Notas iniciais
Armando e Betty resolvem recuperar o tempo perdido e se amam como nunca durante as viagens com a companhia de teatro, mas...

—Nunca me senti tão desejada, Armando!
—Porque eu te amo muito e te desejo mais que tudo na vida. Sou louco por você.
—E está me deixando louquinha também por você.
—Sim, vejo que você está muito safadinha, espertona e ousada, ah? Mal abrimos a porta deste quarto e já me empurra para dentro. Quer me matar, ah?
—Você que quer me matar. Quer me amar a noite inteira, depois de 2 horas de apresentações toda noite.
—Vai dizer que não é isto que quer?
—Sim. Mas temos que nos acostumar à vida normal!
—Como assim?
—A temporada está acabando. Teremos que voltar para nossa vida de executivos.
—Ah não! -beija-a
—Ecomoda precisa de nós! A próxima temporada fora de Bogotá só daqui a dois meses. O que vamos fazer? O que vai ser de nossa vida?
—Como assim?
—Eu sou livre agora, separada, posso ficar com o homem que queira!
—Não se atreva, Betty! -a toma em seus braços com possessão -Você é minha! Quer me deixar louco?
—Não aguentou me ver com Juliano? -diz para provocá-lo, pois também está na dele
—Ele é meu amigo e parecia gostar de você. Pensei que iriam ficar juntos para sempre.
—Ele é louco sim. E tem ciúmes do Teatro, da Economia, Ecomoda e até de você!
—De mim? Mas eu nunca disse-lhe que…
—Está escrito nos seus olhos.
—Está?
—Sim, me deseja!
—E isto foi antes. Agora, que foi minha, está escrito em toda parte de meu corpo, não só nos olhos!
—Eu sei…
—Sabe é, sabichona?
—Por isto que estou preocupada! Eu sou quase solteira, separada e sem filhos. Tanto eu quanto Julian somos livres para namorar e casar com outras pessoas. Mas você é casado ainda!
—Betty! Vou dar um jeito nisso! Sou casado, mas posso me separar também, como você!
—Marcela não te daria o divórcio!
—Eu resolvo isso! Nosso casamento é arranjado, pela empresa. Não há amor nisso.
—Mas ela é louca por você!
—Não mais que sou por você! E sempre fui nestes dez anos.
—Mas se era, por que se casou com ela?
—Porque… porque… foi pela empresa me comprometi com Marcela. Nossas famílias queriam unir os patrimônios. Quando concordei não sabia que um dia iria te encontrar de novo. E depois que te encontrei, pensei em desistir, mas quando vi que você e Juliano eram tão agarrados. Doía vê-los juntos, se beijando e decidi que o melhor era tentar te esquecer!
—E deu certo?
—Não. Sempre vinha em meus sonhos e na intimidade era em você que eu pensava!
—Ah sei… Não vem, Armando! Sei que não sou a única com quem sai, nem mesmo neste elenco!
—Você! Pode perguntar, se quando fazia algo na cama não gritava o seu nome quando chegava no êxtase!
—E com as modelos?
—O mesmo. Veja que sempre saio com morenas, geralmente!
—Isso sim. Geralmente, morenas sim.
—Mas agora (beijo) depois que te tive, tem algo diferente aqui(no coração), passa a mão no corpo. Não posso conceber minha vida sem você ao meu lado! Prometo, Beatriz que assim que voltar para Bogotá, irei pedir à Marcela o divórcio para ficarmos juntos.
—Armando, eu...-beijo
—Não diga mais nada, só aproveitemos o momento!

Os dois se amam aquela noite antes de voltar à Bogotá. Muitos do elenco,, inclusive as atrizes com quem Armando costumava sair antes de iniciar seu romance com Betty, estavam desconfiadas, pois ele não era mais o mesmo. Não queria mais nada com elas.
—_____________


Ao voltar para Bogotá, os dois assumiram seus compromissos em Ecomoda: Betty como Vice-presidente Financeiro e Armando reassumiu como Presidente. Para não levantar suspeitas até organizarem as coisas os dois evitavam ficarem sozinhos, pois quando acontecia, não conseguiam ficar sem dar uns beijinhos.
Naquele dia, Armando e Marcela estavam em seu apartamento, jantando. Era o primeiro dia desde que voltaram que não tinham coquetéis e jantares de negócios, nem jantares familiares. Eram só os dois. Armando achava que era o momento certo para abrir seu coração e estando só os dois, poderia pedir o divórcio, sem interferência de ninguém.
—Marcela!
—Meu amor! Está gostando? Fiz sua comida favorita!
—Sim, obrigado! Tenho algo importante para te falar...
—Eu também! Por isto, o jantar! E também seu vinho favorito! Embora, devêssemos comemorar com champanhe!
—Champanhe?
—Sim. Mas não quero atrapalhá-lo, conte o quer me falar primeiro!
—Não, diga primeiro, então. Primeiro as damas! –achava que talvez a esposa tivesse a mesma ideia que aquele casamento não tinha futuro e que era melhor conservar a amizade e cada um resolver sua vida de um lado, como fizeram Betty e Juliano.
—Não, meu amor! Quero que fale! Que bom negócio fechou? Ou o que fez?
—Marcela, quero que saiba que tem muito carinho, estima e admiração por você! De certa forma, também te amo (“mas não da forma que quer” –pensou)
—Também te amo! Está bem, eu falo! Armando, ESTOU GRÁVIDA! NÂO É MARAVILHOSO?

Notas finais
E agora?