Endless Love
49 2ª Temporada Capítulo 23 - A Plenitude da Felicidade
Notas iniciais
Minha lua de mel foi inesquecível, perfeita no mais puro significado da palavra...
O que vivemos jamais será esquecido, sei que todos os casais devem se sentir assim, mas afirmo.
Nada jamais poderá ser comparado ao que passamos...
Toda entrega emocional, comportamental e claro sexual, nos deixou ainda mais unidos, ligados por todos os pontos. Sobretudo, mais do que dispostos a fazer do nosso casamento uma união segura, estável, feliz e sólida. Projetamo-nos capazes de dar ao Miguel e nossos outros filhos a estabilidade que precisam.
Foi difícil me despedir da casa dos Biers e de Cancún em si, mas saímos com a promessa de voltar um dia, ao menos espero que sim. Pois o lugar ficará marcado com boas lembranças para sempre.
Voltamos no domingo assim como saímos, totalizando duas semanas completas. Quando estávamos preparando o casamento, Edward falou para que tirasse duas semanas de folga, porém sabendo que quando voltasse teria mil coisas a resolver decidi pegar mais alguns dias, o que deixa agora minha primeira semana de volta livre.
Usarei esse tempo para organizar os assuntos da casa, toda a papelada e burocracia que teremos a resolver. Também a parte prática do imóvel, deixar tudo realmente com nossa cara.
Tenho certeza que nossos amigos fizeram um maravilhoso trabalho, mas para que seja realmente nosso, precisamos dar aquele toque pessoal, isso faz toda a diferença quando tratamos de um novo lar.
Assim, também aproveitarei a semana para ir à minha próxima consulta com Carmen, estou louca para ver e ouvir mais dos meus bebezinhos, saber que estão bem e protegidos, seguros apenas crescendo a cada dia para logo trazerem sua graça a esse mundo.
Falando em bebês, não vejo a hora de encontrar meu bebê crescido, a saudade está me matando e parece que quanto mais nos aproximamos, maior fica a expectativa.
— Heart, fica calma. Já vamos pousar, logo estará com o Miguel.
Edward falou parecendo ler meus pensamentos.
— Estou parecendo uma boba, não é?
— Não, tudo isso é compreensível, também estou ansioso para vê-lo, para ir a nossa casa, passarmos a noite em família, mas agora fique tranquila que isso já vai acontecer.
Assenti e procurei manter minhas emoções controladas.
O avião pousou, tudo conforme o esperado. Desembarcamos, sendo encaminhados direto para o saguão onde pegamos as malas, só depois saímos para encontrar nossa família.
A primeira pessoa que vi foi o Miguel, percebi a presença de outros familiares, com certeza falarei com eles e direi o quanto senti saudades. Mas de imediato abri meus braços para receber meu segundo, primeiro amor...
Segundo, porque Edward surgiu primeiro, mas Miguel é meu primeiro filho, o primeiro bebê que segurei nos braços e até hoje lembro o que senti quando o tive perto.
O cheiro puro e infantil que possuía, o corpinho quente junto ao meu e o brilho nos olhos verdes, que herdou do pai, que ao me olhar transmitiu tantas coisas. Mas o que me tocou fundo foi o sentimento de saber que aquele pequeno serzinho precisaria de mim para sempre...
Diante da nostalgia e emoção, posso dizer que senti tudo de novo quando ele me abraçou. Sem poder arriscar pegá-lo no colo, abaixei e ficamos na mesma altura.
Apreciei o momento e o apertei com vontade. Vontade de demonstrar tudo que sinto e ele retribuiu.
— Meu amor. Senti tanta saudade de você.
— Eu também mamãe, muita de verdade.
— Hun, estava mesmo sentindo nossa falta?
— É claro mamãe. Juro de verdade, verdadeira.
— Eu sei meu bem, eu sinto.
Beijei seu rosto, pescoço, fazendo-o se contorcer em cócegas.
— Será que não ganho um abraço também ou toda saudade ficou apenas para a mamãe?
— Papai!
O soltei e ele se agarrou aos braços do pai que o pegou no colo, levantei e fiquei observando a conexão dos dois, isso sim é o paraíso.
— Foi muito legal ficar com o vovô e a vovó, mas estava sentindo falta de vocês sim.
— Pois saiba que nunca mais ficaremos tanto tempo longe, não acho que aguentaria. – Comentei.
— Ah, qual é Bella? Já estava planejando fazer uma viagem só de homens com o Miguel, viajar pela costa do país desbravando o desconhecido.
Jake falou e com isso voltamos às atenções ao restante da família, cumprimentei Carlisle e Esme, os agradecendo por terem cuidado do Miguel. Abracei Jake, que está cheio de sorrisos insinuantes e por fim minha irmã.
— Pensei que seria esquecida. – Ela falou.
— Impossível, mas você conhece as regras.
— O melhor no final. – Pisquei e nos abraçamos. – Nossa, você está realmente ótima, corada, cheia de energia, seu cabelo está lindo. Essa viagem lhe fez muito bem.
— Você não tem ideia.
— Vamos indo, tenho certeza que estão cansados, querendo descansar, mas, sobretudo, ver como ficou sua casa.
Esme falou e concordamos.
Fomos com os Cullen em seu carro. E Jake e Nessie no carro dele. Eles quiseram levar Miguel consigo, mas no momento não pretendo largar meu filho por nada.
— E como estão todos? Alice e o bebê?
Edward questionou aos pais.
— Estão bem, todos queriam vir recepcioná-los, mas achamos melhor não fazer tumulto logo na chegada, pelo que sei Jake e Nessie ganharam o direito de vir. – Carlisle respondeu.
— Nem posso imaginar qual método usaram para decidir. – Respondi.
Não demorou muito a enxergarmos a rua da casa, Carlisle e Jake logo entraram. Eles ajudaram a descarregar as malas, mas disseram que não ficarão.
— Mas por quê? – Questionei.
— Ah querida, esse é um momento de vocês, para conhecerem seu novo lar. Todos farão visitas em breve, mas por hoje deixaremos vocês a sós.
Sem ter o que argumentar nos despedimos, recebemos a chave de Carlisle e quando partiram, nos aproximamos da porta. Edward a abriu e tivemos a primeira visão da sala e imediatamente me senti em casa...
A sala está incrível, a disposição dos móveis, as cores na parede. Imediatamente comecei a imaginar tudo que viveremos aqui, as pessoas que receberemos, os momentos em família, tudo...
— Vamos entrar. Ainda tem muita casa para vermos. – Edward falou.
A sala é o espaço principal, a partir dela ligam-se os outros cômodos. Na lateral esquerda, tem uma porta que da para um escritório/biblioteca, peguei a ideia da casa dos Cullen e amei como ficou aqui, será um ótimo espaço de trabalho e estudos.
