Encontros e Desencontros

42 Capítulo 43 - Linda


Notas iniciais
bom, mais um capitulo comprido, mas qdo lerem entenderão porque...
boa leitura...

_Temari, aqui está a lista que você pediu, fizemos toda a investigação, achemos um fio solto, pode ser a chave pro mistério do ataque ao seu irmão. –disse Fred pondo a pasta na frente dela que lia algumas informações no computador.

Ela baixou os olhos e começou a analisar os documentos trazidos por seu parceiro.

_Estranho... –ela murmurou.

_O que foi?

_Vê aqui? Se isso estiver certo, essa é uma organização muito grande e muito poderosa, está sendo acusada de vários crimes e esquemas de corrupção, sem contar as tentativas de assassinato e afins, mas nunca houve provas suficientes para pegá-los. –ela disse pensativa.

_E você esperava menos? Teu irmão é o próximo governador e é limpo.

_Não esperava menos, mas se é assim, porque não tentaram de novo? Porque meu irmão circulou pelo estado inteiro e por vários outros e não sofreu nem uma ameaça?

_Será que erramos, o alvo não era ele?

_Impossível, era ele. Se não fosse haveria outras tentativas contra outra pessoa e não houve, e depois, com certeza era pra pegarem ele, porque nos seguiram e com convicção, sabiam do túnel, se não fosse a sala que apenas algumas pessoas sabem que existe, não teríamos saído de lá com vida.

_Então porque as coisas não se encaixam? Concordo que estão muito quietos.

_Aquela caderneta nos deu essas informações, mas deve ter mais alguma coisa nelas e precisamos descobrir o que deixamos passar.

_Enquanto lia a caderneta reparei que haviam erros de escrito e palavras estrangeiras por toda ela, acha que é proposital, porque são erros realmente grotescos.

_Me traga a caderneta, vou analisa-la de novo. Enquanto isso, que tal fazer uma visitinha a esse nosso amigo aqui? –ela disse apontando o nome de um dos chefes da organização que investigavam.

_Não acha perigoso?

_Uma conversa amistosa não é perigosa, a não ser que você tenha algo a esconder, certo?

_Bom, você quem sabe.

_Ótimo. Enquanto pega a caderneta, passe na seção de registros e grampos, entregue isso pra a Cleo, diga que é o material que comentei com ela mais cedo. –ela estendeu um chip de celular na mão dele com uma folha de papel.

_Novo caso? –ele indagou curioso.

_Sim, mas ainda não é oficial, vamos dizer que é uma troca de gentilezas pra garanti um caso.

Ele não entendeu bem, mas não discutiu, apenas pegou o rumo que a parceira pedira.

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_Ino, minha querida, essa é minha segunda assessora, ela vai ajudar a cuidar de você. –disse Gaara apresentando as duas mulheres.

_Cuidar de mim? –ela indagou meio sem entender.

_Meu anjo, seu namorado é o próximo governador do estado, tem grande chances de um dia ser presidente desta republica, por tanto ele deve ter uma mulher a sua altura o acompanhando, entende? –disse a mulher de aspecto modelado e perfeito, como se fosse uma robô.

Gaara não gostava muito daquela mulher, ela era irritadiça, superficial e realmente acreditava que era responsável pela boa campanha dele, e ficou irritado com o que ela dizia, não precisava de mais aquilo pra deixar Ino insegura em relação aos desafios que aquilo iria ser para ambos com a vida que ele escolhera.

_Não é bem assim Ino, é só que vamos participar de cada vez mais jantares, festas, comícios, então você vai precisar de um guarda-roupas novo, umas informações sobre as pessoas com quem vamos lidar e aprender a controlar sua paciência.

_Gaara, eu... –ela o olhou meio perdida, até sem saber o que dizer.

_Lia, porque não espera Ino lá fora um minuto?

A mulher fez que sim com a cabeça e saiu, mas pisava duro, ele sabia o quanto ela odiava ter de as vezes se lembrar que ele ainda dava ordens na sua vida.

