Endless Love
58 2ª Temporada Capítulo 32 - Um Ano de Amor
Notas iniciais
— Eu simplesmente amo fazer amor com você...
Edward murmurou contra o meu pescoço enquanto continua a investir contra mim.
— É porque você nunca fez amor consigo mesmo para ver o quanto é bom...
— Huuum, dizem que o que fazemos sozinhos é um tipo de auto amor.
— Você tem sorte que te amo. – Arranhei suas costas.
Ele riu contra o meu pescoço, mas depois deu uma mordidinha no local.
— Edward só...
— O que?
— Não para, estou quase lá...
— Vem comigo Heart.
Trouxe seu rosto para frente do meu e capturei seus lábios enquanto aumento a pressão das minhas pernas ao redor do seu quadril.
Assim deixamos o prazer nos dominar do melhor jeito possível, completamente unidos...
Após finalizarmos o ato Edward apenas deitou a cabeça em meu peito sem preocupar-se em sair de dentro de mim e tão pouco faço questão que ele me deixe.
Fiquei acariciando seu cabelo e aproveitando a letargia pós-orgasmo.
— Heart?
— Sim.
— Quais são os planos para o nosso aniversário de casamento?
— Transar gostoso do jeitinho que acabamos de fazer.
— Você anda muito tarada senhora Cullen.
— Ahhh.
Gemi quando ele mordeu meu ombro e rompeu nossa ligação.
— Não poderemos transar como há pouco, pois no nosso aniversário teremos que fazer de um modo ainda melhor.
Comentou sentando encostado à cabeceira da cama.
— E é possível melhorar?
— Heart, você não tem ideia do que sou capaz de fazer...
— Quer dizer que está escondendo o jogo senhor Cullen? – Apoiei o rosto em sua barriga.
— Tenho que guardar algumas cartas na manga e usá-las com sabedoria.
— Ora, vejam só. Você conhece a pessoa há anos. Vai completar um ano de casamento. E ainda sim descobre surpresas sobre ela.
— Acho que isso é parte da magia, não concorda? – Assenti.
— Mas o que você está pensando em fazer?
— Não revelarei meus segredos tão facilmente Heart. Só saiba que no que depender de mim, maravilhas ainda a esperam. – Piscou e sorriu torto.
— Você nunca deixará de me deslumbrar, não é?
— Meu objetivo é brindá-la com todo meu amor até ficarmos bem velhinhos.
— Será maravilhoso viver e envelhecer ao seu lado.
— No que depender de mim não poderemos nem ter cuidadores, pois eles se assustarão com nossas peripécias mesmo na terceira idade. – Brincou e rimos.
— Quem é o tarado agora, hein?
— Não tenho culpa de ter casado com a mulher mais linda do mundo e saber que a amarei para sempre.
— Eu também. – Procurei sua mão entrelaçando a minha. – Mesmo quando estiver bem velinha, já cansada e sem forças para prosseguir, ao tocar sua mão sentirei o amor fluir pelo meu corpo.
Edward virou voltando à posição anterior me cobrindo com o seu corpo.
— Eu te amo Bella, profundamente.
— Eu amo você Edward. Mais do que consigo declarar com palavras...
Beijamo-nos e por hora deixamos mais uma vez nossos corpos expressarem deliberadamente a intensidade do nosso amor...
— Boa tarde senhora Cullen.
Uma das enfermeiras do hospital me cumprimentou enquanto sigo pelo corredor.
— Olá, como vai?
— Bem, obrigada.
Imagino que esteja atarefada, pois logo virou em um corredor deixando nossas vistas.
— Deve ser uma loucura trabalhar aqui.
— Com certeza Sue, não sei como eles aguentam.
Continuamos caminhando até chegar a frente à disposição de consultórios.
— Boa tarde. – Cumprimentei a recepcionista.
— Boa tarde senhora Cullen. Veio visitar o doutor?
— Na verdade as meninas têm consulta com o Dr. Biers.
— Ah sim, deixe-me confirmar, só um instante, por favor. – Aguardei enquanto ela acessa o registro no computador. – Aqui está senhora Cullen, podem aguardar que em breve o doutro Biers as chamará.
— Obrigada. E você sabe me dizer se o Edward está atendendo?
Antes de sair de casa o avisei que estava a caminho e ele respondeu que estaria em nosso aguardo, mas quando cheguei enviei uma nova mensagem, porém como ainda não recebi resposta, preferi questionar sobre estar ou não ocupado.
— Não. A agenda dele está livre no momento. Provavelmente ele as acompanhará na consulta, certo? – Assenti. – Mas acredito que está no consultório, pois a pouco o vi passar por aqui.
— Muito obrigada.
Afastei-me do balcão caminhando até a Sue que está sentada ao lado das meninas em suas cadeirinhas.
— Sue, você pode ficar um instante com as meninas enquanto vou chamar o Edward?
— É claro Bella, vai lá.
— Obrigada. Não demoro.
Caminhei em direção ao consultório de Edward, ao parar em frente à porta não hesitei em bater.
— Pode entrar. — Sua voz soou firme com a permissão.
— Com licença, estou procurando o médico mais lindo desse hospital. – Entrei.
— Só desse hospital? – Ergueu os olhos do monitor a sua frente.
— Não conheço todos os médicos do mundo para atestar de modo mais amplo.
Ele sorriu e levantou para vir me cumprimentar e poxa vida, terei que me retratar imediatamente, pois não tem como existir alguém mais lindo do que Edward vestido de médico.
Como ele sempre se troca antes de ir para casa, não costumo vê-lo em toda sua glória como o Dr. Cullen, talvez tenha que começar a fazer mais visitas ao hospital para apreciar melhor os privilégios de ser casada com um médico.
— Bella?
— Hun?
— Você está bem.
— Estou. É que fazia tempo que não o via como o Dr. Cullen. – Declarei. – Preciso de alguns segundos para me recuperar.
Ele riu e cortou o espaço entre nós me dando um beijo.
— Quer dizer que você tem um fraco por doutores?
— Por doutores não, por você. – Afirmei passando a mão em seu peito. – E preciso me retratar e dizer que estou diante não só do médico mais lindo desse hospital, mas com certeza do mundo todo.
— Fico feliz em agradar senhora Cullen.
— Ah, você agrada. Com certeza agrada. – Pisquei. – Acho que estou precisando visitá-lo mais vezes e usufruir dos benefícios de ser casada com o Dr. Cullen.
— Você gostaria de uma diversão médica? – Sussurrou praticamente no meu ouvido.
— Talvez. Você, eu, essa mesa...
— Ah Heart, gostaria muito de realizar seu desejo.
— Eu sei, não podemos descumprir a ética do hospital. – Lhe dei um selinho. – Mas quem sabe um dia possa receber uma consulta a domicílio?
— Será um imenso prazer. – Afirmou. – Acho que nosso escritório em casa pode de repente transformar-se em um consultório médico, o que acha?
— Perfeito. Ficarei esperando. – Sorri.
— Pode aguardar senhora Cullen. Mas acho que também seria muito interessante ser convidado a uma reunião íntima com a administradora mais sexy de todas.
— Acho que em breve nosso escritório protagonizará cenas atrativas, não acha?
— Com toda certeza.
— Chamando Dr. Cullen a recepção. Chamando Dr. Cullen a recepção.
O sistema de som quebrou nossa bolha nos trazendo de volta a realidade.
— O Riley não perde uma oportunidade de tirar uma com a minha cara. – Resmungou.
— Como você sabe que estão chamando você e não seu pai? – Perguntei genuinamente curiosa.
— Além de nesse momento ter certeza que o Riley é o responsável pelo chamado. Papai não está trabalhando hoje. Porém quando estamos nos mesmos plantões, eles acionam a especialização também. – Esclareceu.
— Interessante.
Saímos do consultório do Edward encontrando imediatamente Riley conversando com a Sue a nossa espera.
