Encontros e desencontros -Outra de Betty e Armando
13 Capítulo 13 -Largue-o e casa-se comigo
Armando queria saber o que rolava entre Betty e o marido, não parecia um casamento comum. Ao fundo, parece que Maurício não se importava que ele saísse com ela. Será que tinha outra? (Santa ingenuidade, Armandito!) E o menino, Antonio? Não parecia em nada com Maurício. Será que não era filho dele? Ai, Armando como pode pensar isso de sua Betty? Ele é doce, decente, honesta. Jamais iria ter filho de outro homem que não fosse seu marido... E se foi antes de se casar com Maurício? Ou seja, se entregou para outro ainda?
(ficou vermelho de ciúmes só de pensar)
Armando, Betty, Antonio e Catty haviam saído algumas vezes juntos para o cinema, teatro, festas. Pareciam uma família. Na frente dos filhos, os dois escondiam o romance, assim como seguiam escondendo frente aos amigos e na Ecomoda, o que fazia com que as modelos e empresárias continuassem paquerando e investindo em Armando, como antes, mas para o presidente da Ecomoda, só lhe interessava Betty. Queria que se separasse para poderem, finalmente, ficarem juntos e casados, foi quando Betty disse que teria que voltar para Argentina.
—Betty, não pode voltar para Argentina!
—Armando, entenda que lá é meu lugar, lá tenho meu trabalho!
—Não pode ir! Não pode!
—Entenda. Voltarei (beijos)em breve!
—Me disse isto da outra vez!
—Sim, mas você estava casado com Marcela e com uma filha pequena, não podia me intrometer nisso.
—Agora sou livre! Podemos ficar juntos!
—Sei, e estas modelos atrás de você?
—Disse bem. Elas atrás de mim, mas estou atrás de você!
—Não posso deixar a empresa na mão. Pedi licença por uns tempos por conta de meu pai, mas agora já está melhor e temos que voltar.
—Temos?
—Sim, Antonio, Maurício e eu!
—Sei.O jogo virou, é isso?
—Prometeu-me que não iríamos falar disso!
—Não sabe como é difícil para mim! Te amo! A empresa lá é sua?
—Não, como pensa?
—Aqui é1 Ecomoda é MINHA E PODE SER SUA! Sou o presidente de novo e gostaria que fosse minha vice-presidente de novo!
—Ai, não sei.
—Como não sabe? Acaso seu marido não a deixaria?
—Aqui não tenho casa, tenho que morar na casa de meus pais de novo!
—Isto não é problema! Pode morar comigo!
—Está louco?
—Não, não estou louco! Ou estou, por você! Quero que more comigo, você e Antonio. Gosto deste menino como se fosse meu!
—É é QUÉ É..
Betty ia falar algo tipo “É porque ele é seu! Acaso não percebe?” Mas quando ia falar algo ele disse:
—Betty, te amo! Largue Maurício e case-se comigo!
—Quê?
—Case-se comigo, Betty! Te amo!
—Não posso largar, Maurício, Armando. Não posso!
—Por quê?
—Não posso te falar! Gostaria, mas não posso!
—Ah é assim? Eu quero te amar, te levar a sério, mas você me quer só como amante!
Armando estava com raiva, será que Betty amava seu marido? Então, estava só brincando com ele quando dizia que o amava? Ou queria ficar os dois? Sentiu tanta raiva que tomou conta dele. Não podia se controlar. Pegou Betty pela cintura e beijou-a com raiva e desespero.
—Você é uma mentirosa! No fundo, me ama e é louca por mim! Mas é uma covarde como eu era! Quê? Não quer se separar por conta de seu filho com Maurício? Eu espero, espero o tempo que precisar!
—Não espero, Armando! Não espere! Não posso te garantir nada! Pode levar muito tempo e de verdade, não podemos desejar que seja logo.
Com raiva e ferido em seu orgulho, mas louco de desejo e amor, Armando seguiu beijando-a com desespero. Arrancou suas roupas e fizeram amor selvagem com gemidos, gritos e desespero. De forma violenta, mas consentida, Armando seria incapaz de fazer mal a ela, embora, estivesse fazendo mal a si mesmo, pois gostava mais quando faziam de forma doce.
Betty ainda ficou um tempo trabalhando para a Ecomoda, como ele propôs, antes de voltar à Argentina com a família, mas como Armando passou a tratá-la friamente, resolveu que o melhor era voltou para Argentina com seu marido Maurício e o filho.
Armando, com raiva, a princípio se entregou à bebida, depois seguiu, tentando aparentar normalidade e felicidade. Só Mário e poucos sabiam o que estava passando.
—Mas você sequer perguntou a ela o motivo?
—Para quê? Me desprezou! E já sei. Gosta do marido e só queria fazer sexo gostoso comigo.
—Você pensou o mesmo com Juliano e se enganou.
—Ei, mas desta vez devo estar certo! Fui direto, pedi-a em casamento, que se separasse e ficasse comigo.
—Meu irmão! Tinha que ter perguntado a ela!
—Não, não! E se fala na minha cara que o ama?
—Não ia falar!
—Como sabe?
—Você é idiota ou o quê? Está na cara que esta mulher o ama e não o Maurício. Não sente quando estão juntos?
—Não sei. Se fosse assim, ficaria comigo e não com.... aquele tipo! Mais uma vez passou e não ficamos juntos. Estou começando a achar que não é para ficarmos juntos!
Assim, Armando voltou para sua antiga vida saindo com modelos e fingindo não sentir dor.
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