Endless Love
60 2ª Temporada Epílogo
Notas iniciais
Cinco anos depois...
— Edward, as crianças estão para chegar.
Informei quando ele me puxou para o seu colo no sofá.
— Elas ainda vão demorar um pouco. E também ouviremos quando chegarem.
Como resistir ao poder de convencimento desse homem?
Como resistir as suas mãos passando pelas minhas coxas?
Aos seus lábios no meu pescoço?
Como resistir a ele?
Totalmente rendida trouxe seu rosto para frente do meu e entrelacei nossas bocas em um delicioso beijo.
Já desfrutei de distintas maravilhas ao longo da vida, mas beijar Edward com certeza continua sendo uma das principais.
Ficamos um bom tempo trocando carícias desse modo, apenas aproveitando a casa vazia para namorar tranquilamente.
Mas é claro que não conseguimos nos manter no modo calmo por muito tempo, assim não me surpreendi quando Edward me deitou no sofá ficando entre as minhas pernas e começando há investir um pouco mais seriamente contra o meu centro.
— Ah, Edward...
— Você é tão gostosa. Como pode continuar tão gostosa?
Moveu as mãos pela minha cintura em direção aos meus seios.
— Olha só quem fala. – Apertei seus ombros. – Quem diria que em meio aos trinta anos continuaria tão maravilhoso desse jeito?
— A julgar pelo quão lindo era quando adolescente, poderia ter feito essa aposta. – Brincou.
— Bobo. – Lhe dei um selinho. – Mas realmente. Você tem o dobro da idade que tinha quando o conheci e se possível só melhorou ao longo dos anos. Se te amava naquela época, agora então...?
— Agora é completamente louca, sedenta e incontrolavelmente apaixonada? — Fixou o olhar no meu. – Porque é assim que me sinto sobre você. E tenho certeza que continuarei sentindo quando chegarmos ao novo dobro das nossas idades.
Ri com gosto aos nos imaginar ainda tão apaixonados quanto atingirmos 70 anos, sendo o dobro direto dos nossos 35 anos atuais.
— Eu te amo tanto, para sempre. — Alisei seu rosto.
— Assim como eu amo você. Para todo o sempre e além.
Voltamos a nos beijar de modo terno, mas quando o prendi com minhas pernas e começamos a investir contra o outro o teor do momento rapidamente voltou ao outro foco.
Porém antes de podermos ceder aos desejos desenfreados, ouvimos o barulho do portão indicando a chegada dos nossos filhos.
Por sorte estão de carro, desse modo conseguimos nos ajeitar rapidamente no sofá e não contive o riso ao ver Edward colocando uma almofada sobre o colo.
— Não ri Heart.
— Desculpe, mas é engraçado.
— Ah, você acha engraçado o sofrimento do seu marido?
— Não seu sofrimento, mas nossa situação. – Apontei o cenário. – Termos que nos ajeitar para que nossos filhos não nos peguem, como se ainda fôssemos adolescentes e não o contrário.
Ele acabou rindo também e me dando um selinho.
E foi assim que nossos filhos nos encontraram.
— Crianças em casa, crianças em casa.
Claire pronunciou ao entrarem.
— Nós sabemos.
Informei olhando em sua direção.
— Venham aqui nos cumprimentar direito e dar beijos também.
Edward pediu e as crianças prontamente foram deixando as mochilas no chão e caminhando até nós, porém estranhei o silêncio e aparente tensão entre Mia e Miguel.
Aos dezesseis anos, os dois finalmente estão estudando no CMP, praticamente seguindo os passos de Edward e eu, ao menos na questão de serem bons alunos. Com Miguel participando do time oficial de futebol, enquanto Mia ingressou nesse ano no grupo das líderes.
Mary e Eduardo ainda são os responsáveis por tais grupos no colégio e têm sempre elogiado ambos em suas respectivas funções.
E como em seu aniversário do ano passado presenteamos nosso filho com seu primeiro carro, agora ele é o responsável por sua própria locomoção ao colégio, mas continuando a ser nosso menino maravilhoso, também se dispõe a buscar os irmãos mais novos na escola deles, nos dias que os horários de ambos coincidem.
Quando não, Edward, eu ou Sue, somos os responsáveis por pegá-los, já que meus três filhos mais novos estudam na mesma instituição.
Aos seis anos, Tom está finalizando a fase inicial dos estudos e no próximo ano já começará efetivamente a primeira série, mas meu pequeno já é bastante inteligente e desenvolto, mostrando grande prazer em estudar e não vê a hora de passar de ano para aprender ainda mais no novo ciclo.
Enquanto que aos nove anos, minhas meninas continuam a desenvolver-se cada dia mais lindas. Como apontado por Edward no passado, Kath demonstrou aptidão a prática de esportes e hoje já treina com a equipe de vôlei da escola, ao ponto que Claire optou por aulas de balé, mas ambas têm gostado bastante também das aulas de teatro, então sinceramente não sabemos ao certo qual caminho trilharão, mas com certeza as apoiaremos em qualquer escolha que fizerem.
Como hoje é um dos dias em que vêm juntos, estávamos preparados para a chegada, mas por isso também estranhei o jeito dos adolescentes.
Mia está passando essa semana conosco, já que os pais estão viajando a trabalho, situação que é bem comum dentro da nossa rotina, por isso veio do colégio direto para cá junto aos meus filhos.
E como prometido em meio à reforma da casa, um dos quartos de hóspede, acabou tornando-se permanentemente seu. Agora o segundo andar da casa, definitivamente é o andar das crianças, já que desde o ano passado Claire e Kath finalmente decidiram assumir os cômodos individualmente.
Não por qualquer problema ou sintoma de desunião, mas por estarem crescendo, começando a desenvolver seus interesses em comum, terem os próprios objetos pessoais, etc. Preferiram dispor dos quartos distintos, mas para manter ainda certa união, fizemos outra pequena reforma unificando os quartos através de um banheiro que as duas dividem. Assim, os outros dois dispostos no corredor são compartilhados pelos meninos e também por Mia, quando está aqui.
— E eu li a página todinha do livro papai...
Voltei a olhar meus pequenos, prestando atenção em seus relatos do dia.
— Que bom filho. Você é um excelente leitor, estou muito orgulhoso.
— E o senhor tinha que ter visto papai, ninguém conseguiu pegar nenhum saque meu.
— Não tenho dúvida disso filha. – Edward beijou o rosto da Kath. – Você é simplesmente a melhor.
— Obrigada papai.
— Mamãe, teremos que montar uma maquete para entregar semana que vem.
— Vamos ajudá-las com isso, não se preocupem. – Prometi a Claire.
— Qualquer coisa chamamos a tia Nessie, o tio Thiago e a tia Fernanda para fazerem o trabalho para vocês.
— Edward... – O repreendi, enquanto os quatro riram. – Não, vocês duas farão o trabalho, mas se for preciso, podemos pedir um auxílio, mas só auxílio. – Pisquei.
Ainda envolvida nos relatos olhei novamente em direção a Miguel e Mia, vendo cada um preso em seu próprio mundo com os celulares em mãos, sem ao menos se dignarem a nos cumprimentar.
— O que tem de errado com aqueles dois?
Sussurrei mais para Edward, porém as crianças acabaram ouvindo.
— Eles estão brigados.
— Tom. – Kath o repreendeu.