— Você não podia agir como alguém normal e enviar uma mensagem, não é? – Edward falou assim que nos aproximamos.
— E que graça isso teria? Assim é bem mais divertido, não concorda Sue? – Ela riu.
— Como vai Riley?
— Muito bem Bella e você? Além de linda, como sempre. – Beijou meu rosto.
— Sinto saudades de quando você estava nos plantões noturnos.
— Ai cara essa doeu. – Colocou a mão no coração para dramatizar o momento. – Vocês estão vendo como sou tratado aqui. Ainda bem que ao menos pelas minhas pacientes sou muito amado. – Interagiu com as meninas.
— Vamos esperar que elas comecem a falar para testar a teoria. – Edward respondeu.
— Ai você as ouvirá dizer que adoram o tio Riley e adoram vir às consultas, não é mesmo lindinhas? Vamos lá?
Ele pegou Kath na cadeirinha e eu a Claire, pedimos licença a Sue e entramos no consultório.
— Apesar de amar meus momentos com o Edward, agora vamos focar nas princesas. – Informou ao sentar em frente a sua mesa e assumir a postura de médico.
Assim começou a consulta.
Ele tirou a medida, pesou, fez checagem de atenção auditiva, visão e tato. Constatou nos cartões de vacinação que as próximas doses virão apenas aos seis meses. E com a parte clinica finalizada voltamos a conversar.
— Como já era esperado elas estão ótimas. – Riley informou. – Peso e altura dentro do padrão para a idade. – Edward e eu sorrimos. – Elas continuam mamando direitinho?
— Sim. Agora têm mamado por mais tempo. Ao invés de mais vezes. – Expliquei.
— É assim mesmo, pois a partir de agora quanto mais se desenvolverem e gastarem energia, mais intercalarão a vontade com a necessidade do alimento.
Ele anotou algo em suas fichas.
— Você ainda está de licença, não é Bella?
— Sim. Voltarei apenas mês que vem.
— E vocês já começaram a introduzir novos métodos de alimentação? Como mamadeira ou copinho medidor?
— Ainda não. – Edward respondeu. – Mas temos conversado sobre e gostaríamos de esclarecer com você qual a recomendação.
— Pois bem. Elas ainda mamam juntas?
— Sim. – Confirmei. – O que em breve acredito que também não será mais possível por conta do crescimento delas.
Abracei Kath em meu colo, olhando a Claire no do pai.
— Não se preocupe Bella, você já fez muito em conseguir continuar até agora. E sei que também sentirá falta do momento pelo elo com as meninas, mas prometo que continuarão conectadas de outros modos.
— Obrigada.
— Mas vamos lá, é importante que durante a transição, a amamentação continue acontecendo em conjunto. – Informou e assentimos. – Minha dica é, escolham um horário em que elas costumem mamar bastante, então introduzam o acessório. A partir de agora você não será mais a única a alimentá-las, mas ao menos nas primeiras vezes seria interessante continuar responsável, pois elas estão acostumadas à ação de ficar no seu colo para mamar. Assim alimente um pouco com a mamadeira ou o copo e depois volte ao seio, faça isso de maneira moderada, até conseguirem passar uma mamada inteira com a nova técnica. E claro, também podem introduzir outras pessoas na ação, para que se adequem ao novo hábito. Em suma tudo dependerá das respostas.
— Entendi Riley, muito obrigada.
— Não há de que. Precisando podem sempre entrar em contato. E oficialmente nos vemos mês que vem.
— Ah Riley, também estamos à procura de uma babá. – Edward comentou. – Se você souber de algo através das pacientes ou tiver recomendações, informe-nos, por favor.
— Pode deixar cara. Muitas mães vem acompanhadas das babás. Vou ficar de olho e informo a vocês o que descobrir.
— Obrigado.
Com o fim da consulta deixamos o consultório, pois apesar de todas as brincadeiras, Riley está trabalhando e já tem o próximo paciente para atender. E Edward também tem que voltar aos seus afazeres.
— Nos vemos em casa. – Afirmou e assenti. – Dirija com cuidado.
— Pode deixar.
— Tchau princesas. Até mais tarde. – Ele beijou cada filha antes de colocá-las na cadeirinha. – Tchau Sue.
— Tchau Edward.
— Bom trabalho Dream. — Beijei seu rosto.
— Obrigado Heart, até mais tarde.
Sue e eu saímos a caminho do estacionamento para retornar a casa.
Conforme conversamos no dia do batizado das crianças, na semana seguinte acertamos os detalhes do novo trabalho da Sue.
No momento estamos à procura tanto da nova empregada, quanto da babá, mas Sue já está executando também suas novas funções como governanta.
Antes de ir para casa passamos em um supermercado e também em uma farmácia para comprar os kits de auxílio à alimentação das meninas, como mamadeiras, bombas de tirar leite, etc. Pois espero conseguirmos começar a introdução hoje mesmo.
Por conta do horário consegui pegar o Miguel na escola, assim quando voltei para casa foi quase com a família completa.
Sue me ajudou a dar banho nas meninas, então ao término do horário foi embora. Eu auxiliei o Miguel nos deveres, o deixei brincar um pouco e perto da hora do Edward chegar cuidei do seu banho e do meu antes de preparar o jantar. Quando ele chegou, após cuidar da sua higiene pessoal, juntou-se a nós para a refeição.
— Quer tentar alimentar as meninas agora?
Ofereceu quando voltamos para a sala.
— Acho que sim, mas primeiro tenho que tirar o leite.
Deixamos as meninas com o Miguel na sala e seguimos para o nosso quarto, ao chegar iniciei o processo da retirada do leite através da bomba.
— Dói? – Perguntou quando fechei os olhos.
— Não, mas é estranho. – Informei. – Não é como quando elas mamam. Agora realmente sinto como se estivesse ordenhando. – Brinquei.
Rapidamente terminei o processo, pois como hoje ainda é um teste, não quero tirar muito leite e arriscar desperdiçar.
Colocamos o leite nas mamadeiras, por achar que será mais fácil que elas se adaptem a essa troca e voltamos à sala.
— Vamos lá meninas, hora de mamar.
Falei assim que entrei no cômodo e as duas viraram o olhar em minha direção.
— Acha que devemos começar por quem? – Edward questionou.
— Na mamada da tarde a Claire ficou menos tempo que a Kath, então acho que agora pode estar com um pouco mais de fome.
— Então vamos tentar com ela primeiro. Seja o que Deus quiser.
Concluiu pegando a bebê e entregando-me quando sentei no sofá.
— Eu também mamei na mamadeira mamãe?
— Sim filho. Você mamou leite materno até completar um ano. – Esclareci.
— E como foi à transição com ele?
— Nas primeiras vezes não gostou muito da troca. – Toquei o narizinho do Miguel que sorriu. – Mas um dia a Siobhan deu uma dica que funcionou e consegui alimentá-lo.
— E que dica foi?
— De passar o bico da mamadeira ao redor do seio, para não só captar uma gota de leite, mas também o aroma da pele.
— É uma boa. Vamos tentar.
— Ok, mas senta aqui do meu lado com a Kath, quero que ela ainda me sinta por perto, apesar de não estar mamando.
Edward acatou meu pedido sentando com a Kath deitada no seu colo em posição de mamar, deixando-a bem perto do meu corpo.
Peguei a mamadeira, baixei a blusa um instante e estimulei o seio para liberar uma gota de leite, encostei os bicos e após o toque limpei o local com uma fralda de pano, então aproximei o objeto da boca da Claire.
— Vamos lá meu amor, hora de mamar.
Acredito que ela tenha sentido o cheiro do leite, pois abriu a boquinha, mas quando sentiu o bico de borracha rejeitou o mesmo se balançando.
— Não Claire, vamos lá meu amor. Tenta só um pouquinho. – Pedi.
Repeti o gesto, mas apesar dos esforços ela não começou a sugar o leite da mamadeira.
— Princesa, é o leite da mamãe. Seu leite, você não está com fome?
