Endless Love
59 2ª Temporada Capítulo 33 - Endless Love
Notas iniciais
Quatro anos depois...
— Escuta, quando filhos vamos ter?
— Não sei. Quantos você quer ter? – Devolveu a pergunta.
— Eu perguntei primeiro!
— Fala você.
— Vai fala!
Ele pensou alguns instantes antes de responder.
— Dois?
— Quatro.
— Quatro? O que? Não. Não vou ter quatro empregos para criar quatro filhos.
O olhei ultrajada. Como assim?
— Ok, se você quer assim.
Fui me levantando da cama.
— Espera, aonde você vai?
— Procurar um homem, futuro médico que realmente me ame e que queira muito ter quatro filhos comigo, boa noite.
Ele levantou também e segurou meus braços.
— Espera, podemos ter quatro, oito, dezesseis se quiser, mas nossa casa ficará cheia de garotos Cullen bons de bola e meninas Swan marrentinhas e muito mandonas.
— Não, fica quieto. Teremos quatro, só quatro...
Sorri em meio à lembrança...
E como o impressionante cumpridor de promessas que Edward é também não deixou de realizar essa.
Ainda que propriamente não tenhamos planejado o quarto filho, mas de fato, qual filho planejamos?
— Porque do sorriso?
Edward questionou ao entrar no quarto onde estou.
— Estava pensando sobre quando decidimos ter quatro filhos.
— E quando foi isso? – Questionou realmente confuso. – Aliás, em algum momento decidimos ter algum filho?
Sorri novamente.
— Esse era o motivo do meu riso. – Informei. – Pois apesar da lembrança, acredito que realmente nenhum deles tenha de fato sido planejado.
— O importante no fim das contas é que os amamos muito.
Aproximou-se beijando minha testa.
— Isso com certeza.
— Mas estou realmente curioso. A que lembrança se refere sobre nossa decisão de ter quatro filhos?
— Um dia estávamos no meu quarto da adolescência, tínhamos acabado de fazer amor e em meio às conversas perguntei sobre nossos futuros filhos.
Um lampejo de recordação pareceu tomar seu olhar.
— Ah sim. Agora estou lembrando. Tínhamos acabado de nos reconciliar, após ter sido um completo babaca com você, desculpe por isso.
— Está tudo bem Dream. – Alisei seu rosto e lhe dei um selinho.
— Mas o sexo de reconciliação foi realmente muito bom. – Não contive o riso.
— Ah foi. Assim como o de ontem à noite. – Pisquei.
— E o de hoje de manhã.
Sorriu torto, movendo a mão em direção a minha bunda.
— Opa, pera lá ganharão.
— O que foi? Nem corremos mais o risco de ter outro filho. Vamos praticar mais um sexo gostoso, marcando-o como o excelente do fim da manhã. – Ri com gosto.
— Controle-se senhor Cullen. Você sabe que não podemos. – Ele bufou.
— Ok, mas agora você está me devendo senhora Cullen.
— E pagarei com muito prazer. – Afirmei. – Quando a casa estiver vazia novamente e todos os nossos filhos dormindo tranquilos.
— Nossos quatro filhos. — Sorriu e o acompanhei. – Mas espera um pouco. Eu disse que gostaria de ter dois filhos, você que sugeriu quatro.
— Isso ai. – Pisquei. – E você como o maravilhoso homem que é, cumpriu totalmente a promessa de dar-me os quatro.
— Totalmente inconsciente, devo acrescentar.
— Ah, é mesmo? Porque eu me lembro de você dizer que teria quatro, oito, dezesseis, se quisesse.
— E teria mesmo. – Me puxou para um abraço. – Poderíamos montar um time de futebol, com a equipe de lideres de torcida, que não veria problema.
— Você não veria problema, não é?
— Eu não. – Riu bobo. – Mas acho que de algum modo sabíamos que nosso número mágico seria realmente quatro.
— Também acho. – Concordei emocionada. – Thomas veio para completar nossa família de um modo primordial.
— Não poderia concordar mais. E precisávamos balancear as coisas, pois Miguel e eu estávamos perdendo diante das mulheres da casa, mas agora tudo está igual como deve ser.
— Quero só ver o caos que farão com essa parceria quando Tom ficar mais velho.
— Seremos tão unidos quanto às meninas e você.
Prometeu e acreditei totalmente que isso ocorrerá, já que desde agora a conexão entre eles é intensa e muito marcante.
— Agora vamos descer. – Indiquei após pegar a fralda de pano que subi para buscar. – Pois temos uma casa prestes a encher de ainda mais convidados e quatro filhos a nossa espera.
— Ok, podemos ir, mas não esquecerei a promessa de diversão a dois para mais tarde.
— E nem quero que esqueça, pelo contrário, quero que esteja muito preparado para executar tudo que tenho em mente.
— Ah, Heart. Agora passarei a festa de dois anos do nosso filho contando os segundos para acabar.
— Quanto mais cedo fizermos tudo, mais cedo ficaremos livres. – Pisquei.
— Assim que se fala.
Demos as mãos e deixamos o quarto do Tom.
— Quem está preparado para a festa?
Gritou assim que apontamos na escada.
Imediatamente nossos amigos e familiares presentes na sala manifestaram gritos e exaltações...
Os últimos anos foram uma verdadeira loucura, mas que espaço de tempo da minha vida, desde que mudei para Nova York, lá em março de 2006, foram diferentes?
Logo que voltei a trabalhar, após o fim da licença maternidade, proveniente do nascimento da Claire e a Katherine. Já enfrentamos várias mudanças.
Ao fim de maio daquele ano, finalmente conseguimos encontrar não só uma nova empregada para auxiliar nos afazeres da casa, como também a babá para as meninas.
Sue nos apresentou Tia, e ela é um verdadeiro achado para nossa família, completamente adequada para o trabalho e tem nos auxiliado muito desde que veio trabalhar conosco.
Contando sempre com a supervisão e gerenciamento da Sue, que virou nossa tia oficialmente no ano seguinte quando casou com o tio Billy, mas como prometido, não deixou de auxiliar-nos aqui em casa, o que é um verdadeiro presente, pois mal sabíamos o quanto precisaríamos ainda mais do seu suporte nos anos seguintes.
Em contrapartida, não foi tão fácil encontrar uma babá como pensávamos, durante os últimos dias da minha licença fizemos várias entrevistas com candidatas de agências, analisamos recomendações de conhecidos, mas ninguém nos inspirava confiança ou simpatia necessária para arriscarmos deixar nossas filhas.
Foi então que, quase literalmente aos quarenta e cinco do segundo tempo, Riley passou o contato de uma moça que acabará de formar-se em pedagogia, mas estava procurando especializar-se no cuidado individual de crianças.
Ela não tinha experiência como babá, ao menos não como profissional, mas na época informou que sempre foi a responsável por cuidar dos filhos dos vizinhos na adolescência e também da irmã dois anos mais nova durante o crescimento delas.
Edward e eu hesitamos um pouco diante da falta de experiência prática da moça, mas ao vê-la interagir com as meninas, de modo tão carinhoso e terno, e também a boa recepção das duas, foi o fator que nos fez dar-lhe uma chance, e que escolha maravilhosa fizemos.
Rebecca começou a trabalhar conosco faltando apenas uma semana para deixar a licença, mas quando o fiz, foi segura de que minhas filhas estariam em boas mãos, com alguém atenciosa e muito dedica a função.
E que alegria saber que até hoje ela continua como babá das duas.
Acreditamos que talvez ano que vem, após completarem cinco anos e começarem a ter horários distintos entre a escola e as atividades que praticam, tenhamos que dispensá-la, mas esse não é um assunto que quero pensar tão brevemente, pois de fato Rebecca já se tornou parte da família e pensar em sua ausência não é um assunto agradável.
Desse modo, com a vida familiar nos eixos, finalmente voltei a concentrar-me também na vida profissional. A readaptação não foi tão fácil, mas o trabalho também me sugou tão prontamente, que o lado mãe passou a ter seus momentos reservados, enquanto o lado empresária se sobrepunha.
Ao menos retornei recebendo a maravilhosa notícia que Ian e Nina finalmente começaram a namorar. E para comemorar os convidei para jantar em casa, aproveitei para chamar também Mary e Eduardo.
Assim enchemos a noite de comentários sobre como gosto de unir casais de amigos e histórias do tempo do CMP, ainda que Nina não tenha participado do mesmo conosco, apreciou os antigos relatos, tanto quanto os envolvidos.
No entanto, não contando somente com alegrias, logo tive que lidar com a situação de posicionamento da Lily dentro da empresa, era claro para qualquer um que ela tinha adorado não só o tempo na empresa, mas também a estadia em Nova York e não estava pronta para deixar ambos, mesmo com a minha volta.
Ainda sim ela retornou a Los Angeles como combinado com a diretoria, pois de fato como veio para ocupar meu lugar, não tinha colocação para si nessa cede.
Foi então que começamos a traçar um plano de carreira para que um cargo a sua altura fosse disponibilizado aqui em Nova York.
Levamos quase seis meses para conseguir, mas antes do fim do ano, Lily estava de volta definitivamente à cidade como a gerente interpessoal das filiais de Los Angeles e Nova York.
A partir disso ela ficou responsável pelo reporte entre as duas cedes, mas com foco na Big Apple, tendo que retornar a cidade dos anjos, apenas esporadicamente.
Nem preciso dizer que um dos pontos centrais para sua escolha em tornar-se uma nova-iorquina também, foi o início do seu relacionamento com o Riley.
Não sei quem de fato não resistiu ao charme do outro, mas o fato é que ele não a deixou escapar e ela tão pouco quis deixá-lo.
Entre as idas e vindas durante o período de transição, eles começaram a de fato tentar algo e quando ela mudou em definitivo. Ele prontamente a pediu em namoro e eles começaram a linda relação que dura até hoje. Tendo se convertido em casamento ano passado, onde Edward e eu, mais uma vez, figuramos o posto de padrinhos do jovem casal.
Ainda em 2015, como prometido, fomos também os padrinhos de Angela e Ben em sua cerimônia. Foi especial e tocante apoiar minha amiga em seu momento especial, assim como ela me apoiou no meu.
Também foi nostálgico retornar a Los Angeles, já que desde que voltei à Nova York, não tinha pisado mais na cidade. Porém a viagem foi boa, Miguel e eu apresentamos ao Edward e as meninas, lugares importantes para nós.
Mostrei onde é a cede da empresa, a escola antiga do nosso filho e principalmente o apartamento em que moramos por muitos anos, que a aquela altura já estava muito diferente de como o deixamos, após as reformas que o casal procedeu no mesmo, mas que ainda sim, ao seu modo, guardava aspectos das nossas estadas por lá.