Depois conferimos o primeiro banheiro social, tirando o do nosso quarto, para os outros banheiros, escolhemos o mesmo designer. Então seguimos a direção da sala de jantar, que é conjugada com a cozinha. Tudo está perfeito, a cozinha é um sonho, espaçosa e equipada com tudo necessário, esse é outro lugar que já tenho uma visão clara dos acontecimentos futuros.
De volta à sala, avistamos a porta de vidro que interliga os fundos, o espaço de lazer. Com piscina, área de churrasqueira, um ambiente para curtirmos em família.
Então decidimos subir, o primeiro quarto que vimos foi o do Miguel, que ficou eufórico com tudo e realmente é de se admirar. Depois seguimos para ver os outros quartos.
Parece que realmente pressentimos que a família seria numerosa, pois ainda temos mais dois quartos disponíveis, um agora ficará para os bebês, o que ainda nos da à folga de ao menos um para hóspedes. Vimos o outro banheiro e finalmente entramos no último quarto, o nosso...
E estou sem palavras para descrever. Só comecei a notar os detalhes, no nosso banheiro ao enxergar a banheira, imediatamente lembrei-me de Cancún...
Ainda tem o closet e na frente, uma varanda dando vista para a rua e os pontos da cidade.
— Então? Gostou?
Edward perguntou.
— Se gostei? Está... Não sei explicar é...
— Nossa casa. Onde viveremos até ficar velhinhos e sendo muito felizes.
— Com certeza.
— Vou buscar nossas malas e do Miguel. – Informou.
— Vou com o senhor papai.
Os dois desceram e fiquei observando as coisas mais um pouco, depois decidi descer também.
Fui até a cozinha, ao mexer nos armários e geladeira percebi que estamos abastecidos, depois agradecerei muito pela gentileza.
Com isso, resolvi começar a preparar o jantar, optei por um arroz com verduras, filés de frango grelhado, um creme quente e salada. Comecei a separar os ingredientes e colocar as coisas no fogo, quando ouvi meus rapazes chamarem.
— Na cozinha.
Respondi e não demorou a entrarem.
— Já cozinhando? – Edward falou.
— Sim, já estamos na nossa casa, a partir de agora vida normal, portanto, precisamos jantar. Vocês podem ir tomar banho enquanto preparo as coisas, depois será minha vez e poderemos comer.
Os dois assentiram seguindo a indicação.
Dei continuidade aos afazeres preparando as refeições, com a salada pronta, os filés terminando de grelhar e o arroz de finalizar, Edward voltou.
— Hun, tudo está cheirando tão bem.
— Espero que esteja bom mesmo, mas pode olhar os filés e o arroz, enquanto tomo banho?
— Claro. Vai lá.
Trocamos um selinho e subi.
Ao entrar no quarto, vi que Edward abriu as malas e fiz como ele, procurei algo limpo, leve e confortável para vestir e fui para o banheiro, encontrei toalha limpa também, assim pude tomar uma ducha relaxante.
Depois de limpa, me vesti e desci. E já na cozinha, vi o Miguel sentado ao lado de Edward na bancada.
— Heart, o arroz e os filés já aprontaram.
— Obrigada. E você meu amor? Tomou banho e está cheiroso?
— Sim mamãe, pode sentir.
Aproximei-me e senti seu cheirinho de criança.
— Meu Deus, mas está muito cheiroso mesmo.
— E eu? Não ganho uma inspeção também?
Edward falou fazendo manha.
— Claro que meu outro amor merece uma inspeção também.
Aproximei-me, mas Edward foi rápido em aspirar meu perfume primeiro, quando devolvi, aproveitei para dar uma leve mordida em seu pescoço, em contrapartida, ele apertou minha bunda.
Olhamo-nos desafiadoramente, sorte que Miguel está do outro lado da bancada e não pareceu notar o que fizemos.
— Então mamãe? O papai está cheiroso também?
— Sim meu bem. Os dois estão.
— Sua mãe também está bem cheirosa, não é filho?
— Sim papai, a mamãe é cheirosa sempre. Gosto do cheiro dela e também gosto do perfume da Mia.
— Da Mia é? Conte-me mais sobre isso.
Falei e ele começou a falar sobre a Mia. E emendamos as perguntas sobre o que fez durante nossa ausência.
Enquanto conversamos, preparei o creme e com tudo pronto ajeitei as coisas no balcão, como somos somente nós, jantar na cozinha transforma a refeição em algo mais íntimo. Comemos com satisfação e meus meninos deviam estar com fome mesmo, pois até repetiram.
Então Miguel virou o assunto para nós, perguntando sobre a viagem.
— Ah, filho. Foi bem legal. – Edward respondeu.
— É legal. – Concordei.
— Para onde mesmo os senhores foram?
— Fomos para o México, numa cidade chamada Cancún. É muito bonita, cidade litorânea, cheia de praias. Você adoraria...
— Não se preocupe que ainda voltaremos e o levaremos. – Edward completou.
— Eba. Adoro viajar com os senhores, gostei muito quando fomos para o Canadá.
— Nós também filho, pode ter certeza que adoramos.
— Mas por que não pude ir dessa vez? O que ficaram fazendo sozinhos nessa lua de mel?
Engasguei com a pergunta e deixei para Edward a missão de responder.
— Ah... Passeamos, fomos a lugares bonitos da cidade, andamos de barco. Você verá depois quando mostramos as fotos.
— Parece ter sido bem legal mesmo. Eu teria gostado de ir.
Falou com um suspiro.
— Miguel, meu amor, tentarei explicar. Lua de mel é uma viagem para casais recém-casados, para se curtirem e comemorarem o casamento. Igual quando a pessoa se forma e viaja, lembra que te levei para viajar quando me formei na faculdade?
— Lembro.
— Então, a maioria dos casais não têm filhos para acompanhar na lua de mel. Nós temos você e o amamos muito, mas essa era uma viagem essencial para o casamento, além do que, você estava em aula e não ia querer perder duas semanas, não é?
— Não e também foi legal ficar com vovô e vovó. Meus tios também foram me ver e levar para passear.
— Viu Miguel? Você aproveitou aqui, enquanto aproveitamos lá, mas pode ficar tranquilo que ainda te levaremos a Cancún e em todas as outras viagens. E no futuro também aproveitará sua própria lua de mel. – Edward concluiu.
— E eu vou gostar?
— Ah vai, com certeza vai. Agora que tal mostrarmos as fotos?
Miguel concordou e fomos para a sala.
Ficamos um bom tempo vendo e comentando sobre as fotos, ainda assistimos um pouco de TV. Depois o colocamos para dormir, pois apesar de Edward e eu não trabalharmos amanhã, ele vai para a escola e precisa descansar.