Assim que ouviu a voz do pai virou os olhos verdes a ele, tentei novamente introduzir a mamadeira, mas ela não pegou e por fim começou a chorar.
— Não, não precisa chorar. Está tudo bem.
Deixei a mamadeira de lado, ajeitando-a no colo para acalmá-la.
Fiz menção de baixar a blusa para lhe dar o seio, mas Edward me parou.
— Vamos tentar com a Kath antes.
— Mas Edward...
— Por favor, vamos tentar. – Suspirando assenti.
Ele pegou a Claire nos braços e me entregou a Kath.
Assim peguei a outra mamadeira e repeti o processo inicial de toque de leite no bico de borracha e fui tentar amamentar minha outra filha.
— Vamos lá Kath, olha o mama.
Minha pequena também abriu os lábios a procura do alimento e como a irmã também estranhou o bico diferente, mas para nosso alívio não contestou tanto, logo começando a sugar o leite.
— Isso filha, muito bem. – Comemorei e o Miguel sorriu para a irmã.
— Parabéns princesa. – Edward afagou sua perna.
Ficamos alguns instantes olhando-a mamar, assim como ela manteve os olhos chocolates concentrados em nós.
Porém quando ergui a vista vi a Claire mexendo a boquinha como que contestando o fato da sua irmã estar mamando e ela não.
— Edward.
— Oi?
— Deita a Claire e pega a mamadeira. – Ele me olhou confuso. – Deixe-a na visão da Kath e tente novamente.
Com cuidado ele deitou nossa filha, Miguel lhe entregou a mamadeira e Edward iniciou a nova tentativa de alimentá-la.
— Vamos Claire, está na hora de mamar. – Ele encostou o bico entre seus lábios. – Sei que essa mamadeira nunca será tão gostosa quanto o peito da mamãe, mas é o seu leitinho princesa.
Ela titubeou novamente e pensei que perderíamos a batalha, mas por fim seus olhos caíram na irmã e ela abriu a boca sugando o leite também.
— Isso.
— O senhor conseguiu papai.
— Continue assim Dream, se ela rejeitar tire imediatamente para que não entre ar.
— Pode deixar.
Então por alguns minutos observamos nossas pequenas mamarem na mamadeira pela primeira vez.
Kath terminou primeiro, então a coloquei no peito para continuar a mamar e assim que viu a irmã mamando desse modo Claire soltou o objeto, apesar de não ter terminado todo o líquido da mamadeira, prontamente Edward me ajudou a colocá-la no outro seio.
— Prontinho meus amores, agora podem mamar tranquila com a mamãe. – Comentei.
— Podemos considerar uma vitória, não é Heart?
— Com certeza. Para uma primeira vez foi excelente. – Afirmei. – E você conseguiu alimentar nossa filha.
— Com sua ajuda e orientação.
— Assim como você não me deixou desistir e indicou para tentar com a Kath.
— Elas são uma boa dupla. Assim como nós.
— Exatamente.
Continuamos em nossa bolha familiar contentes por presenciar mais esse passo na vida das nossas filhas.
***
A partir da primeira vez que as meninas mamaram na mamadeira, estipulamos uma rotina com elas de continuar a prática ao menos uma vez por dia e optamos por fazê-lo a noite para que Edward participasse do momento também.
Então no fim de semana decidimos dividir o momento em dois e utilizar a mamadeira uma vez pela manhã e uma à noite. Para que elas realmente sintam-se confortáveis e não estranhem a troca e para nossa sorte realmente parecem estar se adaptando, acredito que o fato de ser leite materno ajude, assim espero ainda ter leite por um bom tempo para supri-las.
Com a boa aceitação das meninas, acabei sentindo-me confiante para aceitar fazer algo diferente em nosso aniversário de casamento.
Ainda não me sinto pronta para deixá-las por um grande período, até quando fomos à lua de mel, fiquei com o coração apertado por me separar do Miguel pela primeira vez, apesar da sua idade, então com elas com certeza ainda não consigo me ausentar bastante.
Mas acabamos tendo uma maravilhosa ideia para marcar a comemoração, sugeri ao Edward usarmos o presente que ganhei do Riley no natal e passarmos o fim de semana em Long Beach.
Ele prontamente aceitou e não deixamos de brincar sobre o fato de o Riley ter proporcionado o lugar em que passamos a lua de mel e agora indiretamente também contribuir com o local para comemorarmos nosso primeiro ano de casamento.
Acabamos tendo apenas uma semana para organizar tudo, inclusive a compra dos presentes, que combinamos de ser temático de acordo com a tradição. Já que um ano de casamento representa Bodas de Papel.
Confesso que estou curiosa para saber o que Edward me dará e foi fácil e difícil ao mesmo tempo providenciar o seu presente. Até decidir passei por alguns apuros, mas quando escolhi fiquei contente com a opção planejada e espero agradá-lo bastante.
E outro ponto que tivemos que ajustar foi sobre com quem às crianças ficariam. De pronto descartamos a ideia de deixá-los com Jasper e Alice, pois a Chloe está começando a passar pelo processo de dentição e a pobrezinha tem sofrido bastante nos últimos dias.
Emm e Rose foram os próximos, já que ela tem enfrentado enjoos bem incômodos característicos do início da gestação e apesar da predisposição dos dois, preferimos não incomodá-los nesse momento.
Meus pais comentaram que poderiam vir ficar com as crianças, mas achamos melhor não fazerem a viagem por um período tão curto, sendo que de todo modo viagens são sempre desgastantes e eles acabaram de sair daqui.
Minha primeira escolha era deixar com a Esme e o Carlisle, por inúmeros motivos, porém justamente no fim de semana do nosso aniversário meu sogro tem um congresso marcado em outra cidade e Esme já prometeu ir com ele, tanto que já estão com as passagens compradas. Ela até se ofereceu para ficar, mas descartamos a ideia.
Desse modo Jake e Nessie foram os escolhidos para cuidar das crianças. Não que eles sejam uma escolha ruim, jamais. Não pensamos neles a princípio por ainda estarem vivendo os louros da lua de mel no início do casamento. Porém ambos se ofereceram prontamente quando questionamos e parecem realmente animados por ajudar.
Eles vieram desde ontem para dormir e já passar o dia para conseguirmos orientá-los em relação às gêmeas. Os dois já praticaram alimentá-las com as mamadeiras e, por enquanto, deu tudo certo.
E também não passaremos muito tempo fora, como nosso aniversário será de fato amanhã, optamos por sair à noite e jantar em Long Beach, então usufruir da estada presenteada pelo Riley e amanhã curtir o dia, só então regressando para casa no fim do mesmo.
Nessie estava a pouco aqui no quarto, me ajudou com o cabelo e a maquiagem, mas desceu na frente enquanto termino me de vestir. Ao ficar pronta peguei minha bolsa, já que a mala pequena com minhas coisas e do Edward encontra-se no carro e desci.
Comecei a ouvir a voz do Edward e o Jake ainda da escada, mas calaram-se quando apareci.
Para a ocasião comprei um vestido novo, é um tubinho champanhe, com alças e abertura em fenda na lateral esquerda. A sandália do conjunto é altíssima, mas confortável, porém sei que mesmo assim não ficarei na altura de Edward e esse é apenas mais um dos pontos que nos completam.
— Uau Bella. Você está lindíssima.
— Cunhadinha, poxa vida. Você está deslumbrante.
Sorri encabulada com os elogios de Nessie e Jake, mas olhei para Edward aguardando sua reação.
— Heart... Eu verdadeiramente não tenho palavras.
Ele caminhou até parar na minha frente e delicadamente subiu uma mão pelo meu braço seguindo até tocar meu ombro, pescoço e acariciar meu rosto.
— Você não está lindíssima ou deslumbrante. Você é isso todos os dias. Mas hoje está subliminar. As estrelas sentiriam inveja do seu brilho.
— Esse dai realmente sabe como amolecer uma mulher, isso tenho que admitir.
