Endless Love
48 2ª Temporada Capítulo 22 - Almost Paradise
Notas iniciais
Comecei a despertar aos poucos, sentindo uma sensação de plenitude...
Posso notar que meu corpo está apoiado e protegido por algo quente, que nada tem a ver com o edredom. É o corpo de Edward enroscado ao meu, sorri com o conceito, apesar de já vivermos juntos há um bom tempo, saber que agora é oficial muda um pouco as coisas.
Abri os olhos para contemplar o rosto perfeito do meu marido, ele ainda ressona tranquilamente, o rosto sereno indica seu acalento ao sono e o sorriso nos lábios me da à ideia de que pode estar sonhando com algo bom.
Atrevi-me a pensar que possa estar sonhando comigo e imediatamente sorri também.
Observei nosso entrelace, minha cabeça repousada em seu peito, sua mão rodeando minha cintura e por fim, nossas pernas encaixadas umas sobre as outras.
Notei pela claridade que vem da janela que o dia já está firme do lado de fora e por mais que ame estar assim, nesse momento de paz e tranquilidade com Edward, preciso acordá-lo, pois mesmo que ainda não saiba para onde viajaremos, tenho certeza que precisamos levantar.
Decidida a acordá-lo, comecei o processo. Inclinei o rosto de volta ao seu peito e comecei a salpicar beijos bem em cima do coração, ele fez um leve movimento corporal, um tremor geralmente causado pelo sono, então vi que terei que ser mais enérgica se quiser que desperte.
Subi um pouco mais e iniciei beijos em seu pescoço, e ele imediatamente apresentou uma reação, continuei com meu método infalível até sua voz rouca soar.
— Cuidado senhorita, apesar de estar amando esse ataque matinal, agora sou um homem casado e não sei se minha esposa gostará muito de saber que andei recebendo carinhos assim.
— Então quer dizer que o senhor é casado?
Entrei na brincadeira.
— Sim e muito bem casado.
— Fale-me dela.
— Hun, minha esposa é a mulher mais gostosa do mundo, capaz de me enlouquecer apenas com um olhar e levar ao delírio com o resto do corpo.
— E é só isso que tem a dizer sobre ela? Que é um belo corpo para lhe satisfazer?
— Bem, é a parte mais importante, para mim pelo menos.
— Bobo.
Dei um tapa em seu peito, ele riu, fiz menção de nos soltar, mas ele foi mais rápido e nos girou, prendendo-me embaixo do seu corpo.
— Talvez tenha me esquecido de falar mais alguns detalhes sobre minha esposa. Dizer, por exemplo, que além de gostosa, é a mulher mais linda, meiga, gentil, amiga, companheira que tive o prazer de conhecer. A única que me conhece e completa como ninguém, a pessoa capaz de dar minha maior felicidade, a honra de ser pai e para encerrar. É a mulher da minha vida, que amo e sempre vou amar.
Uma lágrima solitária escorreu por meu rosto, mas não dei atenção a ela, já que seus lábios cobriram os meus, a maciez desse toque é capaz de dispersar qualquer outra coisa que pudesse existir no mundo.
— Não pode dizer coisas assim a uma mulher grávida sem prévio aviso, meu coração pode não aguentar.
Ele não respondeu de imediato, ao invés disso, apenas abaixou a cabeça e depositou um beijo sobre minha barriga, com seu gesto doce, outra lágrima furtiva escapou.
— Gravida. – Sussurrou a palavra com total veneração. – Ainda não caiu a ficha que você está mesmo grávida, que tem dois frutos nossos bem aqui.
— Pois pode acreditar papai. Daqui a oito meses teremos dois bebês lindos para cuidar.
— Gêmeos... Como isso é possível?
— Carmen comentou sobre e contei que sua mãe também foi gêmea, ela explicou o porquê de ter acontecido conosco. Disse que estava no seu sangue, que geralmente pula uma geração. Como a Esme não teve gêmeos, você e a Alice são mais propensos a terem e foi o que aconteceu conosco.
— Entendo, me lembro de já ter visto algo assim, é só que ainda parece surreal... Você falou ontem que é uma gestação bi vitelina.
— Sim, independente do sexo, não serão gêmeos idênticos. Cada um possui sua própria bolsa e membrana. Ela explicou que nesses casos, dois espermatozoides fecundaram dois óvulos diferentes e não apenas um se multiplicou. Por isso conseguimos diagnosticar a gestação múltipla cedo. Carmen pediu a ultrassom para confirmar e aceitei, fiquei sentida de não fazê-la contigo, mas era preciso para termos certeza.
— Heart, não se preocupe, está tudo bem. Conheço os procedimentos médicos e entendo que foi necessário, além do que, adorei a surpresa, ver a foto no telão. – Sorriu emocionado. – Mas a partir de agora estarei contigo sempre, em todas as consultas e para tudo que for necessário.
Assenti e ele ficou em silêncio, mas não aguentei ficar na expectativa por muito tempo.
— No que está pensando?
— Em tudo e nada ao mesmo tempo, em como sou bom. Consegui fazer dois bebês de uma vez só. — Sem acreditar no que ouvi, cai no riso. – É sério Bella, isso não é um feito muito comum, fecundar dois óvulos com dois espermatozoides. E eu fiz isso, assim, sem o menor esforço, aliás, como você engravidou? Sendo que tomava injeção.
— Foi o que perguntei também, não que não tenha ficado feliz com a notícia, mas se estava me prevenindo, era por certo que fosse estar segura, não é? Mas o que aconteceu foi que na troca de injeção, lembra que te falei sobre? – Ele assentiu. – Então, a Carmen falou que naqueles dias meu organismo estava vulnerável, os hormônios em ebulição... O certo seria termos nos prevenido de outra forma ou nos abster do sexo.
— Duas coisas fora de cogitação, ficar longe de você e usarmos camisinha. Não que seja errado, só nunca coube na nossa relação.
— Foi o que disse a ela, mas por isso aconteceu.
— E tem uma ideia de quando foi? – O encarei confusa, perguntando a que se referia. – Na gravidez do Miguel, você soube quando aconteceu porque o anticoncepcional falhou, pensei que agora teria uma base também.
— Ah isso, conversei com a Carmen e chegamos a uma conclusão da data dessa gestação também.
— Então...?
Insistiu quando permaneci em silêncio.
— Pelos nossos cálculos foi no primeiro fim de semana do mês passado, entre os dias quatro e seis, o que faz com que esteja com seis semanas, cerca de um mês e meio.
Ele pareceu aceitar o fato, até que em um vislumbre de seus olhos vi que entendeu...
— Espera. Esse não foi o fim de semana...
— Do aniversário do Thiago. Que você teve uma crise boba de ciúme e para provar seu ponto, me pegou de jeito, por uma noite inteira.
— Uau! Sabia que aquela noite ficaria marcada, só não imaginei o quanto. Sou realmente muito bom, em alguma daquelas tantas vezes, fiz nossos filhinhos que agora repousam tranquilos em você. Realmente mereço os parabéns.
— Ok, senhor engravidador, pode deixar seu ego um pouco de lado e se apressar? Pois caso tenha esquecido, temos uma viagem para fazer a um lugar que até agora não faço ideia de onde seja.
— Tem razão, vamos levantar, tomar banho e ir para casa pegar nossas malas, nos despedir do Miguel, então partir.
Fiz menção de levantar, mas ele foi mais rápido e me pegou no colo caminhando até o banheiro.
— Isso é mesmo necessário?
Questionei quando me colocou no chão já dentro do Box.
— Acostume-se senhora minha esposa, estou aqui para servi-la e satisfazer sempre. Agora vamos ao banho.
— Espera, está aqui para satisfazer e servir no que quiser?
— No que quiser, é só pedir.
— Pois se bem me lembro, na última vez que estivemos aqui nesse mesmo banheiro, você, com seu cavalheirismo extremo, não me deu o prazer de um sexo matinal glorioso no banho.
— Quando estivemos aqui, tinha sido nossa primeira vez e não ousaria machucá-la, por mais que tenha ficado louco com seu corpo nu envolto a água.
— Certo, mas dessa vez não existe nada que nos impeça ou há?
— Não, não consigo pensar em nada que nos impeça de aproveitar esse momento.
— Então o que estamos esperando?
Nada mais precisou ser dito depois disso...
Após o ótimo banho, voltamos ao quarto para nos trocar, recolher as coisas e sair, foi só quando tive que fazer a ação de me vestir que percebi que não tenho nada além do meu vestido de noiva, mas como fiz no passado, Edward foi quem veio preparado com mudas de roupa, assim guardei meu vestido com todo cuidado e saímos.
O caminho até o apartamento foi feito com tranquilidade, ao chegarmos, encontramos nossos pais com Miguel, papai e mamãe dormiram aqui com nosso filho, e Esme e Carlisle vieram para se despedir e já levar o Miguel para sua casa.