— Como assim?
Olhei meus filhos em busca de respostas.
— Crianças, vocês sabem que não devem mentir para nós. – Edward pontuou.
— Não estamos mentindo papai. – Claire respondeu.
— Mas estão querendo esconder algo. O que também não é certo. – Esclareci.
— A gente não sabe o que aconteceu. – Kath disse.
— Mas quando chegaram para pegar a gente, estavam brigando.
— Como assim brigando Tom?
— Não estavam brigando papai. – Claire informou. – Acho que só discutindo, mas quando entramos no carro eles pararam.
— Mas vieram o caminho todo sem falar com o outro. – Tom contou. – A Mia vai ter que ir embora? Eu não quero que ela vá embora papai.
— Ninguém vai embora querido.
— Mas conversaremos com eles para descobrir o que houve. – Afirmei. – Porém fiquem tranquilos, está tudo bem.
Ao menos é o que espero...
— Agora chega de enrolação. Subam, guardem as coisas e se preparem para tomar banho e depois cuidarem da lição de casa. – Edward informou.
Os três fizeram conforme indicamos subindo em direção aos quartos, apesar de ainda supervisionar e ajudar em seus banhos, gostamos de deixá-los desfrutar de um pouco de independência, por isso os deixamos se organizarem primeiro e só depois aparecemos para auxiliar.
Enquanto isso focaremos nos filhos mais difíceis de supervisionar, os adolescentes.
— Hey, vocês dois. – Edward lhes chamou a atenção. – Esqueceram a educação? Não cumprimentam mais? Só ficam com as caras enfiadas nesses celulares?
— Desculpe padrinho.
— Foi mau pai.
— Foi mau não, foi péssimo. Essa atitude toda é péssima.
— Vocês sabem que não os proibimos de usar celular, mas o que estão vendo é realmente tão importante que não puderam tirar alguns segundos para falar conosco?
— Sinto muito madrinha.
— Perdão mãe.
Imediatamente guardaram os aparelhos, fazendo menção de deixar a sala também, mas os impedimos.
— O que está acontecendo com vocês? – Perguntei.
— Como assim? – Miguel devolveu.
— As crianças contaram que vocês estavam brigando. – Edward informou.
— Eles não viram nada.
— Miguel, eles ouviram vocês discutirem antes de entrar no carro e claramente perceberam o clima hostil.
— Acho que não percebemos que eles notaram, mas realmente não falamos nada na frente deles madrinha.
— Ouçam, não sabemos o que está acontecendo entre vocês. – Pontuei. – Se acharem que é algo que devem compartilhar conosco, sabem que sempre podem fazê-lo. Se não, espero que encontrem um meio de se resolver.
— Porém esperamos que algo assim não se repita. – Edward foi enfático. – Nós nunca discutimos na frente de vocês ou já nos viram agindo desse modo?
— Não pai.
— Pois então, não quero saber de algo do tipo acontecendo de novo, ainda mais na frente dos seus irmãos.
— Tão pouco enquanto estiverem dirigindo. Você sabe o quanto é perigoso dirigir alterado Miguel.
— Eu não estava alterado mamãe. Jamais colocaria a vida de ninguém em risco, muito menos dos meus irmãos.
— É bom mesmo, pois carro não é apenas um luxo, mas uma responsabilidade e não queremos ter que tomar atitudes drásticas, como retirá-lo de você.
— Não será necessário papai. Agora podemos ir?
— Sim.
Ele pegou a mochila e passou por nós deixando a sala.
— Desculpem, prometo que não acontecerá de novo.
— Tudo bem querida, vá tomar seu banho e se quiser desça para me ajudar no jantar.
— Pode deixar madrinha.
Ela deu um beijo em Edward e eu, e também subiu.
— O que será que houve? – Murmurei.
— Birra adolescente ou algo mais sério?
— Precisamos descobrir.
— Vamos dividir e conquistar? – Sugeriu.
— Parece um bom plano. Vamos nessa.
Subimos para o andar das crianças, ele foi atrás do Tom, enquanto segui até as meninas.
Após auxiliar nossos filhos menores durante sua higiene pessoal, descemos com eles para supervisionar e se necessário, ajudar, nas lições de casa.
Quando Tom terminou as suas e para as meninas falta apenas responder um último questionário, as deixei com o Edward e segui para a cozinha, para finalizar o jantar.
Como informei mais cedo o que gostaria de fazer, Tia deixou tudo pré-organizado ou pré-pronto, agora apenas precisarei finalizar e servir a minha família.
Com o ingresso das crianças na escola em período integral, tivemos que passar pelo processo de despedida das babás.
Primeiramente optamos por deixar Rebecca auxiliando-nos apenas em meio período, assim ela vinha no horário em que as meninas chegavam e ficava responsável por essas questões menores, como o horário do banho e dos deveres, mas quando chegou o tempo de Tom também entrar na escola, não tivemos como manter as duas babás.
Elas ainda são amigas da família, nos visitam, levam as crianças para passear e sempre serão especiais para nós, por todo o tempo trabalhado e o auxílio máximo que nos deram.
Em contra ponto, não vejo meios de dispensar Tia, sem sua ajuda essa casa simplesmente ficaria de pernas para o ar. E que maravilha ainda contar com o apoio da Sue. Nossa tia de consideração não quer nem ouvir falar de deixar-nos, porém diante dos acontecimentos dos últimos anos, readaptamos um pouco as coisas e agora ela também faz turnos esporádicos e ajuda na coordenação de modo remoto quando necessário.
Como hoje, que ela deixou nossa casa ao fim da manhã e Tia no início da tarde, quando cheguei do trabalho.
O mundo realmente mudou nos últimos anos e as empresas corporativas não foram à exceção. Lá em 2017, adotei a jornada híbrida, apenas por questões pessoais, mas quando poderíamos imaginar que três anos depois ela se tornaria obrigatória a todos?
Após um ano tão bom quanto foi 2019, fomos pegos totalmente de surpresa pelos acontecimentos de 2020. A vida de todos deu um giro de 360º e não sei se teríamos passado pela situação mantendo-nos de pé, se não fosse uma força absurda e a consciência no lugar.
Mesmo não tendo uma especialidade que o deixava na linha de frente dos acontecimentos, como médico, é claro que a vida de Edward esteve em risco desde o início. E que seu trabalho também, de repente, tornou-se exigente demais.
Assim que o lockdown foi instaurado, recebemos o aval da empresa para efetivamente trabalhar de casa, mas enfrentamos uma grande crise, pois como continuar produzindo, sendo que nosso ramo depende totalmente da mão de obra? E com a paralização das pessoas, praticamente não tivemos como tocar os projetos.
Por sorte tivemos resguardo financeiro e não precisamos fechar as portas ou demitir funcionários. Assim, apenas aguardamos o momento de retornar e continuamos a dar andamento aos trabalhos da maneira que era possível. Mas sei que várias pessoas não conseguiram lidar com tudo do mesmo jeito e tiveram suas vidas prejudicadas pela situação.
Quanto a Edward, de início ele continuou trabalhando normalmente, mediante suas escalas de 12x36, é claro que acionamos o cuidado supremo na casa e entre nós. O que não foi fácil, já que tivemos de abrir mão do auxílio de toda nossa rede de apoio, ficando responsáveis em tempo integral, não só pela casa, mas também por nossos filhos e o trabalho.