_Ino, eu sei que isso tudo é muito pra você, mas é parte do jogo e eu adoraria estar com você, ter você do meu lado nessa reta final, porque você é que me faz seguir em frente, me dá ideias novas e forças pra acreditar que eu sei o que eu faço, mas sei que é também te pedir de mais que simplesmente entre nesse mundo e...

_Eu aceitei tudo isso, já conversamos sobre isso várias vezes, mas é que é tudo tão louco, tão superficial, tão... –ela estava aflita, falava dando com os braços e andando sem rumo pela sala, até que perdeu a fala e se virou, deixando os braços caírem pesados ao lado do corpo.

_Não quero por esse peso nas suas costas. –ele disse baixinho no ouvido dela, a segurando pelos ombros e pondo as suas costas contra seu peito.

Ela fechou os olhos, uma dor súbita bateu em seu peito, não soube dizer que sentimento novo e estranho era aquele, mas sabia que se o deixasse ali, sofreria pelo resto da vida, então apenas sentiu que o precisava se sacrificar por ele, porque era assim que teria de ser para tê-lo.

Ela respirou fundo, abriu os olhos e o encarou.

_É só o primeiro teste e já estou sendo fraca, não estou cumprindo com o que combinamos. –ela sorriu. –Afinal o que eu estou reclamando, vou ganhar um guarda-roupa novo.

Ela a puxou pela cintura e sorriu.

_E pode escolher o que quiser. –ele brincou a beijando em seguida.

_Por esse beijo vale qualquer sacrifício. –ela disse sorrindo.

Ele a levou até fora da sala onde Lia os esperava.

_prontinho Lia, ela é toda sua. –ele disse divertido.

_Colocação muito bem feita. –ela resmungou séria.

Ino a olhou intrigada mas não disse nada, então apenas ficou a olhando.

_Vamos então, srta. Yamanaka?

_Vamos. Até logo meu amor. –ela se debruçou sobre Gaara e lhe deu um selinho demorado.

_Divirtam-se. –ele disse as vendo se afastar pelo corredor. –“Só espero que Ino não se arrependa de nada disso”.

No carro, Lia dirigia enquanto Ino estava ao seu lado, ambas em silêncio observando a pista a frente com vários outros carros, até que a morena começou a falar.

_Srta. Yamanaka, sabe mesmo o preço que vai pagar por tudo isso?

Ino olhou pra ela no mesmo instante, tentando entender a pergunta.

_A partir de hoje a senhorita não pode mais ir a festas e noitadas, muito menos sem Gaara, não pode ser acusada em nada, nem mesmo de furar a fila do supermercado, porque vira um escândalo, não pode andar mal arrumada, nem ser vista com outro homem, mesmo que seu pai, em situação um pouco mais intima, como conversa a pé de ouvido, nada de roupas extravagantes, cabelos ressacados, unhas mal feitas, nem andar com esse seu jeito de rebolar e por último, mas não menos importante, jamais se deve dar aquele beijo na frente das demais pessoas, apenas um selinho será capa de fofoca por vários meses. Está disposta a pagar esse preço?

Ino ouvira tudo com atenção e o coração só fez pesar, mas no fim só uma coisa passou por sua cabeça:

“Gaara me ama, ele é o homem mais incrível que já conheci e mesmo com tudo isso várias mulheres morreriam por estar no meu lugar. Ele vale o sacrifício.”

_Não se preocupe, entendi o seu recado. –disse Ino firme.

_Ótimo. Vamos começar com algumas compras, depois vou leva-la até minha casa e lhe ensinar certos padrões, amanhã a outra assessora do Gaara vai te passar as informações que você precisa ter pra lidar com toda essa gente. Vai ser um trabalho árduo e você precisa se dedicar, certo?