Almoçamos tranquilamente e logo vieram às despedidas, foi difícil me despedir do meu bebê, apesar de estar feliz e ansiosa com a perspectiva da viagem, é difícil deixá-lo, será a primeira vez que ficaremos tanto tempo longe.
Dei tchau aos meus pais e Esme, pois Carlisle nos levará até o aeroporto. E quando vi Edward trazendo nossas malas prontas, foi que reparei.
— Quem foi que arrumou minhas coisas?
— Eu. — O olhei em desafio não acreditando muito. – Tudo bem, Alice ajudou.
— Quer dizer que ela sabe para onde vamos e eu não?
— Não senhora. Apenas pedi ajuda para avaliar se o que escolhi estava bom, o máximo que contei foi sobre o clima do local, assim ela pôde avaliar melhor, mas apenas eu sei para onde iremos e agora vamos antes que percamos o voo.
O trajeto até o aeroporto não foi longo, por sorte, Carlisle não ficou para nos esperar, nos despedimos no saguão mesmo e ele voltou para casa enquanto seguíamos.
Edward contou que fez o check-in pela internet, por isso foi despachar as malas sozinho e ficou me entretendo até quase a hora do voo.
No painel central, alguns embarques já iniciaram, mas não faço ideia de qual pode ser nosso destino e Edward não está disposto a dizer. Arrumando mais pretextos para me enrolar, pediu que fosse lhe comprar um café e quando voltei, já me arrastou para a aeronave, portanto, não deu para saber o destino.
Dentro do avião, no momento em que a aeromoça começou a dar os comandos de segurança e o piloto seus votos de viagem, Edward me puxou para um beijo com o claro intuito de me distrair, o que acabou dando certo, já que quando percebi, o avião já planava pronto para voar.
— Será que agora poderemos ter um voo normal? Ou ainda usará mais táticas para me distrair?
— Não, tudo bem, agora estamos seguros só saberá quando chegarmos.
Bufei, ele só riu, mas logo trouxe meu corpo para próximo do seu, aconchegando em um abraço, beijou minha testa e falou.
— Tente dormir e descansar um pouco, o voo não é muito longo, mas quando chegarmos, pode ter certeza de que não vou deixá-la descansar por um bom tempo.
— Promessas, promessas, quero ver é ação.
— Sra. Cullen, não provoca. Porque depois poderá não aguentar.
— Veremos...
Encerramos o assunto por hora e acatei sua sugestão aproveitando para dormir e descansar, as características da gestação já começando a fazer efeito.
A viagem durou por volta de 3h, se estivesse no meu normal, poderia ter tentado adivinhar nosso destino fazendo uma localização prévia do percurso, mas por estar cansada e estando já tão perto, preferi não estragar a surpresa de Edward.
Fui acordada a pouco para receber o jantar, com isso permaneci esperando a hora de pousar, quando o fizemos, Edward foi direto pegar nossas malas e só quando saímos foi que me encontrei.
— Estamos no México?
Perguntei realmente surpresa.
— Sim, mas não em qualquer lugar do México, estamos em Cancún.
Ai meu coração!
Não posso acreditar, Cancún!
O paraíso afrodisíaco, feito quase que especificamente para casais. Edward realmente sabe como agradar uma mulher...
Ele nos guiou, enquanto apenas observo tudo admirada. Pensei que sairíamos em busca de um táxi, para nos levar ao hotel, mas Edward não pode ser apenas um homem comum, com ele sempre tem que ser mais.
Por isso não me espantei tanto quando o vi caminhando para um posto de locação de carros.
— Buenas noches señor. ¿Le puedo ayudar? (Boa noite senhor. Como posso ajudá-lo?).
— Me gustaría alquilar un coche. (Eu gostaria de alugar um carro).
— ¿Curso, ha fijado fecha para reservar? (Ok, teria uma data para o tempo de reserva?).
— Dos semanas. (Duas semanas).
— Derecho, los documentos, por favor. ¿Tiene preferencia por un modelo específico? (Perfeito, documentos, por favor. E teria preferência por um modelo específico?).
— ¿Puedo ver lo que ustedes tienen? (Posso ver o que vocês têm?).
— Por supuesto. (É claro).
Nossa, nunca pensei que Edward poderia me impressionar ainda mais com sua voz, preciso pedir para que fale em espanhol a sós comigo.
Ele e a mocinha acertaram todos os detalhes e saímos acompanhados por outro rapaz que nos levou até o carro, um modelo esportivo, que combina com o local.
Entramos no carro e Edward deu partida nos conduzindo pela esplendorosa noite mexicana.
— Por que essa preferência toda por dirigir? – O questionei.
— Não sei, talvez seja o poder que emana do meu corpo quando estou atrás do volante, uso isso como forma de te seduzir.
— Como se precisasse de ajuda para fazer algo que consegue só por respirar.
— Agradeço a preferência, mas na verdade é que não gosto de ficar dependendo de táxi. O carro nos da autonomia, sair e voltar à hora que quisermos, ir até onde a estrada der, o céu é o limite.
Assenti e parei para observar, o céu aqui parece ainda mais bonito.
Percebi com o tempo que estamos saindo do centro onde se localiza a maioria dos hotéis.
— Não vamos ficar em um hotel?
— Não.
— Edward, aonde você...
— Heart, relaxa. As surpresas ainda não acabaram, sei que vai gostar.
Permaneci em silêncio, na expectativa de saber o que mais Edward preparou para nós.
Foi ai que ele pegou um desvio e adentrou uma estrada mais vazia, paramos de frente a um enorme portão que protege uma construção, onde parece cercar uma propriedade. Ele pegou um controle, apertou o botão e o portão abriu nos dando passagem, assim que passamos, fechou novamente.
Comecei a notar o nosso redor, tem uma praia particular estendida em frente de uma bela casa. Ele estacionou, saiu do carro e o acompanhei por instinto, entrelaçamos as mãos e subimos os degraus até a porta.
Porém antes que pudesse alcançá-la, Edward me pegou no colo novamente ao estilo noiva.
— Você ainda não se cansou disso?
— Não, farei em todos os lugares durante nossa lua de mel.
Entramos e notei a beleza da casa, a sala que se estende a nossa frente é incrível, a decoração e os móveis, tudo de muito bom gosto.
Edward me colocou no chão, então perguntei.
— De quem é essa casa?
— Do Riley. Da sua família na verdade. Ele nos emprestou para passarmos a lua de mel.
— Uau. Impressionante.
— Não é? Foi muito inteligente de a nossa parte tê-lo convidado para padrinho. Assim, ganhamos o direito de desfrutar desse paraíso particular.
— Com certeza foi uma ótima ideia. Lembre-me de agradecê-lo depois.
— Vou lembrar, mas só daqui a duas semanas, porque nesses dias a única pessoa que quero pensar é em você. – Piscou. – Vem, vamos conhecer nosso quarto.
— Mas e o carro, nossas malas...
— Tudo está seguro, não precisamos das roupas agora, já que estou prestes a tirar até essa que está vestindo.
Seu sorriso sensual tratou de me tirar de qualquer outro pensamento, o acompanhei até o andar de cima, vimos muitas portas, mas não tive tempo de observar seus interiores, pois Edward realmente só parou quando chegamos à última revelando uma belíssima suíte.
A grande cama de casal localizada no meio, com um dossel e ao fundo não há paredes, mas uma grande janela de vidro que deixa todo o clima lá de fora entrar, com o céu estrelado e a luz da lua.
— É perfeito. — Sussurrei.
— O melhor para você sempre.
Edward chegou por trás de mim, suas mãos agarraram minha cintura encostando ao seu corpo, depois uma delas subiu deslizando até alcançar meu cabelo e puxá-lo para o lado, deixando meu pescoço livre para que possa desfrutar.
O primeiro beijo foi leve e suave, mas totalmente capaz de me deixar arrepiada e com as pernas bambas.
— Meu Deus, como eu te amo Bella.
— Assim como amo você. É algo que não se pode medir.
Entrelacei uma mão sobre a sua por cima da minha barriga e a outra levei até seu cabelo, puxando-os fazendo um gostoso cafuné, ele retribuiu as carícias atacando mais uma vez meu pescoço, traçando uma trilha de beijos molhados até a minha orelha.
Minhas pernas com certeza já não estão nada firmes, mas se mantiveram em pé ao ser virada e ter os lábios cobertos pelos seus. Tão pronto ele pediu passagem com a língua e cedi. Meu corpo não responde mais a mim, meus desejos e vontades pertencem a Edward e do jeito que me toca, parece que o mesmo se aplica a ele.