Além de tudo, teve o fator do distanciamento com nossos familiares. Sei que para todos foi difícil, mas especialmente para nós, que sempre fomos tão unidos, foi um ano brutal.
Nenhum dos meus irmãos ou eu, vimos nossos pais por mais de oito meses. Os avós de Edward foram morar com seus pais, para auxílio e proteção, e só os encontramos de novo quando as primeiras doses das vacinas começaram a ser aplicadas e sentimo-nos seguros para efetuar o reencontro.
Aquele foi o único ano das nossas vidas que não passamos o natal juntos e doeu demais a separação forçada. Não pudemos apreciar os primeiros meses do filho mais novo de Alice e Jasper. Tão pouco conviver com nossa afilhada Zoe, filha de Jake e Nessie, que nasceu ao fim de 2019 e teve seu primeiro ano em meio a toda aquela situação.
Sem contar a questão sentimental, lidamos também com os riscos diretos a saúde e foi impossível não sucumbir. Em meados de junho, quando a situação estava praticamente insustentável, Edward acabou mudando para um dos apartamentos que tínhamos adquirido anos atrás.
Àquela altura, todos nossos novos imóveis já estavam prontos, porém decidimos mobiliar apenas um para oferecer a locação, desse modo foi o refúgio que meu marido encontrou para preservar nossa segurança.
Ele ficou praticamente dois meses morando sozinho, claro que não ficamos sem nos ver todo esse tempo, simplesmente não suportaríamos, já que nosso laço familiar é estreito demais para tal. Porém as visitas esporádicas e rápidas não serviam de nada diante da saudade.
Entre esse período, para não ficar totalmente sozinha com as crianças, Kate, Garrett e Mia vieram ficar conosco. Por ainda serem os amigos que moram mais próximo, não hesitaram em me auxiliar, já que seus trabalhos também os possibilitaram de ficar em casa em período integral.
E realmente não sei como teria lidado com tudo sem esse apoio. Formamos uma base sólida e nos dividimos entre todos os afazeres.
Quando Edward voltou para casa, foi com a perspectiva de melhora não só para nós, mas para o mundo, com as pesquisas sobre vacinação seguindo a todo vapor e quando ao fim do ano as primeiras doses começaram a ser distribuídas no país, sentimos um alívio enorme preencher nossas vidas.
Após todos os apuros que passamos no ano anterior, dois mil e vinte e um chegou com a esperança de ser um ano melhor e consideravelmente foi, já que começamos a voltar com a vida que conhecíamos, aos poucos, a passos lentos, porém sentindo-nos seguros para fazê-lo.
Não só por conta de tudo que houve, mas presando também maior estabilidade, Edward comentou que estava pensando em deixar o hospital e abrir uma clínica. Apesar de adorar a equipe, o ambiente e os anos que trabalhou na instituição, não queria continuar no ritmo acelerado e arriscando perder o melhor da vida, que é estar conosco, sua família.
Tendo crescido com o pai enfrentando essa maratona por toda sua carreira, Edward percebeu que não era isso que gostaria para si. Por isso assim que informou o desejo, demonstrei todo apoio, não só como parceira, mas até como investidora, já que afirmei que ele poderia usufruir das nossas finanças sem problema algum, que poderíamos reverter os lucros dos investimentos feitos ao longo dos anos para que pudesse abrir a clínica.
Ele levou o ano todo para planejar a ideia com calma até colocá-la em prática. E é claro que não foi sozinho. O primeiro a quem comunicou a ideia foi seu pai, que também lhe apoiou sem medidas, porém antes que meu marido pudesse convidá-lo a integrar o time de especialistas, meu sogro informou que iria se aposentar.
Não sabemos se a decisão já estava tomada antes dos acontecimentos recentes, mas é claro que sua perspectiva de vida mudou após a ocasião. Ele deixou claro que gostaria de aproveitar mais seus anos restantes, com qualidade e tempo hábil. Ficar com a esposa, desfrutar dos netos, como infelizmente não pôde fazer na época dos filhos.
Obviamente Carlisle recebeu todo nosso apoio e enquanto Edward figurava novos rumos em sua carreira, meu sogro deixou o hospital para curtir as alegrias, além da medicina.
Quem não esperou ou precisou de convite para acompanhar Edward, foi Riley. Pois assim que soube da ideia do amigo, se prontificou de cara a entrar no projeto. Obviamente houveram brincadeiras entre os dois, com Edward falando que não ia sair do hospital para continuar trabalhando com ele. E Riley replicando que Edward jamais conseguiria ter qualquer êxito em sua clínica, se não o levasse consigo.
Surpreendemo-nos com a escolha de Eleazar e Carmen de também deixar o hospital, após a decisão de Carlisle, achamos que os dois estariam mais propensos a seguir seus passos, porém o casal afirmou que não estão nem perto de deixar seus dias de médicos. E que bom para todos seus pacientes, incluindo eu, que não faço a mínima ideia de como lidarei se em algum momento precisar me consultar com outra ginecologista.
No segundo semestre de dois mil e vinte e dois, a clínica foi inaugurada. Com uma equipe de oito profissionais, incluindo quatro médicos, três enfermeiras e uma recepcionista.
Sempre tenho orgulho do meu marido em todas as suas conquistas, mas naquela ocasião, o orgulho chegou ao topo sem qualquer eufemismo. Ele não era mais apenas o Dr. Cullen, era também o dono do seu próprio negócio, diretor executivo da clínica Plus Life.
Hoje a equipe já conta com mais de vinte funcionários, podendo atender diferentes especialidades e fazer variados exames, mas mantendo o lema principal, que é prezar pela qualidade de vida não só dos pacientes, como também dos profissionais que ali trabalham.
Agora Edward e eu contamos com horários flexíveis e trabalhamos conforme necessitamos, não mais deixando o trabalho controlar nossas vidas.
Por isso hoje chegamos até antes das crianças, pois depois do almoço participei de apenas uma reunião e pude encerrar o expediente. Enquanto meu marido efetuou duas consultas no período da tarde e deixou a clínica sabendo que amanhã só precisará chegar após as nove horas.
Outro bônus maravilhoso que a clínica trouxe, foi à realização da nossa fantasia de transar em meio a um ambiente médico. Por ser não somente o Dr. Cullen, mas também o dono do negócio, finalmente Edward pôde me proporcionar o momento sem restrições.
Claro que não extrapolamos ou desobedecemos a princípios éticos, apenas nos divertimos em seu consultório enquanto o apreciei muito vestido com o jaleco branco...
Sorri corada diante da lembrança, ainda mais por depois da noite, termos passado os três meses seguintes preocupados que a peripécia de fato nos trouxesse uma nova surpresa, mas comprovamos, enfim, a eficácia dos procedimentos que fizemos anos atrás quando nenhum novo bebê surgiu.
— Madrinha?
— Oi Mia, desculpe. Está ai há muito tempo?
— Não, acabei de entrar e a encontrei distraída sorrindo. Estava pensando no meu padrinho?
— Sim.
Sorri para ela e ainda um pouco envolta a lembrança.
Apesar de já fazer mais de um ano, é sempre gostoso ouvir Mia nos tratar dessa nova forma.
Quando ela e Miguel iniciariam o processo para a Crisma, passou a rondar nossas cabeças quem escolheriam para padrinhos, já que nessa fase a escolha partiria deles.
