Notas iniciais
Divirtam-se! Quero agradecer as recomendações da Leticia Duarte, Kah Belikov, Carla Olveira, Cátia Cristina. E aos demais leitores que, mesmo sem escrever reviews e recomendações estão acompanhando as minhas fanfics. São arrasam!

DEZOITO

- Ah... Dimitri! – eu gritava de dor. Começaram as contrações. Na cabeça de liss eu tive noção, mas agora que eu estou sentindo sei como é sentir pessoalmente.

Dimitri não me ouviu, prova disso é que ouvi a porta bater. Olhei para o meu celular em cima da penteadeira e respirando fundo e devagar fui me levantando da cama. Quando eu estava em pé outra forte contração tomou conta do meu corpo, coloquei minha mão na barriga e respirei fundo e, depois respirei rapidamente, como havia aprendido nas aulas em que ia com Lissa quando estava grávida.

Aos poucos, e com que pareciam ser minutos depois eu peguei o celular e disquei ligação rápida, ou seja, Dimitri. Mas o jumento do meu marido esqueceu o celular na penteadeira ao lado do meu. Quando pensei em ligar pra Lissa e/ou Christian lembrei que eles estavam no hospital Moroi para levar Sophie ao médico. Então, só me ocorreu ligar para a única pessoa que poderia estar disponível agora. Janine, minha mãe.

Disquei o número dela e no terceiro toque ela atendeu.

- Janine Hathaway. – disse ela no modo guardiã.

- Mãe... Ah! – gritei de dor outra contração. –

- ROSE! O que está acontecendo minha filha? – perguntou ela desesperada.

- Vladimir vai nascer! Ah! – não consegui falar mais nada eu estava morrendo de dor. Cai no chão e o celular voou longe.

Fiz a respiração cachorrinho que eu aprendi e aos poucos passou a dor. Em alguns minutos Janine chegou junto com Abe e Pavel. Pavel pegou-me no colo e minha mãe localizou Dimitri que nos encontraria no hospital.

- Ah... – as contrações não paravam. Eram uma atrás da outra. Eu já estava no quarto. Dimitri finalmente deu o ar da graça. – Dimitri Belikov! Como você não me ouviu chamá-lo e, porque diabos você esqueceu-se de levar o seu celular? – perguntei berrando.

- Desculpa amor, mas eu estava atrasado para a minha ronda e acabei esquecendo. – disse ele se explicando.

- Eu percebi! Da próxima vez pres... Ah! – o médico entrou nesse exato momento no quarto.

O médico falou que eu poderia escolher uma pessoa para ficar comigo no quarto e, por incrível que pareça, escolhi minha mãe Janine. Eu a perdoei pelas coisas do passado, como por exemplo, sua ausência. Agora mantemos uma relação decente de mãe e filha. E, ela mais do que ninguém me apoiou quando descobri que estava grávida. Não que os outros não me apoiassem... Só que eu não esperava isso dela e, também, pode conhecer com a minha gravidez seu lado humano. Ela foi a primeira pessoa a comprar roupa para o Vladimir e, me ajudou com o enxoval.

Tenho certeza de que minha mãe será uma ótima avó. Super babona quando se trata de seu netinho que em poucos minutos será bem vindo a este mundo. Fiquei ansiosa ao me dar conta que logo em breve meu bebê estaria chorando como nos filmes e seria entregue em meus braços. E a primeira pessoa depois de mim que eu queria que visse meu bebê era minha mãe.

Senti suas mãos apertando delicadamente as minha.

- Vamos querida! Respire fundo e solte. – disse ele me incentivando.

Imagina a cena mais constrangedora de uma mulher. Aqui estou eu sem roupa alguma e com as pernas para cima para que a médica avalie a minha dilatação. Enquanto isso as contrações não cessavam e vinham em intervalos cada vez menores.