Sua boca está devorando a minha com urgência, causando um misto de sensações indescritíveis, o tempo não é contado e respirar definitivamente não é necessário. Só nos soltamos parar poder passar aos próximos estágios...
Fui a primeira a me aprofundar no caminho da sua camisa. Ele está um pecado com ela, mas sem, com certeza ficará muito melhor. Abri os botões abusando dos toques e beijos pela pele que aparece aos olhos, quando me livrei do tecido, ele tomou a frente na função de me despir.
Novamente me virou de costas e puxou o zíper do vestido até tirá-lo completamente, quando fiquei apenas de lingerie e saltos, seus braços me rodearam, virei de volta a ele quando suas mãos me puxaram para seu colo, onde escanchei as pernas em volta do seu quadril.
Voltamos aos beijos e ele caminhou conosco até cairmos na cama, não abri mão do contato, trazendo seu corpo junto com o meu, nossas mãos seguiram vorazes desfrutando dos corpos, ao alcançar o botão e o zíper da sua calça, o desprendi dela.
Estando apenas com nossas roupas íntimas, os toques se intensificaram. Edward trouxe minhas pernas para perto de seu rosto e salpicou beijos entre elas.
— Ainda irei fodê-la apenas com o salto alto, mas não hoje, hoje te quero totalmente relaxada.
— Dream...
Ele tirou meus sapatos e subiu com beijos, ao chegar à altura da minha virilha me torturou passando apenas o rosto, os fios da barba começando a apontar causando calafrios e um intenso frenesi.
Por alguma intervenção divina, pareceu ter se dado por satisfeito na provocação então tirou minha calcinha, que a essa altura encontra-se quase ensopada. Vendo-me livre do tecido, seus dedos habilidosos logo tomaram espaço, me acariciando suavemente, passando superficialmente espalhando meu prazer por toda a abertura.
— Ontem não pude dar a atenção devida a essa parte que tanto amo, mas hoje repararei o erro.
— Edward, oh meu...
Não sei se é por conta da visão, do seu cabelo entre minhas pernas, o toque das mãos dando abertura as minhas coxas ou a infinita sensação de prazer que sua boca me proporciona, mas tudo pode ser comparado ao paraíso.
Edward possui uma habilidade oral invejável, as sensações que desperta em meu corpo provavelmente não são normais. Estou quente, com o calor vindo de dentro para fora, o suor já me assola e ele continua me presenteando com seu melhor.
— Edward. Merda. Por favor. Dream... Não aguento...
— Mais? Ah, aguenta. Seu corpo sempre está pronto para mim e para o prazer que só eu sei lhe dar.
Não há dúvidas disso, pois logo depois entrei no transe esperado, meu corpo saiu da cama e minha mente poderia ultrapassar o espaço.
Quando depois de tudo me acalmei, meu senhor do prazer veio até mim, nossos lábios se encontraram e senti que já está pronto, seu pau encostou livre na minha entrada, não sei quando retirou a última peça, mas isso não tem importância, porque nosso encaixe está preparado para ser feito a qualquer momento.
Com as mãos ágeis, Edward se livrou do meu sutiã e me penetrou...
Sublime, mágico, perfeito, é assim que classifico nosso encaixe.
— Perdão por não ter dado a devida atenção aos meus bebês desde cedo, mas queria desfrutá-los enquanto estou dentro de você.
Atentei-me ao que diz quando as mãos começaram a acariciar meus seios, com nossos corpos se movimentando.
— Pode fazer como quiser, eles são seus.
— Com certeza são.
Sua boca finalmente chegou ao local esperado e foi ai que fizemos o fogo que transpassava nossos corpos acontecer.
Minhas pernas tomaram movimento sobre suas costas, trazendo seu corpo mais para o meu, minhas mãos ficaram incumbidas de acariciá-lo e demonstrar através dos apertos como estou apreciando tudo.
Sua boca não abandonou meus seios em nenhum momento, levando-me ao céu, pois é mais do que prazer, é veneração. E minha boca foi à encarregada de transpassar em palavras e gemidos nosso ato.
Quando tudo chegou ao limite, nos entregamos juntos ao abismo de sensações que procurávamos. Edward permaneceu com o rosto repousado em meu peito e ficamos em silêncio, apreciando a tranquilidade e satisfação do momento.
— Vamos tomar um banho e te deixo descansar.
Murmurou e concordei, levantamos seguindo até o banheiro, tomamos uma ducha rápida e refrescante, então voltamos ao quarto.
Como nossas malas ainda estão no carro, deitamos nus mesmo, apenas com o lençol sobre nós e assim adormecemos...
Novamente fui a primeira a despertar, achei estranho a claridade não estar adentrando o quarto, proveniente da janela atrás de nós, imaginei que acordaríamos ao nascer do sol.
Mas quando olhei, entendi o porquê do quarto estar escuro. Uma tela protetora está cobrindo a janela, com certeza quem planejou a casa pensou em tudo. A vista para o mar é linda e merece ser apreciada, porém é ótima a sensação de poder acordar ainda no escurinho.
Procurei um relógio e vi que ainda é 9h, cedo até para a hora que fomos dormir, mas decididamente não estou mais com sono, resolvi levantar e ir ao banheiro, pois meu relógio interno já está dando sinal.
Desvencilhei-me de Edward e caminhei até o mesmo, após fazer minhas necessidades, escovar os dentes e dar uma checada no meu estado, voltei ao quarto.
Estou tendo sorte com essa gestação, já que ainda não fui perturbada pelos incessantes enjoos, o que agradeço imensamente, mas preciso tirar algumas dúvidas com Carmen quanto a isso.
Observei que nossas malas já estão no quarto, Edward deve ter ido buscá-las depois que dormi e também acionado a proteção da janela. Olhei em direção ao meu marido, meu perfeito, magnífico, encantador e doce marido...
Lembrei-me da nossa primeira noite como marido e mulher, de sua linda surpresa levando-me ao High Line. Também da noite de ontem, onde se dedicou inteiramente a mim, pensando nisso formei um plano.
Aproximei-me da cama e delicadamente tirei o lençol o fino tecido não cobria mais do que seu quadril e um pouco das pernas, quando o despi, observei seu rosto e vi que ainda dorme profundamente, o que logo mudará.
Subi na cama deixando meu corpo sentado entre suas pernas e peguei seu membro semirrígido na mão e iniciei os movimentos...
Sobe e desce, fazendo o músculo acordar, quando chegou ao ponto que queria, inclinei o tronco até minha boca alcançar seu objetivo. O chupei profundamente, na primeira vez levando o máximo que consegui aguentar, subi devagar saboreando toda sua extensão e repeti o gesto.
Fiquei nessa provocação até começar a receber os primeiros sinais instintivos de Edward, ele começou a gemer e murmurar coisas, mas percebo que ainda dorme.
Decidi jogar mais pesado, pois quero que desperte totalmente ao se entregar a mim.
Deixei minhas mãos voltarem a cuidar de seu membro, junto com minha boca que dá atenção exclusivamente à cabecinha inchada do seu pau. E foi ai que o senti finalmente acordar, então apliquei o golpe final.
Minha mão desceu em direção as suas bolas e voltei a chupá-lo com toda a vontade.
— Porra, Be... Bella, o que você? Oh, merda, caralho! Não para!
— Bom dia Dream, está gostando?
Perguntei enquanto continuo a massagear suas bolas.
— Ah, sim. Muito. Mas continua, depois falamos.
Uma de suas mãos veio até meu cabelo, indicando para continuar, ri da sua impaciência, mas acatei ao pedido. Seu pau muito inchado e as bolas pesadas indicaram o ápice iminente, me esforcei em satisfazê-lo e tão logo ele se derramou para mim.
— Meu Deus! O que foi isso?
Perguntou quando conseguiu voltar a respirar.
— Isso foi sua mulher lhe dando bom dia.
— Bota um bom dia nisso, terei o privilégio de ser acordado assim todos os dias?
Enquanto conversamos, subi sobre seu corpo e agora encontramo-nos rosto a rosto.
— Não sei, quem sabe? Se continuar sendo o marido perfeito, tem muitas chances de que sim.
— Hun, vou me esforçar então.
Ao dizer isso me beijou. Quente, intenso e cheio de luxúria.
Depois passou para o meu pescoço e suas mãos desceram ao meu quadril, afastou minhas pernas e o senti sorrir safado contra minha pele ao constatar o quão molhada estou, mesmo assim seus dedos habilidosos ainda trataram de me excitar mais e de repente em um rompante seu membro me preencheu.
— Edward...
— Já tive meu prazer agora vamos tê-lo juntos.
O sexo matinal está sendo glorioso, meu corpo todo grudado ao seu, suas estocadas firmes, porém lentas e torturantes, sua mão na minha bunda pressionando meu corpo de encontro ao seu e dessa vez me dediquei a apreciar seu pescoço, uma mão tratou de desbravar seu peito, deixando tudo sensacional.
