Encontros e Desencontros

47 Capítulo 48 - Efeito dominó - parte III


Notas iniciais
bom, esse é minha sugunda tentiva de postar, pq o Nyah simplesmente sumiu com o cap. q já estava postado, sendo assim, cá está pra vcs e espero q gostem...
até mais...

O casamento estava a pleno vapor, apenas três dias e Sakura
entraria na igreja de branco, véu e grinalda, como ela sempre tinha sonhado. A pequena igreja seria enfeitada com flores azuis e vermelhas, a festa seria no jardim da mansão de Gaara e Temari, apenas os amigos mais íntimos e os familiares da noiva. Tudo aconchegante, cuidadosamente preparado, mesmo que de ultima hora.

Infelizmente a maré de maus acontecimentos estava assolando
aquele grupo, e por isso Temari estava trabalhando a fio afim de garantir o
casamento perfeito pra amiga em choque e amedrontada.

Os telefonas estavam mais insistentes, e vários “presentinhos” chegavam para a rosada, que estava com os nervos em frangalhos,
mas naquele dia a coisa piorou muito.

As meninas tomavam café quando um mensageiro trouxe um
telegrama para ela, no tal telegrama apenas algumas palavras, mas que atingiram a moça de maneira devastadora:

“Case-se e ele morre.”

Por tudo isso, a sala de equipe da policia estava abarrotada de papeis e relatórios, tudo que tinha sido juntado durante o período que
Temari começou a investigar a questão.

_Os registros de chamadas não levam a nada, tudo é feito de
uma linha bloqueada, ninguém viu e nem ouviu nada e nem ninguém, então o que esse cara é, fumaça? –disse Fred que também estava cansado de andar em círculos e nada de resultados.

_Tem de haver um fio solto, não é possível que encontramos o bandido perfeito, que não comete erros. –disse um outro policial.

Mas estranharam que Temari estivesse calada, girava um lápis
com os polegares e indicadores na frente de seu tronco, enquanto seus olhos estavam fixos e perdidos no nada.

_Temari, tem alguma idéia? –indagou Fred, mas não houve resposta. –Sabaku, está me ouvindo?

_Ahm? O que?

_Em que planeta vocês está?

_Me desculpe, eu me distrai. –ela respirou fundo e colocou o lápis sobre a mesa.

_Temos três dias antes do casamento, alguma idéia?

_Talvez... –ela disse como se fosse pra si mesma. –Tenho que
dar uma saída. –ela disse se erguendo e vestindo o casaco.

_Espere, aonde vai?

_Não estou sendo útil aqui, vocês podem prosseguir todo o ritual sem mim, eu vou dar uma volta.

_Temari, é sua amiga e precisamos...

_Não precisa me lembrar Fred, eu já sei.

_Ele não disse mais nada, ela estava estranha, era melhor deixar que fosse aonde queria.

A loira saiu da delegacia e foi caminhando pela rua deserta
do pós virada de ano. Era feriado, todos estavam em suas casas quentes e
aconchegantes, enquanto ela vagava a esmo pelas ruas gélidas de ventos
cortantes.



Caminhou lentamente, não via nada, não pensava nada, só
deixava suas pernas tomarem vida e saírem por ai, porque precisava de um tempo
e de uma idéia muito boa do que fazer, porque a que ela tinha em mente era
ridícula.



Algum tempo depois, ela parou e olhou para cima, a rua tinha
terminado na construção mais antiga da cidade e que agora se tornara o centro
da justiça no lugar com seus novos integrantes. Estava de fronte ao fórum
estadual.



Ela tentou entender porque caminhou até ali, e ao ver uma
luz fraca vinda de uma das janelas, ela entendeu.



Um guarda tomava conta da entrada do prédio, e Temari se
aproximou dele, eles conversaram por algum tempo e por fim ele autorizou a
entrada dela, ela notou que aquele lugar parecia muito mais cinza do que de
costume, talvez pela falta de pessoas e movimento, e com uma sensação de vazio
e temor ela continuou pelo corredor, subiu as escadas e parou na porta em que a
luz recendia, deixando alguém abobalhado por vê-la ali.



_O que faz aqui?



_Sabe que eu ia fazer a mesma pergunta? –ela respondeu,
ainda parada a porta.



_Vim buscar algumas coisas...



_E precisa de mais de três horas pra achar essas coisas?
–ela indagou levantando uma sobrancelha.



O outro suspirou fundo, e caiu exausto em sua cadeira de
couro.



_Acho que precisamos conversar. –ele disse por fim.



_Sim, Sasuke, acho que precisamos.