E ao fim, nós também, quando os efeitos da viagem se fizeram presentes, após o deixarmos no quarto, entramos no nosso nos entregando ao mais sublime sono...
***
Nossa primeira semana de volta foi uma correria, Edward e eu tratamos de agilizar todos os papéis de mudança à casa nova, passar contas e comprovantes ao novo endereço.
Fomos ao hospital e a empresa para mudar os documentos, assim como na escola do Miguel, fazendo as mudanças necessárias, constatamos mais uma vez que mudar de residência é uma situação muito complicada, porque mexe diretamente com todos os assuntos, mas depois de resolvermos isso, as coisas pareceram se encaixar.
Curtimos o restinho dos dias de folga aproveitando a casa nova e até a piscina foi estreada em uma tarde depois que Miguel chegou da escola.
Para o fim de semana deixamos os assuntos mais leves, como minha consulta com a obstetra. Edward também está preparando algo, mas não quis dizer nem mesmo a mim o que é, só informou que faremos um passeio após a consulta.
Sendo assim, o sábado começou tranquilo, levantamos e tomamos café, até pouco antes do almoço ajeitamos algumas coisas adiantando assuntos necessários, então fui arrumar o Miguel e depois de deixá-lo pronto, foi minha vez de me arrumar.
Nessa hora tentei retirar alguma informação de Edward sobre onde iremos, para poder escolher o que usar, mas ele continuou irredutível, apenas falou para optar por algo confortável.
Diante disso, após tomar banho e fazer o processo de cremes e óleos para ajudar na gravidez, me perfumei, voltei ao quarto e escolhi a roupa. Um short jeans, uma bata leve, sapatilhas, que sempre são boas pedidas, elegantes ou despojadas dependendo do local e também confortáveis.
Como estamos quase no verão, escolhi também um chapéu e óculos escuros que me protegerão do sol no caso de irmos a um local aberto, o cabelo deixei solto e fiz uma maquiagem leve.
Arrumei uma bolsa levando o necessário e desci. De pronto encontrei Miguel e Edward a minha espera, com bermudas, camisetas e tênis. E meu marido deslumbrante de óculos escuros também.
— Estou pronta. – Anunciei.
— Pronta e linda, podemos ir?
— Claro.
Saímos sem pressa, apesar da consulta ter hora marcada não estamos correndo, hoje será um dia para curtir, passamos em um restaurante antes para almoçar e após a refeição seguimos ao hospital não demorando a chegar.
Já em frente ao consultório da Dra. Carmen, sua secretária checou meu horário e falou para entrarmos, que ela está a minha espera.
— Bella querida. Estava ansiosa para vê-la.
Cumprimentou assim que entramos.
— Oi Carmen, como está?
— Muito bem obrigada, mas o que importa aqui é vocês e seus bebês. Vejo que hoje veio acompanhada.
— Sim, meus homens vieram acompanhar e saber dos bebês.
— Pois muito bem, Edward que bom vê-lo.
— Digo o mesmo Carmen. Eleazar está aqui hoje?
— Não, só eu peguei o fim de semana. E você rapazinho, está tão grande, talvez não saiba, mas fui eu que contei a sua mãe que estava te esperando.
— É mesmo? Que legal. E agora a senhora também vai cuidar dos meus irmãos?
— Sim e você está ansioso para que cheguem? Animado com a ideia de ganhar irmãozinhos? Ou irmãzinhas, não é mesmo? Ainda não sabemos o que são.
— Estou. Pedi aos meus pais para ter irmãos e eles me deram.
— Você é um amor mesmo. Agora se sentem, vamos às perguntas, depois a ultra, tudo bem?
Assentimos e ela começou com as perguntas de praxe, sobre como tenho me sentido, alimentação, sono, cansaço, mudanças corporais e hormonais.
— Então doutora, nessa gestação só o que tenho notado de diferente é a falta de enjoos. Viajei, estive em constante movimento, comi coisas que não estou acostumada e até agora nada, todos os outros sintomas têm aparecido igual à gravidez do Miguel, menos isso, teria algo errado?
— Pode ficar despreocupada, cada gestação funciona de forma diferente. Você pode estar tendo sorte só de início e os enjoos virem mais tarde, porém também pode ser que simplesmente não os tenha, mas fique tranquila e qualquer alteração me avise, sim?
— Tudo bem.
— E a viagem como foi? Aproveitaram muito?
— Com certeza adoramos. – Edward respondeu.
— Entendo. E vocês têm mantido a rotina normalmente como sempre? Não houve nenhuma mudança? Nada de estranho?
Pelo olhar que nos deu, entendemos do que se trata e das entrelinhas por conta do Miguel.
— Sim, está tudo ótimo, estávamos em lua de mel então acho que pode ter sido um pouco mais constante, mas tudo está nos conformes, não é Bella?
Edward finalizou dando-me a deixa.
— Oh, sim. Está tudo normal, como sempre.
— Ótimo, pois podem manter até quando desejarem, sempre digo que, quanto mais feliz a mamãe, mais felizes serão os bebês. Falando neles, que tal agora vermos como estão? Pode ir se trocar Bella.
Troquei-me no biombo, coloquei a camisola ginecológica e voltei à sala, Edward me ajudou a subir na maca e colocou o Miguel de pé na escadinha, os dois ficaram ao meu lado, enquanto Carmen assumiu seu lugar na cadeira e puxou o aparelho de ultrassom para perto.
Ela levantou o tecido, espalhou o gel pela minha barriga e pousou o aparelho, depois de fazer os ajustes começamos a ouvir. Um som potente, realmente muito forte e da para distinguir nitidamente que são dois coraçõezinhos batendo.
— O que é isso mamãe?
— Esse é o barulho dos corações dos seus irmãos ou irmãs.
— Nossa, mas bate rápido.
— São assim mesmo querido, quando os bebês estão se desenvolvendo o coração é mais acelerado, chegam a fazer 150 batimentos por minuto e isso é um bom sinal. Agora vejamos, parece estar tudo certo, você está com oito semanas, dois meses de gestação, aqui já podemos diferenciar bem os gêmeos, como falei na última consulta, cada um possui sua membrana, seu saco amniótico, o que nos da à certeza de que não serão idênticos, só resta saber o sexo. Esses pequenos serezinhos que estão vendo, são seus bebês, nessa fase os pezinhos vão terminando de formar e seus punhos até já mexem.
— É incrível.
Falei com lágrimas.
— É perfeito, obrigado Bella, eu te amo.
— Eu amo muito você, todos vocês.
Respondi unindo minhas mãos as de Edward e Miguel.
— Bem família, está tudo bem. Eles estão crescendo fortes e saudáveis como esperado, por hoje terminamos, vão querer uma foto?
Assentimos e ela encerrou o procedimento.