Por fim, conectados na sutileza do ato, alcançamos juntos o ápice do nosso prazer.
— Posso dizer que diante de tudo que temos feito, essa lua de mel promete ser inesquecível.
— Não tenho a menor dúvida. – Respondi.
***
Nossos primeiros dias nesse paraíso têm sido intensos, para dizer o mínimo.
Ao sairmos da cama no primeiro dia, Edward contou que assim que chegamos mandou mensagens para seus pais tranquilizando-os quanto à viagem.
Desde então tenho ligado para falar com o Miguel entre duas a três vezes por dia, ele sempre diz que está tudo bem e que não preciso me preocupar, mas é um pedido em vão, não tem como uma mãe não se preocupar, porém sei que está sendo bem cuidado, então fico melhor.
Mantive telefonemas esporádicos também com mamãe e Nessie, ela sempre querendo saber de tudo, cada mínimo detalhe do que estamos fazendo e fica quase impossível dispensá-la ao fim da cada ligação.
Falei com Alice também para saber como está indo a gestação e o bebê. Graças a Deus tem corrido tudo bem, mas o primogênito Cullen-Hale está dando uma canseira em Alice, pois até agora não revelou o que é, e isso para uma consumista como ela, é quase o fim do mundo, não poder planejar nos mínimos detalhes todo o enxoval.
Quando contei sobre o dilema da irmã a Edward, ele apenas riu e disse.
— Já estou adorando esse bebê, mal chegou e está fazendo Alice pagar por todas as coisas que fez meus pais e eu passarmos.
O repreendi, mas não pude deixar de rir da situação, pobre Alice, com certeza está enlouquecendo.
Enquanto isso, longe de todas essas preocupações cotidianas, Edward e eu estamos curtindo ao máximo os privilégios da nossa lua de mel...
A propriedade dos Biers em si já nos proporciona maravilhosos momentos. Com a praia particular a nossa frente, a piscina nos fundos da casa, os cômodos em geral, todos bem montados.
Cozinha, sala e para minha surpresa e total satisfação uma sala de jogos, que possui nada mais, nada menos, do que uma mesa de sinuca.
Várias ideias já passaram pela minha mente sobre como desfrutar daquele objeto, mas Edward teimosamente tem evitado a ideia de frequentarmos o local.
Em contrapartida, desfrutamos muito também das regalias que a cidade de Cancún tem a oferecer. Em dias variados saímos para jantar ou almoçar e passeamos por pontos turísticos.
Conhecemos o Arrecife do Garrafão e passamos o dia lá, pegamos um barco de manhã que nos levou até a pequena ilha localizada próxima a cidade. Nadamos com peixes, usando os equipamentos necessários, depois almoçamos, visitamos os arredores do local, curtimos o fim da tarde deitados em redes, enquanto vimos o pôr do sol e esperamos o barco voltar para nos buscar.
Também fizemos passeios de pedalinho, fomos a sorveterias, lanchonetes, lojas de presentes típicos, temos aproveitado realmente bem.
E claro, desfrutamos da oportunidade de estar sozinhos nessa imensa propriedade. O que para Edward quer dizer oportunidade de fazer sexo a toda hora, em todo lugar, de todas as maneiras.
Até comentei que talvez não tenha mais ter coragem de agradecer ao Riley por ter emprestado a casa, depois de tudo o que temos feito, a vergonha talvez seja maior do que a gratidão.
Quando disse isso, Edward prontamente respondeu.
— Bella, todos sabem que estamos em lua de mel, o estranho seria se não estivéssemos fazendo nada.
— Mas sei lá, temos sido tão intensos por todos os lugares.
— Heart, relaxa. Posso garantir que o Riley não se importará com o que ou onde estamos fazendo, além do mais, ele nos deu total aprovação para desfrutarmos muito...
Senti que havia um significado a mais por trás de suas palavras, mas resolvi deixar para lá. E no fim das contas, não estamos fazendo nada de errado ou proibido, como Edward disse, o estranho seria se como recém-casados, não estivéssemos fazendo nada.
Porém meu receio se deu pelo fato de termos povoado praticamente todos os cantos desse lugar. Desde os quatro cantos do nosso quarto, o banheiro do mesmo, que inclui uma maravilhosa banheira, o que me fez pensar, que ainda bem que teremos uma na nossa casa nova também, pois estou ficando mal acostumada com suas mordomias.
Mas ai se encerra a parte comum dos nossos atos, pois ser tomada por Edward nos sofás e chão da sala, pelos corredores, quando o desejo se desenfreia e não da tempo de chegar a um quarto, no balcão e paredes da cozinha...
Mas no fim, com Edward por perto, sempre acabamos enroscados um no outro perdidos nas mais profundas sensações. E para completar o pacote, visitamos também a piscina.
Em resumo, realmente povoamos quase todos os lugares da casa, menos o que mais quero e não consigo entender qual a relutância de Edward em aproveitar o local.
Estou na sala, distraída zapeando pelos canais da TV e não sei onde Edward está. Parei em uma cena que parece ser de um filme e deixei por lá.
Nesse instante ele apareceu, sentou ao meu lado, mas permanecemos em silêncio, que tão logo foi quebrado com uma pergunta.
— Sabe que dia é hoje?
— Hum... Sábado?
— Sim, sábado. E o que comemoramos hoje?
Tentei buscar a data especial, mas não tive muito tempo para pensar.
— Heart, estou desapontado. Hoje fazemos uma semana de casados.
— Oh, sim. Não é que tenha esquecido, só não pensei que uma semana já fosse algo a se comemorar, nunca casei antes. Então, não sei bem como funcionam essas coisas. Mas feliz primeira semana de casamento.
Inclinei no sofá e lhe dei um beijo.
— Obrigado, para você também, mesmo nunca tendo casado antes creio que essa já seja uma data para comemorar. Ainda mais estando em lua de mel.
— Então quer dizer que o senhor planejou algo?
— Talvez.
Ele pegou minhas pernas, puxou para o seu colo e começou a massagear.
— E o que seria? Posso saber?
— Claro que pode, pois precisarei da sua presença ativa no que tenho planejado.
— Conte-me.
Sua massagem continuou e só isso já está me deixando em um estado de total perdição.
— Então, minha esposa acha que não a conheço, mas conheço sim e muito bem. Notei no instante que chegamos seu fascínio pela sala de jogos, imediatamente tive várias ideias do que poderíamos fazer ali, porém queria preparar algo mais, com um clima especial. Por isso, achei que seria uma boa ideia explorarmos a sala de jogos na comemoração da nossa primeira semana de casados, o que me diz?
— Que você é um homem mau que ficou me torturando por uma semana inteira.
— Não faça drama Heart, também estou sedento por isso desde que chegamos, mas como dizem, a espera é capaz de aumentar a expectativa, consequentemente o prazer. Então, topa?
Não pensei e nem respondi, apenas levantei lhe estendendo a mão, indicando para irmos, ele sorriu maroto e me acompanhou.
A expectativa me domina e ao entrarmos, Edward tratou de trancar a porta atrás de nós. O ambiente está igual, o mesmo que vi desde que cheguei, mas sei que nada será igual nessa noite.
— Estamos aqui. Quais são seus planos? – Perguntei.
— Como parecia estar em uma expectativa maior de vir, pensei que tivesse algo em mente.
— Talvez, mas quero saber o que planejou, pois tenho certeza que tem algo para nossa noite. Surpreenda-me.
— Tudo bem, tentarei fazê-lo.
Ele puxou meu corpo de encontro ao seu, suas mãos apertaram fortemente minha cintura e sua boca foi para o meu pescoço, fazendo uma trilha de beijos molhados.
— Digamos que tenha pensado em jogarmos um pouco essa noite.
— Jogar?
— Sim, lembro-me de uma promessa que fizemos na adolescência, de aproveitarmos como se deve uma mesa de sinuca e acho que chegou o momento de cumpri-la.
— Huuum. Estou gostando dessa ideia, continue...
— Pois bem. É claro que não faremos um simples joguinho de sinuca...
— Oh, não? Então como será?
— Pensei em algo, mais divertido, interessante e envolvente. Estou com a ideia de jogarmos um strippe sinuca, o que acha?
— Muito criativo, realmente creio que será divertido, interessante e como disse, envolvente. Eu topo.
— Muito bem Heart, vamos às regras. Cada rodada vale uma peça de roupa, quem perder, tira.
— Certo vamos contar quantas peças temos para tirar, assim ninguém fica em desvantagem.
Contei as minhas mentalmente, somando quatro. Esperei por ele e quando me olhou, respondeu que também tem quatro.
— Agora vamos ao último adendo antes de começar. – Pontuou.