Apesar de ouvir o comentário do Jake não fui capaz de desviar a atenção de Edward.
— Obrigada Dream. Essa é uma noite especial e quis me vestir para marcá-la como tal.
— Que honra ser seu companheiro essa noite.
— Não apenas essa noite, mas da vida.
Cobri sua mão com a minha e deleitada com seus olhos verdes me entreguei ao beijo que ele me deu.
— Opa casal, não querendo atrapalhar o momento, mas têm crianças presentes e se não quiserem perder a reserva do jantar, é melhor irem.
A voz da Nessie fez com que nos afetássemos.
— Além do que, vocês estão indo para uma noite de comemoração. Terão muito tempo para aproveitar isso e mais sem nossa presença.
— Você tem razão Jake. – Confirmei. – Aproveitaremos bastante, diferentemente de vocês.
— Hey. Porque dessa proibição?
— Porque vocês estão de babá. – Edward informou. – Portanto, não podem desviar a atenção das crianças.
— Mas vocês se divertem com as crianças em casa.
— Nessie, nós temos experiência em lidar com essas situações. – Enfatizei. – Vocês não.
— Vocês estão abusando. – Retrucou.
— Se acham os super maduros porque são mais velhos. – Jake completou.
Edward e eu rimos cúmplices, mas deixamos o assunto de lado quando o Miguel entrou na sala.
— Mamãe, como à senhora está linda.
— Obrigada meu amor. – O abracei delicadamente. – Você ficará bem com seus padrinhos?
— Sim mamãe, não se preocupe.
— Contamos com você para ajudar a cuidar das suas irmãs, ok?
— Pode deixar papai. Tomarei conta de tudo.
— E só por isso que estamos indo, porque sabemos que você cuidará de tudo aqui. – Edward professou abraçando nosso filho.
Repeti seu gesto, nos despedimos das meninas, do Jake e a Nessie e deixamos a casa a caminho do jantar, da nossa noite especial e da comemoração do nosso aniversário de casamento, o primeiro de muito com certeza, nossas Bodas de Papel.
O trajeto dura em média uma hora, mas por conta do horário acabamos gastando alguns minutos a mais, porém o tempo no carro foi preenchido com músicas e conversas gostosas e confortáveis.
Ao chegarmos ao hotel imediatamente confirmamos a hospedagem, levaram nossa mala ao quarto, enquanto um funcionário nos acompanhou ao restaurante que tem vista para o mar que espero aproveitarmos bastante amanhã.
No restaurante fomos prontamente atendidos, Edward pediu uma garrafa de champanhe, sem álcool, para celebrarmos. E o saborearemos escolhendo o jantar.
— Vamos fazer um brinde? – Ofereceu.
— Sim.
— Um brinde a nós. E ao nosso casamento.
— Um brinde as nossas Bodas de Papel. E que possamos chegar as Bodas de Cristal, Prata, Ouro, Diamante.
— E quem sabe atingir até as de Brilhante e Jequitibá.
— Um brinde ao nosso amor.
— Ao nosso amor.
Encostamos as taças e depois sorvemos o líquido borbulhante.
— Quem diz que champanhe sem álcool não é bom, nunca provou um gostoso como esse. – Comentei.
— O champanhe é realmente bom, mas não posso usar a palavra gostoso. Não com você a minha frente em comparativo.
— Senhor Cullen... Não queira apreciar a sobremesa antes do jantar. – Pisquei.
— Não irei. A expectativa pelo depois deixará tudo melhor. – Sorriu torto.
Escolhemos os pratos e as bebidas para acompanhá-los, continuando a conversar.
— Foi difícil escolher o presente? Com tão pouco tempo que tivemos. Aliás, desculpe por isso.
— Heart, não tem porque se desculpar. Mesmo se tivéssemos em casa, ainda sim, teríamos uma noite incrível. É totalmente compreensivo sua hesitação para sair. Também não me sinto 100% pronto para deixar as meninas por mais tempo. Somente todos os dias quando tenho que ir trabalhar já sinto um pouco de aperto no coração. Imagino como é para você que está ao lado delas desde que nasceram. Está tudo bem.
— Obrigada por compreender. – Alisei sua mão sobre a mesa. – Mas ainda bem que conseguimos marcar a data com essa viagem.
— Sim e poderemos aproveitar sem restrições sabendo que as crianças estão bem e seguras.
Concordei, já que ao chegarmos informei a Nessie e Jake, e eles confirmaram que está tudo bem.
Até enviaram uma foto dos dois com o Miguel assistindo a um filme, enquanto as gêmeas os acompanham nos bercinhos.
— Mas quanto ao meu presente...?
— Não seja curiosa senhora Cullen. Você só saberá o que é na hora certa.
— Não falei nada, apenas quero saber se teve dificuldade em consegui-lo. – Dei de ombros.
— Para falar a verdade não. Pois já tinha a ideia em mente há algum tempo, então apenas tive que providenciar a execução.
— Hun, misterioso... – Ele riu.
— E você? Foi difícil fazer a escolha?
— Tive dificuldade para encontrar algo especial que se relacionasse ao tema, mas espero agradar com a escolha.
— Eu amarei qualquer coisa que você me der.
Beijou minha mão que estava entrelaçada a sua.
Deixamos os gracejos de lado quando a entrada chegou passando a nos concentrar no jantar apreciando a música ambiente, o clima gostoso e a vista.
— Acredito que todo casal se sinta assim, mas não posso deixar de afirmar que tivemos a melhor lua de mel de todas.
Comentou após encerrarmos a entrada e iniciarmos o desfrute do primeiro prato.
— Nós realmente tivemos. – Afirmei. – Primeiro que muitos casais não podem desfrutar de duas semanas de lua de mel como fizemos. E tão pouco passam a maior parte do tempo sozinhos.
— Podendo desfrutar de todos os cômodos a hora que quiséssemos.
— Especialmente da sala de jogos...
— Ah, lembro bem como aproveitamos a sala de jogos. Especialmente a mesa de sinuca.
— Talvez nas nossas Bodas de Madeira você possa me presentear com uma, que tal?
— É uma excelente ideia. – Sorriu. – Estou precisando praticar para ser capaz de vencê-la.
— Mas mesmo quando perde acaba ganhando em outros aspectos... – Relembrei.
— Com certeza.
Encerramos o primeiro prato e apreciamos em silêncio o prato principal, saboreando a deliciosa refeição com esmero.
— No casamento da Nessie e o Jake nem conseguimos aproveitar muito a praia. – Comentei ao fim do jantar. – Estou feliz que conseguiremos desfrutar amanhã.
— Sim. E apesar de ter sido fofo ver as meninas impressionadas com a imensidão do mar. Até em família aproveitaremos muito mais quando elas puderem entrar e desfrutar conosco.
— Pois é. E não demorará muito, já que elas estão crescendo tão rápido. – Pontuei. – Há um ano eram dois grãozinhos dentro da minha barriga e agora estão prestes há fazer um ano em sua própria existência.
— Não pense assim Heart, ainda teremos muito tempo para desfrutar de todas as suas fases. – Me confortou.
— Eu sei, só estou sendo uma mãe boba. Além do que, antes de comemorar o aniversário delas, comemoraremos o dos dois homens da minha vida.
— Ainda é difícil acreditar que nosso filho já fará oito anos.
— E a cada dia que passa se parece mais como você. Tornando-se um homem tão maravilho quanto. Que me enche de orgulho. – Declarei.
— Ele tem muito de você também. De fato é a mistura perfeita de nós dois.
— Sim, ele é. – Concordei. – O primeiro fruto do nosso amor...
Olhamo-nos fixamente por um tempo e quando o toque suave do piano mudou, Edward levantou estendendo a mão.
— Senhora Cullen. Me daria à honra de uma dança?
— Todas as minhas danças são suas. Desde que nos conhecemos e para sempre.