Assim fiquei extremamente honrada quando Mia me escolheu para tal posto, porém desde o início deixou claro que se pudesse, teria Edward como seu padrinho também, já que desde pequena sentia para conosco o sentimento compartilhado com os pais.
E apesar de gostar bastante dos padrinhos de batismo, como nossa relação ao longo dos anos, tornou-se muito mais estreita, optou por expressar o elo a nós também.
Desde modo, em registro, feito na cerimônia, sou oficialmente a madrinha, mas desde aquele dia, passou a tratar Edward expressando o carinho também.
E se já não estivéssemos contentes por essa honraria, nosso filho também protagonizou seu momento especial ao convidar Riley para o posto.
É claro que nosso amigo surtou.
Ao receber o convite, ele não sabia se chorava, ria, brincava, mas após o redemoinho de emoções, se rendeu a agradecer ao Miguel e enfatizar que finalmente tornou-se padrinho de um dos nossos filhos. Deixando claro que não por escolha nossa. O que para ele só tornou tudo ainda melhor.
Realmente temos os amigos e familiares mais malucos, mas também vivemos as melhores histórias e momentos...
— Eu sabia!
Voltei a mim com a exclamação da Mia, vendo seu sorriso.
— Amo como mesmo após tantos anos juntos continuam tão apaixonados.
— Eu também. – Respondi sinceramente. – Mas acho que sempre soube que seríamos assim. Desde o momento que o vi pela primeira vez, senti como se tivesse encontrado meu lugar no mundo e nunca mais fui à mesma.
— Mas estar apaixonada nem sempre é bom... – Murmurou.
— Porque diz isso?
— Não são todos os amores que dão certo. O de vocês não é a exceção, mas também não é regra.
— Mia, de onde tirou essa ideia? Você é cercada de amor. Seus pais se amam e estão juntos...
— Eu sei e agradeço todos os dias por isso. Mas sei que nem todos terão a sorte deles ou a sua e do meu padrinho.
— Querida, está acontecendo alguma coisa? – Me aproximei afagando seu braço. – Quer compartilhar comigo?
— Não, não é nada. Bobeira. Estava lendo um livro que teve um final triste e fiquei pensando nisso.
— Entendi. – Concordei, mesmo não acreditando veemente na explicação. – Pois o esqueça e procure se entreter com um livro de final feliz, sim?
— Vou tentar. Mas em que posso ajudá-la?
Ofereceu mudando de assunto.
— Eu estou quase terminando, então apenas gostaria que ajudasse a arrumar a mesa.
— Tudo bem.
Voltei para próximo ao fogão, enquanto ela passou a levar os utensílios e os dispor na sala de jantar.
Porém antes de chamar o restante da família para comer, decidi averiguar outro assunto.
— Mia?
— Sim.
— Você gostaria de me contar o que houve entre você e o Miguel?
— Eu não posso falar.
— E porque não?
— Porque não posso criticar seu filho na sua frente.
Sorriu de lado e acabei acompanhando-a.
— Ok, eu entendo. Mas que tal fazermos assim? Agora não sou a mãe do Miguel, apenas sua madrinha, sua amiga. Pode me contar qualquer coisa.
Ela hesitou por um instante, mas por fim declarou.
— Não sei se a senhora sabe, mas seu filho consegue ser bem irritante quando quer.
Não contive um novo riso.
— Porque a senhora está rindo?
— Porque seu comentário lembrou a mim na sua idade, reclamando do Edward.
— Não consigo vê-los nessa dinâmica.
— Eu também não imaginaria que você e o Miguel chegariam nela, sendo que sempre foram tão amigos, mas aqui estamos... – Pontuei. – Mas diga, o que ele fez que a deixou irritada?
— Ai, ele se acha o dono da razão. Acha que está sempre certo sobre tudo. Que só porque é tipo, um mês mais velho do que eu, tem conhecimentos imensos sobre tudo e todos. Como se sozinha não soubesse discernir as coisas.
— Certo. Pelo visto houve uma falha de comunicação entre vocês. – Ela bufou. – Meu conselho, de modo imparcial, é que quando estiverem calmos, conversem sobre o que deixou cada um irritado. Pontue seu descontentamento frente a como ele tem te tratado ultimamente. Vocês são amigos desde crianças, não vão deixar que algo assim interfira na amizade, não é?
— A senhora tem razão madrinha, obrigada.
— Não há de que. – A abracei de lado e beijei seu rosto. – Agora pode ir chamar todos para jantar, por favor?
— Pode deixar.
Ela deixou o cômodo e fiquei pensando na situação e a nova dinâmica dos dois. Preciso saber se Edward descobriu algo com o Miguel, para concluir meus pensamentos tendo as duas versões...
Porém deixei o ponto de lado ao ver minha família entrar para iniciarmos a refeição.
— Tomara que no sábado faça sol. – Claire comentou.
— Porque querida?
— Já esqueceu mamãe? – Kath perguntou. – Sábado vamos ao aquário.
— Vamos ver os animais e nadar com os golfinhos!
— Tom. O que já dissemos filho? Primeiro mastigue de boca fechada, depois fale.
O pequeno assentiu terminando de mastigar e engolir suas batatas.
— Desculpe papai, mas é que eu amo ir ao aquário.
— Eu sei filho. Eu também. E amo ainda mais saber que todos vocês gostam tanto quanto eu.
Sorri concordando com Edward, realmente nossos filhos nasceram com a fascinação do pai por animais marinhos e adoram quando vamos ao aquário.
No entanto, nem todos são fascinados pelas iguarias em questões de culinária, já que apenas Miguel e Kath também gostam de comer frutos do mar, enquanto Claire e Tom, se possível, passam longe dos mesmos.
Mas o passeio é sempre um marco a parte em nossa família. E foi assim desde o início, pois é impossível não recordar com bons sentimentos da primeira vez que Edward me levou lá, mostrando uma cumplicidade não esperada, mas marcando o passeio para sempre.
Como também na primeira vez que frequentamos o espaço com o Miguel, pontuando meu retorno, sem contar o fato de estar até grávida na época. Desde então, nunca mais deixamos de frequentar o lugar tão especial e adorado por todos.
— Só é uma pena que você não vai com a gente Mia.
— Eu sei lindinha, mas como meus pais chegarão sexta, quero aproveitar para passar o fim de semana com eles. – Respondeu a Claire.
— Eu tô com saudade do padrinho e da madrinha.
— Eu também Tom. – Ela sorriu afagando seu rosto. – Por isso quero passar um tempo com eles. – Justificou. – Mas vamos fazer assim, vocês aproveitarão bastante o passeio e quando nos encontrarmos de novo, me contarão como foi tudo, assim sentirei que também estava lá.
Nossos filhos assentiram e sorri contente diante da dinâmica da Mia com as crianças.
Desde o nascimento das gêmeas até a chegada do Tom, é como se os três sempre tivessem tido dois irmãos mais velhos, pois o amor e carinho compartilhados entre os quatro são muito gostosos de ver.
— Pai, hoje meu padrinho enviou mais fotos de peças para dar um upgrade no meu carro.
— Seu padrinho precisa parar de querer transformar seu carro em um veículo de corrida. – Edward respondeu balançando a cabeça. – No domingo terei uma conversinha bem boa com ele sobre isso.
Miguel riu sabendo que uma bela cena sairá desse momento e foi impossível não acompanhá-lo.