E durante a viagem, ficamos hospedados na pousada da Siobhan e Liam, encerrando meu ciclo de refúgio na cidade. Eles foram mais do que receptivos conosco e foi interessante voltar ali, após todas as reviravoltas da minha vida.
Não que tivesse qualquer dúvida, mas retornar aos mesmos lugares onde passei anos pensando que seriam meu verdadeiro lar, porém envolta a minha família, meu destino de felicidade desde o início, serviu para comprovar a certeza das minhas escolhas.
E conforme acordado entre nós no início do ano, assim que o apartamento de Edward foi vendido, investimos os recursos em novas propriedades e imóveis.
Sendo esses uma casa e um apartamento na planta, mais uma casa em um condomínio residencial um pouco fora dos limites da cidade. Tendo a certeza que não precisamos de fato usufruir dos imóveis, deixamos o investimento correr conforme seu tempo.
O fim daquele ano marcou o nascimento do primeiro filho de Rose e Emm, assim como Edward e eu, eles abriram a família com um menino, o doce Sebastian. A quem temos a honra de ser padrinhos.
E poucos dias após a chegada de mais um membro da nossa já imensa família, mas ainda em constante crescimento, comemoramos o primeiro ano das nossas gêmeas.
Nosso fim de ano sempre foi abarrotado de comemorações, com os aniversários de Alice e Nessie em outubro e novembro, respectivamente. Porém com a chegada de Chloe, comemorando sua vida dias antes da mãe, o nascimento do Bash, bem próximo ao aniversário da Nessie e fechando o pacote anual, o aniversário das meninas, nossa união familiar virou uma completa loucura, mas do tipo que mais gostamos.
A altura do seu primeiro ano, elas estavam em completo desenvolvimento, prestes a caminhar sozinhas de fato, mas já se apoiando bastante em móveis e praticando os passinhos com auxílio de alguém. E tendo nos brindado com suas primeiras palavras.
Parece que sabíamos que algo do tipo aconteceria ou apenas elas tenham seguido seus instintos, porém não nos surpreendemos quando Kath se referiu a mim, em sua primeira palavra, enquanto Claire envolveu Edward totalmente ao chamá-lo de papa. A surpresa veio pelo fato da minha, até então, caçula, falar primeiro.
Por nascer antes, Kath costumava praticar ações antes da irmã, mesmo na maioria dos casos sendo seguida pela gêmea logo em seguida. Foi assim com a amamentação através da mamadeira, início da fase de engatinhar e depois de levantar-se prestes a caminhar.
Mas dando a volta em todos nós, Claire chamou seu papai alguns dias antes de ouvir minha outra pequena dirigir-se a mim. No entanto, ambos os momentos foram sublimes e estão guardados em nossa memória com muito carinho.
Porém aparentemente assumindo a dianteira por algum tempo, Claire também foi quem primeiro de fato deu os primeiros passos sozinha, ainda que Katherine a tenha seguido, apenas alguns minutos depois, ao ver a irmã começar a desbravar o mundo por si.
Por sorte Edward e eu estávamos em casa no momento e apreciamos os passinhos das nossas meninas com muito entusiasmo.
E o ano de 2015 foi embora tendo como marco nossa característica viagem de réveillon. Apreciamos mais um momento em família conhecendo a terra da rainha, através do presente que dei a Edward em nossas Bodas de Papel.
A viagem foi incrível, assim como todas que fazemos juntos, porém sei que teve um quê a mais por estar realizando o sonho do meu amado em conhecer o local e também por conta das nossas resoluções sobre os desenvolveres das nossas vidas.
Dois mil e dezesseis começou sendo um bom ano, tranquilo a certo aspecto, porém mal sabíamos tudo que tinha reservado a nós, pois no fim a tranquilidade ficou apenas na teoria, já que passamos a considerá-lo como o ano da revolução.
Como adiantado em conversas durante o ano anterior, Thiago deixou a empresa logo em janeiro. Senti sua partida como profissional e amiga. Assim tivemos que repaginar a equipe e demoramos algum tempo para encontrar uma nova engenheira tão competente quanto ele para assumir o cargo de chefe do departamento de projetos da empresa. Porém mal sabíamos quantas surpresas esse assunto ainda traria...
Aproveitando que as meninas estavam crescendo de vento em polpa e que há três meses tinha encerrado totalmente o puerpério, termo científico empregado ao período desde o parto, até o momento que a mulher tem a nova primeira ovulação e então a volta da menstruação, conversei com Carmen para readequar meu método contraceptivo.
Até aquele momento mantive o uso da pílula anticoncepcional, mas após as meninas completarem seis meses, voltei a usar o remédio convencional e mais forte, já que elas passaram a alimentar-se também com sólidos, além do leite materno.
Assim quis me prevenir de modo mais eficaz. E pensando justamente nisso, optamos por deixar os remédios via orais e também de uso periódico de lado e embarcar no método mais seguro do mercado, o DIU.
Ainda que, Edward e eu, não tivéssemos estipulado a decisão certeira sobre a escolha de ter mais filhos ou não, na época a prevenção era a opção vigente.
E como Miguel veio, apesar do uso do anticoncepcional. E as gêmeas, em meio a uma falha hormonal das injeções. Escolher o método mais seguro era praticamente nossa única opção.
Porém preciso dizer que talvez, em algum lugar no espaço, deve existir uma força que simplesmente ama brincar conosco e provar que o único jeito de assegurar-se 100% quanto a gestações, é não praticando sua execução...
E como Edward e eu jamais seguiremos essa cartilha, pois é simplesmente impossível ficarmos distantes um do outro. Acabamos sendo arrebatados com mais uma surpresa, a última desse aspecto...
Quanto a isso, agora sim estamos garantidos...
O primeiro semestre até que não trouxe tantos percalços, ao fim do mesmo encontramos uma substituta para o Thiago, a jovem engenheira Fernanda. Ela é incrível, nova em idade, mas nesse ponto, também era, mas com bastante experiência e principalmente, gana de executar o serviço. Com tudo readequado na empresa, não tive mais do que reclamar.
Sendo que minha vida pessoal estava mais do que satisfatórias, com minhas filhas se desenvolvendo cada dia mais, pouco tempo depois de colocar o DIU, parei de amamentar no peito, questionei a Carmen se o fato teve alguma interferência no fim da minha produção de leite, mas ela assegurou que não, que apenas meu corpo chegou ao fim do processo, apesar de lamentar a perda do elo, levei o momento como mais um passo da evolução das minhas meninas.
E Miguel continuou crescendo e tornando-se ainda mais incrível, Edward e eu somos os pais mais sortudos do mundo, sem sombra de dúvidas, pois nosso primogênito nunca deixou de ser uma criança incrível, ótimo filho e irmão. E não tenho dúvida que se desenvolverá como um adolescente maravilhoso e por fim um homem tão íntegro quanto o pai.
E o que falar dele? Meu eterno amor...
A cada dia, pequeno instante, gesto, Edward envolve-me em seu amor e sou contemplada pela felicidade suprema que é viver ao seu lado.
Naquele ano conseguimos comemorar nossas Bodas de Algodão, com um pouco mais de pompa, já que nos sentimos seguros para deixar nossos filhos em casa, ao menos por um fim de semana completo. E aproveitar o mesmo, sem medidas reafirmando a consistência e força do nosso amor.
Após a data fomos brindados com a surpresa de Clare e Richard mudarem definitivamente a Nova York. Quando anunciaram a decisão, lembrei-me do dia do batizado dos nossos filhos, quando tocaram no assunto pela primeira vez.
Demorou um ano para os avós de Edward colocarem o plano em prática, mas apreciamos a ação com muito afinco. Agora eles moram próximos ao tio Billy e a Sue. Quando ambos querem se visitar podem ir até a pé. Enquanto que das nossas casas, um pequeno trajeto de carro é suficiente para traçar o percurso.
Em comemoração a mudança e para estrear a casa nova, fomos convidados para passar o 04 de julho com eles. Aceitamos sem hesitações e tivemos um ótimo feriado em família. E conforme combinado previamente, Miguel foi convidado para ficar na casa dos bisavós, assim apenas Edward, as meninas e eu, regressamos a nossa casa.
Então aproveitando a ausência do nosso filho mais velho, o que quando se tem múltiplos filhos, é sempre um ponto a favor. Decidi realizar um desejo meu e de Edward, assim o convidei para uma reunião íntima, que ocorreu em nosso escritório.
Apesar de ainda não ter realizado minha fantasia de transar com o Dr. Cullen, não me fiz de rogada em riscar da nossa lista a sua de transar com a Sra. Cullen...
E a noite foi simplesmente sensacional!
Após desfrutarmos bastante de todos os espaços e superfícies disponíveis no escritório, vimos o dia clarear fazendo um amor gostoso e calmo na cama...
Sou capaz de afirmar em que momento do maravilhoso encontro dos nossos corpos a mágica aconteceu? Não. Mas quando descobri a forma que aquela noite e madrugada, tornaram-se especiais, entendi o porquê do desfecho inesperado.
O aniversário de nove anos do Miguel caiu especificamente em um sábado, por isso não abrimos mão de fazer sua festa. E como as anteriores ocorreram em casa, optamos por realizar essa novamente em um ambiente externo.
Com isso ao menos ao fim de tudo não tive que preocupar-me com a arrumação de nada, apenas contemplar a felicidade do meu pequeno, que já não está mais tão pequeno assim. Não tenho dúvida que em poucos anos passará minha altura, provavelmente atingindo a mesma estatura do pai.
Porém apesar de certa tranquilidade frente aos preparativos, ao fim da festa estava extremamente cansada e foi um dos dias que acabei deixando o cuidado dos nossos filhos apenas com Edward.
No decorrer do mês continuei a apresentar quadros de cansaço constante, como também mudanças bruscas de humor, irritabilidade e ao fim de agosto tinha certeza que estava passando por uma crise horrível de TPM, mas quando no início de setembro minha menstruação não veio e me toquei do fato de que em agosto também já não a tive, comecei internamente a surtar.
Não, isso não pode estar acontecendo.
Deve ser outra coisa. Sintoma de algo parecido.
Não tem um ano que voltei a menstruar, é claro que meu ciclo pode estar desregulado.
Também implantei o DIU no início do ano, tenho que estar segura.
Repeti esse mantra durante todo tempo de espera para o resultado do exame de sangue, pois a mínima suspeita da possibilidade de estar grávida de novo, corri para me consultar com a Carmen, nem arrisquei fazer um teste de farmácia e surtar sem a comprovação direta.
Assim que relatei a ela minha situação, fui instruída a passar pelo procedimento já conhecido e quando o resultado saiu e voltei a sua sala para saber a verdade, a expressão em seu rosto confirmou minhas as suspeitas, antes mesmo das suas palavras.