Após me trocar, fui informada sobre a próxima consulta. Carmen receitou mais vitaminas para quando as minhas acabarem, nos despedimos e saímos em direção ao carro.
Continuo em êxtase, passando a mão pela barriga tentando passar aos bebês o quanto estou feliz por saber que estão bem.
— Mamãe, quando os bebês vão nascer?
Miguel perguntou de repente depois de entramos no carro.
— Não sei ao certo meu bem, gravidez é um assunto subjetivo, mas pelas contas da doutora, deve ser por volta de novembro a dezembro.
— Ah, ainda vai demorar.
— Sim, ainda vai demorar um pouco, teremos que ter paciência, mas também estou ansiosa pela chegada deles.
— E quando vamos saber o que são?
— Também não posso afirmar sobre isso, geralmente a partir do quarto mês começam as possibilidades de descoberta, mas depende dos bebês deixarem.
— Tomara que deixem, que não sejam igual ao bebê da tia Alice. Ele ou ela ainda não deixou que descobríssemos.
— Sim Miguel, aquele bebê é ótimo, vai torturar a mãe até a hora do nascimento, mas não se preocupe, acredito que seus irmãos ou irmãs serão muito bonzinhos conosco e vão mostrar logo o que são. Mas agora preparados para a surpresa? – Edward perguntou.
— Sim.
Miguel respondeu entusiasmado.
— Mais do que pronta, estou ansiosa. Não vai mesmo dizer qual é a surpresa?
— Calma Bella, espera só mais um pouco, o lugar aonde iremos não fica longe daqui. E vocês vão adorar, tenho certeza.
Não falei mais nada deixando Edward continuar com o mistério. Atravessamos a cidade e fiquei apenas observando o caminho para ver se descubro algo, mas só o reconheci de fato quando estacionamos.
— Que lugar é esse papai?
— Isso é um Aquário. Quando saímos à primeira vez juntos, aquele dia no zoológico. Você falou que assim como eu, gosta dos animais marinhos, então prometi que um dia te traria para conhecer esse lugar. Mas também estava devendo uma volta aqui com sua mãe, para nadarmos com os golfinhos.
— Vamos nadar com golfinhos?
— Sim, se quiserem é o que faremos hoje, além de ver os outros animais marinhos que o Aquário cuida. Podemos entrar?
— Claro papai, vamos.
Miguel saiu do carro e o seguimos.
— Então, o que achou da surpresa?
Edward me perguntou.
— É incrível, não acredito que vamos mesmo nadar com os golfinhos.
— Prometi a você e sou um homem que cumpre suas promessas.
— Eu sei. Essa é uma das razões que faz com que me apaixone cada dia mais.
— E ainda dá para me amar mais?
— Ah, com certeza da para te amar infinitamente mais.
— Que bom, pois é isso que quero. Que nosso amor seja tão forte e intenso que nada possa abalar. — Ele entrelaçou sua mão a minha e levou ao rosto beijando. – Agora vamos atrás do Miguel antes que entre sem nós.
Seguimos para dentro do Aquário, Edward pagou as entradas e confirmou nosso nome para nadarmos com os golfinhos mais tarde.
Iniciamos a visita e imagens se intercalaram em minha mente, flashes das lembranças de quando vim anteriormente contrastando com o que vejo agora.
Tanto tempo passou, tanta coisa mudou que é quase impossível acreditar que ainda era uma menina quando vim à primeira vez e hoje sou uma mulher, ainda por cima casada, com o mesmo rapaz que me trouxe anos atrás.
— O que houve? – Edward questionou.
— Nada, só estou lembrando à primeira vez que viemos. As semelhanças e as diferenças daquele tempo para hoje.
— Ah, sim. Naquela época você ainda nem gostava de mim, tive que usar meu lugar especial para ver se te conquistava.
— Que bobo Edward. Eu já era louca por você, descobrir seu amor e fascínio por esse local só fez com que me encantasse mais.
— Sei...
— É sério, sempre lembrei daqui, se pudesse ter visitado algo enquanto estivemos distantes teria sido esse lugar. – Andamos um pouco, mas ele ficou estranho de repente. – Edward, o que houve? Você ficou estranho, foi algo que falei?
— Não é que... Depois de tudo também comecei a sentir que esse lugar era nosso, fazia parte da nossa história. E durante muito tempo não consegui voltar, não queria lembrar apenas do que tinha perdido.
— Eu sinto muito, esse lugar sempre foi especial para você e...
— Não sinta Bella, já passou. O importante é que estamos juntos hoje. Você, eu e nossos filhos. Todos amantes dos animais marinhos.
— Hey, espera ai. Você já tem o Miguel como seu seguidor, deixe algum filho para mim. Temos que ter amor aos felinos também, eles são lindos.
— Veremos de que lado os próximos bebês ficarão.
O clima voltou a ficar leve e continuamos a curtir o passeio.
Miguel voltou para próximo de nós e Edward foi lhe mostrando todas as coisas do Aquário, falando sobre cada animal e cuidado que se deve ter, passamos por vários tanques, telas e até em uma sala que exibe fósseis das primeiras espécies marinhas.
Em determinado momento, um rapaz veio nos chamar informando sobre ser a hora de nadarmos com os golfinhos. Então fiquei tão empolgada quanto o Miguel.
Tivemos uma aula prévia sobre como proceder perto deles, o que se pode ou não fazer, mas tirando os cuidados necessários que existem sempre, curtiremos ao máximo.
Questionei se há alguma restrição por estar grávida, mas o rapaz garantiu que não e Edward ainda falou que comentou com a Carmen e ela disse que está tudo bem também.
Com as preocupações e dúvidas sanadas nos trocamos, vestindo a roupa própria para o mergulho e um colete salva-vidas.
Guiaram-nos a área onde os golfinhos ficam, ao nos aproximarmos fui ficando, se possível, mais entusiasmada com a ideia.
Esses animaizinhos são conhecidos por sua doçura, inteligência, agilidade e capacidade superior de outros animais em brincar, eles são encantadores.
— Estão prontos? – O guia perguntou.
— Sim.
Miguel respondeu e concordamos.
— Pois bem podem entrar.
Descemos as escadas entrando na espécie de piscina ou tanque onde os golfinhos estão. Tomei o primeiro impacto da água fria, mas logo me acostumei. Paramos quando a água ficou em um bom lugar no corpo do Miguel e assim começou o show.
Os golfinhos começaram a aparecer, fazendo firulas e voltando a mergulhar, sob o som de aplausos parecem se empolgar mais a cada acrobacia, ao fim, o guia com sua técnica os chamou para perto.
Ele falou que podemos passar a mão e cada golfinho parou em frente a um de nós. Fiquei dividida entre acariciar o meu e ficar olhando Miguel acariciar o dele, meu filho está encantado, com uma expressão feliz o tempo todo.