Graças a Deus, mesmo com tudo que houve nos últimos anos, nossa família continua tão bem e unida como nunca.
Ao início do retorno a normalidade, enquanto Edward investia na expansão da carreira, Emm e Rose investiram no crescimento da família.
Com isso fecharam sua fábrica com a chegada da pequena Daisy. Minha cunhada disse que nem estava contando muito com a possibilidade de ter uma menina, eles apenas optaram por ter o terceiro filho por desejo mesmo, porém a família completou-se de um modo ainda mais especial.
E enfim Alice pôde deixar de cobrá-los, como Emm fazia conosco, já que a princesinha dos Swan tornou-se afilhada dela e de Jasper.
E envoltos também aos sentimentos de propagação de amor, Jake e Nessie tiveram o segundo filho ano passado. E justamente domingo nos reuniremos para festejar o aniversário de um ano da caçula do casal, a preciosa Sarah, nomeada em homenagem a mãe de Jake.
E contando com suas duas princesas, Zoe e Sarah, o casal também já informou o encerramento da produção de novos bebês. Deixando Edward e eu como campeões nesse quesito, mas que segundo Emm, ele e Rose não perderam, já que ela também engravidou três vezes. Com nós dois ganhando apenas um bebê bônus em uma das gestações.
Eu não aguento meu irmão, amo que ele nunca deixou suas melhores características de lado, mesmo prestes há fazer quarenta anos. E o amo ainda mais por saber que continuará assim para sempre...
Ao término do jantar as crianças assumiram a arrumação da cozinha, não somente por cortesia, mas porque Edward e eu as incentivamos a treinar aspectos de colaboração e responsabilidade, assim seguimos para a sala, enquanto elas cuidam de tudo.
— Dream, vamos aproveitar que estamos sozinhos para falar sobre os adolescentes... – Sussurrei a última parte.
— Sim. – Sentamos próximos em um dos sofás. – O que você descobriu?
Prontamente relatei a ele o que Mia contou.
— E você? – Devolvi após finalizar.
— Basicamente a mesma coisa. Miguel falou que a Mia está se achando muito esperta, mas que no fundo ainda é muito inocente. Que ele só está tentando protegê-la, mas ela fica querendo ser dona de si e tem implicado com ele.
— Ao menos ambos foram sinceros.
— E sabemos que a situação não é tão grave. Assim, mais cedo ou mais tarde se acertarão. – Assenti.
— Mas Dream, ouvir sobre a situação deles não o lembrou de nada?
— Está se referindo ao fato do Miguel estar saindo totalmente a você?
— O que? – Soltei ultrajada. – Ele está sendo igualzinho a você! Praticamente tive flashbacks enquanto a Mia falava.
— Recordações das suas atitudes, suponho?
— Edward.
— Mas eles ficarão bem Heart. — Beijou minha testa me abraçando de lado. – Especialmente se estiverem de algum modo agindo como nós nessa idade. Em algum momento entenderão o que essa avalanche de novos sentimentos quer dizer...
É estranho, engraçado e satisfatório também, constatar que Miguel esteja começando a passar pelo mesmo que o pai e eu.
Pois às vezes parece que foi ontem que nós éramos os adolescentes cheios de dúvidas sobre a vida. Quando na realidade nosso filho mais velho que está se aproximando da idade em que passamos por tudo aquilo.
Porém antes mesmo de chegar a esse ponto, Miguel já mostrou uma maturidade suprema, pois pouco depois de completar seus dezesseis anos, pedir para conversar conosco sobre um assunto muito específico, mas de grande importância em sua vida...
Não é incomum que nos desdobremos para dar atenção a todos os nossos filhos, não só em conjunto, mas também individualmente.
Desse modo, aproveitando a ausência dos irmãos menores, Miguel pediu para conversar com Edward e eu.
— O que foi filho?
— Então pai, não sei se deveria ter falado antes, talvez para informar que gostaria de conversar sobre isso, mas de todo modo espero que não se incomodem em falar.
— Miguel, você sabe que temos total abertura para falar sobre o que quiser. – Esclareci.
— Exatamente. O que está lhe afligindo?
— Pai, quando nos conhecemos, mais especificamente, quando a mamãe revelou que o senhor era meu pai. Vocês falaram que na época não entenderia o porquê da sua ausência nos primeiros anos da minha vida. Como criança não me importei muito em entender esses motivos, estava mais interessado em aproveitar o pai que tinha acabado de conhecer. Porém acho que o momento de conversarmos verdadeiramente chegou.
Edward e eu trocamos um olhar profundo.
É claro que ao longo dos anos debatemos essa questão, sabendo que um dia Miguel procuraria as respostas sobre a sua vida, mas confesso que realmente fui pega de surpresa por sua vontade de falar sobre isso agora.
— Miguel...
— Não mamãe, por favor. Acho realmente que já tenho idade para saber a verdade, seja ela qual for. E saibam que não estou procurando motivos para julgá-los, nem estou entrando em uma crise adolescente em que de repente após descobrir tudo me rebelarei contra vocês. – Sorriu e o acompanhamos. – Eu amo nossa vida e estou mais do que feliz com ela, especialmente depois que encontramos o papai. É só que mereço saber o que houve. Porque o papai não pôde estar conosco nos primeiros anos da minha vida.
Suas dúvidas são legítimas e não é a primeira vez que esse tipo de questão entra em debate, já que com o crescimento dos irmãos, não foi apenas uma vez que um deles se questionou porque não existem fotos do Edward com o Miguel desde o nascimento, porque nossa família não esteve nos primeiros aniversários do irmão, etc.
É claro que nessas ocasiões, Edward e eu demos um jeito de dispersá-los, mas sabíamos que não conseguiríamos manter tudo guardado para sempre, ainda mais do Miguel.
— Bella, o Miguel tem razão. – Edward pontuou, trazendo-me de volta ao presente. – E se ele quer saber a verdade agora, por mim tudo bem falarmos.
— Sim. – Troquei olhares com os dois. – Você está começando a se tornar um homem filho e se acredita que está pronto para saber sobre nossa história, uma história que o envolve diretamente, lhe contaremos tudo.
— Obrigado mamãe. É apenas o que estou pedindo.
— Vamos lá. – Iniciei. – Você sabe que seu pai e eu começamos a namorar quando adolescentes, pouco depois que mudei de Jacksonville aqui para Nova York.
— Sim mamãe, também sei que a senhora engravidou jovem. Disso já sei desde quando comecei a compreender o fato de estar crescendo e vocês continuarem novos. – Sorrimos.
— Pois é. No entanto, queremos deixar claro que não fomos adolescentes irresponsáveis. – Edward pontuou. – Você foi uma verdadeira surpresa, justamente por estarmos nos prevenindo, mas aconteceu. – Não contivemos um sorriso. – Por isso também pontuamos com tanta veemência a importância de proteger-se.
— Eu sei papai. – Afirmou. – Pode ficar tranquilo que essa parte já compreendi muito bem.
Assim que ele começou a entrar na adolescência, iniciamos as conversas necessárias sobre seu corpo e sexualidade, cada qual acontecendo no tempo que achamos correto.
Desse modo, já conversamos várias vezes sobre relações sexuais em si e especialmente os métodos de proteção, não apenas contra gestações, mas também referente às doenças sexualmente transmissíveis.