Como?
Foi apenas o que pronunciei.
Então ela explicou que isso pode acontecer, que não é o padrão, mas tão pouco é tão raro. Quer dizer, acontecem casos de gravidez com DIU, uma taxa de 1% a 2%. E aparentemente Edward e eu somos os sortudos contemplados nessa média.
Sai do hospital totalmente desnorteada, pedi segredo absoluto a Carmen e não voltei a trabalhar naquela tarde, preferindo colocar meus pensamentos no lugar a sós, antes de encontrar qualquer pessoa, especialmente o pai do meu mais novo filho.
Dirigi por bastante tempo, até que acabei passando perto do parque que fica próximo a minha antiga casa, onde vi Edward pela primeira vez e passamos boa parte do nosso namoro da juventude. E ali também foi o lugar do nosso novo primeiro beijo, quando voltei à cidade após a partida.
Pensar nesses fatos encheu-me de segurança.
Edward é meu amor desde o primeiro instante que o vi e estar grávida novamente é um presente, assim como foi com nossos outros filhos. Significa que mais uma vez estamos tão inundados de bons sentimentos que o mesmo transpassou por nós.
Mais calma retornei para casa, mas acabei não revelando a novidade naquela noite, com a proximidade do meu aniversário optei por preparar uma surpresa a altura da notícia.
— Papa.
As meninas começaram a falar quando o pai entrou em casa.
— Oi minhas princesas, como estão?
— Be papa. – Claire respondeu.
— Bem, sim?
— Baço papa.
Kath pediu esticando os bracinhos para Edward pegá-la no colo.
— O papai tem que tomar banho primeiro, meu amor. Mas já volto para enchê-las de beijos e abraços.
Elas voltaram a mexer em seus brinquedos e ele me direcionou um olhar penetrante.
— Oi Heart.
— Oi Dream.
— Cadê o Miguel?
— Está terminando a lição de casa.
— Estamos sozinhos?
Perguntou em referência as nossas ajudantes do lar.
— Sim, só nossa família.
— Maravilha. Vou tomar banho e já desço para te encher de beijos também.
— Esperarei ansiosa.
No sábado terá um almoço em comemoração ao meu aniversário, mas hoje pretendo marcar a data com uma notícia que ninguém espera, já que como a aniversariante, devia ser eu a receber presentes, mas não poderia estar mais feliz pela surpresa que farei aos meus amados.
Quando Edward voltou, Miguel já havia terminado a lição e juntou-se a nós na recepção ao pai.
Edward me felicitou e amou profundamente pela manhã antes de sair, mas quando me beijou aproveitou para sussurrar novamente os parabéns ao meu ouvido.
Fiz um jantar diferenciado e o desfrutamos prazerosamente, Edward e eu intercalamos entre comer e alimentar as meninas em seus cadeirões.
E de volta a sala foi o momento de comermos o bolo que preparei especialmente para a ocasião.
Servi um prato a cada um e até as meninas ganharam seu pedaço de bolo individualmente, cobri suas roupas com um bom babador e também a deixei sentadas em seu tapete, assim podem se sujar a vontade sem problemas.
— O bolo está muito bom mamãe.
— Obrigada Miguel.
— Bom mami. — Kath falou.
— Está gostoso, não é lindinha?
— Porque estou sentindo algo estranho embaixo desse prato, Heart?
Olhei sapeca para Edward.
— Porque quando terminarem de comer tem um recado a cada um embaixo dos pratinhos, mas só poderão ver ao fim.
— Pois já estou terminando.
— Oh não, meu filho. Existe uma ordem para revelar os cartões, então não adianta terminar primeiro, pois terá que esperar todos acabarem.
— Isso não é justo mãe. As meninas levarão uma vida para terminar o bolo delas.
— Seja paciente Miguel. – Edward pediu. – Além do que, suas irmãs também já estão terminando, olhe só.
Apontou as duas que realmente estão quase acabando seu pedacinho de bolo.
É claro que o delas é menor, pois sei o quanto minhas pequena aguentam, mas ainda sim é sempre engraçado vê-las desfrutando dos alimentos por si mesmas.
Porém para manter um pouco o suspense, fiz questão de saborear bem meu pedaço de bolo antes de dar a sobremesa por finalizada, limpei as mãos e boca das meninas e virei aos meus rapazes que estão atentos me olhando.
— Agora já podemos saber qual a surpresa, mamãe?
— Agora sim. Mas como disse, existe uma ordem para revelar os cartões. – Informei. – Vamos começar com a Claire.
Puxei o papel debaixo do seu prato.
— El.
— Sim, querida. E o que tem no papel?
Virei mostrando a bebê que me olhou confusa.
— Mostra ao papai e o Miguel o que você viu.
Ergui sua mão formando o número dois com seus dedinhos.
— Dois? O que é dois?
Edward perguntou, mas não o respondi.
Ao invés disso virei para Kath e repeti o processo tirando o papel e mostrando a ela.
— Sua vez de mostrar meu amor.
Ergui três dedinhos da minha outra menina.
— Ok, dois, três...
— Tê. — Kath gritou repetindo o irmão.
— Muito bem princesa, isso mesmo. Você é o três. – Beijei sua testa e virei ao Miguel. – Sua vez filho.
— Acho que sei o que tem aqui, mas vamos lá. – Tirou o papel revelando seu número. – Quatro.
— Agora é você ou eu, Heart?
— Você. Pode abrir.
Ele puxou o cartão, mas olhou confuso ao ver o número.
— O meu diz seis. Acho que a ordem ou a numeração está errada.
— Será? Vocês não sabem o que tem no meu. – Pontuei.
— Então mostre logo mamãe. Ainda não entendo o que está acontecendo aqui, mas estou curioso.
— Má. — Claire deitou a cabeça no meu joelho e acariciei seu cabelo.
Puxei o último papel do bolso da calça e estendi a Edward.
— Abre Dream e veja se entende.
Meu cartão, diferente do deles, foi dobrado em duas partes, então ao invés de virar para ler o conteúdo, ele o abriu como instrui.
— Cinco mais um. – Olhou para nós. – O que quer dizer cinco mais um?
— Cinco mais um da seis pai.
— Não diga garoto. – Edward o provocou.
— Mas porque a mamãe é cinco mais um? Segundo a contagem deveria ser apenas cinco. E porque tudo começou no dois?
Edward olhou novamente o cartão que lhe entreguei, então passou os olhos por cada um dos nossos filhos até conectar o olhar ao meu.
— Seis.
— O que foi pai?
— Nós somos seis.
— Não papai, somos cinco.
— Ico. — Kath gritou novamente.
— Bella...
— O que foi Edward? – Sorri inocente.
— Nós somos seis?
— O que você entendeu sobre esses números?
— Eu sou o seis, você o cinco, Miguel o quatro, Katherine o três, Claire o dois. Porém no momento você também é o cinco mais um. Ou seja...
— Em breve saberemos se sou um cinco mais um ou uma. – Senti as lágrimas umedecerem meus olhos. – Mas definitivamente já somos seis.
— A senhora está grávida mamãe?
— Sim.
— Ah, meu Deus. Bella!
Edward se atirou do sofá no chão para me abraçar.
— Papa. — Claire protestou colocando a mão no pai querendo fazer parte do abraço.
— Vem aqui princesa. Minhas duas princesas. – Puxou Kath e Claire para o colo. – E nosso príncipe. Vocês ganharão um novo irmão.
Miguel sentou do meu lado e assim nos abraçamos em família, nossa família de seis.
— Eu te amo tanto.
Edward murmurou enchendo meu rosto de beijos.
— Você está feliz?
— Mas é claro. Ainda pergunta? Nós seremos pais de novo. Como não ficar feliz?
— Quatro filhos.
— Quatro frutos do nosso amor.
— Mamãe, parabéns.
— Obrigada meu lindo. Você também está feliz em saber que ganhará mais um irmão?
— Sim. Mas será que dessa vez virá um menino? Papai e eu já estamos em desvantagem aqui.
— Não sei meu bem, mas em breve descobriremos.
— E já sabe se é apenas um bebê? – Edward perguntou.
— Ah, isso já confirmei. Ainda não fiz a primeira ultrassom, pois quero você lá comigo. – Ele beijou minha mão. – Mas Carmen confirmou com o exame de sangue que essa gestação é de apenas um bebê.
— Então nossas princesas serão as únicas gêmeas da casa.
Abraçou um pouco mais nossas filhas em seu colo.
— Isso se não tiverem mais filhos. – Miguel comentou.
Edward e eu o olhamos consternados.
— O que foi? Todos sempre falaram que os senhores teriam mais filhos e no fim das contas estavam certos, não é? Acho que sempre poderei contar com a possibilidade de novos irmãos.
— Miguel, calma. Estou grávida novamente, mas, por enquanto, vamos pensar apenas nessa gestação, ok?
— Está bem mamãe. Mas estou realmente feliz.
— Isso ai filho. Nossa felicidade é tudo que importa. E a partir de agora nossa casa ficará ainda mais cheia dela.
— E de crianças também. – Brincou.
Não resisti a enchê-lo de cosquinha, as meninas começaram a gritar querendo participar e Edward logo as colocou no bolo. Assim inundamos nossos filhos de carinhos e muito amor, como será sempre.
Se em meu aniversário de 18 anos, alguém dissesse que comemoraria o de 28 anos com três filhos nascidos, um na barriga e casada com Edward, poderia levantar dúvida sobre a quantidade de filhos, mas não que estaria casada com ele.
Já que sempre soube da intensidade do nosso amor e nesse momento estou plenamente feliz com o rumo da minha vida...
Mais tarde naquela noite, após fazermos amor de modo exultante em comemoração não só novamente ao meu aniversário, mas também a novidade. Conversamos sobre a nova gestação.
Edward questionou como mais uma vez pudemos contrariar os métodos contraceptivos e contei o que Carmen informou que sempre existe uma taxa de falha e aparentemente temos algum poder de atravessá-la.
Então falamos sobre a concepção do novo bebê, já que esse sempre foi um marco importante em nossa história, os momentos em que nossos filhos surgiram através de nós.
E quando relatei que pelas contas, tudo deve ter acontecido após a comemoração do 04 de julho, Edward novamente ficou inflado de orgulho relembrando nossas performances na noite.
E por fim brinquei sobre algum dia chegarmos a realizar a fantasia com o Dr. Cullen, termos que nos prevenir 110%, já que a nova gestação ocorreu em meio à fantasia com a Sra. Cullen...
Guardamos o segredo durante a semana, pois quisemos contar aos familiares em meio ao meu almoço de aniversário. Contando com a presença dos meus pais, meus sogros, os avós de Edward, nossos tios e irmãos. Comunicamos a família sobre a chegada do novo bebê.