Ino ficou em silêncio, quem cala consente, não? Mas na verdade ela estava pensando em outra coisa, precisava arrumar alguém pra ficar na floricultura, e isso lhe daria muito trabalho, além de muitas despesas.

“Não se preocupe, você consegue.”

Por alguma razão ela não acreditou muito naqueles pensamentos.

_Chegamos meu anjo.

A Yamanaka sentia uma reviravolta no estômago cada vez que ouvia o cinismo daquela mulher ao lhe chamar de anjo, mas fingia não ligar ou estar incomodada. O primeiro aprendizado ela já tivera, sorria e finja que os suporta.

Adentraram o shopping e Ino foi levada a uma loja que sempre admirou, mas nunca pode entrar de fato para fazer compras, apenas olhava as vitrines e afins, pois não tinha como pagar por aqueles peças sem comprometer o rendimento todo da floricultura.

Uma mulher vestida socialmente, com os cabelos presos em um coque perfeito, parecendo uma aeromoça, veio atende-las.

_Boa tarde senhoras, posso ajuda-las?

_Precisamos de roupas para festa que sirvam nesta jovem.

Por um momento Ino pensou que estava muito gorda, o modo que a outra falara e olhara pra ela a fez se sentir um balão que chamaria atenção de mais.

_Pois não, vou lhe mostrar o melhor que temos, por aqui Srta. Yamanaka. –disse a moça as conduzindo.

_Vê? Agora você não é mais desconhecida qualquer, as pessoas te reconhecem, então comece a andar como alguém que deve ser notada, não quero mais saber destas calças e tênis então, está fora de cogitação, entendeu?

_Aqui temos vestidos pra todas as ocasiões, e as oficiais também. Aqui temos este verde que cairia muito bem na sen...

_Moça, deixa eu lhe explicar uma coisa, está é a namorada do candidato a governador do estado e não uma mocreia qualquer que está a procura de um dote e precisa se exibir, entende isso? –Lia disse com firmeza e encarando com fúria nos olhos a vendedora que se encolheu toda.

_Me perdoe, senhora. Estou aqui para servi-las, o que procuram?

Ino ficou com raiva e pena, raiva por ver uma mulher tão irritante e com pena da pobre atendente que estava sendo um poço de educação com elas.

Lia separou vários modelos e deu na mão da atendente que tinha peças de roupa até lhe cobrir o rosto e ia separando todos, deixando Ino de boca aberta, não só pelo tempo que levaria até experimentar todos, mas principalmente porque eram peças que ela jamais usaria em sã consciência, sem a outra lhe perguntasse nada.

_Com licença, vou levar mais estas peças para o provador e já continuamos aqui. –disse a atendente ofegante.

_Lia, não acha que isso é um tanto exagerado? –indagou Ino com cuidado, mas firme.

_Você terá ao menos oitenta e quatro compromissos até as eleições nesse novo ano que começara, sem contar os imprevistos de última hora e as loucuras que Gaara arruma, sendo assim eu acho que ainda precisaremos de bem mais.

_Eu compreendo, mas eu dizia exagero nos modelos. Bom, eu deveria opinar na escolha, não?

Lia a olhou de cima a baixo, depois encarou os olhos claros a sua frente e apontou um espelho atrás dela.

_Uma garota que vai ver o namorado em seu gabinete oficial nestes trajes deve mesmo entender de escolhas?

_Pois saiba que eu sempre fui muito antenada a moda e...

_Pode até ser, mas sua moda é a moda das qualquer, e você não pode ser mais uma qualquer. Quer mesmo ser continuar sendo falada como a vadiazinha qualquer? –Ino abriu a boca, mas nenhum som saiu. –Sim, você está sendo falada pelo mundo politico como a vadizia qualquer, e não é pra menos, aquele vestido super justo e decotado só poderia dar nisso.

Ino se sentiu um lixo, estava arrasada, queria sair dali correndo, chorar toda a raiva e amargura dentro de si, mas não podia, ainda mais quando daria um gostinho tão doce aquela mulher.