Quando um deles esfregou o bico na minha mão, prossegui o carinho e recebi em retribuição sons que espero que sejam de agrado. E como uma despedida formal, trocamos beijos no rosto, o bico encostou-se à minha bochecha e retribui dando um beijo. Eles se jogaram de volta no meio da água, mas logo voltaram posicionados em pares.
— Agora é a hora que poderão nadar com eles. Quem será o primeiro?
— Eu vou.
Miguel falou de prontidão, mas dessa vez tive que interferir.
— Não Miguel, deixa seu pai ir primeiro, depois você vai.
Edward concordou e foi com o instrutor.
Ele se aproximou dos golfinhos segurando-os, então começou a ser levado por toda extensão de água presente.
Edward ri e emite gritos de incentivo, Miguel ao meu lado parece ainda mais entusiasmado e ansioso. Quando voltou disse ao nosso filho que pode ir e fez um sinal para não me preocupar, pois tudo está bem.
Assim como fiz com Edward, observei Miguel sair nadando e só por seus gritos de felicidade vale a pena deixar que se divirta assim.
Ao chegar minha vez me posicionei e deixei ser levada... Foi realmente incrível, uma sensação nunca vivida antes, valeu a pena ter esperado para passar por isso agora.
Perdi a noção do tempo, todos nadaram diversas vezes, algumas vezes até fomos ao mesmo tempo, em golfinhos diferentes ou até em conjunto.
Edward e Miguel depois de um tempo, sendo mais ousados, até se jogaram na água em mergulho ao terminar o nado, não reclamei, por estar atenta à segurança e graças a Deus ocorreu tudo bem.
Ao fim, ninguém queria sair, mas chegou a hora, fomos direto para o banheiro tomar um banho e nos trocar para ir embora. Despedimo-nos, agradecendo ao pessoal do Aquário e saímos.
Ao encontrar a noite do lado de fora e pelo cansaço do dia agitado, Edward passou em uma pizzaria, para comprar uma pizza que servirá de jantar e seguimos para casa.
— E ai Miguel, gostou do passeio?
Edward lhe perguntou já em meio ao nosso jantar.
— Eu amei pai. Foi um dos dias mais felizes da minha vida.
— Que bom que gostou, só queria agradar você e sua mãe.
— E conseguiu, pode ter certeza. – Respondi.
— Podemos voltar lá mais vezes?
— Quantas quiser. Pode chamar seus amigos também qualquer dia. A Mia...
— Vou ver com eles papai, vou contar tudo que fizemos, eles acharão demais. Mas não sei se Mia vai gostar de ir, ela não gosta muito de peixes, prefere gatos.
— Incrível como cada vez mais gosto dessa menina. – Comentei e Edward sorriu, com certeza lembrando-se da nossa conversa de mais cedo. – Mas não se preocupe Miguel, as pessoas podem gostar de muitas coisas. Eu mesma amo os felinos, mas me diverti muito hoje, aposto que se convidá-la, poderá aceitar e se divertir bastante, como nós.
Ele assentiu e continuamos a conversar sobre o passeio.
Fiquei observando a interação, a maravilhosa aura de alegria e sentimento familiar que nos domina.
E é assim que espero que sejam todos os nossos dias, felizes...
***
A volta ao trabalho foi satisfatória e cansativa.
Satisfatória porque depois desse tempo apenas aproveitando a vida ao máximo, é bom voltar ao trabalho, as minhas obrigações e afazeres. Porém, claro que teria o lado não tão bom, pois apesar de todo o planejamento que fiz antes de sair, ainda preciso organizar várias coisas com a volta.
Desde já preciso começar a pensar no que farei quando os bebês nascerem, terei que conversar com meu chefe, o dono da empresa, para avaliarmos a melhor forma de proceder na minha ausência. Pode parecer estar longe, mas quando se trata de gestação, todo planejamento ainda é pouco diante das circunstâncias.
Com a mudança, veio também o fator de distância ao trabalho, como agora moramos em um bairro residencial o percurso até a empresa aumentou, o que faz com que a rotina se inicie um pouco mais cedo, para todos na verdade, já que ainda levo o Miguel na escola e Edward também sai mais cedo para ir ao hospital.
Meus colegas me receberam mais do que bem. No primeiro dia, Nina ficou um bom tempo comigo na sala especulando sobre tudo, falando da minha gravidez, da lua de mel, da casa nova, etc. Isso que falei que almoçaria com ela e Nessie para conversamos, mas não teve jeito de convencê-la a esperar.
O que só me fez repetir mais vezes as histórias quando almoçamos. Nesse dia também vi Thiago e Ian, ambos me parabenizaram pela gestação, perguntaram como foi tudo, mas muito mais discretos do que as meninas.
E assim a rotina de trabalho voltou ao normal, mil situações a administrar, almoços com os amigos, planejamentos, etc.
Aos dois meses e meio de gravidez, uma leve protuberância aponta ao pé da minha barriga, Edward e Miguel gostam de ficar medindo e dizendo o quanto parece aumentar a cada dia.
A maioria dos nossos amigos e familiares já veio conhecer, nossa casa, mas apenas em uma visita rápida, ainda estamos devendo uma reunião de verdade para convidá-los, pensei que poderia fazer isso no aniversário de Edward, porém Carlisle e Esme pediram para fazer o jantar em sua casa, para comemorar mais um ano da vida do meu amor. Edward aceitou e não me opus também.
Diante disso, entrei numa luta interna para tentar decidir que presente lhe dar. Parecem existir tantas opções e ao mesmo tempo, nada bom o suficiente. Ajudar o Miguel a escolher o seu foi bem mais fácil. Aliás, me pergunto por que não pensei em algo assim para dar eu mesma, mas a ideia do meu filho foi ótima.
Ele pediu para comprar ingressos para assistirem ao jogo do time que torcem, ainda comprou uma camiseta e um boné para dar ao pai. Enquanto continuei com meu impasse por um bom tempo.
Na sexta feira, 20 de junho, Edward quem me acordou pedindo seu presente. Que era nada mais, nada menos, do que uma rodada deliciosa de sexo matinal. Depois de bem dispostos, de ter lhe desejado os votos, nos arrumamos para seguir o dia.
No café, Miguel felicitou o pai e já lhe deu seus presentes e como previ, Edward adorou. Senti que olhou procurando saber o que lhe darei, mas mantive o suspense, depois de tanto martelar, esperarei pelo momento certo para entregá-lo.
O dia transcorreu de forma tranquila, fiz tudo de forma compenetrada a fim de adiantar o serviço e assim conseguir sair cedo para poder me arrumar bem, pensando no jantar de aniversário do meu glorioso marido.