Mamãe, Esme e Clare, obviamente surtaram muito. Papai ficou genuinamente surpreso, mas também feliz. Carlisle, Richard e tio Billy parabenizaram Edward demais. E Jake e Emm não resistiram à enxurrada de piadas sobre nossa fertilidade acima da média.
Chegaram a cogitar descendermos de coelhos, pois nunca viram alguém como nós, mas realmente somos uma espécie rara, pois nosso amor é sempre capaz de transpassar todas as características banais e especialmente as barreiras impostas a ele.
Após contar a novidade aos familiares, os próximos a saberem foram os amigos, o pessoal no trabalho ficou muito contente em saber da novidade. E até meus superiores em Los Angeles parabenizaram-me sem restrições pela nova gestação.
Riley praticamente não se conteve ao saber da novidade, nos parabenizou muito também, confirmando o fato de ter previsto que não pararíamos no terceiro filho, apesar de saber que mais uma vez não planejamos a gravidez.
Porém nos ressentimos um pouco de contar a novidade a Kate e Garrett, já que eles vinham tentando engravidar a quase dois anos sem sucesso, enquanto sem qualquer pretensão, conseguimos novamente o feito.
Porém mostrando mais uma vez as pessoas incríveis que são, ficaram muito felizes por nós. Mia também não deixou de enfatizar a alegria pela chegada do novo bebê e assim como o Miguel, entrou no time a espera de termos um menino.
Sei que meu filho amaria o bebê do jeito que fosse, mas era natural torcer pela chegada de um novo irmão, ainda mais por já ter duas irmãs.
Em meio a isso nossa família fez um pequeno bolão de aposta sobre o sexo do nosso bebê, após confirmar categoricamente que terei apenas um filho, eles quiseram brincar com essa possibilidade.
E Edward e eu acabamos entrando na brincadeira de modo até mais efetivo. Eu apostei na hipótese de um menino, enquanto Edward acreditou que teríamos mais uma menina, então prometemos que quem acertasse teria o direito de escolher o nome do bebê.
Aguardamos com expectativa até novembro, quando durante a ultrassom Carmen revelou a chegada de mais um príncipe para completar nosso reino de amor. Mas apesar da curiosidade de todos referente ao nome, não tomei a decisão de pronto, por isso optei por aguardar até o momento certo para efetuar a revelação.
Graças a Deus a gestação passou tão tranquila quanto as anteriores, mas parecendo saber que seria o último bebê que gestaria, meu pequeno fez e aconteceu na questão dos desejos, situação não vivida com seus irmãos.
Foram dias de pedidos, não necessariamente malucos, mas controversos a minha rotina de alimentação, porém Edward não hesitou um instante sequer a realizar cada um muito contente pelo feito.
Ainda mais os desejos que dependiam apenas dele, já que meu apetite sexual também esteve a pico durante toda a gravidez.
A única vez que de fato me irritei com ele durante todo o processo foi pouco antes do aniversário de dois anos das nossas filhas, quando estava com por volta de cinco meses, pois ele começou a implicar com o fato de pegá-las no colo, mas até parece que deixaria de cuidar das minhas filhas e das suas necessidades só por conta da nova gestação.
Porém tudo se acertou quando Carmen confirmou que estava bem, tinha uma barriga pequena que não me impedia de fazer nada e enquanto não apresentasse desconforto de nenhum tipo, podia continuar com meus afazeres normalmente.
Assim pudemos fazer o aniversário de dois aninhos das minhas meninas conforme esperado, cheio de alegria e curtição, marcando sua evolução e crescimento com muito amor.
Perto das festas de fim de ano acabamos tomando uma decisão, que com certeza mudaria as coisas em casa para sempre, mas era muito necessário tomarmos essa atitude.
Assim, após conversar bastante e analisar nossas necessidades, decidimos reformar a casa, expandindo-a.
Pois quando começamos a pensar em montar o quarto do bebê, vimos que de fato em pouquíssimo tempo ficaríamos sem espaço. O fato das gêmeas ainda dividirem o quarto era um bônus, pois se de repente nós ou elas mesmas, decidissem efetuar a separação, acabaríamos sem cômodos para acomodar nossos próprios filhos.
Deixamos para iniciar a reforma no início do ano seguinte. E marcando mais um ano novo de modo especial, viajamos para Miami.
Convidamos meus pais para passarem conosco, mas como eles recusaram, fizemos uma escala em Jacksonville na ida, viajando com eles após as festas de natal e ai sim seguimos ao destino planejado. E depois de muito tempo em meio ao frio e a neve, apreciamos um ano novo ensolarado.
A viagem, além de maravilhosa por si só, marcou também a primeira vez que o bebê mexeu e tal fato obviamente ocorreu sob a interferência de Edward, pois acordei em uma manhã com ele mexendo em minha barriga e conversando com nosso filho e para mostrar ao pai que estava ouvindo-o e receptivo as suas palavras, mexeu em minha barriga, emocionando-nos completamente.
Foi naquele instante, em meio às lágrimas de alegria, enquanto Edward beijava minha barriga e continuava a conversar com nosso filho, que escolhi seu nome...
De volta a nossa casa e a rotina, fomos brindados por duas ótimas notícias. Edward quis brincar que inspiramos os casais, mas de todo modo ficamos muito felizes ao saber das novas gestações da Mary e o Eduardo, assim como do meu irmão e Rose.
Nossos amigos sempre afirmaram querer um segundo filho e com o pequeno Henry deixando de ser mais tão pequeno, optaram por aumentar a família.
Enquanto Emm e Rose, desde o nascimento do nosso precioso afilhado, falaram que gostariam de ter o segundo filho em pouco tempo, para que as crianças crescessem em idades próximas.
Mas claro que meu irmão não deixou de brincar que não podia deixar Edward ganhar tão na dianteira assim, se Jas e Jake o deixaria ultrapassá-los, ele não estava disposto a tal.
De todo modo às notícias foram bem recebidas e continuaremos a povoar o mundo com novos bebês, frutos do amor de cada casal.
Logo em janeiro também começamos a reforma. E trabalhando em uma construtora, é óbvio que contei com os melhores profissionais cuidando de tudo. Nessie assumiu o projeto arquitetônico e em parceria com a Fernanda, iniciaram a nova construção.
Muitos nos julgaram malucos de reformar a casa, em meio a uma gestação, com filhos pequenos e continuando a morar no local.
Em certos momentos dei razão a eles, porque foi realmente uma loucura, houveram dias que quis desistir, jogar tudo para o alto e simplesmente deixar a casa como estava ou mudar para um trailer isolado de qualquer confusão, mas mantivemo-nos firmes em busca do objetivo maior.
Porém bem quando começamos o projeto, recebi uma grata surpresa no trabalho, a volta do Thiago. Durante o tempo fora, mantivemos contato e quando ele informou não estar mais tão contente com a escolha de partir, ofereci de pronto que voltasse a empresa, pois com seu currículo não seria nada complicado readmiti-lo.
E assim foi feito, mas sua ausência da empresa deixou marcas, uma dela foi o posicionamento da Fernanda na equipe. E por algum motivo, assim que se conheceram, meus dois melhores engenheiros detestaram-se de cara. No entanto, tiveram logo que aprender a trabalhar juntos, pois Thiago se dispôs a auxiliar no projeto da nossa casa, para terminar o mais rápido possível.
Opção que foi vantajosa a nós, mas completamente difícil aos dois. Durante esse tempo foi quando Edward, por fim, deixou as implicâncias de lado e solidarizou-se com meu amigo, ao vê-lo padecer diante da imponente mulher.
Em um dia até comentou como a dinâmica dos dois lembrava a nossa quando nos conhecemos, com as implicâncias constantes, porém envoltos a muito mais sentimentos do que queríamos demonstrar...
Março marcou o fim da reforma e nosso desfrute da casa nova, e foi no momento certo, já que nosso filho estava para chegar ao início de abril, de acordo com as previsões médicas. Mas foi sublime contemplar nosso lar repaginado com tudo que sonhamos e pedimos.
Criamos um novo andar inteiro, totalizando o total da casa a três.
O novo andar está composto com uma nova suíte para Edward e eu, muito maior do que a anterior, mas mantendo a vista e ângulo da varanda, pois não quisemos abrir mão da que possuímos.
No andar também incluímos um quarto de hóspedes, por conta disso um banheiro social. E finalizamos o mesmo subindo o escritório, já que é de uso exclusivo nosso nada mais lógico do que ficar a nossa disposição em um trajeto curto até o quarto.
No segundo andar, também conhecido como andar das crianças, quebramos a suíte antiga transformando o espaço em dois novos quartos, totalizando cinco.
Nossas meninas continuarão dormindo juntas pelo tempo que quiserem, mas também se optarem por dispor do cômodo individual poderemos oferecer o conforto sem problemas.
Assim é como se tivéssemos mais dois quartos a disposição de hóspedes, se bem que um com certeza um acabará ficando fixo para a Mia, diante do tanto que a garotinha passa tempo conosco.
E como adoramos sua presença entre nós, nada mais natural do que dispor de um quartinho mais com a sua cara.
E com a retirada do escritório, transformamos o espaço em uma sala de diversão/jogos. Tanto as crianças poderão se entreter, como nós e os convidados de ambos os nichos.
Realmente amamos como a casa ficou, pois em nenhum momento passou pela nossa cabeça deixá-la. Desde o primeiro dia que Edward me trouxe para conhecê-la, senti que aqui seria nosso verdadeiro lar, assim apenas o ajustamos para que se adequasse novamente as nossas necessidades.
E não demorou a Mia estrear o quarto, pois seus pais passaram por uns dias difíceis e mostramos total apoio a família, ajudando-os no possível.
Pois após saber da minha nova gestação e continuando a não ter sucesso em suas próprias tentativas, o casal decidiu procurar ajuda médica para avaliar os motivos por trás da situação.
Foi assim que a Kate descobriu a presença de miomas em seu útero e infelizmente sua situação não foi passível de tratamento, por conta não só da quantidade, como também do tamanho dos nódulos.
Assim, as chances de terem um novo filho de modo convencional acabou caindo por terra, já que Kate teve que ser submetida a uma cirurgia completa de retirada do útero.
Durante o tempo de recuperação no hospital, Mia ficou conosco. Apesar de contar com o apoio da família de ambos, por conta da nossa proximidade e conexão da menina com nossos filhos, oferecemos o cuidado a ela e seus pais acabaram aceitando.
