse revoltada.
O pior é que não podíamos fazer nada para impedirmos isso. Eu a beijei já sedento de saudades e mais uma vez nos amamos. Dessa vez, mais intensa como uma despedida.
Eu esbarrei em alguém. Pouco me importei, mas ao ouvir aquela voz tudo mudou dentro de mim. Imediatamente saí do modo robô e voltei à vida como se nada e nem o tempo nos tivesse separado. Ela estava mais linda do que nunca e, seus cabelos mais ruivos e longos do que era antes. Não havia mais nada de juvenil nela.
- Jill... – eu degustei a sensação de dizer esse nome e, os sentimentos que causavam um terremoto em meu peito.
- Eddie. – disse ela. Em sua voz havia tristeza. – Como anda seu casamento? – então esse era o motivo de meu anjo estar triste? Tinha que reverter isso.
- Não há mais casamento, Jill. Nunca houve alguém. Sempre fora você. Sempre passei noites e noites me revirando em minha cama e chamando por você. E fazendo uma prece, para que onde quer que você estivesse pudesse me ouvir e, nunca me esquecer. Para você ser sempre minha. Você é a mulher da minha vida, Jill. – terminei buscando por ar, pois falava rápido.
- Eu também Eddie. Mas fiquei sabendo que você se casou com Meredith... – a interrompi diminuindo a pouca distância que havia entre nós e a beijando como a muito havia desejado fazer. Amoras. Aquele cheiro entorpeceu todos os meus sentidos. Um cheiro característico somente dela.
Meredith e eu tivemos uma longa história. Nós nos envolvemos ainda na Academia St. Vladimir, ela fora a minha primeira namorada, amamente e era minha amiga. Fomos discretos durante o tempo em que estamos lá. Nosso relacionamento terminou, assim que ela fora mandada para a Rússia ajudar na segurança de uma escola por lá. Ela ficou um ano fora. Enfim, fui nomeado guardiã de alguém e, qual foi a minha surpresa ao saber que Lissa indicou a mim para ser guardião de sua irmã?
Conhecemos-nos no último ano da academia, porque eu ajudava Christian a treinar e ela se juntou a ela, mas nunca fui uma pessoa sociável e ela era muito tímida. Então, apenas nos cumprimentávamos pelos corredores por educação.
Assim que eu fui designado como guardião mal nos falávamos, mas Rose como sempre deu-me um sermão sobre ser uma pessoa sociável, pelo menos que começasse uma amizade com Jill. E, assim eu fiz aos poucos nos tornamos amigos. Um clima começou a surgir entre nós e, eu a todo minuto tinha que lembrar-me que ela era a minha protegida e menor de idade. Cada vez mais ficava difícil me controlar...
No aniversário de vinte anos de Rose, nós não conseguimos ficar separados e, trocávamos olhares o tempo todo. Rose percebendo o clima disse para que encontrasse Jill num jardim, depois de cochichar algo no ouvido da mesma e a seguir em direção ao jardim. E fora lá que eu me entreguei a essa sentimento e a beijei pela primeira vez.
Assim que quebramos o beijo ela pegou a minha mão, olhou para as nossas mãos juntas e sorriu para mim. Eu enlacei a sua cintura e a beijei. Logo ela me guiou até a sua casa. Meu corpo vibrava em expectativa.
- Meus pais só chegam aqui amanhã. – disse ela esclarecendo a pergunta em meus olhos. – Há quanto tempo você se separou de Meredith? – perguntou-me ela especulando.
- Hoje... – disse eu. Ela olhou para trás novamente encontrando os meus olhos. Entramos em sua casa e sentamos no sofá e esclareci toda a história para ela e, também a atualizei sobre os nossos amigos.
- Caramba... Quanta coisa eu perdi esse tempo todo! Eu quero visitar Rose e vela com o seu lindo barrigão... Tenho certeza de que ela deve estar linda! – disse ela com um ar sonhador. Ela olhou para mim e mordeu os lábios. Perdi-me completamente com aquele simples gesto. – Eu senti tanto sua falta Eddie! – disse ela chorosa. Colei nossas testas, dando selinhos rápidos.
- Também senti a sua falta, amor. – dizer essa palavra fez com que meu coração se enriquecesse de emoções. – Mas, agora estamos aqui e juntos. No que depender de mim nada ria nos separar. Agora você é de maior e poderemos ficar juntos sem maiores problemas. – disse eu seguro. Ela apertou as minhas mãos, eu sabia o significado desse gesto, ela aceitou... Aceitou ficar comigo, ser minha amiga, amante, e confidente. – Eu te amo tanto. – disse beijando-a por inteiro.
Nossos lábios se encontraram e nossas mãos estavam por toda parte. No beijo havia sofreguidão e saudade, houve noites em que apenas a queria em meus braços ressonando levemente. Seus cabelos esparramados pelo travesseiro, às vezes eu até podia sentir seu cheiros de amoras. A saudade parecida que iria me matar!
Aos poucos as peças de roupas se espalhavam pelo chão. Cada toque e carícia eram demasiado devagar, sem pressa para matar a saudade, para gravar cada pedacinho um do outro. Mas, ao mesmo tempo, era como se nunca estivéssemos separados. E nos amamos intensamente durante a tarde e noite toda.
Sua pele alva macia e delicada roçando contra minha fazia com que eu perdesse todo autocontrole de uma vida inteira. A vida inteira... No que dependesse de mim, ela não sairia do meu lado. Eu amava essa mulher com todas as forças que eu nem imaginava ter. Meu amor por ela parece ser uma fonte inesgotável.
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Nota Autora
Olá, meninas!!
Eu estou postando esse bônus, porque eu realmente gosto de Eddie e, ela estava muito infeliz ao lado da Meredith. Pronto falei! E também estou meio que indo na onda de Bloodlines. Para quem não sabe é uma Spinoff (não sei se escrevi direito e, perdoem-me se estiver errado.) no ponto de vista da alquimista Sidney Sage. Pelo o que eu li no primeiro lindo (o único que eu li até agora!) o Eddie gosta da Jill e, para mim eles seriam fofos juntos.
Estarei postando o penúltimo capítulo o mais rápido possível se você comentarem bastante assim óh l____O____l, entenderam? E também, recomendem a fic e, façam essa pobre autora feliz! Gostaria de dizer um olá especial aos meus leitores fantasmas!
Eu já tenho o nome da próxima fic depois de Lutando por Você, que será Seguir em frente. No meu face está a capa e, sim. Vocês devem me adicionar. Sempre postar algo sobre as fics e, agora as capas. Também vou postar logo mais uma One Shot que chama-se You Give Love A Bad Name songfic.
Por enquanto, é só meninas! Comentem bastante! E agradeço a todos os reviews enviados e, desculpem por não respondê-los, pois não tenho tempo.
Kissus,
Lin Nasct.
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