Caminhamos para o meio do restaurante e iniciamos os passos presos em nossa bolha. Não há ninguém ao nosso redor, mas não nos importamos, pois a noite é realmente para nós.
Balançamos colados, sentindo as batidas do coração no mesmo ritmo apaixonado.
— Que tal desfrutarmos da sobremesa no quarto? – Propus quando a canção terminou.
— Uma excelente ideia.
Voltamos à mesa apenas para informar a escolha e de mãos dadas deixamos o restaurante a caminho do elevador para seguir até a suíte.
Ao entrar no quarto pedi licença um instante para ir ao banheiro, quando voltei encontrei Edward descalço com o celular na mão. Ele comentou que Nessie e Jake enviaram uma nova mensagem informando que tudo continua bem.
Ouvimos a batida na porta indicando o serviço de quarto. Recebemos o carrinho com nosso pedido, Edward deu a gorjeta ao rapaz e ao ficarmos novamente sozinhos senti imediatamente a aura de o ambiente mudar...
Palavras não foram necessárias, encontramo-nos no meio do quarto e nos agarramos como se não nos víssemos há dias, como se tivéssemos ficado perdidos no deserto e o outro fosse à fonte vital de vida.
Envolvi os braços ao redor do pescoço de Edward, enquanto ele segurou firmemente em minha cintura.
O beijo começou intenso, sôfrego, com nossas línguas duelando diante da gostosa batalha sem perdedores.
Chupei seu lábio inferior e ele me apertou mais intensamente voltando a comandar o beijo e sugar minha língua arrepiando meu corpo inteiro.
Por sorte o vestido tem a fenda, do contrário, não tenho dúvida que Edward o teria rasgado no ímpeto de erguer-me para seu colo. Mas não me fiz de rogada e entrelacei as pernas ao redor do seu quadril assegurando nosso contato íntimo.
Não paramos de nos beijar nem mesmo quando alcançamos a cama, Edward apoiou o joelho para podermos deitar, mas não o larguei um instante sequer, logo o deixando em cima do meu corpo.
— Ah, Heart...
Gemeu quando por fim separei nossas bocas e desci os lábios mordiscando seu maxilar a caminho do pescoço.
Lambi a pele sentindo os fios da barba prestes a nascer e se possível fiquei ainda mais excitada por conta do homem em meus braços.
Com agilidade e rapidez comecei a abrir os botões da sua camisa para desfrutar sem barreiras do peitoral e o abdômen definidos do meu marido.
Porém antes de prosseguir com a ação, Edward me puxou para um novo beijo, passando as mãos pelas minhas pernas, acariciando a pele desnuda e deixando um rastro de chamas pela pele.
Gememos juntos entre o beijo quando esfregamos nossas intimidades já pulsantes pelo contato maior e acabei ofegando jogando a cabeça para trás quando ele me tocou lá, mesmo que ainda por cima da calcinha.
— Dream, isso.
Ele continuou me acariciando por cima do tecido enquanto devolveu os carinhos de outrora levando os lábios ao lóbulo da minha orelha e passando para o pescoço.
Quando os lábios desceram em direção ao colo ergui o olhar e inebriei-me não só pelo toque, mas pela visão do meu homem faminto para fartar-se com os meus seios.
Por conta da nova rotina de amamentação tenho me sentido mais segura com meu corpo, por isso não temi vestir apenas o vestido, sem o sutiã de segurança, já que o tecido acoplou tão bem meu corpo e protegeu os seios até agora.
Edward baixou as alças e abriu um maravilhoso sorriso ao ver que não tem mais empecilhos a sua frente. E ainda sorrindo tocou o primeiro mamilo com a língua.
— Tão bom...
— Delícia.
Nossas vozes se misturaram durante a ação, mas então apenas eu assumi os gracejos já que ele está ocupado levando-me ao delírio.
— Isso Edward. Lambe. Assim.
Esfreguei-me toda contra seu corpo quando ele moveu a língua de um mamilo a outro sem deixar minha pele, passando pelos seios e o vão.
— Ah, merda. Continua.
Sua mão cobriu um seio ao passo que a boca me suga com vontade, rendendo-me em seus lábios.
Apesar de estar quase alucinando, meu desespero por mais me fez impulsionar o corpo pegando-o desprevenido ao virá-lo na cama assumindo o controle.
— Não monopolize a diversão Dream.
— Achei que estávamos compartilhando-a.
— E estávamos. – Concordei. – Mas quero apreciar de outros modos também.
Sem deixá-lo responder o puxei para um novo beijo e envolvemos as mãos pelos corpos afastamos as roupas do caminho.
Tirei seu blazer e a camisa, ele puxou o vestido para fora do meu corpo, e por fim consegui chegar a sua calça abrindo o cinto e ganhando a batalha com o zíper e a cueca afastando-os.
A mão de Edward também tocou minha intimidade de modo direto e urramos ao iniciar a masturbação conjunta.
O beijei no maxilar, ele apertou minha cintura, movimentei a mão por seu membro, ele introduziu um dedo em minha boceta.
Então sua língua passou pelo meu pescoço, rebolei em sua mão, ele introduziu um segundo dedo, guiei a outra mão as suas bolas.
— Você já está tão molhada Bella.
— E você tão duro e quente...
— Preciso de você.
— Eu também. Agora!
Puxamos sua calça e a cueca tirando-as totalmente do caminho por fim, mas quando fiz menção de tirar a calcinha, ele me parou.
— Deixa que cuido disso.
Então fui acometida não só pelo espanto, mas também por uma leve dormência quando ele enrolou o tecido entre os dedos e o arrebentou contra a minha pele.
— Dream...
— Você não precisaria mais dela de todo modo. – Suas mãos correram pelas minhas pernas até chegarem aos pés. – E também quero fodê-la com esses saltos maravilhosos.
— Sim. Edward, me fode...
Ele segurou seu membro em frente a minha entrada e aos poucos comecei a descer contra o mesmo iniciando a penetração.
— Bella, merda. Assim...
Suas mãos apertaram minha cintura tanto condensando a pressão, quanto me ajudando na movimentação.
Desci totalmente, o senti penetrar cada pedaço do meu ser, então subi deixando-o quase por completo, para voltar outra vez.
— Ah, ah, ah.
— Bella, porra. Me aperta Heart.
— Dream, você vai tão fundo. Não tenho como me sentir mais...
— Continua assim, tão apertada, quente, delícia.
Mantivemos o ritmo calmo por alguns minutos, com os olhares presos, deixando nossos corpos no limiar do prazer, mas quando o ritmo mudou foi como se uma explosão tomasse conta de nós.
— Vai Bella, rebola. Desce gostoso no meu pau.
— Me fode Edward, forte, isso. Mete fundo.
Mordi seu pescoço e ele meteu a mão na minha bunda.
— Ah, porra.
— Você é uma tentação completa Bella.
Suas mãos foram para as minhas pernas e ele me puxou para baixo do seu corpo.
— Edward!
— Continua Heart, suga meu pau com essa bocetinha gostosa.
Ele apoiou os braços ao redor da minha cabeça e começou a meter mais fundo, então entrelacei as pernas ao redor do seu quadril, quase fincando os saltos na sua bunda.
Passei uma mão pelas suas costas arranhando a pele ao mesmo tempo em que levei a outra em direção aos meus seios.
— Provocadora do caralho. Se toca Heart, isso. Aperta esses peitos gostosos.
— Minha mão não é tão boa quanto a sua, mas mesmo assim está tão...
Mal terminei de falar e sua mão cobriu a minha ajudando a estimular o seio.
Trocamos olhares quentes enquanto Edward passa minha perna esquerda para frente do seu corpo e salpica beijos na panturrilha e com a nova abertura do meu corpo de algum modo ele atingiu algum novo lugar.
— É sempre assim Heart. Quando você fica aberta desse jeito consigo tocar lá no seu pontinho especial, seu precioso ponto G.
— Ah, Edward! Isso. Continua. Não para, não, não. Aí.