_O que faço é pelo bem de Gaara, então deveria começar a pensar assim também. –Lia disse de forma arrogante.

Elas se calaram, até que a atendente se aproximou novamente.

_Mais alguma peça?

_Por hora já está bom, quer experimentar agora, senhorita Yamanaka? –disse Lia com cinismo ao pronunciar seu nome.

Ino apenas lhe deu as costas e caminhou para o provador, deixando Lia com um sorriso satisfeito lhe iluminando o canto da boca.

A noite, o celular de Ino tocou.

_Oi minha querida, onde está? Vim aqui no seu apartamento e ainda não chegou, queria falar com você sobre nosso ano novo. –disse Gaara entusiasmado.

_Estou saindo da casa da Lia, ela estava terminando de me dar algumas aulas de boas maneiras. –ela disse com uma voz um tanto irritada.

_Ino, está tudo bem? –ele percebeu a voz dela diferente.

_Estou. Não precisa me esperar não, amanhã nós vamos nos ver pro jantar com o prefeito, ai conversamos.

Ele ficou preocupado, ela não parecia nada bem e ele sabia exatamente como Lia era insuportável se assim o quisesse, e não era nada pra ela se meter com aulas de boas maneiras, Ino já era boa de seu jeito natural.

_Não quer me ver?

_Só estou cansada, apenas isso, mas se é tão importante...

_Não, tudo bem, a gente se fala amanhã.

_Certo. Até amanhã.

_Até. Ino...

_Oi.

_Não se esqueça que eu a amo muito, está bem?

Ela ficou calada por alguém tempo, e depois disse:

_Não vou me esquecer.

Ela desligou o telefone e continuou caminhando até sua casa, seria uma longa caminhada, mas lhe faria muito bem. Não iria embora com Lia lhe atormentando ainda mais, estava sem nenhum dinheiro, pois esquecera a carteira na floricultura, então só lhe restava andar.

Enquanto caminhava ela se sentia uma pessoa muito diferente, olhava pras outras pessoas e ficava imaginando se elas saberiam quem ela era, e naquele momento parecia que não, mas em outros...

Se lembrou da moça da loja, ela sabia seu nome, lhe tratou como uma rainha, com certeza se ela fosse outra pessoa, ou simplesmente e ela mesma a um mês ninguém seria assim, sua vida não seria assim, e agora pensava na vida que teria agora, se é que teria alguma.

Ela respirou fundo, não queria que seus pensamentos rumassem muito, acabaria desistindo do que só começava acontecer, e ela não queria isso, afinal, Gaara a amava muito, como ele mesmo dissera.

Ela ergueu os olhos e viu o céu, negro pela noite, mais ainda sim reluzentes pelas estrelas reluzindo, e foi assim que viu uma menininha sentada na sarjeta segurando uma boneca de pano encardida, ela se abraçava as pernas e olhava para a rua como se tivesse medo. A menininha usava apenas uma roupa velha sem mangas, tinha os pés descalços e uma sainha muito rustida, com certeza sentia muito frio.

Ino se aproximou de vagar da menina, não queria assustá-la.

_Olá. –disse a loira se abaixando e sorrindo.

A menina se encolheu mais e ficou de olho em Ino, mas não saiu do lugar.

_Olha, meu nome é Ino, eu moro pra aquele lado. E você, como se chama?

A menina continuou olhando pra ela encolhida, e depois de alguns momentos um fio de voz disse:

_Linda.

_Linda... Bom, Linda, você tem algum lugar pra ir agora?

_Não. –ela disse ainda em um fio fraco de voz.

_Olha, eu estou indo pra minha casa. Já foi pra aquele lado?

_Não.

_Por quê?

_Minha mãe...

_O que, sua mãe não deixa? –perguntou Ino com cuidado e um sorriso gentil.

A menina apenas balançou a cabeça em sinal negativo.

_Então o que tem sua mãe?

_Ela morreu lá. –a menina disse de vagar, com a voz fraca.