— Ainda tem mais?
— Ah, sim Bella. Com certeza tem mais. Quem vencer terá direito de pedir o que quiser ao outro. E eu já escolhi o que vou querer de você.
— Devo ter medo? – Questionei brincando.
— De forma alguma. Estamos aqui para celebrar apenas o prazer, pronta?
— Prontíssima.
Sorrimos cúmplices então ele me soltou e foi até onde estão os tacos, me aproximei também para escolher o meu e depois de escolhidas às armas de combate, nos aproximamos da mesa.
— Vamos jogar o mata mata, com bolas pretas e vermelhas, você pode escolher a cor.
— Vermelha.
— Muito bem, fico com as pretas. Só deve encaçapar as suas, se meter nas minhas...
— Sem enrolação Edward, conheço esse jogo. Está preparado?
— Estou e você?
— Com certeza. – Afirmei. – Mas como a ideia de tudo foi sua, pode começar.
Ele fez um aceno e tomou posição, observou o jogo e bateu com força na bola branca, ela rebateu nas outras que se espalharam ao redor da mesa, uma das bolas pretas foi encaçapada. Trocamos um olhar, mas não palavras, ele jogou de novo, mas não teve o mesmo êxito.
— Sua vez.
— Obrigada.
Analisei o jogo e escolhi a bola que quero matar, me posicionei, bati na bola branca que foi direto encaçapar uma vermelha, como acertei, ainda é minha vez de jogar, me posicionei novamente e escolhi a bola, bati acertando mais uma, me atrevi a olhar Edward que riu e incentivou que jogue de novo, infelizmente dessa vez acabei errando e devolvendo a vez a ele.
Ele bateu e acertou mais uma, porém na segunda chance além da sua, acabou acertando também uma minha e como punição encaçapei mais uma, nas duas rodadas seguintes erramos a tacada, mas na terceira vez de Edward, encaçapou a que queria deixando o jogo empatado faltando uma bola para cada.
— Sua vez Heart.
— Talvez te veja sem uma peça de roupa agora.
— Quem sabe, depende de você.
Não respondi, me concentrei na jogada que terei que fazer e observei todos os cantos então bati, a bola branca correu e quando pareceu perder a velocidade, acertou minha bola vermelha que entrou no buraco do meio.
— Touché! Pagamento Edward, uma peça.
— Com todo prazer.
Ele fez charme ao tirar a camisa de mangas curtas que está por cima de uma regata branca, atirou a peça no sofá e foi ajeitar a mesa para a próxima rodada.
— Ainda não pensei no que pedir, mas pelo visto tenho que começar, não é mesmo?
— Não conte vantagem tão cedo Heart.
— Não estou, foi apenas um comentário.
— Certo. Próxima rodada.
Como ele começou a anterior e ainda ganhei, agora é minha vez.
Essa rodada encerrou rápido, fiz duas boas jogadas, mas Edward foi excepcional, acertou três seguidas.
— Nossa.
Exclamei após vê-lo acertar a terceira tacada.
— É assim que se faz baby.
Ainda consegui igualar o jogo, mas antes que pudesse virar, ele encaçapou tudo.
— Uma peça fora do seu lindo corpinho, para o seu marido, por favor.
Coloquei meu taco sobre a mesa e pensei em qual peça tirar, por fim, optei não pelo óbvio e tirei o short primeiro, minha blusa é uma batinha, então ainda cobre um pouco do bumbum, não que me importarei muito se ficar exposto.
— Pronto, está bom para você?
— Está ótimo.
— Vamos, próxima rodada.
Ele parece estar com sorte, pois ganhou a nova rodada também.
Não foi um jogo tão fácil, mas ao restar apenas uma bola para cada, ele matou a sua, sem me dar chances de tentar vencer.
E agora não tem jeito, minha blusa terá que sair. Tirei-a sob seu olhar atento e flamejante e ele deu uma boa secada em meu corpo seminu.
— Sabe Bella, desde que propus esse jogo, tinha algo em mente sobre o que vou querer, não achei que fosse conseguir, sendo você tão boa jogadora, mas pensando melhor, acho que terei meu desejo realizado nessa noite.
— E o que seria? Posso saber?
— Acho que pode, se ficar imaginando o que pretendo, talvez seja um ponto a meu favor. – Indicou. – Se ganhar, vou realizar um sonho adolescente de fazer uma espanhola em você.
Ofeguei de repente e tomei a respiração mais de uma vez.
Não é nada tão fora do comum, mas por ser algo que realmente nunca fizemos, fiquei imaginando o como e por que.
— Sabe que sempre fui fascinado pelos seus seios e adoro usufruir deles a meu bel prazer, apesar de querer a muito tempo, mantive esse desejo calado, porém agora seus seios têm estado tão mais suculentos, maiores, sensíveis e logo mais, em pouco tempo, terei que dividi-los com nossos bebês. Então encontrei a oportunidade perfeita para usufruir dessa forma. O que me diz?
— Estou surpresa, não de uma forma ruim, só surpresa. – Expliquei. – Mas veremos se realizará seu desejo essa noite.
— Estou contando com isso.
Sua ideia é tentadora, mas não estou disposta a perder.
Por isso resolvi começar a usar melhor minhas armas, não só de jogo, mas também de sedução...
A cada tacada faço questão de me aproximar e inclinar bem o corpo, deixando minhas costas, bumbum e pernas, bem expostos para meu doce marido apreciar.
Creio que meus dons naturais de jogadora, aliados a minha estratégia de sedução para com Edward, surgiram efeito, pois ganhei a quarta rodada sem muito esforço. Após perder, ele pareceu notar o que fiz e me deu um sorriso matador antes de arrancar a camiseta e partir para a próxima rodada.
Esta, até o presente momento, está sendo a mais difícil de todas, as bolas simplesmente não querem encaçapar e acabamos fazendo que a bola do outro entre ao invés da certa.
Prestes a desistir e pedir um tempo, acertei minha penúltima bola, para Edward falta apenas uma. Quando me vi empatada, tomei fôlego subitamente e fiz de tudo para acertar a última tacada, com a garra de uma leoa, acertei o alvo em cheio, encerrando a mão com minha vitória.
— Está na hora do short senhor meu marido.
— Pois bem senhora minha esposa, como prêmio, ele é todo seu.
Edward tirou o short ficando apenas com a boxer e caramba! O jogo está ficando mesmo muito bom, mas preciso de tempo para me reconcentrar ou ele ainda pode levar fácil, fácil.
— Edward, podemos parar um pouco? É que estou com sede.
— Claro Heart, vou à cozinha pegar algo para bebermos.
Ele se aproximou encostando o corpo quente e desnudo do meu, me deu um beijo leve e saiu.
Abanei-me com a mão e suspirei como uma adolescente boba que fica perto do garoto que gosta, mas acho que isso é o diferencial do amor, ser capaz de agir como no início, mesmo depois de tanto tempo.
Sentei no sofá e ele logo voltou com uma bandeja contendo suco, torradas, geleia e pãozinho doce que compramos na volta do centro no fim da tarde.
— Coma tudo, não quero você ou nossos bebês passando qualquer necessidade.
— Você é mesmo um amor.
— Sei que sou maravilhoso.
— Bobo.
Não percebi que estava com fome até devorar quase tudo, deixando só um pouquinho para ele.
Como jatamos cedo e já era mais de nove horas quando viemos para cá, julgando o tempo que estamos jogando, meu organismo realmente devia estar precisando de uma forcinha, mas agora devidamente alimentada, estou pronta para continuar.
— Pronto para perder Sr. Cullen?
— Pronto para vê-la nua, Sra. Cullen.
— Veremos quem fica nu primeiro.
Ele piscou e foi até a mesa arrumando as bolas.
Iniciei a partida por ter ganhado a anterior, mas nosso jogo parece mais com ping pong do que propriamente strippe sinuca.
Pois igualando as coisas, Edward ganhou e me vi tirando mais uma peça, optei pelo sutiã, pois apesar de tudo, creio que seria muito mais estranho jogar sem calcinha, deixarei para o final.
— Meus bebês, logo mais estarei desfrutando de vocês como nunca antes.
Declarou ao passar as mãos ousadamente por eles. Gemi com o contato, mas tentei reaver o controle, ainda não estou pronta para ceder tão fácil e muito menos perder.
— Hey! Pode ir tirando suas mãos ligeiras senhor, isso é falta! Tocar o oponente tentando distrai-lo e baixar sua guarda. Vamos nos concentrar no jogo, é a última rodada e não quero de forma alguma perder meu foco.
— Tudo bem, tudo bem, não está mais aqui quem tocou, prometo manter minhas mãos para mim, até ter total permissão de tocá-la.
— Muito bem, vamos ao jogo.