Antes de sair, falei com a Nessie confirmando sua presença e depois fui embora. Pedi ao Edward para buscar o Miguel, assim pude seguir direto para casa.
Escolhi a roupa que pretendo usar deixando separada, fui ao banheiro, liguei a banheira e enquanto enche, me despi prendendo o cabelo, pois já o lavei de manhã.
Com a banheira cheia, entrei na água e aproveitei o relaxamento, fiquei apenas deitada, apoiei a cabeça e fechei os olhos. Creio ter cochilado, pois despertei com Edward me chamando.
— Bella, onde você está?
— No banheiro.
Respondi e ele imediatamente apareceu.
— Nossa! Isso que é uma bela visão. Será que posso me juntar a você?
— Se for apenas para um banho, está mais do que convidado.
— Mas por que só para o banho? É meu aniversário! Tenho direito a pedir o que quiser.
Já nu, entrou sentando a minha frente.
— Como se precisasse do pretexto de aniversário para pedir o que quiser. Mas não vamos correr o risco de nos atrasar para o jantar.
— Você é muito má Heart.
— Jura? Como você é inconstante...
— Eu? Por quê?
— Porque hoje mesmo estava sussurrando ao meu ouvido o quanto era boa. – Provoquei.
— Mas naquela hora estava mesmo sendo muito boa. E agora é má, por não querer ser boa de novo.
Quando terminou de falar, processamos o que disse e caímos no riso.
— Você é hilário Dream, por isso que te amo.
Aproximei-me sentando em seu colo.
— Me ama nada, nem quer me fazer feliz.
Respondeu fazendo drama.
— Ah, meu Deus. Que menino manhoso, proponho fazermos um acordo.
— Qual?
— Podemos nos beijar um pouco, dar uns amassos e mais tarde finalizar o pacote, que tal?
— Se é o que tem para hoje. Vou fazer o que? Apenas agarrar com as duas mãos.
E foi o que fez literalmente...
Quando conseguimos terminar o banho, Edward foi ver o Miguel enquanto comecei a me arrumar. Ao voltar, fizemos o processo juntos, trocando sorrisos, brincadeiras e provocações, principalmente de sua parte, em relação ao que fará comigo quando puder tirar minha roupa.
— Estou pensando aqui, faz quase um ano que vocês voltaram, que nos reencontramos. – Comentou.
— É verdade, daqui a poucos dias faz um ano.
— Quase que chegaram no dia do meu aniversário. Teria sido um belo presente também.
— Nessa data no ano passado já estava arrumando nossas coisas e pensava em você. Mesmo que não pretendendo, uma parte de mim queria que pudéssemos nos reencontrar e foi o que aconteceu, assim que cheguei.
— Lembro-me bem quando a vi no hospital, o contraste de emoções que senti naquele momento. Para logo depois ver o Miguel, saber que tinha um filho, com certeza não podia imaginar que em menos de um ano minha vida mudaria tanto.
— Arrependido?
— Jamais. Você sabe que sou feliz, imensamente. Esse foi o melhor ano da minha vida. Te reencontrar, saber que sou pai do Miguel, voltarmos, nos casar, saber que serei pai de novo e em dobro, foram só notícias boas.
— E se depender de mim, nos próximos anos as lembranças serão preenchidas apenas por coisas boas também.
— Assim será.
Trocamos um beijo terno, querendo demonstrar infinitamente nosso amor e compromisso com a união.
Foi com grande sacrifício conseguir nos tirar de casa. Esme ligou perguntando por nós e falei que estamos a caminho. E ao chegarmos, à recepção foi agradável como sempre.
— Pensamos que tinham desistido de vir.
Carlisle comentou.
— É culpa do seu filho. Sai mais cedo do trabalho para não atrasar, mas ele dificulta muito as coisas.
— Eu que dificulto, não é?
Não dei atenção ao seu choramingo, seus pais o felicitaram e assim entramos, mas nem sentamos e a porta já foi aberta novamente com a chegada de Nessie, Jake e tio Billy. Cumprimentamo-nos e fomos para a sala iniciando a conversa.
As outras pessoas também chegaram. Sendo Rose, Emm, Alice, Jas e Riley. Todos falaram com Edward felicitando-o e dando seus presentes, fazendo meu marido ficar tão entusiasmado quanto uma criança.
Observando Riley pela sala, ainda não o tinha visto desde que voltamos da lua de mel, lembrei de que terei que agradecê-lo por ter nos emprestado a casa, mas o constrangimento por tudo o que fizemos também apareceu. Mas sem saída vi que terei que enfrenta-lo já que veio falar comigo.
— Bella, como vai?
— Bem obrigada e você?
— Estou ótimo, na mesma vida de sempre. Mas e você? Foi bem de viagem? Curtiu?
— Sim, com certeza aquela cidade é linda. E a casa da sua família é espetacular. Muito obrigada por ter nos emprestado.
— Não tem de quê. Edward falou que aproveitam bem, curtiram bastante. Até contou que você gostou muito da sala de jogos.
— O que? Edward!
O chamei com um grito. Ele se aproximou e consequentemente os presentes voltaram à atenção a nós.
— O que foi?
— Estávamos comentando da viagem e falei que me contou que Bella gostou da sala de jogos.
O olhei fixamente fazendo-o compreender, o que quero saber.
— Eu disse que gostou do ambiente, achou diferente e falei que jogamos sinuca. Só isso, não foi?
Suspirando respondi.
— Claro, isso.
— Pareceu ter ficado assustada Bella. Como se houvesse algum problema em ter gostado da sala de jogos. – Riley falou.
— Talvez porque os dois tenham feito mais do que jogar umas simples partidinhas de sinuca.
— Renesmee!
Minha irmã não tem jeito mesmo.
— Ora Nessie. Você sabe que Bella é ótima nesse jogo, ela aprendeu tudo com o papai. Pensando nisso, tenho certeza que tomou uma bela surra na sinuca da Bellinha, hein Edward? – Emm perguntou.
— É. Jogamos algumas vezes, também ganhei, mas no fim, Bella levou a melhor. – Edward respondeu.
— A Bella é boa mesmo, lembro que na época do colégio fomos jogar um dia na casa do Jas e ela ganhou de todos.
Alice comentou também e diante disso, a conversa desencadeou para esse lado.
A noite foi passando, interrompemos os assuntos, quando Esme nos chamou, para servir o jantar.
Depois de acomodados, Carlisle tomou a palavra.
— Estou muito feliz por estarmos reunidos aqui, pessoas queridas e próximas ao meu filho, que hoje já é um homem que nos enche de orgulho e satisfação. Edward, você é o melhor filho que Deus poderia ter me dado. Não me lembro de um dia não ter sentido orgulho de ser seu pai, mesmo nos momentos mais difíceis, você mostrou sua fibra e valor moral. E hoje vejo com satisfação sua felicidade. Parabéns filho.