Após a volta de Kate para casa, conversamos bastante com os dois, sobre seus planos de futuro, se continuariam tentando ter filhos por outros métodos, como adoção ou barriga de aluguel, mas por hora eles informaram que deixariam o assunto em suspenso para cuidar da família que já possuem. Atitude que consideramos bem acertada no momento.
Com a normalidade voltando a rondar nossas vidas, ao menos enquanto nosso bebê não nascia. Edward e eu também tomamos uma importante e definitiva decisão. Resolvendo de fato fechar a fábrica e manter nossa família com a marca de quatro filhos...
Dois meninos e duas meninas é mais do que poderíamos desejar e conscientemente consentimos em ser o ideal.
De pronto o informei que faria uma laqueadura, ligando minhas trompas, para que de uma vez por todas bloqueássemos qualquer possibilidade de nova gestação, já que para todos os conhecidos, somos praticamente os desafiadores de contraceptivos.
Porém mostrando uma parceria absurda, Edward falou que também tomaria suas próprias providências, optando por fazer uma vasectomia.
Pois se nublamos todas as taxas de 1% existentes, o melhor era garantir, que nem por qualquer óvulo resistente ou espermatozoide fujão, acabássemos em meio a uma quarta gestão e sabe-se lá em qual número de filhos.
Apesar de amar todos sem medidas, ao decidirmos de fato que agora sim estamos completos, nada mais natural do que efetivamente fazer por onde manter-nos assim.
Antes mesmo do parto, conversamos com os médicos especialistas e diante do nosso quadro e histórico, não fomos desaconselhados a seguir o caminho desejado, visto nossa idade. Assim ambos os procedimentos ficaram marcados para depois do nascimento do nosso filho.
E ás 2h51min, do dia 09 de abril de dois mil e dezessete, nosso quarto filho chegou ao mundo, saudável, chorando a plenos pulmões, mas cheio de vida.
O trabalho de parto foi o mais simples de todos. E contar novamente com o apoio de Edward em tempo integral, me encheu de segurança e garra para trazer nosso menino ao mundo com toda segurança e força possível.
Sei que sou guerreira, mas também privilegiada, por ter conseguido trazer meus quatro filhos ao mundo por parto normal, sem nunca ter passado por qualquer complicação. E serei imensamente grata a Deus por essas e outras graças.
Mas apesar de ter nascido de madrugada como os irmãos. Nosso caçula despontou para nascer muito próximo à meia-noite, assim quando chegamos ao hospital já fui encaminhada para a sala de parto por apresentar bastante dilatação e ai foi só deixar a natureza fazer sua parte.
Por conta disso nossos filhos não estiveram conosco a espera do processo e por serem os conhecidos que moram mais próximos, acabamos pedindo à Kate e Garrett para ficarem com eles em casa, enquanto seguimos para o hospital.
Mas assim que o dia amanheceu eles foram os primeiros a nos visitar, e ainda bem, pois Edward estava quase tendo uma síncope, pois não quis revelar o nome do nosso filho sem estarmos completos em família.
Desse modo, como apresentamos Katherine e Claire, uns aos outros, com nossa família completa, finalmente lhes revelei a escolha...
— Edward, Miguel, Katherine, Claire.
Sorri para cada um, completamente emocionada.
Edward está com nossas filhas no colo, que olham com bastante curiosidade para o irmão mais novo, enquanto Miguel está do outro lado da cama, também próximo o suficiente para enxergar-nos bem.
— Quero que conheçam o mais novo integrante da nossa família. Edward Thomas Swan Cullen...
— Papai. – Kath apontou.
— Isso mesmo querida. É o nome do papai, mas agora também do seu irmão.
— Neném. – Claire completou.
— É um nome muito bonito mamãe.
— Gostou querido? – Ele assentiu. – Agora além de ter um companheiro em muitos aspectos, seu irmão e você compartilharão para sempre o nome do homem que os deu a vida. Que é simplesmente o melhor homem que já conheci e que amarei para sempre.
Respondi ao Miguel, mas concentrando o olhar em Edward, que até agora não se pronunciou.
— Dream, você está bem?
— Eu... Bella.
Ele começou a chorar.
— Não lola papai.
— Baço papai.
As meninas prontamente tentaram consolar o pai, sem entender o porquê da emoção, mas como ele, não fui capaz de conter as lágrimas.
— Você sabe o significado do seu nome, Dream? – Ele negou. – É como guardião rico, protetor de riquezas. E esse é você. Nosso alicerce desde sempre. Nosso protetor. E Thomas, significa gêmeo. Um significado estranho e que talvez não combinasse para escolha, mas quando decidi o nome do bebê não tive dúvida que gostaria que Edward Thomas, fosse semelhante a você. Com seus valores e riquezas.
— Quando você fez a escolha?
Perguntou ainda com a voz embargada.
— Quando ele mexeu a primeira vez, assim como o Miguel, o fez por sua causa. Nossos filhos são apaixonados por você desde a barriga. Então, nada mais justo do que homenageá-lo, através dos nossos dois garotos.
— E como vamos chamá-lo mamãe?
— Iremos tratá-lo por Thomas. – Edward interpôs. – Eu não tenho palavras para expressar minha gratidão a você Bella. O que estou sentindo nesse momento não pode ser representado com palavras. Mas apesar de imensamente orgulhoso, acredito que seja melhor nosso garoto ser tratado pelo segundo nome. Para que trilhe por si só sua jornada, porém não deixando de contar com o elo que possui não só comigo, mas com todos nós, como sua família.
— Concordo totalmente Edward. E fico feliz que tenha gostado.
— Eu não gostei. Eu amei. Assim como amo você. E aos nossos filhos.
Edward se esticou para beijar cada um de nós e bem nesse instante Thomas abriu os olhos, revelando aos irmãos sua cor.
— Ele tem os olhos como os da senhora e da Kath, mamãe.
— Tem sim meu amor. Ele realmente veio para completar nossa família de modo sem igual.
Afirmei ao meu primogênito de olhos verdes como pai e a irmã mais nova. Enquanto minha primeira menina e nosso caçula compartilham das minhas orbes chocolates...
Aquela manhã ficou marcada por mais um momento especial, pois após o momento familiar, convidamos os Pace para conhecer nosso filho e assim Edward e eu convidamos Kate e Garrett para serem padrinhos do bebê.
Diferente da escolha do nome, esse fato decidimos juntos, pois apesar de com a graça de Deus, termos familiares e amigos maravilhosos, podendo escolher entre vários para tal honraria, esse casal em especial conquistou lugar especial entre nós, assim como sua preciosa filha.
E diante dos últimos acontecimentos, mais do que desejamos que tenham alguém a quem dedicar o amor fraternal.
Eles prontamente aceitaram o convite, Kate chorou um pouco quando segurou Thomas a primeira vez, mas em conjunto prometeram ser ótimos exemplos e cuidar do nosso bebê como a um verdadeiro filho.
Thomas deu um pouco mais de trabalho do que os irmãos no sentido de dormir, por isso em seus primeiros dias em casa atingimos o cúmulo da exaustão, mas após completar quinze dias de vida, conseguimos encaixar as coisas de volta aos eixos e seguir com a vida.
É óbvio que a comemoração das nossas Bodas de Trigo acabaram ficando apenas na teoria, já que ainda estava de resguardo e dessa vez nem conseguimos voltar às brincadeiras inofensivas, antes do término final.
Muito também, porque marquei minha cirurgia de laqueadura para o primeiro dia permitido após o parto, sendo assim quando atingi a marca de 45 dias, fiz o procedimento, que foi muito simples e de recuperação rápida no hospital, então em casa apenas precisaria manter o celibato por mais 15 dias para eficácia do processo.
E na mesma semana, Edward fez sua vasectomia, assim ficamos em recuperação conjunta, mas com a certeza de que quando liberados, seria com 100% de segurança ou 110%, como Edward gosta de brincar.
Quem pareceu não concordar nenhum pouco com nossa escolha, foi Riley. Que começou a protestar em indignação sobre não termos mais filhos para ele apadrinhar, ainda mais após toda sua campanha para termos o quarto.
É claro que tudo não passou de brincadeira. Ele, assim como todos nossos conhecidos, acharam a escolha de Kate e Garrett, acertada.
Mas obviamente não perderia o jeito, tão pouco a oportunidade de provocar. Tanto que no dia que Edward foi operado, ele ficou ao meu lado na sala de espera, professando piadas e impropérios sobre a situação do meu marido.
Porém quando finalmente fomos liberados para voltar a nossa vida sexual, após longos sessenta dias, o maior tempo que ficamos sem o outro desde que nos reconectamos, apreciamos como nunca!
Ainda mais após a linda surpresa de Edward, que fez questão de presentear-me com uma mesa de sinuca para nossa sala de jogos.
Nem preciso dizer como a estreamos e como deixamos nosso amor transpassar através dos nossos corpos, por todo tempo que nos foi permitido, até voltarmos ao modo pais, para cuidar do nosso caçula e suas necessidades...
Minha nova licença maternidade duraria até outubro, porém para voltar tão perto do fim do ano, acabei fazendo um acordo com a empresa.
Assim fiquei em casa dedicando-me apenas aos meus filhos, até agosto, a partir de então voltei a trabalhar, mas de modo híbrido e também fazendo muito da jornada em home-office, até dezembro.
Mas apesar disso, mesmo ainda contando com o apoio da Sue, Tia e tendo a Rebecca cuidando das meninas, Edward e eu decidimos contratar uma nova babá especificamente para o Tom, apelido que nosso menino ganhou facilmente, poucos dias após chegarmos do hospital, tanto as crianças, quanto Edward e eu, já o estávamos tratando pelo modo carinhoso.
Porém quisemos contratar outra babá, ao invés de tentar encaixar os horários da Rebecca, para que também cuidasse do nosso filho, por conta das necessidades distintas de ambos.
Com as meninas prestes há fazer três anos, enquanto meu bebê em seus poucos meses de vida. Possuíam rotinas, cuidados e atividades que precisavam de supervisão diferenciada.
Assim, continuando a ser uma luz em nossa vida, Rebecca recomendou sua irmã, Rachel, que estava terminando sua própria graduação em pedagogia.
Já que ao menos de início, por conta da minha permanência em casa, Tom não seria deixado aos cuidados da babá em período integral, a moça pôde auxiliar-nos, enquanto finalizava a graduação.
E como a irmã, ela também é um amor e a conexão que criou com o Tom foi instantânea, desse modo nos momentos que estava imersa no trabalho, mesmo em casa ou quando precisava ir a empresa por algum motivo, sentia-me segura em deixar meus filhos aos cuidados das duas, com confiança e segura de que tudo ficaria bem.
E em meio a uma das visitas a empresa, acabei descobrindo, ou melhor, dizendo, praticamente flagrando, meus queridos amigos e engenheiros, entendendo-se e deixando definitivamente as implicâncias de lado.