Não é porque Edward e eu nunca usamos camisinha um com o outro, que não sabemos da importância delas. Sabemos que somos um ponto fora da curva, por termos iniciado a vida sexual com o outro e após a volta, termos nos mantido assim.
No entanto, até a última vez que falamos sobre, Miguel informou que ainda não ingressou nessa parte das relações, mas está ciente do que terá que fazer ao iniciar sua vida sexual de fato.
Mas em cumplicidade com o pai, revelou que como qualquer adolescente, já tem praticado sua própria busca de prazer. E que também em seus momentos com as garotas, não passou de beijos e carinhos mais intensos.
— Então querido. – Voltei o foco. – O fato é que engravidei aos dezoito anos, sendo pega totalmente desprevenida. E assim que descobri, obviamente pensei em contar ao seu pai. Porém antes de conseguir falar com ele, eu recebi uma carta.
— Uma carta? Que carta?
— Era uma carta que na época pensei ter sido escrita pelo seu pai, em que ele terminava nosso namoro. — Senti lágrimas querendo chegar devido à lembrança. – O que você tem que ter em mente a partir daqui Miguel, é que eu era apenas uma adolescente que tinha acabado de descobrir estar grávida e de repente descobre também que estava sendo deixada pelo namorado, o pai do bebê.
— Pai, o senhor terminou com a mamãe? Ainda mais por carta?
— Não Miguel. Eu nunca enviei carta alguma a sua mãe. – Edward informou sério. – Tão pouco tinha intenção de terminar com ela, sabendo ou não da gravidez.
— Exatamente filho, mas eu não sabia disso. – Afirmei. – E estando extremamente frágil e chateada, decidi ir embora. Apesar de nunca ter tido certeza se seu pai sabia ou não que estava esperando você, conclui que se ele estava terminando comigo é porque não queria mais o prosseguimento da nossa relação, então também não iria querer você. – Segurei em suas mãos. – Mas mesmo com essas circunstâncias nunca quis que você tivesse uma imagem ruim dele.
— Eu me lembro disso. A senhora sempre disse que ele era um bom homem, apenas não podia estar conosco na época.
— Sim e eu tinha total razão. – Afirmei a Edward. – Mas desse modo passamos seus primeiros cinco anos em Los Angeles, até ser transferida e precisar voltar à Nova York. Assim imediatamente você e seu pai se conheceram e encantaram-se de cara. – Os dois sorriram. – E eu fiquei muito feliz por constatar essa conexão.
— Eu senti algo diferente quando o conheci. E era estranho, porque na época nem pensávamos que podíamos ser parentes, sendo que eu tinha o tio Emm e meu padrinho, com laços confirmados, mas mesmo assim o senhor era o tio favorito.
— E eu o amei completamente. Desde o primeiro instante que o vi, ainda tão pequeno, deitado naquela cama no hospital. – Edward declarou com emoção.
— Mas quando vocês descobriram a verdade?
— Durante nossos anos longe, apenas duas pessoas sabiam de tudo, quer dizer, sabiam tudo de acordo com o meu lado da história.
— Minha madrinha e a vovó Renée. – Completou.
— Isso, por esse motivo elas foram às únicas que o conheceram e o visitaram. Porém a meu pedido, ambas guardaram o segredo tanto da sua existência, quanto o fato do Edward ser seu pai. Mas assim que chegamos à Nova York, diante dessa conexão sublime de vocês, sem contar as características físicas e outras semelhanças, foi ficando mais difícil manter o segredo. Desse modo sua tia Alice foi a primeira a descobrir a verdade. Ao menos o fato de que Edward era seu pai. E imediatamente ela deixou claro que ele não sabia disso, que nunca soube que fui embora grávida.
— Mas espera um pouco, porque a senhora tinha essa dúvida se não chegou a contar a ele? Pelo que entendi o envio da carta e o término ocorreram antes que conversassem.
— Sua mãe foi embora nessa dúvida, pois teve outra pessoa, além da Nessie e sua vó Renée, que souberam da gestação desde o início.
— E quem foi?
— Minha mãe. – Edward informou. – Quando sua mãe foi me procurar para contar sobre a gravidez, sua avó Esme acabou descobrindo. Desse modo, ela sempre soube que a Bella estava grávida, porém nunca me contou. – Deixou claro. – É por isso que quando sua mãe recebeu àquela carta, ficou em dúvida se sabia ou não sobre você. Porque se minha mãe tinha consciência do fato, as chances de a informação chegar até mim eram grandes, mas ela não o fez, sua avó guardou esse segredo por anos.
— E quando Alice descobriu a verdade sobre sua paternidade, também descobriu que a Esme quem enviou a carta, para fazer com que terminássemos. – Conclui.
— Mas... Por quê? Porque ela faria uma coisa assim? A vovó Esme ama a senhora. Porque ela ia querer separar vocês? Ainda mais sabendo que a senhora estava grávida? Porque não queria que ficássemos com o papai?
— Miguel, se acalma, pois a história ainda não acabou. – Informei. – Sua avó teve os motivos dela para fazer tudo isso. Motivos que na época não descobrimos tão cedo, pois ao saber a verdade, que seu pai nunca soube sobre você e tão pouco quis romper nossa relação, focamos em reestabelecer nossos laços, especialmente o de vocês.
— Exatamente filho, porém esse era um assunto em aberto dentro da nossa família. – Edward prosseguiu. – E não sei se recorda, mas até próximo ao fim daquele ano, você ainda não a tinha conhecido.
— Sim, eu achava estranho ter conhecido todos, meus bisavós, o vovô Carlisle, mas ela não.
— É porque só nos acertamos com ela e a deixamos conhecê-lo, após descobrir toda a verdade.
— E a perdoamos por compreender seus motivos. – Declarei. – Porque a amamos e compreendemos que devíamos deixar o passado para trás, pois a vida é curta demais para guardarmos rancor e mesmo depois de tudo, estávamos juntos novamente, isso era o mais importante.
— Mas que verdade é essa? Porque a vovó fez isso?
— Isso você terá que perguntar diretamente a sua avó querido. – Esclareci. – Pois é um assunto deliciado, pessoal e que só ela pode escolher contar-lhe ou não.
Apesar de na época, após todo o acontecido com a Esme, ela ter revelado a questão a Edward e eu, assim como a algumas outras pessoas, a questão envolvendo a família Masen não continuou a ser propagada dentro da nossa família, por isso Miguel precisa encontrar a verdade diretamente com a avó.
— Pois eu quero saber. – Afirmou levantando do sofá. – Preciso entender tudo que envolve esse assunto. Eu quero ir falar com a vovó.
— Espera um pouco filho. – Edward levantou também tocando em seu ombro. – Vou ligar para a sua avó, explicar a situação e ver se ela pode nos receber, tudo bem?
— Tudo bem pai...
Foi assim que Edward ligou para Esme, que ao saber que revelamos nossa história ao Miguel, se prontificou totalmente a conversar com ele.
Naquele instante mesmo fomos a sua casa para concluir o relato e sanar as dúvidas finais do nosso filho.
A partir daquele momento Edward e eu não falamos mais, deixando Esme relatar a ele todas as nuances que a levaram àquela decisão.
Ela lhe contou sobre a família, o irmão gêmeo, o relacionamento com a namorada. Por fim informando como a vida dos dois, juntamente a do bebê que esperavam, terminou.