Ele começou marcando, mas perdendo a segunda chance, acertei minha primeira, mas assim como ele, errei o rebote. Perdemos algumas, mas acertamos outras e estamos com duas bolas cada para encaçapar.
Essa rodada está sendo a mais distinta, pois às vezes quando inclino para jogar, meus seios tocam partes da mesa e o atrito entre eles é, sobretudo, excitante.
Acabei errando na minha vez e Edward ao contrário, acertou a sua ficando apenas a uma bola de vencer e levar tudo.
Parei em pé, apoiada no taco esperando a jogada, foi um ato involuntário, o taco ficou entre meus seios, mas para a mente masculina de Edward, deve ter sido um vislumbre do que terá se ganhar e com afobação acabou errando, devolvendo-me a vez.
Contente com a perspectiva de ainda ganhar, analisei bem a jogada até que encaçapei a penúltima bola e com as forças do destino me ajudando, acabei deixando a última em uma posição muito favorável para acertar.
— Pronto para perder Edward?
— Pronto para vê-la se abrindo para mim em instantes.
— Egocêntrico, metido, o mesmo de sempre.
— Mostre-me o que sabe, ai encerraremos o assunto.
Tomei suas palavras como incentivo e tive o máximo de concentração possível, são nessas bolas aparentemente fáceis que temos maior possibilidade de errar.
E não quero mesmo dar o gostinho da vitória a Edward.
Acertei o taco na bola branca e bati rezando para que faça o caminho certo e encaçape minha última bola vermelha.
E como em um sonho, tudo aconteceu conforme o esperado...
— Ganhei! Ganhei, ganhei, ganhei e agora você é todo meu Dream.
— Não posso acreditar, planejei tudo a meu favor e você leva a noite. Realmente estou decepcionado.
— Não seja um mau perdedor, pense que também posso fazer algo muito bom contigo. Agora acho que mereço meu prêmio, não?
Fiz um gesto em direção a sua última peça.
E mesmo meio a contragosto retirou a boxer e pude notar seu membro, já não flácido, mas querendo tomar a forma potente.
— Agora vamos ao meu desejo. Primeiro quero que se deite na mesa, desde que chegamos estou louca para transar em cima dela.
— Estou gostando mais agora.
Ele rapidamente deitou e obviamente seu corpo não ficará todo esticado, por isso inclinou as pernas e ficou a espera do meu próximo comando, subi também e sentei em seu colo.
— Fui pega de surpresa com essa noite, mas posso dizer que adorei cada parte até aqui, entretanto, não consegui imaginar nada tão bom para lhe pedir, sendo assim, acho que terei que roubar sua ideia da espanhola...
— Bella...
— Mas antes, como fui à ganhadora, creio que mereço desfrutar dos prazeres primeiro, o que acha?
— Sou seu escravo, estou aqui para lhe servir.
— Bom menino, muito bom, doce, gostoso, incrível, perfeito e maravilhoso marido. Vamos comemorar nossa primeira semana de casados como se deve.
Inclinei, o beijei e a partir disso me perdi...
Sua boca cobriu a minha, entreabri os lábios saboreando seu gosto em minha língua, chupei seu lábio inferior e viramos um misto de lábios e línguas a perder-se.
Edward posicionou as mãos no meu quadril e foi movendo meu corpo mais de encontro ao seu. Desceu os beijos para o meu pescoço e como é bom. Ele lambe e mordisca a pele sensível, deixando um rastro de arrepios em meu ser.
Então puxou um pouco mais meu tronco e alcançou com a boca meus seios, que realmente estão muito mais sensíveis nesses dias, privilégios da gravidez.
— Ah meus queridos. Nem creio que hoje desfrutarei de vocês por completo. — Chupou um mamilo. – Delícia. — Passou para o outro. – Gostosa.
Voltou a intercalar entre os dois com lambidas e chupadas.
Lambendo ao redor do meu mamilo e depois abocanhando o seio por completo, marcando o lugar como completamente seu.
Suas mãos avidas foram para minha calcinha e nos distanciamos um pouco para que possa tirar a peça, mas quando fiz menção de sentar novamente, ele puxou meu quadril para que fique diante do seu rosto.
— Já que hoje está no comando, nada melhor do que me fartar de você dessa forma.
— Oh, meu... Edward...
As palavras se perderam na minha mente quando me tocou lá.
Isso é o máximo, excitante, mais do que senti em qualquer outra vez...
Edward me chupa com volúpia e sofreguidão, sua língua cadencia os movimentos de forma ritmada, porém suave, apreciando o ato e estimulando ao máximo meu prazer.
Não sei ao certo o que sentir ou pensar, mas essa posição é tudo! Tão forte potente e dominante...
Meu corpo sobre o rosto de Edward...
Sempre que abro os olhos e baixo a visão, sinto o tremor me dominar...
— Dream... Bom... Merda! Isso, aí! Oh... Por favor.
— Por favor, o que Heart? Por favor, continue chupando minha bocetinha molhada assim? Diga o que quer e farei.
Instigou enquanto seus dedos trabalham na região.
— Não... Não para, me...
— Diz!
— Edward! Me chupa, me lambe, me tome, sou sua.
— Ah, com certeza é! E o prazer é meu em provar você.
Pela ajuda dos céus, ele voltou sua boca ao lugar desejado e não demorou muito mais para que os espasmos me tomassem e derramasse meu prazer, o qual ele sorveu completamente.
— Como disse, deliciosa...
Com grande agilidade, nos virou deixando-me deitada na mesa, com ele sentado sobre mim, mas sem deixar sentir seu peso. Então observei o membro, que a essa altura está bem animado e pronto para ação.
Ele me beijou outra vez e ficamos nesse carinho por um tempo, nossas mãos afoitas passeando pelo corpo do outro, quebramos o beijo quando induzi que quero senti-lo também. Com isso, trouxe seu corpo para perto do meu rosto e peguei o membro vigoroso na mão.
Iniciei uma masturbação rápida e logo depois coloquei a boca, apreciando toda a extensão, o senti inchando cada momento mais, é chegada a hora de experimentarmos algo novo outra vez.
Edward voltou a lamber meus seios, deixando-os prontos para a ação, lubrificados e quentes para receber seu pau.
Os segurei mais próximos e indiquei para vir. Ele agachou outra vez e começou a passar o membro entre eles, aos poucos, só a cabecinha, centímetro a centímetro encaixando um pouco mais. Adaptamo-nos a posição e as sensações que nos traz, assim um ritmo foi feito.
Ele começou a gemer e eu a suspirar, olhei para baixo, encontrando a cabecinha que vai e vem, transpassando o local apertado, então inclinei o rosto e voltei a abocanhá-lo, o que pareceu ser o céu para Edward, pois a forma que passou a movimentar o corpo foi intensa.
— Oh, Heart! Isso... Sempre soube que seria bom, mas porra... Assim. Continua... Chupa a cabecinha e... Ah, como é bom foder esses peitinhos...
Suas palavras têm um efeito devastador em mim. Posso sentir o que está sentindo só através delas. E sabendo que não aguentará muito tempo mais, aumentei a pressão das coisas e foi com satisfação que observei seu corpo se contrair. Os músculos tencionaram e Edward se derramou na minha boca, na hora o livrei dos meus seios e segurei seu membro para poder engolir tudo. E ao fazê-lo, sorri marotamente.
— Você é maravilhosa Bella.
— Obrigada. Faço o que posso.
— Não, você faz mais, muito mais. Está cansada? – Perguntou sério.
— Não. – Respondi firme.
— Que bom, pois ainda não acabei contigo, porém vamos descer, pois preciso de espaço e terá que se apoiar.
Ele pulou da mesa de volta ao chão e me pegou no colo, carregando até o sofá, quando pensei que deitaríamos. Fui colocada no chão e recebi o indicativo para ficar de quatro e apoiar os braços no assento.
Fiz tudo conforme ordenou e fiquei esperando que também se posicionasse e quando o fez, agarrou meu cabelo e conferiu minha lubrificação antes de me penetrar.
— Merda...
— Porra...
Dissemos juntos, mas essas foram às únicas palavras que conseguimos pronunciar durante um bom tempo...
Edward bombeia com força e vigor fazendo meu corpo balançar e quicar, enquanto rebolo de encontro ao seu corpo e o prendo dentro de mim, fazendo com que seu membro sofra mais pressão ao entrar e sair.
O suor começou a escorrer, ajudando a inundar nossos corpos, já dotados de luxúria e prazer, mantivemos um ritmo constante e voraz, minhas mãos estão a ponto de rasgar o estofado e as de Edward querem marcar minha pele como tatuagem de tão forte que é a pressão sobre a mesma.
O tempo não é contado e só percebemos as reações quando o ápice nos arrebatou potente, firme, fatal.