Vi a emoção nos olhos de Edward e de alguns presentes também, mas antes que pudéssemos nos recuperar, Esme tomou a fala.
— Tentarei não me alongar, pois hoje é um dia feliz e sei que todos estão famintos, mas quero dizer apenas que meus filhos são as coisas mais importantes que tenho na vida, o amor que sinto por vocês transcende a tudo, ambos só me deram orgulho também e agora trazem a mim, a felicidade de ser avó. E hoje especialmente nessa data, meu menino está completando mais um ano de vida, minha maior alegria é ver sua felicidade completa, ao lado da mulher que ama e dos seus filhos. Eu te amo meu bem. Feliz aniversário.
Ela finalizou e Edward resolveu falar.
— Obrigado pai, mãe. Não sei o que dizer, só que estou realmente muito feliz por tudo que vivi até aqui e pelo o que tenho vivido hoje. Se algum dia tive um vislumbre do meu futuro, nunca chegou aos pés do que é. Com 26 anos sinto que tenho tudo, emprego, casa, amigos, família, um filho espetacular e dois novos chegando, mas, sobretudo, tenho a mulher mais incrível que alguém poderia ter. Por tudo isso, sou grato e feliz ao estar completando mais um ano de vida. Agora sem mais de longas, vamos comer.
Com o encerramento dos discursos iniciamos o jantar, a conversa continuou junto ao tintilar dos talheres nos pratos. A voz de Emm, Riley, Jake e tio Billy se sobressaem sobre as outras falando algo sobre esporte. Em contrapartida, as mulheres permaneceram no assunto de casa, maridos, filhos, etc.
Apesar de participar da conversa, minha atenção está em Edward, que come tranquilamente. Então ele pegou meu olhar sobre o seu.
— O que foi?
— Nada, é só que amo você.
— Eu também te amo Bella.
— Obrigada.
— Por?
— Por existir. Hoje não é uma comemoração só sua, mas minha principalmente, pois eu ganhei o melhor presente. Desde que nasceu, cresceu, até me encontrar. Eu te amo demais.
— Heart... Meus pais não me fizeram chorar, mas você fará. Eu te amo para sempre.
Trocamos um selinho discreto e voltamos a comer, se os presentes notaram nossa leve interação, não disseram nada, apenas deram continuidade a seus assuntos e ao jantar.
Esme, para surpresa completa de Edward, fez um bolo. E quando terminamos de comer, pediu para servir, é claro que os rapazes não deixaram por menos e cantaram parabéns a plenos pulmões, depois voltamos à sala e as conversas se uniram em conjunto, deixando o ambiente descontraído e agradável...
Ninguém parece ter pressa para ir embora, Carlisle e Esme estão felizes em ter todos aqui. E o único que acabou cedendo ao sono foi o Miguel.
— Subam com ele e coloquem no meu quarto.
Esme falou e foi o que fizemos. Edward subiu com ele nos braços e ajeitei as coisas na cama.
Saímos deixando-o dormir e quando pensei que voltaríamos para sala, Edward me puxou para dentro do seu antigo quarto.
Faz anos que não entro aqui, não está tão diferente do que me lembro, talvez um pouco mais sóbrio, já que o Edward das minhas lembranças ainda era um adolescente e o que saiu há um ano já era um homem.
— Faz tempo que não venho aqui.
Manifestei meus pensamentos em voz alta.
— Bastante tempo mesmo. Depois que começamos a namorar você não frequentou muito essa casa, acho que veio mais enquanto era apenas amiga da Alice, do que como minha namorada.
— É, acabávamos indo sempre para a minha casa, talvez fosse porque não tinham adultos e na maioria das vezes apenas Nessie estava presente, o que nunca foi empecilho para nós. – Comentei.
— Isso é verdade, bons tempos. Onde passávamos tardes inteiras de bobeira na sua casa.
— Por que me trouxe aqui? Não vamos descer?
— Não sei, faz tempo que também não venho, só quis entrar e ficar um pouco.
— Certo, então espera aqui que vou pegar uma coisa e já volto.
Sai voltando ao quarto da Esme, pois ao chegarmos, ela subiu trazendo as bolsas e guardando aqui. E já que Edward arrumou esse tempo a sós, acredito que será um bom momento para lhe entregar o presente.
Peguei a bolsa e voltei ao quarto, o encontrei relaxado deitado sobre a cama, cheguei e me sentei próxima a ele.
— Foi difícil pensar em algo para te dar, tentei de todas as formas encontrar um presente que realmente fosse bom, útil e que lhe agradasse, ainda não tenho certeza se consegui cumprir meu objetivo, mas aqui está.
Retirei o embrulho e lhe entreguei.
— Ah Heart, não precisava se preocupar. Você é meu maior presente, todos os dias.
— Nem vem com essa demagogia, que percebi que ficou o dia todo esperando para ver o que te daria. Então abre logo e diz sinceramente o que achou.
— Está bem senhora mandona, vamos ver o que preparou para mim.
Ele abriu o embrulho, viu a caixinha e o cartão. Então o pegou começando a ler.
Kit meu homem: Para o homem que todos admiram – a certificação do médico exemplar. Para o amante da velocidade – a lembrança do melhor amigo. Para o jovem sexy, ainda descobridor do mundo – o visual despojado. Para o pai, marido e chefe de família – o símbolo da união. E para meu amante perfeito – o sentido que me enlouquece. Com amor, da sua esposa, Bella Cullen.
— Uau estou impressionado e curioso também. O que será que tem aqui?
— Abra e saberá.
Ele o fez e foi tirando um a um os objetos, então pegou o cartão e voltou a ler.
— Para o homem que todos admiram – a certificação do médico exemplar. Essa seria a descrição da caneta?
— Exato.
Dei uma caneta com designer moderno e de porte másculo, para combinar com meu médico. Para que quando estiver atendendo seus pacientes, possua algo meu consigo.
— Para o amante da velocidade – a lembrança do melhor amigo. Você é incrível, amei, vou colocar na chave do carro.
Esse presente é um chaveiro de prata, com um pequeno volvo como pingente, não foi fácil de achar, mas depois de muito procurar em lojas especializadas, encontrei especificamente o que desejava.
— Você mesmo disse na nossa lua de mel que gostava de dirigir, do poder que emana ao estar atrás do volante e o volvo tem uma história especial, até para nós.
— Especialmente para nós, adorei de verdade, mas bem, vamos ao próximo. Para o jovem sexy, ainda descobridor do mundo – o visual despojado. E esse seria...
— Os óculos escuros é claro. Você fica simplesmente incrível de óculos, sexy como o inferno.
Dei um modelo novo de Ray Ban, ele já possui alguns belos óculos, mas utensílios assim nunca são demais.
— Então, como estou?