Esclareceu que não queria, nem podia, deixar que algo assim acontecesse conosco, por isso agiu movida pelo medo e as lembranças da tragédia que viveu, optando por romper nossa ligação naquele momento.
Ela chorou bastante, assim como nós três, especialmente ao chegar ao momento em que falou sobre o assalto que sofreu. Como pensou que deixaria essa vida, tanto sem revelar a verdade, mas também sabendo que tinha sido a causadora de tanto sofrimento para nós.
Mas sendo brindada de variadas formas por Deus, não apenas sobreviveu, como pôde reparar seus erros, em partes, ao revelar-nos a verdade. E além de ter contado com minha ajuda direta, ao fazer a doação de sangue, também foi brindada com nosso perdão.
Então estava feliz por finalmente poder pedir perdão a ele também, porém mostrando o coração incrível que tem Miguel não demonstrou qualquer rancor e afirmou não ter que perdoá-la por nada.
Pois ele e o pai se encontraram e talvez tenha sido no momento e da forma certa, como deveria ser. E que nós também voltamos, dando-lhe a família que sempre sonhou, com todos os irmãos, familiares e amigos.
Aquele foi um dia realmente marcante em nossa vida e sabemos que a partir de agora tudo, realmente tudo que precisava, está no lugar...
Porém pontuamos a ele, que essa sempre será sua história e que a partir de agora caberá a ele informar ou não as pessoas, especialmente aos irmãos.
Na ocasião ele apenas falou que pensará bem sobre a escolha e quando ou se a oportunidade surgir. Decidirá o que fazer no momento certo...
Toda mãe é orgulhosa dos seus filhos e eu com certeza não fujo a regra, mas naquele dia, naquele momento, após descobrir toda a verdade e lidar tão bem com as revelações, Miguel me fez sentir um orgulho desmedido que jamais esquecerei...
— Mamãe?
Dispersei das lembranças focando a atenção na minha filha mais velha.
— Oi Kath.
— A senhora tem que ajudar a escolher o jogo que vamos jogar agora.
— Ah, sim. Desculpe, a mamãe estava distraída.
— Deu para perceber mãe. A senhora estava bem longe. – Tom falou causando risos.
— Certo, certo. Parem de zoar a mãe de vocês. – Edward veio em minha defesa. – Acho que todos concordam que podemos jogar mimica, não é?
Com o consenso começamos a preparar a sala para executar a brincadeira.
Sempre que possível mantemos as noites preenchidas pelo momento familiar, seja efetuando alguma brincadeira, assistindo um filme ou apenas conversando.
Por ainda ser dia de semana, a ideia do jogo interativo, mas não tão longo, foi a melhor opção.
— E vamos dividir as equipes como? – Edward questionou ao finalizarmos a arrumação do espaço. – Meninos contra meninas? Ou sortear?
— Sempre que é meninos contra meninas a gente fica com menos papai.
— Eu sei Tom, mas fazer o que?
— A Mia poderia arrumar um namorado. – Claire soltou de repente. – Assim ele viria às noites de jogos também e ficaria no time dos meninos.
Mal ela concluiu, vi Miguel ranger os dentes de modo tão forte que quase senti o desconforto bucal também.
— Vamos sortear. – Conclui. – É bem mais legal quando sorteamos. E o time que ficar com uma pessoa a menos, ganha o bônus, como de costume. Vamos lá.
Edward rapidamente captou minha deixa e tratou de efetuar o sorteio, assim as equipes dividiram-se.
Tom, Kath, Mia e Edward sendo um time. Enquanto Claire, Miguel e eu formamos o outro.
O clima descontraído voltou a reinar assim que começamos o jogo e perdurou até seu encerramento, quando tivemos que levar os pequenos para dormir...
— As coisas eram mais fáceis quando as meninas dormiam juntas, não acha?
Edward comentou quando deixamos o quarto da Claire.
— Eram mais simples, porém sabemos o quão importante é terem seu próprio canto e privacidade.
Em nosso rito de colocar as crianças para dormir, começamos com o Tom, que apesar de sempre relutar em adormecer, basta deitar na cama para ceder ao sono.
Então vamos ver as meninas, nessa idade já se vestem e cuidam da higiene bucal sozinhas, então dependendo do rumo, entramos no quarto de uma ou outra primeiro. Hoje começamos pela Kath e após lhe desejar boa noite e assegurar que está bem entramos no quarto da Claire, repetindo o gesto.
— Miguel e Mia ainda não subiram.
Edward indicou ao passarmos em frente ao quarto de ambos.
— Talvez estejam usando o tempo para conversar e se acertar. – Pontuei.
Voltamos à sala e tão pouco os encontramos.
Edward foi checar o sistema de segurança, enquanto fui conferir se está tudo certo na cozinha, porém ao passar em frente à porta que leva a parte externa, enxerguei meu filho e a amiga próximos a piscina.
— Edward. — Sussurrei bem baixinho, mas por sorte ele ouviu. – Eles estão aqui.
Rapidamente ele se aproximou e ficamos encostados no vão, observando-os.
— Eles parecem estar se entendendo.
— É, vamos deixá-los sozinhos.
Foi o que pronunciei, mas não foi o que fizemos ao começar a ouvir o teor da conversa.
— Você está sendo ingênua Mia.
— Miguel, já falei que você não sabe de tudo.
— Nunca disse que sei de tudo, mas sei o que aquele menino quer com você.
Edward e eu nos olhamos intrigados.
— Independente do que ele queira. Se eu não quiser, não vai acontecer!
— Espero mesmo que não...
— Olha Miguel, você fica querendo controlar minha vida, sendo que pega quem quiser a hora que quiser, sem se importar com nada.
— Eu não sou assim. Porque está falando isso?
— Vai dizer que não ficou com a prima da Bree na festa que ela deu fim de semana passado?
— Como você sabe disso?
— Porque eu vi vocês...
Isso pareceu surpreender e chocar nosso filho, pois ele se afastou passando a mão no cabelo, igual o pai faz quando está confuso ou nervoso.
— Eu sei o que é isso... — Soltei sem pensar.
— Sabe o que?
— Como é ver o garoto que a gente gosta ficando com outra. Não é um sentimento que gostaria de reviver.
— Hey Heart, sinto muito por isso.
— Está tudo bem. – Assegurei. – Foi há muito tempo. O comentário da Mia apenas reviveu a lembrança.
— Na época eu era um babaca, você sabe. Agia muitas vezes por impulso, sem ao menos me dar conta do que estava fazendo. Mesmo quando comecei a perceber meus sentimentos por você, tinha tanto medo deles, que demorei bastante para deixá-los me guiar. Mas quando o fiz, foi a melhor escolha de todas. – Declarou beijando minha testa.
Ia respondê-lo, mas acabamos voltando a prestar atenção nos jovens, ao ouvir a declaração da Mia.
— Miguel, você não tem que ficar me tratando como se fosse sua irmã.
— Você jamais poderia ser minha irmã!
O modo tempestuoso com que respondeu a espantou de tal forma que ela fez menção de sair, mas rapidamente ele a segurou pelo braço.
— Me desculpe. Não quis ser grosso. É só que essa hipótese nunca pôde existir entre nós. Apesar de sermos amigos desde a infância. De você ser praticamente da família. Nunca a vi como uma irmã. Meus sentimentos por você não permitem que essa ideia figure minha mente...
