O que Armando não sabia é que Betty não havia negado casar-se com ele porque amava o marido. Até o amava, mas como amiga. Maurício era gay, como já dissemos antes e passava por uma doença degenerativa.

—Betty! Como assim que o diviníssimo Armando te propôs casamento e você disse não?

—Sim, Morris! (como o chamava com carinho)

—Por isto está triste desde que saímos da Colômbia! Não é para menos. Até eu! Por que fez isto, Betty?

—Não posso te deixar, Morris! Depois de tudo que fez por mim! Não podia te deixar sozinho!

—Por que não explicou tudo para ele?

—Ele não quis me ouvir! Não me perguntou, sequer me deixou explicar meus motivos! Armando é assim, tempestivo e impulsivo! Depois disso, me tomou e ainda “me obrigou” a fazer sexo violento com ele.

—Obrigou? Te violentou?

—Ojojo Imagina. Modo de falar. Ele jamais faria isso! -disse corada -Mas queria me castigar, pensei que eu não iria querer, mas sabe que eu consenti.

—Ah, safadinhos! Também não os culpo em nada. Apesar de não ser meu tipo, você é maravilhosa e este Armandão deve ser uma loucura na cama!

—Maurício!

—Desculpe-me, Betty! É eu homem, mas tá louco! Sabe escolher bem! Por isso, me sinto mal, Betty!

—Não sinta, ficarei contigo o resto de meus dias, para sempre!

—Enquanto eu viver!

Depois de alguns dias, Betty descobriu-se grávida.

—Você tem que falar para Armando desta vez! Contar que engravidou dele e que Antonio também é seu filho! Deve isto a ele! Merece sabê-lo! Vai prometer para mim, contá-lo!

—Está bem!

(Disse Maurício sentando na cama, enquanto Betty fazia carinho em seu rosto)

—Promete que quando eu partir, vai atrás dele, confessar que o ama e aceitar seu pedido de casamento?

—Nada vai acontecer contigo!

—Sabe que vai! E quando eu for, voltará para os braços do divino Armando.

—Não posso prometer nada! Ele pode estar casado!

—Mas nunca deixará de te amar! Eu vi nos olhos dele. Me prometa!

—Está bem! (disse Betty, virando os olhos)

Depois deste dia, Maurício definhou e não levantou mais da cama, Betty, mesmo grávida ficou ao lado do amigo.

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Assim, um dia Betty ligou para sua mãe:

—Mãe!

—Que foi, filha?

—O Maurício morreu!

—Ô minha filha!

—Pobrezinho! Sofreu, mãe! E pior que estou sozinha com as crianças, não sei o que fazer!

Hermes pensava em ir à Argentina ajudar a filha, mas não tinha permissão médica para viajar. Assim, coube pedir a Nicolás. Que após conversar com Patrícia, a moça aceitou. Cabia obter permissão do chefe, Armando.

—Doutor, preciso que me conceda permissão para viajar!

—E quanto tempo estaria fora?

—Não sei. Umas duas semanas!

—Tudo isso? Mas para quê?

—É que vou para Argentina!

—Argentina? Algum problema com Betty?

—Sim, quer dizer, não com ela!

Armando já estava com a mão no coração

Hermes pensava em ir à Argentina ajudar a filha, mas não tinha permissão médica para viajar. Assim, coube pedir a Nicolás, que conversou com Patrícia e a moça aceitou. Cabia obter permissão do chefe, Armando.

—Chefe, preciso que me conceda permissão para viajar!

—E quanto tempo estaria fora?

—Não sei. Umas duas semanas!

—Tudo isso? Sabe como preciso de você aqui! Mas para quê?

—É que vou para Argentina!

—Argentina? Algum problema com Betty?

—Sim, quer dizer, não com ela.

Armando á colocava a mão no coração.

Mas Mauricio faleceu, chefe!

—Quê?

—Sim.

—Mas como? De quê?

—De doença degenerativa.

—Oh não! -Armando ficou surpreso. Mauricio parecia tão jovem e saudável.

—Mas é assim!

—Minha pequena (Chiquita, como a chamava intimamente) deve estar arrasada!

—Quem?

—Betty, Betty, quero dizer!

Nicolás ficou surpreso com a reação de seu chefe

— Assim, chefe, preciso de alguns dias. Betty está sozinha, precisa de ajuda e Seu Hermes não pode viajar. Falei com Patty e ela me deixou cuidar de Betty e seus filhos.

—Filhos?

—Sim, Betty tem dois filhos!

—Eu só conheço Antonio.

—Sim, mas tem mais um. Eu também não conheço a outra, pois é uma menina. Posso ir, chefe?

—Claro. Fique os dias que precisar e me ponha a par de como está Betty!

—Obrigado chefe!

—Eu não sei sobre a situação financeira de Betty, mas se você precisar gastar em alguma coisa, gaste e me avise.

—Ok chefe!

—Dê meus sentimentos a ela!

—Claro chefe!

Nicolás sai, deixando Armando chateado. Quantas vezes ela enlouqueceu de ciúme do Mauricio, imaginando que ele a tocava, que a enlouquecia na cama. E se sentiu culpado. "Alguma vez desejei a morte de Maurício?" (Bebe um copo de uísque) "Eu sou culpado disso?" “Mas se assim fosse, Nicolás e todos os homens que cruzaram o seu caminho não estariam lá. Não. Eu não sou culpado por isso! "

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