- Somente quatro centímetros de dilatação. Temos que fazer uma cesariana. O bebê não está na posição correta. – disse a médica para a enfermeira e outra assistente. – Peça imediatamente que preparem a sala cirúrgica. – a médica só olhou para mim, depois que a enfermeira saiu do quarto. Ela sorriu para mim ao se deparar com meu nervosismo depois de saber da cesariana. – Calma, Rose, esse procedimento vai ser rápido e logo você terá seu garotão nos braços. – disse ela me passando confiança.

Assenti e olhei para a minha mãe que estava dizem que eu nasci de cesariana. Em poucas horas eu estava sendo removida do quarto para a sala cirúrgica. Quando estava saindo do quarto vi Dimitri levantar e vir até mim.

- Amor vai dar tudo certo. Logo teremos o Vladimir conosco. – disse eu.

Dimitri estava uma pilha de nervos. Como todo pai de primeira viagem. Ele me deu um selinho e beijou a minha testa. Lissa se aproximou e segurou a minha mão, senti que ela estava usando o espírito em minha, porque simplesmente a paz começou a tomar conta do meu corpo e sorri para ela. Christian também apertou a minha mão.

A médica aplicou em mim injeções para aliviar a dor e em segunda eu beirava a inconsciência. Os médicos conversavam entre si algo que eu não conseguia entender. Minha mente estava enevoada, havia luzes fortes ao meu redor e o brilho da lâmina chamou minha atenção, porém por pouco segundos.

Vi a médica levantar algo, mas não sabia o que era. Vi uma moça apontar para algo do meu lado esquerdo e alguns segundos depois meus olhos se fecharam lentamente. Senti algo me puxando, uma sensação gostosa estava tomando conta do meu corpo e eu simplesmente me entreguei a essa sensação.

Depois disso tudo ao meu redor sumiu e, perdi minha consciência.

***

Dimitri

Eu estava nervoso.

Fazia seis horas que a minha Roza estava na aquela bendita sala de cirurgia e ninguém aparecia com notícias. Minhas mãos suavam sem parar. Minha vó ligou para mim e conversamos brevemente, ela me felicitou por ter uma bela família e, por eu ter feito a coisa certa e ido atrás da minha Roza.

Disse-me também misteriosa como sempre, que enfim, eu terei a família que eu sempre sonhei do lado da mulher que eu amo. Fora que teríamos muitos filhos, mas foi aí que eu parei para pensar... Por mais que eu amasse o meu pequeno eu sabia que ele era filho de Adrian, pois nós dois – Roza e eu –, somos dhampyrs e não podemos ter filhos devido a nossa genética.

Toda essa conversa com a minha vó me deixava confuso, no fundo no fundo esse era o dom de minha vó. Deixar-me confuso. Lissa apareceu com café e me fez tomar juntos com um sanduíche dizendo que usaria a compulsão caso eu não comesse e, preferi obedecê-la. Por que ela não pode ficar usando o espírito, caso ela use ele irá cair sobre Rose e, sinceramente, acho injusto que ela tenha que pagar pelo uso do elemento de Lissa.

- Calma Dimitri. Logo nosso pequeno Vladimir e Rose estarão no quarto. – disse Lissa tentando me acalmar. Céus! Eu estava mesmo uma pilha de nervos. O que será que está acontecendo naquela sala cirúrgica? Eu quero a minha mulher e o meu filho aqui perto de mim. Só assim poderei ficar calmo.

Resolvi ir para a igreja rezar. Algo que a minha mãe disse que estaria fazendo lá na Rússia para que o meu pequeno nascesse grande e saudável. Me despedi temporariamente das pessoas que estavam ali e me dirigi a igreja. O engraçado é que assim que eu entrei na igreja me lembrei de Rose e dos momentos em que passamos na academia.

Assim que entrei, procurei um assento no fundo e comecei a rezar. Eu estava inquieto e, senti que algo estava errado, mas como Dona Olena sempre dizia... “É nos momentos de inquietação e agonia em que temos que procurar a Deus e agradecer a tudo que nos tem dado até agora e, pedir que ele nos conforte.” E, assim, o fiz. Pedi com todo o meu coração que ele me confortasse e que desse tudo certo no parto em que traria o meu pequeno ao mundo. Não me importa que seja o meu filho se sangue, pois eu o amo como se eu e Rose o tivéssemos concebido.

