Havia acabado de aterrizar no Aeroporto Internacional de Ezeiza, se dirigiu diretamente ao hotel Marriot, onde deixou sua maleta e comeu algo. Depois tirou o papel onde havia anotado o endereço do bolso alugou um carro e foi bairro de Belgrano. Armando conhecia muito bem Buenos Aires, então não foi difícil encontrar o endereço, No lado residencial do bairro tinha casarões muito bonitos e não estranharia que Betty vivessse em uma dessas, luxuosas ou não, de qualquer jeito, eram casas,

Encontrou uma bonita casa amarela no local do endereço escrito no papel. As luzes da casa estavam acesas.

Iria tocar a campainha, mas algo o fez temblar.

“E se ela fica brava? E se pensa que quero me aproveitar dela agora?” -disse alisando o botão Da campainha sem apertá-loo

—Não! Não vou! Seria melhorter bebido uns goles de whisky para ter coragem.

Depois de alguns minutos, quando escutou uma voz adolescente vindo de dentro da casa, criou coragem e apertou.

Um adolescente com óculos e topete atende a porta.

—¿Pois não?

Armando se assustou. O rapaz de rosto tristo, usava óculos, vestia uma camisapólo branco e calças jeans. NO cabelo usava topete e tinha uma bla testa (oj oj oj nosso frentolin). Era ele quando jovenzinho, perfeitamente.

—Deseja algo, senhor?

Armando abriu a boca, mas não podia falar.

—Não vai falar?

—Uh ... uh ...

—É mudo ou o que acontece?

—Não sou mudo, Beatriz Pinzón esta?

—Minha mãe?

—Sím

—E quem é você e o que faz aqui?

—Você é Antonio, não?

—Síim.

—Ah ...- sorriu -Quem sabe se lembra de mim, Há alguns anos, nos vimos na casa de Nicolas em Bogotá.

—É amigo de meu tio Nico?

—Sim, também! Mas também sou muito amigo de sua mãe, ela esta em casa?

—Sím, Está cochilando um pouco, Anda muito cansada e triste pelamorte de meu pai, também era amigo dele?

—De Mauricio? (ciúmes) Um pouco. Não nos víamos muito, pois moro longe, na Colombia!

— Espera um minuto! Verei se pode entrar. Qual é seu nome?

—Armando Mendoza!

Quando Antonio contou a Betty quem veio vistá-la, ela se assustou e de repente se levantou do sofá.

—Quem? Tem certeza?

—Sim. Ele disse que me conhece. Ele não é um estranho para mim. Me lembro vagamente

Betty se levanta de repente. Bão pode acreditar que Armando Mendoza está à sua porta.

Deixe-o entrar, Tony! É um grande amigo de mamãe!

Antonio abre a porta e deixa Armando entrar. Quando os dois se olham, eles sentem algo passando por cima deles.

—Betty!

—Armando! O que faz aqui?

—Ver como está! Que triste, Betty!

—Eu recebi as flores para o Mauricio, obrigada.

Nesse momento a filha aparece. Ela é uma garotinha de um pouco mais de um ano, com cabelos cacheados, franja e óculos que se parece muito com a Betty. Ele está encantado e sorri para ela.

—Ela se parece com você! Antonio não, mas também não parece o Maurício.

Betty fica nervosa. Ele sabe que prometeu a Maurício que diria a verdade a Armando e que tentaria ser feliz com ele.

—Tony, veja se a comida esta pronta, por favor!

—OK mãe!

Armando observa Antonio se afastar. A maneira de falar, de andar.

Betty fica cada vez mais nervosa.

—Eu não conhecia muito o Mauricio, mas afirmo que Antonio não é nada parecido com ele!

Betty abaixa a cabeça.

—Eu não percebi quando vi alguns anos atrás!

Uma lágrima cai de seus olhos.

—Com licença, mãe. Ainda não está pronto.