Encostei a cabeça no sofá e a sua ficou sobre meu corpo, respiramos por um tempo esperando que as coisas se normalizassem outra vez.
— Está cansado?
— Não.
— Que bom, pois eu ainda não acabei contigo...
A noite foi realmente forte, para dizer o mínimo e ao fim, não tivemos mais forças nem para ir ao quarto, acabamos adormecendo no chão mesmo, enroscados um no outro.
Durante o dia preferimos fazer coisas tranquilas, o que nos levou ao programa de recém-casados light, perdidos no sofá assistindo filmes, dormindo à tarde, com apenas um mergulho relaxante à noite, com certeza precisávamos nos recuperar...
O que surtiu efeito, já que no dia seguinte a rotina de passeios, refeições fora e sexo tórrido onde conseguíssemos, voltou.
Assim seguimos o restante dos dias...
***
Em meio a mais uma saída para almoçar, vimos um local que só abre a noite, um restaurante tropical, com música ao vivo. Edward sugeriu voltarmos à noite para conhecer, topei imediatamente e agora estou terminando de me arrumar.
Optei por um vestido, a ocasião e a noite quente permitem, uma sandália de salto médio, deixei o cabelo solto, fiz uma maquiagem leve e aprovei o resultado final, agora é conferir se Edward aprovará também.
Quando cheguei à sala, o encontrei a minha espera, lindo, vestindo uma calça clara de sarja, camisa de manga curta com os primeiros botões abertos e sapatos.
— Uau. Certeza que temos que sair de casa?
Questionou assim que me viu.
— Poderia perguntar o mesmo, porém estou animada com a saída, então creio que teremos que esperar até mais tarde.
— Pode ser uma longa espera.
— Pode ser uma espera prazerosa. — Pisquei. – Vamos?
— Tudo bem, me convenceu.
Saímos e como vem sendo prática de Edward, me pegou no colo até chegarmos ao carro, para meus saltos não afundarem na areia, depois de acomodados ele colocou o carro em movimento e saímos da propriedade em direção à cidade.
Fomos direto para o restaurante, ao chegarmos um manobrista pegou nosso carro e fomos guiados para dentro. O local é lindo, as mesas posicionadas próximas as laterais deixando a circulação pelo meio. Ao fundo, está o palco onde uma banda já toca. Nos levaram a uma mesa, agradecemos e fomos instruídos a chamar se precisarmos de algo.
— Aqui é bem bonito.
Comentei iniciando a conversa.
— Sim, bem aconchegante e o serviço parece ser bom, vamos esperar para saber da comida.
Concordei e apreciamos a música que está tocando enquanto curtimos a noite.
Edward falou para fazermos os pedidos, pois não quer que fique muito tempo sem comer. De entrada pedimos uma salada fria típica da região, parece ser um prato bem apetitoso e quando chegou, provou ser bem bonito também.
A salada é bastante colorida e intercala entre legumes, verduras, frutas e pedaços de frango, o molho que acompanha deu um toque a mais no sabor. Comi com gosto porque está realmente muito bom.
Para o prato principal, fizemos pedidos diferentes. Edward pegou uma combinação bem tratada de carboidratos, com arroz, batatas, carne e outros pequenos acompanhamentos. Enquanto para não fugir da rotina, pedi uma massa, o que me fez pensar no quanto cada lugar tem seu próprio sabor, que fica totalmente delicioso de descobrir.
As bebidas que acompanham são chamadas de sedução tropical, mistura de frutas bem deliciosas, o meu sem álcool e o de Edward com.
— Estou pensando na nossa casa, curioso para ver o resultado final.
Ele comentou entre o jantar.
— Eu também. Apesar de termos deixado quase tudo pronto, agora estará mobiliada com nossas coisas, com a nossa cara, o nosso lar.
— É. E falando em mobiliar, temos que começar a pensar em transformar um dos quartos para os bebês. Você vai querer colocá-los juntos?
— Não sei ainda, não tinha parado para pensar nisso, mas se forem do mesmo sexo, acho que sim. Apesar de sabermos que não serão idênticos, creio que terão o laço de gêmeos e talvez seja bom que fiquem juntos.
— Concordo, estou louco para saber o sexo, começar a criar a imagem deles ou delas na mente.
— Também estou, mas ainda vai demorar um tempo. Se tivermos sorte, a partir dos quatro meses poderemos saber, agora se nossos bebês forem como o da Alice, ficaremos na expectativa por um bom tempo.
— Ah, não. Tenho certeza que são bonzinhos e vão se revelar na hora certa. Além do que, tenho apostado que o filho deles será como Alice.
— O que quer dizer? Que será uma menina?
— Não, que será teimosa e de gênio forte como a mãe. A prova já está ai, não mostrar por nada o que é.
— Edward, não seja maldoso. Alice não é assim.
— Você diz isso porque não conviveu a vida inteira com ela. Sei o que estou dizendo.
— Tudo bem, vamos deixar esse assunto para lá. Na próxima ultra só quero saber que nossos bebês estão bem e ouvir seus corações.
— Vai ser incrível. Mal posso esperar também, mas tenho certeza de que estão ótimos, sãos e salvos protegidos pela maravilhosa mamãe.
A declaração veio em conjunto a um toque na minha barriga, já da para notar uma diferença, pequena talvez a outros olhos, mas aos meus tudo é diferente.
Terminamos o jantar no clima leve e tranquilo, envoltos por uma aura familiar, que só não está completa pela ausência momentânea do meu príncipe.
— Sabe, estou amando passar esse tempo só com você, mas sinto falta do Miguel.
— Também sinto, nossa vida não é a mesma sem ele, mas sei que está bem com meus pais.
— Eu sei, ele sempre deixa isso bem claro toda vez que nos falamos. Creio que nem está sentindo tanto nossa falta assim.
— Não pense isso Bella, é claro que sente, mas assim como nós, só está aproveitando o tempo livre. Curtiremos os momentos que ainda nos restam e depois quando voltarmos, aproveitaremos muito nosso filho, na nossa casa.
— Você está certo, só estou sendo boba.
— Boba não, mãe, uma ótima mãe.
Me deu um selinho e acariciou meu rosto.
— Certo, mas falando em curtirmos o aqui e agora. O senhor não me convidará para dançar?
— Estava só esperando que me oferecesse sua mão.
— A mão, os braços, as pernas, sou sua.
— Com certeza é, vamos.
Levantamos e seguimos até próximo ao palco, onde alguns casais também se divertem ao som das músicas, a banda intercala entre canções lentas e mais dançantes. Fomos acompanhando todos os ritmos de forma entusiasmada.
Dançar com Edward sempre é algo prazeroso, em todos os aspectos, mas diante da situação que estamos, pensei em apimentar um pouco mais as coisas e para minha sorte a próxima música foi mais do que propícia para a situação...
Se o mundo está indo.
Pelo doce amargo amor que você me dá.
Redefine esta união ferida.
Se palavras se dão.
E só mentiras permanecem.
Trate de levantar-me a fazer melhor...
O ritmo é sedutor, a letra envolvente e foi com esse espírito que iniciei os movimentos...
Ohh...
Há cem mil maneiras.
Ainda que você não acredite.
Que eu chegue a você...
Acariciei meu corpo envolvendo Edward, bailamos e fizemos os passos designados a esse tipo de música, mas aos poucos coloquei uma pitada a mais nos movimentos...
Dentro da tua pele quero entrar.
Minha vida nunca te deixará mal.
E quando dorme, eu te olho respirar.
Em teus sonhos sempre vou estar.
Vou a ser sua nave espacial.
E por teu céu navegar.
Abre seu coração e me deixa te levar.
A outro mundo vamos chegar...
Rebolo meu quadril de encontro ao seu, desço o corpo e subo deslizando através dele. Giramos pelo espaço e encaixo as pernas entre as suas, provocando uma fricção entre nossas partes.
Se eu,
Sinto que você vai chorar.
Me faz recordar que sou só um homem.
Se a terra cai,
Por orgulho que o amor me traz.
Eu deixo todo meu orgulho por amor...
Ohh...
Há cem mil maneiras.
De abrir as portas do seu coração...
Quero fazer seu corpo desapegar.
E juntos vamos voar.
E quando dorme, eu te olho respirar.
Em teus sonhos sempre vou estar.
Vou ser a sua nave espacial.
E por teu céu navegar.
Abre seu coração e me deixa te levar.
A outro mundo vamos chegar...
Em determinado momento me soltei e fiz uma dança solo totalmente provocante, passando as mãos pelos meus quadris e subindo até alcançar o cabelo. Ele não aguentou só olhar e me puxou de volta, chocando os corpos mais uma vez. Inclinou-me para trás, trazendo seu corpo junto ao meu e ao fim da música, a encerramos com nossos corpos grudados, mas comigo de costas para ele.