Esse é o milagre de amar. Você não se importa com raça, cor ou religião. Nós seremos felizes e; pronto.

Depois de conseguir me aclamar um pouco voltei para o corredor onde estávamos a espera de informação sobre o futuro de Rose e Vladimir. A primeira coisa que eu fiz assim que eu cheguei foi perguntar a Abe. Não vi nem Christian, nem Lissa. Pelo o que Abe me contou eles foram para casa por causa de Sophie e, eu os entendia. Quando eu conseguisse notícias do que está acontecendo os informaria.

Não sei de onde saiu o médico, mas ele estava vindo em nossa direção eu olhei para Abe que também me olhou e resolvemos diminuir a distância entre nós e o médico. Minhas mãos voltaram a suar e tremia, um frio na espinha deu-me a sensação de que algo estava errado.

- Quem é o marido de Rosemarie Belikov? – perguntou o médico. Eu levantei a mão.

- Sou eu doutor! – disse eu nervoso. – Como estão os meus tesouros? – perguntei sorrindo ao lembrar que logo veria o rosto de meu filho.

- Houve uma complicação. Sua mulher apresentou um quadro de eclampsia, conseguimos salvar o bebê e ela até o momento, o bebê está estável e dentre alguns dias estará de alta. Ela está em como e seu quadro até então é instável, entretanto, as primeiras horas são essenciais, até veremos como ela irá reagir. – disse o médico de modo gélido e profissional.

As lágrimas escapavam do meu rosto sem que eu percebesse. Sempre diziam que homem não chora, porém quem disse isso nunca amou de verdade! Quem ama chora. Não é porque você é fraco... Fraco são aqueles que acham que demonstrar seus sentimentos é uma fraqueza.

De repente, comecei a pensar em tudo o que vivemos até aqui e, como ainda temos muito que viver. Um sentimento de que eu não fiz o que deveria fazer era inevitável. Eu devia dizer todos os dias que eu a amava. Deveria dizer o quanto amava o seu sorriso. O quanto amo seu jeito de amar as pessoas ao seu redor e, o modo como quer protegê-la de tudo e todos; do mundo.

Foi então, que eu percebi que eu não poderia perdê-la nunca. Pois, caso isso aconteça, perderei parte de mim, ou perderei a mim mesmo. Hoje não sou nem metade do que eu fui ontem, ou o que era há quatro anos e meio atrás quando nossos olhares se encontraram. Eu aprendi tanto com aquela menina inconsequente. Eu a vira tornar-se a mulher admirável e guerreira que é hoje. É inconcebível perder essa mulher. A mulher eu amo incondicionalmente.

***

Fazia dois dias em que Roza estava em coma e nada dela acordar. E até agora não tive a coragem de ir ver meu filho. Até hoje estou adiando esse momento. Quero vê-lo junto com Roza. Os médicos disseram que logo em breve ela irá acordar, estou confiante quanto a isto. Fico sempre ao seu lado cantando canções de ninar e contando o que está acontecendo com os nossos amigos.

Todos vinham e conversavam comigo e, pediam para eu ir pra casar descansar. Eu era categórico só sairia dali com Rose e meu filho em meus braços. Lissa usou uma vez a compulsão em mim, uma única vez, porque eu estava exausto e quebrado por causa da poltrona do quarto e, como estava fraco fiquei sensível a sua magia e a obedeci. No dia seguinte eu dei uma bronca nela e disse que se Rose descobrisse que ela estava usando magia iria ficar uma fera e, ela sorriu torto dizendo:

- Ela iria me agradecer isso sim! Você acha mesmo que ele vai querer ver você assim, quando abri os olhos? Como você acha que ela se sentirá vendo-o assim, huh? – perguntou ela. Certo, ela tinha um ponto. Então, à noite eu fui para a casa limpei-a, porque o sono não veio, tomei um banho comi algo e cochilei.