—Obrigada, Tony. Vou cuidar da comida agora.

—Sim. Está chorando, maãe?

—Estou bem. Preciso falar com Armando sozinho. Você pode levar Aninha para cima?

—Sim.

—Eu vejo a comida.

—Betty, pelo Maurício. Como passo?

Betty conta a ele sobre a doença de Mauricio e eke a abraça forte.

—Sabe como te amo, mas antes de tudo somos amigos há muitos anos. E quero que saiba que pode contar comigo.

—Obrigado Armando!

—Você tem advogado? Pode precisar.

"Já que Morris estava doente, eu sabia que ele iria." E ele deixou esta casa por mim e meus filhos. As outras propriedades foram para ... um amigo.

Armando ficou surpreso, mas não quis entrar em detalhes.

—Então, a essa altura, não terei que me preocupar. Mas eu agradeço.

—Betty, gostaria que soubesse que tem um amigo.

—Obrigado, Armando.

Betty corre para a cozinha. Armando a seguiu

—Betty!

Betty estava chorando e Armando estava preocupado.

—O que aconteceu, Betty?

—Nada, Armando.

Betty continuou mexendo o aijaco (prato típico colombiano). Embora gostasse de morar na Argentina, Betty gostava de cozinhar coisas que a lembrava de sua amada Colômbia.

Um pouco respingou na mão de Betty, que reclamou. Mas antes que colocasse a mão na boca, Armando tomou sua mão.

—Olha, queimou. Deixe-me ajudá-la.

Armando pegou a mão dela e eles sentiram uma corrente elétrica. E olhando-a nos olhos, tomou sua mão a qual beijou com ternura. Betty chorava, Armando passou a mão no rosto dela e enxugou suas lágrimas.

Olhando nos olhos dela, sentiram seus lábios se aproximarem.

—Não. -Ele disse virando o rosto -Não posso!

—Desculpe, Betty! Com licença! (abraça ela) Vim te oferecer minha amizade. Não pense que vim aqui para tirar vantagem de você! Mas você conhece meus sentimentos.

— É que agora eu não posso.

Armando entende, Betty tem que salvar o momento da viuvez. E ela se sente ainda mais convencida.

—Vou ficar uns dias em Buenos Aires. Vou aproveitar para visitar futuros clientes, mas o meu propósito é apoiá-los, para que quando precisarem de mim, estarei aqui para vocês e seus filhos!

—Armando, você vai ficar para o jantar?

—Não te incomodaria?

—Não por favor. Preciso de você.

Depois de jantar com Betty e sua família, Armando deixou o telefone de onde estava hospedado e saiu, passando o jantar inteiro olhando para Antonio. Cada vez mais convencido de que eram pai e filho.

Como Betty havia convidado, Armando também ia almoçar todos os dias para vê-los, depois de visitar novos e antigos franqueados da Ecomoda.

—E como vão os negócios?

—Muito bem. Abriremos outra loja em breve.

—Muito bem.

—Betty. Eu posso fazer uma pergunta?

—Sim.—

Há quanto tempo foi casada com o Mauricio?

—14 anos.
–Ah sim.Armando pegou Ana no colo, beijou-a e mudou de assunto.
Betty ficou triste, pois Armando verdadeiramente gostava de seus filhos sem saber que era dele,
precisava contar tudo a Armando.
No dia seguinte, decide passar no hotel Marriot e falar com Armando.–
—Betty! Que bom que você veio me visitar! Você trouxe as crianças?
—Não. Eles estão na escola!
—Ah que pena que eu queria vê-los.–Então podemos ir para casa vê-los mais tarde!
—Que bom! Eu gosto muito deles.
Betty derrama uma lágrima
—O que aconteceu, Betty?
—Armando, vim sozinha, pois tenho algo muito importante para te dizer, espero que você entenda o que vou te falar.
Me perdoe, por favor.
Notas finais
Será que Betty terá coragem de dizer a verdade para Armando?