Dentro da tua pele quero entrar.
Minha vida nunca te deixará mal.
E quando dorme, eu te olho respirar.
Em teus sonhos sempre vou estar.
Vou a ser sua nave espacial.
E por teu céu navegar.
Abre seu coração e me deixa te levar.
A outro mundo vamos chegar...
Ofegantes, ouvimos aplausos, agradecemos e voltamos à mesa.
Edward pediu mais um drink e fiquei olhando as opções de sobremesa com a melhor cara de inocente possível. Sua bebida chegou e foi consumida quase que em um único gole.
— Vamos com calma meu bem. – O alertei.
— Calma é tudo que não pode me pedir agora.
— Tudo bem, vou escolher uma sobremesa gostosa e refrescante para você. – Chamei o garçom e fiz nossos pedidos e quanto saiu, comentei. — Está calor, não é? Espero que meu sorvete ajude a refrescar.
— Sei muito bem o que vai apagar esse fogo. – Resmungou baixo, mas ainda consegui ouvir, sorri como uma menina sapeca, mas fingi não dar atenção ao comentário. – Depois que terminamos a sobremesa vamos para casa, tudo bem?
— Tudo, alguma coisa especial para fazer lá?
— Não nada de especial, só algo que preciso fazer mesmo.
Assenti, mas não comentei nada, nossos pedidos chegaram e aproveitando a presença do garçom, Edward pediu a conta. Ao terminarmos, saímos e trouxe o carro, quase nunca dirijo com Edward, mas hoje foi uma feliz exceção.
Ao chegarmos estacionei e ele saiu, fiz o mesmo pensando que entraríamos em casa, mas fui surpreendida quando ele começou a andar pela praia.
— Algum problema? – Perguntei.
— Não, só resolvi andar um pouco para acalmar os nervos e outras coisas também.
— Ah, entendo. Sabe, talvez possa ter algo a ver com seu nervosismo.
— Oh! E o que minha digníssima esposa pode ter feito para me deixar assim?
— Talvez uma dança um pouco sensual e quente?
— Creio que isso talvez seja um bom motivo.
— E acha que devo ser punida por isso?
Perguntei insinuante enquanto tiro o vestido e o atiro na areia.
— Talvez sim. – Aproveitei e tirei o sutiã também. – Está se despindo sem minha permissão?
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Seu apoio é fundamental. Torne-se um herói!Agora ele que começou a se despir.
— Pode me punir por isso também, se me pegar.
Ao terminar de falar, comecei a correr pela praia.
— Pode correr, porque quando te pegar...
Apesar da boa dianteira, é claro que com pernas maiores e mais fortes que as minhas, não seria difícil me alcançar.
Tive a brilhante ideia de correr para o mar, sei que o peso da água sempre será maior do que o corpo, mas quis aproveitar para me refrescar.
Edward quando viu o caminho que tomei, resolveu entrar também e ficamos por um tempo brincando de gato e rato com os olhares fixos. Até que quando nossos corpos estavam imersos pela água até a parte da cintura, pisei em algo que me desequilibrou fazendo-o alcançar-me.
— Te peguei.
Prensou seu corpo ao meu e segurou firme.
— Acho que pegou mesmo. Agora o que pretende fazer?
— Gostaria de sentar seu traseiro sobre meus joelhos e lhe dar umas boas palmadas, mas como não estamos numa região plana, acho que terei que me contentar em lhe dar uma surra de pau.
Estremeci completamente e senti minha fenda molhar diante de tais palavras.
— Parece uma boa forma de castigar alguém.
— Tinha certeza que pensaria assim, afinal, sabe que merece ser punida, porque o que fez comigo no restaurante testou todos os meus limites.
— Mas não fiz nada demais, estávamos dançando normalmente. Você que de repente pareceu um pouco mais afetado.
— Bella. Bella... Sra. Cullen. Você me seduziu pura e descaradamente, usou seu belíssimo corpo para me provocar. Não venha agora dizer que aquilo foi um ato normal, porque não foi.
— Mas você gostou, não é?
— Porra e como. Por isso mesmo que agora fará aquela dança de novo, só para mim, em cima do meu pau.
Sua boca cobriu a minha de forma brusca e quente. Enquanto isso, me deu um tapa na bunda e indicou para que prenda as pernas ao redor do seu quadril, o fiz sem demora e quando encostamos os corpos, percebi que ele já está sem a boxer.
Ele finalizou o beijo mordendo meu lábio inferior e puxando a pele até soltar completamente, depois desceu a boca pela minha mandíbula, passando para a orelha e recaindo no pescoço.
Em todos esses pontos não foi tão delicado, dando pequenas mordidas querendo provocar e ao mesmo tempo punir e por Deus como estou amando...
Ele desceu a boca punitiva em direção aos meus seios enquanto as mãos correm para minha calcinha, afastando o tecido e começando a acariciar meu pontinho mágico de prazer.
— Molhadinha e pronta para mim, como sempre. Você é perfeita Heart.
— Perfeita para você, eu te amo Dream.
— Te amo.
Mantendo minha calcinha afastada, me penetrou.
Suas estocadas são firmes e profundas, a inclinação do meu corpo sobre o seu, faz com que seu pau vá até bem fundo dentro do meu corpo.
As ondas batendo em nós de leve e a lua iluminando plenamente nosso ato, nos banhando de luz e prazer.
Minhas unhas arranham sem muita misericórdia suas costas e sinto seus músculos tencionarem sob meus dedos. Ele aperta meu quadril ajudando nos movimentos e diante de toda essa conexão, encostei a cabeça em seu ombro, começando a sussurrar ao seu ouvido.
— Isso Edward! Ah, Dream! Assim. Bem fundo! Estou te sentindo me preencher, como só você sabe. Oh, merda! Tão bom! Mais forte! Vai, vai, vai!
— Porra Bella! Tão apertada, molhadinha, quente. Está me enlouquecendo, como fez enquanto dançávamos. Agora! Merda!
— Seu prazer é meu prazer, sempre vou querer alcançá-lo.
— E assim sempre será. Juntos.
— Juntos.
Nos beijamos e deixamos que os corpos transmitam o que acabamos de dizer.
Senti meu baixo ventre se contrair enquanto os primeiros jatos de Edward me preenchem e como desejado, chegamos juntos ao pico do prazer.
Deixamos que a água nos acalme, então Edward falou para nadarmos um pouco para ajudar a refrescar, ficamos nadando por um tempo, curtindo o fim de noite e início de madrugada, apenas nós dois satisfeitos com tudo.
Depois de um tempo, sugeri voltarmos para a areia e quando chegamos, perguntei se podemos ficar um tempo aqui, ele concordou e foi dentro da casa pegar uma tanga para forrar o chão e podermos deitar, logo nos acomodamos.
— Essa foi a melhor lua de mel que alguém poderia ter, obrigada de verdade.
— Não tem o que agradecer. Fiz porque queria que realmente fosse o melhor para nós.
— E foi. — Declarei enfática. – Realmente esses dias estão sendo incríveis, mas sabemos que logo teremos que voltar para casa e lá é onde as coisas têm que acontecer de verdade. Aqui vivemos um sonho, presos em um conto de fadas, onde existe apenas felicidade e coisas boas. Mas quero que possamos continuar unidos assim em casa, na vida real, onde existem problemas com trabalho, casa, filhos, contas, tudo que já conhecemos, mas ainda precisamos lidar de novo, a cada dia.
— Sei o que quer dizer Bella, apesar de já vivermos juntos, agora é que as coisas realmente acontecerão e tão pouco quero que algo mude. Lutaremos dia a dia para fazer do nosso casamento o melhor possível, prometemos diante de Deus e todos que conhecemos que estaremos unidos em tudo e é assim que quero que seja.
— Eu também. Meu corpo é seu corpo, minha alma e coração são seus, minha vida está conectada a sua. E faremos esse casamento ser o melhor possível, é claro que haverá dificuldades, desentendimentos, discussões, mas temos que procurar não deixar nada disso transformar-se em algo maior. Você além de marido, amante e companheiro é também meu melhor amigo. Então temos que compartilhar tudo um com ou outro, quando tiver algo incomodando, me diga e farei o mesmo. Vamos fazer do diálogo nosso patamar de confiança, fazer que nossa família seja simplesmente completa e feliz.
— E nós conseguiremos. Temos tudo isso e o principal, muito amor.
— Muito amor.
Nos beijamos e ficamos desfrutando da noite esperando o amanhecer e com ele a chegada de um novo dia trazendo uma nova perspectiva.
O futuro é incerto, mas sempre será constituído do nosso presente. E é neste que apostaremos nossas ações para alcançar o sentimento de plenitude ao fim de tudo...
CONTINUA.
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