Na hora tive que impor a autoridade de chefe e adverti-los pelo momento presenciado, mas depois não pude deixar de comemorar o início do relacionamento, tendo certeza de que eles foram feitos um para o outro.
Pouco antes de deixar minha licença integral e passar ao modelo híbrido, Rose entrou na sua por conta do nascimento do segundo filho com meu irmão. E para surpresa de ninguém, ela teve outro menino, o tão adorável quanto o irmão mais velho, Joshua.
No entanto, a surpresa ficou por conta da escolha dos padrinhos, quer dizer, em nossa família, diante dos laços estabelecidos, não há tanta surpresa assim, mas não podemos negar que Jake e Nessie encheram-se de gratidão ao serem escolhidos como padrinhos do bebê.
E a partir dai Alice assumiu o posto, que antigamente pertencia ao Emm, de conjecturar o fato de ela e Jasper ainda não serem padrinhos de um bebê dos dois, induzindo Rose a não fechar sua fábrica, mesmo que eles próprios, até então, não tivessem tirado Chloe do posto de filha única.
E falando em apadrinhar crianças, Edward e eu recebemos a honraria novamente, quando a filha da Mary e o Eduardo nasceu.
Eles sempre falaram que se tivéssemos mantido contato na época do casamento, teríamos sido seus padrinhos também, mas como isso não pôde acontecer recebemos o enorme prazer de apadrinhar a filha caçula do casal.
E com tantas crianças em nosso seio familiar, é impossível não estar sempre envolvidos em várias comemorações decorrentes dos mesmos.
Assim passamos pelo aniversário de dez anos do Miguel e confesso que fiquei extremamente emotiva na época, dei a desculpa de ainda estar envolta a muitos hormônios da gravidez recente, mas a verdade é que ver meu primeiro bebê completar uma marca tão importante, deixou-me realmente sensível e nostálgica, pensando em como foi nosso começo, que por cinco anos fomos praticamente o único ponto de apoio do outro, mas que agora somos completos em nossa maravilhosa família de seis...
E no fim do ano então, parecia que todo fim de semana tínhamos um aniversário para ir, começando com o da Chloe, então o Bash e fechando com os três anos das minhas meninas, que a cada dia tornam-se mais sapecas e apesar de ainda manterem muitas conexões, começam a mostrar também vários pontos de individualidade.
Como gostamos tanto de passar o ano novo anterior em um lugar quente, a viagem familiar acabou sendo para a Califórnia, mais especificamente em São Francisco.
Claro que aproveitamos para visitar também nossos amigos de Los Angeles, então o ano de 2018 iniciou da melhor maneira possível após toda a curtição da viagem.
No entanto, não estávamos esperando algumas mudanças não tão agradáveis que surgiram assim que iniciamos a rotina de trabalho. No caso, voltado ao emprego de Edward, pois desde o ano passado ele começou a trabalhar na escala de 12x36.
Ela tem suas vantagens, desse modo ele sempre tem um dia livre para estar em casa, com as crianças, sendo muitos desses durante a semana contribuindo com nossa rede de apoio. Porém com esse modelo de trabalho, não existe mais fim de semana, feriado ou comemoração especial.
Tudo teve que ser readaptado de acordo com sua escala, mas também fizemos dos momentos em conjunto ainda mais preciosos. Onde todos os sábados e domingos que passamos os seis juntos ou muitas vezes, os sete, contando com a presença da Mia. Priorizamos totalmente a conexão familiar e a qualidade desse tempo.
E tendo total ciência de como é a vida de um médico, até nossos familiares se dispuseram a apoiar e deixar para efetuar as reuniões de acordo com a folga de Edward. Ou em outros casos, apenas dávamos sorte do dia escolhido calhar com seu tempo livre.
Foi assim que não perdemos a oportunidade de ser padrinhos de Ian e Nina que casaram ano passado, pouco antes do Riley e a Lily, mas para tal os amigos planejaram com antecedência ambas as folgas para coincidir não somente com o dia da cerimônia, mas também com a despedida de solteiro.
Não tenho a mínima ideia do que houve nesse encontro masculino, mas por comentários aleatórios captados por ai, Riley fez questão de reunir todos os homens que estiveram também na despedida de Edward, para selarem um marco...
Enquanto esses casais optaram pelo matrimônio formal, Thiago e Fernanda decidiram morar juntos, mas sem pretensão de casar, por enquanto. Mas de todo modo, não posso estar mais feliz por eles e a relação.
Dois mil e dezoito também marcou a chegada de Edward e eu a casa dos trinta anos.
E sinceramente, nunca estive mais feliz.
Quer dizer, tive uma infância feliz, pré-adolescência não tão complicada, adolescência cheia de mudanças, mas também foi quando encontrei meu grande amor. E até ali não tinha o que reclamar.
No entanto, o início da fase adulta não foi o mais fácil de todos, porém o meio dos meus vinte anos marcou o verdadeiro começo da minha felicidade plena e desde então só tenho desfrutado dos seus louros.
De esse modo chegar aos trinta anos, com quatro filhos incríveis, carreira bem sucedida, com familiares e amigos inacreditavelmente importantes e especiais, mas, sobretudo, casada com o melhor homem de todos, meu melhor amigo, companheiro, amante, amor, meu Heart, realmente não teria como sentir-me melhor.
E para meu total deleite ele sente-se exatamente como eu e prometemos comemorar muitos outros marcos juntos, por todos os anos que a vida nos der.
Ao menos a vida terrestre, pois se de algum modo tivermos a chance de reencontrarmo-nos em outro plano, não tenho dúvida que nosso amor nos levará a esse caminho...
O ano passado foi marcado por muitas readequações, mas também momentos marcantes, infelizmente foi a primeira vez que não viajamos no ano novo, entretanto, fomos agraciados de tantas outras formas e momentos, que tirar o marco da nossa lista não pesou tanto e sei que no momento certo a vida nos colocará no eixo para que voltemos a desfrutar desse e de outros privilégios.
Como hoje, por exemplo, poder contar com a presença de Edward na comemoração do segundo aniversário do nosso pequeno, não tem preço.
E não só com a sua, mas com praticamente todas as pessoas que conhecemos, são importantes em nossa vida e amamos.
— Hey, barriguda. Devagar ai.
Comentei com Alice, quando a vi caminhar em um ritmo acelerado vindo da área externa da casa em direção à sala.
— Estou apertada para ir ao banheiro. Esse menino acha que minha bexiga é trampolim, só pode.
— Ok, mas vá com cuidado.
— Pode deixar Bella, eu a acompanho.
Nessie comentou ao vir em nossa direção.
— Só está sendo gentil ou também quer usar o banheiro? – Alice lhe perguntou.
— O que acha?
— Então vamos logo.
Rindo das duas segui em direção à cozinha.
Ano passado, próximo ao aniversário de quatro anos da Chloe, Jasper e Alice anunciaram a nova gestação.
E para alívio total de Alice, o bebê foi muito mais aparecido que a irmã, desse modo logo descobriram tratar-se de um menino. Então o casal comunicou que esse com certeza será o último filho dos dois. Que gostam da ideia dos filhos serem como eles. Tendo a irmã mais velha primeiro, depois o menino.
Já que entre os Cullen e Hale aconteceu exatamente assim, com Rose e Alice sendo as irmãs mais velhas, de Jasper e Edward.
Agora Alice está com sete meses de gravidez e em breve Louis chegará para fazer companhia a minha afilhada.
Quem também decidiu começar a família foram Nessie e Jake. E não poderia estar mais feliz pelos dois. Depois de tudo que houve no passado, eles pensaram e planejaram muito para terem o primeiro filho. E sentindo-se não só com vontade, mas também preparados para tê-lo, o casal decidiu engravidar.
Minha irmãzinha está no início da gestação, tendo completado três meses durante essa semana e comunicaram a novidade no mês passado.
Ficamos muito contentes com a notícia e estamos na torcida para que tudo ocorra como esperado, do mesmo modo que aconteceu com todos nós.
Enquanto isso, Rose e Emm ainda não afirmaram se já fecharam a produção ou talvez queiram arriscar ter uma menininha, mas o que se sabe é que a família está mais do que feliz com seus maravilhosos filhos, Bash e Josh.
Após pegar uma nova bandeja de doces para colocar na mesa de degustação, segui para a área externa da casa, encontrando a maioria dos convidados interagindo uns com os outros.
Após organizar tudo virei enxergando um serzinho de perninhas gordinhas correndo e prontamente o peguei nos braços.
— Mãaaaaaa.
— Aonde ia com tanta pressa mocinho?
— Bincá.
— Está brincando de correr?
— Sim.
— Pois não pode.
— Pode.
— Não, não pode. Você pode cair e se machucar.
— Achucá?
— Exatamente, fazer dodói.
— Dodói não.
— Pois é. Não queremos que faça dói. Então sem correr, está bem?
— Tá.
Beijei seu rosto e o pescocinho cheiroso e ele começou a se contorcer em meu colo rindo.
— Pala mãaaaaaa.
— Não, você é muito cheirosinho, tenho que aproveitar enquanto posso.
— Papa!
Exclamou de repente e ergui o olhar vendo Edward atrás de nós.
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— Sim. Juda.
— Ajudar você? Não, acho que vou me unir a mamãe.
Assim Edward nos envolveu em um abraço e começou a encher nosso filho de beijos como eu.
Enquanto ele tenta nos afastar com os bracinhos curtos, sem sucesso, continua rindo da nossa enxurrada de amor.
— Ok, está bom. Se não ele ficará cansado. – Pontuei.
— Sado.
— Cansou? Portanto, não volte a correr.
— Uco.
— Quer suco? – Edward questionou e ele assentiu. – O papai vai pegar para você.
Rapidamente localizamos seu copinho, Edward colocou um pouco do líquido e o entregou a mim, mas Thomas prontamente esticou as mãos querendo segurar.
— Eu.
— Você vai segurar? – Balançou a cabeça. – Está bem, mas com cuidado.
O deixei agarrar o copinho com as duas mãos, passando-as pelas asas do objeto, mas mantive a mão perto para o caso de ele deixar cair.
— Está gostoso o suco?
— Tá papa.
— Muito bem, agora se comporte que o papai vai cuidar do churrasco.
— Cane.
— Isso ai garotão, carne.
Edward deu um beijo na testa dele e outro na minha, antes de se afastar para próximo aos homens que estão responsáveis pela churrasqueira.
Quando Tom terminou de tomar o suco entregou o copinho e após roubar-lhe mais um beijinhos o coloquei no chão e imediatamente o vi ir até perto dos primos para continuar a brincadeira, mas ao menos as minhas vistas, foi sem correr.