— Não vou Bella. Não vou.
— Porra Dream. Eu...
Engoli o impropério quando ele repetiu o gesto com a outra perna e agora está praticamente montado em mim, mordendo minhas panturrilhas sem deixar de penetrar com vigor.
Sem controle do meu corpo acabei deixando meu pescoço cair da cama, com o cabelo quase tocando o chão, mas nada disso importa agora, apenas a sensação sublime compartilhada com Edward.
— Eu quero. Estou. Vai. Porra.
— Vamos Bella. Não aguento mais. Estou quase lá.
— Me toma Edward!
Segurando apenas uma perna Edward inclinou sobre mim e aproximou nossos rostos.
— Você é minha.
— Sim.
— Sempre foi.
— Sim.
— Sempre será.
— Sim.
— Para sempre Heart.
— Dream...
Calamos os gritos com um beijo e deixamos os orgasmos tomarem conta de nós...
Edward afundou completamente em mim. E o recebi com extremo prazer, liberando meu ápice de modo desmedido, sentindo o corpo tremer por completo, juntamente ao seu.
Ele deitou ao meu lado e tomamos alguns segundos para nos recuperar.
O quarto continua envolto a uma aura especial, mas agora também exala o cheiro maravilhoso de sexo, não qualquer sexo, mas um esplendoroso ato de amor...
Virei para o lado encontrando-o de olhos fechados, beijei sua testa suada.
— Que tal um banho?
— Só se for de banheira, pois não sei nem se tenho forças para ficar em pé.
— Pobrezinho do meu marido. – Beijei seus lábios. – Um banho de banheira será ótimo.
Sai da cama, retirei a sandália, desviei das nossas peças de roupa jogadas pelo chão, prendi meu cabelo em um coque falso e caminhei até o banheiro.
Liguei a banheira e fiquei analisando os sais para escolher quais usar, quando optei por duas essências apliquei-as na água e virei para voltar ao quarto e chamar Edward, mas o encontrei já encostado no vão da porta.
— Levará alguns minutos para a banheira encher. – Informei.
— Podemos aproveitar um pouco nesse meio tempo.
Se aproximou enlaçando minha cintura.
O fiz sentar na bancada da banheira ficando entre as suas pernas e o beijei.
Trocamos carinhos ternos até a água chegar à medida necessária, então ele entrou me puxando consigo para o meio das suas pernas.
Passamos alguns segundos apenas sentindo o corpo do outro e relaxando.
— Se lembra da primeira vez que tomamos banho de banheira juntos? – Perguntei.
— Foi após a nossa primeira vez.
— Aquela noite foi perfeita em tantos sentidos. – Alisei seus braços até alcançar suas mãos.
— Eu quase não acreditei quando você falou que teríamos nossa primeira vez àquela noite.
Virei o rosto para olhá-lo.
— Tem quem diga que planejar demais pode estragar o momento, mas conosco não foi assim.
— Não teria como ser diferente Heart, nós nos amamos. Àquela noite não compartilhamos apenas sexo, mas realmente fizemos amor. – Declarou.
— Como em todas as vezes que nos entregamos.
— Exatamente. – Beijou minha testa. – É claro que existem ocasiões e intensidades diferentes.
— Mas até quando peço para você me foder forte e duro, ainda estou fazendo amor contigo.
— E quando digo para rebolar gostoso no meu pau, ainda estou amando você.
Levei uma mão ao seu cabelo e aproximei nossos rostos iniciando um beijo molhado e quente.
Edward desceu uma mão a minha bunda e a outra levou ao meu seio, estimulando ambas as áreas de modo quente e sensual.
Virei o corpo sentando no seu colo e iniciamos oficialmente uma gostosa sessão de amassos.
O senti começar a ganhar vida novamente entre as minhas pernas e constatei sua dureza quando o toquei com a mão.
— Você disse que não aguentaria ficar de pé... – Murmurei entre seus lábios.
— Uhum.
— Mas tem algo aqui que já está mais do que em riste.
— Huuum.
— Deixe-me cuidar de você, senhor meu marido. Para que recupere todas as suas forças.
— Sou seu Heart, pode fazer de mim o que quiser.
— Eu sei. – Mordi seu queixo. – Por isso vou me deliciar com o seu pau todinho na minha boca, antes de tê-lo novamente na minha boceta.
— Caralho Bella! Você ainda vai me matar.
— Não, não, não, não. – Apertei seu membro. – Vou te levar ao paraíso.
Fiz Edward inclinar dentro da banheira para que seu quadril se eleve e possa cumprir o prometido.
Continuei a tocá-lo mantendo uma masturbação moderada, mas quando o vi fechar os olhos e jogar a cabeça para trás confirmei que está pronto para o nível seguinte.
Baixei a cabeça e abocanhei seu membro como um delicioso picolé.
Rodeei a língua em volta da glande inchada, o suguei para dentro da minha boca mantendo-o protegido e lubrificando-o para prosseguir com as sucções.
— Bella, Bella...
Ele agarrou as laterais da banheira e impulsionou o quadril em minha direção.
Finquei uma das mãos em sua coxa e controlei o ritmo do ato.
Com a mão livre alisei a cabecinha descendo a boca pelo cumprimento, estimulando-o sem parar.
— Isso Heart, assim, desse jeito.
De repente prensei suas pernas nas laterais da banheira prendendo-o com meu corpo no meio para garantir que não baixe o quadril, então o chupei com vontade.
— Porra Bella. Cacete! Engole meu pau todinho. Isso. Delícia. Assim.
Senti carinhos nas minha costas e sorri internamente contente pelo prazer proporcionado a ele.
Então seguindo seus movimentos e prevendo as sensações do seu corpo não me fiz de rogada quando após mais alguns minutos de chupadas e lambidas, o recebi completamente em minha boca finalizando o sexo oral.
Só então Edward deixou o corpo afundar novamente na banheira e o deixei aproveitar a letargia por alguns instantes passando para o seu lado.
Ele me pegou desprevenida afundando a boca diretamente em meus seios, sugando-os com precisão.
— Dream...
— Você é incrível mulher!
Os lábios desceram pela barriga e sorri por saber bem o caminho que estão prestes a percorrer.
Mas antes de alcançar minha intimidade com a boca, sua mão abriu caminho constatando a excitação.
— Já está molhadinha?
— Não resisto a te chupar.
— Ah, Bella. Você não sabe o quanto me satisfaz saber que alucina em me ter na boca tanto quanto eu.
— Que culpa eu tenho se seu pau é uma delícia completa?
— Você é uma delícia. Maravilhosa. Gostosa. Minha mulher...
— Edward...
Gemi profundamente quando seu dedo tocou meu clitóris estimulando o músculo.
— Senta na borda. – Pediu, ordenou, tanto faz.
Apenas acatei imediatamente me posicionando na lateral da banheira com as costas apoiadas na parede.
Edward rapidamente ergueu uma perna deixando-me totalmente aberta a ele e só parou de me tocar quando sua boca substituiu os dedos.
— Dream, aí, assim, aí, ah...
Sua língua marota assumiu o lugar do dedo no meu clitóris e praticamente me desbancou com o toque na medida certa.
Depois começou a intercalar entre a minha entrada, penetrando o quanto é possível, lambendo os lábios, sorvendo minha excitação, ao mesmo tempo em que me deixa ainda mais molhada.
— Edward, merda. Me chupa. Chupa. Isso.
Seu dedão me penetrou girando dentro de mim enquanto seus lábios me lambem sem dó.
Incapaz de me conter agarrei seus cabelos e o segurei firme.
— Isso Bella, esfrega gostoso na minha cara.
— Dream. Delícia. Não para. Aí. Uh.
Ele continuou me estimulando nos dois lugares, mas quando comecei a tremer focou a atenção no meu clitóris praticamente sugando o orgasmo do meu corpo e quando me deixei gozar ele rapidamente desceu para lamber todo meu mel.
— Você com certeza é o rei do sexo oral.