Ele apontou uma cadeira na frente da mesa dele, e ela se
sentou, depois o encarou firme e percebeu que agora os olhos aguçados dele
estavam de volta, ele perdera o ar distraído e perdido.



_Nem sei por onde começar... –ele disse apoiando os
cotovelos na mesa e passando as mãos um tanto tremulas pelo rosto.



_Sasuke, a Sakura está em perigo. –ela foi direta, mas com a
voz calma.



_Como assim?



_A Sakura está recebendo ameaças de morte se ela se casar
com você. Ligações insistentes sem dizer nada, cachorros mortos, fotos
rasgadas, outras de filhos deformados, rosas mortas, cinzas de corações e mais
um monte de coisas.



Sasuke ficou boquiaberto, estava surpreso, e muito
preocupado.



_Quando foi que isso começou?



_Há algum tempo, meses...



_Porque ela não me disse nada?



_Ela estava com medo de te preocupar, de não querer mais se
casar.



_Ela está enfrentando tudo isso pra garantir nosso
casamento? –ele indagou entre a surpresa e a revolta.



_Sim, ela está, mas agora está quase enlouquecendo, o
sujeito não a deixa em paz, e ela teme por sua vida.



Ele deu um forte soco na mesa e se levantou, dando as costas
para Temari, e se aproximando da janela.



_É ele, não é? –indagou Temari depois de um longo período de
silêncio.



Sasuke se virou para a amiga e não precisou responder, sua
expressão confirmava suas idéias que até então pareciam malucas.



_A culpa não é sua. –ela disse tentando confortar o olhar
inquieto dele.



_Como não? Eu devia ter posto um fim nisso quando tive
chance, devia ter feito o que era preciso, mas fui fraco, fui covarde e agora
coloquei Sakura em perigo. –ele estava cada vez mais irritado e agitado.



_Sasuke, você é uma boa pessoa, é justo, honesto, amigo, e
não poderia ter agido de outra forma, porque então não seria você. Quanto a
Sakura, não se preocupe, não deixei que nada acontecesse a ela até agora, interceptei
algumas coisas de chegar a ela, e lhe garanto, a protegerei até o fim. Nós só
temos que pegá-lo.



_Não queria que nada disso acontecesse... Já está sendo tão difícil
agüentar a família dela contra nós, agora vem isso... –ele suspirou cansado e
se sentou de novo, com a cabeça baixa e uma expressão exausta. –Não sei mais se
posso com isso, há anos que tento lutar, mas parece que nunca ganho, porque
mesmo quando parece que estou em vantagem eu perco alguma coisa.



_Mas você não está sozinho mais, temos nossos amigos, tem a
Sakura e tem a mim, nós vamos conseguir acabar com isso, mas precisamos de
algum ponto de partida, porque eu já tentei de tudo, mas estou no escuro aqui.



_Sinto muito, mas não posso te ajudar, também não sei de
nada, não faço idéia de como procurá-lo, aquela mente insana dele trabalha de
uma maneira que eu não posso entender.



Temari suspirou resignada, as coisas não estavam nada bem.



_Então eu tenho que continuar a procurar...



_É terrível, mas é a verdade... Nunca conseguiremos pegá-lo,
ele tem uma mente quase perfeita pro mal.



_Ele tem de cometer algum erro. –garantiu Temari.



_Sabe por que nunca coloquei as mãos nele, mesmo vendo e
sabendo da verdade? –ela ficou em silêncio e ele continuou. –Porque jamais
conseguiram pro var minha história como verdadeira, de tal forma que nem o
estardalhaço da publicidade conseguiu abalá-lo.



Ela o encarou pensativa, e depois se ergueu, o olhou no fundo
dos olhos e depois se encaminhou para a porta.



_Eu não vou desistir, e seria bom você também não o fazer
porque seria muito injusto Sakura te amar tanto e você a deixar sozinha.



_Não penso nisso, não poderia deixá-la, mas acho que é uma
atitude egoísta, porque ela não merece nada disso, e longe de mim...



_Não, essa escolha não é só sua, e depois não importa como,
não importa quando, eu vou acabar com isso.



Ele observou a mulher sair de sua sala e pensou em
Shikamaru, com certeza o moreno ainda não percebera a mulher que tinha nas
mãos, e talvez quando percebesse, poderia ser tarde de mais também pros dois.





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_Algum problema? –indagou Temari prendendo os fechos do
vestido de noiva de Sakura a sua frente, encarando o espelho.



_Não quero que nada de ruim aconteça ao Sasuke.



_Vou garantir que não aconteça, confie em mim.