Acordei com os raios de sol entrando através da janela do meu quarto. Virei para o lado onde Rose dormia e estava frio. Como eu sentia falta dela. Hoje faz três dias que a minha Roza não acorda. Peguei meu violão, que eu raramente toco, e afinei as cordas. Tomei banho, e olhei no espelho, estou há dias sem fazer a barba dando-me um ar de mal dormido e sujo até. Lembrei que a minha Roza adorava o meu cheiro de pós-barba e, fiz minha barba. Arrumei-me o mais rápido que pude passei no café e comi. Estava terminando quando levantei a cabeça e vi Yasmin vindo em minha direção.

- Bom Dia Dimka! – disse ela sorrindo para mim. Eu a avaliei e vi que ela estava radiante.

- Bom Dia Yaya! – retribui ao seu sorriso. – Qual o motivo desse lindo sorriso estar brincando em seus lábios? – perguntei feliz em ver o seu astral lá em cima.

- Eu estou apaixonada! Acho que encontrei a minha parceira ideal! – disse ela sorridente. Meu sorriso murchou ao lembrar como estava a mulher que eu amava, Yaya segurou a minha mão sobre a mesa me passa conforto. – Vai dar tudo certo! Logo Rose acordará e estarão juntos com Vladimir! Eu prometo! – disse com determinação. Eu levantei e ela também, eu a abracei e agradeci.

Eu estava a caminho do hospital. Minha ansiedade era a mesma a cada nascer do sol. Será que é hoje que a minha Roza irá acordar? Perguntava-me. E sempre ao pôr do sol a frustração e amargura de apossavam de mim. Entrei no quarto e Lissa e os outros amigos de Rose não haviam chegado. Me sentei a poltrona mais próxima a ela, peguei o violão. Dedilhei um pouco e aos poucos uma canção maravilhosa me veio a mente e comecei a cantá-la para a minha Roza.

Wish You Were Here – Pink Floyd

Eu havia esquecido como era cantar. Parece que se passaram décadas desde a última vez que eu peguei meu violão e cantei. Roza sempre gostava quando eu cantava para ela. “Como eu queria, como eu queria que você estivesse aqui Somos apenas duas almas perdidas...” Esse era o refrão da música que ela mais gostava. Minha voz estava diminuindo, assim como o violão estava parando quando meu coração de acelera ao ouvir sua voz.

- Camarada... – sua voz saiu rouca por falta de uso. Meu peito se encheu de alegria! Eu não cabia em mim de emoção. Levantei e logo estava ao seu lado e segurando sua mão, havia um lindo sorriso brincando em seus lábios. – Cadê o Vladimir? – perguntou.

- Vou pedir para a enfermeira trazê-lo. – disse eu sorrindo torto. Saí do quarto e pedir para a enfermeira trazer Vladimir, e em minutos ela voltou sem nosso filho nos braços. – Cadê Vladimir? – indaguei confuso. Em seu rosto havia desespero.

- O raptaram! – disse ela nervosa. Rose surtou e seus batimentos estavam descompassados, o barulho ensurdecedor do aparelho de batimentos cardíacos preenchia a sala. Outros enfermeiros entraram e medicaram Rose para que ela dormisse. Eu estava atônico e em pé no meio do quarto e um único pensamento reverberara em minha mente. Quando esse pesadelo irá passar?

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Nota Autora

Bem, você devem estar assim como eu... Esperando pelo Enfim Felizes do nosso Romitri. É por incrível que pareça, para vocês, eu também. Mas nada como uma boa ação para agitar o nosso Epílogo, certo? Postarei o mais rápido que eu puder assim que você recomendarem e comantarem a fic.

Como prometi, vou colocar os links das fanfics que eu ando lendo e me apaixonei pela histórias.

The Last Storm — Carla Oliveira E Mila Karina E Kah Belikov

Skinny Love — Always Be My Bella

Past And Future — Ania Novachek