Professei ainda meio tonta e só ouvi seu riso frouxo.
— Pois somos realmente uma boa dupla. Porque não existe ninguém melhor no mundo do que você na arte de me levar ao delírio com a boca.
Mirei seu rosto e não hesitei em puxá-lo para um beijo, sentindo nossos fluidos se misturarem, nos conectando ainda mais.
Quando deixamos de nos beijar, ele levantou estendendo a mão.
— Pronta para a chuveirada? – Assenti.
Saímos com cuidado da banheira, esvaziando-a e seguindo para o Box.
Depois de todas as peripécias optamos por desfrutar da água em temperatura mais morna, quase fria.
Edward começou a me ensaboar e foi inevitável não apreciar e me deixar levar por outras sensações. E quando fui retribuir o gesto, às coisas tornaram-se ainda mais gráficas quando vi sua ereção apontando em direção a minha barriga.
Ergui os olhos ficando presa no mar verde dos seus.
— Parece que nunca terei o bastante de você.
— E nunca precisará testar a falta. Pois você e eu somos para sempre.
— Eu te amo Bella.
— Amo você Edward.
Fiquei na ponta dos pés enquanto Edward baixou o rosto para efetuarmos o encontro dos nossos lábios.
E em movimentos rápidos deixamos nossas mãos passearem por nossos corpos. Constatando a necessidade da nova união.
— Vira e empina para mim Heart.
Troquei de posição encostando um braço na parede, afastando as pernas e arrebitando a bunda em direção a Edward.
E no momento em que ele começou a me penetrar, declarei.
— Me ama Edward.
— Para sempre Bella. Sempre vou te amar.
Sua mão cobriu a minha sobre a parede e começamos a nos movimentar, com o chuveiro nos cobrindo com a água corrente, mas de modo algum apagando nosso fogo.
— Desse jeitinho Bella, rebola devagar, esfrega em mim.
— Edward, Edward, Edward...
Joguei a cabeça para trás encostando a seu peito, ele passou a outra mão por meu pescoço, assim rapidamente capturei seus dedos levando aos lábios, então guiei aos meus seios.
— Tão gostosa.
— Continua. Assim. — Rebolei o sugando por completo. — Agora fode.
Ele mordeu meu pescoço e ergueu minha perna aumentando a intensidade das metidas.
— Bella, caralho. Muito bom.
— Melhor do que bom.
— Foda!
Falamos juntos e rindo viramos os rostos iniciando um novo beijo.
Levei uma das mãos a sua nuca e mantive lá acariciando-o enquanto continuamos a nos beijar.
Pouco tempo depois Edward me girou em seus braços e impulsionou meu corpo de encontro ao seu, prontamente enlacei minhas pernas ao redor do seu quadril e nos conectamos novamente.
— Eu te amo Bella. Como jamais amarei alguém.
— Eu também. Você é... — Ofeguei quando ele atingiu lá no fundo. – Você é tudo que sempre sonhei. Te amo.
— Te amo.
— Feliz primeiro aniversário de casamento.
— Um maravilhoso ano de casamento.
O segurei bem próximo a mim e ligados do jeito mais profundo possível despencamos diante do prazer mais uma vez.
Mutualmente apoiamos a cabeça no ombro do outro enquanto nos recuperamos, fiz menção de descer do seu colo, mas ele me segurou firmemente negando a separação, então permanecemos envolvidos por mais algum tempo, até finalmente encerrar o contato e o banho.
Vestimos apenas os roupões disponibilizados pelo hotel e regressamos ao quarto.
— Esquecemos totalmente nossos pedidos.
Comentei ao enxergar o carrinho próximo a porta.
— Eu já desfrutei da melhor sobremesa possível. – Brincou beijando meu pescoço.
— Ao menos o champanhe continua gelado.
Toquei a garrafa dentro do balde de gelo constatando a temperatura, já que também teve auxílio do ambiente regulado pelo ar condicionado.
— Vou colocar as sobremesas no frigobar um instante. – Comentei.
— Enquanto isso podemos trocar os presentes.
— Ótima ideia.
Edward caminhou até nossas peças de roupas largadas pelo chão, as recolheu organizando sobre a cômoda próxima a cama, enquanto busquei minha bolsa para pegar o presente.
Ao abri-la lembrei de outra coisa que ainda temos que fazer essa noite.
Com os envelopes em mão caminhei até a lareira elétrica presente no quarto e a acendi.
— Ligando à lareira? Nesse clima? – Edward questionou confuso. – Está com frio? – Se aproximou alisando meus braços. – Podemos desligar o ar condicionado.
— Não se preocupe. Estou bem. Mas a lareira tem um intuito, daqui a pouco você descobrirá.
— Tudo bem.
— Mas podemos sentar aqui próximos?
— É claro.
Acomodamo-nos sobre o tapete disposto em frente ao ornamento.
— Quer começar? – Sugeriu.
— Pode ser. – Peguei o primeiro envelope. – Meu presente é um grande clichê. Mas quando pensei em algo para simbolizar nossas Bodas de Papel, acabei não encontrando opção melhor.
— Tenho certeza que amarei seja lá o que me der Bella. Pode ser um recado escrito à mão, uma fotografia, qualquer presente seu será muito apreciado.
Sorrindo estendi o envelope.
— Feliz um ano de casados.
Ele abriu o envelope delicadamente encontrando a surpresa.
— Passagens de avião para Londres?
— Elas são simbólicas. – Informei. – Você sempre disse que sonha em conhecer a cidade. E por algum motivo nunca foi...
— Cheguei a ter oportunidades durante os anos que passamos longe, mas acabei não concretizando.
— Então. Você realizou o meu sonho de conhecer o Canadá. Agora é a minha vez de levá-lo ao destino dos seus sonhos.
— Eu amei Bella. É um maravilhoso presente. – Me puxou para um beijo terno.
— Como disse, as passagens são um símbolo. Viajaremos quando você quiser.
— Se conseguirmos folga durante as férias do Miguel, talvez possamos ir em breve. – Comentou. – Ou talvez aguardemos para marcar nossa viagem de ano novo.
— Será quando e como você quiser Dream. – Afirmei.
— Obrigado Bella. Te amo.
— Te amo. — Nos beijamos novamente.
— Acho que agora é a minha vez.
— Estou pronta.
Ele pegou uma caixinha estendendo em minha direção, a olhei intrigada questionando-me o que pode ser simbolizando o papel, mas de todo modo abri encontrando um delicado colar, quando o ergui notei que o pingente é uma união das letras D e H, conectados por uma estrela.
— É um lindo presente Edward, mas confesso que estou confusa. Não deveríamos presentear-nos com algo de papel?
— Assim como o seu presente, o meu também tem simbolismos. – Explicou. – O colar é uma espécie de representação física do verdadeiro presente.
— E qual é o verdadeiro presente?
— Feliz um ano de casados.
Estendeu um envelope em minha direção e abri curiosa para entender onde tudo isso dará.
Ao retirar a folha de dentro comecei a ler as inscrições, continuando confusa até chegar ao fim da página.
— Edward, o que isso quer dizer? – O olhei espantada.
— Como disse, o colar é uma representação. Mas em suas mãos está o certificado nacional de registro de estrelas. Eu nomeei uma com as iniciais dos nossos apelidos.
Devo estar sonhando, não é possível.
— Você nomeou uma estrela para nós? — Sussurrei quase sem forças.
— Sim. – Sorriu terno. – Eu pensei em colocar as iniciais dos nossos nomes, mas existem milhares de Isabellas e Edwards por ai, mas somente nós somos Dream e Heart.
Incapaz de dizer algo apenas me joguei em seus braços sentindo as lágrimas começarem a rolar.
— Não precisa chorar Heart.
— Como não? Essa é. Não tenho palavras para expressar o que isso significa. Você não existe.
— Agora para sempre nosso amor estará marcado. E sem eufemismos, até nas estrelas...
