Armando queria saber o que rolava entre Betty e o marido, não parecia um casamento comum. Ao fundo, parece que Maurício não se importava que ele saísse com ela. Será que tinha outra? (Santa ingenuidade, Armandito!) E o menino, Antonio? Não parecia em nada com Maurício. Será que não era filho dele? Ai, Armando como pode pensar isso de sua Betty? Ele é doce, decente, honesta. Jamais iria ter filho de outro homem que não fosse seu marido... E se foi antes de se casar com Maurício? Ou seja, se entregou para outro ainda?

(ficou vermelho de ciúmes só de pensar)

Armando, Betty, Antonio e Catty haviam saído algumas vezes juntos para o cinema, teatro, festas. Pareciam uma família. Na frente dos filhos, os dois escondiam o romance, assim como seguiam escondendo frente aos amigos e na Ecomoda, o que fazia com que as modelos e empresárias continuassem paquerando e investindo em Armando, como antes, mas para o presidente da Ecomoda, só lhe interessava Betty. Queria que se separasse para poderem, finalmente, ficarem juntos e casados, foi quando Betty disse que teria que voltar para Argentina.

—Betty, não pode voltar para Argentina!

—Armando, entenda que lá é meu lugar, lá tenho meu trabalho!

—Não pode ir! Não pode!

—Entenda. Voltarei (beijos)em breve!

—Me disse isto da outra vez!

—Sim, mas você estava casado com Marcela e com uma filha pequena, não podia me intrometer nisso.

—Agora sou livre! Podemos ficar juntos!

—Sei, e estas modelos atrás de você?

—Disse bem. Elas atrás de mim, mas estou atrás de você!

—Não posso deixar a empresa na mão. Pedi licença por uns tempos por conta de meu pai, mas agora já está melhor e temos que voltar.

—Temos?

—Sim, Antonio, Maurício e eu!

—Sei.O jogo virou, é isso?

—Prometeu-me que não iríamos falar disso!

—Não sabe como é difícil para mim! Te amo! A empresa lá é sua?

—Não, como pensa?

—Aqui é1 Ecomoda é MINHA E PODE SER SUA! Sou o presidente de novo e gostaria que fosse minha vice-presidente de novo!

—Ai, não sei.

—Como não sabe? Acaso seu marido não a deixaria?

—Aqui não tenho casa, tenho que morar na casa de meus pais de novo!

—Isto não é problema! Pode morar comigo!

—Está louco?

—Não, não estou louco! Ou estou, por você! Quero que more comigo, você e Antonio. Gosto deste menino como se fosse meu!

—É é QUÉ É..

Betty ia falar algo tipo “É porque ele é seu! Acaso não percebe?” Mas quando ia falar algo ele disse:

—Betty, te amo! Largue Maurício e case-se comigo!

—Quê?

—Case-se comigo, Betty! Te amo!

—Não posso largar, Maurício, Armando. Não posso!

—Por quê?

—Não posso te falar! Gostaria, mas não posso!

—Ah é assim? Eu quero te amar, te levar a sério, mas você me quer só como amante!

Armando estava com raiva, será que Betty amava seu marido? Então, estava só brincando com ele quando dizia que o amava? Ou queria ficar os dois? Sentiu tanta raiva que tomou conta dele. Não podia se controlar. Pegou Betty pela cintura e beijou-a com raiva e desespero.

—Você é uma mentirosa! No fundo, me ama e é louca por mim! Mas é uma covarde como eu era! Quê? Não quer se separar por conta de seu filho com Maurício? Eu espero, espero o tempo que precisar!

—Não espero, Armando! Não espere! Não posso te garantir nada! Pode levar muito tempo e de verdade, não podemos desejar que seja logo.

Com raiva e ferido em seu orgulho, mas louco de desejo e amor, Armando seguiu beijando-a com desespero. Arrancou suas roupas e fizeram amor selvagem com gemidos, gritos e desespero. De forma violenta, mas consentida, Armando seria incapaz de fazer mal a ela, embora, estivesse fazendo mal a si mesmo, pois gostava mais quando faziam de forma doce.

Betty ainda ficou um tempo trabalhando para a Ecomoda, como ele propôs, antes de voltar à Argentina com a família, mas como Armando passou a tratá-la friamente, resolveu que o melhor era voltou para Argentina com seu marido Maurício e o filho.

Armando, com raiva, a princípio se entregou à bebida, depois seguiu, tentando aparentar normalidade e felicidade. Só Mário e poucos sabiam o que estava passando.

—Mas você sequer perguntou a ela o motivo?

—Para quê? Me desprezou! E já sei. Gosta do marido e só queria fazer sexo gostoso comigo.

—Você pensou o mesmo com Juliano e se enganou.

—Ei, mas desta vez devo estar certo! Fui direto, pedi-a em casamento, que se separasse e ficasse comigo.

—Meu irmão! Tinha que ter perguntado a ela!

—Não, não! E se fala na minha cara que o ama?

—Não ia falar!

—Como sabe?

—Você é idiota ou o quê? Está na cara que esta mulher o ama e não o Maurício. Não sente quando estão juntos?

—Não sei. Se fosse assim, ficaria comigo e não com.... aquele tipo! Mais uma vez passou e não ficamos juntos. Estou começando a achar que não é para ficarmos juntos!

Assim, Armando voltou para sua antiga vida saindo com modelos e fingindo não sentir dor.

Notas finais
Não fiquem com raiva, é para verem como é inspirada no ship de Ana e Jorge. Quando um casa, o outro separa kkk Mas aqui tudo teem um limite e dá certo ao fim e se não deu é porque ainda não acabou!