Sakura quis dizer que confiava, que tudo aquilo logo
passaria e que todos estavam bem, mas não pode.



Neji e Tenten estava enfrentando uma barra, a família dela
conseguira abalar um pouco a relação dos dois e o novo lar não estava sendo
aquele mar de rosas, Hinata estava mais tranqüila, se esforçava pro balé, mas
não podiam nem pronunciar o nome do Naruto na frente dela, e quando o via,
fazia de conta que não tinha nenhum conhecimento sobre quem ele era, e assim
seria no altar, como padrinhos de Sasuke, Ino e Gaara descobriram que a ex dele
estava mesmo grávida e que a barriga começava a aparecer, ela foi a um programa
de TV e disse mil e uma parafernália, inclusive acusando Gaara ser um péssimo homem
e Ino de ser uma vagabunda, e lá estava a rosada, no dia que seria o mais feliz
de sua vida, sombras estavam estragando tudo, a deixando preocupada e com medo.



_Tema, já estão prontas? –Shikamaru perguntou a namorada
depois de algum tempo.



_Sim, já vamos. –ela disse tentando sorrir.



_Já trouxe o carro, quando quiserem... –ele sorriu de volta.



Ele se afastou, para esperá-las e então Temari segurou as
mãos da amiga e disse:



_Não se preocupe, vai dar tudo certo, e esse vai ser o
primeiro passo pro felizes para sempre.



_Queria tanto ter essa certeza...



_Sakura... –Temari olhou tão fundo nos olhos da amiga que a
outra sentiu ela tocando sua alma. –Eu juro que vai dar tudo certo e que nada é
mais importante do que o amor de você, e eu garanto, ninguém vai estragar isso
enquanto eu estiver por perto, entendido?



Sakura sorriu involuntariamente, aquelas palavras e a força
com que foram ditas fizeram a rosada acreditar que a vida ainda existia e que
valia a pena ser vivida.



Um sistema de guarda e vigilância foi montado na porta da
igreja e envolta dela, graças a influencia de Temari e a real preocupação de
todos com aquele casamento e o homem que os assombrava.



Assim, Shikamaru dirigiu até a igreja, levando a namorada e
a noiva, depois elas se arrumaram no hall da igreja e Shikamaru segurou a mão
de Temari.



_Vamos lá pra frente.



_Sim, vamos.



Eles foram pra frente do altar, e Sakura respirou fundo, era
seu casamento e nenhum lunático ia atrapalhar sua felicidade.



Respirou fundo, ergueu a cabeça, e com o pé direito começou
a caminhar, eles abriram as portas do corredor, e ela pode ver Sasuke no altar
a lhe esperar, a marcha nupcial tocava, e invadia todos de emoção, de forma que
nem ela e nem seu futuro noivo agüentaram, ambos sorriram cúmplices, era o
começo de um amor eterno unido de fato e de direito, fazendo ela dele, e ele
dela.



Ela caminhou de vagar, observava os outros a sua volta, mas
se concentrava no moreno alto e lindo a sua frente, com os olhos mais profundos
e plácidos que ela já vira, e quando ele estendeu a mão para pegá-la, ela
entendeu que tudo valeria a pena para ficar com ele, e não importa se tudo
começou como uma noite de diversão e mentiras, aquilo ali era surreal, pra
sempre e uma verdade absoluta.



Ele a conquistou, não desistiu dela, resistiu as provações
de seus pais e de seu trabalho, foi amoroso, carinhoso, zeloso, e todos os
demais osos que existem, com ela e por ela, assim, nada podia ser diferente,
eles eram a prova de que amores verdadeiros existem, e mais, que nada pode
separar o que Deus uniu.



Ele sentia a mesma felicidade, mas foi agigantada assim que
recebeu o calor dos dedos macios e precisos dela sobre a sua mãos.



Sasuke encarou sua noiva e soube que ela era a mulher
perfeita pra ele, ela era especial e única, e então agradeceu aos céus por ter sido
traído, por ter sido deixado, por ter sido humilhado, por ter doido tanto
perder aquela a quem ele queria ter chamado de esposa, porque se nada desse
sofrimento anterior tivesse acontecido, ele nunca teria conhecido a mulher que
seria seu verdadeiro e único amor, não teria acontecido de escolher a mulher
certa pra passar a vida toda ao seu lado.



Eles ficaram de braços dados, e se aproximaram mais do
padre, ambos se olharam mais uma vez, sorriram e se voltaram para o celebrante
que começava a falar:



_Estamos aqui presentes...



Temari que observava tudo com os amigos e o namorado sentiu
um leve formigar no lábio, o que a deixou exaltada, alguma coisa ruim iria acontecer,
e ela não podia deixar.