Questionou ao experimentar o presente.
— Muito sexy.
— Que bom, gosto de agradar minha mulher. O próximo presente é... Para o pai, marido e chefe de família – o símbolo da união. É uma linda joia, vou usar sempre.
Ele pegou a pulseira e pediu para colocar em seu pulso. Esse é um presente muito significativo, uma pulseira masculina, banhada a ouro. Pedi para escreverem a palavra família e coloquei nossas iniciais, do Miguel, minha e dele.
— E se notar, ainda resta espaço, para incluir as letras dos nomes dos bebês, depois que nascerem.
— É linda Bella, amei muito, de verdade. Acho que esse é o tipo de presente que todos devem ter igual, podemos fazer depois para você e o Miguel, o que acha?
— Uma ótima ideia, mas fico realmente feliz que tenha gostado.
— Não tem como não gostar, de tudo, aliás. Você realmente se superou, são presentes incríveis, todos com grande significado e serventia.
— Mas não esqueça, ainda falta um.
— Estou vendo e querendo entender o motivo. Esse é meu perfume? Não é?
— Isso mesmo, sempre achei que presentear uma pessoa com um perfume novo era algo estranho, porque estaria meio que dizendo que não gosta do cheiro que possui, mas isso com certeza não acontece conosco. Pois amo seu perfume, seu cheiro e esse é o intuito. E para meu amante perfeito – o sentido que me enlouquece. Neste aniversário quero te presentear com o perfume que me inebria, para que hoje e em todos os outros anos, você o esteja usando, ao meu lado, somente comigo.
— Será um prazer satisfazer esse desejo. E que tal testarmos a apreciação desse sentido e dos outros agora?
— Como assim?
— Estamos aqui sozinhos, no meu quarto de adolescente, no qual nunca tive o prazer de transar com ninguém. E minha digníssima esposa prometeu que me recompensaria mais tarde, agora já é mais tarde. E como bom marido que sou, quero retribuir com carinho e dedicação aos presentes recebidos.
— Mas Edward. Estamos na casa dos seus pais! E todos estão lá embaixo, não podemos...
— Shhh. Podemos fazer o que quisermos. E agora estou te desejando muito, essa ideia de estarmos fazendo algo significativamente proibido, só deixa tudo melhor.
Ele levantou, pegou os presentes depositando no criado-mudo e foi até a porta trancando-a.
— Pronto já estamos seguros, ninguém vai nos interromper.
— Mas Edward...
— Heart, por favor, não gostaria de me dar mais esse presente? A nós dois? Já sonhei tantas vezes com isso, em estar aqui contigo, nesse quarto, nessa cama.
Ele se aproximou novamente e veio jogando baixo, já iniciando carícias no meu pescoço, passando suavemente os lábios pela minha pele, subindo até a orelha e fazendo o caminho inverso até o outro lado.
— O que me diz?
— Eu não... Não sei bem.
— Sabe, sei que sabe, deixa seu corpo te guiar, seus sentidos como falou. Libera o que você quer tanto quanto eu.
— Quer saber, dane-se.
Joguei meu juízo e razões para escanteio e ataquei meu marido que está louco para ser atacado. O puxei e nos beijamos com sofreguidão, ele cobriu meu corpo com o seu e senti suas mãos afoitas agirem desbravando cada canto que alcançaram.
Arranquei sua blusa assim que tive chance e ele fez o mesmo com meu vestido, estamos agindo como verdadeiros adolescentes, afoitos em busca de contato e com isso praticando uma seção de sexo a seco.
Edward arrastou meu sutiã e abocanhou meus seios, enquanto nos amassamos, procurei abrir o zíper da sua calça e deixei minha mão se infiltrar até alcançar seu pau, que pulsa quente e duro.
Ele também encontrou o caminho da minha calcinha e compartilhamos um tempo de masturbação mútua.
E tudo é muito quente...
A sensação de voltarmos à adolescência, onde cada nova descoberta trazia uma sensação única.
— Chega, vem. Preciso de você. – Falei.
— Assim como eu, preciso muito, agora.
Desvencilhamo-nos do restante das roupas, mas antes que Edward voltasse à posição que estávamos, tomei a frente e o deitei na cama subindo em seu colo.
— Se a ideia é transformar sonhos adolescentes, creio que ficar no controle, soa muito melhor, não acha?
— Acho o que quiser. Só preciso sentir o calor da sua bocetinha rodeando meu pau.
— Você joga muito baixo.
— Nunca disse o contrário.
Não perdi mais tempo e segurando seu membro em frente a minha entrada, deslizei, fazendo com que meu canal se alargue para recebê-lo.
— Merda Heart! Tão bom, parece que a cada vez fica melhor.
— Eu sinto o mesmo.
— Agora vai. Rebola para mim.
Fiz o que pediu e iniciei os movimentos, suas mãos vieram para meus quadris ajudando nas ações, mas quando controlei o ritmo, ele as subiu em direção aos meus seios e permaneceu tocando-os, enquanto lá embaixo, nossos corpos fazem a junção do prazer.
Joguei a cabeça para trás enlouquecida pelas sensações, Edward ergueu o tronco e me puxou de volta selando nossas bocas com beijos.
Ofegamos nos lábios um do outro, a cada instante que a penetração se faz mais forte e intensa...
— Bella, Bella, preciso de você...
— Estou aqui.
— Não! Ainda... Preciso de mais!
Não entendi a que se referia, mas compreendi quando separou nossos corpos para me jogar na cama de costas e voltou a me penetrar.
Edward se afundou completamente em mim e estou à mercê dos seus toques e vontades, com os corpos grudados e sedentos por prazer, fomos aos poucos construindo nosso ápice, que quando veio, foi forte e arrebatador.
Por já estar deitada, só afundei a cabeça no travesseiro ao inibir um grito e Edward desfaleceu sobre mim.
A espera das nossas respirações voltarem ao normal, ele foi o primeiro a falar.
— Obrigado, você sempre faz dos meus aniversários os melhores. O primeiro foi um super amasso no carro e agora sexo no meu antigo quarto. Você é perfeita Heart.
— Obrigada, faço o que posso. Mas agora senhor aniversariante, você tem uma missão.
— E qual seria?
Ajeitei-me para ficar de frente a ele.
— Arrumar uma boa desculpa para nossa demora e estado físico comprometedor.
Ele sorriu, o meu sorriso torto, me desarmando completamente e fazendo com que esqueça, ainda que momentaneamente, sobre as preocupações externas.
E entendi que estou no lugar certo, com a pessoa certa. O que dirão ou o quanto encherão nosso saco quando descermos, não importa. Pois a satisfação que preciso está bem aqui.
O brilho de felicidade nos olhos de Edward.
Isso sempre será o mais importante, sempre...
CONTINUA.
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