Ino sentiu o peito derreter de pena.

_E seu pai?

_Também ficou lá.

_Linda, onde você mora?

_Eu não sei.

_Porque eu não e ajudo a procurar? Me deixa te ajudar? –ela estendeu a mão para a menina com um sorriso enorme de acolhimento.

A menina olhou para a mão dela por alguns momentos e por fim a segurou, se erguendo.

_Linda, você está com frio, não está? Tome... –Ino tirou o casaco e cobriu os ombros da menina. –Vista isso.

A menina olhou para Ino com apenas uma blusa fina de frio, e depois olhou pro casaco de novo.

_Pode colocar, prometo que é quentinho. –disse a loira com bondade.

De vagar as duas caminhavam, com Ino a puxando pela mão, a levaria até a delegacia, e lá poderiam encontrar onde a menina morava e verificar aquela morte dos pais dela.

A delegacia não ficava muito longe de sua casa, e quando chegavam perto ao posto policial, o estômago de Linda fez um barulho enorme, roncando de fome.

_Há quanto tempo não come, Linda?

_Há algum tempo. –ela disse baixando o olhar.

Ino não tinha nenhum centavo, então resolveu levar a menina pra casa antes de leva-la a delegacia, afinal ela precisava estar calçada também, e seria bom Sakura dar uma olhada na menina, ela devia estar naquele tempo gelado a bastante tempo.

Dentro do apartamento as outra meninas terminavam o jantar, programando o que iriam fazer na passagem de ano que seria em dois dias, quando Ino chegou segurando a mão da menina, que logo se escondeu atrás da loira ao ver tanta gente junta.

_Não precisa ter medo, Linda, são minhas amigas, elas não vão machucar você, acredita em mim?

A menina pareceu pensar um pouco e por fim concordou.

Hinata, Tenten, Sakura e Temari pararam o que estavam fazendo e ficaram vendo a cena.

_Linda, porque não se senta ali, eu vou arrumar alguma coisa pra gente comer. –disse Ino apontando o sofá.

De vagar a menina foi e ela se juntou as amigas, as puxando pra dentro da cozinha.

_Onde foi que... –começou Temari.

_Eu a encontrei na rua, estava sentada na sarjeta, ela diz que os pais morreram pra esse lado da cidade. Ela não fala muito, está com fome, então a trouxe pra cá, eu não tinha dinheiro pra comprar algo na rua, então a levarei até a delegacia depois disso... Se bem que minha cunhadinha linda podia ver isso né? –ela disse sorrindo, brincando com Temari.

_É bom averiguar isso mesmo. Ela não sabe onde mora.

_Não.

_Bom, então vamos dar comida quente a ela e um banho. –disse Hinata. –A pobrezinha está preta de sujeira.

_Valeu meninas. Sei que devia ter ido direto a delegacia, mas vê-la com fome e frio...

_Não, a gente entende, eu teria feito o mesmo. –disse Tenten.

_Sakura, ela ficou muitos dias no frio pelo o que eu vejo, poderia dar uma olhada nela, estava com o nariz escorrendo o caminho todo.

_Sem problemas. –disse Sakura sorrindo prestativa.

_Qual o nome dela? –indagou Hinata.

_Linda, ela disse que se chama Linda. –disse Ino observando a garotinha de longe.

_Bom Ino, acho que seu extinto materno foi aflorado, então vá até lá, ela parece confiar em você. –disse Tenten encorajando a amiga.

Ino fez que sim e foi até a menina, se ajoelhou na frente dela e sorrindo disse:

_Linda, minha amigas estão preparando o jantar, porque a gente não toma um banho quentinho enquanto isso? Gosta de banho com shampoo?

Ela fez que sim com a cabeça.

_Então vem, vou te ajudar.