Ele se parece muito com o Miguel nessa idade, calmo e atencioso com aqueles ao seu redor, ambos diferem-se mais em características físicas, já que meu caçula nasceu com os olhos iguais aos meus, mas tem os fios cobre do pai.
Enquanto meu primogênito nasceu com os cabelos escuros, porém quanto mais cresce, mais vai ficando parecido com Edward.
E ao modo todo particular delas, minhas meninas são complementos de duas faces diferentes. Aos quatro anos estão muito espertas e a cada dia mostram que aprenderam algo novo, seja na escolinha ou no convívio familiar.
Pois apesar de toda a rede de apoio, recentemente as colocamos na escola por meio período, para que avancem no aprendizado e também no convívio com outras crianças. Apesar de cheias de primos e amigos da família, a experiência no ambiente novo as enche de ainda mais sabedoria.
As duas continuam muito unidas e não querem saber de falarmos em deixarem de dividir o quarto, fizemos a primeira oferta quando deixaram os berços passando a ter suas próprias camas e temos recebido negativas desde então, quem sabe quando ficarem mais velhas e presarem pela individualidade, mas, por enquanto, continuam contentes com o arranjo.
Ainda que já mostrem muitos pontos divergentes. Claire é mais ligada a brincadeiras de arte, como pintar e dançar, enquanto Kath gosta de praticar atividades mais dinâmicas. Edward tem certeza que ela terá aptidão a algum esporte quando escolher praticar um específico.
Além das aulas de natação que ambas já fazem, igual ao Miguel e o Thomas. Cada qual efetuando o esporte de acordo com sua idade, mas o pai acha que ela será como nosso garoto, que puxando os genes familiares, continua simplesmente apaixonado por futebol e agora já o pratica até fora das aulas escolares.
Falando em nosso filho mais velho, o vi meio distante de todos, no outro lado do jardim. E verificando rapidamente que meus outros três filhos estão bem, envoltos a brincadeiras seguras ou sob a supervisão de algum familiar adulto, fui a sua direção para verificar o que está acontecendo.
— Oi meu amor.
— Oi mãe.
— Porque está aqui sozinho?
— Porque eu quero.
Opa!
Alerta de possível aborrecimento de pré-adolescente a vista.
Aos 11 anos, Miguel está começando a passar pela transição tanto de fase, quanto da idade. Desse modo Edward e eu a cada dia procuramos aprender a lidar com suas novas nuances para não o perdermos da verdadeira essência.
Desse modo fiquei em silêncio e quando ele me olhou, prontamente mudou a atitude.
— Desculpe mamãe.
— Tudo bem, mas está acontecendo alguma coisa que queria me contar?
— Ah, é a Mia. Ela está estranha.
— Estranha como?
— Ela tá chata.
— Miguel, não diga isso.
— Mas ela tá. Não quis fazer nada hoje e ainda saiu batendo o pé lá para dentro. Eu que não vou atrás dela.
— Ok, vamos nos acalmar. – Passei a mão em seu ombro. – Você lhe disse que acha que está chata?
— Não.
— Muito bem, pois não diga. Se realmente achar que ela está estranha, tente conversar. Mas não fale desse jeito, está bem?
— Tá mãe.
— Eu vou procurar conversar com ela, vai que é uma situação que precisa da intervenção de adultos. – Ele assentiu. – Mas você também não precisa ficar aqui sozinho. Estamos em uma festa, com toda nossa família, vá se divertir. Você não estava ontem mesmo dizendo que estava com saudades do vovô Charlie? Aposto que ele está doido para conversar com você também.
— Obrigado mãe.
— Não tem que agradecer. – Beijei sua testa. – Eu te amo.
— Também amo a senhora.
— Eu sei. E se precisar conversar, não hesite em procurar seu pai ou eu, está bem?
— Pode deixar.
— Então vamos.
Abraçados de lado caminhamos para perto dos convidados, porém antes que pudesse seguir até meu pai, ele já foi interceptado por Eduardo e Jake.
Vendo que está bem perto do padrinho e um dos tios de consideração, segui a procura da Mia, encontrando-a sentada sozinha em um dos sofás da sala.
— Minha lindinha. O que você tem?
Questionei ao sentar ao seu lado.
— Nada tia Bella.
— E porque está aqui sozinha?
— Estava cansada, queria sentar.
— E não encontrou um lugar disponível lá fora? – Brinquei.
— Aqui está bom.
— Mia, você sabe que pode falar comigo. Ou quer que chame sua mãe?
— A ma...
— Aqui... Oi Bella.
— Hey Kate. Achei essa mocinha aqui sozinha e vim ver o que houve.
Kate se aproximou entregando um docinho à filha.
— Você quer ir embora? – A questionou.
— Não.
— Quer subir e ficar um pouco no seu quarto?
— Não se preocupe comigo tia Bella.
— É claro que me preocupo.
Afaguei seu braço, porém vi Kate fazer um sinal para nos afastarmos, com isso levantei a acompanhando até perto da escada.
— Você sabe o que ela tem? – Perguntei.
— Não tenho certeza, pode ser só irritabilidade. – A olhamos por alguns segundos. – Mas estou achando que pode ser outra coisa também.
— O que é? Algo grave?
— Não, Bella. Fique calma. Minha hipótese é que ela esteja prestes a menstruar pela primeira vez.
— O que? Não. Ela tem apenas 11 anos, é muito nova.
— Eu sei, espero estar errada. Mas eu virei mocinha aos 12 anos, então...
— Ah, pobrezinha. Ter que deixar sua infância logo agora. Isso é tão injusto.
— Nem me diga. Ser mulher não é nem um pouco fácil. — Ponderou e assenti.
— Qualquer coisa ofereça que ela tire um tempo no quarto, se não está se sentido confortável na festa.
— Obrigada, mas ficarei um tempo com ela aqui e aguardar que a sensação incomoda passe.
— Mas ela já está com algum sintoma físico? Desconforto abdominal ou algo assim?
— Não, ao menos isso. Por enquanto, apenas está apresentando alterações de humor. Por isso pode apensar ser birra e estou me preocupando atoa.
— Nesse momento torcerei que seja apenas birra. – Comentei. – Tenho que voltar lá para fora, mas se precisarem de algo não hesitem em me chamar. Ou você mesma tome providências, sabe que está em casa.
— Eu sei Bella, obrigada.
Caminhamos para perto da Mia, a mãe sentou ao seu lado e beijei sua testa.
— Fica bem, tá? A tia não gosta de te ver assim.
— Obrigada tia Bella.
Acenei as duas e deixe a sala.
Tomara que tudo não passe de impressão e Mia não tenha que começar sua jornada como mulher tão cedo...
Assim que vi Kath e Claire brincando com a Chloe, fui até minhas três meninas e as puxei para um abraço apertado.
— Ai mãe, tá apertando. – Claire protestou.
— Dinda, o que foi?
— Nada, só queria abraçar vocês e dizer que as amo muito.
— Também te amo mamãe. – Kath beijou meu rosto.
— Eu também.
As outras duas me brindaram com a declaração e o carinho.
— Podem continuar brincando, mas já, já vamos almoçar.
— Ok, mãe.
As deixei continuar a brincadeira e assim que levantei vi mamãe e Nessie ao meu redor.
— O que foi Bella?
— Nada demais Nessie. Apenas quero aproveitá-las o máximo possível. Enquanto estão nessa fase tão gostosa.
— Sei bem como é. – Mamãe acariciou meu rosto e da Nessie. – Não queria deixá-las crescer de jeito nenhum. Mas por algum motivo de repente vocês já não estavam debaixo das minhas asas.
— Mãe, não fale esse tipo de coisa, não sabe que estou sensível? – Nessie brincou.
— E que eu sou uma mãe emotiva vendo seu último bebê já completar dois anos? – Emendei.
— Mas sabem que eu não mudaria nada? Tenho lembranças maravilhosas de vocês três na infância e juventude. Porém sinto-me ainda mais grata por acompanhá-los agora na fase adulta.
Nessie e eu sorrimos.
— Além do que, estou vivendo o melhor dos mundos. A vida de avó, cheia de netinhos, igual a esse sapequinha aqui. – Pegou Bash no colo com muita agilidade.
— Bobó.
— O que você tem na mão querido?
Questionei vendo-o com as mãozinhas bem fechadas, ele as abriu e sorriu mostrando as covinhas do pai.
Bash tem muito do Emm, a cor do cabelo e o jeito espoleta, enquanto Josh não nega o sangue dos Hale, sendo loiro dos olhos claros como a mãe.
— O que é isso Bash? – Nessie questionou.
— Gode. Bobô.
— Você tirou fios do bigode do seu avô? – Mamãe perguntou espantada e ele assentiu, enquanto Nessie e eu rimos. – Não posso acreditar.
— E onde está o vovô Charlie?
Ele prontamente mostrou o papai sentado com o Josh no colo enquanto conversa com o Eleazar e o Carlisle.
— Vamos lá mostrar ao vovô a arte que você fez. – Nessie indicou
Assim ela e mamãe se afastaram com o pequeno.
Até o almoço ser servido confraternizei com várias pessoas.
Conversei um pouco com Rebecca e Rachel, que vieram com seus respectivos namorados. Depois fiquei um pouco na mesa com a Sue, Clare e Elisa, falando sobre nossos pequenos e como a família não para de crescer.
Na hora que finalmente o almoço saiu, colocamos as crianças que sabem comer sozinhas em uma mesa, enquanto como pais, nos dividimos para alimentar os pequenos que ainda não o fazem sozinhos.
Observei que Mia voltou ao convívio dos amigos e almoçou já apresentando um semblante mais leve, com uma troca de olhares Kate confirmou que está melhor.
Envolvi-me em uma conversa com Victória, Mary e Nina, ouvindo sobre os louros de cada uma.
As recentes bodas da Nina e Ian, a vida boa de Victória e James, e por fim Mary comentando como está sendo a vida com a chegada do segundo filho, minha adorada afilhada, Jean.
Um pouco mais tarde, aproveitando que a maioria das crianças, ao menos as que não se renderam a um gostoso cochilo da tarde, então entretidas nos brinquedos que alugamos para a festa, uma roda grande de adultos se formou.
— Você estará no plantão amanhã, não é Edward?
— Sim, Eleazar. Tenho que ir, não é mesmo?
— Que bom que não precisamos mais passar por isso, hein Carlisle?
— Eu que diga amigo. A idade tem que chegar com algumas vantagens.
Meu sogro respondeu sorrindo e concordei internamente, já que quando conheci os Cullen, Carlisle trabalhava demais, tanto que em várias ocasiões importantes para os filhos, não pôde estar presente.