_Eu vou verificar uma coisa, já volto. –ela sussurrou no
ouvido de Shikamaru.



_Mas agora? –ele perguntou surpreso.



_É urgente e não dá pra esperar, eu já venho.



Ela saiu de fininho pela lateral da igreja e encontrou com
Fred fora desta.



_Está muito bonita chefe. –ele sorrindo brincalhão.



_Pare de mofa. –ela disse desconversando. –Há algum sinal
estranho, ou algo fora do comum por aqui?



_Não, está tudo tranqüilo.



_Algo vai acontecer, eu tenho certeza. –ela disse mordendo o
lábio onde sentia o formigamento.



_Se acalme, nós estamos prontos e vigilantes, ninguém vai
fazer mal a esse casal.



_Está com meu revolver?



_Estou, mandou que eu o segura-se, não?



_Então me dê, quero estar pronta também.



_E vai por isso onde? –ele perguntou abismado observando o
vertido justo que ela usava.



_Só me dê a droga do revolver. –ela disse impaciente.



Ele não discutiu mais, entregou a arma pra ela e a viu
colocá-lo em uma cinta liga na perna, por baixo do vestido.



_Ainda acho muita falta de respeito entrar armada na igreja.
–ele a repreendeu.



_Depois me confesso. –ela disse com um sorriso de canto, o
provocando e ele revirou os olhos. –Tenho que ir agora, estou com o ponto no
ouvido, se acontecer alguma coisa me avise.



Ele fez que sim com a cabeça e ela voltou pra igreja, se
sentou ao lado de Shikamaru e continuou a assistir a cerimônia.



_Se alguém tiver alguma coisa contra este casamento que fale
agora, ou cale-se para sempre.



Ninguém se manifestou.



_Sendo assim... Saskura, Sasuke, eu vos declaro, marido e
mulher, pode beijar a noiva.



Os dois sorriram e se encheram uma felicidade enorme, e
então ele a beijou sobre os lábios, de maneira um pouco demorada, então, deram
os braços e se viraram para o restante da igreja, que sorria pela felicidade
deles.



Eles foram se encaminhando para a porta, e Temari ouviu
alguém falar com ela pelo rádio.



_Chefe, vou verificar uma movimentação, deixei gente de
aviso.



Ela escutou em silêncio e achou melhor ir pra frente da
igreja também, então saiu de finho de novo e chegou lá fora antes do casal, que
ainda saia do locar.



_O que está havendo?



_O Fred foi ver uma movimentação no fundo da igreja, mandou
a gente aguardar.



_Fiquem de sobre aviso.



Eles fizeram que sim e voltaram a seus postos, e Temari
esperou que o casal de amigos saísse, os olhando de frente, do lado de fora,
eles chegaram a porta da igreja e todo mundo veio atrás, fizeram uma chuva de
arroz, e os noivos se encaminharam para o carro que os esperava, foi então que
Temari viu um homem correndo na lateral do lugar, com uma arma em punho e com
Fred atrás dele, com a testa sangrando, o homem enquanto corria, levantou a
arma e Temari não teve tempo de nada, a não ser correr até os amigos, em
seguida todos ouviram um disparo, e Sasuke segurou Sakura contra si, esperando
pelo choque, mas ao invés disso o corpo de Temari caiu cobre eles, já
sangrando.



Todos levantaram os olhos e viram que o homem continuava a
correr, porém dez homens da policia dispararam contra ele, inclusive Fred que
alcançara seu revolver e o descarregara nele de raiva.



O homem caiu, estava morto com certeza, então Sakura olhou
pra Temari, seus lábios estavam brancos, seu vestido lilás estava sendo
manchado de sangue vermelho escuro, e sei peito sangrava muito.



_Temari. –gritou Shikamaru correndo até ela.



O moreno viu o rosto de sua mulher amada perdendo a cor, e
ela tentando falar alguma coisa, mas não conseguia.



Sakura pressionava o ferimento, os outros ligavam para o resgate,
os policiais foram verificar o homem morto, mas todos os amigos e convidados estavam a volta da loira, que por fim segurou a mão de Sasuke, e sorriu de leve, e só mais uma palavra saiu de seus lábios antes dela apagar:



_Acabou.



Sasuke sentiu o peito arder de uma dor que ele não podia
explicar, estava se sentindo o responsável mais uma vez, e mesmo eu ela
sorrisse nada mudava o fato de que aquilo não devia acontecer.

Notas finais
tenso, eu sei, mas espero q tenham gostado, porque esse foi de longe o cap. mais dificil de escrever...
até a proxima...