Ino pegou a menina e levou até o banheiro, lhe mostrou as coisas e disse que ela poderia ficar a vontade. Linda era pequena, por volta dos sete anos de idade, mas parecia mais indefesa e mais frágil que as crianças de sete anos, por isso, I no percebeu a imobilidade dela e perguntou:

_Quer fazer isso sozinha, ou posso te ajudar?

_Minha mãe sempre me dava banho. –ela disse se virando para Ino.

_Bom, ela não está aqui, não é? Então venha, eu lhe dou banho, está bem?

A menina concordou, então Ino ajudou ela a tomar banho, lhe lavando os cabelos, usando muito sabonete, até que tocou as costelas da menina, a fazendo se mexer e sorrir de leve.

_Vejo que alguém tem cosquinhas. –disse Ino travessa, brincando com ela, iniciando um pouco de cosquinhas, fazendo a menina rir e a molhar toda se mexendo de baixo do chuveiro. _me Molhando, sua safadinha.

As meninas passavam pelo corredor e pararam a porta do banheiro entre aberta, ao ouvir muitas risadas, e ficaram admirando a cena de Ino brincando com a menina, toda molhada, enquanto a menina de olhar baixo e triste ria com vontade, e brincada sob a água.

_E depois Sai diz que ela é egoísta... –disse Sakura com um sorriso nos lábios.

_De baixo de todo aquele rosa, existe um coração, e olha como ele é bom. –disse Hinata também sorrindo.

Depois da festa do banheiro, Ino se secou e se trocou, pegou Linda e Hinata arrumou uma roupa sua, era a menos delas, mas ainda sim as peças ficaram grandes na menina, no entanto era melhor que sua roupa antiga, e depois foram jantar, e a menina ficou muito curiosa quando viu Tenten dar de Mamar a Aiko.

_Ele é tão bonito, parece uma de minhas bonecas. –disse a menina segurando a mão do bebê, que se mexeu contente, olhando para a garotinha.

Tenten sorriu, e olhou para Ino, estava com um sorriso lindo nos lábios, mas completamente concentrada na menina, nem percebeu que a amiga lhe encarava.

Sakura deu uma olhada na menina e constatou que ela estava com um resfriado forte, então pegou umas amostras de remédio que carregava na bolsa e pediu pra Ino dar a ela, aquilo ajudaria ela a sarar.

_Agora tenho que leva-la pra delegacia? –indagou Ino a Temari, com um pouco de pesar e desanimo.

_Seria o correto... –Temari viu Ino olhar pra menina um pouco triste. –Mas eu cuido disso pra você amanhã pela manhã, por hoje ela pode ficar aqui, só levante mais dados sobre ela, como nome completo, ou algo que nos ajude a achar a família dela.

_Vou conversar com ela.

_Mas tome cuidado minha amiga, ela não pode ficar aqui pra sempre.

_Eu sei, mas eu nem pensei nisso.

_É, eu sei que não pensou... –disse Temari meio irônica. –Mas agora vamos todas dormir, amanhã o dia vai ser cheio pra todo mundo.

Elas concordaram, e Ino levou Linda para seu quarto e ajeitou a cama de casal para que ela dormisse junto dela, em quanto Ino fazia algumas perguntas pra pequena que respondia de acordo com o que sabia e se lembrava.

_Agora venha, vamos dormir.

Elas se deitaram e se ajeitaram na cama, com Linda agarrada a sua boneca encardida e olhando para Ino, que se virou na cama e ficou olhando pra menina, antes de apagar a luz.

_Você é boazinha, se parece com minha mãe. –disse Linda antes de fechar os olhos, e depois que os fechou Ino ainda a encarou por algum tempo, depois apagou a luz, e seu pensamento antes de dormir foi que Temari tinha razão, ela não ficaria ali pra sempre, mas Ino queria que ficasse.

Notas finais
bem, mais um, epsero q gostem e comentem, estarei esperando os recados... no mais, obrigada a todos q deixam rewies, ñ dá pra responder a todos, mas com cd um eu tento melhorar sempre mais...
até o proximo...