— Todos os dias agradeço por tê-lo na minha vida. E hoje ainda mais essa gratidão está nublando meu peito. – Declarei. – Esse é o presente mais lindo que alguém poderia receber Edward. Eu amei demais.
— Fico feliz que gostou.
— Eu te amo tanto. – Acariciei seu rosto. – Sinto-me até mal pelo presente singelo que dei, diante de tudo que você fez.
— Não, você está proibida de falar ou pensar nisso. – Cobriu meus lábios. – Seu presente é tão encantador quanto. Você realizará um sonho meu. O que posso querer mais do que isso?
— Nenhum espaço de tempo será suficiente para demonstrar o quanto te amo. Mas enquanto viver saiba que o amarei com todas as minhas forças.
— E eu a você.
Ele me puxou para sentar no seu colo e compartilhamos um beijo emocionado e inundado de amor.
Por mim ficaria presa a esse momento para sempre, mas justamente por estar tão inundada de amor que não posso mudar os planos.
Desse modo delicadamente nos afastei e tateei o chão em busca do outro envelope um pouco maior e mais pesado.
— Olha quem está trapaceando e providenciando outro presente. – Brincou.
— Na verdade isso aqui não é um presente. – Informei. – Ao menos não é algo para apreciarmos.
— Agora estou confuso e curioso.
Respirei fundo antes de explicar.
— No dia do casamento da Nessie e o Jake, você me pegou de surpresa ao revelar não só que ficou com os cartões postais que enviei a Nessie, mas que ainda os têm.
— Bella...
— Não, deixe-me terminar. – Pedi e ele assentiu. – Desde que voltei à Nova York, que o reencontrei e começamos a descobrir as verdades sobre nosso passado. Deixei esses fatos em uma parte do meu cérebro que praticamente não acessava. Mas quando você contou aquilo no casamento, percebi que ainda existe uma parte da nossa história que não está finalizada e precisamos encerrá-la. De uma vez por todas.
Abri o envelope retirando os cartões postais que enviei a Nessie ao longo dos anos que estive fora.
— Eu gostaria de dizer que achei lindo e delicado da sua parte guardá-los, mesmo após tanto tempo, mesmo depois de nos reencontrarmos, mas não posso. – Lágrimas voltaram a nublar meu rosto. – A Bella que enviou esses cartões nunca existiu. — Afirmei. – Ela foi fruto de uma necessidade criada por uma Bella que achava necessário fugir, esconder-se, que precisava nublar seus verdadeiros sentimentos.
— Ao começar a guardá-los sentia que poderia estar perto de você de algum modo, conectar-me com a sua vida. Mesmo que tivesse escolhido me deixar. – Confessou.
— Mas esse é o ponto. Eu nunca escolhi te deixar. Como você também não escolheu me abandonar.
Olhamo-nos profundamente e constatei a presença de lágrimas também em seus olhos.
— Nossa trajetória foi constituída de erros e decisões nossas. – Pontuei. – Mas também de fatalidades e circunstâncias acima de nós. Porém tudo isso é passado Edward e precisamos de uma vez por todas deixá-lo verdadeiramente para trás. – Afirmei. – Não sei qual motivo o levou a continuar guardando os cartões. Mas está na hora de se desfazer deles.
Ele pegou os cartões das minhas mãos e ficou alguns instantes contemplando-os em silêncio.
— A Bella que os escreveu acreditava que havia perdido seu grande amor.
— O Edward que os guardou acreditava que tinha sido abandonado pelo amor da sua vida.
Olhamo-nos firmemente.
— Mas nada disso nunca foi real. – Enfatizei. – Eu nunca deixei de te amar.
— E eu tão pouco. Você sempre foi meu guia Bella. Mesmo de longe.
Funguei tomando uma respiração profunda.
— Sabia que nunca fui a nenhum desses lugares?
— Nem os locais no país?
— Não. Antes de voltar à Nova York só me atrevia a ir com o Miguel a lugares na Califórnia mesmo. Apesar de sonhar em conhecer muitos dos citados ai, não tive coragem, pois no fundo sabia que não estaria vivendo algo real.
Ele mexeu mais um pouco nos cartões e parou no que mostrava uma viagem a Londres.
— Esse foi um dos que mais me doeu receber.
— Eu imagino que sim. – Toquei sua mão. – Pensei muito em você enquanto o escrevia. Se um dia conheceria a cidade e se o fizesse, que seria sem mim, sem o nosso filho.
— Mas isso não aconteceu. – Ponderou. – Acredito que de algum modo sempre soube que não poderia passar por nada disso sem você.
— Sim. E a viagem acontecerá agora, com a nossa família completa. Dentro da nossa verdadeira vida. E é por isso que devemos deixar para trás tudo o que passou. – Retirei um dos cartões das suas mãos. – Por isso nos desfaremos dos cartões. Os destruiremos e mandaremos embora também qualquer angústia restante. Esse é o fim.
Nos encaramos sérios e com as respirações marcadas pelas lágrimas proeminentes de toda a dor que sentimos naqueles anos...
— Mas em contraponto, prometeremos conhecer todos esses lugares. Vivendo nossa vida. Nossa verdade. Nosso amor.
— De agora em diante, para sempre juntos.
— Para sempre juntos.
Desde modo, um a um, atiramos os cartões na lareira.
As lágrimas continuaram a escorrer, mas não falamos mais nada, cada um sabe o que tem dentro de si e que precisa ser desfeito nesse momento, como também o que levaremos conosco para o futuro...
A noite não terminou do modo esperado, mas fizemos o necessário. Pois a partir de agora estamos completamente limpos de qualquer amarra do passado.
Realmente prontos para viver o resto das nossas vidas...
Assim que acordei aproveitei para fazer o processo de retirada de leite, então acordei Edward com muitos beijinhos carinhosos e após namorar um pouco ainda na cama, tomamos café e seguimos para a praia.
Apreciamos bastante os benefícios do mar, tanto curtindo, como também contemplando, confirmando nossa conexão.
Almoçamos por lá mesmo e por não termos acordado razoavelmente cedo, o almoço ocorreu já em meio à tarde, com isso voltamos ao hotel apenas para descansar um pouco antes de pegar a estrada para casa.
E apesar dos momentos maravilhosos e memoráveis que compartilhamos a sós, também apreciamos demais reencontrar nossos filhos.
Sorri plena ao amamentar minhas filhas, enquanto ouvia o Miguel contar como foi o tempo com os padrinhos. Jake e Nessie recusaram o convite para jantar e após agradecermos toda a ajuda, foram embora, pois apesar do fim de semana sublime, amanhã a rotina já se fará presente.
Edward e eu passamos todo o tempo com nossos filhos, aproveitando-os e especialmente desfrutando da nossa família, a família que lutamos muito para ter, mas que também sabemos ser merecedores.
Após tanto as gêmeas, quanto o Miguel, adormecerem, ficamos na sala ajeitando algumas coisas, até ser surpreendida por um som conhecido e Edward me puxar para dançar consigo, embalados pela mesma música que dançamos em nosso casamento, pela primeira vez oficialmente como marido e mulher.
— Ainda é nosso aniversário. – Sussurrou no meu ouvido.
— Sim. Até meia-noite o dia é nosso.
— Prometo que a farei feliz por todos os dias da minha vida.
— Eu acredito em você, pois já tem feito desde o dia em que nos conhecemos.
— Mesmo quando implicava com você na época do CMP?
Me girou pela sala, mas logo trazendo de volta aos seus braços.
— Mesmo naqueles tempos. Você me instigava e enlouquecia na mesma medida. Mas já alimentava o amor no meu coração, pois ele sempre foi seu.
— Eu te amo Heart.
— Eu te amo Dream.
Deitou meu corpo para trás e na volta cobriu meus lábios com os seus.
Continuamos a dançar conectados como nunca, apreciando o fim do dia, do nosso primeiro aniversário de casamento, mas com certeza, não o fim da nossa história...
CONTINUA.
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