E agora é a vez de Edward ser o médico ocupado da família, mas para nossa sorte, tirando a questão do ano novo, ainda não passamos por uma situação de não tê-lo presente em um momento importante.
— Edward tem que trabalhar bastante mesmo. Com tantos filhos para sustentar, só assim. – James provocou e todos riram.
— Nem me fale. Só para providenciar essa festa aqui, terei que passar por infinitos plantões para compensar.
— Hun, senhor Cullen. Mas se bem me recordo, o senhor disse que não arrumaria quatro empregos, para ter quatro filhos comigo.
Trouxe a tona nossa conversa de mais cedo e a lembrança envolta a mesma.
Imediatamente várias pessoas riram, enquanto outras passaram a zoá-lo.
— Sim, é por isso que tenho um emprego que vale por quatro. – Piscou. – Mas se não me falha a memória também. Eu disse que teria quatro, oito ou dezesseis filhos se quisesse.
— Há. Haja espaço para abrigar todas essas crianças. – Thiago comentou. – Se precisaram reformar a casa apenas para a chegada do quarto. Teriam que construir um prédio para ter uma família desse tamanho.
— Isso é verdade. – Edward concordou de pronto. – Mas nós praticamente atingimos metade disso. Entre filhos e afilhados, já somamos oito crianças.
Abraçamo-nos de lado, contentes em pensar que além dos nossos quatro filhos legítimos, também possuímos outros do coração, sendo a Chloe, Bash, Jean e o bebê da Nessie e o Jake.
Já que os dois assim que comunicaram a gravidez, fizeram questão de nos convidar para ser padrinhos do seu primeiro filho.
E estamos mais do que ansiosos para a chegada de mais esse bebê em nossas vidas.
— É, mas no que depender de mim a conta parará por ai. – Riley soltou.
— Cara, você ainda não deixou esse assunto de lado?
Edward rebateu rindo, sendo acompanhando por várias pessoas também, inclusive pela Lily.
— É claro que não. Bella e Edward, fazendo filhos sem dificuldade alguma e decidem parar justo antes que pudesse apadrinhar um?
— Sabe que sempre contou com nosso apoio, não é querido?
— Eu sei senhora Cullen. A senhora e o senhor Cullen sempre apoiaram o lado certo.
— Clare, não dê asas às loucuras do Riley.
— Não é loucura, Bella. Temos certeza que se quisessem continuariam tendo filhos maravilhosos.
— Mas agora esse barco já zarpou. – Afirmei e Riley bufou.
— É, mas nem pensem que serão padrinhos de algum filho meu, pois também não encontrarei espaço para vocês.
— Amor, não diga isso. – Lily o repreendeu.
— Não vida, estou falando sério. – Continuou o drama. – Podemos ter um time de basquete, que não os convidaremos para padrinhos. Além do que, opções também não nos faltam.
De repente ele ficou em silêncio dirigindo o olhar a todos, enquanto não conseguimos conter a risada.
— Veja só, podemos convidar o senhor e a senhora Cullen. O Ian e a Nina. E com certeza chamaremos a Angela e o Ben, pois minha amiga, assim como eu, também não ganhou um bebê. Não estou certo Angela?
— Está sim Riley. Você tem meu total apoio.
— Ang! – Soltei ultrajada e a bonita apenas riu.
— Escute Riley. Se tivesse um filho e o convidasse para padrinho você ficaria feliz?
Mamãe soltou de repente, causando espanto e fazendo meu pai engasgar com a bebida que estava tomando.
— Renée. A senhora é simplesmente incrível. Seria o homem mais honrado em apadrinhar um filho da senhora e o Charlie.
— Garoto. Deixe de história, já tivemos nossos filhos. Agora só queremos continuar recebendo netos.
— É. Mais nem isso Bella e Edward farão mais pelo senhor. – Olhou para nós. – Viram só? Estão decepcionando seu pai e sogro.
— Papai e minha madrasta ainda não tiveram o seu. Tenta com eles Riley.
— Querido, nem brinque com isso. – Sue ponderou.
— Jake, você sabe muito bem que sempre será filho único, nem adiantar tentar reverter à situação. – Tio Billy pontuou.
Já que assim como Edward, também fez vasectomia, anos atrás. Pouco depois que ficou viúvo.
— Fala ai Riley, um dos dias mais tristes da sua vida foi quando o Edward operou, hein? – Emm provou.
— Ah, isso com certeza. Ele parecia até mais preocupado do que eu. – Informei.
— Amigo, entenda. – Edward se aproximou de Riley apertando-lhe o ombro. – Se Bella e eu não tivéssemos decido dar um fim a produção. E tenho que deixar bem claro, que nós dois precisamos nos prevenir, do contrário era provável que novamente ultrapassarmos as estatísticas. Desse modo seria capaz de estarmos não só comemorando o aniversário do nosso filho mais novo, como também tendo um ou uns, bebês novos na fila.
— Ah, nisso tenho que concordar. – Carmen falou. – Nunca vi casal tão fértil quanto esses dois. Eu já não sabia o que receitar a Bella.
Todos riram e corei.
— Viu só? Vocês nasceram para fazer bebês. Podiam chegar ao menos ao sexto tranquilamente.
— Riley, façamos assim. – Me aproximei também. – Se de algum modo, mesmo com todas as prevenções que fizemos, ainda sim, tivermos mais um filho no futuro. Você será o padrinho, sem sombra de dúvida. É uma promessa. E todos aqui são testemunhas.
— Está bem. – Nos puxou para um abraço. – Vocês sempre quebram as expectativas mesmo. Posso acreditar que ainda terei uma chance.
— Babaca. – Edward o zoou.
Então o assunto dispersou, mas o clima seguiu descontraído.
Pouco depois nos reunimos para o momento dos parabéns, por sorte todas as crianças e bebês estão acordados, e junto aos seus pais ficaram a nossa frente.
Em minha visão tenho toda minha família, desde os que me deram a vida e ajudaram a moldar o caráter, aos que ganhei ao longo do caminho. Então meus amigos, que fazem parte também da nossa família, os que escolhemos ter conosco nessa louca jornada.
Do outro lado da mesa, Edward está com nossas filhas nos braços, imagino que em breve não conseguirá mais segurá-las assim, mas enquanto pode, continua a aproveitar.
Em contraponto, estou com Tom no colo, que olha animado tanto os convidados, quanto o bolo na mesa. E a nossa frente, entre o pai e eu, está Miguel. Como o pilar número um da nossa ligação.
Meu amor.
Somente existe você na minha vida.
A única coisa que é certa.
Meu primeiro amor.
Você é cada respiração que faço.
Você é cada passo que dou.
— Quero agradecer imensamente a presença de vocês. – Comecei a falar. – Diante de todos os obstáculos da vida, não é fácil estar em meio a tantas pessoas queridas, mas de algum modo, sempre que realmente queremos, conseguimos tê-los aqui e esse é um presente sem igual.
E eu (eu)...
Eu quero dividir.
Todo o meu amor com você.
Ninguém mais o fará.
— Somos privilegiados por contar com seu carinho, disposição, amizade e amor. – Edward completou. – E somos mais realizados ainda, por ter essa família tão incrível que Deus nos deu. Todos os dias agradeço a benção que são meus filhos e minha esposa. E hoje reitero a gratidão por poder celebrar mais um ano de vida do meu filho mais novo. Enquanto sei que todos estão muito bem.
E seus olhos.
Seus olhos, seus olhos...
Eles me dizem o quanto você se importa.
Oh sim, você sempre será.
Meu infinito amor...
— Há mais de dez anos começamos essa história. E selamos sua profundidade quando tivemos nosso primeiro filho. – Comentei e Miguel sorriu para nós, também vi Esme conter as lágrimas, sendo amparada por Carlisle. – De lá para cá nossas vidas mudaram para sempre, porém para muito melhor. E quando o amor é sublime, ele transborda. Foi o que aconteceu quando nossas meninas chegaram e agora com nosso último príncipe.
Dois corações.
Dois corações que batem como um só.
Nossas vidas apenas começaram.
— Ser pai mostrou um lado da vida que até então não conhecia, o melhor lado. E que maravilha é ter o prazer de experimentá-lo de quatro formas diferentes. – Seus olhos ligaram-se aos meus. – Por isso quero agradecer imensamente à mulher incrível que me presenteou do modo mais sublime possível.
Para sempre...
Eu te segurarei apertado em meus braços.
Eu não consigo resistir ao seu charme.
— Obrigada por ser a outra metade desse elo que se transformou na nossa família. – Devolvi emocionada.
E amor...
Oh, amor...
Eu serei um bobo.
Por você, tenho certeza.
Você sabe que não ligo.
Oh, você sabe que não ligo.
Porque você.
Você significa o mundo para mim.
Oh, eu sei (eu sei).
Eu encontrei em você.
Meu infinito amor...
— E agora vamos aos parabéns filhão?
— Papa. — Ele começou a bater palmas.
— Parabéns Tom. – Claire incentivou.
— Vamos cantar parabéns para comer seu bolo. – Kath comentou.
— Vira aqui Tom. – Miguel chamou sua atenção para a mesa.
Assim puxei o coro.
— Parabéns pra você...
Todos se juntaram a nós e contentes festejaram a comemoração do aniversário do nosso filho.
Por alguns segundos novamente passei os olhos pelos convidados, mas o fixei com intensidade na minha família, a que construí através de uma intensa história.
Thomas batendo palma animado no meu colo.
Claire sorrindo para o pai e o nosso pequeno.
Katherine acenando para o irmão mais novo, incentivando-o a continuar com as palmas.
Miguel com a cabeça encostada na minha cintura, enquanto canta sorrindo a nós.
Oh, amor.
Oh, amor...
Eu serei aquele bobo.
Por você, tenho certeza.
Você sabe que não ligo.
Oh, você sabe...
Eu não ligo.
E por fim Edward...
Meu primeiro amor.
Meu grande amor.
Meu infinito amor...
O responsável direto por toda minha felicidade.
E sim!
Você será o único.
Pois ninguém pode negar.
Esse amor que tenho aqui dentro.
E eu o darei todo para você.
Meu amor...
Meu amor, meu amor.
Meu infinito amor...
Prestes a assoprar as velas, trocamos um olhar significativo, cheio de tudo que não precisamos dizer, mas sentimos a cada instante dos nossos dias.
— Eu te amo.
Pronunciou apenas mexendo os lábios.
— Eu te amo.
Devolvi da mesma maneira.
Unidos como família, nos aproximamos do bolo para assoprar as velas.
E em meio aos gracejos de comemoração e palmas, fechei os olhos um instante para agradecer.
Agradecer a Deus, ao universo e a todos os responsáveis pela minha felicidade, pois sei com toda a certeza do meu coração, que tudo está em seu devido lugar...
FIM.
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