Ela baixou o rosto, mas ele tocou sua bochecha fazendo-a olhá-lo.
— É assim que você me vê? Como um irmão?
— Não.
Sua pronúncia foi tão baixa que mais concluímos que ela disse isso, do que de fato a ouvimos, porém ela prosseguiu.
— Eu tão pouco jamais poderia vê-lo como a um irmão. Eu amo seus pais como se fossem os meus. Amo seus irmãos como os irmãos que não tive. Mas com você não é assim...
E de repente presenciei uma das cenas mais lindas que já vi na vida.
Miguel direcionou a mão que estava no rosto da Mia ao pescoço.
Ela suspirou, mas prontamente fechou os olhos.
Então ele a beijou.
E imediatamente Edward e eu nos afastamos.
Mesmo sem trocar palavras entendemos que esse momento pertence apenas aos dois.
Desde modo, ele estendeu a mão e procurando fazer o máximo de silêncio possível, seguimos até o nosso quarto, só sentindo-nos seguros a falar novamente ao entrar no cômodo.
— Será que eles vão se acertar agora?
— Não sei, teremos que esperar e descobrir. – Ponderei. – Provavelmente junto com eles, após entenderem seus sentimentos, se perceberem que querem deixar o campo da amizade e passar para algo mais. Porém também existe a possibilidade desse momento acabar tornando-se algo isolado.
— Sim, você tem razão. E também teremos que aguardar que eles nos contem sobre a possível mudança, pois jamais poderemos revelar que o presenciamos.
— Com certeza. Apesar de ter achado o momento lindo, ficaria muito sentida se descobrisse que meus pais ou os seus, tivessem presenciado algo do tipo em nossa adolescência.
— Exatamente. Agora só nos resta aguardar.
Sugeri tomarmos um banho rápido para podermos deitar, pois mesmo com o verão prestes a terminar, os dias ainda têm estado bem quentes e depois de tudo que passamos, uma ducha rápida nos ajudará a descansar.
O banho foi realmente rápido, mas revigorante. E de volta ao quarto, enquanto nos vestimos e arrumamos as coisas na cama, observei pelo monitor que Mia e Miguel já estão em seus quartos.
Quando fizemos a reforma da casa, subindo para o último andar e deixando nossos filhos em outro, tínhamos ciência que não poderíamos deixá-los totalmente desprotegidos.
Por isso, além de um sofisticado sistema de segurança para a casa, também instalamos nos quartos dos nossos filhos, um sensor de movimento.
Não é como se pudéssemos vigiá-los, o sensor não tem câmera ou transmite som, apenas monitora a presença no cômodo e marca a permanência de cada um dentro do quarto.
Assim, se algum deles acorda em meio à noite, para ir ao banheiro, beber uma água ou até em meio a um pesadelo, somos capazes de ficar sabendo, para tomar providências ou não.
É claro que em breve Miguel pedirá para retirarmos o do seu quarto e acataremos sem problemas. Sabendo que como adolescente, prestes a tornar-se um jovem, precisa da privacidade mais do que os irmãos menores, mas, por enquanto, tanto seu quarto, quanto o da Mia, ainda possuem o aparelho.
Quando apontei o monitor para Edward, ele sorriu.
— Ao menos, por enquanto, estamos seguros. – Brincou. – Mas talvez tenhamos que passar a ficar atentos a encontros furtivos durante a madrugada.
— Edward! – Exclamei ultrajada. – Eles são novos ainda, não acredito que estejam pensando nisso. – Ele ergueu um sobrancelha em desafio. – Qual é? Nem nós pensamos em transar após nosso primeiro beijo.
— Depois do primeiro provavelmente não. Mas depois do beijo que trocamos na sala de dança? Ou o que aconteceu no seu quarto? Heart, eu fui muito forte aquele dia. Você estava só de biquíni se esfregando em cima de mim.
— Meu Deus. Como você é safado!
— O que esperava? Não tinha como conter meus pensamentos perto de você. – Se aproximou enlaçando minha cintura. – Eu sempre fui louco por você, Bella. E só consegui me refrear até o instante em que a tive nos meu braços pela primeira vez. Depois disso nunca mais pude ou quis parar...
Passei os braços ao redor do seu pescoço ficando na ponta dos pés.
— Tenho que admitir que me sinto do mesmo modo. Sem qualquer força ou controle para resistir a você.
Beijamo-nos do modo mais gostoso que sabemos.
— Mas eu confio nas crianças. – Afirmei assim que nos distanciamos.
— Que não são mais tão crianças assim. — Pontuou. – Mas também confio neles, porém mal não fará em ficarmos um pouco mais de olho.
— Tudo bem. Manteremos uma atenção especial aos dois.
Ele piscou e se afastou em direção a varanda do nosso quarto, acredito que no intuito de fechar as portas, porém após ajeitar nossos travesseiros e ver que ele continua lá fora, fui ao seu encontro.
— Está vendo nossa estrela?
Perguntei ao me aproximar abraçando sua cintura.
— Não sei dizer exatamente. – Me puxou para ficar a sua frente. – Por mais que nos expliquem, não consigo localizá-la sozinho. Mas não tenho dúvida que ela sempre nos acompanha.
Beijou minha testa.
— Sabe o que notei ainda há pouco?
— O que?
— Que hoje é 12 de março.
— E o que tem?
— Não é sempre que me atento ou mesmo lembro-me disso. Mas minha família se mudou para Nova York no dia 06 de março de 2006. Esse fato tenho mais claro na mente, pois foi a partir dali que tudo mudou. – Expliquei. – O dia da mudança foi uma segunda-feira e na semana seguinte Nessie e eu começamos a estudar no CMP...
— E nós nos vimos pela primeira vez no domingo anterior ao início das aulas. – Completou e assenti. – Aquele dia era 12 de março?
— Sim.
— Então podemos afirmar que esse é o dia em que nosso amor começou. Pois ao menos eu sei que me apaixonei a primeira vista. – Declarou. – Pois quando a vi caminhando naquele parque, fiquei completamente encantado, louco para falar com você. Mas me contive quando vi o Emm se aproximar.
— Eu também te amei desde o primeiro momento em que o vi. — Afirmei. – Pensei que nunca tinha visto alguém tão maravilhoso. E queria entender porque de repente meu coração estava tão acelerado, porém agora sei que foi porque finalmente estava encontrando o seu.
Pousei a mão sobre o músculo cardíaco pulsando em seu peito.
— Mas o melhor de tudo é saber que mesmo hoje, dezoito anos depois daquele encontro, ainda sinto-me da mesma maneira. Completamente rendida de amor por você.
— E continuaremos sentindo esse amor pela eternidade. Pois ele é o sentimento mais forte que possuímos.
— Eu te amo Edward. Como há 18 anos e para sempre.
— Te amarei por todos os dias do nosso para sempre Bella. Como amei desde que a encontrei, há 18 anos.
— Obrigada por ser meu Dream.
— Somente porque você nasceu para ser minha Heart. Te amo...
— Te amo...
Banhados pelas luzes das estrelas, em especial da nossa, envolvemos as declarações em um beijo profundo, terno, forte e capaz de transpassar os mais sinceros sentimentos dos nossos corações.
Diante do nosso infinito amor que esteve escrito desde o princípio para acontecer exatamente assim...
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