Naquela noite Armando trabalhou até tarde, bebendo uísque, olhando a foto de Betty.–Chiquita...Depois foi para casa, foi para a cama sem comer nada.E ele não parava de pensar em Betty. Ele se lembrou dos momentos com ela e do que Mario lhe disse. Ele adormeceu.E sonhei.Sonhou que ela o chamava, pedindo sua ajuda e que ele corria no meio do nevoeiro para procurá-lo, inutilmente, porque não a ouvia. Ele acordou assustado.Então, não conseguiu dormir mais. Decidiu ir à Ecomoda trabalhar para preencher a mente. Tinha dois compromissos: um com o diretor do Color Inn e outro com um novo fornecedor. O duro era fazer tudo “sozinho” já que não podia contar muito com Mário e estava sem Nicolás, o amigo de Betty havia se tornado um substituto à altura como dizia Betty que seria. Antes de findar as reuniões, estava sonolento, muito sonolento. Tanto que quase adormeceu durante o almoço de negócios.–Com licença. Não estou muito bem. Não dormi muito bem–Já deu para perceber, Mendoza! -disse com malícia, olhando seu colega que devolveu, pensando que Armando havia tido uma noite daquelas, dada sua fama–Podemos adiar a assinatura deste contrato por quinze dias?–Humm ... Mas isso atrasaria tudo!–Ok, deixa eu ler com calma! Levo para casa uma cópia e o reviso, se tudo estiver como combinado, amanhã será assinado! –Já de volta, seu Armando! –Cancele meus compromissos hoje. Com novos fornecedores, agende uma consulta para duas semanas a partir de hoje.E assim foi, se aninhou no sofá e começou a ler o contrato.–O que Betty e Nicolás diriam? Huumm ... 10% de desconto e pelo menos 15 dias para começar a pagar!E assim foi. Ele ligou para o gerente do Color Inn e deixou suas exigências muito claras.–Oh minha Betty! Ele deixava esses caras loucos com seus ajustes! -sorriu como um idiota.Armando estava deitado no sofá da Presidência, sorrindo pela primeira vez , descontraído, naquele dia, depois que Sandra lhe trouxe um comprimido. Pensava em Betty e tentava imaginar como estaria, se estava como no sonho, quando Maribel apareceu.–Olá,meu lindo! Hoje não tem desculpa! Hoje nós saímos!Armando não podia acreditar, Baby Lou, sua ex "qualquer coisa" estava na sala da presidência, jogando-se em cima dele–Baby, o que está fazendo aqui? — tentando levantar-se–Você já me tratou melhor, Armando!–Sim, mas não estou com humor hoje!–Ah, mas eu posso te curar!–Como você entrou aqui se eu não mandei ninguém entrar aqui?–Eu tenho meus métodos!

Baby começa a se mexer e a acariciá-lo no peito, tentando abrir seus botões e o beija.

Ele pensa em se deixar levar e sorri, mas então se lembra de sua Betty chorando e gritando por ele no meio do nevoeiro.

—Não! Olha, Baby, tenho um encontro, uh, importante. Vou te deixar em algum lugar, se quiser!

—Ah, Armando! Você parece tão estranho. Você nem me ama mais!

— Não fizemos isso na semana passada?

—E você acha que eu posso ficar assim? Estamos namorando por quê?

—ISTO É? Para que?

—Este?

—Olha, Baby! É melhor eu ir.

Com dificuldade, Armando convence Baby a sair do carro. Ele acaba deixando-a em frente a uma discoteca, onde ela entra e encontra outras amigas modelos.

—Que cruz!

Ele dirige até seu apartamento, onde toca jazz e bebe uísque, lembrando-se de Betty e dos dias em que faziam amor ouvindo esta trilha sonora, além de blues e rock clássico. Durmiu com um sorriso nos lábios.

Betty está em uma floresta, está chovendo, a neblina é densa, desesperada ela não consegue ver nada à sua frente. Começa a gritar.

—Armando! Armando !!!

Desesperado para ouvir sua voz, ele vai atrás dela.

—Beeetty !!

Ele acorda assustado. Você não consegue mais dormir. Segunda noite que isso acontece.

Ele tentou ligar para ela, mas o celular dela não atendeu.

Após o nascer do sol, tome um café forte. E tem uma ideia.

—É isso!

—Olá? Quem fala?

—Como você fala? Você não tem meu nome gravado aí?

—Don Armando? Mas como? Bom Dia!

—Bom dia, Nicolas! Desculpe ligar para você, mas queria saber como estão as coisas. Você falou com a Betty?

—Sim, estive com ela ontem à noite.

—E como ela está?

—Como você estaria, doutor? Triste. Ele tinha muito carinho pelo Mauricio;

Armando queria saber se Betty havia perguntado alguma coisa a ele ou à empresa.

"Seu bastardo egoísta!" (se amaldiçoou) Maldita Sea!

—Mas o que passa, doutor Mendoza?

—Nada. Eu assisto uma série. Ouça, você pode me dar o endereço da Betty em Buenos Aires?

—Sim, mas...

—Antes que me pergunte, quero mandar algo para ela e para seu filho. E vamos ver, dê meus sentimentos.

—Sim, doutor Mendoza. Por favor, escreva!

Com o endereço, Armando conseguiu voltar a sorrir. E faça uma ligação.

Ele foi para o quarto, pegou algumas roupas e colocou na cama. Pegou a mala. Ele foi tomar banho. Ele arrumou sua mala. Deixei-o separado no canto da sala e ligou para pedir o jantar.

Ele comeu e foi dormir cedo. Não quis beber. Hoje não. Tinha que dormir e levantar cedo para pegar o avião.

E assim foi. Sete horas ele estava no avião com destino a Buenos Aires. O voo durou mais de 6 horas. Assim como à noite ele não dormia nada ... ou quase nada. Os poucos minutos que dormiu sonhou com Betty. Que de dentro de uma névoa pedia ajuda. Sempre esse sonho.

—Estou indo atrás de você, meu amor!

—Armando!

—Beettty!

—Está bem? -perguntou a aeromoça.

—Sim Sim.

—É que o senhor gritou.

—Foi um pesadelo.

—Quer alguma coisa?

—Um uísque, por favor!

—Sim senhor.

Quando a aeromoça saiu, Armando a chamou de volta.

—Aeromoça!

—Pois não?

—Esqueça o uísque! Vou ver meu amor de novo, sabe? E acho que beber vai piorar as coisas. Em vez de me acalmar, vou estragar tudo! Traga-me um suco de amora, seu favorito, por favor

—Receio que não tenhamos, senhor. Temos outros sucos.

—Não deixa. Um pouco de chá para me acalmar.

Depois do chá, Armando olha ansioso pela janela.

Notas finais
Será que Armando vai encontrar sua amada?